Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

 ANTIBIOGRAMA 
 
 SEM COLORAÇÃO: os microrganismos são observados vivos. 
 
 A observação a fresco é utilizada para visualização da mobilidade e morfologia de 
bactérias espiraladas; 
 
 Utiliza-se geralmente um microscópio de campo escuro, pois as bactérias ao 
microscópio de campo claro tendem a aparecer transparentes. 
 
 Em uma preparação com a utilização de corantes, os microrganismos são corados, 
após serem mortos pelas interações químicas que muitas vezes podem ocorrer 
com auxílio de calor; 
 
 Quando utilizamos material fixado e corado, além das células ficarem mais visíveis 
após a coloração, podemos transportar estas lâminas sem risco; 
 
 DOIS PROCESSOS QUE PERMITEM CORAR AS BACTÉRIAS: 
 
 COLORAÇÕES SIMPLES: utiliza apenas um corante e ela baseia-se na diferença 
química existente entre as bactérias e o meio. Uma vez coradas, apresentam 
contraste, podendo ser visualizadas com mais clareza. 
 
 CORANTES MAIS UTILIZADOS: AZUL DE METILENO (1-2 min), CRISTAL 
VIOLETA (60 seg), CARBOLFUCSINA (30 seg). 
 
 COLORAÇÕES DIFERENCIAIS: utiliza geralmente mais de um corante além de 
mordentes e do diferenciador. Baseia-se na diferença química existente nas 
diferentes estruturas celulares, consequentemente na reação diferencial de 
variadas bactérias e suas estruturas frente a um determinado corante. 
 
 COLORAÇÃO DE GRAM 
 
 TÉCNICA: 
 
1. Coloração com violeta cristal (1 min); 
2. Aplicação de iodo ou lugol (1 min); 
3. Lavagem com álcool (tira o excesso/lava a lâmina); 
4. Contra corante (Safranina) (15 a 30 seg); 
5. Lava a lâmina delicadamente com água; 
 
GRAM (+): COR ROXAS; 
GRAM (-): A SAFRANINA VAI CORA-LÁS DE ROSA/AVERMELHADAS). 
 
 
 COLORAÇÃO ZIEHL-NEELSEN 
 
 A parede celular das micobactérias contém um alto teor de lipídios, 
principalmente ácido micólico, tornando-as difíceis de corar por métodos 
convencionais (ex: método de gram), sendo necessário a utilização do Método 
de ZIEHL-NEELSEN; 
 
 São chamadas de bacilos álcool-ácido resistentes (BAAR), pois uma vez sendo 
coradas, essas bactérias resistem à descoloração até mesmo por solventes 
orgânicos, como o álcool-ácido; 
 
 No gênero Mycobacterium incluem-se os agentes da tuberculose humana (M. 
tuberculosis), e bovina (M. bovis) e da lepra (M. leprae), entre outras; 
 
 A bacterioscopia do escarro pela coloração de ZIEHL-NEELSEN é de extrema 
importância no diagnóstico da tuberculose pulmonar e para o diagnóstico da 
Hanseníase através da linfa. 
 
 ETAPAS DA COLORAÇÃO DE ZIEHL-NEELSEN 
 
 A partir de esfregaços em lâminas (ex: escarro de paciente tuberculoso ou linfa 
colhida das orelhas, cotovelos e lesão), homogêneo, delgado e fixado; 
 
 TÉCNICA: 
1. Cobrir o esfregaço com o corante fucsina de ZIEHL-NEELSEN (5 min), 
aquecendo a lâmina em chama branda (evitar a fervura) até a emissão 
de vapores; 
2. Escorrer o corante e lavar em água corrente; 
3. Descorar com solução de álcool-ácido clorídrico a 1%; 
4. Lavar a lâmina em água corrente; 
5. Cobrir o esfregaço com azul de metileno (1 min). 
6. Escorrer o corante e lavar em água corrente; 
7. Esperar a lâmina secar e examinar no microscópio com a objetiva de 
imersão (100x). 
 
 
Para coloração de linfa não se aquece a lâmina e o tempo da Fucsina passa a 
ser 20 minutos 
 
 TESTE DE SENSIBILIDADE AOS ANTIMICROBIANOS (TSA) 
 
 Técnica de sensibilidade bacteriana in vitro diante de agentes antimicrobianos, 
também conhecido por Teste de Sensibilidade a Antimicrobianos (TSA); 
 
 ANTIMICROBIANOS: são drogas que têm a capacidade de inibir o crescimento 
de microrganismos, indicadas, portanto, apenas para o tratamento de infecções 
microbianas sensíveis; 
 
ANTIBIOGRAMA – TSA 
 
 
AGENTE ANTIMICROBIANO 
Composto químico que mata ou inibe o 
crescimento de microrganismos, podendo ser 
natural ou sintético. 
 
 
 
AGENTES QUIMIOTERÁPICOS 
Agentes químicos, naturais ou sintéticos, usados 
no tratamento de doenças. Atuam matando ou 
inibindo o desenvolvimento dos 
microrganismos, em concentrações baixas o 
suficiente para evitar efeitos danosos ao 
paciente. 
 
BACTERICIDAS 
São drogas capazes de matar ou lesar 
irreversivelmente as bactérias. 
 
 
BACTERIOSTÁTICOS 
Drogas que inibem o crescimento e a 
reprodução bacteriana sem provocar sua morte 
imediata, sendo reversível o efeito, uma vez 
retirada a droga. 
 
 
 TSA – MÉTODOS 
 
 CONCENTRAÇÃO INIBITÓRIA MÍNIMA (CIM ou CMI) 
 
o DISCO-DIFUSÃO; 
o MACRODILUIÇÃO; 
o MICRODILUIÇÃO; 
o ETEST. 
 
 TSA – DISCO-DIFUSÃO 
 
 O teste fornece resultados qualitativos; 
 
 É um dos métodos de suscetibilidade mais simples, confiável e mais utilizado 
pelos laboratórios de microbiologia; 
 
 No método de disco-difusão, um disco de papel filtro impregnado com uma 
concentração conhecida de um composto antimicrobiano é colocado na placa de 
ágar Mueller-Hinton (MH). 
 
 
 Este método apresenta algumas limitações: a dificuldade na avaliação da 
suscetibilidade aos antimicrobianos que se difundem mal através do ágar, como, 
por exemplo, a polimixina; 
 
COMO É FEITO O TESTE? 
 
 Após o crescimento e identificação bacteriana a próxima etapa será avaliar a 
sensibilidade bacteriana aos antimicrobianos; 
 
 É confeccionado um inóculo com salina das colônias bacterianas isoladas (4-5 
colônias) a serem testadas; 
 
 Em uma placa com Ágar Mueller-Hinton, deve-se cobrir toda a superfície da 
placa com auxílio do SWAB ou alça, e aguardar em média 5 minutos; 
 
 Em seguida, é colocado os discos de antibióticos e levados á estufa por 24h. 
 
 
 HALO DE INIBIÇÃO – CRESCIMENTO BACTERIANO 
 
 SENSÍVEL: identifica que “tal” medicamento será o recomendado; 
 
 INTERMEDIÁRIO: identifica que o microrganismo pode ser inibido por 
concentrações maiores de certas drogas; 
 
 RESISTENTE: identifica que a medicação não terá efeito terapêutico positivo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 A CONCENTRAÇÃO INIBITÓRIA MÍNIMA (CIM) CONSISTE NA MENOR 
CONCENTAÇÃO de um determinado antimicrobiano; 
 
 É a concentração mínima de um antibiótico para matar a bactéria! 
 
 Inibe o crescimento de um microrganismo em teste, sob condições in vitro 
bem definidas, durante um determinado intervalo de tempo; 
 
 O exame pode ser realizado por diversas metodologias, como a 
macrodiluição, microdiluição, sendo o gradiente de concentração em fita 
(etest) a mais utilizada, aplicável praticamente a todos os antimicrobianos 
disponíveis; 
 
 TSA – MACRODILUIÇÃO 
 
 Oito ou mais concentrações do agente antimicrobiano são preparadas em um 
volume final de 1 a 2 mL por tubo; 
 
 Os tubos contendo antimicrobianos são inoculados com uma suspensão 
bacteriana padronizada em unidades formadoras de colônias (UFC) por ml; 
 
 Após o período de incubação de 20 horas, a 37ºC, os tubos são examinados 
para comprovar o crescimento bacteriano que se revela em um aumento da 
turbidez; 
 
 Um tubo límpido demonstra que não houve crescimento bacteriano e 
representa a concentração inibitória mínima (CIM). 
 
 TSA – MICRODILUIÇÃO 
 
 A técnica de microdiluição em caldo utiliza placas plásticas estéreis, com 96 
poços, com o fundo em formato de “U”, para permitir melhor visualização do 
crescimento bacteriano; 
 
 Nesta placa, um número variável de antimicrobianos, em torno de 12 drogas, 
é colocado em distintas concentrações (4 a 8 diluições logarítmicas); 
 Os painéis de microdiluição devem permanecer incubados a 37ºC por 16 a 20 
horas (dependendo do gênero bacteriano e do antimicrobiano testado); 
 
 Após a incubação, a leitura da placa, com a determinação da CIM, será 
realizada visualmente, com o auxílio de um espelho que amplifica a imagem 
e facilita a leitura. 
 
 
 TSA - FITA CONCENTRADA (ETEST) 
 
 É uma fita plástica carregada por concentrações crescentes de antimicrobiano 
na face ventral e marcada, na face dorsal, com a escala das concentrações 
testadas a fimde facilitar a leitura do resultado; 
 
 Este teste baseia-se na difusão do gradiente antimicrobiano no ágar para a 
determinação da sensibilidade da amostra bacteriana ao antimicrobiano 
testado; 
 
 A preparação do inóculo é feita da mesma maneira que no teste de disco-
difusão; 
 
 A CIM é determinada pela intersecção da parte inferior da zona de inibição de 
crescimento, em forma de elipse com a tira do teste. 
 
 STAPHYLOCOCCUS 
 
 GRAM +; 
 
 COCOS; 
 
 CATALASE POSITIVA
 
 Isolados ou aos pares, em 
cadeias curtas ou agrupados; 
 
 O aspecto macroscópico da 
colônia em meio sólido; 
 Presença de pigmento; 
 
 Anaeróbios facultativos; 
 
 ÁGAR SANGUE: HEMÓLISE
 
 
 ESPÉCIES DE IMPORTÂNCIA CLÍNICA 
 
 S. AUREUS: é o patógeno mais importante entre os estafilococos. Coloniza 20 
a 40% dos adultos; 
 
 S. EPIDERMIDIS: relacionado com infecções associadas ao uso de cateteres 
endovenosos e endocardites, entre outras; 
 
 S. SAPROPHYTICUS: causa infecções urinárias agudas, sobretudo em 
mulheres jovens, saudáveis e sexualmente ativas. 
 
 STAPHYLOCOCCUS AUREUS 
 
 Aureus = ouro (devido a pigmentação no Agar) cor amarelada; 
 
 Uma das espécies patogênicas mais comuns, é a mais virulenta espécie do seu 
gênero; 
 
 Encontrada na pele e trato 
respiratório (fossas nasais); 
 
 Cresce em ambientes salinos; 
 
 COAGULASE POSITIVA (+); 
 
 Formação de pequenos agregados resultantes do fato das bactérias ficarem 
aprisionadas na rede de fibrina. 
 
 ENZIMA HIALURONIDADE: degrada a matriz extracelular humana abrindo 
abertura para entrada de patógenos; 
 
 ENZIMA CATALASE: transforma peróxido de oxigênio em água e oxigênio 
inofensivo; 
 
 
 QUADROS CLÍNICOS: 
 
 Infeções superficiais: foliculite, terçol, furúnculo, extensão da foliculite, 
impetigo, carbúnculo; 
 
 Infecções sistêmicas: (síndrome de pele escamosa), características de 
queimadura de sol, na qual ocorre a descamação da pele, pode evoluir para 
quadros tóxicos. 
 
 QUADROS TÓXICOS: 
 
 Síndrome do choque térmico: ocasionando por uma toxina bacteriana 
produzida pelos GRAM + (Aureus e pyogenes); 
 
 Ocorre muitas vezes devido ao uso prolongado de absorvente interno e 
diafragma; 
 
 Quando uma incisão cirúrgica for infectada; 
 
 Quando o útero fica infectado após o parto; 
 
 SINTOMAS: 
 
 Febre, hipotensão e prurido 
eritematoso; 
 
 Pode evoluir e causar falência 
de órgãos.
 
 TRANSMISSÃO 
 
 Pessoa a pessoa, pelo contato direto ou pelo contato indireto (via objetos); 
 
 As feridas e outras aberturas na pele (os estados de debilidade, as feridas 
cirúrgicas e as doenças em geral), incrementam a possibilidade desses 
microrganismos invadirem o organismo humano passando a atuar como 
patógenos. 
 
 ISOLAMENTO 
 
 TÉCNICA DE SEMEADURA 
 
 Estrias por esgotamento/ estrias múltiplas 
 
 ÁGAR MANITOL SALGADO: altera de rosa para amarelo 
em 24h: positivo para Aureus; 
 
 ÁGAR SANGUE: Lisas, com coloração branco-
porcelana, ou cinza. 
 Também podem apresentar pigmento amarelo ou 
amarelo-alaranjado, podendo ter hemólise. 
 Incubar a placa inoculada à 37ºC por 24 horas; 
 
 A coloração amarelada no S. aureus aparece MAIS 
articulada após a incubação de 72 horas em temperatura ambiente; 
 
 PROVAS BIOQUÍMICAS 
 
 CATALASE (+); 
 
 
 COAGULASE (-); 
 DNASE (+) - formação de halo 
transparente ao entorno da 
colônia; 
 
 AGLUTINAÇÃO (+) 
 
 TRATAMENTO
 PENICILINA;  VANCOMICINA 
 
 METICILINA RESISTENTE (MRSA) - STAPHYLOCOCCUS AUREUS 
 
 Staphylococcus aureus resistente a maioria dos antibióticos betalactâmicos, 
a penicilinas; 
 
 As infecções por MRSA associado à comunidade: infecções cutâneas e do 
tecido mole e o tratamento geralmente é feito com antibióticos orais; 
 
 Infecções hospitalares associadas a MRSA o tratamento geralmente é feito 
com antibióticos intravenosos; 
 
 As bactérias colonizam-se através do contato com alguém que esteja 
infectado, e também por contato com objetos que alguém com a bactéria 
tenha tocado. 
 
 STAPHYLOCOCCUS EPIDERMIDIS 
 
 Bactéria GRAM (+); 
 
 Não produz toxinas; 
 
 Coloniza a pele humana: mucosas, axilas, narinas; 
 
 COAGULASE (-); 
 
 CATALASE (+); 
 
 Patógeno oportunista, sendo um dos mais comumente associado a infecções 
hospitalares; 
 
CAUSA INFECÇÕES AOS: 
 
 Pacientes submetidos a terapia intravenosa, recém-nascidos, 
imunocomprometidos (idosos); 
 
 Pessoas que utilizam cateteres e outros produtos médicos como bolsas, 
respiradores, próteses. 
 
 IDENTIFICAÇÃO 
 
 No ÁGAR MANITOL SALGADO - colônias vermelhas e SEM alteração na cor do 
indicador vermelho de fenol; 
 
 No ÁGAR SANGUE - colônias lisas, coloração branco-porcelana ou cinzas com 
ausência de hemólise; 
 
 NOVOBIOCINA - SENSÍVEL ao antibiótico. 
 
 
 
 STAPHYLOCOCCUS SAPROPHYTICUS 
 
 
 Bactéria GRAM (+); 
 
 COAGULASE (-); 
 
 CATALASE (+); 
 
 Segundo agente mais comum 
causador de infecções do trato 
urinário, afetando principalmente 
mulheres sexualmente ativas; 
 
 Mulheres infectadas apresentam 
disúria, leucocitúria e numerosos 
microrganismos na urina; 
 
 Respondem rapidamente a antibióticos; 
 
 IDENTIFICAÇÃO 
 
 No ÁGAR MANITOL SALGADO - colônias vermelhas e SEM alteração na cor do 
indicador vermelho de fenol; 
 
 No ÁGAR SANGUE - colônias lisas, coloração branco-porcelana ou cinzas com 
ausência de hemólise; 
 
 NOVOBIOCINA - bactéria RESISTENTE ao antibiótico. 
 
 
 
 
 
 PROVA DA CATALASE 
 
1. Em uma lâmina, colocar duas amostras da 
bactéria isolada; 
 
2. Pingar sobre a amostra uma gota de peróxido 
de hidrogênio 3%; 
 
3. Observar a produção da liberação de O2 com 
a formação de bolhas. 
 
 O teste é POSITIVO para Staphylococcus sp. 
 
 
 PROVA DA DNAse 
 
 
 É um teste utilizado na diferenciação de microrganismos com base na 
atividade da desoxirribonuclease (DNAse), tais como o Staphylococcus aureus e 
Streptococcus pyogenes; 
 
 Semear uma colônia em ÁGAR DNAse e incubar a 35 graus por 24 horas; 
 
 No momento da leitura adicionar HCl sobre a placa, 
aguardar 30 segundos e observar a formação de um halo 
claro ao redor da colônia. 
 
 
 
 
 
 STREPTOCOCCUS 
 
 Bactéria capaz de causar infecções do trato respiratório, pele e tecidos moles, 
endocardites, sepse e meningites; 
 
 COCOS GRAM (+); 
 
 Pares, cadeias curtas ou longas; 
 
 CATALASE (–); 
 
 Aeróbicos; 
 
 Anaeróbicos: São microrganismos 
que não crescem na presença do ar 
e podem ser mortos pelo oxigênio;
 Imóveis e não formam esporos; 
 
 Facultativos: São microrganismos que tanto crescem na presença de oxigênio 
como na ausência do mesmo e (anaerobiose); 
 
 Fazem parte da microbiota normal da boca, pele, intestinos e trato 
respiratório superior. 
 
 Fermentam carboidratos resultando na produção de ácido lático; 
 
 Necessitam do uso de meios enriquecidos com sangue para o isolamento. 
 
 Streptococcus elaboram fatores de virulência, como a estreptolisinas, 
desoxirribonucleases (DNases) e hialuronidase, o que contribui para a 
destruição tecidual e a disseminação da infecção. 
 
 Maioria são SENSÍVEIS a PENICILINA. 
 
 
 
 CLASSIFICAÇÃO POR HEMÓLISE 
 
o BETA: a hemólise for total / 
o ALFA: a hemólise for parcial / 
o GAMA: não havendo hemólise / 
 BETA ALFA GAMA 
 
 
 CLASSIFICAÇÃO DE LANCEFIELD 
 
 Características antigênicas de um polissacarídeo de composição variável, 
chamado CARBOIDRATO C, localizado na parede da célula, que pode ser 
detectado por diferentes técnicas imunológicas; 
 
 Os estreptococcus foram divididos em 20 grupos sorológicos, designados por 
letras do alfabeto; 
 
 A fenotipagem dogrupo de Lancefield, é somente usada em algumas espécies 
de Streptococcus (espécies pertencentes aos grupos A, B, C, F e G); 
 
 STREPTOCOCCUS PYOGENES 
 
 Pertence ao grupo A; 
 
 Anaeróbico facultativo; 
 
 BETA-HEMOLÍTICO (hemólise 
total); 
 
 Bactéria geradora de pus; 
 
 
 Conhecida como bactéria comedora de carne, pode causar doenças 
supurativas e não supurativas (com ou sem pus); 
 
 Ela reduz a quantidade de hemácias, leucócitos e plaquetas, por isso a uma 
demora na cicatrização de feridas; 
 
 Positivo no teste de ASLO (serve para saber se o organismo teve contato com 
a bactéria). 
 
 
 
 QUADROS CLÍNICOS 
 
 Faringite; 
 
 Escarlatina; 
 
 Erisipela; 
 
 Fascite necrosante; 
 
 Febre reumática; 
 
 Glomerulonefrite. 
 
 ISOLAMENTO: ÁGAR SANGUE 
 
 PROVAS BIOQUÍMICAS 
 
 BETA-HEMÓLISE: destruição 
completa das hemácias que 
rodeiam a colônia; 
 
 CATALASE NEGATIVA; 
 
 
 CAMP; 
 
 TEST negativo; 
 
 PYR positivo. 
 
 TRATAMENTO 
 
 Bacitracina;  Penicilina; 
 
 
 
 STREPTOCOCCUS AGALACTIAE 
 
 Grupo B de LANCIFIELD; 
 
 Anaeróbico facultativo; 
 
 BETA-HEMÓLISE (hemólise total); 
 Responsável pelas principais infecções neonatal; 
 
 Causadora de pneumonia e meningite em recém-nascido; 
 
 Colonizadora do trato respiratório, afinidade de aderência em mucosas. 
 
 ISOLAMENTO 
 
 ÁGAR SANGUE, pelo meio nutritivo. 
 
 PROVAS BIOQUÍMICAS 
 
 BETA-HEMOLÍTICO (destruição completa das hemácias que rodeiam a 
colônia, ocasionando transparência ao redor; 
 
 CATALASE negativa, não forma bolhas; 
 
 CAMP, teste POSITIVO, reage na presença de aureus formando uma sepa ou 
meia; 
 
 Resistente a Bacitracina. 
 
 STREPTOCOCCUS PNEUMONIAE 
 
 Não participa de LANCIFIELD por não possuir CARBOIDRATO C; 
 
 Colonizadora a orofaringe, sendo capaz de disseminar para os pulmões, seios 
paranasais e ouvidos médios; 
 
 Alfa hemolítica (hemólise parcial) mas também pode ser beta hemolítica. 
 
 QUADRO CLÍNICO: Pneumonia 
 
 ISOLAMENTO 
 
 CATALASE NEGATIVA: não 
forma bolhas; 
 
 ALFA-HEMOLÍTICO: perda 
parcial de hemoglobina pelas 
hemácias; 
 
 OPTOQUINA POSITIVA: sensível; 
 
 
 Inibe crescimento da bactéria. 
 
 ENTEROCOCCUS 
 
 Grupo D de LANCIFIELD; 
 
 GRAM +; 
 
 Presente na microbiota do trato 
gastrointestinal; 
 
 CATALASE NEGATIVA; 
 
 
 
 
 Espécies patogênicas a humanos: 
E. Faecalis e E. Faecium; 
 
 Infecções adquiridas em 
hospitais; 
 
 ISOLAMENTO: Ágar sangue.
 
 PROVAS BIOQUÍMICAS 
 
 GAMA HEMÓLISE; 
 
 NaCL POSITIVA (cresce em alta 
concentração de sal); 
 
 BILI ESCULINA POSITIVA 
(quebra de moléculas) da 
esculina em esculetina, 
formação de precipitado negro.

Mais conteúdos dessa disciplina