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Relações Trabalhistas e Sindicais
Aula 08: Conciliação
Apresentação
A conciliação nas relações de trabalho tem como característica a solução de con�itos fora do ambiente jurídico. Com isso
evita-se a judicialização de questões que envolvam a relação entre empresa e trabalhador, deixando que as partes
dialoguem e tomem a decisão sobre o �m do con�ito. 
 
Criadas pela Lei nº 9.958 de 2000, as comissões de conciliação prévia (CCP) são aquelas instauradas por empresas ou
sindicatos para negociar possíveis demandas trabalhistas e se evitar o ingresso na justiça do trabalho. A composição da
CCP é mista, isto é, entre empregados e empregadores. 
 
A conciliação judicial ocorre quando há pedido de solução de um problema na justiça, isso porque as partes não
conseguiram conciliar. Como exemplo temos o caso da greve considerada abusiva, mas os trabalhadores continuam com
a paralisação. Neste caso, o sindicato dos trabalhadores faz um pedido na justiça para uma audiência de conciliação com
objetivo de resolver a questão.
Objetivos
Explicar como se apresenta a conciliação para solução de con�itos na relação de trabalho;
Analisar a legalidade, garantias e limitações ao Direito de greve.
Conciliação
É um método consensual em que as partes entram em acordo na de�nição dos termos da resolução do con�ito, mas com a
participação de um terceiro mediador. Este interfere de forma mais direta no litígio e pode sugerir opções de conclusão,
diferente dos casos onde o mediador facilita o diálogo entre as pessoas para que elas mesmas proponham soluções. 
 
Através da participação de um terceiro, as partes conseguem dialogar acerca do problema e dos interesses envolvidos. O
mediador ouve e orienta, apresentando ideias para a solução do con�ito. Depois da mediação é possível chegar a um acordo,
ou seja, a conciliação.
A conciliação é um processo voluntário, em que os envolvidos são
livres para acordar e tentar resolver a disputa. Também é �exível,
permitindo que as partes de�nam sua duração, estrutura e teor.
Esses processos são raramente públicos. Eles são baseados em interesses, de modo que o conciliador, ao propor um acordo,
não levará em conta somente as posições jurídicas das partes, mas também seus interesses comerciais, �nanceiros e/ou
pessoais.
Vantagens
Com a conciliação evita-se o desgaste de um processo litigioso e também de uma decisão proferida por terceiro não
interessado, o juiz, que pode não atender aos interesses de qualquer das partes. 
 
No caso de conciliação judicial há um pedido de solução do problema na justiça, assim, o próprio juiz ou um conciliador
treinado tem a oportunidade de possibilitar um acordo.
Atenção
A intervenção de um pro�ssional, de forma imparcial, por meio da escuta e da investigação das partes e da situação, não irá
declinar para nenhum dos envolvidos, pois a decisão estará sempre com as partes em con�ito, conforme destacam os artigos
625-A e 625-B da CLT.
Para isso, o conciliador poderá apresentar as vantagens e as
desvantagens em relação à posição de cada um, sugerindo,
inclusive, eventuais alternativas para acabar com as
discussões.
 (Fonte: Shutterstock).
Objetivo
O objetivo principal é de que, depois de toda a re�exão e estímulos proporcionados às partes, bem como possíveis sugestões
para que se ponha �m ao con�ito, elas mesmas consigam elaborar soluções próprias. 
 
A conciliação no processo do trabalho busca a comunhão entre as partes. No caso da conciliação trabalhista, as partes podem
chegar a um acordo mesmo durante o andamento do processo. Na abertura da audiência de julgamento o juiz logo propõe a
conciliação. 
 
Por determinação legal, a audiência de conciliação deve ocorrer após 10 dias da provocação do interessado na Comissão de
Comissão de Conciliação Prévia (CCP), de acordo com o artigo 625-F da CLT. A tentativa de conciliação é imposta pela CLT ao
processo do trabalho, mas não determina em que momento exato ela deve ser proposta. Assim, entende-se que a mesma
poderá ocorrer até o momento da sentença �nal.
Logo na abertura da audiência de julgamento, o juiz ou presidente proporá a
conciliação. Se houver acordo lavrar-se-á termo, assinado pelo presidente e
pelas partes, consignando-se o prazo e demais condições para seu
cumprimento. Caso não tenha êxito no primeiro momento, o juiz tentará a
conciliação e de novo fará nova proposta assim que terminada a instrução.
Homologação de acordo extrajudicial e termo de quitação anual
Com a reforma trabalhista introduzida em novembro de 2017, duas novas situações foram criadas, a homologação de acordo
extrajudicial e o termo de quitação anual.
A homologação de acordo extrajudicial,
prevista no artigo 855-B da CLT, permite
que as partes, cada uma com o auxílio de
seu próprio advogado, cheguem em um
consenso sem a necessidade de entrar na
justiça para discutir valores. É facultado ao
trabalhador ser assistido pelo advogado do
sindicato de sua categoria. O juiz do
trabalho se encarrega de homologar o
acordo feito pelas partes.

O termo de quitação anual, por sua vez, é
um acordo realizado sem processo judicial
em que o empregado, a partir do
pagamento feito pelo empregador, dá
quitação das obrigações trabalhistas
pendentes no ano acordado. Esse termo
deve ser submetido à análise do sindicato
da categoria pro�ssional.
Essas duas novas situações são consideradas conciliação fora da Justiça do Trabalho e têm o objetivo de desafogar a mesma.
Servem como caminho para aumentar os índices de resolução de con�ito na esfera trabalhista.
 Comissão de Conciliação Prévia (CCP)
 Clique no botão acima.
São organizações criadas para facilitar os acordos entre as partes de um con�ito trabalhista. Podem ser instauradas
em empresas ou grupos de empresas, sindicatos ou comissões intersindicais e núcleos intersindicais de Conciliação
Trabalhista.
A constituição e as normas de funcionamento dessas comissões devem ser previstas em negociação coletiva do
trabalho. O prazo para a audiência de tentativa de conciliação será de dez dias contados da provocação do
interessado.
Aceita a conciliação, será lavrado termo para que sejam assinados por empregado, empregador e os membros da
Comissão. Esse termo de conciliação é um título extrajudicial e terá e�cácia liberatória geral, exceto quanto às parcelas
expressamente ressalvadas.
Observação
As comissões foram criadas com a intenção de tornar a participação na comissão de conciliação prévia um passo
necessário e anterior ao início de um processo trabalhista, mas esbarrava na Constituição Federal em seu artigo 5º,
XXXV, onde diz que a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito.
Conforme o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) nas Ações Diretas de Inconstitucionalidades (ADIs)
2.139, 2.160 e 2.137, é possível o ajuizamento de demandas trabalhistas sem que passem pela CCP.
Portanto, a conciliação prévia não é obrigatória para ajuizar reclamação trabalhista, pois podem ser submetidas ao
Poder Judiciário antes de serem analisadas por uma Comissão de Conciliação Prévia.
O STF permanece com o entendimento do artigo 5º, inciso XXXV da Constituição Federal de 1988, que preserva o
direito universal dos cidadãos de acesso à Justiça.
Atividade
1 - Com a reforma trabalhista introduzida em novembro de 2017, foram criadas novas situações de conciliação fora da justiça do
trabalho. Quais seriam essas situações?
a) Homologação de acordo sindical e termo de rescisão contratual.
b) Homologação de acordo extrajudicial e o termo de quitação anual.
c) Homologação de rescisão contratual e termo de ajuste de conduta.
d) Homologação de acordo extrajudicial e termo de rescisão contratual
e) Nenhuma das respostas acima.
Mediação
Caracteriza-se pela autocomposição assistida, que é uma terceira pessoa imparcial e sem poder decisório. Sua função é de
ajudar as partes na comunicação no andamento do processo, para solucionar o con�ito e chegar a um acordo. Portanto, este
será um facilitador, pois irá propor um procedimento na qual irá presidirformalmente.
O mediador não sentencia, apenas permite que as partes deliberem sobre a
melhor solução. Por isso é uma pessoa imparcial, pois nem mesmo sugere
soluções, as partes é que devem fazer isso.
Essa forma de solução de con�itos é a mais e�ciente para a solução amigável e consensual de con�itos. Isso porque as partes
chegam a um acordo sobre a melhor decisão para o caso concreto.
Atenção
A principal diferença em relação à conciliação é a de que o mediador deve criar as condições necessárias para que as partes
consigam �rmar um acordo, mas sem intervir no con�ito apresentando propostas de solução.
Não existe vencedor nem perdedor na mediação. Todos saem ganhando na medida em que chegam a um acordo sobre a
melhor forma de resolver o con�ito. Todos precisam ceder um pouco, para que a solução seja justa.
 Arbitragem
É o meio pelo qual as partes elegem uma terceira pessoa imparcial, que é o árbitro ou o tribunal arbitral, para solução de
con�itos. Ele terá a responsabilidade de decidir a questão a qual está submetida.
A arbitragem não terá vínculo com o Judiciário, funciona
como um mecanismo voluntário, portanto, ninguém poderá
ser obrigado a se submeter à arbitragem contra a sua
vontade.
Isso passou a ser possível a partir da reforma trabalhista de
novembro de 2017, sendo contemplada no artigo 507-A da
CLT, onde prevê a inclusão, por acordo entre as partes, de
cláusula compromissória de arbitragem nos contratos
individuais de trabalho. Na íntegra o artigo diz:
"Nos contratos individuais de trabalho cuja remuneração seja
superior a duas vezes o limite máximo estabelecido para os
benefícios do Regime Geral de Previdência Social, poderá ser
pactuada cláusula compromissória de arbitragem, desde que
por iniciativa do empregado ou mediante a sua concordância
expressa, nos termos previstos na Lei no 9.307, de 23 de
setembro de 1996."
Esse limite máximo citado no artigo, em 2019, corresponde ao valor de R$11.678,90 - com correção anual quando ocorrer o
reajuste dos benefícios da Previdência Social.
Observação
Ficou evidente que a intenção do legislador, ao formular o novo artigo 507-A, foi de harmonizar o princípio da proteção com o
real poder de barganha do trabalhador que aufere alta remuneração, �cando de fora a grande massa de trabalhadores. 
 
A norma legal não faz restrições quanto ao momento adequado para a sua aplicação. Uma vez pactuada a cláusula
compromissória, a arbitragem poderá ser proposta tanto no curso da relação de trabalho quanto após a extinção contratual.
Dica
O recomendável é que as partes estabeleçam a cláusula compromissória antes do surgimento do desentendimento. Esta será
incorporada ao contrato de trabalho, seja no momento da contratação - como disposição contratual destacada e subscrita -, seja
em momento posterior, como documento anexo igualmente assinado pelas partes. Assim, a opção pela arbitragem deverá ser
feita livre e conscientemente pelas partes.
Atividade
2 - Complete a frase: 
Na mediação, temos a terceira pessoa sem poder decisório e que deve ser ____________.
a) Parcial.
b) Imparcial
c) Restrita
 Greve
A greve consiste na paralisação total ou parcial da prestação de serviços pelos empregados de forma pací�ca e temporária. É a
cessação coletiva e voluntária do trabalho realizado, para que se obtenham direitos ou benefícios, como reajuste salarial e
melhores condições de trabalho.
 (Fonte: Shutterstock).
Serve como uma forma de pressionar o empregador a ceder
às reivindicações dos trabalhadores. O empresário vê a
greve como uma ação que acarreta grandes prejuízos
�nanceiros à empresa, mas sabe que é um instrumento
efetivo para que os trabalhadores possam ter êxito em suas
reivindicações.
Atenção
É coletiva, portanto são os trabalhadores que promovem a suspensão dos serviços, não sendo possível a greve de apenas um
empregado, que seria demitido por justa causa caso tentasse.
A greve não visa somente melhorias, ela é realizada também por trabalhadores para impedir a desvalorização de sua função ou
mesmo perda de benefícios já conquistados. Pode ser realizada de várias formas e ter uma duração especí�ca, conforme os
objetivos.
Alguns tipos de greve:
Clique nos botões para ver as informações.
É aquela promovida pela maioria dos trabalhadores de uma mesma classe;
GERAL 
Consiste na paralisação dos empregados em seus postos de trabalho;
BRANCA 
Os trabalhadores realizam o trabalho com redução de produção, sem que haja suspensão coletiva;
OPERAÇÃO TARTARUGA 
É o excesso de cuidado e capricho na prestação do serviço, onde o trabalhador pratica seus afazeres de forma lenta,
retardando a produção e causando graves prejuízos;
DE ZELO 
É caracterizado pela suspensão do trabalho por algumas horas, com o objetivo de alertar o empregador de que um
movimento maior pode ser de�agrado.
DE ADVERTÊNCIA 
Não devemos confundir greve com manifestação. Esta última é uma mobilização de um grupo de pessoas que saem às ruas
para reivindicar sobre interesses comuns. A greve pode ser realizada na rua ou no ambiente de trabalho, diferente da
manifestação, que é realizada em ambientes públicos.
Direito de greve
O direito de greve está garantido no artigo 9º da Constituição Federal de 1988, que destaca que é assegurado direito de greve,
competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele
defender. 
 
Neste mesmo artigo, o parágrafo 1º informa que a lei de�nirá os serviços ou atividades essenciais e disporá sobre o
atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade, e o parágrafo 2º destaca que os abusos cometidos sujeitam os
responsáveis às penas da lei. 
 
A lei 7783 de 28 de junho de 1989 dispõe sobre o exercício do direito de greve, de�ne as atividades essenciais e regula o
atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade.
A greve, porém, não pode ser empregada pelos trabalhadores de
forma indiscriminada, pois é o último recurso, a ser utilizado somente
quando o diálogo com o empregador se torna inviável.
Aos trabalhadores é dada a oportunidade de decidir sobre a conveniência da greve, que não pode ter outras motivações que
não sejam as de natureza trabalhista. Portanto, não se admite motivações que levem a reivindicações políticas ou ideológicas. 
 
A participação do sindicato na greve é obrigatória, mas em face da crise de representatividade de alguns sindicatos aqui no
Brasil, determinadas categorias pro�ssionais ignoram a existência do sindicato e praticam atos de resistência coletiva
espontânea, em especial a greve, que tem maior representatividade em resistência. Isso compromete o próprio movimento,
pois esbarra na ilegalidade.
 Legalidade, garantias e limitações ao direito de greve
 Clique no botão acima.
Como vimos anteriormente, a greve deve ser a última alternativa dos sindicatos de trabalhadores. Para que ela seja
considerada legítima e legal, devem ser cumpridos os seguintes requisitos:
Instaurada somente se frustrada a negociação coletiva ou tendo em vista a impossibilidade de arbitragem;
Comunicada ao empregador ou às entidades patronais com antecedência mínima de quarenta e oito horas;
A participação do sindicato é obrigatória, devendo a greve ser decidida em assembleia geral;
Respeitar as condições e limites estabelecidos pela Constituição e pelas legislações especí�cas.
Observação
Segundo a Constituição Federal em seu artigo 142, parágrafo 3º, IV, ao militar são proibidas a sindicalização e a greve. 
 
São assegurados aos grevistas, durante as paralisações, os seguintes direitos:
O emprego de meios pací�cos para persuadir ou aliciar outros trabalhadores a aderir ao movimento grevista;
Arrecadar fundos e divulgar o movimento de forma livre sem nenhuma intervenção do Estado ou do empregador;
É vedado à empresa rescindir o contrato de trabalho durante a greve, desde que seja legal e não abusiva, ou
contratar substitutos para os grevistas;
A empresa não pode forçar os trabalhadores adeptos ao movimento a exercer suas atividades ouimpedir o
acesso de trabalhadores que queiram trabalhar.
Limitações ao direito de greve
A Constituição Federal estabelece algumas limitações ao direito de greve, tendo em vista que, antes de tudo, a carta
magna assegura o direito à vida, à liberdade e à segurança. 
 
Com relação ao direito de propriedade, a Constituição estabelece que, mesmo a greve sendo um direito, não é possível
que se venha dani�car bens ou coisas privadas ou públicas.
 
A moral e a imagem da pessoa devem ser protegidas, pois se houver ofensas as vítimas terão que ser indenizadas. 
 
A greve deve ser pací�ca, vedando, portanto, greves violentas, inclusive por meio de tortura ou tratamento desumano. 
 
O abuso de direito de greve ocorre quando se ultrapassa os limites normais de civilidade, de respeito ao patrimônio
particular e dos bons costumes. 
 
A continuidade da paralisação mesmo quando já feito o acordo ou expedida a decisão da Justiça do Trabalho impondo
a normalização das atividades é considerado abuso de direito de greve. 
 
Será também considerada abusiva a greve que não respeitar o disposto da Constituição que trata sobre as atividades
essenciais, pois será necessário um atendimento mínimo e a paralisação não poderá ser feita de forma total pelos
grevistas, como por exemplo:
Tratamento e abastecimento de água; produção e distribuição de energia elétrica, gás e combustíveis;
Assistência médica e hospitalar;
Distribuição e comercialização de medicamentos e alimentos;
Transporte coletivo;
Captação e tratamento de esgoto e lixo.
A paralização por parte dos empregadores com o objetivo de frustrar as negociações trabalhistas e o atendimento de
reivindicações dos trabalhadores é proibida por lei. Essa ação é conhecida como locaute (lock out).
Atividade
3 – Na arbitragem, as partes elegem uma terceira pessoa imparcial que é o árbitro para solução de con�itos. Neste caso qual será
o papel desse árbitro?
a) Analisar o caso sem poder decisório.
b) Definir o caso e levá-lo ao judiciário.
c) Manter o caso mesmo contra a vontade das partes.
d) Decidir o caso no qual foi submetido.
e) Apurar o caso e encaminhar para negociação sindical.
4 - A Constituição Federal estabelece algumas limitações ao direito de greve, ou seja, o que não pode ser feito para que esta se
torne legítima. Elas são as seguintes, EXCETO:
a) Danificar bens ou coisas privadas ou públicas.
b) Empregar meios pacíficos para persuadir e aliciar trabalhadores.
c) Ofender a moral e a imagem das pessoas.
d) Utilizar meios de tortura ou tratamento desumano.
e) Continuar com a paralisação após acordo judicial.
Notas
Autotutela ou autodefesa
Na autotutela ou autodefesa, as próprias partes fazem a defesa de seus interesses. Uma parte tenta impor a solução do
con�ito à outra e, enquanto uma delas não cede, a questão não é resolvida. Podemos dar como exemplo a greve, onde os
empregados param de trabalhar para que os empregadores aceitem suas propostas, portanto a solução para o con�ito está
com as duas partes.
Autocomposição
Na autocomposição, as partes chegam à solução do con�ito, sem intervenção de terceiros e sem paralisação. Neste caso, os
acordos e as convenções coletivas são os meios de solução dos con�itos.
Referências
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PINTO, Antonio Luiz de Toledo; WINDT, Márcia Cristina Vaz dos Santos; CÉSPEDES, Livia. Vade Mecum – Constituição da
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ROBBINS, Stephen Paul. Fundamentos do Comportamento Organizacional. Trad. técnica Reynaldo Marcondes. São Paulo:
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ROMITA, Arion Sayão. Direitos Fundamentais nas Relações de Trabalho. São Paulo. LTr, 2012.
RUIVO, Leonardo Francisco. As formas alternativas de solução de con�itos trabalhistas. Disponível em:
https://www.conjur.com.br/2018-jul-03/leonardo-ruivo-formas-alternativas-solucao-con�itos-trabalhistas Acesso em 9 set.
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TRINDADE, Raquel Guimarães da. Garantia, previsão e limitações ao direito de greve. Disponível em:
https://quelgt.jusbrasil.com.br/artigos/219233682/garantia-previsao-e-limitacoes-ao-direito-de-greve Acesso em 9 set. 2019.
XERPA. O que é gestão de con�itos? Aprenda a lidar com as divergências na empresa. Disponível em:
https://www.xerpa.com.br/blog/o-que-e-gestao-de-con�itos/ Acesso em 5 set. 2019.
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