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1 Disciplina: Biossegurança, bioética e legislação em Nutrição. Professor: Vinícius Tadeu Martins Guerra Campos Alunos: Ana Gabriely Avila Martins - Matrícula: 1240105544 Ana Julia Barsen Guimarães - Matrícula: 1240110880 Angela Sá de Lima - Matrícula: 1240100127 Filipe Pinheiro Gomes - Matrícula:1240103186 Juliana Tebaldi Passos Sartore - Matrícula: 1240104350 Myrelle Cristina Lemos - Matrícula: 1240105499 Thiago Henrique Chaves Griese - Matrícula: 1240100084 2 Sumário Introdução .......................................................................................................................... 3 Níveis de Biossegurança .................................................................................................. 4 Classificação das áreas ...................................................................................................... 6 Diamante de Hommel ........................................................................................................ 10 Mapas de Risco ................................................................................................................. 12 Referências: ...................................................................................................................... 14 3 Introdução O laboratório escolhido pelo grupo foi o de Bromatologia. É um laboratório exclusivo do curso de Nutrição, onde é analisada as informações nutricionais dos alimentos, assim como a verificação da qualidade e fraudes. É um local para treinamento de equipes operacionais, desenvolvimento e aplicação de metodologias para análises químicas, físicas, microbiológicas e sensoriais de matérias primas e de produtos acabados de origem animal, vegetal, mineral e produtos derivados. Entre outras atividades, é também onde se desenvolvem linhas de pesquisa sobre o valor nutricional de frutas e/ou vegetais. https://uva.br/laboratorios-da-uva/ 4 Níveis de Biossegurança Biossegurança é o conjunto de medidas e procedimentos criados com o objetivo de prevenir, controlar e reduzir os riscos à saúde humana, animal e ambiental que possam surgir de atividades envolvendo agentes biológicos, como microrganismos e toxinas. Com isso, a Norma Regulamentadora - da Segurança e da Medicina do Trabalho - NR 32 estabelece os Níveis de Biossegurança entre 1, 2, 3 e 4 (NB-1, NB-2, NB-3 e NB-4), de acordo com os microrganismos manipulados e seus riscos biológicos. E, um dos locais onde essas medidas são implementadas são os laboratórios de pesquisa. Com isso, o nível de biossegurança 1 (NB-1) é o mais adequado a ser adotado pelo laboratório de bromatologia, escolhido pelo grupo, pois é um local onde são manipulados microrganismos pertencentes a classe de risco 1, ou seja, microrganismos bem conhecidos que possuem baixa probabilidade de provocar doenças em seres humanos saudáveis, em animais ou ao meio ambiente. Para segurança, saúde, qualidade e eficácia das atividades realizadas em laboratórios, é fundamental aplicar as Boas Práticas Laboratoriais e usar Equipamentos de Proteção Individual, conhecidos como EPIs. No laboratório de bromatologia, os EPIs são: ● Jaleco (manga comprida e de botão) - vestir um jaleco para proteger a roupa contra respingos ou derramamentos de materiais biológicos e, se necessário, proteção extra de avental; ● Luva - usar luvas descartáveis de nitrilo ou látex para manipular materiais biológicos com o objetivo de proteger as mãos contra contaminação; ● Óculos de Proteção ou protetor facial - utilizar óculos de proteção para os olhos contra respingos, corrosão, e pequenas partículas de materiais biológicos; ● Máscara Facial - usar máscara de proteção, em alguns casos, pode ser necessário para proteger contra aerossóis ou partículas em suspensão; ● Sapatos Fechados - usar sapatos fechados para proteger os pés contra derramamentos e respingos de materiais biológicos. ● Observação - além dos equipamentos de segurança, os profissionais devem receber treinamento específico para os procedimentos realizados, trabalhando sob supervisão. 5 As Boas Práticas para o laboratório de bromatologia são: ● Higiene pessoal - lavar as mãos regularmente antes e após o manuseio de materiais biológicos, o local de trabalho deve ter uma pia dedicada para lavagem das mãos; ● Manipulação adequada - seguir protocolos de manipulação de materiais biológicos para evitar contaminação cruzada, os profissionais devem receber treinamento específico para os procedimentos realizados; ● Descarte seguro - descartar materiais biológicos em recipientes apropriados e seguindo as regulamentações de descarte de resíduos biológicos; ● Limpeza e desinfecção - manter o ambiente de trabalho limpo e desinfetado regularmente; ● Uso de equipamentos - utilizar equipamentos de laboratório de acordo com as instruções e garantir que estejam limpos e em boas condições de funcionamento. ● Acesso limitado - o laboratório de bromatologia não é separado das outras dependências do edifício, porém, o acesso deve ser limitado ou restrito para a equipe conforme determinado pelo responsável, não sendo permitido a entrada de animais ou crianças; ● Observação - O laboratório conta com bancadas abertas, não sendo necessário o uso de equipamentos especiais de contenção. 6 Classificação das áreas Áreas e normas para os setores de limpeza e esterilização Áreas de serviços em saúde de acordo com o risco de transmissão de infecções Área crítica - Áreas com maior risco de transmissão e disseminação de patógenos. São áreas onde são manipulados os patógenos, atende-se pacientes infectados ou encontram- se pacientes imunocomprometidos. Esses pacientes requerem isolamento. ● Capela - Crítico (risco químico ou biológico) devido aos materiais químicos que são manipulados dentro dela. Recomendações de Segurança: Precauções, Higienização e uso de EPI. ● Estufa - Crítico (risco químico ou biológico) devido aos materiais que são manipulados dentro dela. Recomendações de Segurança: Precauções, Higienização e uso de EPI. Semicrítica - Áreas onde se encontram pacientes com doenças de baixa transmissibilidade ou não infecciosos. Esses pacientes não requerem isolamento. ● Armário - Semicrítico (risco químico) devido aos materiais químicos que podem ser armazenados dentro deles. Recomendações de segurança: Precauções, Sinalizações e uso de EPI. Não crítica - Áreas sem pacientes infectados, como áreas administrativas. ● Lava Olhos - Não crítica, devido o seu uso ser necessariamente para limpeza de produtos químicos ou biológicos em caso de emergência. ● Bancada - Não crítica (risco físico) devido aos instrumentos que podem ser manipulados em cima delas. Recomendações de segurança: Precauções e uso de EPI. Limpeza A limpeza do laboratório de bromatologia é uma parte fundamental das práticas de laboratório para garantir a precisão e a confiabilidade dos resultados das análises de alimentos. Para garantir a segurança dos trabalhadores, a integridade das amostras e a precisão dos resultados das análises, faz-se necessário a implementação de um 7 planejamento, utilizando critérios de classificação das áreas para o adequado procedimento de limpeza. Áreas críticas exigem que a limpeza seja diariamente e desinfetadas após cada uso com desinfetantes químicos apropriados, como álcool isopropílico a 70% ou soluções de hipoclorito de sódio. Áreas semicríticas o recomendado é que a limpeza seja executada semanalmente, deve ser limpo regularmente para prevenir a contaminação cruzada. É indicado o uso de desinfetantes ou detergentes apropriados pararemover resíduos e sujidades. Áreas não críticas são aquelas onde não ocorre manipulação direta de amostras ou reagentes, como áreas de armazenamento de materiais. Nessas áreas a limpeza profunda pode ser feita mensalmente ou conforme necessário. É indicado o uso de detergentes comuns e desinfetantes quando necessário para limpeza de rotina. Essa classificação é fundamental para direcionar os esforços de limpeza e manutenção, concentrando-se mais intensamente nas áreas críticas, seguidas pelas semicríticas e por último nas não críticas. Isso ajuda a otimizar os recursos e garantir que os padrões de qualidade sejam mantidos em todo o laboratório de bromatologia. De acordo com o Manual de Higienização e Limpeza disponibilizado pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS), ao realizar a limpeza do laboratório, é crucial utilizar os materiais adequados para garantir a eficácia na remoção de contaminantes e a desinfecção das superfícies. Detergentes neutros ou específicos para laboratório são frequentemente usados para a remoção de sujeira e resíduos das bancadas, equipamentos e utensílios de trabalho. Esses detergentes devem ser escolhidos com cuidado para evitar contaminação das amostras e não deixar resíduos prejudiciais. Além dos detergentes, desinfetantes químicos são essenciais para desinfetar as superfícies do laboratório após a limpeza geral. Álcool isopropílico a 70% é frequentemente utilizado para desinfecção de superfícies e equipamentos sensíveis (como por exemplo, micropipetas, balanças analítica), enquanto soluções de hipoclorito de sódio (como a água sanitária) são eficazes na desinfecção de áreas mais críticas. Para a limpeza em si, é recomendável o uso de panos de limpeza descartáveis ou laváveis, dependendo das políticas e procedimentos do laboratório. Os panos descartáveis são preferíveis para evitar a contaminação cruzada entre as áreas de trabalho, enquanto os panos laváveis podem ser utilizados se forem adequadamente higienizados após o uso. É importante ressaltar que a limpeza do laboratório de bromatologia não se limita apenas às superfícies visíveis, mas também inclui a limpeza dos equipamentos, utensílios e outras áreas de difícil acesso. Além disso, a frequência da limpeza deve ser determinada com base no volume de trabalho, nas políticas do laboratório e nas regulamentações, garantindo 8 assim um ambiente de trabalho limpo, seguro e propício para a realização de análises precisas e confiáveis de alimentos. 1 10 Diamante de Hommel Em ambientes onde substâncias químicas são manipuladas, uma medida preventiva de acidentes comumente adotada é o uso do Diamante de Hommel. O Diamante de Hommel é um símbolo, estabelecido pela NFPA74, composto por quatro losangos conectados, formando um losango maior: O losango azul exibe números de 0 a 4, indicando o nível de perigo do químico (4 - Letal; 3 – Severamente perigoso; 2 – Moderadamente perigoso; 1 – Levemente perigoso; 0 – Não perigoso ou risco mínimo); O losango vermelho mostra números de 0 a 4, representando a inflamabilidade do químico (4 – Gases inflamáveis, líquidos muito voláteis; 3 – Ignição à temperatura ambiente; 2 – Ignição sob moderado calor, abaixo de 93 ºC; 1 – Ignição se aquecido acima de 93 ºC; 0 – Não inflamável); O losango amarelo contém números de 0 a 4, indicando a reatividade do químico (4 – Explosivo; 3 – Explosivo sob choque mecânico ou calor; 2 – Reação química violenta; 1 – Instável se aquecido; 0 – Estável); O losango branco apresenta códigos que indicam riscos específicos (exemplos incluem OX – Oxidante forte; POI – Veneno; BIO – Risco biológico; RAD – Radioativo; NOC – Nocivo; TOX – Tóxico, etc.). Segue abaixo o modelo de Diamente de Hommel do laboratório de Bromatologia, escolhido pelo grupo: 11 12 Mapas de Risco A identificação de riscos no ambiente de trabalho é essencial para prevenir acidentes. Os mapas de risco, elaborados pela Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA), são essenciais nesse processo, seguindo as normas NR5. A elaboração dos mapas de risco envolve uma avaliação qualitativa dos perigos presentes nos locais de trabalho, representados graficamente por círculos de diferentes cores e tamanhos, indicando tipos e gravidade dos riscos. Os mapas são expostos em locais visíveis para informar funcionários e visitantes sobre os perigos presentes e as medidas preventivas adotadas pela empresa em situações de emergência. As etapas para a elaboração de um mapa de risco incluem: compreender o processo de trabalho, identificar os riscos, avaliar a eficácia das medidas preventivas, analisar indicadores de saúde e histórico de acidentes. Após isso, utilizando uma planta do ambiente, os riscos são representados por círculos, sendo pequenos para riscos controlados, médios para riscos gerenciáveis e grandes para riscos graves e letais. E, por último, cada círculo recebe a cor de acordo com o tipo de risco presente no ambiente: vermelho para agentes químicos, verde para agentes físicos, marrom para agentes biológicos, amarelo para agentes ergonômicos e azul para agentes mecânicos. 1 14 Referências: https://www.fiocruz.br/biosseguranca/Bis/lab_virtual/niveis_de_bioseguranca.html https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/construindo_politica_nacional_biossegu ranca_bioprotecao.pdf https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_gerenciamento_residuos.pdf https://www.conass.org.br/