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Medula espinal &
cerebelo
Profa. Dra. Rafaela Gerbasi Nóbrega Quartarone
2024
QUAIS AS PRINCIPAIS
ESTRUTURAS
ANATÔMICAS QUE PODEM
SER IDENTIFICADAS NO
ESTUDO DA MEDULA
ESPINAL E CEREBELO?
QUAIS AS PRINCIPAIS
CORRELAÇÕES
ANÁTOMO-CLÍNICAS
ENVOLVENDO ESSAS
ESTRUTURAS?
João da Silva, 65 anos, é um paciente que se apresenta ao pronto-socorro após
uma queda em casa. Ele relata dor intensa na região lombar e dificuldade para
caminhar. Durante a avaliação, o médico nota que João apresenta fraqueza nos
membros inferiores, com diminuição da força muscular e reflexos diminuídos.
Além disso, ele tem dificuldade em manter o equilíbrio ao tentar ficar em pé,
apresentando um leve tremor nas mãos.
O exame neurológico apontou força muscular diminuída nos membros inferiores,
Diminuição dos reflexos patelares e calcâneo, diminuição do equilíbrio (Teste de
Romberg positivo), Diminuição da sensibilidade tátil e proprioceptiva nos membros
inferior. Uma ressonância magnética da coluna lombar revela uma compressão da
medula espinal na região lombar devido a uma hérnia de disco.
1. Como a compressão da medula espinal na região lombar pode explicar os
sintomas de fraqueza e diminuição dos reflexos nos membros inferiores
de João?
2. Considerando a dificuldade de João em manter o equilíbrio e o teste de
Romberg positivo, qual a relação entre a função do cerebelo e os
sintomas apresentados?
AULA DE HOJE
01 Forma e estrutura da medula espinal (ME)
02 Segmentos da medula espinal
03 Topografia vertebromedular
04 Envoltórios da medula espinal
05 Estrutura e funções do cerebelo
Generalidades
Medula =miolo;
Óssea, suprarrenal, espinal, etc.
Órgão mais “simples” do SNC;
Localização
Canal vertebral.
Generalidades
Limites
Cranial: bulbo;
Caudal: L2.
Terminação
Cone medular;
Filamento terminal.
Formae estrutura
Formato semicilíndrico;
Calibre não uniforme:
Intumescência cervical
Intumescência lombossacral
Formação de plexos
Formae estrutura
Formato semicilíndrico;
Calibre não uniforme:
Intumescência cervical
Intumescência lombossacral
Formação de plexos
Intumescências
Cervical
C5, C6, C7, C8, T1 – Plexo braquial
Lombar
L1, L2, L3, L4, L5, S1, S2 – Plexo
lombossacro
Formae estrutura damedula
SUPERFÍCIE DA ME
Sulco mediano posterior
Fissura mediana anterior
Sulco anterolateral
Sulco posterolateral
Sulco intermédio posterior
Formae estrutura
SUPERFÍCIE DA ME
Sulco mediano posterior
Fissura mediana anterior
Sulco anterolateral
Sulco posterolateral
Sulco intermédio posterior
Vamos exercitar >>
Formae estrutura damedula
COMPOSIÇÃO INTERNA
Substância cinzenta
Substantia grizea
Substância branca
Substantia alba
CC-BY-NC 4.0
Michael DÁlessandro, 2013
Formae estrutura
SUBSTÂNCIA CINZENTA
Coluna anterior
Coluna posterior
Coluna lateral
Canal central da medula
C5
T2
Formae estrutura
Formae estrutura damedula
SUBSTÂNCIA CINZENTA
INTERMEDIÁRIA
Subdivisão da porção central:
Duas linhas anteroposteriores na margem interna
das colunas anterior e posterior;
Duas linhas transversais à frente e atrás das
colunas laterais
Formae estrutura
SUBSTÂNCIA CINZENTA
Subdivisão morfológica das colunas
Coluna anterior
Cabeça e base
Coluna posterior
Base,colo e ápice
Coluna lateral
Formae estrutura
SUBSTÂNCIA CINZENTA
Coluna anterior
Neurônios radiculares somáticos: motores
Coluna posterior
Neurônios cordonais: sensitivos
Coluna lateral
Neurônios radiculares viscerais: simpáticos e
parassimpáticos
C5
T2
Formae estrutura
SUBSTÂNCIA BRANCA
Funículo anterior
Entre a fissura mediana e o sulco anterolateral
Funículo posterior
Entre os sulcos antero e posterolateral
Funículo lateral
Entre os sulcos posterolateral e mediano
posterior
C5
T2
Formae estrutura
SUBSTÂNCIA BRANCA
Funículo posterior
Sulco intermédio posterior:
Fascículo grácil
Fascículo cuneiforme
Funículo anterior
Fissura mediana anterior:
Comissura branca anterior
Segmentos espinais
Nervo espinal Filamentos radiculares
Raiz sensitiva
Raiz motora
Filamentos radiculares
Segmentos espinais
Segmentos espinais
Segmentos espinais
Segmentos espinais
São as porções da ME onde fazem
conexão os filamentos radiculares
que formam as raízes dos nervos
espinais (NE).
31pares de NE:
8 cervicais;
12torácicos;
5 lombares;
5 sacrais;
1coccígeo.
Segmentos espinais
São as porções da ME onde fazem
conexão os filamentos radiculares
que formam as raízes dos nervos
espinais (NE).
31pares de NE:
8 cervicais;
12torácicos;
5 lombares;
5 sacrais;
1coccígeo.
Segmentos espinais
São as porções da ME onde fazem
conexão os filamentos radiculares
que formam as raízes dos nervos
espinais (NE).
31pares de NE:
8 cervicais;
12torácicos;
5 lombares;
5 sacrais;
1coccígeo.
CC-BY-NC 4.0
Estrutura da medula
conforme os
segmentos espinais
Topografia vertebromedular
A medula não ocupa todo o canal
vertebral;
Limite: L2;
Cauda equina:
Meninges
Raízes nervosas
Cone medular
Filamento terminal
Topografia vertebromedular
A medula não ocupa todo o canal
vertebral;
Limite: L2;
Cauda equina:
Meninges
Raízes nervosas
Cone medular
Filamento terminal
Topografia vertebromedular
CC-BY-NC 4.0
Crescimento medular é diferente da
coluna vertebral;
No adulto T11e T12 não se relacionam
com segmentos torácicos, mas sim
lombares;
Importância clínica.
Regra de Peele
Coluna
vertebral
Vértebras
C2 a T10
Vértebras
T11 e T12
Processo
espinhoso de
L1
Segmento
medular
associado
No. do processo
espinhoso +2
Todos os
segmentos
lombares da
ME
Todos os
segmentos
sacrais da ME
Envoltórios damedula
Membranas fibrosas:
Duramáter
Aracnoidemáter
Piamáter
Envoltórios
ARACNOIDEMÁTER
Entre a duramáter e a piamáter;
Produz formações chamadas
trabéculas aracnoideas.
Envoltórios
PIAMÁTER
Interna;
Delicada;
Aderida à ME;
Penetra na fissura mediana anterior;
Forma os Ligg. denticulados entre as
raízes ventrais e dorsais dos NEs.
Envoltórios
Esquema
P A D
Lig. denticulado {
University of British
Columbia
University of British
Columbia
Espaços
Espaço extradural ou peridural, 4
Entre a duramáter (3) e o
periósteo do canal vertebral
Espaço subdural
Entre a aracnoide e a duramáter
Espaço subaracnoideo, 6
Entre a aracnoide e a piamáter
Legenda: 1Disco e 2 Corpo intervertebral
Correlação clínica
Exploração clínica do espaço
subaracnoideo:
Retirada de líquor;
Medida da pressão do líquor;
Contraste em exames de imagem;
Anestésicos.
Anestesias nos espaços meníngeos:
Anestesias raquidianas: L2-L3 ou
L3-L4;
Anestesias extradurais.
Estrutura e funções do cerebelo
ENCÉFALO:
1.Cérebro
2.Tronco encefálico
3. Cerebelo
U
n
iv
e
rsity
o
f
W
a
sh
in
g
to
n
(2
0
1
3
)
Estrutura e funções do cerebelo
Estrutura e funções do cerebelo
ZONA MEDIANA (VÉRMIS)
Língula, Lóbulo central, Cúlmen,
Declive, Folha, Túber, Pirâmide, Úvula,
Nódulo
Funções: Contração adequada dos
músculos axiais e proximais dos
membros para manutenção do
equilíbrio e postura, junto com o
arquicerebelo.
M
a
ch
a
d
o
(2
0
1
9
)
Estrutura e funções do cerebelo
FISSURAS
Pré-central
Pós-central
Prima
Pós-clival
Horizontal
Pré-piramidal
Pós-piramidal
Pósterolateral
M
a
ch
a
d
o
(2
0
1
9
)
Estrutura e funções do cerebelo
ZONA LATERAL (Hemisférios)
Asa, Quadrangular anterior,
Quadrangular posterior, Semilunar
superior, Semilunar inferior, Biventre,
Tonsila, Flóculo
Funções: planejamento dos
movimentos voluntários, correção da
força, extensão e direção do
movimento.
M
a
ch
a
d
o
(2
0
1
9
)
Estrutura e funções do cerebelo
Estrutura e funções do cerebelo
Núcleos centrais e medula cerebelar:
1. Núcleo fastigial: Coordenação e aprendizagem
motora
2. Núcleo interpósito: corrige movimentos em
execução, ajuste do tônus
a. Núcleo globoso (medial)
b. Núcleo emboliforme (lateral)
3. Núcleodenteado: Organização de movimentos
delicados, ajuste do tônus
4. Corpo medular: substância branca, fibras
mielínicas
Referências
➔ D’ALESSANDRO, M. P. Anatomy Atlases. Disponível em: http://anatomyatlases.org
Acesso em: Julho de 2012.
➔ DANGELO, J.G., FATTINI, C.A. Anatomia Humana Sistêmica e Segmentar. 3. ed. Rio de
Janeiro: Atheneu, 2007.
➔ Digital Anatomist: Interactive Brain Atlas. University of Washington. Disponível em:
http://www9.biostr.washington.edu/da.html. Acesso em 17/08/2013.
➔ Interactive Neuroanatomy Syllabus. University of Columbia. Disponível em:
http://www.columbia.edu/itc/hs/medical/neuroanatomy/neuroanat/. Acesso em
17/08/2013.
➔ MACHADO, A. Neuroanatomia Funcional. 2. ed. Atheneu, 2004.
➔ NETTER, F.H. Atlas de Anatomia Humana. 4. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008.
➔ PURVES, D. Neurociências. 4. ed. Artmed, 2010.
http://anatomyatlases.org/
http://www9.biostr.washington.edu/da.html
http://www.columbia.edu/itc/hs/medical/neuroanatomy/neuroanat/
Referências
➔ The Human Brain. Department of Anatomy and Neurosciences Vumc Amsterdam.
Online: http://www.anatomie-amsterdam.nl/
➔ UNGAR-SARGON, E. Procedures (Video). Disponível em:
www.youtube.com/watch?v=97rgd6Gx2AE Acesso em: Setembro de 2013.
➔ UNIVERSITY OF ARKANSAS FOR MEDICAL SCIENCES. The Anatomic Project (1997).
Disponível em: http://anatomy.uams.edu/anatomyhtml/neuro_atlas.html Acesso em:
Julho de 2012.
➔ UNIVERSITY OF BRITISH COLUMBIA. Disponível em:
http://www.neuroanatomy.ca/index.html. Acesso em 17/08/2013.
➔ UNIVERSITY OF WASHINGTON. Neuroanatomy Atlas Syllabus. Disponível em:
http://vertex.biostr.washington.edu/DA-ATLASES/Neuroanatomy/gifs/Syllabus%2
0Chapters/Spinal%20Cord/ Acesso em: Julho de 2012.
➔ ZILLES, K; AMUNTS, K. Centenary of Broadmann’s map – conception and fate. Nature
Reviews Neuroscience, 11, 139-145 (2010) doi:10.1038/nrn2776
http://www.anatomie-amsterdam.nl/
http://www.youtube.com/watch?v=97rgd6Gx2AE
http://anatomy.uams.edu/anatomyhtml/neuro_atlas.html
http://www.neuroanatomy.ca/index.html
http://vertex.biostr.washington.edu/DA-ATLASES/Neuroanatomy/gifs/Syllabus%252
Medula espinal &
cerebelo
Profa. Dra. Rafaela Gerbasi Nóbrega Quartarone
2024