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A U D I T O R I N T E R N O S G I 1 4 0 0 1 : 1 5 OPERAÇÃO Item que corresponde ao 4.4.6 e requer que Organização planeje, execute e controle os processos, internos ou subcontratados, necessários para o cumprimento dos requisitos do SGA, de forma coerente com a perspectiva de ciclo de vida. Nesta nova versão os requisitos estão mais exigentes, em comparação a anterior, com o objetivo de que a organização possa demonstrar maior e melhor desempenho ambiental. A perspectiva do ciclo de vida exige um controle operacional mais abrangente envolvendo mais processos na empresa (ex.: compras, vendas, pós-vendas) e requer maior rigor no controle de processos contratados Subitem 8.1 – Planejamento e Controle A U D I T O R I N T E R N O S G I 1 4 0 0 1 : 1 5 Perspectiva Ciclo de Vida (Contexto) Apesar do enunciado não mencionar diretamente conceito de ciclo de vida neste momento, vale a pena notar que a orientação vigente da ISO 14004 Sistemas de gestão ambiental - orientações gerais so bre princípios, sistemas e técnicas de suporte, menciona isto no que diz respeito ao estabelecimento do contexto. Exemplo: Um atacadista poderia potencialmente reduzir impactos ambientais de forma mais eficaz na cadeia de fornecimento através da implementação de uma política de compra de produtos de baixo consumo de energia para posterior venda a preço reduzido do que se simplesmente enfocasse as oportunidades de redução de energia no seu armazém. A U D I T O R I N T E R N O S G I 1 4 0 0 1 : 1 5 Até agora, a maioria das organizações têm olhado para o ponto mínimo inicial que é o que está sob seu controle direto; uma abordagem que tende a concentrar-se sobre os limites físicos de uma unidade operacional. O próximo passo óbvio é relacionar o escopo de seu SGA existente com o número de fases do ciclo de vida do seu produto ou serviço. Normalmente, isto não será mais do que uma ou duas, se você está pensando sobre o controle direto em relação a sua responsabilidade; olhando para as fases imediatamente adjacentes de ambos os lados de suas operações e do potencial de influência pode ser uma experiência reveladora para muitos. Em tais casos, o conceito de ciclo de vida, tanto induzido por iniciativas internas, como produtos externos ou materiais controlados por legislação, tem gerado novas ideias e novas oportunidades, novos desafios e revelado exposições riscos até agora não previstas. Perspectiva Ciclo de Vida (Escopo) A U D I T O R I N T E R N O S G I 1 4 0 0 1 : 1 5 Ainda mais importante, o processo de de identificação e avaliação de aspectos significativos deveria também ser baseado na mesma perspectiva de ciclo de vida. Se não tiver sido previamente aplicada a este processo, isto pode mudar o critério global de classificação de significância, com novos aspectos sendo acrescentados para refletir o aumento da esfera de influência considerada. O grande foco da perspectiva do ciclo de vida é encontrar as melhores práticas socioambientais para a produção e para o consumo conscientes, incluindo o uso eficiente de matérias-primas e energias, além do enquadramento na hierarquia de gerenciamento de resíduos sólidos (PNRS, 2010)/NBR 14044 (ACV). Perspectiva Ciclo de Vida A U D I T O R I N T E R N O S G I 1 4 0 0 1 : 1 5 A U D I T O R I N T E R N O S G I 1 4 0 0 1 : 1 5 Por exemplo, no diagrama da cadeia de valor (Figura 1), é fácil ver que muitos dos estágios do ciclo de vida estarão nas mãos de organizações diferentes. Em um mundo ideal, para apoiar a entrega de um serviço ou produto, todas as organizações na cadeia estariam operando de forma colaborativa, com uma visão comum do que precisa ser feito e qual o resultado comum esperado. Emissões atmosféricas Efluentes líquidos Reciclagem Serviço Influência Resíduos sólidos Controle Figura 1: Perspectiva de ciclo de vida DescarteUsoDistribuiçãoProduçãoAquisição Extração de matérias- primas A U D I T O R I N T E R N O S G I 1 4 0 0 1 : 1 5 A organização deve estabelecer, implementar e manter o(s) processo(s) necessário(s) para preparar-se e responder a potenciais situações de emergências identificadas em 6.1.1. A organização DEVE: • testar periodicamente as ações de resposta planejadas, onde viável; • periodicamente, analisar criticamente e revisar o(s) processo(s) e as ações de resposta planejadas, em particular, após a ocorrência de situações de emergência ou testes; • prover informações pertinentes e treinamento relacionado à preparação e resposta a emergências, como apropriado, para as partes interessadas pertinentes, incluindo pessoas que realizam trabalho sob o seu controle. Subitem 8.2 – Preparação e Resposta a Emergências A U D I T O R I N T E R N O S G I 1 4 0 0 1 : 1 5 AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO Corresponde ao 4.5.1 da edição anterior. Esta agora explícita a necessidade de avaliar o desempenho ambiental e a eficácia do SGA, de proceder à análise e avaliação do que é monitorado e medido, e de reter os registos dos resultados. Requer que a Organização determine os critérios para avaliar o desempenho ambiental e defina os respetivos indicadores e determina que a Organização deve definir o que monitorizar, medir, analisar e avaliar: como, com quê, quando e com que critérios, sendo explicitado que tem de assegurar resultados válidos. Reforça a necessidade de comunicar, interna e externamente, informação sobre o desempenho ambiental (7.4) Subitem 9.1 – Planejamento e Controle Operacionais Subitem 9.1.1 - Generalidades A U D I T O R I N T E R N O S G I 1 4 0 0 1 : 1 5 A organização DEVE determinar: • o que precisa ser monitorado e medido; • os critérios pelos quais a organização irá avaliar seu desempenho ambiental e indicadores apropriados; • quando os resultados de monitoramento e medição devem ser analisados e avaliados (Periodicidade). A organização deve comunicar interna e externamente as informações pertinentes sobre o desempenho ambiental, como identificado em seu(s) processo(s) de comunicação e como requerido por seus requisitos legais e outros requisitos (DZ-56/CONAMA 306). A U D I T O R I N T E R N O S G I 1 4 0 0 1 : 1 5 A organização DEVE estabelecer, implementar e manter o(s) processo(s) necessário(s) para avaliar o atendimento aos seus requisitos legais e outros requisitos. A organização deve: • determinar a frequência com que o atendimento aos requisitos legais e outros requisitos será avaliado; • avaliar o atendimento aos requisitos legais e outros requisitos e tomar ações, se necessário; • manter o conhecimento e o entendimento da situação do atendimento aos seus requisitos legais e outros requisitos. Subitem 9.1.2 – Avaliação do atendimento aos requisitos e outros requisitos A U D I T O R I N T E R N O S G I 1 4 0 0 1 : 1 5 Na edição anterior isto era requerido em 4.5.2. Mantem a necessidade de avaliação na íntegra e não por amostragem e explícita a necessidade de manter o conhecimento e entendimento da situação de atendimento aos requisitos legais e outros. Requer a retenção de informação documentada, como já o fazia anteriormente, como evidência do resultado da avaliação de atendimentos aos requisitos legais e outros. A U D I T O R I N T E R N O S G I 1 4 0 0 1 : 1 5 A organização DEVE conduzir auditorias internas a intervalos planejados para prover informação sobre o sistema de gestão ambiental. A organização DEVE estabelecer, implementar e manter programa(s) de auditoria interna, incluindo a frequência, métodos, responsabilidades, requisitos para planejar e para relatar suas auditorias internas. Subitem 9.1.2 – Avaliação do atendimento aos requisitos e outros requisitos Tem correspondência com o anterior 4.5.5, que foi agora dividido em 9.2.1 (Generalidades) e 9.2.2 (Programa de Auditoria Interna), mantendo em geral, o mesmo conteúdo. Não exige mais um procedimento, podendo quem já o tem, mantê-lo e melhora-lo, simplificando e tornando-o mais eficaz. A U D I T O R I N T E R N OS G I 1 4 0 0 1 : 1 5 Equivalente ao 4.6 da edição anterior. Não trata de entradas mas dentre as considerações para a análise exige o que já era solicitado anteriormente como entrada e adiciona as questões internas e externas, as necessidades e expectativas de PI, os R&O e a suficiência de recursos. Como saídas acrescenta e deixa mais explícito a integração com os processos de negócio da empresa requerendo oportunidades para melhorar a integração com outros processos de negócio e implicações para o direcionamento estratégico da empresa. Subitem 9.3 – Análise Crítica pela Alta Direção A U D I T O R I N T E R N O S G I 1 4 0 0 1 : 1 5 MELHORIA A organização DEVE determinar oportunidades para melhoria (ver 9.1, 9.2 e 9.3) e implementar as ações necessárias para alcançar os resultados pretendidos pelo seu sistema de gestão ambiental. A melhoria contínua era citada anteriormente diversas vezes, porém agora ganha uma seção nova e específica. Deixa mais amplo a abordagem de melhoria contínua permitindo a Organização utilizar-se de diferentes tipos de melhoria. Alguns exemplos são: Alteração dos produtos, bens ou serviços, para melhorar a gestão do seu ciclo de vida, incluindo a sua destruição ou cessação; Implementação de alterações nos processos para minimizar os impactos ambientais e melhorar o desempenho ambiental. Subitem 10.1 – Generalidades/ 10.3 Melhoria Contínua A U D I T O R I N T E R N O S G I 1 4 0 0 1 : 1 5 Correspondente ao 4.5.3 da ISO 14001:2004. Não exige mais procedimento, mas requer que a empresa determine a informação documentada que julga necessária para atendimento ao requisito. Novamente o pensamento baseado em risco, umas das alterações mais importantes nesta revisão 2015, reflete neste item uma vez que ações preventivas deixam de serem referidas neste item, tornando o SGA uma ferramenta preventiva já que deve tratar seus R&O desde o planejamento. Recomenda-se que aquelas empresas que aplicam de forma eficaz as ações preventivas mantenham a prática, que será mais evidenciada com o novo pensamento baseado em risco. Subitem 10.2 – Não Conformidade e Ação Corretiva