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Prévia do material em texto

Universidade Paulista (UNIP). 
Enfermagem. 
 
 
 
 
 
 
Daniela Guimaraes Silva. 
 
 
 
 
 
 
Relatório 01. 
 
Relatório Propedêutica e Processo de cuidar 
na Saúde da criança e do adolescente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ibitinga. 
2023. 
 
 
 
 
 
 
SUMÁRIO.
 
 
AULA 01 – ROTEIRO 01: REFLEXOS NEUROLÓGICOS DO RECÉM-NASCIDO. .. 4 
AULA 01 – ROTEIRO 02: BANHO DO RECÉM-NASCIDO. ........................................... 8 
AULA 01 – ROTEIRO 03: MEDIDAS ANTROPOMÉTRICAS, SSVV E EXAME 
FÍSICO DA CRIANÇA. ......................................................................................................... 11 
Avaliação do Peso. ............................................................................................................... 13 
Avaliação do Perímetro Cefálico. ...................................................................................... 14 
Avaliação do Perímetro Torácico. ..................................................................................... 15 
Avaliação do Perímetro Abdominal. ................................................................................. 16 
Avaliação dos SSVV. ........................................................................................................... 17 
Exame Físico da Criança. ................................................................................................... 20 
AULA 01- ROTEIRO 04: MEDICAÇÃO EM PEDIATRIA. ............................................ 33 
Preparo e administração de medicamento ....................................................................... 33 
AULA 01 – ROTEIRO 05: PUNÇÃO VENOSA PERIFÉRICA EM PEDIATRIA, ....... 49 
Punção Venosa Periférica Com Scalp (Cateter Agulhado) Em Pediatria Para Coleta 
De Exame. ............................................................................................................................ 52 
AULA 01 – ROTEIRO 06: INSERÇÃO DE SONDA NASOENTÉRICA EM 
PEDIATRIA. ........................................................................................................................... 62 
AULA 01 – ROTEIRO 07: INSERÇÃO DE SONDA NASOGÁSTRICA EM 
PEDIATRIA. ........................................................................................................................... 65 
AULA 01 – ROTEIRO 08: BOLSA DE COLETA DE URINA NA PEDIATRIA. .......... 70 
AULA 01 – ROTEIRO 09: SONDAGEM VESICAL NA PEDIATRIA. .......................... 72 
Sondagem Vesical de Demora Feminina na Pediatria..................................................... 76 
Sondagem Vesical de Alívio ............................................................................................... 76 
AULA 01 – ROTEIRO 10: OXIGENOTERAPIA POR CATETER NASAL. ................. 77 
OXIGENOTERAPIA POR MÁSCARA DE VENTURI. ............................................... 80 
OXIGENOTERAPIA POR INALAÇÃO. ............................................................................ 82 
AULA 01 – ROTEIRO 11: ASPIRAÇÃO DA VIA AÉREA SUPERIOR. ....................... 84 
AULA 01 – ROTEIRO 12: SUPORTE BÁSICO DE VIDA EM PEDIATRIA PARA 
PROFISSIONAIS DE SAÚDE. ............................................................................................. 87 
Posição das mãos durante a compressão em maiores de 1 ano – com 1 ou 2 mãos. ..... 89 
AULA 01 – ROTEIRO 13: OVACE – OBSTRUÇÃO DE VIAS AÉREAS POR CORPO 
ESTRANHO. ........................................................................................................................... 89 
Obstrução Leve ................................................................................................................... 90 
 
 
3 
 
Obstrução grave .................................................................................................................. 90 
Sinal de angústia (sinal universal da asfixia) .................................................................... 91 
Bebês ≤ 1 Ano Sinais De Obstrução Grave: .................................................................... 92 
PERGUNTAS PASSADAS DURANTE AS AULAS E CARIMBO DA DOCENTE 
RESPONSÁVEL. .................................................................................................................... 93 
Roteiro 1 Ao 5 – 1° Aula, Período Da Manhã. ................................................................. 93 
Roteiro 1 Ao 5 – 2° Aula, Período Da Tarde. ................................................................... 93 
Roteiro 6 Ao 13 – 1° Aula, Período Da Manhã. ............................................................... 93 
Roteiro 6 Ao 13 – 2° Aula, Período Da Tarde. ................................................................. 93 
REFERÊNCIAS. .................................................................................................................... 93 
 
 
 
 
 
 
4 
 
 
INTRODUÇÃO. 
 O presente relatório tem por finalidade descrever e analisar 
aspectos abordados na aula de Propedêutica e processo de 
cuidar na saúde do adulto, realizada no laboratório do campus, 
ministrado pela professora Alessandra da Universidade Paulista 
do campus de Araraquara. 
 A Propedêutica e Processo de cuidar na Saúde da criança e 
do adolescente. tem por finalidade de proporcionar o raciocínio 
crítico e o julgamento clínico por meio do estímulo. Promovendo 
o bem estar do paciente e identificar os problemas e anomalias 
ao decorrer no 1° dia de vida do Recém Nascido, até a 
adolescência. 
 
AULA 01 – ROTEIRO 01: REFLEXOS NEUROLÓGICOS 
DO RECÉM-NASCIDO. 
 Os reflexos primitivos são respostas automáticas e 
estereotipadas a um determinado estímulo externo. Estão 
presentes ao nascimento mas devem ser inibidos ao longo dos 
primeiros meses, quando surgem os reflexos posturais. Sua 
presença mostra integridade do sistema nervoso central; 
entretanto, sua persistência mostra disfunção neurológica. 
 De modo geral, a sucção reflexa e a marcha reflexa 
desaparecem por volta dos dois meses de vida. Os outros 
reflexos arcaicos devem desaparecer até no máximo 6 meses 
de idade, exceto os dois reflexos dos pés. 
 A preensão plantar desaparece aos 9 meses. Já o reflexo 
cutâneo-plantar é em extensão no primeiro semestre de vida. No 
segundo semestre pode ser em flexão, indiferente ou em 
extensão. A partir da aquisição da marcha independente, deve 
ser sempre em flexão. 
Reflexo Apreensão ou Preensão Palmar. Temos os cincos tipos 
de reflexos, entre eles são: 
 
 
5 
 
 
Reflexo Apreensão ou Preensão Palmar. 
 É desencadeado pela pressão da palma da mão. Observa-se 
flexão dos dedos. 
 
Imagem 01: Recém-nascido apresentando o Reflexo de Preensão Palmar. 
 
 
Reflexo de Procura. 
 Ao tocar no lábio superior em um dos lados com o seio materno, 
o RN vira sua cabeça para o lado que recebeu o estímulo em 
busca da mama e, logo em seguida, irá abrir a boca; 
 
Imagem 02: Recém-nascido apresentando o Reflexo de Procura. 
 
 
Reflexo de Sucção. 
 
 
6 
 
 É desencadeado pela estimulação dos lábios. Observa-se 
sucção vigorosa. Sua ausência é sinal de disfunção neurológica 
grave. 
 
Imagem 03: Recém-nascido apresentando o Reflexo de Sucção. 
 
 
Reflexo de Babisnki. 
 É desencadeado pela pressão da base dos artelhos. Observa-
se flexão dos dedos. 
 
 
Imagem 04: Recém-nascido apresentando o Reflexo de Babisnki. 
 
 
Reflexo de Moro ou Startle. 
 É desencadeado por queda súbita da cabeça, amparada pela 
mão do examinador. Observa-se extensão e abdução dos 
membros superiores seguida por choro. 
 
 
 
7 
 
Imagem 05: Recém-nascido apresentando o Reflexo de Moro. 
 
 
Reflexo de Marcha. 
 É desencadeado por inclinação do tronco do RN após obtenção 
do apoio plantar. Observa-se cruzamento das pernas, uma à 
frente da outra. 
 
Imagem 06: Recém-nascido apresentando o Reflexo de Marcha. 
 
 
Reflexo de Galant. 
 É desencadeado por estímulo tátil na região dorso lateral.Observa-se encurvamento do tronco ipsilateral ao estímulo. 
 
Imagem 07: Recém-nascido apresentando o Reflexo de Galant. 
 
 
8 
 
 
 
Reflexo de Fuga á Asfixia. 
 É desencadeado quando a criança é colocada pelo profissional 
de saúde com a face voltada para o colchão, consegue virar o 
rosto em alguns segundos para liberar o nariz e respirar. 
 
Imagem 08: Recém-nascido apresentando o Reflexo de Fuga á Asfixia. 
 
 
 
AULA 01 – ROTEIRO 02: BANHO DO RECÉM-NASCIDO. 
 A pele do recém-nascido é mais fina e possui pouca camada 
do estrato córneo, consequentemente oferece menor proteção 
contra agressões externas. O banho é uma atividade que visa à 
higiene, estimula a circulação geral da pele e promove sensação 
de 
 
 
9 
 
conforto. A modalidade de banho e a periodicidade do mesmo 
serão determinadas pela idade gestacional, peso e condições de 
saúde do recém-nascido. 
 As desvantagens Durante o banho pode causar: 
• Hipotermia. 
• Choro intenso. 
• Aumento do consumo de oxigênio. 
• Alteração do pH cutâneo. 
• Estresse respiratório. 
• Dor. 
• Desestabilização de sinais vitais. 
• Irritação e trauma na pele. 
 
E as suas Vantagens podem ser: 
 
• Vínculo do binômio mãe-filho. 
• Higiene, prevenção de infecções e doenças. 
• Relaxamento corporal do recém-nascido, diminuição do cortisol. 
• Auxilia no sono do RN. 
• Momento de cuidado e união da família. 
• Estimulação tátil. 
 
Na avaliação de enfermagem, devemos avaliar a condição da 
pele, atentando para sua integridade, observar estabilidade dos 
sinais vitais e estado comportamental do recém-nascido, 
verificar a temperatura corporal do recém-nascido, do ambiente 
e da água utilizada para evitar perda de calor. Para começarmos 
um banho no recém-nascido, devemos utilizar os seguintes 
materiais necessários: 
• Trocador. 
• Troca de roupa. 
• Toalha. 
• Lençol para troca. 
• Algodão. 
 
 
10 
 
• Cuba Rim. 
• Fralda. 
• Cotonete. 
• Sabonete neutro/xampu. 
• Álcool 70% 
• Banheira e água morna. 
• Luvas de procedimento. 
• Termômetro. 
• Pomada Protetora. 
 
O procedimento de inicia da seguinte maneira: 
 
 -Explicar o procedimento à criança e acompanhante; 
- Fechar portas e janelas e assegurar-se de que o ambiente está 
aquecido e livre de correntes de ar; 
- Colocar Biombos ao redor do leito; 
- Transportar o material até a unidade do paciente; 
- Utilizar avental e máscara se necessários; 
- Abaixar uma grade do berço; 
- Lavar as mãos e calçar as luvas de procedimentos; 
- Colocar um lençol limpo e seco sobre a superfície que usará 
para vestir o bebê; 
- Preencher a banheira com água aquecida entre 37 e 37,5C até 
a metade; 
- Despir o bebê e colocá-lo na banheira; 
- Sustentar a criança com uma das mãos sobre a banheira; 
- Iniciar o banho pela face, utilizando a mão livre: com uma bola 
de algodão umedecida em água, limpar a área ocular do canto 
interno para o externo, com 1 bola de algodão para cada olho; 
limpe o restante da face, o pavilhão auditivo e a parte posterior 
a esse; 
- Lavar cabelos e couro cabeludo, evitando que o líquido escorra 
nos olhos; 
- Inspecionar o couro cabeludo, observando condições e 
anormalidades; 
 
 
11 
 
- Massagear o couro cabeludo com a ponta dos dedos; 
- Lavar e enxaguar os cabelos da criança até sair toda espuma, 
com auxílio da jarra com água quantas vezes forem necessárias; 
- Envolver e secar a cabeça da criança com uma toalha; 
- Lavar o restante do corpo sistematicamente no sentido 
superior-inferior, atentando para as áreas de superposição 
cutânea (dobras), utilizando pequena quantidade de sabonete 
neutro; 
- Lavar a genitália da seguinte forma, a depender do sexo do 
bebê: o se for menina, lavar utilizando bolas de algodão, no 
sentido ântero posterior; se for menino, lavar com a mão 
enluvada, sem forçar a retração do prepúcio; Virar o bebê de 
bruços para lavar parte posterior do corpo e ânus; 
- Retirar o bebê da banheira e colocá-lo sobre a superfície com 
a toalha seca, envolvendo-o e secando cada parte do corpo; 
- Vestir o bebê; 
- Assegurar que a criança esteja confortável no berço (grades 
elevadas); 
- Descartar o material utilizado em local apropriado; 
- Registrar em prontuário; 
 
AULA 01 – ROTEIRO 03: MEDIDAS 
ANTROPOMÉTRICAS, SSVV E EXAME FÍSICO DA 
CRIANÇA. 
 As medidas antropométricas aferidas ao nascimento são: 
peso, comprimento, perímetro cefálico e perímetro torácico. 
Estabelecer o monitoramento sistemático dessas medidas, 
executadas com precisão por membros da equipe de 
enfermagem e médica, permite a investigação e a identificação 
do estado nutricional de recém-nascidos pré-termo. 
 No exame físico do recém-nascido (RN), tendo em vista que o 
choro é um evento comum, é importante salientar que a 
sequência que será apresentada poderá ser alterada de acordo 
com o comportamento da criança no decorrer da consulta. 
Assim, deve-se priorizar as etapas que seriam prejudicadas pelo 
 
 
12 
 
choro, como a frequência cardíaca (FC), a ausculta cardíaca 
(AC), a frequência respiratória (FR) e o pulso. 
 A primeira consulta do recém-nascido deve ter uma avaliação 
minuciosa, visto que é por meio dela que é avaliada as 
condições físicas da criança, servindo, assim, como base para o 
possível diagnóstico de alguma patologia (congênita ou não), 
além de orientar aos familiares as condutas corretas e as 
possíveis intercorrências comuns no decorrer do crescimento do 
bebê. 
 A realização das medidas antropométricas deve abordar não 
apenas a acurácia das mensurações, como também a 
importância em prover um ambiente adequado, levando em 
conta o reflexo de nossas ações no desenvolvimento do 
neonato: 
• Gerenciar as rotinas, elegendo os horários em que o recém-
nascido esteja acordado para realizar a mensuração dos dados 
antropométricos e preservar seus momentos de sono profundo; 
• Manter o ambiente adequado para a prática segura; 
• Testar previamente os equipamentos e materiais necessários; 
• Realizar o procedimento com o apoio de outro profissional; 
• Embrulhar o bebê e efetuar a contenção facilitada; 
• Se possível, permitir que os pais acompanhem o procedimento. 
 
Nos procedimentos medidas antropométricas, ssvv e exame 
físico da criança., utilizaremos os seguintes materiais: 
• Régua Antropométrica. 
• Fita Métrica. 
• Balança. 
• Estetoscópio. 
• Esfigmomanômetro. 
• Abaixador De Língua. 
• Lanterna. 
 
 
 
13 
 
Avaliação do Peso. 
 Recomenda-se que o peso de pré-termos seja obtido em 
balanças com sensibilidade de 5 
gramas. O peso deve ser obtido diariamente até a recuperação 
do peso do nascimento e a partir daí duas vezes semanalmente, 
até a alta hospitalar. 
 Para a avaliação do peso até 36 meses, os seguintes 
procedimentos são: 
• Lavar as mãos e higienizar com álcool a 70% a balança. 
• Colocar uma toalha de papel na balança pediátrica (até 15kg). 
• Calibrar a escala no zero (tara). 
• Colocar o lactente totalmente despido na balança. 
• Esperar até que a criança se acalme e anotar o valor. 
• Anotar e registrar o peso da criança na anotação de enfermagem 
e, em seguida, no gráfico de crescimento da criança. 
 
 Para a avaliação do peso acima de 36 meses, usamos igual 
quando medimos o peso do adulto, utilizaremos a balança digital 
ou manual do adulto. Já a avaliação da altura em crianças 
menores de 2 anos ou 100 cm, temos que prosseguir os 
seguintes paços para avaliação: 
• Lavar as mãos. 
• Colocar uma toalha de papel na superfície plana. 
• Colocar o lactente sem sapatos em decúbito dorsal, esticar os 
joelhos e a cabeça junto á base fixa da régua antropométrica e 
o dorso dos pés apoiados na base móvel da régua. 
• Anotar e registrar a altura da criança no gráfico de crescimento 
da criança. 
 
Imagem 09: Medidas do peso e comprimento. 
 
 
 
14 
 
 
 
Avaliação do Perímetro Cefálico.O perímetro cefálico (PC) varia conforme a idade gestacional 
do bebê. Assim, na maioria das crianças que nascem após nove 
meses de gestação, o PC de 33 cm é considerado normal para 
a população brasileira, podendo haver alguma variação para 
menos, dependendo das características étnicas e genéticas da 
população. 
 O crânio é formado por uma série de ossos. Nos recém-
nascidos e nas crianças menores eles não estão “soldados”, 
permitindo que a caixa craniana cresça durante o 
desenvolvimento do bebê. A cabeça das crianças recém-
nascidas tem moleiras, que são as fontanelas, e suturas, que 
são áreas livres para o crescimento dos ossos. Quando isto não 
ocorre, podem surgir casos de microcefalia ou outras anomalias. 
 Por esta razão, após o parto, a cabeça das crianças é sempre 
medida, permitindo que o pediatra identifique, precocemente, se 
há algum problema. O perímetro da cabeça da criança 
continuará sendo medido ao longo da sua infância. 
 
Imagem 10: Anomalias cefálicos em Lactantes e crianças. 
 
 
15 
 
 
 
 Na Avaliação do Perímetro Cefálico, seguimos os seguintes 
procedimentos: 
• Lavar as mãos. 
• Colocar uma toalha de papel na superfície plana e deixar o 
lactente em decúbito dorsal ou sentado. 
• Ajustar a fita métrica em torno da cabeça, logo acima da 
sobrancelha e sobre a proeminência occipital. Fazer três leituras 
individuais e usar o maior valor. 
• Anotar e registrar o PC em cm da criança no prontuário. 
 
Avaliação do Perímetro Torácico. 
 A sua medição é útil para monitorar a evolução de certas 
patologias: ascite, tumores e vísceromegalias. Ao nascimento, o 
perímetro torácico é aproximadamente 2 cm menor que o 
perímetro cefálico, igualando-se em torno dos 6 meses de vida 
e assumindo maiores proporções a partir do primeiro ano de 
vida. 
Ao verificar o Perímetro torácico, seguimos os seguintes 
procedimentos: 
• Lavar as mãos. 
• Colocar uma toalha de papel na superfície plana e deixar o 
lactente em decúbito dorsal ou sentado. 
 
 
16 
 
• Ajustar a fita métrica em torno do tórax, na altura dos mamilos 
da criança. 
• Anotar e registrar o PT em cm da criança no prontuário. 
 
Imagem 11: Medição do Perímetro Torácico. 
 
 
Avaliação do Perímetro Abdominal. 
 O abdome do RN deve ser globoso, entretanto pode 
apresentar diástase dos retos abdominais, originando, assim, 
hérnias umbilicais que raramente evoluem para complicações, 
além de desaparecer naturalmente até a idade pré-escolar. 
 Se o abdome estiver dilatado, pode ser indicação de algumas 
intercorrências como a presença de líquido, visceromegalias ou 
distensão gasosa, se a distensão for significativa pode indicar 
perfuração ou obstrução abdominal. 
 
 Nesses casos, a inspeção da região anal é necessária para a 
exclusão de uma possível imperfuração anal. Caso seja 
observado abdome escavado, como já citado no exame físico de 
tórax, pode sugerir hérnia diafragmática. 
 Alguns achados necessitam de intervenção cirúrgica precoce 
como as hérnias inguinais, pelo risco de encarceramento e 
estrangulamento, e casos em que há exteriorização de alças 
intestinais (gastrosquise e onfalocele). 
Ao verificar o Perímetro Abdominal, seguimos os seguintes 
procedimentos: 
• Lavar as mãos. 
 
 
17 
 
• Colocar uma toalha de papel na superfície plana e deixar o 
lactente em decúbito dorsal ou sentado. 
• Verificar com fita métrica na altura da cicatriz umbilical (PA). 
Avaliação dos SSVV. 
Na avaliação da Temperatura, considera-se hipertermia, se 
durante aferição, os valores obtidos estejam acima de 37ºC e 
pode-se classificar essa hipertermia de acordo com sua 
intensidade: 
 
Imagem 12: Temperaturas que indicam febre ou normal. 
 
 
 
Ao verificar a temperatura, seguimos os seguintes 
procedimentos: 
• Lavar as mãos. 
• Limpar o termômetro com álcool a 70%. 
• Colocar o termômetro na axila (bulbo do termômetro), segurar 
firmemente e deixar o termômetro por no mínimo 3 minutos ou 
até alarmar. 
• No caso do termômetro digital infravermelho, aproximar da pele 
do bebê, na região da testa e anotar o valor. 
 
 Na avaliação da Frequência Cardíaca, a máxima frequência é 
em média de 145 bpm, mas pode variar em uma faixa de 90 bpm 
a 180 bpm. Vale ressaltar também que arritmia sinusal ou 
respiratória é comum que aconteça nessa faixa etária e, 
geralmente, a FC aumenta na inspiração e diminui na expiração. 
 
 
18 
 
Imagem 13: Tabela de Frequência Cardíaca de RN. 
 
 
Ao verificar a Fc, seguimos os seguintes procedimentos: 
• Lavaras mãos e limpar o diafragma e as olivas do estetoscópio. 
• Em menores de 2 anos, colocar o estetoscópio sobre o tórax, na 
região apical (4° ou 5° espaço intercostal na linha hemiclavicular 
á esquerda), verificando assim a FC apical. 
• Em maiores de 2 anos, deve-se palpar o pulso radial ou braquial 
e verificar o pulso durante 1 minuto, 
• No lactente, comparar os pulsos radial e femoral ao menos de 
uma vez. 
 
 
Na avaliação da frequência Respiratória a máxima do recém-
nascido é de 60 irpm. 
 
Imagem 14: Tabela de Frequência Respiratória do Recém-nascido e 
crianças. 
 
 
19 
 
 
Ao verificar a FR, seguimos os seguintes procedimentos: 
• Nos lactentes, observar especialmente os movimentos 
abdominais. 
• Para crianças maiores, observar movimentos torácicos. 
• Contar durante 1 minuto e observar a profundidade e o padrão 
das respirações. 
 
Pressão Arterial. 
 A evolução da pressão arterial sistólica e diastólica nos três 
primeiros dias de vida em 35 recém-nascidos: variações entre 
as primeiras 12 horas e o 3° dia de vida de 73,6 (±11.1) para 
79,4 (±12,1) na pressão sistólica e de 36,2 (±8,9) para 41,5 
(±10,7) na diastólica. 
 
Imagem 15: Tabela de Pressão Arterial do Recém-Nascido e crianças. 
 
 
 
 Ao verificar a PA, seguimos os seguintes procedimentos: 
 
 
20 
 
• A PA deve ser medida anualmente a partir dos três anos, com 
exceção nos casos de emergência e internação. 
• Lavar as mãos e limpar o diafragma e as olivas do estetoscópio. 
• Realizar cálculo do tamanho apropriado do manguito. 
• Medir a circunferência do braço no ponto médio entre o acrômio 
(ombro) e o olecrânio (cotovelo). 
• A largura do manguito corresponde de 40 a 50% da 
circunferência do braço, medida do ponto médio entre o acrômio 
e o olecrânio. 
• O comprimento do manguito deverá recobrir 80 a 100% da 
circunferência do braço. 
• Verificar a PA após 10 minutos de repouso. 
• Posicionar o braço da criança no nível do coração. 
• Localizar o pulso radial, insuflar e manguito até o pulso parar de 
pulsar, olhar o valor no relógio e desinsuflar. 
• Posicionar o estetoscópio, após 5 minutos dessa medição, e 
insuflar 30 mmHg acima do valor obtido anteriormente. 
• Deve-se desinsuflar e anotar o primeiro e o último batimento 
auscultado na artéria braquial (sístole e diástole). 
 
Exame Físico da Criança. 
 O exame físico constitui-se numa importante etapa dentro do 
processo de avaliação à 
criança, através do qual o enfermeiro enriquece as informações 
obtidas durante a entrevista e fundamenta a assistência de 
enfermagem. São inclusos avaliação neurológica, Pele, 
Cabeça/Pescoço, Olhos Ouvidos, Nariz, Boca, Tórax Pulmões e 
coração. 
 
Avaliação neurológica. 
 Recém-nascido a termo apresenta hipertonia geral. Dessa 
forma, sendo o tônus de caráter flexor, a postura adotada pelo 
RN é determinada pela realização de semiflexão dos quatro 
membros com resistência à abdução das coxas. O teste de 
Denver é uma escala utilizada por profissionais de saúde para 
 
 
21 
 
avaliar e identificar crianças entre 0 e 6 anos de idade com risco 
para atraso no desenvolvimento (ADNPM). 
 O teste baseia-se principalmente na observação da execução 
dos itens, e no relato dos pais, comparando o desempenho de 
uma determinada criança com o desempenho de outras crianças 
damesma idade. 
 
É dividido em 4 áreas: 
 
• Pessoal-social: envolve aspectos da socialização da criança 
dentro e fora do ambiente familiar; 
• Motricidade fina: coordenação olho-mão, manipulação de 
pequenos objetos; 
• Linguagem: produção de som, capacidade de reconhecer, 
entender e usar a linguagem; 
• Motricidade ampla: sentar, caminhar, pular e os demais 
movimentos realizados pela musculatura ampla. 
 É importante ressaltar que o Teste de Denver não determina de 
forma definitiva um atraso da criança. Ele serve de alerta para 
um risco no desenvolvimento, que pode ser confirmado ou não 
por uma avaliação mais específica. 
 
Imagem 16: Escala de Denver. 
 
 
 
 
22 
 
 
Pele. 
 A pele costuma ser avermelhada, embora seja comum que os 
dedos das mãos e dos pés tenham um matiz azulado devido à 
má circulação do sangue durante as primeiras horas. Às vezes, 
são encontrados pontinhos roxo-avermelhados (chamados 
petéquias) em algumas partes do corpo que foram pressionadas 
com força durante o parto. Entretanto, a existência de petéquias 
por todo o corpo pode ser um sinal de um distúrbio e precisa ser 
avaliada pelo médico. É comum ter secura e descamação da 
pele no prazo de alguns dias, especialmente nas dobras dos 
pulsos e tornozelos. 
 Muitos recém-nascidos desenvolvem uma erupção cutânea 
aproximadamente 24 horas após o nascimento. Esta erupção 
cutânea, chamada de eritema tóxico, consiste de manchas 
planas e vermelhas frequentemente acompanhadas de uma 
saliência branca, semelhante a uma espinha, no centro da 
mancha. Esse quadro é inofensivo e desaparece em 7 a 14 dias. 
 Avaliamos a coloração textura, temperatura, umidade e turgor. 
Avaliar cianose, palidez, petéquias e icterícia. Avaliar também os 
cabelos e unhas. 
 
Imagem 17: Lesões e anomalias em peles de Recém-nascido e crianças. 
 
 
 
 
Cabeça E Pescoço. 
 
 
23 
 
 Examinamos a cabeça, a face e o pescoço do recém-nascido 
para detectar a presença de anomalias. Algumas anomalias 
ocorrem durante o parto. Outras anomalias podem ser causadas 
por um defeito congênito. 
 Um parto normal, com a cabeça saindo primeiro, deixa a 
cabeça do bebê levemente deformada durante alguns dias. Os 
ossos que formam o crânio se sobrepõem, permitindo que a 
cabeça seja comprimida no parto. Alguma inflamação e 
contusão do couro cabeludo são normais. Algumas vezes, 
hemorragia de um dos ossos do crânio e da sua cobertura 
externa causa uma pequena protuberância na cabeça que 
desaparece em alguns meses (chamada um cefalematoma). 
Quando o bebê nasce com as nádegas, os genitais ou os pés 
surgindo primeiro (posição pélvica), a cabeça geralmente não 
fica deformada. No entanto, as nádegas, os genitais ou os pés 
podem ficar inchados ou com hematomas. O parto de bebês na 
posição pélvica é em geral evitado atualmente. Quando o bebê 
se encontra em posição pélvica, os médicos geralmente 
recomendam um parto por cesariana (parto cirúrgico de um bebê 
mediante incisão do abdômen e do útero), o que minimiza o 
perigo para o bebê. 
 A pressão durante o parto vaginal pode causar hematomas na 
face do recém-nascido. Além disso, a compressão sofrida no 
canal do parto pode fazer com que a face pareça inicialmente 
assimétrica. Essa assimetria às vezes ocorre quando um dos 
nervos que inervam os músculos da face é danificado durante o 
parto. A recuperação ocorre gradualmente nas semanas 
seguintes. 
 
Imagem 18: Recém-nascido apresentando o Reflexo de Preensão Palmar. 
 
 
24 
 
 
 
 
 
Olhos. 
 Fotorreação à luz: midríase e miose (sempre deixar para o 
final). Uso da lanterna. 
• Pupilas; 
• Presença de edema e secreção ocular; 
 
Imagem 19: Avaliação pupilar e tipos de anomalias nos olhos. 
 
 
 
 
25 
 
 
 
Ouvidos/ Orelhas. 
 Verificar a implantação, deve ser na altura dos olhos. Com 
otoscópio, avaliar a cor da membrana timpânica. 
• Implantação e forma; 
 
Imagem 20: Anomalias nas orelhas e ouvidos. 
 
 
 
 
26 
 
 
Nariz 
Avaliar as cóanas e o septo. 
• Permeabilidade; 
• Batimento de asa de nariz. 
 
Imagem 21:Anomalias no septo e cóanas. 
 
 
 
 
Boca 
 
 
27 
 
Atentar para mucosas, dentes, gengiva, língua, palato, úvula 
e tonsilas (sempre deix ar para o final). Uso da espátula. 
• Integridade do pálato e dos lábios; 
• Freio de língua; 
• Pérolas de Epstein; 
• Dentes descíduos; 
 
 
Imagem 22: Anomalias na Boca. 
 
 
 
 
 
 
Tórax 
 
 
28 
 
Avaliar tamanho, formato, simetria e movimento (deve ser 
simétrico e bilateral). Observar os mamilos. 
• Simetria e expansibilidade; 
• Frequência respiratória (40 a 60 mpm); 
• Respiração periódica e abdominal; 
• Glândulas mamárias; 
• Frequência cardíaca (120 a 160 bpm); 
• Ritmica; 
• Sopros transitórios; 
• Pulsos (presença e simetria); 
 
Imagem 23: Deformidade no Tórax. 
 
 
Pulmões 
 Auscultar ápice e base pulmonar. 
 Avaliar respiração, frequência, ritmo, profundidade e sons. 
 Solicitar à criança respirações profundas e utilize as mãos 
para observar expansão da caixa torácica. 
 
Ausculta pulmonar 
• Murmúrios vesiculares - sons normais. 
• Ruídos adventícios – sons anormais: 
• Estertor: passagem do ar através de líquido. 
• Sibilo: passagem no ar por canais estreitos. 
 
 
29 
 
• Ronco: presença de secreção. 
 
Coração 
 Avaliar tempo de enchimento capilar: deve ser menor que dois 
segundos. 
 
Ausculta cardíaca 
Auscultar foco aórtico, pulmonar, tricúspide e mitral. 
Os focos cardíacos devem ser avaliados conforme: qualidade, 
intensidade, frequência e ritmo. 
 
Imagem 24: Lugares de ausculta Cardíaca. 
 
 
 
 
Abdome 
• Perímetro abdominal (igual ou pouco menor que o perímetro 
torácico); 
• Globoso; 
• Flácido; 
• Coto umbilical: duas artérias e um a veia; 
 
 
30 
 
• gelatinoso ao nascimento, mumifica -se com o passar dos dias; 
• Presença de hiperemia e secreção local; 
 
Imagem 25: Anomalia no Abdomen. 
 
 
 
Genitais masculinos 
 Verificar forma do pênis, exposição da glande, avaliar 
testículos (presença de criptorquidia), fimose, posição do meato 
urinário (presença de hipospádia). 
 
Imagem 26: Anomalias e deformidades nos Genitais masculinos do recém 
nascido e crianças. 
 
 
 
 
31 
 
 
 
 
Genitais femininos 
 Avaliar vulva, pequenos e grandes lábios, meato urinário e 
abertura vaginal. 
 
Imagem 27: Anomalias e deformidades nos Genitais Femininos do recém 
nascido e crianças. 
 
 
 
 
32 
 
 
Região anal 
Abertura, localização, fissuras e condições de higiene. 
 
Imagem 28: Anomalias e deformidades na Região anal do Recém-nascido. 
 
 
 
 
33 
 
MMSS e MMII 
 Verificar amplitude de movimento, tônus musculares, posição 
dos joelhos, mãos e pés. 
 
AULA 01- ROTEIRO 04: MEDICAÇÃO EM PEDIATRIA. 
Preparo e administração de medicamento 
 A administração de medicamentos por via intravenosa não se 
resume a simples execução de técnicas e à implementação de 
uma terapêutica pois existem riscos que é preciso considerar. A 
prescrição certa, a escolha do tipo de cateter e acessórios 
para a perfusão, a obtenção do acesso, a preparação e 
administração de fármacos e soluções, os cuidados a ter na 
manutenção do acesso, a necessidade ou não de 
imobilização, o controle das perfusões, o alívio d a dor no 
procedimento, a prevenção de complicações e monitorização 
constantes estão entre as principais ações para a promoção 
da eficácia e da segurança da criança em terapia intravenosa. 
 A via intravenosa é o principal acesso para a 
administração de medicamentos em recém nascidos 
internados em Unidades de Cuidados Intensivos neo-natais, 
sendo vital para sua sobrevivência. A via intravenosautiliza-se 
sempre que é preciso administrar medicamentos em crianças 
que apresentem absorção deficiente como resultado de 
diarreia, desidratação ou colapso vascular periférico; crianças 
que necessitam de uma alta concentração sérica de uma 
substância; crianças com infecções resistentes que precisam 
de medicação parenteral por um período de tempo prolongado, 
crianças que necessitam de alívio contínuo da dor e crianças em 
situações de emergência. 
 O local escolhido para a administração intravenosa a crianças 
depende da acessibilidade e da conveniência, contudo devem 
ser consideradas a idade, as necessidades de 
desenvolvimento, cognitivas e de movimento quando se escolhe 
o local a puncionar. 
 
 
34 
 
 As veias superficiais do couro cabeludo podem ser utilizadas 
em bebés muito pequenos até cerca dos 9 meses, mas só 
em situações extremas em que não é possível encontrar 
outros locais. Se o local escolhido for as extremidades deve 
começar -se pelos locais mais distais e evitar a mão 
dominante de modo a reduzir a incapacidade associada ao 
procedimento. 
• O doente certo: Verificar sempre a identidade correta da criança 
através da pulseira de identificação, da própria se tiver idade, e 
dos pais ou pessoa significativa presente. 
• Medicamento certo: Antes de preparar a medicação 
certificar-se mediante a prescrição de qual é o medicamento, 
e conferir lendo mais de uma vez, o rótulo do mesmo. Pedir a 
uma colega que confirme, procedimento necessário em alguns 
medicamentos. 
• Dose certa: Antes de administrar a medicação certificar-se da 
dose na prescrição, lendo uma e outra vez. 
• Via certa: Antes de administrar a medicação, certificar-se da 
via mediante prescrição, lendo mais de uma vez e só depois 
aplicar. 
• Hora certa: Administrar no horário previsto na prescrição, e no 
espaço de tempo de terminado, 6/6h, 8/8h, 12/12h. 
• Tempo certo: Respeitar o tempo previsto na prescrição, pro 
gramar corretamente as bombas ou seringas perfusoras ou 
controlar adequadamente o gotejo monitorizando dessa 
forma o tempo previsto para a perfusão. 
• Validade certa: Antes de preparar a medicação deve ser 
verificada a data de validade. 
• Abordagem certa: Antes de administrar o medicamento deve 
ser explicado o procedimento à criança e aos pais e 
implementadas medidas para aliviar a dor, se necessário. 
• Registo certo: Registar a medicação administrada, bem 
como a existência de incidências ou complicações. 
 
Os Materiais Realizados nesses procedimentos, são: 
 
 
35 
 
• Bandeja. 
• Fita-crepe ou Etiqueta. 
• Caneta. 
• Medicamento prescrito. 
• Solução para reconstituição/diluição. 
• Seringa (Tamanho de acordo com o volume da solução). 
• Agulha 40x12. 
• Gaze não estéril ou algodão e álcool. 
• Se necessário Equipo (magrotas; fotossensível; buretas, EPLs). 
 
Método de realização do procedimento: 
• Preparar os medicamentos com técnicas assépticas 
baseados em princípios cinetificos. 
• Lavar as mãos. 
• Manipular materias e medicamentos segundo técnicas 
especificas evitando contaminação do material ou 
medicamento. 
• Nunca faça associações de medicamentos. 
• Confira na prescrição médica as possíveis alergias 
medicamentosas e leia atentamente os medicamentos que 
devem ser administrados por via intravenosa. 
• Prepare o medicamento no momento imediato à administração. 
• Faça a identificação do medicamento (etiqueta contendo o 
nome e o sobrenome do paciente, nome e dose do 
medicamento, nome e volume do diluente, leito , horário, via 
de administração e tempo de infusão). 
• Faça um ponto com a caneta ao lado do horário do medicamento 
aprazado. 
• Higienize as mãos 
• Separe o medicamento ( se necessário: diluente) e confira 
nome, validade, dose, apresentação, tempo de infusão e 
materiais/equipamentos necessários. 
• Cole a etiqueta de identificação no medicamento. 
• Reúna o material para preparo em uma bandeja. 
 
 
36 
 
• Separe o frasco ou ampola e faça a desinfecção da 
superfície de abertura com algodão ou gaze não estéril 
embebido em álcool etílico a 70%. 
• Conecte a agulha à seringa (se medicamento em frasco 
pronto para uso, conecte ao equipo e retire o ar). 
• Se medicamento sem necessidade de diluição – aspire a dose 
prescrita. 
• Se medicamento em pó liofilizado – faça a reconstituição 
com o diluente recomendado e aspire a dose prescrita. 
• Se medicamento com necessidade de diluição – aspire a 
dos e prescrita e faça a diluição com a solução recomendada. 
• Retire o ar da seringa/agulha ou equipo. 
• Coloque a etiqueta de identificação do medicamento na 
seringa ou no frasco da solução. 
• Reúna o material para administração em uma bandeja. 
• Leve a prescrição médica e a bandeja ao quarto do paciente. 
• Coloque-os em uma mesa auxiliar previamente limpa. 
• Higienize as mãos. 
• Confira o nome completo do paciente que consta na prescrição, 
com o medicamento e a pulseira de identificação. 
• Se pulseira indicativa de alergia, pergunte a ele a qual 
medicamento ou confira no prontuário. 
• Oriente o paciente/família sobre o medicamento que está sendo 
administrado, via de administração e tempo de infusão. Coloque 
o paciente na posição mais adequada ao procedimento e 
exponha a área com o dispositivo venoso. 
• Observe a área exposta quanto à integridade da pele e às 
condições do dispositivo venoso para a administração do 
medicamento. 
• Higienize as mãos. 
• Calce as luvas de procedimento. 
• Realize a desinfecção de hubs e conexões com gaze embebida 
em álcool a 70% antes da manipulação. Descarte a tampinha. 
Conecte a seringa/equipo ao dispositivo venoso e teste a 
permeabilidade do cateter (observe a presença de refluxo de 
sangue e/ou infusão de fluidos sem alterações no local). 
 
 
37 
 
• Inicie a infusão do medicamento seguindo o volume/tempo 
recomendado. 
• Observe constantemente quaisquer sinais de alterações 
durante a infusão do medicamento. Na ausência deles, dê 
continuidade ao procedimento. 
• Ao término da infusão, permeabilize o dispositivo venoso. 
• Coloque uma nova tampinha de proteção no dispositivo. 
• Certifique-se que o dispositivo venoso esteja com boa fixação. 
• Deixe o paciente confortável. 
• Recolha o material e o coloque-o na bandeja (não encape as 
agulhas). 
• Despreze os materiais descartáveis e as luvas de procedimento 
em saco plástico para resíduos. 
• Higienize as mãos. 
• Calce as luvas de procedimento. 
• Recolha o material do quarto e encaminhe para o expurgo. 
• Despreze o saco plástico com resíduos no lixo infectante e 
o material perfuro cortante na caixa apropriada. 
• Retire e descarte as luvas e higienize as mãos. 
• Lave a bandeja com água e sabão, seque com papel -toalha e 
passe álcool a 70%. 
• Cheque o horário da administração do medicamento na 
prescrição médica. 
• Registre na anotação de enfermagem o procedimento 
realizado, tipo de dispositivo intravascular, região de inserção 
do dispositivo e intercorrências. 
• Assine e carimbe. 
 
Observações Para Todas As Vias De Administração De 
Medicações. 
 Quando houver medicamentos de alta vigilância: deve-se 
fazer a dupla checagem dos dados e ter atenção redobrada. 
EPIs devem ser utilizados de a cordo com a indicação 
determinada para cada paciente conforme as diretrizes 
preconizadas pelo SCIH. Se o paciente questionar uma 
 
 
38 
 
prescrição medicamentosa ou disser que o medicamento está 
diferente da dose usual,faça outra verificação com a 
prescrição médica e confirme com o médico. Após esse 
procedimento, reoriente o paciente. Todo medicamento deve 
ser checado imediatamente após sua administração. 
 Quando o medicamento não for administrado, comunique o 
enfermeiro e/ou médico de plantão, circule o horário e anote o 
motivo no espaço reservado para anotações de enfermagem. 
Medicamentos administrados fora do horário determinado, 
comunique o enfermeiro e/ ou médico de plantão, cheque e 
justifique na anotação de enfermagem. Todos os incidentes 
relacionados a medicamentos devem ser notificados à 
Diretoria de Enfermagem. São considerados incidentes: evento 
sentinela, evento adverso, erro, quase erro e não conformidade. 
Quimioterápicos ou medicamentos de alto risco profissional 
devem ser preparados em capela de fluxo laminar e com EPI 
adequada (Serviço de Farmácia). 
 Verifique se há compatibilidade entre os medicamentos 
prescritos. É fundamental conhecer as características do 
medicamento quanto à sua estabilidade (no seu estado 
original, após a reconstituição e/ou diluição), fotos 
sensibilidade e termo labilidade. Medicamentos prescritos como 
“se dor ”, “se náuseas e vômitos”, “se febre” e outros, comunique 
o enfermeiro e/ou médico de plantão o sintoma identificado, 
confirme a necessidade da administração, administre, cheque 
na prescrição médica e justifique na anotação de 
enfermagem. 
 Medicamentos prescritos como “ACM” significam a critério 
médico e devem ser questionados e autorizados por um 
médico. Verifique e registre os sinais vitais antes e após 
a administração de medicamentos que possam alterá-los. 
Verifique e registre a presença de dor antes e após da 
administração de medicamentos analgésicos. A brinquedo 
terapia, no caso de pacientes pediátricos, é de extrema 
relevância antes de qualquer procedimento, inclusive na 
administração de medicamentos. 
 
 
39 
 
• Ler atentamente a prescrição médica, observando nome do 
paciente, medicamento, dosagem, via de administração e 
horário; 
• Respeitar o direito de recusa do paciente (Indagar e registrar 
motivos); 
• Checar todo medicamento administrado. Caso não tenha sido 
administrado, rodelar o horário e registrar o motivo. Se 
administrado fora do horário, colocar o novo horário 
administrado e checar na prescrição médica; 
• Manter o medicamento com identificação e em local adequado; 
• Verificar e respeitar a validade do medicamento; 
• O aprazamento deverá ser realizado pelo Enfermeiro; 
• É necessário retirar o ar do dispositivo antes de realizar a punção 
venosa, injetandose soro fisiológico (SF) 0,9% no dispositivo 
antes de iniciar a punção ou permitindo o refluxo de sangue no 
momento da punção até o final do dispositivo; 
• As veias de preferência para a colocação dos dispositivos 
para o acesso venoso periférico são: Metacarpianas; 
• Basílica; 
• Cefálica e cefálica acessória; 
• Veia intermédia do antebraço; 
• Veia intermediária do cotovelo; 
• Veia braquial. 
• Veias localizadas em membros inferiores (MMII) são 
indicadas como último recurso, em adultos 
• Deve-se evitar áreas inflamadas, hipotróficas, com nódulos, 
paresias, plegias e outros, pois podem dificultar a absorção do 
medicamento; 
• Durante a infusão de substâncias endovenosas, podem 
ocorrer reações pirogênicas ou bacterianas, sendo importante 
a observação de manifestações clínicas que poderão ser: 
calafrios intensos, elevação de temperatura, sudorese, pele 
fria, hipotensão, cianose de extremidades e/ou labial, levando 
à uma abrupta queda do estado geral do paciente. Essas 
possíveis reações são verificadas logo após o início de 
terapia endovenosa e, devem cessar logo que interrompida. 
 
 
40 
 
• Geralmente, os tempos de administração de medicamento 
por via Intravenosa são classificados em: 
• Bolus: realizada em até 1 min; 
• Infusão rápida: entre 1 e 30 min; 
• Infusão lenta: entre 30 e 60 min; 
• Infusão contínua: em tempo superior a 60 min, 
ininterruptamente 
• Infusão intermitente: em tempo superior a 60 min, não-contínua. 
 
Os ¨11 certos¨ da medicação segura: 
• Dose certa 
• Via certa 
• Hora certa 
• Paciente certo 
• Medicação certa 
• Orientações ao paciente 
• Anotação correta 
• Compatibilidade medicamentosa 
• Direito de recusar o medicamento 
• Validade 
• Aspecto da medicação 
 
Cuidados intravenosos 
 Se houver sinal de flebite, hematoma, infiltração, 
extravasamento, dor ou qualquer outra anormalidade, 
interrompa a administração, retire o dispositivo e puncione 
novo acesso venoso. Para que a via intravenosa seja uma via 
segura, alguns fatores devem ser observados: 
• Avaliação criteriosa da rede venosa periférica (calibre, 
mobilidade, dor, rigidez, coloração). Escolha adequada do 
cateter (tipo de material, calibre). 
• Terapia IV prescrita pela equipe médica (tipo de droga – 
vesicante, irritante, volume a ser infundido, tempo de infusão, 
tipo de infusão – bolus, infusão rápida, lenta, intermitente ou 
contínua). 
 
 
41 
 
• Tempo de terapia. 
• Manuseio e fixação adequados. 
 Fixação ideal: estabilização e fixação que permitam a 
visualização e a avaliação do local de inserção. Pode ser 
com fita adesiva hipoalergênica estéril ou película 
semipermeável transparente. Deve conter: data de punção, 
horário e assinatura do profissional. 
 Permeabilidade: flushes com SF 0,9% em pressão positiva – 
adultos: 10 mL e crianças: sugere-se 2 vezes o volume interno 
do cateter. Quando: interrompida a terapia IV (uso 
intermitente) OU entre a aplicação de uma droga e outra 
para impedir a interação medicamentosa. A NR 32 determina 
o uso de dispositivos de segurança na terapia intravenosa. De 
modo geral, os modos e os tempos de administração de 
medicamentos por via IV podem ser assim classificados: 
• Bolus: é administração IV realizada em tempo menor ou igual a 
1 minuto. 
• Infusão rápida: administração IV realizada entre 1 e 30 minutos. 
• Infusão lenta: administração IV realizada entre 30 e 60 
minutos. 
• Infusão contínua: administração IV realizada em tempo 
superior a 60 minutos, ininterruptamente (por exemplo, de 6 
em 6 horas). 
• Infusão intermitente: administração IV realizada em tempo 
superior ao de 60 minutos, não contínua. Por exemplo, em 4 
h, uma vez ao dia. 
• Gsp = quantidade suficiente (deve-se deixar como volume 
total – solução + medicação) para a quantidade prescrita do 
qsp). 
• Não Reencapar a agulha utilizada; Não desconectar a agulha 
utilizada da seringa; Observar o estado geral do paciente 
durante e após a administração medicamentosa; Caso não 
seja permanente a punção, deverá ser realizado rodízio de 
locais; Evitar áreas inflamadas, hipotróficas, com nódulos, 
paresias, plegias e outros , pois podem dificultar a absorção 
 
 
42 
 
do medicamento; Durante a infusão de substâncias 
endovenosas, podem ocorrer reações pirogênicas ou 
bacterianas, sendo importante a observação de 
manifestações clínicas que poderão ser: calafrios intensos, 
elevação de temperatura, sudorese, pele fria, hipotensão, 
cianose de extremidades e/ou labial, levando à um a abrupta 
queda do estado geral do paciente; 
 
Equivalências: 
• 1 mL = 20 gotas = 60 microgotas. 
• 1 microgota/minuto = 1 mL/h. 
• 1 mg = 1.000 µg. 
 Atenção na escolha da solução (normalmente AD)e 
volume máximo permitido no frasco (5 mL, 10 mL, 20 mL). 
Atenção no tempo de infusão da medicação, conforme a 
prescrição médica, calculando o gotejamento. 
 
Medidas preventivas de infecção: Desinfecção das 
conexões: uma das principais vias de entrada de 
microrganismo na corrente sanguínea é pelas conexões das 
linhas de infusão. A limpeza das conexões com álcool a 70% é 
fundamental antes da utilização dessas vias. 
 
Preparo e administração de medicamentos por via 
intramuscular (IM). 
 Consiste no ato de administrar medicamentos via 
intramuscular, por paciente, independentemente da 
quantidade de medicação prescrita nas 
consultas/atendimento. Preparar e administrar medicamentos 
por via intramuscular. 
 Os Materiais Realizados nesses procedimentos, são: 
• Bandeja. 
• Fita-crepe ou etiqueta. 
• Caneta. 
 
 
43 
 
• Medicamento prescrito. 
• Álcool. 
• Luvas de procedimento. 
• Seringa de 3 ou 5 mL. 
• Agulha para a aplicação IM. 
• Bolas de algodão ou gaze não estéril. 
• Fita microporosa e saco plástico para resíduos. 
 
Método de realização do procedimento: 
• Higienizar as mãos; 
• Ler a prescrição médica que deve conter o nome do cliente, 
nome do medicamento, dose, via de administração, horário, 
frequência da administração; 
• Reunir o material necessário; 
• Reunir o material e lavar as mãos; 
• Fazer a desinfecção do balcão de preparo de medicamentos e 
da bandeja; 
• Registrar nos impressos específicos, nos casos de medicações 
controladas; 
• Abrir a embalagem da seringa e acoplá-la à agulha para 
aspiração do medicamento, observando-se a técnica asséptica, 
protegendo-a em sua embalagem original; 
• Fazer a desinfecção da ampola/frasco ampola com algodão 
umedecido com álcool; 
• Quebrar a ampola, envolvendo-a com algodão, pressionando-
a com os dedos indicador e polegar da mão dominante; 
• Nos casos de frasco-ampola, retirar a proteção metálica com o 
auxílio de um algodão ou extrator de grampos e após, fazer a 
desinfecção; 
• Retirar o protetor da agulha e mantê -lo dentro de sua 
embalagem original sobre o balcão de preparo do 
medicamento ou dentro da bandeja; 
• Aspirar o medicamento segurando a ampola ou frasco 
ampola com os dedos indicador e médio da mão não 
dominante, segurar a seringa com os dedos polegar e anular da 
 
 
44 
 
mão não dominante e com os dedos polegar, indicador e 
médio da mão dominante, tracionar a extremidade do 
êmbolo sem contaminar sua extensão, aspirando o 
medicamento; 
• Reencapar passivamente a agulha, colocando a ponta da agulha 
na entrada da tampa até cobri-la completamente; 
• Colocar a seringa na posição vertical e retirar o ar. Proteger o 
êmbolo da seringa com sua embalagem original. Explicar o 
procedimento ao paciente. Calçar luvas de procedimentos; 
• Posicionar o paciente de forma confortável na maca ou 
poltrona. Colocar biombos se necessário. Escolher o local para 
administração do medicamento, de acordo com a massa 
muscular do paciente, a característica da medicação 
(viscosidade, irritantes) e do volume a ser administrado; 
• Retirar o conjunto de seringa e agulha da embalagem; 
• Fazer a antissepsia da região utilizando algodão com álcool. 
A agulha deve estar a 90º. Fazer a pregado músculo para 
firmar a introdução da agulha. Tracionar o êmbolo da seringa 
e observar se há presença de sangue. Caso não haja, 
injetar a medicação lentamente; 
• Retirar a agulha em movimento rápido e único; 
• Observar resposta do paciente após 30 minutos da 
administração do medicamento; 
• Ao fim da administração, recolher o material e arrumar a 
unidade; 
• Desprezar os materiais perfuro cortantes na caixa rígida; 
• Higienizar as mãos; 
• Checar a prescrição, assinar e carimbar. 
• Registrar no prontuário/SISTEMA. 
 
Imagem 30: administração de medicamentos por via intramuscular. 
 
 
 
45 
 
 
 
Observações das medicações IM: Se o medicamento se 
apresentar em pó liofilizado, faça a reconstituição com o 
diluente recomendado. A massa muscular atrofia à medida 
que a pessoa envelhece, portanto, deve-se avaliar a massa 
muscular do paciente e a composição do corpo. Usar o 
comprimento e o calibre adequados conforme a compleição 
corporal do paciente. O volume máximo recomendado do 
medicamento que pode ser administrado pela via 
intramuscular é de 5 mL (em indivíduos adultos). 
 
Tabela 01: Representação de soluções oleosa e aquosa dos 
medicamentos. 
 
Biotipo do Paciente. Solução oleosa/ 
suspensão. 
Solução Aquosa. 
Magro. 25x8. 25x7. 
Normal. 30x8. 30x7. 
Obeso. 40x8. 40x7. 
 
Escolha do músculo. 
 
Vasto-lateral da coxa: Crianças menores de 3 anos de idade 
por terem maior massa muscular e possuírem poucos nervos 
e vasos sanguíneos. 
• Localização: palpar trocânter maior e articulações do joelho, 
dividir distância em 3 partes – terço médio. • Agulha em ângulo 
de 45º sentido joelho nos lactentes, e em crianças jovens, 
 
 
46 
 
devese deixar perpendicular à coxa ou discretamente angulada 
no sentido da região anterior da coxa. 
• Esse músculo pode tolerar quantidades maiores de líquido. 
• Desvantagens: trombose da artéria femoral, lesão de nervo 
ciático. 
 
Preparo E Administração De Medicamento Por Via 
Subcutânea (Sc). 
 
 É o ato de preparar e administrar os medicamentos 
diretamente no tecido subcutâneo ou hipodérmico (entre a pele 
e o músculo) por meio de punção. Aplicação de 
medicamentos que necessitam de absorção lenta e contínua. 
A via subcutânea é a administração de medicamento no 
tecido subcutâneo. 
 É utilizada para administração de insulina, anticoagulantes, 
algumas vacinas, adrenalina e hormônios. Pode ser feita em 
várias regiões do corpo, em que haja camada substancial 
de tecido gorduroso. Os locais de preferência são: região 
dorsal, periumbilical e na face externa lateral do braço, 
próximo ao músculo deltoide. 
Os Materiais Realizados nesses procedimentos, são: 
• Bandeja. 
• Fita-crepe ou etiqueta. 
• Caneta. 
• Medicamento prescrito. 
• Álcool. 
• Luvas de procedimento. 
• Agulha 13x4,5. 
• Seringa de 1 mL. 
• Bolas de algodão ou gaze não estéril. 
• Fita microporosa e saco de plástico para resíduos. 
 
Cuidados Especificos: 
 
 
47 
 
• A absorção da medicação é mais lenta que pela via IM e Ev; 
• O volume injetado pode ser frações de ml, podendo variar 
conforme as condições de tecido subcutâneo de cada cliente, 
geralmente aplica-se até 3ml (excetuando-se os 
administrados via hipodermóclise); 
• Não tolera substâncias irritantes e medicamentos que retardam 
a absorção; 
• Tolera tanto substâncias aquosas como oleosas, cristalinas ou 
coloidais; 
• Somente soluções isotônicas (SF 0,9% e SG 0,5 %) podem ser 
introduzidas nesta via; 
• Em idosos ou clientes muito emagrecidos deve-se realizar 
exame físico para avaliar o local mais adequado para 
aplicação, ou seja, onde houver melhores condições cutâneo 
musculares; 
 
 
Imagem 31: administração de medicamentos por via subcutânea. 
 
 
Locais de Aplicação: 
• Face superior externa do braço; 
• Região anterior da coxa; 
• Face externa da coxa; 
• Região abdominal (entre os rebordos costais e as cristas 
ilíacas); 
• Região superior do dorso. 
 
 
48 
 
 
Imagem 32: locais que podem ser administrado os medicamentos por VS. 
 
 
 
 
Preparo e administração de medicamento por via oral (VO) 
 A administração de medicamentos pela via oral consiste 
em oferecer o medicamento que será deglutido ounão com 
auxílio de líquidos. As formas de apresentação dos fármacos 
para administração por via oral são: 
• Comprimidos. 
• Cápsulas. 
• Drágeas. 
• Soluções. 
• Suspensão. 
• Pó. 
 
Os Materiais Realizados nesses procedimentos, são: 
• Medicamento conforme prescrição médica. 
• Bandeja inox. 
 
 
49 
 
• Copo descartável para colocar o medicamento. 
• Copo com água, se necessário. 
• Conta-gotas, se necessário. 
• Canudo (se necessário). 
• Espátula de madeira (se necessário para medicações pastosas 
e pó). 
• Etiqueta para identificação da medicação. 
• Luva para procedimento não estéril (se necessário). 
• Macerador de comprimidos (se necessário). 
• Seringa descartável de 20 ml (se necessário). 
 
Imagem 33: administração de medicamento por via oral. 
 
 
AULA 01 – ROTEIRO 05: PUNÇÃO VENOSA PERIFÉRICA EM 
PEDIATRIA, 
 A punção venosa periférica trata-se de um procedimento 
invasivo comumente realizada por profissionais de 
enfermagem, sendo muito utilizada na assistência à 
pacientes submetidos à terapia endovenosa. Consiste na 
introdução de um cateter venoso na luz de uma veia 
superficial, de preferência de grande calibre. 
 Outra vantagem do Jelco é a possibilidade de retirada do 
mandril metálico, permanecendo no espaço intraluminal 
apenas o dispositivo maleável, o que impede a perda do cateter 
por transfixação e também favorece a movimentação do 
membro. O Jelco é um dispositivo flexível onde a agulha é 
 
 
50 
 
envolvida por um mandril também flexível e, após a punção, a 
agulha é retirada ficando na luz da veia apenas o mandril. 
 Os Materiais Realizados nesses procedimentos, são: 
• Bandeja; 
• Garrote; 
• Clorexidina alcoólica 0,5% ou álcool à 70%, quando não houver 
clorexidina alcoólica; 
• Bolas de algodão/gazes; 
• Cateter intravenoso periférico sobre agulha apropriado ao 
calibre da veia e rede venosa do paciente (ex: Jelco® nº 24 – 22 
em neonatologia/pediatria; Jelco® nº 20 à 14 em adultos); 
• Filme transparente ou fita adesiva estéril para fixação; 
• Luvas de procedimento; 
• Dispositivo a ser conectado ao cateter venoso de acordo com o 
objetivo da punção (torneirinha, tubo extensor, tubo em “Y”); 
• Material para permeabilização do cateter. 
 
Método de realização do procedimento: 
• Checar prescrição, enfermagem/médica, a necessidade da 
punção venosa periférica. 
• Explicar procedimento para a criança e acompanhante. Se 
possível, realizar brinquedo terapêutico. Aproveitar o 
momento para realizar a inspeção da rede venosa periférica 
da criança para a escolha adequada do dispositivo intravenoso. 
• Preparar a criança emocionalmente antes da realização dos 
procedimentos invasivos, de acordo com a idade e o nível 
de compreensão, a fim de minimizar o medo do 
desconhecido e promover a cooperação. 
• Valorizar e facilitar a presença dos pais durante todo o processo. 
• Lavar as mãos. 
• Avaliação da criança, explicação do procedimento, perguntar 
à mãe sobre a sua vontade de participar do procedimento. 
• Encaminhar ao leito da criança. Caso haja necessidade, 
desloque a criança para realizar o procedimento. 
 
 
51 
 
• Fique na altura dela, se for preciso, sente-se e apoie o 
material com segurança, evitando acidentes. Não apoie o 
material no próprio leito da criança. Selecionar o local da 
punção venosa e dilatação da veia (considerar técnicas 
como gravidade, aperto do punho, ou compressa morna. 
Desconsiderar “tapinhas” por causarem dor). 
• Calçar as luvas de procedimento. 
• Preparar o material (selecionar os materiais para a punção 
venos a perif érica de acordo com as características da criança). 
• Realizar a antissepsia com algodão umedecido com álcool 70% 
com fricção de pelo menos 30 segundos, com movimentos 
circulares do centro para a periferia, e aguardar evaporar o 
produto antes de perfurar a pele. 
• Posicionar o garrote o mais distal possível do local da inserção 
do cateter com vistas a diminuir a pressão intravascular e, 
portanto, diminuir a chance do rompimento do vaso no 
momento da punção. 
• Introduza o cateter venoso periférico, aguardar com que o 
sangue reflua para constatar o sucesso da punção. 
• Retirar o garrote. 
• Estabilizar, fixar o cateter e realizar o curativo com 
micropore estéril ou película transparente. O uso de tala de 
fixação não deve ser preconizado. 
• Testar higidez do vaso com solução preparada com Soro 
Fisiológico 0,9%. 
• Identificar com data, hora, tipo e número dispositivo utilizado e 
pessoa que realizou o procedimento. 
• Descartar dispositivos não utilizados adequadamente. 
• Lavar as mãos. 
 
Imagem 34: Catéter com curativo após a punção venosa em criança. 
 
 
 
 
52 
 
 
 
Punção Venosa Periférica Com Scalp (Cateter Agulhado) Em 
Pediatria Para Coleta De Exame. 
 Os Cateteres Agulhados, ou popularmente conhecidos como 
“Scalp” ou “Butterfly”, são feitos de aço inoxidável 
biocompatível, não flexíveis que na qual dobram -se sob 
resistência, para infusão de curta duração (em torno de 24 
horas), de baixo volume, pode ser usado para administração 
de medicamentos “In bolus ” ou “flush” e para pacientes com 
veias muito finas e comprometidas, como terapia de dose 
única, administração de medicamento IV em bolus ou para 
coleta de sangue. A punção venosa periférica é um 
procedimento que possui alto nível de complexidade técnico-
científico, o que exige da profissional competência, bem como 
habilidade psicomotora. Representa um procedimento 
invasivo, considerando que o cateter provoca o rompimento 
da proteção natural realizando a comunicação do sistema 
venoso com o meio externo. O Scalp é utilizado 
principalmente para a realização de coleta de exames. 
 
 Os Materiais Realizados nesses procedimentos, são: 
• Bandeja, 
• Dispositivo intravenosos (Scalp) com numeração adequada à 
criança, 
• Algodão umedecido com álcool 70%, 
• Luvas de procedimentos, 
• Micropore para fixação, 
 
 
53 
 
• Seringa, 
• Garrote, 
• Tubo de ensaio adequado ao exame solicitado, 
• Etiqueta de identificação, 
• Adesivo absorvente (bloodstop). 
 
Imagem 35: Materiais utilizados na punção venosa periférica com Scalp. 
 
 
Método de realização do procedimento: 
 Explicar o procedimento para a criança e acompanhante. Se 
possível, realizar brinquedo terapêutico. Aproveitar o momento 
para realizar a inspeção da rede venosa periférica da criança 
para a escolha adequada do escalpe; Preparar a criança 
emocionalmente antes da realização dos procedimentos 
invasivos, de acordo com a idade e o nível de compreensão, 
a fim de minimizar o medo do desconhecido e promover a 
cooperação. Valorizar e facilitar a presença dos pais durante 
todo o processo; Lavar as mãos; Preparar o material (Selecionar 
os materiais para a coleta de exames de acordo com as 
características da criança). Avaliação da criança, explicação 
do procedimento, perguntar à mãe sobre a sua vontade de 
participar do procedimento. Encaminhar ao leito da criança. 
 
 
54 
 
Caso haja necessidade, desloque a criança para realizar o 
procedimento. Fique na altura dela, se for preciso, sente-se 
e apoie o material com segurança, evitando acidentes. Não 
apoie o material no próprio leito da criança. Selecionar o local 
da punção venosa e dilatação da veia (considerar técnicas 
como gravidade, aperto do punho, ou compressa morna. 
Desconsiderar “tapinhas” por causarem dor). 
 
Imagem 36: Enfermeiroachando a veia venosa periférica, para coleta de 
exames. 
 
 
Calçar as luvas de procedimento. Realizar a antissepsia com 
algodão umedecido com álcool 70% com fricção de pelo menos 
30 segundos. 
 
Imagem 37:Enfermeiro perfurando a Veia achada. 
 
 
Movimentos circulares do centro para a periferia, e aguardar 
evaporar o produto antes de perfurar a pele. Posicionar o 
 
 
55 
 
garrote o mais distal possível do local da inserção do cateter com 
vistas a diminuir a pressão intravascular e, portanto, diminuir a 
chance do rompimento do vaso no momento da punção. 
Introduza o scalp com o bisel para cima em um ângulo de 
45 graus, aguardar com que o sangue reflua para extensão do 
sal e da seringa. 
 
Imagem 38: Enfermeiro coletando sangue, após achar a veia. 
 
 
 
Retirar o garrote. Retirar o volume adequado de sangue para a 
realização do exame. Retirar o scalp da veia e pressionar o 
local da punção com algodão sem massagem ou dobrar 
membro. Após, coloque o adesivo absorvente (bloodstop). 
Retire o scalp da seringa com cuidado e transfira o sangue 
para o tubo deixando-o escorrer pela parede do tubo para evitar 
hemólise. Tampe o tubo. Retire as luvas de procedimentos. 
Etiquete o tubo. Lave as mãos. Realizar a anotação de 
Enfermagem. 
 
 
56 
 
 
Principais Tipos De Cateteres Intravenosos E Materiais 
Envolvidos No Processo Da Punção Venosa Periférica 
 
Cateteres agulhados (escalpe, butterfly). 
 Os Cateteres Agulhados, ou popularmente conhecidos como 
“Scalp” ou “ Butterfly”, são feitos de aço inoxidável 
biocompatível, não flexíveis que na qual dobram -se sob 
resistência, para infusão de curta duração (em torno de 24 
horas), de baixo volume, pode ser usado para administração 
de medicamentos “In bolus ” ou “flush” e para pacientes com 
veias muito finas e comprometidas, como terapia de dose 
única, administração de medicamento IV em bolus ou para 
coleta de sangue. 
 O scalp é composto de agulha nos calibres 19G, 21G, 23G, 
25G ou 27G, que é acoplada a uma aleta para empunhadura 
(apelidado de butterfly) que, por sua vez, está ligada a 
uma mangueira extensora que tem um conector 6% luer 
onde se conecta a seringa ou equipo para a administração 
da medicação. Essa extremidade vem com uma tampa de 
proteção que deve ser removida no momento em que a 
medicação será infundida. 
 
Imagem 39: Tipos de Scalp utilizados para coletas de exames ou 
administração de medicamentos em lactantes e crianças. 
 
 
 
 
57 
 
 
Cateteres sobre agulha ou flexíveis (Tipo “abocath”) 
 
 Os Cateteres Flexíveis, também conhecido como “Abocath, 
Jelco” são cateteres de curta permanência que servem 
para monitorar o paciente, administração de soroterapia 
medicamentosa, onde são constituídos por materiais 
cilíndricos, canulados e perfurantes. Contudo, são destinados 
(exclusiva ou simultaneamente) a viabilizar a drenagem de 
elementos do tecido sanguíneo e/ ou infusão de soluções 
líquidas, na direção exterior corporal ou interior dos vasos, nos 
respectivos sentidos do fluxo. 
 Mas possuem uma extremidade destinada à perfuração e 
à penetração das estruturas corporais e outra, ao “plug 
adaptador”, para promover conexões com seringa (s) ou equipo 
(s). Entretanto, muitos o conhecem pelos nomes comerciais 
“jelco, abocath”, mas vale lembrar que isto é somente um nome 
comercial, todavia que existem outros nomes para este tipo de 
cateter. 
 
Imagem 40: Tipos de Cateteres utilizados para coletas de exames ou 
administração de medicamentos em lactantes e crianças. 
 
 
Buretas. 
 
 
58 
 
 Dispositivo para infusão, controle de fluxo e dosagem de 
soluções parenterais. Conecta o recipiente de soluções (frasco 
ou bolsa) ao dispositivo de acesso venoso (scalp, cateter 
intravenoso, ou agulha). Viabiliza o controle de fluxo de 
soluções. 
 
Imagem 41: Tipos de Buretas. 
 
 
Equipo Macrogotas e Microgotas. 
 O formato maior do equipo macrogota dá o formato da gota em 
sua estrutura normal em que 20 gotas equivalem a 1ml. Já o 
formato do equipo microgota tem estrutura menor e mais 
fina para que o gotejamento seja gradativamente menor em 
que 60 gotas equivalem a 1ml. Dispositivo para infusão, 
controle de fluxo e dosagem de soluções parenterais. 
Viabiliza o controle de fluxo de soluções. 
 
Imagem 42: Tipos de Macrogotas e Microgotas. 
 
 
 
59 
 
 
Bombas de Infusão 
 
 As bombas de infusão são aparelhos hospitalares que 
realizam o controle dos fluidos e medicamentos que são 
administrados aos pacientes. 
 
Imagem 43: Bomba de infusão. 
 
 
Bomba de infusão volumétrica. 
 
 
60 
 
 Na bomba de infusão volumétrica o controle é feito 
diretamente através do volume em mL/h. Pode apresentar 
programações distintas, desde neonatos a adultos. Possui 
sistema de alarme para os seguintes casos – Oclusão de via. 
Vazão livre. Ar na linha. Fim de infusão. Bateria com carga baixa. 
 
Imagem 44: Bomba de infusão volumétrica. 
 
 
Bomba de infusão gota a gota. 
 E na bomba de infusão gota a gota o controle da vazão 
é feito através da contagem do número de gotas por minuto 
que, posteriormente, é transformado para leitura em mililitros por 
hora. Dificilmente encontrada, pois requer equipo adequado. 
 
Imagem 45: Bomba de infusão Gota a Gota. 
 
 
 
Extensores para administração de medicações (POLIFIX®) 
 
 
61 
 
 Chamadas de Extensores Polifix, Multivias Ou Extensores 
Valvulados, elas podem aumentar e prolongar as vias de 
infusão a partir de um único acesso venoso, permitindo 
infusões simultâneas de medicações compatíveis a partir 
de um único acesso venoso, facilitando a mobilidade do 
paciente. 
 
Imagem 46: Polifix. 
 
 
Fixadores de cateteres 
 Filme transparente estéril e hipoalergênico que possui alta 
permeabilidade ao vapor, efetuando as trocas gasosas, não 
permitindo a permanência de umidade sob o curativo e 
reduzindo os riscos de infecções. É ideal para terapia 
endovenosa, devido ao recorte que permite que as bordas 
reforçadas se sobreponham, a fim de garantir uma fixação 
segura ao redor do cateter. 
 Seu sistema de aplicação com moldura proporciona 
confiança ao profissional de enfermagem ao aplicar o 
curativo. Alguns modelos possuem duas tiras de fitas 
adesivas para estabilizar os cateteres e reforçar a segurança 
na fixação. Possui bordas reforçadas de tecido macio para 
que o paciente não sofra trauma mecânico pelo peso dos 
cateteres. 
 
Imagem 47: Fixadores de Cateteres. 
 
 
62 
 
 
 
 
AULA 01 – ROTEIRO 06: INSERÇÃO DE SONDA 
NASOENTÉRICA EM PEDIATRIA. 
 A sonda nasoenteral é colocada da narina até o sentido 
pré -pilórico (no estômago) ou pós-pilórico (no intestino — 
duodeno ou jejuno). Possui calibre fino, fio-guia maleável no seu 
interior, tarja radiopaca que permite controle radiológico e 
sistema de fechamento exclusivo. Para esse tipo de sonda, 
é necessário fazer um exame de raio X para verificação do 
posicionamento correto. A sonda nasoenteral tem como 
única função a alimentação, ou seja, auxilia os procedimentos 
da nutrição enteral. 
 No entanto, em alguns hospitais, também é utilizada para fazer 
drenagem. Os alimentos devem ser administrados em forma 
líquida para fornecer todos os nutrientes necessários para o 
paciente. É muito utilizada em pacientes que estão em 
internação prolongada ou que não têm tempo determinado 
parafazer uma alimentação via oral. É empregada tanto na 
internação hospitalar quanto na internação domiciliar. 
 A introdução de uma sonda nasoenteral é feita somente 
por um enfermeiro. Aliás, o profissional deve ter a confirmação 
da locação da sonda por meio do exame de raio X antes de 
liberar a infusão da dieta. 
Os Materiais Realizados nesses procedimentos, são: 
• Sonda nasoenteral de calibre apropriado; 
 
 
63 
 
• Equipamentos de proteção individual (máscara cirúrgica, 
óculos de proteção e luvas de procedimento, gorro); 
• Lubrificante hidrossolúvel (lidocaína gel 2%); 
• Toalha ou lenço de papel; 
• Cuba rim; 
• Esparadrapo hipoalergênico para marcação e fixação; 
• Seringa de 3 ml para RN/ lactentes e 5 ml para crianças maiores; 
• Estetoscópio; 
• Compressa Gaze; 
• Tesoura. 
 
Método de realização do procedimento: 
• Lavar as mãos; 
• Organizar os materiais necessários para o procedimento e 
selecionar o calibre da sonda de acordo com a idade da 
criança; 
• Explicar à criança e familiar sobre procedimento a ser realizado; 
• Calçar as luvas e demais EPIs; 
• Colocar a criança em posição sentada ou em posição de 
Fowler, s e possível com a cabeça ligeiramente inclinada para 
frente, caso a criança não possa sentar - se ou ter a cabeça 
elevada, mantê- la em decúbito dorsal, lateralizando a 
cabeça inclinando -a para frente; 
• Proteger o tórax da criança com toalhas de papel e se maior 
ofertar cuba rim; 
• Realizar a medição da sonda, conforme a idade da criança: 
Menores de 1 a no: distância da ponta do nariz ao lóbulo 
da orelha e deste ao espaço médio entre a cicatriz umbilical 
e o apêndice xifoide; 1 ano de idade ou mais: distância da 
ponta do nariz ao lóbulo da orelha e deste ao apêndice 
xifoide e adicionar 4 cm à esta medida; 
• Realizar a marcação da sonda com esparadrapo; 
• Verificar a qualidade da sonda, checando rupturas ou 
perviedade, com a manipulação do fio guia na sonda; 
 
 
64 
 
• Explicar e solicitar que o paciente ajude no procedimento 
se possível, realizando movimentos de deglutição facilitando o 
processo de evolução da sonda; 
• Lubrificar a ponta da sonda com lubrificante hidrossolúvel 
(lidocaína gel 2%); Se criança maior solicitar que permaneça 
com o queixo próximo ao peito, se necessário, auxiliá-lo; 
• Introduzir a sonda lentamente pela narina da criança fazendo 
movimentos unidirecionais; 
• Aproveitar o reflexo de deglutição para introduzir a sonda em 
RNs; 
• Introduzir a sonda até a marcação realizada anteriormente; 
• Se tosse, cianose e sinais de estimulação vagal, tais como 
bradicardia e apneia retirar a sonda imediatamente e reintroduzi-
la posteriormente; 
• Confirmar posicionamento no estômago: 1. Preencher a 
seringa de 3 ou 5 ml com 0,5 ml a 1 ml de ar (RN e 
lactentes muito pequenos) ou 2 a 5 ml (lactente e criança 
maior), conectá-la à sonda e injetar o ar, auscultando o 
ruído na região epigástrica com o estetoscópio. Após o teste 
retirar o ar injetado; 
• Retirar o fio-guia após a passagem correta e guardá-lo; 
• Fixar a sonda no nariz da criança utilizando esparadrapo, datar 
e anotar o calibre da sonda utilizada; 
• Aguardar a migração da sonda para duodeno, encaminhar 
ao Raio -X para confirmação do local da sonda após 4 horas 
da passagem (en caminhar para centro de referência conforme 
fluxo estabelecido na instituição); 
• Retirar as luvas e demais EPIs; 
• Lavar as mãos; 
• Registrar no prontuário eletrônico o procedimento realizado, 
calibre e localização da sonda, sinais de resíduos e 
intercorrências. 
 
 
 
65 
 
AULA 01 – ROTEIRO 07: INSERÇÃO DE SONDA 
NASOGÁSTRICA EM PEDIATRIA. 
 A sonda nasogástrica, também conhecida como sonda de 
Levine, é uma das mais usadas na área medicinal. É fabricada 
em material de PVC, totalmente maleável, transparente e 
atóxica. 
 Diferentemente da sonda nasogástrica, não possui fio-guia e 
não requer exame de raio-X para verificar sua localização. 
Nesse procedimento, o tubo é introduzido pela narina e 
posicionado no estômago. 
 É utilizada, geralmente, para lavagem gástrica. Por 
exemplo: preparação do aparelho digestivo para exames ou 
cirurgias, estancamento de hemorragias gástricas ou 
esofágicas e drenagem de conteúdo gástrico excessivo. 
Também podem ser utilizadas para alimentação. Somente o 
enfermeiro pode manusear esse tipo de sonda, sendo de 
sua competência toda a complexidade do uso. Os cuidados 
e a manutenção podem ser feitos pelos técnicos de 
enfermagem. 
 A sonda nasogástrica pode ser utilizada de duas formas: 
aberta (para drenagem de líquidos intragástricos) ou fechada 
(utilizada para alimentação). Os conteúdos intragástricos 
podem ser: bílis, borra de café (bile + sangue), 
sanguinolento vivo, sanguinolento escuro, amarelado ou 
conteúdos tóxicos ingeridos. Sonda nasogástrica inserida no 
estômago possibilita acesso à parte interna do estômago. Para 
descomprimir o estômago e o trato gastrintestinal (i.e., aliviar a 
distensão decorrente de obstrução, íleo paralítico ou atonia). 
 Esvaziar o estômago, como por exemplo nos pacientes 
entubados para prevenir a aspiração ou nos pacientes com 
sangramento GI para remover sangue e coágulos. 
Coletar uma amostra do conteúdo gástrico a fim de avaliar se há 
sangramento, o volume ou o teor de ácido. 
• Para remover toxinas ingeridas (raro). 
• Para administrar antídotos como carvão ativado. 
 
 
66 
 
• Administrar agentes de contraste radiopacos orais. 
• Para fornecer nutrientes ao estômago ou alimentos diretamente 
no intestino delgado com uma sonda enteral longa, fina e 
flexível. 
 
Os Materiais Realizados nesses procedimentos, são: 
• Avental protetor, luvas e proteção facial 
• Tubo nasogástrica para descompressão, como tubo de Levin 
(lúmen único) ou tubo de sucção de Salem (lúmen duplo, de tal 
modo que o ar do segundo lúmen passe para a atmosfera) 
• Se estiver planejada alimentação pelo intestino delgado, usar 
uma sonda de alimentação enteral longa e fina (sonda 
nasogástrica) para uso prolongado (usar com fio rígido ou 
estilete) 
• Anestésico tópico em spray como benzocaína ou lidocaína 
• Vasoconstritor em spray como fenilefrina ou oximetazolina 
• Copo de água e canudo 
• Seringa de 10 mL com ponta de cateter 
• Lubrificante 
• Bacia de êmese 
• Toalha ou coxim azul 
• Estetoscópio 
• Fita e benzoína 
• Aspiração (de parede ou portátil). 
 
Imagem 48: Materiais utilizados para inserção de sondas Nasogástrica. 
 
 
 
67 
 
 
Método de realização do procedimento: 
• Usar avental, luvas e protetor facial. 
• Verificar a permeabilidade de cada narina mantendo uma 
fechada e pedindo ao paciente que respire pela outra. 
Perguntar ao paciente qual fornece o melhor fluxo de ar. 
• Examinar dentro do nariz à procura de quaisquer obstruções 
óbvias. 
• Colocar toalha ou pano azul sobre o peito do paciente para 
mantê-lo limpo. 
• Escolher o lado para a inserção da sonda e borrifar o 
anestésico tópico nessa narina e faringe pelo menos 5 minutos 
antes da inserção da sonda. 
• Se houver tempo, administrar 4 mL de lidocaína a 10% por meio 
de nebulizador ou inserir 5 mL de lidocaína em gel a 2% nas 
narinas. 
• Se disponível, borrifar um vasoconstritor como fenilefrina ou 
oximetazolina na narina, tentando alcançar toda a superfície 
nasal, incluindo os aspectos superior e posterior; mas pode-
se omitir essa etapa.• Estimar a profundidade de inserção adequada —
aproximadamente a distância ao lóbulo da orelha ou ângulo 
da mandíbula e então ao processo xifoide, mais 15 cm; 
observar qual das marcas pretas na sonda corresponde a essa 
distância. 
 
Imagem 49: Enfermeiro medindo a Sonda. 
 
 
 
 
68 
 
Lubrificar a extremidade da sonda nasogástrica. 
• Inserir delicadamente a ponta da sonda no nariz e deslizar 
ao longo do assoalho da cavidade nasal. 
• Apontar para trás, então para baixo de modo a permanecer 
abaixo do corneto nasal. Esperar sentir resistência leve à 
medida que o tubo passa pela nasofaringe posterior. 
• Pedir que o paciente tome goles de água com um canudo e 
avance o tubo durante as deglutições. O paciente irá engolir 
a sonda, facilitando a passagem para o esôfago. Continuar 
avançando a sonda durante as deglutições até a 
profundidade predeterminada usando as marcas negras na 
sonda como referência. 
 
Imagem 50: Lactante com sonda já instalada. 
 
 
• Avaliar a colocação adequada da sonda pedindo que o 
paciente fale. Se o paciente não consegue falar, tem voz 
rouca, engasga violentamente ou apresenta dificuldade 
respiratória, a sonda provavelmente está na traqueia e 
deve ser removida imediatamente. 
• Injetar 20 a 30 mL de ar e auscultar a passagem de ar com o 
estetoscópio abaixo da região subcostal esquerda. O som de 
uma corrente de ar ajuda a confirmar a localização da sonda 
no estômago. 
 
Imagem 51: verificação da sonda. 
 
 
 
69 
 
 
 
• Aspirar o conteúdo gástrico para confirmar novamente a 
inserção no estômago (às vezes, não há retorno de conteúdo 
gástrico, mesmo quando a sonda está corretamente posicionada 
no estômago). 
• Às vezes, é necessária radiografia de tórax para confirmar 
definitivamente a localização da sonda no estômago. Se a 
sonda for usada para infundir quaisquer substâncias, como 
contraste radiopaco ou alimentação líquida, é recomendado 
radiografia de tórax. 
• Prenda a sonda ao nariz do paciente. Aplicar benzoína à pele, 
se disponível. Usar um pedaço de fita adesiva de 10 a 15 cm que 
é dividido verticalmente em duas partes na metade do seu 
comprimento, conectando a metade larga ao nariz do paciente. 
• Em seguida, envolver as extremidades da fita em direções 
opostas ao redor da sonda. 
• Anexar a sonda nasogástrica à sucção e ajustá-la para 
baixa sucção (sucção intermitente, se possível). 
 
Imagem 52: verificação da sonda e se está correta. 
 
 
 
70 
 
AULA 01 – ROTEIRO 08: BOLSA DE COLETA DE URINA NA 
PEDIATRIA. 
 Ao coletar urina para exames laboratoriais, sendo utilizado 
para determinar se é ou não necessário obter uma amostra 
de urina cateterizada para cultura. Higienize os genitais da 
criança. Destaque o adesivo do coletor pediátrico, abrindo 
o orifício central. Para meninas, afastar os lábios, mantendo a 
pele esticada. Para meninos, colocar o pênis e o escroto dentro 
da bolsa, se possível. Coloque o coletor na criança e troque 
o saco de acordo com o protocolo da instituição 
(normalmente 60 minutos para a troca do saco coletor). Após a 
criança urinar, retire imediatamente o saco coletor e despeje o 
conteúdo (mínimo de 10 m L) no frasco de coleta para análise. 
Os Materiais Realizados nesses procedimentos, são: 
• EPI: dois pares de luvas de procedimento, capote, máscara 
cirúrgica; 
• Bandeja; 
• Materiais para higienização íntima; 
• Saco coletor de urina pediátrico (masculino ou feminino) com 
bordas colantes; 
• Frasco coletor de urina identificado com os dados da criança 
(nome, registro e/ou nº do prontuário, data, hora e tipo de 
exame); 
• Seringa descartável de 10 ml; 
• Cateter uretral de fino calibre; 
• Gazes; 
• Fralda descartável, se for o caso. 
 
Imagem 53: Bolsa de coleta de urina para crianças. 
 
 
71 
 
 
Método de realização do procedimento: 
• Explicar o procedimento a ser realizado e sua finalidade a 
criança e/ou ao familiar; 
• Higienizar as mãos; 
• Reunir material necessário e levá-los a unidade, colocando 
materiais o mais próximo ao leito; 
• Calçar as luvas; 
• Realizar a higiene íntima e trocar as luvas; 
• Pegar o saco coletor adequado e retirar os adesivos; 
• Fixar o coletor em meato uretral de modo não deixar folgas ou 
dobras entre o coletor a pele; 
• Colocar fralda descartável, se necessário; 
• Aguardar a micção, observando o saco coletor a cada 20 
minutos; 
• Higienizar as mãos; 
• Retirar o saco coletor com delicadeza; 
• Abrir os invólucros da seringa e do cateter, acoplá-los e 
aspirar 10 ml da urina, transferila para frasco de coleta 
esterilizado e tampá-lo; Recolher o material; 
• Retirar EPI; 
• Recompor a unidade da criança; 
• Colocar a criança em posição confortável, adequada e segura; 
 
 
72 
 
• Dar destino adequado aos materiais e encaminhar os não 
descartáveis ao expurgo; 
• Higienizar as mãos; 
• Providenciar o encaminhamento da amostra ao laboratório, 
junto com a requisição do exame; 
• Proceder as anotações de enfermagem no prontuário da 
criança, constando: hora da coleta, tipo de exame, ocorrências 
adversas e as medidas tomadas. 
 
AULA 01 – ROTEIRO 09: SONDAGEM VESICAL NA 
PEDIATRIA. 
 A sonda vesical é um tubo fino e flexível que é inserido desde 
a uretra até à bexiga, para permitir a saída de urina para um saco 
coletor. 
 Este tipo de sonda é geralmente utilizado em que não 
conseguem controlar o ato de urinar, devido a obstruções como 
hipertrofia da próstata, dilatação uretral ou mesmo em casos 
em que se pretende realizar exames em urina estéril ou preparar 
a pessoa para uma cirurgia, por exemplo. 
 O Cateterismo Vesical consiste na introdução de um 
cateter estéril via uretral até a bexiga para esvaziamento e 
controle da diurese, com finalidade de promover a drenagem 
urinária, realizar o controle rigoroso do débito urinário e 
preparar o paciente para procedimentos cirúrgicos. 
 
Indicações para sondagem de alívio ou de demora: 
 Sondagem Vesical de Demora (SVD) – O cateter 
permanece no trato urinário e é conectado a uma bolsa 
coletora, ficando por tempo indeterminado no paciente, 
condicionada a avaliação da necessidade de permanência se 
faz a troca ou retirada. A SVD tem indicação bastante 
restrita, deve ser evitada sempre que possível e deve ser 
removida assim que puder. 
 Este procedimento precisa de técnica asséptica permitindo 
a criação de ambientes estéril, com a finalidade de evitar o 
 
 
73 
 
risco de infecções. - Sondagem Vesical de Alívio (SVA) – 
Consiste de uma cauterização vesical para esvaziar de 
forma imediata a bexiga, injetar medicamento ou colher urina 
estéril para exame, após o procedimento, o cateter é retirado 
e desprezado. Procedimento que deve ser realizado com 
técnica asséptica e em situações especiais. 
 
Sondagem Vesical de Demora Masculina na Pediatria. 
 Recolher o prepúcio com a mão não dominante, segurar 
o pênis abaixo da glande. Manter a mão não dominante na 
posição ao longo do procedimento. Com a mão dominante, 
pegar uma gaze com a pinça e limpar o pênis. Fazer movimento 
circular de dentro para fora. 
Os Materiais Realizados nesses procedimentos, são: 
• 1 Kit sondagem vesical (cuba rim, pinça pean, cúpula). 
• Kit com 1 campo estéril e 1 campo fenestrado. 
• 01 seringa de Xylocaína gel (uso único) ou 1 tubo de lidocaína 
geleia a 2% lacrado. – seu uso deverá ser discutido com a equipemultidisciplinar 
• 2 Pacotes de gaze estéril. 
• 1 Par de luvas de procedimento. 
• 1 Par de luvas estéril. 
• Solução antisséptica Clorexidina aquoso 0,2 ou 0,5%. 
• Saco de lixo comum. 
• EPIs (óculos de proteção, máscara comum e avental 
descartável). 
• Coletor de urina estéril (sistema fechado, com válvula 
antirrefluxo). 
• 1 Seringa de 5 mL bico slip. 
• 1 Agulha 40x12. 
• 1 Ampola de água destilada. 
• Dispositivo de fixação padrão de sonda ou fita adesiva porosa. 
• Material para higiene íntima (Clorexidina degermante 2% ou 
sabão neutro, 1 toalha, panos de limpeza descartáveis). 
• Biombo, se necessário. 
 
 
74 
 
 
Imagem 54: Materiais utilizados para Sondagem Vesical de Demora. 
 
 
 
 
Imagem 55: Tipos de sondas. 
 
 
 
Método de realização do procedimento: 
• Calçar o par de luvas estéril. 
 
 
75 
 
• Aspirar a água destilada, com auxílio da seringa e agulha, sem 
tocar na ampola. 
• Desconectar a agulha da seringa. 
• Conectar o bico da seringa na válvula na via distal da sonda, 
infundir a água destilada de acordo com o volume máximo 
indicado pelo fabricante para testar o balonete. 
• Observar se há vazamento no balonete, se houver, a sonda deve 
ser trocada. 
• Aspirar o volume injetado, esvaziar o balão deixando o volume 
na seringa. 
• Conectar o coletor fechado à sonda vesical e certificar-s e sobre 
a completa conexão entre sonda e o coletor e se o bico de 
esvaziamento do coletor está fechado. 
• Retirar a sonda totalmente da embalagem (segundo invólucro 
estéril). 
• Realizar a sequência da antissepsia com a gaze embebida 
em clorexidina aquoso com auxílio da pinça: corpo do pênis 
em sentido único de cima para baixo estendendo para região 
suprapúbica, raiz da coxa e bolsa escrotal (utilizando uma 
gaze para cada região anatômica). Com a mão dominante, 
retirar o prepúcio e não retirar as mãos. Proceder a limpeza 
da glande e depois do meato urinário, sendo uma gaze para 
cada região. 
• Inserir a xylocaína gel no meato uretral lentamente para dilatar e 
dilatar a uretra. 
• Segurar o corpo do pênis com a mão não dominante, elevando 
em um ângulo de 60 a 90 graus. 
• Introduzir toda a sonda no meato uretral até o final e aguardar a 
drenagem espontânea da urina (não insuflar o balão antes 
disso). 
• Insuflar o balonete lenta mente SOMENTE após observar o 
refluxo de urina, com o volume de água recomendado. 
• Atenção: interrompa a insuflação do balonete caso o 
paciente sinta dor ou tenha resistência, pois a sonda pode não 
estar na bexiga. 
 
 
76 
 
• Tracionar lentamente a sonda até encontrar resistência. – Retirar 
os EPIs. 
• Higienizar as mãos. 
• Fixar a extensão da bolsa coletora na região inguinal ou 
abdome com fixador padronizado. 
• OBS.: Na sondagem de alívio, o procedimento será 
semelhante, mas sonda é de polivinil/silicone e não há balão 
para insuflar, pois será retirada logo que acabe a drenagem da 
urina. 
Sondagem Vesical de Demora Feminina na Pediatria 
Promover o esvaziamento da bexiga, monitorizar débito urinário, 
preparo cirúrgico. 
• Explicar o procedimento e a finalidade à cliente; 
• Reunir todo o material na bandeja e colocar sobre a mesa de 
cabeceira; 
• Proteger a unidade da cliente com biombos; 
• Encaminhar a paciente para higienização íntima no banheiro 
com água morna e sabonete. 
• Caso a paciente esteja acamada, calçar as luvas de 
procedimento e realizar a higiene íntima no leito; 
• Colocar a cliente em posição ginecológica, expondo apenas os 
genitais; 
Sondagem Vesical de Alívio 
 É a introdução de uma sonda ou cateter na bexiga. 
Remover a urina acumulada. É um procedimento estéril que 
consiste na introdução de uma sonda no interior da bexiga, 
através da uretra, a fim de drenar a urina, sendo removida após 
atingida a finalidade do procedimento. 
 
Imagem 56: Como as contas ficam instaladas. 
 
 
 
77 
 
 
 
AULA 01 – ROTEIRO 10: OXIGENOTERAPIA POR CATETER 
NASAL. 
 A cateter nasal é o dispositivo mais utilizado, tanto pela 
disponibilidade quanto pela facilidade do uso. Ela é um 
dispositivo simples, de baixo fluxo, suportando um fluxo de 
até 6 L/min, fornecendo uma FiO2 de, no máximo, 45%. 
Um aumento maior no fluxo não é transmitido em aumento 
da FiO2. Cateter nasal é um tubo de plástico com duas 
saídas de ar que devem ser colocadas nas narinas e em média, 
servem para oferecer oxigênio a 2 litros por minuto. 
 Fornecer a quantidade adequada de oxigênio, através de um 
cateter nasal. A cânula nasal é o dispositivo mais utilizado, tanto 
pela disponibilidade quanto pela facilidade do uso. 
 Ela é um dispositivo simples, de baixo fluxo, suportando 
um fluxo de até 6 L/min, fornecendo uma FiO2 de, no máximo, 
45%. Um aumento maior no fluxo não é transmitido em aumento 
da FiO2. O que precisa se ter em mente é: 
• A cada 1 L/min corresponde a um acréscimo de 3 -4% na FiO2 
do ar ambiente. 
• Sua principal indicação é hipoxemia leve, conseguindo reverter 
a hipoxemia na maioria dos casos em que se há uma diminuição 
leve da SatO2 (92-94%). 
• Sua principal desvantagem é que o uso prolongado ou 
aplicação de fluxos altos podem levar a ressecamento da 
mucosa nasal ou até lesões na mucosa. 
 
 
78 
 
 
Os Materiais Realizados nesses procedimentos, são: 
• Bandeja contendo: Dispositivo para administração de oxigênio, 
conforme prescrição médica (cateter nasal, cânula nasal e 
máscara facial). 
• 1 par de luvas de procedimento não estéril. 
• 1 pacote de gazes. 
• 1 ampola de água destilada de 10 mL. 
• Frasco umidificador de oxigênio. 
• Extensão plástica ou de látex. 
• Fluxômetro. 
• Água destilada 100 mL. 
• Fita adesiva cirúrgica. 
 
Imagem 57: Equipamentos utilizados para oxigenoterapia por cateter 
nasal. 
 
 
Método de realização do procedimento. 
• Higienizar as mãos; 
• Explicar o procedimento e a finalidade ao cliente; 
• Reunir todo o material na bandeja e colocar sobre a mesa de 
cabeceira; 
• Preencher o frasco umidificador com água destilada, no 
máximo 2/3 de sua capacidade; 
 
 
79 
 
• Testar a saída de oxigênio na régua de gazes ou rede portátil 
(torpedo de oxigênio), instalar o Fluxômetro, caso este já não 
esteja na saída de oxigênio e conectar ao umidificador; 
• Conectar o cateter nasal a extensão e este ao umidificador; 
• Proteger a unidade do cliente com biombos; 
• Calçar as luvas de procedimento não estéreis; 
• Colocar o cliente em posição decúbito dorsal em semi-fowler; 
• Avaliar as narinas quanto a integridade, desvio de septo e 
perviedade, solicitando ao cliente que assoe uma narina e 
oclua a outra, identificando a mais adequada para inserir o 
cateter; 
• Medir a distância entre a fossa nasal e o lóbulo da orelha e 
demarque com fita adesiva cirúrgica; 
• Umedecer a gaze com água destilada, passar no cateter até 
a demarcação, elevar a ponta do nariz usando o dedo indicador 
e introduzir o cateter de forma suave e firme até a demarcação; 
• Fixar o cateter com a fita adesiva cirúrgica no nariz e na 
testa, ou então na face lateral do rosto; 
• Conectar a extensão no cateter nasal e regular o Fluxômetro 
conforme prescrição médica; 
• Reunir e retirar todo o material da unidade do cliente; 
• Retirar as luvas; 
• Higienizar as mãos; 
• Avaliar o cliente quanto ao alívio dos sinais e sintomas; 
• Proceder à anotação do procedimento realizado e eventual 
intercorrências. 
• Realizar o revezamento do cateter nasal nas narinas a cada 
8 horas eobservar a integridade e perviedade do cateter. 
 
Imagem 58: Como o cateter fica após colocação. 
 
 
 
80 
 
 
OXIGENOTERAPIA POR MÁSCARA DE VENTURI. 
 A Máscara de Venturi possui um sistema de válvulas que 
possibilita um controle exato da FiO2 a ser fornecida a o 
paciente. Cada válvula tem uma cor e na válvula tem escrito 
tanto o fluxo quanto a FiO2 ofertado por ele, que varia de 
24 a 50 %. Seu benefício está em situações em que se 
busque um desmame da oferta de oxigênio ou nas quais 
uma oferta exagerada e/ou descontrolada pode ser 
prejudicial, como em pacientes com DPOC. Também é muito 
usado em crianças e em paciente em desmame de 
oxigenoterapia. 
 Os sistemas de alto fluxo são capazes de fornecer uma alta 
concentração de oxigênio, acima do que uma pessoa é capaz 
de inspirar e é indicado em casos mais graves, em situações 
de hipóxia provocada por insuficiência respiratória, enfisema 
pulmonar, edema agudo de pulmão ou pneumonia. 
 
 Materiais usados para esse procedimento. 
• Bandeja contendo: Dispositivo para administração de 
oxigênio, conforme prescrição médica (cateter nasal, cânula 
nasal e máscara facial) 
• 1 par de luvas de procedimento não estéril 
• 1 pacote de gazes 
• 1 ampola de água destilada de 10 mL 
• Frasco umidificador de oxigênio 
• Extensão plástica ou de látex 
• Fluxômetro 
 
 
81 
 
• Água destilada 100 mL 
• Fita adesiva cirúrgica 
• Lenço de papel. 
 
 
Imagem 59: Tipos de válvula para oxigênio e máscara de venturi. 
 
 
Método de realização do procedimento. 
 
• Higienizar as mãos; 
• Explicar o procedimento e a finalidade ao cliente; 
• Reunir todo o material na bandeja e colocar sobre a mesa de 
cabeceira; 
• Preencher o frasco umidificador com água destilada, no 
máximo 2/3 de sua capacidade; 
• Testar a saída de oxigênio na régua de gazes ou rede portátil 
(torpedo de oxigênio), instalar o Fluxômetro, caso este já não 
esteja na saída de oxigênio e conectá -lo ao umidificador; 
• Utilizar gazes dobradas protegendo as orelhas; 
• Conectar a máscara facial a extensão e está ao 
umidificador. Para máscara com reservatório, encher a bolsa 
antes de colocá-la no cliente; 
• Posicionar a máscara facial sobre o nariz e a boca. 
Disponha as tiras ao redor da face e ajuste-as para que se 
adapte confortavelmente a face; 
• Regular o Fluxômetro conforme prescrição médica; 
• Reunir e retirar todo o material da unidade do cliente; 
 
 
82 
 
• Retirar as luvas; 
• Higienizar as mãos; 
• Avaliar o cliente quanto ao alívio dos sinais e sintomas; 
• Proceder à anotação do procedimento realizado e eventual 
intercorrências; 
• Remover a máscara e secar a pele a cada 3 horas se 
oxigenoterapia continua. 
 
Imagem 60: após a aplicação da máscara. 
 
 
OXIGENOTERAPIA POR INALAÇÃO. 
 Inalação ou Nebulização é a aspiração do ar do ambiente com 
substância inaláveis como vapor de água, medicamentos, 
através das vias respiratórias para dentro dos alvéolos 
pulmonares. Difere da inspiração que se refere a uma das fases 
da respiração. A nebulização é um tipo de aerossolterapia, ou 
oxigenioterapia, procedimento que utiliza a inalação de vapores 
como via medicamentosa. 
 Tal método é amplamente indicado no tratamento de 
problemas respiratórios agudos e crônicos de diversas 
origens, incluindo asma, bronquites, sinusites, infecções e 
inflamações em geral. Também é atuante na administração 
de medicamentos broncodilatadores e na umidificação das 
vias aéreas, além de fluidificar secreções. 
 Promover a umidificação das secreções das vias aéreas, 
a fim de facilitar sua expectoração e administrar 
medicamentos absorvidos pela mucosa nasal que tenham 
efeito sistêmico. 
 
 
83 
 
 Seus Objetivos são: 
• Aliviar processos inflamatórios, congestivos e obstrutivos; 
• Umedecer para tratar ou evitar desidratação das mucosas; 
• Fluidificar para facilitar a remoção de secreções; 
• Administrar mucolítico para obter atenuação ou resolução de 
espasmos; 
• Administrar corticosteroides com ação anti-inflamatória e 
antiexsudativa; 
• Administrar agentes antiespumantes nos casos de edema agudo 
de pulmão. 
 
Materiais usados para esse procedimento. 
• 01 bandeja; 
• 01 Kit de inalação; 
• Medicamento prescrito; 
• 01 seringa 10ml; 
• 01 agulha 40X12; 
• 01 ampola de soro fisiológico 0,9%; 
• Fluxômetro de O2. 
 
 
Método de realização do procedimento. 
• Para fazer a nebulização em casa, deve-se colocar no copinho 
do nebulizador de 5 m L a 10 mL de soro fisiológico, posicionar 
a máscara próxima ao nariz e, então, respirar aquele ar. Deve-
se manter os olhos fechados e estar sentado ou recostado. 
• Conferir prescrição médica (medicamento, dose, horário, via 
de administração, paciente); 
• Preparar o material e colocar na bandeja. 
• Identificar-se; 
• Confirmar o nome e o leito do paciente; 
• Orientar paciente e/ou acompanhante quanto ao procedimento; 
 
 
84 
 
• Instalar o fluxômetro na fonte de O2 e conectar a extensão 
do kit de inalação ao fluxômetro; Elevar decúbito do paciente 
entre 30 a 45º; 
• Aspirar o soro fisiológico da ampola com o auxílio da 
agulha, instilar no inalador através do orifício de conexão da 
máscara, acrescentar o medicamento prescrito utilizando a 
mesma técnica; 
• Regular o fluxômetro entre 5 a 7 l/min; 
• Colocar a máscara próxima ao rosto do paciente, de forma a 
cobrir o nariz e boca; 
• Após o término da solução, desligar o fluxômetro e proteger 
o inalador com saco plástico transparente; Deixar o paciente 
confortável, com a campainha ao seu alcance e o ambiente 
organizado. 
 
AULA 01 – ROTEIRO 11: ASPIRAÇÃO DA VIA AÉREA 
SUPERIOR. 
 A aspiração é um procedimento importante quando o 
paciente sofre com o excesso de secreção. O quadro ocorre 
se houver dificuldades respiratórias ou mesmo se a pessoa 
está em tratamento intensivo e não consegue expelir o 
acúmulo por conta própria. Como garante a qualidade de 
vida, é preciso saber de que maneira fazer aspiração. 
 Em geral, o processo é indicado quando o indivíduo está 
agitado, com alterações respiratórias e/ou com dificuldade 
para expelir a secreção. Em alguns casos, como quando há 
obstrução ou hemorragia, a etapa não é recomendada. Em 
todos os cenários, ele deve ser realizado por profissional 
capacitado, já que se trata de algo invasivo. 
• Melhorar a respiração; 
• Fornecer adequada oxigenação ao paciente; 
• Remover por aspiração as secreções do trato respiratório sem 
que haja traumatismo; 
• Promover permeabilidade de vias aéreas superiores. 
 
 
85 
 
• Indicado a Crianças com aumento da produção de secreções, 
vômitos ou sangue na cavidade bucal e nasal com 
impossibilidade de expulsá-los espontaneamente, Antes da 
intubação e da extubação traqueal. 
 
Materiais usados para esse procedimento. 
 
• Bandeja ou cuba rim; 
• Álcool à 70% 
• Álcool gel à 70%; 
• Luva de procedimento; 
• Sonda de aspiração compatível com o paciente; 
• Gaze não estéril; 
• Água destilada ou soro fisiológico; 
• Equipamentos de proteção individual (EPI): gorro, máscara 
cirúrgica, óculos de proteção, 
• avental ou capote não-estéril; 
• Toalha de rosto ou papel toalha; 
• Aparelho de aspiração portátil ou fonte de vácuo em rede; 
• Frasco de vidro de aspiração; 
 
Imagem 61: tipos de sondas utilizadas para aspiração. 
 
 
 
Método de realização do procedimento. 
 
 
 
86 
 
• Higienizar as mãos. 
• Reunir o material e levar para junto do paciente.• Explicar o procedimento ao paciente e solicitar cooperação. 
• Paramentar-se com os EPIs. 
• Testar o sistema de aspiração. 
• Conectar a sonda, mantendo-a protegida na própria embalagem. 
• Calçar a luva. 
• Com a mão não dominante, segure a sonda de aspiração, perto 
da região da válvula. 
• Introduzir a sonda de aspiração sem sucção, delicadamente, em 
cada narina, alternadamente, aproximadamente até a faringe ou 
até provocar tosse ou ter resistência, tracionar um pouco. 
• Tracione um pouco e inicie a aspiração (Retirar a sonda 
lentamente realizando a sucção, com movimentos circulares, 
ocluindo a válvula com o dedo polegar). 
• Repetir o procedimento quantas vezes forem necessárias. 
• Realizar a aspiração oral, delicadamente, introduzindo a sonda 
sem sucção na boca, até a faringe e aspirar delicadamente, 
ocluindo a válvula com o dedo polegar. 
• Aspirar em pontos diferentes da cavidade oral. 
• Após aspiração, limpar o sistema aspirando água após o 
procedimento. 
• Deixar montado o sistema de aspiração e proteger a 
extremidade. 
• Retirar as luvas. 
• Retirar os demais EPIs. 
• Recolher o material. 
• Deixar a unidade em ordem. 
• Higienizar as mãos. 
 
Imagem 62: Passo a passo das aspirações. 
 
 
 
 
87 
 
 
AULA 01 – ROTEIRO 12: SUPORTE BÁSICO DE VIDA EM 
PEDIATRIA PARA PROFISSIONAIS DE SAÚDE. 
 O Suporte básico de vida é a combinação de manobras 
e competências que, sem adjuvantes técnicos, permite o 
reconhecimento de uma pessoa em paragem cardíaca ou 
respiratória com o propósito de “ganhar tempo” até que o 
tratamento diferenciado chegue, e deverá ser iniciado o mais 
rapidamente possível, com objetivo de conseguir uma 
oxigenação suficiente para preservar o cérebro e os outros 
órgãos vitais. 
• Deve-se primeiramente verificar a segurança do local. 
• Checar responsividade: falar alto, balançar os ombros da 
criança para determinar se está responsiva ou não. 
• Caso o paciente não responda e não esteja respirando, 
deve -se chamar por ajuda específica (emergência 192/193 
com desfibrilador DEA). 
• Checagem pulso e respiração simultaneamente: em 
lactentes checar nas artérias braquial e/ou femoral, em 
crianças nas carótidas e/ou femoral. Esse procedimento não 
pode demorar mais de 10 segundos. 
• Se o paciente estiver respirando e pulso presente: 
realizar suporte até chegar serviço d e emergência. Se não 
for possível sentir o pulso, deve -se começar a RCP fazendo 
30 compressões (permitindo o retorno completo do tórax 
entre da compressão) seguidas de 2 ventilações. Se 
conseguir sentir o pulso, mas for menos que 60 bpm, deve 
-se também começar as RCP. 
• Usar o DEA assim que possível e continuar a RCP até as 
condições da criança normalizarem ou chegarem no serviço 
 
 
88 
 
especializado. 
 
Crianças Até 1 ano de 
idade. 
Crianças de 1 ano até a 
puberdade 
Checar o pulso na artéria 
braquial. 
Checar o pulso na artéria carótida 
ou na femoral 
As compressões devem ser 
feitas utilizando dois dedos 
se o socorrista estiver 
sozinho ou com os dois 
dedões e com a mão 
circundando o peito da 
criança caso houver dois 
socorristas. 
 
 
 
Fazer a compressão com uma ou 
duas mãos, dependendo do 
tamanho da criança 
A compressão deve ter uma 
profundidade de 1 ⁄ 3 do 
diâmetro AP tórax, cerca de 
4 cm. 
A compressão deve ter uma 
profundidade de ⅓ do diâmetro 
AP tórax, para crianças maiores 
cerca de 5 cm 
 
Imagem 63: Manobras de RCP. 
 
 
 
89 
 
Posição das mãos durante a compressão em maiores de 1 ano – com 
1 ou 2 mãos. 
 Posição das mãos durante a compressão em menores de 
1 ano com um socorrista e posição das mãos em menores 
de 1 ano com 2 socorristas. 
• Ligar o DEA 
• Posicionar as pás corretamente no paciente 
• Colocar as pás do desfibrilador 
• Se o choque for indicado: afastar todos, e apertar o botão do 
choque 
• Se ritmo chocável: choque → retomar RCP por 2 minutos. 
O desfibrilador externo automático avisa quando será 
necessário chegar o ritmo novamente 
• Se ritmo não chocável: retomar RCP por 2 minutos. 
 
AULA 01 – ROTEIRO 13: OVACE – OBSTRUÇÃO DE VIAS 
AÉREAS POR CORPO ESTRANHO. 
 É uma situação muito mais frequente em pediatria do que 
nos adultos, devido à anatomia da criança e à sua tendência 
inata de colocar na boca tudo aquilo que pode. Muitas das 
situações, ocorrem durante a refeição ou a brincar com 
pequenos objetos, havendo um cuidador por perto, que 
deverá iniciar o socorro de imediato. Pancadas intercostais, 
compressões torácicas e compressões abdominais, todas 
estas técnicas produzem aumento da pressão intratorácica, 
numa tentativa de expulsão do corpo estranho. Não existem 
evidências de que, uma das técnicas produza melhores efeitos 
que a outra. 
 OVACE consiste na obstrução de vias aéreas causada por 
aspiração de corpo estranho, geralmente localizado na laringe 
ou traqueia. Obstrução de vias a éreas por corpo estranho 
(OVACE) consiste na obstrução de vias aéreas causada por 
aspiração de corpo estranho, geralmente localizado na laringe 
ou traqueia. A aspiração de corpo estranho é a quinta principal 
causa d e morte nos EU A, com risco aumentado em 
 
 
90 
 
pacientes idosos. Ao prestar atendimento a uma pessoa com 
OVACE, o enfermeiro deve classificar o grau de obstrução 
e em seguida realizar manobras de desobstrução conforme a 
faixa etária. 
 Obstrução Leve 
 Na classificação da obstrução, a leve tem a capacidade de 
responder, tossir e respirar preservadas. O profissional não 
deve interferir. 
• Incentivar a tosse. 
• Ficar alerta ao lado da vítima. 
• Incentivar a tosse. 
• Ficar alerta ao lado da vítima 
• Obstrução leve: capacidade de responder, tossir e respirar 
preservadas; 
• Acalmar o paciente; 
• Instruir o paciente a realizar tosses vigorosas; 
• Se possível, monitorar oxigenação; 
• Se possível, suplementar oxigênio; 
• Não colocar a mão na boca do paciente enquanto ele mostrar-
se nervoso; 
• Em casos de obstrução por espinha de peixe, retirar com pinça. 
Obstrução grave 
 A vítima consciente ou inconsciente, não consegue respirar ou 
apresenta ruídos à respiração e/ou tosse silenciosa. Diante 
de uma obstrução GRAVE, a vítima tem obstrução TOTAL 
da via aérea, não conseguindo se comunicar, tossir, pode 
apresentar cianose de lábios e extremidades e colocar suas 
mãos em volta do pescoço (sinal universal da asfixia). 
• Obstrução severa: vítima consciente ou inconsciente, não 
consegue respirar ou apresenta ruídos à respiração e/ou tosse 
silenciosa. 
• Posicionar-se de pé atrás do paciente; 
• Abraçá-lo na altura da crista ilíaca; 
• Posicionar uma mão com o punho cerrado abaixo do 
apêndice xifoide e a outra espalmada sobre a primeira; 
 
 
91 
 
• Realizar compressões rápidas e firmes, para dentro e para cima, 
em movimento que lembre um J; 
 
Imagem 64: Manobras de Asfixia. 
 
Sinal de angústia (sinal universal da asfixia) 
Em caso de obstrução grave, agir imediatamente 
• Posicionar o paciente em decúbito dorsal em uma superfície 
rígida; 
• Checar pulso, caso pulso ausente realizar RCP; 
• Caso pulso presente, realizar compressões torácicas com 
objetivo de remoção do corpo estranho; 
• Abrir vias aéreas e realizar inspeção; 
• Remover corpo estranho se possível; 
• Repetir manobra até sucesso na desobstrução ou até o paciente 
perder a consciência. 
• Caso corpo estranho não possa ser localizado, realizar uma 
insuflação; 
• Caso de insucesso no momento da insuflação,posicionar 
melhor a cabeça e considerar laringoscopia direta e remoção 
com pinça (se disponível, utilizar pinça de Magill); 
• Casos de insucesso no meio extra hospitalar, manter 
compressões torácicas até expulsão dos corpos estranhos 
ou caso evolua para PCR, realizar manobras de reanimação 
cardiopulmonar. Logo que possível, transportar para hospital 
logo que possível. Em ambiente intra hospitalar, considerar 
cricotireoidostomia por punção. 
 
Imagem 65: Sinal de angústia. 
 
 
 
92 
 
 
Bebês ≤ 1 Ano Sinais De Obstrução Grave: 
 Procedimento: 
• Ligar imediatamente para o SAMU (192) 
• Com o bebê apoiado em seu braço inclinado levemente para 
baixo, dê 5 tapas no meio das costas do bebê (por entre as 
escápulas), em seguida, vir e o bebê para sua frente e realize 5 
compressões torácicas entre os peitos do bebê com auxílio de 
seus dois dedos. 
 
Imagem 66: Sinal de asfixia. 
 
 
 
 
93 
 
PERGUNTAS PASSADAS DURANTE AS AULAS E 
CARIMBO DA DOCENTE RESPONSÁVEL. 
Roteiro 1 Ao 5 – 1° Aula, Período Da Manhã. 
Roteiro 1 Ao 5 – 2° Aula, Período Da Tarde. 
Roteiro 6 Ao 13 – 1° Aula, Período Da Manhã. 
Roteiro 6 Ao 13 – 2° Aula, Período Da Tarde. 
 
REFERÊNCIAS. 
Garlet ER, Lima MADS, Santos JLG, Marques GQ. 
Organização do trabalho de uma 
equipe de saúde no Atendimento ao usuário em situações de 
urgência e emergência. 
Texto Contexto Enferm, Florianópolis, 2009 Abr-Jun; 18(2): 
266-72. 
 
Bueno AA, Bernardes A. Percepção da equipe de enfermagem 
de um serviço de 
atendimento pré-hospitalar móvel sobre o gerenciamento de 
enfermagem. Texto 
Contexto Enferm, Florianópolis, 2010 Jan-Mar; 19(1): 45-53. 
 
Mafra DAL, Santana JCB, Fonseca IC, Silva MP, Viana JX. 
Percepção dos Enfermeiros 
sobre a importância do uso dos Equipamentos de Proteção 
Individual para Riscos 
Biológicos em um Serviço de Atendimento Móvel de Urgência. 
O Mundo da Saúde 
São Paulo: 2008: jan/mar 32(1):31-38. 
 
 
 
94 
 
Poll MA, Lunardi VL, Lunardi Filho WD. Atendimento em 
unidade de emergência: 
organização e implicações éticas. Acta Paul Enferm 
2008;21(3):509-14. 
 
Vegian CFL, Monteiro MI. Condições de vida e trabalho de 
profissionais de um Serviço 
de Atendimento Móvel de Urgência. Rev. Latino-Am. 
Enfermagem, 19(4):[07 telas], 
jul.-ago. 2011. 
Smeltzer SC, Bare BG. Brunner & Suddarth: Tratado de 
Enfermagem MédicoCirúrgica. 12 ed. Rio de Janeiro: 
Guanabara Koogan, 2012. vol. I e II. 
 
Barros, A.L.B.L; e Cols. Anamnese e Exame fisico - avaliação 
diagnostica de 
enfermagem no adulto. 2º Ed. São Paulo: ARTMED , 2010. 
 
North American Nursing Diagnosis Association International. 
Diagnósticos de 
enfermagem da NANDA: definições e classificação 2009 - 
2011. Porto Alegre (RS): 
Artmed; 2010. 
 
Nettina SM. Prática de Enfermagem. 9ª Ed. Rio de Janeiro: 
Guanabara Koogan, 2011. 
Azevedo Filho FM, Martins IMS, Soares CSRS, Fazendeiro PG, 
Paranaguá TTB, 
 
Bezerra ALQ. Administração de medicamentos: conhecimento 
de enfermeiros do setor 
de urgência e emergência. Enfermería Global, Rev Eletrônica 
de Enf., abr. 2012, Nº 
 
 
95 
 
26: 70-85. 
 
Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem. Conselho 
Federal de Enfermagem. 
Brasília, 2007.

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