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CENTRO EDUCACIONAL FESN Aracaju-SE Página 1/4 Bancada nº 14 Técnica VIA ENDOVENOSA INTRODUÇÃO Significa a obtenção de um acesso venoso, perfurando-se uma veia com agulha. Podem ser veias periféricas (puncionadas pela equipe de Enfermagem) e centrais (puncionadas pela equipe médica). SELEÇÃO DE UMA VEIA A escolha de uma veia para punção periférica é um importante aspecto a ser considerado na realização do procedimento, por isso deve ser feito com extrema perícia, examinando-se a rede venosa mediante inspeção e palpação. A veia escolhida precisa apresentar-se: Firme, elástica, relativamente reta, isenta de cicatrizes, cheia e arredondada; evite veias tortuosas e “dançarinas”; Dê preferência para punção de veias no membro superior não dominante; Selecionar o calibre do cateter de acordo com o calibre da veia; Nos casos de terapias mais prolongadas e/ou na vigência de administrações de soluções viscosas faz-se necessário utilizar dispositivos intravenosos mais calibrosos e, portanto, veias mais calibrosas. Isto também se aplica a antibióticos de 3ª e 4ª geração para evitar flebite; Evitar a punção em membros inferiores, pois a falta de mobilidade diminui a circulação sanguínea, favorecendo a formação de coágulos e alto risco de tromboembolismo; Evitar puncionar o membro localizado no lado de uma mastectomia devido à circulação comprometida; Evitar a punção em articulações. Caso necessário, puncionar com cateter jelco; Caso seja necessária a punção próxima a uma articulação, imobilizar o local com tala (principalmente em crianças e idosos); Excluir a veia que apresentam equimoses, sinais de flebite e pele com solução de continuidade; Não puncionar no mesmo membro em que exista uma fístula arteriovenosa (pacientes renais); Evitar punção em veias esclerosadas (endurecidas) ou trombosadas, pelo menos no trecho correspondente a aproximadamente 2 cm do local de punção; É contraindicado puncionar abaixo de uma infiltração endovenosa prévia. FINALIDADE ● Obter efeito imediato do medicamento; ● Administrar drogas contraindicadas pela Via oral, SC, IM. ● Permitir introdução de grandes volumes de soluções em casos de desidratação, choques, hemorragias e cirurgias. ● Administrar nutrição parenteral; ● Instalar Hemoterapia; ● Coletar sangue para exames laboratoriais. LOCAIS INDICADOS PARA PUNÇÃO VENOSA REGIÃO DO DORSO DA MÃO: veias superficiais de fácil acesso, porém atenção à punção de longa duração nesse local, pois pode limitar os movimentos. São: veia basílica, cefálicas e metacarpianas dorsais. REGIÃO DOS MEMBROS SUPERIORES: área em que encontramos vários locais disponíveis, tais como: veia cefálica, cefálica acessória, basílica, intermediária do cotovelo e intermediária do antebraço. REGIÃO CEFÁLICA: utilizada frequentemente em pediatria quando não há possibilidade de punção nos membros. MATERIAL Bandeja contendo: ● Luvas de procedimento ● Bolas de algodão ● Álcool a 70% ● Garrote ● Seringa com medicação prescrita e identificada ● Extensor com seringa preenchido com SF0,9% ou AD ● Dispositivo intravenoso com haste metálica (scalp) ou flexível (jelco) ● Saco plástico para resíduos ou lixo próximo ● Toalha, papel toalha ● Esparadrapo TÉCNICA DE PUNÇÃO VENOSA COM SCALP AÇÃO JUSTIFICATIVA 1. Ver prontuário; 2. Lavar as mãos e organizar o material. Reduz a transmissão de microorganismos. 4. Fazer etiqueta da seringa; 5. Preparar o scalp hidrolisado ou salinizado Escovar o scalp com água destilada ou soro fisiológico 0,9% para a retirada de ar da extensão. 6. Selecionar os dispositivos adequados com o calibre do acesso venoso. O calibre do dispositivo deve ser menor que o calibre da via escolhida 6. Depositar todo material necessário em bandeja para levar até o leito do paciente; 4. Reunir o material necessário na bandeja e se dirigir ao quarto do paciente 5. Explicar o procedimento, incluindo a colaboração necessária durante e após o início da terapia. Promove eficiência e diminui a ansiedade e assegura a colaboração. 7.Inspecionar os possíveis locais de punção, evitando dobraduras. 8. Perguntar ao paciente qual é a mão dominante. Promove a instalação da agulha na mão ou antebraço não dominante. 9. Colocar o forro para proteger as roupas de cama Evita contaminação da roupa de cama. 10. Cortar o esparadrapo para fixação 11. Calçar as luvas de procedimento. Promove a bioproteção. 12. Amarrar o garrote no braço, quatro dedos ou 07 cm acima do local de punção. Garrotear sem compressão exagerada Facilita a avaliação das veias distais do antebraço e da mão, restringindo o fluxo de sangue. Em pacientes com muitos pêlos, pode-se proteger a pele com pano ou com a roupa do paciente. 13. Pedir ao paciente para abrir e fechar a mão ou colocar a mão para baixo. Bombear o sangue para a extremidade. Facilita a visualização da veia. Solicitar ao cliente para manter a mão fechada durante a punção. 14. Fazer antissepsia ampla, de baixo para cima do local a ser puncionado e pedir para manter a mão fechada. Permite que não haja introdução de microorganismos. 15. Fixar a veia e os tecidos com o polegar da mão não dominante abaixo do local de inserção. Estabiliza a veia e previne a movimentação da pele, diminuindo a dor durante a inserção da agulha. 16. Usar a mão dominante para posicionar as asas de borboleta com os dedos polegar e indicador e com a agulha com o bisel para cima e a um ângulo de aproximadamente 45º. Se a veia for fixa, penetrar pela face anterior. Se for móvel, penetrar por umas das faces laterais, diminuindo o ângulo para 15º quando evidenciar sangue. Facilita a inserção da agulha e impede a transfixação da veia a ser puncionada. A punção deve ser realizada da parte distal da veia para a porção proximal, no sentido do fluxo venoso. 17. Evidenciada a presença de sangue na agulha, continue a inserir lentamente o restante da mesma. A presença de sangue indica que a veia foi puncionada corretamente. Observar sinais de infiltração e relatos do paciente (edema, dor e ardência). 18. Aspire lentamente para confirmar a presença do sangue 19. Soltar o garrote e pedir que o paciente abra a mão. 20. Fixe o dispositivo com esparadrapo Evita que a agulha se movimente ou se perca o dispositivo 20. Escove a extensão e o dispositivo com 1ml da solução Observando se não ocorre infiltração 21. Troque as seringas e administre a medicação prescrita. Evita a formação de coágulos. 22. Terminada a infusão, lavar com a solução e mantê- lo (se necessário) ou retirar o dispositivo de punção (se necessário) no mesmo ângulo de inserção e pressionar o local com algodão seco, até que não haja sangramento. Pressione o tempo necessário, impedindo a formação de hematoma por extravasamento de sangue. 23. Organizar o material e unidade. Mantém o ambiente em ordem. 24. Retirar as luvas, lavar as mãos e descartar em lixo apropriado. Garante que não haja contaminação da equipe, com o descarte de material biológico em local apropriado. 25. Realizar anotações no prontuário. Qualquer intercorrência deve ser registrada no prontuário do paciente. TÉCNICA DE PUNÇÃO VENOSA COM JELCO ou ABOCATH 1. Ver prontuário 2. Lavar as mãos e organizar o material. Reduz a transmissão de microorganismos. 3. Selecionar os dispositivos comparativos com o calibre do vaso. O calibre do dispositivo deve ser menor que o calibre da via escolhida 4. Explicar o procedimento, incluindo a colaboração necessária durante e após o início da terapia. Promove eficiência e diminui a ansiedade e assegura a colaboração. 5. Inspecionar os possíveis locais de punção, evitando dobraduras. 6. Perguntar ao paciente qual é a mão dominante. Promove a instalação da agulha na mão ou antebraço não dominante. 7. Colocar o forro para proteger as roupasde cama Evita contaminação da roupa de cama. 8. Cortar o esparadrapo 9. Calçar as luvas de procedimento. Promove a bioproteção. 10. Amarrar o garrote no braço, quatro dedos ou 07 cm acima do local de punção. Garrotear sem compressão exagerada Facilita a avaliação das veias distais do antebraço e da mão, restringindo o fluxo de sangue. Em pacientes com muitos pêlos, pode-se proteger a pele com pano ou com a roupa do paciente. 11. Pedir ao paciente para abrir e fechar a mão ou colocar a mão para baixo. Bombear o sangue para a extremidade. Facilita a visualização da veia. Solicitar ao cliente para manter a mão fechada durante a punção. 12.Fazer antissepsia ampla, de baixo para cima do local a ser puncionado e pedir para manter a mão fechada. Permite que não haja introdução de microorganismos. 13.Fixar a veia e os tecidos com o polegar da mão não dominante abaixo do local de inserção. Estabiliza a veia e previne a movimentação da pele, diminuindo a dor durante a inserção da agulha. 14. Usar a mão dominante para posicionar o jelco com os dedos polegar e indicador e com a agulha com o bisel para cima e a um ângulo de aproximadamente 45º. Se a veia for fixa, penetrar pela face anterior. Se for móvel, penetrar por umas das faces laterais, diminuindo o ângulo para 15º quando evidenciar sangue. Facilita a inserção da agulha e impede a transfixação da veia a ser puncionada. A punção deve ser realizada da parte distal da veia para a porção proximal, no sentido do fluxo venoso. 15. Evidenciada a presença de sangue na agulha, segure a agulha (guia) e continue a inserir lentamente apenas a parte flexível do jelco. A presença de sangue indica que a veia foi puncionada corretamente. Observar sinais de infiltração e relatos do paciente (edema, dor e ardência). 16. Após toda introdução, soltar o garrote e pedir que o paciente abra a mão. 17. Comprima a parte superior da pele (ponta da haste flexível) e retire a agulha, conectando o soro ou a extensão com torneirinha. Evita o extravasamento de sangue 18. Fixe o dispositivo com esparadrapo Evita que a agulha se movimente ou se perca o dispositivo 19. Administre a medicação prescrita. Evita a formação de coágulos. 20. Se for administrar apenas a medicação, lave o dispositivo e retire no mesmo ângulo de inserção e pressionar o local com algodão seco, até que não haja sangramento, ou termine de fixar caso o dispositivo permaneça. Pressione o tempo necessário, impedindo a formação de hematoma por extravasamento de sangue. 21.Organizar o material e unidade. Mantém o ambiente em ordem. 22.Retirar as luvas, lavar as mãos e descartar em lixo apropriado. Garante que não haja contaminação da equipe, com o descarte de material biológico em local apropriado. 23.Anotar no prontuário Qualquer intercorrência deve ser registrada no prontuário do paciente. HEPARINIZAÇÃO / SALINIZAÇÃO / HIDROLISAÇÃO É possível manter um cateter periférico permeável sem que ele esteja adaptado a uma infusão venosa contínua, tal procedimento é denominado heparinização de cateter, salinização ou hidrolisação. Heparinização = administração de uma solução heparinizada (0,2 ml de heparina a 5.000U/ml diluído em 9,8 ml de água destilada ou soro fisiológico a 0,9%). Esta solução deve ser trocada a cada 6 - 8 horas em que o acesso não seja usado ou sempre que houver nova administração de medicamentos com 2 ml da solução. Salinização ou Hidrolisação = é utilizada nos dispositivos Jelco (>24), por serem fabricados com materiais como teflon ou poliuretano, que inibem a agregação de trombos em seu interior, podendo neste caso realizar somente a salinização (SF 0,9%) ou hidrolisação = água destilada. OBSERVAÇÃO 1. Não administrar drogas que contenham precipitados ou flóculos em suspensão; 2. Para administrar dois medicamentos endovenosos, puncionar a veia e usar uma seringa para cada droga. Só misturar drogas na mesma seringa se não existir contraindicação; 3. Usar material estéril e em bom estado de conservação; 4. Rodiziar os locais de aplicação; 5. A presença de hematoma, edema ou dor indica que a veia foi transfixada ou a agulha está fora dela: retirar a agulha e pressionar o local levemente com algodão. A nova punção deverá ser feita em outro local, porque a recolocação do garrote aumenta o hematoma; 6. Ao se processar a antissepsia emprega-se algodão embebido em álcool, sem excesso, evitando a penetração do mesmo no local da punção venosa; 7. Em terapias prolongadas é recomendada a substituição do dispositivo IV periférico a cada 72 horas para evitar infecção e flebite.