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UNIVERSIDADE DA AMAZÔNIA - UNAMA0 CURSO DE BACHARELADO EM FARMÁCIA BEATRIZ CARNEIRO DE ALMEIDA CAROLAY FURTADO DE SOUSA GLAYCE NAYARA GOMES CARREIRA PREVALÊNCIA DE SÍFILIS EM RIBEIRINHOS DA ILHA DO COMBÚ, NO ESTADO DO PARÁ BELÉM 2025 BEATRIZ CARNEIRO DE ALMEIDA CAROLAY FURTADO DE SOUSA GLAYCE NAYARA GOMES CARREIRA PREVALÊNCIA DE SÍFILIS EM RIBEIRINHOS DA ILHA DO COMBÚ, NO ESTADO DO PARÁ Projeto de Pesquisa apresentado como requisito parcial para conclusão do Curso de Bacharelado em Farmácia da Universidade da Amazônia – UNAMA. Orientadora: Profa. Dra. Carla de Castro Sant’ Anna. BELÉM 2025 BEATRIZ CARNEIRO DE ALMEIDA CAROLAY FURTADO DE SOUSA GLAYCE NAYARA GOMES CARREIRA PREVALÊNCIA DE SÍFILIS EM RIBEIRINHOS DA ILHA DO COMBÚ, NO ESTADO DO PARÁ Projeto de Pesquisa apresentado como requisito parcial para conclusão do Curso de Bacharel em Farmácia da Universidade da Amazônia – UNAMA. Orientadora: Profa. Dra. Carla de Castro Sant’ Anna. Nota:________ Data da aprovação:___/___/___ Banca Examinadora: ____________________________________________________ Profa. Dra. Carla de Castro Sant’ Anna Orientadora –. UNAMA ____________________________________________________ Prof. Nome do avaliador e titulação Examinador Interno – UNAMA ____________________________________________________ Prof. Nome do avaliador e titulação Examinador Interno – UNAMA SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO 04 1.1 JUSTIFICATIVA 07 1.2 OBJETIVOS 08 1.2.1 Objetivo Geral 08 1.2.2 Objetivos Específicos 08 2 REFERENCIAL TEÓRICO 09 2.1 Aspectos clínicos, epidemiológicos e impactos na saúde pública da sífilis 09 2.2 Desafios do acesso à saúde e diagnóstico da sífilis nas populações ribeirinhas 09 2.3 Contribuições do profissional farmacêutico na vigilância epidemiológica e sanitária da população ribeirinha 09 3 METODOLOGIA 10 3.1 Tipo de Estudo 10 3.2 Coleta de Dados 10 3.3 Análise e síntese dos dados 10 3.4 Considerações Éticas 11 4 ORÇAMENTO 12 5 CRONOGRAMA 13 REFERÊNCIAS 14 ANEXO A – CARTA DE ACEITE DA ORIENTADORA 16 ANEXO B – TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO - TCLE 17 ANEXO C – PARECER CONSUBSTANCIADO DO CEP 18 1 INTRODUÇÃO As Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) representam um grande desafio para a saúde pública mundial, sendo responsáveis por elevadas taxas de morbidade e mortalidade em diversos grupos populacionais, e entre essas infecções, a sífilis destaca-se pela sua alta incidência e capacidade de provocar complicações graves quando não diagnosticada e tratada precocemente (Amador et al., 2024). Causada pela bactéria Treponema pallidum, a sífilis é uma doença crônica e sistêmica que pode evoluir por diferentes estágios clínicos, indo desde manifestações iniciais assintomáticas até formas avançadas com comprometimentos neurológicos, cardiovasculares e até morte (Andrade et al., 2019). No Brasil, a sífilis tem sido uma preocupação crescente, especialmente nos últimos anos, em razão do aumento expressivo de casos registrados em diversas regiões, e segundo dados do Ministério da Saúde, a incidência da sífilis adquirida, congênita e gestacional vem crescendo, refletindo desafios no diagnóstico precoce, adesão ao tratamento e estratégias de prevenção (Nunes; Nascimento, 2024). Para tanto, o crescimento da doença pode ser atribuído a diversos fatores, como a redução do uso de preservativos, o acesso limitado a serviços de saúde e a falha na notificação e tratamento dos parceiros sexuais. Cabe frisar que entre as populações mais vulneráveis à sífilis estão aquelas que enfrentam barreiras geográficas e dificuldades de acesso aos serviços de saúde, como os ribeirinhos da região amazônica, e esse grupo populacional vive em áreas afastadas dos grandes centros urbanos e depende de um sistema de saúde muitas vezes precário, com infraestrutura deficitária e acesso limitado a exames laboratoriais, consultas médicas e medicamentos essenciais (Costa et al., 2020). A dificuldade de deslocamento até unidades de saúde, combinada com a baixa oferta de serviços especializados, compromete o diagnóstico precoce e o tratamento adequado da doença, favorecendo sua disseminação e aumentando os riscos de transmissão vertical, quando a sífilis é passada da mãe para o bebê durante a gestação (Domingues et al., 2021). A Ilha do Combú, situada no estado do Pará, é um exemplo dessa realidade. Localizada próxima à capital Belém, a ilha é habitada por comunidades ribeirinhas que dependem do transporte fluvial para acessar serviços básicos de saúde, e apesar da proximidade com a capital, a população da ilha enfrenta dificuldades relacionadas ao atendimento médico contínuo, à falta de profissionais especializados e ao baixo acesso a informações sobre prevenção de ISTs (Figueiredo et al., 2022). Para tanto, esse contexto favorece a subnotificação de casos de sífilis e reforça a necessidade de estudos epidemiológicos que possam mapear a real prevalência da doença na região. A sífilis é uma doença silenciosa em muitos casos, pois pode permanecer assintomática por longos períodos. Isso contribui para a transmissão contínua e para o diagnóstico tardio, aumentando o risco de complicações severas, ou seja, a infecção durante a gestação pode resultar em graves consequências para o bebê, como natimortalidade, parto prematuro e malformações congênitas (Guédes; Paula, 2024). Ademais, a identificação da prevalência da sífilis entre a população ribeirinha da Ilha do Combú pode fornecer dados fundamentais para a formulação de estratégias preventivas e a implementação de políticas de saúde mais eficazes na região. A realização deste estudo, por meio da coleta de dados em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) que atende a população da Ilha do Combú, permitirá uma análise detalhada do perfil epidemiológico da sífilis nesse grupo populacional (Heringer et al., 2020). E além de identificar a prevalência da infecção, a pesquisa poderá contribuir para a elaboração de estratégias voltadas à ampliação do diagnóstico precoce, ao fortalecimento das ações de prevenção e à melhoria do acesso ao tratamento adequado. A relevância deste estudo se dá não apenas pela possibilidade de mapear a situação epidemiológica da sífilis na Ilha do Combú, mas também pela contribuição que pode oferecer para o planejamento de políticas públicas voltadas à saúde da população ribeirinha, visto que, urge compreender os desafios enfrentados por essa comunidade no enfrentamento da sífilis pode auxiliar na criação de programas de conscientização, ampliação do acesso a testes rápidos e implementação de estratégias de tratamento mais eficazes, reduzindo a transmissão da doença e seus impactos na qualidade de vida da população local (Parmejiani et al., 2022). Dessa forma, este trabalho busca preencher uma lacuna na literatura sobre a sífilis em populações ribeirinhas, fornecendo informações atualizadas sobre sua prevalência e os desafios enfrentados para seu controle, e o presente estudo pretende contribuir para a melhoria do atendimento em saúde na região, garantindo que a população ribeirinha tenha acesso a informações e serviços adequados para o enfrentamento da sífilis. E tendo em vista os aspectos citados acima, elaborou-se a seguinte pergunta norteadora: Qual a prevalência da sífilis entre os ribeirinhos atendidos pela Unidade Básica de Saúde da Ilha do Combú, estado do Pará, e quais fatores podem estar associados à disseminação da doença nessa população?. 1.1 JUSTIFICATIVA A presente pesquisa se justifica, pois a sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada pela bactéria Treponema pallidum, que, se não tratada adequadamente, pode evoluir para complicações graves, comprometendo diversos órgãos e sistemas do corpo humano (Pereira et al., 2022). Nos últimos anos, a sífilis tem se tornado um problema de saúde pública no Brasil, com um aumento significativo de casos, especialmente em populações vulneráveis com dificuldade de acesso aos serviços de saúde, como osribeirinhos da região amazônica (Amador et al., 2024). A Ilha do Combú, localizada no estado do Pará, abriga uma população que enfrenta desafios relacionados à assistência médica, infraestrutura e acesso a informações sobre prevenção de doenças, sendo que, inúmeras comunidades ribeirinhas possuem limitações na oferta de serviços de saúde, o que dificulta o diagnóstico precoce e o tratamento adequado da sífilis. Diante desse cenário, torna-se essencial a realização de estudos epidemiológicos que possam fornecer dados concretos sobre a prevalência da sífilis nessa população específica, e a coleta e análise de dados provenientes de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) permitirão uma compreensão mais detalhada da situação, possibilitando a formulação de estratégias eficazes para prevenção, controle e tratamento da doença (Nunes; Nascimento, 2024). Além disso, este estudo contribuirá para a sensibilização das autoridades de saúde e da população local sobre a importância do diagnóstico precoce e da adesão ao tratamento, pois o conhecimento gerado poderá subsidiar políticas públicas e ações voltadas à ampliação do acesso a exames laboratoriais, distribuição de preservativos e promoção de campanhas educativas voltadas à prevenção das ISTs. Outro fator relevante é que a sífilis, apesar de ser uma doença tratável, ainda é cercada por estigmas e desinformação, o que reforça a necessidade de ações educativas junto à comunidade ribeirinha, e muitas pessoas não buscam atendimento médico por desconhecimento dos sintomas ou por barreiras culturais e geográficas, o que agrava a situação. Portanto, este trabalho justifica-se pela necessidade de gerar dados epidemiológicos sobre a sífilis na Ilha do Combú e contribuir para a melhoria da saúde dessa população. 1.2 OBJETIVOS 1.2.1 Objetivo Geral Identificar a prevalência de sífilis dos pacientes ribeirinhos atendidos pela Unidade Básica de Saúde da Ilha do Combú, no estado do Pará. 1.2.2 Objetivos Específicos · Traçar o perfil socioepidemiológico e sintomatológico dos pacientes com sífilis da Unidade Básica de Saúde da Ilha do Combú; · Avaliar o nível de conhecimento da população sobre a doença e suas formas de transmissão, diagnóstico e tratamento, por meio de questionários ou entrevistas; · Sugerir estratégias de intervenção e controle para a redução da incidência de sífilis na população ribeirinha, com base nos dados obtidos. 2 REFERENCIAL TEÓRICO 2.1 Aspectos clínicos, epidemiológicos e impactos na saúde pública da sífilis 2.2 Desafios do acesso à saúde e diagnóstico da sífilis nas populações ribeirinhas 2.3 Contribuições do profissional farmacêutico na vigilância epidemiológica e sanitária da população ribeirinha 3 METODOLOGIA 3.1 TIPO DE ESTUDO O presente estudo trata-se de um estudo observacional, transversal e descritivo, de abordagem quali-quantitativa que buscará determinar a prevalência da sífilis na população ribeirinha atendida na Unidade Básica de Saúde da Ilha do Combú. Sendo que, em um segundo momento será realizado um estudo descritivo, de caráter exploratório onde se utilizará a Revisão Integrativa da Literatura, que tem como finalidade reunir, e resumir o conhecimento científico, antes produzido sobre o tema investigado (Gonçalves, 2019). E essa busca pelos dados bibliográficos ocorrerá através da seleção de artigos publicados entre os anos de 2020 e 2024, utilizando termos cadastrados nos Descritores em Ciências da Saúde (DECS): atenção primária à saúde; sífilis; ribeirinho. 3.2 COLETA DE DADOS O processo de coleta de dados ocorrerá através da busca ativa de prontuários e atendimentos realizados por demanda espontânea no dia 02/04/2025, sendo que, atualmente, a UBS da Ilha do Combú tem a capacidade de atender em média, cerca de 700 famílias e 2.400 pessoas, e a comunidade ribeirinha das ilhas adjacentes, como as ilhas do Papagaio, do Murutucu e Grande também são atendidas nessa Unidade. Já para o embasamento bibliográfico serão utilizados artigos científicos indexados na base de dados da Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), do Sistema Regional de Informação para Revistas Científicas de América Latina, Caribe, Espanha e Portugal (LATINDEX), e da Scientific Electronic Library Online (SCIELO). 3.3 ANÁLISE E SÍNTESE DOS DADOS O processo de análise de dados iniciará após a catalogação e categorização dos estudos realizada para a composição da pesquisa apresentada, para tanto, os critérios de inclusão determinados foram: artigos originais em versão português, publicados nos últimos cinco anos, entre janeiro de 2020 a dezembro de 2024. 3.4 CONSIDERAÇÕES ÉTICAS Serão considerados os aspectos éticos mantendo as ideias originais dos manuscritos pesquisados referenciando os mesmos dentro das Normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) vigentes. Sendo que, por tratar-se de um estudo bibliográfico e haver relação direta com seres humanos como indica a Resolução 466/2012, do Conselho Nacional de Saúde/MS (BRASIL, 2013), o presente estudo foi encaminhado ao Comitê de Ética em Ensino e Pesquisa da Universidade da Amazônia – UNAMA e aprovado, sendo o parecer de nº 7.331.126. 4 ORÇAMENTO DESCRIÇÃO QUANTIDADE VALOR UNITÁRIO R$ VALOR TOTAL R$ MATERIAL PERMANENTE Notebook 02 1.800,00 3.600,00 Pen drive 02 35 70,00 MATERIAL DE CONSUMO Papel tipo A4 03 16,50 49,50 Cartuchos de tinta Preta para impressora 01 55,00 55,00 Fotocópias 100 0,30 30,00 Encadernação 06 5,00 30,00 Caneta esferográfica 06 2,00 12,00 Caneta marca texto 03 4,50 13,50 Clipes de papel 06 3,00 18,00 SERVIÇOS DE TERCEIROS PESSOA FÍSICAJURÍDICA Revisão Gramatical 01 220,00 220,00 TRANSPORTE Combustível 40 5,90 236,00 TOTAL R$ 4.334,00 Nota: Projeto autofinanciado. 5 CRONOGRAMA Período Atividades 2025 FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV Escolha do tema e Problema de pesquisa X Levantamento bibliográfico X X X Elaboração da Introdução, Justificativa e Objetivos X X Entrega do Projeto X Coleta de dados X Revisão Integrativa da Literatura X X X Elaboração dos resultados de pesquisa X X Conclusão da pesquisa X Defesa do TCC e entrega do manuscrito X REFERÊNCIAS AMADOR, Emmily Oliveira et al. Determinantes sociais em saúde como fator de impacto na assistência em saúde para populações quilombolas: uma revisão sistemática. Revista Eletrônica Acervo Saúde, v. 24, n. 4, p. e14922-e14922, 2024. ANDRADE, Heuler Souza et al. Caracterização epidemiológica dos casos de sífilis em mulheres. Ciência & Saúde, v. 12, n. 1, p. e32124-e32124, 2019. COSTA, Camila Chaves da et al. Construção e validação de uma tecnologia educacional para prevenção da sífilis congênita. Acta Paulista de Enfermagem, v. 33, p. eAPE20190028, 2020. DIAS, Jerusa Araujo et al. Infecções sexualmente transmissíveis em mulheres afrodescendentes de comunidades quilombolas no Brasil: prevalência e fatores associados. Cadernos de Saúde Pública, v. 37, n. 2, p. e00174919, 2021. DOMINGUES, Carmen Silvia Bruniera et al. Protocolo Brasileiro para Infecções Sexualmente Transmissíveis 2020: sífilis congênita e criança exposta à sífilis. Epidemiologia e Serviços de Saúde, v. 30, p. e2020597, 2021. 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