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Tecido Epitelial 
 
Funções 
- Revestimento 
revestimento de superfícies internas e 
externas do corpo como um todo. Associada 
com as funções de proteção, absorção de 
íons e moléculas. 
- Secreção 
por meio de glândulas que são formadas por 
células do epitélio de revestimento 
 
Características 
 
- Células poliédricas 
São células que tem muita faces, se 
assemelha a um cubo. Tem esse formato pois 
as células são justapostas, formando um 
folheto ou aglomerado tridimensional 
- Células justapostas 
São células aderidas entre si, por meio das 
junções celulares, devido a ausência de 
substância extracelular. 
 
 
 
 
 
 
 
- Apoiado sobre o tecido conjuntivo 
O tecido epitelial que reveste os órgãos ocos 
possui uma porção conjuntiva chamada de 
lâmina própria. A parte do epitélio que está 
em contato com essa lâmina recebe o nome 
de porção basal, enquanto a parte voltada 
para o interior do órgão, ou seja, para o 
espaço, é chamada de porção apical, cuja 
superfície é denominada superfície livre. 
A parte da célula que fica em contato com as 
células adjacentes (ao lado) é chamada de 
superfície lateral. Quando essa região 
também se conecta com a base da célula, 
chamamos de superfície basolateral. 
 
*Lâmina Basal – é uma estrutura formada por 
uma rede fina de fibrilas (chamada lâmina 
densa), localizada entre as células epiteliais 
e o tecido conjuntivo. Ela é composta por 
colágeno tipo IV, glicoproteínas como 
laminina e entactina, e por proteoglicanos. 
Esses componentes são produzidos tanto 
pelas células epiteliais quanto pelo tecido 
conjuntivo que estão em contato com a 
lâmina. A lâmina basal tem várias funções 
importantes: ajuda a fixar as células 
epiteliais ao tecido conjuntivo, filtra e 
controla a troca de moléculas grandes, 
influencia a orientação (polaridade) das 
células, serve de caminho e suporte para a 
migração celular, afeta o metabolismo das 
células e organiza as proteínas ao seu redor. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Especializações 
 
- Adesão 
Caderinas > são glicoproteínas que faz uma 
ação coesiva “cola” criando uma adesão 
entre as células 
Interdigitações > São dobras nas 
membranas das células que se encaixam nas 
membranas das células vizinhas, 
aumentando a firmeza da união. São bem 
comuns no tecido epitelial. 
 
- Junções 
As junções são estruturas que ligam as 
células entre si. Elas podem servir para: 
Promover adesão, vedar espaços e permitir 
comunicação entre células 
 
Junção Impermeáveis (zônula de oclusão) 
São as junções mais próximas do topo 
(ápice) das células. Elas formam um “cinturão” 
ao redor da célula que impede a passagem 
de substâncias entre elas, vedando o espaço 
entre as células vizinhas. 
 
Junção de adesão (zônula de adesão) 
São encontradas logo abaixo das junções 
impermeáveis, na porção apical das células 
epiteliais. Elas funcionam como cinturões ao 
redor das células, reforçando a ligação 
entre células vizinhas. Essas junções são 
ricas em filamentos de actina, que fazem 
parte de uma estrutura chamada trama 
terminal, formada por filamentos de actina, 
filamentos intermediários e espectrina. Essa 
estrutura é fundamental para a estabilidade 
do tecido epitelial. Ela é subdividida em 
Desmossomos e Hemidesmossomos. 
★ Desmossomos 
Os desmossomos são encontrados 
principalmente em tecidos sujeitos a atrito e 
estresse mecânico, como o músculo cardíaco 
e epitélios resistentes. Eles aparecem como 
estruturas em forma de disco, unindo 
fortemente uma célula à outra. Na parte 
interna da membrana celular, há uma placa de 
ancoragem, composta por proteínas como 
as caderinas, que promovem a ligação entre 
as células. Presos a essa placa, estão os 
filamentos de queratina, que ajudam a 
distribuir forças mecânicas entre as células. 
★ Hemidesmossomos 
Os hemidesmossomos, por outro lado, não 
ligam uma célula à outra, mas sim a célula à 
lâmina basal, que é a base do tecido epitelial. 
Embora se pareçam com os desmossomos, 
a principal diferença está nas proteínas 
envolvidas. Em vez de caderinas, os 
hemidesmossomos usam integrinas, que se 
ligam às macromoléculas da matriz 
extracelular, garantindo a fixação firme da 
célula ao tecido subjacente. 
 
Junções comunicantes (Junções GAP) 
Encontrados em qualquer local da 
membrana. Ela não tem como função 
principal a adesão entre células, mas sim a 
comunicação. Possibilita o intercâmbio de 
moléculas, íons, nutrientes e hormônios, 
entre as células vizinhas, funcionando como 
canais que conectam o citoplasma de uma 
célula a outra, contribuindo para uma troca de 
informações rápida e coordenada. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
- Microvilos 
São pequenas projeções do citoplasma, 
com formato semelhante a dedos. Seu 
número e tamanho podem variar de célula 
para célula. No interior dos microvilos, há 
feixes de filamentos de actina, que são 
mantidos unidos por proteínas especiais, 
formando uma estrutura firme e organizada. 
Essas proteínas também fazem a ligação 
entre os filamentos de actina e a membrana 
plasmática que envolve os microvilos. Ao 
microscópio óptico, é possível observar uma 
estrutura chamada borda estriada, que 
representa a união entre o glicocálice e os 
microvilos. 
 
 
 
 
 
 
- Estereocílios 
São prolongamentos longos e imóveis, 
semelhantes a microvilos alongados e 
ramificados. Eles aumentam a área de 
superfície da célula, facilitando a absorção 
ou o transporte de substâncias para dentro e 
fora da célula. Apesar do nome, não têm a 
mesma estrutura dos cílios verdadeiros e não 
possuem mobilidade ativa como os cílios. 
 
 
 
 
- Cílios e flagelo 
São prolongamentos celulares com 
capacidade de movimento, permitindo a 
criação de correntes de fluido sobre a 
superfície das células. Ambos são envolvidos 
pela membrana plasmática e estão 
ancorados em estruturas chamadas 
corpúsculos basais, localizados na região 
apical da célula. O movimento dos cílios e 
do flagelo depende de energia, fornecida 
principalmente pela molécula de ATP. O 
flagelo tem uma estrutura muito parecida com 
a dos cílios, porém é mais longo e geralmente 
está presente em apenas uma célula — um 
exemplo clássico é o espermatozoide 
humano, que possui um único flagelo para 
locomoção. 
 
Tipos de Epitélio 
São divididos em dois grandes grupos 
principais de acordo com seu a sua estrutura, 
arranjo de suas células e função. Sendo 
eles epitélio de revestimento e epitélio 
granular. 
 
Epitélio de Revestimento 
As células do epitélio de revestimento 
organizam-se em camadas que cobrem 
 
 
superfícies externas e internas do corpo. 
Esse epitélio é classificado em três tipos: 
simples, estratificado e 
pseudoestratificado. A principal diferença 
entre eles está na quantidade de camadas 
celulares. 
- Epitélio de revestimento simples 
Composto por uma única camada de células, 
que podem ser: 
Células Pavimentosas: Achatadas, com 
núcleo alongado. Funções principais: 
proteção das vísceras, transporte ativo e 
secreção de moléculas. Localização: 
revestimento de vasos sanguíneos e das 
cavidades pericárdica e pleural. 
Células Cúbicas: Formato cúbico, com 
núcleo arredondado. Funções principais: 
revestimento e secreção. Localização: 
revestimento externo do ovário, ductos 
excretores e glândulas. 
Células Prismáticas/Colunares: Alongadas, 
com o maior eixo perpendicular à 
membrana basal e núcleo elíptico 
acompanhando o eixo da célula. Funções 
principais: proteção, lubrificação, absorção e 
secreção. Localização: revestimento do 
lúmen, pequenas cavidades que constituem o 
endotélio, e grandes cavidades que formam o 
mesotélio. 
 
 
 
 
 
 
- Epitélio de revestimento 
pseudoestratificado 
Embora seja formado por uma única camada 
de células, os núcleos estão em diferentes 
alturas, dando a impressão de múltiplas 
camadas. Todas as células estão apoiadas 
na lâmina basal, mas nem todas alcançam a 
superfície. As células são do tipo 
prismático/colunar. 
Células Prismáticas/Colunares: Alongadas,com funções de proteção, secreção e 
transporte de partículas aderidas por meio 
de cílios. Localização: revestimento da 
traqueia, brônquios e cavidade nasal. 
 
 
 
 
 
 
- Epitélio de revestimento estratificado 
Apresenta várias camadas de células, 
podendo ser do tipo cúbico, prismático, 
pavimentoso ou de transição. Os tipos cúbico 
e prismático são raros. 
Células Cúbicas: Formato cúbico, com 
núcleo arredondado. Funções principais: 
proteção e secreção. Localização: glândulas 
sudoríparas e folículos ovarianos em 
crescimento. 
Células Prismáticas/Colunares: Alongadas, 
com função principal de proteção. 
Localização: membrana conjuntiva do olho.= 
 
 
Células Pavimentosas: Achatadas, com 
núcleo alongado. À medida que migram para 
a superfície, tornam-se mais alongadas e 
achatadas. Podem ser: 
 >Queratinizadas: Presentes em superfícies 
secas; quando as células morrem, o espaço é 
preenchido por queratina. Função principal: 
proteção e prevenção da perda de água. 
Localização: epiderme. 
 >Não Queratinizadas: Encontradas em 
superfícies úmidas. Função principal: 
proteção e prevenção da perda de água. 
Localização: boca, esôfago, vagina e canal 
anal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Epitélio Granular 
O epitélio granular é composto por células 
especializadas em secreção. Essas células 
são capazes de sintetizar, armazenar e 
eliminar substâncias como proteínas, 
lipídios e carboidratos. A partir do epitélio de 
revestimento, ocorre a formação das 
glândulas, por meio da proliferação das 
células epiteliais, que invadem o tecido 
conjuntivo até se diferenciarem. 
As glândulas podem ser classificadas em 
unicelulares — como as células 
caliciformes — ou pluricelulares, que se 
subdividem em exócrinas e endócrinas. As 
unidades secretoras das glândulas são 
envolvidas por células mioepiteliais, que 
possuem ramificações com actina e 
miosina. Essas proteínas contráteis ajudam a 
expulsar a secreção produzida. 
A liberação do produto de secreção pode 
ocorrer de diferentes formas: 
Merócrinas: a secreção ocorre por 
exocitose, sem perda de material celular. 
Apócrinas: parte do citoplasma é liberada 
junto com o produto de secreção. 
Holócrinas: a célula se desintegra 
completamente para liberar seu conteúdo. 
 
 
 
Além disso, as grandes glândulas são 
envolvidas por tecido conjuntivo, cujos 
prolongamentos — chamados septos — 
dividem a estrutura glandular em porções 
menores chamadas lóbulos. 
As glândulas multicelulares podem ser 
compostas por estruturas como ácinos 
serosos e túbulos mucosos: 
Ácinos serosos: formados por células 
colunares ou piramidais, com lúmen 
pequeno, núcleo arredondado ou alongado, 
região basal rica em RNA e região apical com 
grânulos de secreção. 
Túbulos mucosos: estruturas alongadas, 
ramificadas ou não, com células também 
piramidais ou longas, cujos núcleos 
apresentam cromatina condensada. 
Glândulas Endócrinas 
As glândulas endócrinas são formadas a 
partir do epitélio de revestimento. Durante o 
processo de diferenciação, elas perdem a 
conexão com o epitélio original, de modo 
que não possuem ductos excretores. Por 
esse motivo, suas secreções — que 
geralmente são hormônios — são liberadas 
diretamente no sangue ou no fluido 
intersticial, sendo então transportadas para 
os tecidos ou órgãos-alvo, onde irão 
desempenhar suas funções específicas. 
Essas glândulas são ricas em vasos 
sanguíneos, o que facilita a rápida 
distribuição hormonal pelo organismo. 
Quanto à forma de organização das células 
dentro dessas glândulas, podem ser 
classificadas como: 
Cordonal: onde as células formam cordões 
maciços, ramificados e separados por 
capilares; 
 
Vesicular: onde as células se agrupam em 
torno de uma cavidade central, formando 
uma vesícula delimitada por uma única 
camada celular. Esse espaço interno serve 
como área de acúmulo temporário da 
secreção. 
 
Glândulas Exócrinas 
As glândulas exócrinas também se originam 
a partir do epitélio de revestimento, mas, 
diferentemente das endócrinas, mantêm a 
conexão com esse epitélio através de 
ductos. Esses ductos conduzem a secreção 
produzida pela glândula até a superfície do 
corpo, seja externa (como na pele), seja 
interna (como no tubo digestivo ou 
respiratório). Assim, as glândulas exócrinas 
liberam suas secreções em superfícies 
corporais livres, diretamente ou por meio de 
ductos. 
 
 
Essas glândulas apresentam duas porções 
principais: 
A porção secretora (adenômero), onde as 
células sintetizam e armazenam os 
produtos de secreção; 
A porção excretora, composta por ductos 
que transportam o conteúdo até o local de 
liberação. 
As glândulas exócrinas podem ser 
classificadas quanto à forma de seus 
ductos e estruturas secretoras: 
Simples: possuem ductos não ramificados e 
podem ser: 
● tubulosas (retas), 
 
● tubulares ramificadas, 
 
● tubulares enoveladas, 
 
● acinosas simples. 
Compostas: possuem ductos ramificados e 
podem ter: 
● estruturas tubulares, 
 
● acinosas, 
 
● túbulo-acinosas mistas. 
 
 
 
 
 
 
Quanto ao modo de liberação da secreção, 
podem ser: 
Merócrinas, Apócrinas e Holócrinas 
- Glândulas Unicelulares Exócrinas 
Essas glândulas estão localizadas entre as 
células do epitélio de revestimento e se 
originam por diferenciação de células 
basais. São formadas por uma única célula 
que secreta substâncias diretamente em 
uma superfície externa. Elas atuam sem a 
presença de ductos. 
Tipos principais de células unicelulares 
exócrinas: 
Células de Paneth: encontradas no intestino 
delgado; produzem substâncias 
antimicrobianas que ajudam na proteção 
contra infecções. 
Células caliciformes respiratórias: 
presentes no epitélio respiratório (traqueia e 
brônquios), bem como no intestino delgado e 
grosso; secretam muco que captura 
partículas estranhas e protege o epitélio. 
Células claras: localizadas nas vias aéreas; 
produzem um fluido que protege os 
pulmões e facilita a respiração. 
- Glândulas Unicelulares Endócrinas 
Também localizadas entre as células 
epiteliais e originadas de células basais, 
essas glândulas não possuem ductos. Suas 
secreções — geralmente hormônios — são 
liberadas diretamente na corrente 
sanguínea ou no fluido intersticial, sendo 
transportadas até os tecidos ou órgãos-alvo. 
Principais tipos de células unicelulares 
endócrinas: 
 
 
Células enteroendócrinas: localizadas no 
intestino; secretam hormônios como 
secretina, gastrina e colecistoquinina. 
Esses hormônios são fundamentais na 
regulação da digestão, absorção de 
nutrientes e controle da glicose no sangue. 
Células de Leydig: encontradas nos 
testículos; produzem testosterona, o 
principal hormônio sexual masculino, que 
regula funções como a produção de esperma 
e a manutenção das características sexuais 
masculinas. 
- Glândulas Pluricelulares Endócrinas 
Essas glândulas também não possuem 
ductos excretores e são altamente 
vascularizadas. Produzem e liberam 
hormônios proteicos ou esteroides 
diretamente no sangue. Elas podem 
apresentar duas formas de organização: 
Cordonal: cordões maciços de células 
ramificadas, separadas por capilares. 
Vesicular: células organizadas em uma 
vesícula, com um espaço central onde a 
secreção se acumula temporariamente. 
Exemplos de glândulas pluricelulares 
endócrinas incluem: 
Adeno-hipófise: produz hormônios como GH, 
PRL, ACTH, TSH, FSH e LH. 
Neuro-hipófise: secreta ocitocina e ADH. 
Tireoide: secreta T3 e T4 (regulam o 
metabolismo) e calcitonina (regula cálcio no 
sangue). 
Paratireóide: controla os níveis de cálcio e 
fósforo. 
Adrenais: produzem cortisol (resposta ao 
estresse), aldosterona (equilíbrio hídrico), 
androgênios, adrenalina e noradrenalina. 
Gônadas: secretar estrogênio, progesterona 
e testosterona. 
Pineal: produz melatonina. 
Timo: secreta timosina, essencial para a 
maturação dos linfócitos T. 
- Glândulas Pluricelulares Exócrinas 
Essas glândulas liberam secreções em 
superfícies livres (externas ou internas), por 
meiode ductos. A porção secretora é 
chamada de adenómero, e os ductos 
conduzem a secreção até o meio de liberação. 
Elas podem ter diversas formas: 
Túbulos simples; Túbulos ramificados; 
Túbulos compostos; Túbulos enovelados; 
Ácinos simples; Alvéolos compostos; 
Túbulo-alveolares compostos 
Quanto à forma de liberação da secreção: 
Merócrina: secreção por exocitose sem 
perda celular. Ex: glândulas salivares. 
Apócrina: parte do citoplasma é liberada 
junto à secreção. Ex: glândulas sudoríparas 
e mamárias. 
Holócrina: a célula se desintegra 
completamente ao liberar o conteúdo. Ex: 
glândulas sebáceas. 
Exemplos de secreção: 
Glândulas salivares (merócrinas): produzem 
saliva rica em enzimas digestivas. 
Glândulas sebáceas (holócrinas): produzem 
sebo que lubrifica e impermeabiliza a pele. 
 
 
Glândulas sudoríparas (apócrinas): 
produzem suor e auxiliam na 
termorregulação. 
Glândulas mamárias (apócrinas): 
responsáveis pela lactação. 
Glândulas mucosas do trato digestivo 
(merócrinas): produzem muco que protege o 
sistema digestório. 
- Glândulas Anfícrinas 
As glândulas endócrinas possuem tanto 
funções exócrinas quanto endócrinas, ou 
seja, são capazes de liberar secreções tanto 
para o meio externo quanto para o sangue. 
O pâncreas é o exemplo mais conhecido: 
Sua porção exócrina produz enzimas 
digestivas que são lançadas no duodeno 
através do suco pancreático. 
Sua porção endócrina, representada pelas 
ilhotas de Langerhans, secretam os 
hormônios insulina e glucagon, diretamente 
na corrente sanguínea, regulando os níveis de 
glicose no sangue. 
Biologia dos Tecidos 
O tecido epitelial está apoiado sobre o tecido 
conjuntivo, que tem funções importantes: 
fornece nutrição, produz secreções e ajuda 
na fixação do epitélio. A área de contato 
entre o epitélio e a lâmina própria é 
aumentada pela presença das papilas, o que 
melhora a aderência e a troca de 
substâncias. A nutrição do tecido epitelial 
vem dos vasos sanguíneos do tecido 
conjuntivo, que liberam substâncias que se 
difundem pela lâmina basal até alcançarem 
as células epiteliais. Os receptores de 
sinais químicos estão localizados na 
superfície basolateral das células, o que 
influencia diretamente em suas funções. Já 
as células secretoras possuem muitas 
organelas responsáveis pela produção de 
substâncias. 
- Polaridade 
A polaridade é a diferença na distribuição 
das organelas dentro da célula. Isso faz com 
que cada parte da célula tenham funções 
diferentes, dependendo da região (como o 
pólo apical ou basal) 
- Inervação 
O tecido epitelial possui bastante inervação, 
que vem do plexo nervoso. São essas 
terminações nervosas que ativam ou regulam 
a função de muitas células, que respondem 
com a produção de seus estímulos. 
- Renovação 
O tecido epitelial se renova com frequência 
através de divisões celulares (mitose). Nos 
epitélios estratificados e pseudoestratificados, 
essa renovação acontece especialmente na 
camada basal, onde ficam as 
células-tronco. 
- Controle da atividade glandular 
O funcionamento das glândulas é controlado 
por sinais nervosos e hormonais. Esses 
sinais atuam através de mensageiros 
químicos, que se ligam a receptores 
presentes nas células secretoras, 
estimulando ou inibindo a secreção. 
Células Especiais Epiteliais 
- Células que transportam íons 
O interior da célula é eletricamente 
negativo e possui a capacidade de 
transportar íons contra um gradiente de 
concentração. Isso significa que ela consegue 
 
 
mover íons do meio negativo para o meio 
positivo, em um processo chamado 
transporte ativo, que requer energia. Esse 
processo é o contrário da difusão passiva, 
onde as substâncias se movem naturalmente 
do meio mais concentrado para o menos 
concentrado, sem gastar energia. 
A bomba de sódio pode ser usada no 
transporte transcelular, que é o transporte 
de substâncias do ápice até a base da 
célula. 
A superfície apical da célula permite a 
entrada de sódio (Na), enquanto a superfície 
basal possui invaginações que dificultam o 
retorno dos íons. Além disso, as junções 
estreitas entre as células impedem que os 
íons voltem pelos espaços entre as paredes. 
- Células que transportam por 
Pinocitose 
Essas células incorporam para o 
citoplasma moléculas que estão no meio 
extracelular, utilizando vesículas de 
pinocitose. 
- Células Serosas 
São células de formato poliédrico ou 
piramidal, com núcleo arredondado e 
polaridade bem definida. A região basal 
apresenta intensa basofilia, devido ao 
acúmulo de retículo endoplasmático. Na 
região acima do núcleo (supranuclear), ficam 
o complexo de Golgi e vesículas ou 
grânulos de secreção (chamados de 
grânulos de zimogênio nas células que 
produzem enzimas digestivas). Dos canais do 
complexo de Golgi saem grânulos de 
secreção imaturos, que, à medida que ficam 
mais densos, se transformam em grânulos 
maduros e se acumulam no citoplasma da 
região apical. Quando a célula libera seus 
produtos, os grânulos também são 
liberados por exocitose. 
- Células Secretoras de Muco 
Existem vários tipos de células que 
secretam muco, sendo a principal a célula 
caliciforme do intestino, que contém muco 
formado por glicoproteínas hidrofílicas. Os 
grânulos de secreção se localizam na parte 
apical da célula. O muco é produzido 
quando a secreção é liberada e a célula 
começa a absorver muita água, ficando 
bastante hidratada. 
- Células Endócrinas 
Essas células armazenam hormônios no 
citoplasma, como norepinefrina, epinefrina 
ou 5-hidroxitriptamina. Elas conseguem 
captar precursores de aminas do meio 
extracelular e transformar esses precursores 
por meio da descarboxilação de 
aminoácidos. A alta concentração de 
aminas nestas células caracteriza o chamado 
sistema neuroendócrino difuso (DNES). 
- Células Mioepiteliais 
São células que se organizam ao longo da 
lâmina basal e na região basal das células 
secretoras ou dos ductos. Elas se 
conectam entre si através de junções 
comunicantes e desmossomos. A principal 
função dessas células é envolver as 
unidades secretoras da glândula e ajudar a 
expulsar o material secretado para o 
exterior. 
- Células Secretoras de Esteroides 
São células especializadas na produção e 
secreção de esteroides com atividade 
hormonal. Elas são acidófilas, têm formato 
poliédrico ou arredondado, possuem núcleo 
central e citoplasma abundante. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
subdividido 
- revestimento 
- glandular 
 
Funções 
 
Proteção 
Secreção 
Troca de Substâncias 
absorção 
percepção sensorial 
transporte 
 
Características 
células poliédricas e justapostas 
avascular 
pouca substância extracelular 
nutrição e oxigenação por difusão pela lâmina 
basal 
morfologia polarizada 
Presença de especializações de superfície 
livre 
 
Junções celulares 
oclusão - bem junta sem espaço 
junção de adesão - célula célula 
desmossomos e célula matriz 
hemidesmossomos 
junção comunicante 
 
Especialização de superfície livre 
microvilosidades 
- borda em escova ou estriada 
estereocílios 
- aumentam a superfície de contato 
cílios 
- tamanho uniforme 
 
 
 
 
Critérios de classificação das glândulas 
quanto ao número de células 
- unicelular 
ex célula caliciforme 
- multicelular 
exócrinas, ductos secretores 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	Epitélio Granular 
	-​Glândulas Unicelulares Exócrinas 
	-​Glândulas Unicelulares Endócrinas 
	-​Glândulas Pluricelulares Endócrinas 
	-​Glândulas Pluricelulares Exócrinas 
	-​Glândulas Anfícrinas

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