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Reabilitação 
Vestibular 
Docente: Fernanda Fernandes 
Discentes: Camilly Leite; Carla Jeovana; Gabriel 
Jorge; Lara Gomes e Myllena Freitas 
Introdução 
Os exercícios de RV visam 
melhorar a interação 
vestibulovisual durante a 
movimentação cefálica, 
ampliar a estabilidade 
postural estática e 
dinâmica nas condições 
que produzem 
informações sensoriais 
conflitantes e diminuir a 
sensibilidade individual à 
movimentação cefálica.
Trata-se de um tratamento 
complementar, não invasivo, 
baseado em manobras e 
exercícios físicos repetitivos 
de olhos, cabeça e corpo, que 
visam recuperar o equilíbrio. 
As principais formas de 
tratamento para as disfunções 
vestibulares são: 
medicamentosa, cirúrgica e 
reabilitação vestibular(RV) 
(Ganança e Ganança, 2001).
Equilíbrio dos Sistemas 
Sistema Vestibular 01
02
03
Sistema Ocular 
Sistema Propioceptivo 
Sistema Nervoso 
Central 
Reabilitação Vestibular 
Recurso terapêutico indicado e aplicado no tratamento de pacientes com distúrbios do equilíbrio 
corporal. Atuação é baseada nos mecanismos relacionados à plasticidade neural.
•Tontura, zumbido e 
desequilíbrios posturais;
•Pode estar associada a 
tratamentos medicamentosos 
e cirúrgicos, mudança nos 
hábitos de vida;
•Pode ser utilizada, no 
período pré e pós-operatório 
do paciente.
Segundo Silva e Moreira...
“A reabilitação vestibular passa pelo processo de 
habituação que se baseia nos estímulos repetitivos os 
quais levam à compensação vestibular central, um 
processo de adaptação em que ocorre a substituição 
das informações geradas no labirinto lesado por 
estímulos advindos dos sistemas visual, propioceptivo, 
entre outros. Esse processo envolve a reaprendizagem 
sensório-motora realizada por estruturas integradas do 
SNC.”
Objetivo Fonoaudiológico
Promover a reorganização funcional do sistema vestibular. o 
equilíbrio corporal a estabilidade postural do paciente, o que 
reduz sintomas como vertigem, tontura e náuseas, além de 
prevenir quedas e melhorar a qualidade de vida. Sendo 
alcançado por meio de exercícios que estimulam a 
compensação vestibular, a integração sensorial e o 
fortalecimento da percepção espacial.
Abordagem sobre 
o caso clínico 
PACIENTE D.G.S., SEXO
MASCULINO, 55 ANOS.
Vítima de uma coronhada de arma de 
fogo em região da cabeça, tendo como 
consequência um TCE.
Caso Clínico 
OBJETIVO:
A intervenção 
fonoaudiológica teve 
como objetivo a remissão 
da tontura e o aumento da 
estabilidade durante a 
deambulação.
Queixas: tontura constante, desequilíbrio, distorção visual em situações de 
movimentos rápidos de cabeça, bem como durante a deambulação (ao andar), ao 
olhar para cima, deitado e ao levantar-se rápido.
Sintomas associados: queda, formigamento nas extremidades, hipoacusia, cefaleia, 
náuseas, sensação de plenitude auricular, dor em região cervical. Referiu, ainda, 
sentir zumbido intenso e constante no ouvido esquerdo, mas tal sintoma não 
apresentava relação direta com a tontura.
Hábitos deletéreos: tabagista e fazia uso de cafeína regularmente.
Medicamentos: fazia uso de depressor labiríntico, 
antidepressivos e ansiolíticos diariamente.
O paciente ingressou no programa de reabilitação vestibular do Setor de 
Otoneurologia da Clínica Escola de Fonoaudiologia da UNEB, onde foram realizados 
os seguintes procedimentos:
■ Explanação acerca do funcionamento do programa;
■ Exposição teórica sobre anatomofisiopatologia do sistema vestibular;
■ Anamnese fonoaudiológica direcionada aos sistemas auditivo e vestibular;
■ Aplicação do DHI (Dizziness Handicap Inventory) pré e pós-tratamento;
Caso Clínico 
Em 1990, Jacobson e Newman elaboraram
e validaram um questionário específico
para tontura, o Dizziness Handicap
Inventory (DHI), com o
obietivo de avaliar a autopercepção dos
efeitos incapacitantes provocados pela
tontura.
Caso Clínico 
Resultado: 
Com a utilização de protocolos diversos na composição de um programa que 
reabilite o sistema labiríntico, principalmente nos pacientes portadores de 
vestibulopatiasmistas(como o caso ora exposto),favoreceu a recuperação das 
atividades básicas do dia a dia desse paciente. Sendo a integridade do SNC 
primordial no processo de compensação vestibular central e, ao estar afetado de 
alguma forma,vale integrar/agregar aos protocolos tradicionais propostas terapêuticas 
que possibilitem atingir o fenômeno da habituação.
Caso Clínico 
Referências Bibliográficas 
SOUSA, M. da G. C. de; GANANÇA, C.; SENA, E. P. de. Efeito da 
reabilitação vestibular em paciente pós traumatismo 
cranioencefálico (TCE): relato de caso. Revista de Ciências 
Médicas e Biológicas, [S. l.], v. 12, n. 4, p. 547–553, 2014. DOI: 
10.9771/cmbio.v12i4.9214. Disponível em: 
https://periodicos.ufba.br/index.php/cmbio/article/view/9214. 
Acesso em: 27 nov. 2024.
Zanardini, Francisco Halilla et al. Reabilitação vestibular em idosos com 
tontura. Pró-Fono Revista de Atualização Científica [online]. 2007, v. 19, n. 2 
[Acessado 26 Novembro 2024], pp. 177-184. Disponível em: 
. Epub 16 Set 2008. 
ISSN 0104-5687. https://doi.org/10.1590/S0104-56872007000200006.
SOARES, E. V. Reabilitação vestibular em idosos com 
desequilÌbrios para marcha, 2014. Revista Científica 
Perspectivas Online.
Disponível em: 
https://www.perspectivasonline.com.br/revista_antiga/article/vi
ew/267
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