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HISTÓRICO DOS TESTES PSICOLÓGICOS

Resumo histórico sobre testes psicológicos: cronologia de práticas desde 3000 a.C. (seleção na China), Binet e Simon (século XIX), Stanford‑Binet, Army Alpha/Beta, Wechsler (WAIS), MMPI, Rorschach; impacto das Guerras Mundiais, influência cultural e avanços em neuropsicologia.

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HISTÓRICO DOS TESTES PSICOLÓGICOS
· 1948: surgiu a primeira expressão referente ao processo de avaliação em Psicologia. No livro “Assessment of Men” – “Avaliação”.
Foi utilizada para descrever um conjunto de processos pelos quais as pessoas realizavam avaliações para tomar decisões e verificar hipóteses sobre as características de outra pessoa.
· 3000 a/C: uso de teste para a seleção de funcionários civis na China. Na época, governo Chinês utilizava testes de literatura, história, leis, etc., como parte do processo de seleção dos funcionários.
Na idade média também já se falava de testes para conceder graus de honra; para aqueles que desejavam ascender socialmente, faziam provas e testes que demonstrassem suas habilidades. A conclusão bem sucedida resultaria e benefícios como concessão de terras, títulos ou privilégios adicionais.
· 1879: 1° Laboratório de Psicologia Experimental, na University of Leipzig, Alemanha.
· Século XIX: primeiros testes formais na história da psicologia desenvolvido por Alfred Binet e Theodore Simon – Pioneiros dos testes psicológicos.
· Os dois primeiros testes: Teste de Inteligência Stanford-Binet & Teste de Raciocínio de Binet-Simon. 
1900 foi conhecida como a década de Binet
· 1910 - 1930: era dos testes de inteligência.
Foi nesse período que a 1° Guerra Mundial teve impacto significativo na construção dos testes psicológicos, pois a partir da seleção rápida e eficiente de recrutas para o exército foram desenvolvidos os testes Army Alpha & Army Beta.
· Army Alpha: uma forma escrita de teste, destinada a avaliar as habilidades de leitura, escrita, aritmética e raciocínio verbal dos recrutas. Consistia em perguntas de múltipla escolha e problemas de raciocínio verbal.
· Army Beta: foi desenvolvido para recrutas que não sabiam ler ou escrever em inglês ou que tinham níveis muito baixos de alfabetização. Usava figuras, símbolos e padrões visuais para apresentar perguntas e problemas aos recrutas.
· 1939: David Wechsler, Psicólogo Clínico do Hospital Bellevue, introduziu um teste destinado a medir a inteligência adulta. Para Wechsler, a inteligência era “a capacidade agregada ou global para agir intencionalmente, para pensar racionalmente e para lidar de modo eficaz com o meio ambiente” (Wechsler, 1939, p. 3)
· Escala de Inteligência Wechsler para Adultos (WAIS): é projetado para medir a inteligência em adultos e adolescentes a partir de 16 anos. É utilizado em diversos contextos: clínica, escola, trabalho e pesquisas.
Durante a 2° Guerra Mundial (1939-1945), houve uma urgente necessidade de avaliar grandes grupos de recrutas militares de forma rápida e eficiente. Isso levou a uma evolução significativa dos testes individuais para testes grupais de inteligência. 
No final da década de 1930, cerca de 4 mil diferentes testes psicológicos estavam no publicados e “Psicologia Clínica” era sinônimo de “testagem mental”. A 1° e 2° Guerra Mundial trouxeram com elas não apenas a necessidade de avaliar as habilidades dos recrutas, mas também a necessidade de ajustes nas avaliações.
A IMPORTÂNCIA A CULTURA NA HISTÓRIA DOS TESTES PSICOLÓGICOS
As normas sociais, os valores culturais e as crenças influenciam significativamente a interpretação dos resultados dos testes psicológicos e compressão dos comportamentos observados, bem como o próprio comportamento dos indivíduos observados. 
	Pensando nisso, o Psicólogo Henry H. Goddard, pioneiro na aplicação de testes psicológicos, conduziu uma serie de estudos na Ilha Ellis, utilizando os testes Binet-Simon para avaliar a inteligência de diferentes grupos étnicos.
· Durante as décadas de 1950 e 1960, vários novos testes foram desenvolvidos, incluindo o MMPI e o Rorschach Inkblot Test.
Desde o final da 2° Guerra Mundial, houve um foco crescente na padronização e normatização dos testes psicológicos para garantir sua validade e confiabilidade. Na segunda metade do século XX começaram a se desenvolver avanços significativos em relação a neuropsicologia, momento em que foi observado que a testagem fazia muito sentido para diagnósticos específicos.
Uma descoberta deste período foi a compressão de que certas lesões cerebrais estavam associadas a déficits cognitivos e comportamentais específicos. Ex.: uma lesão na área frontal do cérebro poderia estar relacionada a dificuldade de controle emocional e de tomada de decisão, enquanto uma lesão no lobo atemporal poderia estar associada a dificuldade de memória.
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