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Qual a relação entre alterações endócrinas e piometra? 
Durante o ciclo reprodutivo da fêmea, especialmente após o cio, 
ocorrem alterações hormonais, principalmente o aumento da 
progesterona. 
A progesterona, que é produzida após a ovulação, prepara o útero 
para uma possível gestação, estimulando a glândula endometrial 
a secretar um muco espesso e criando um ambiente propício à 
implantação do embrião. 
No entanto, quando a fêmea não engravida, a progesterona 
continua a ser produzida por um período prolongado, o que pode 
favorecer o crescimento de bactérias no útero, resultando em 
piometra. A falta de uma gestação faz com que o útero não se 
"renove" e as defesas naturais diminuam, permitindo a infecção. 
“O complexo piometra é um distúrbio comum e potencialmente 
fatal, acometendo cadelas de meia-idade e não castradas, 
geralmente no período após o cio (estro) no qual o útero está 
sofrendo ação da progesterona que estimula o crescimento e a 
atividade das glândulas endometriais. 
O acúmulo de líquido no lúmen do útero e glândulas 
endometriais, associadas à diminuição da contratilidade do 
miométrio causada pela progesterona favorecem a invasão de 
bactérias”. 
 
Peristaltismo: É a propagação de ondas de contração da 
musculatura lisa da camada 3 do tubo digéstorio. 
Plexo submucoso e mientérico são os responsáveis por controlar 
o mecanismo. 
É gerada átraves de um impulso elétrico, transferido por meio da 
sinapse para a contração do músculo, induzido pela dilatação do 
tubo (deglutição). 
- Neurônio percebe e gera um sinal para o início da onda 
peristáltica. 
Plexo submucoso: Contole de secreções epiteliais e fluxo 
sanguíneo. 
Mientérico: Controle de movimentos (motilidade intestinal) – 
rede nervosa da camada 3. 
 Jejuno-íleo: Absorção de nutrientes. 
HCL: Digestão química. 
Rúmen: Fermentação da celulose. 
Intestino grosso: absorve água e forma as fezes – exceto equinos, 
onde ocorre a fermentação da celulose. 
Duodeno: “quebra” e digestão enzimática. 
 
Cite as funções das glândulas exócrinas anexas ao tubo digestório. 
Glândulas salivares: Produção de saliva que contém amilase para 
iniciar a digestão dos carboidratos e lubrificação para facilitar a 
deglutição do alimento. 
Glândulas gástricas: Secretam suco gástrico, com ácido clorídrico 
(HCL) e pepsina, que iniciam a digestão das proteínas e ajudam a 
matar microorganismos. 
Fígado: “Faz tudo”, produz bile, que emulsifica ou emulsiona as 
gorduras (age como um “detergente”, separando as gorduras em 
gotículas menores facilitando sua digestão de absorção no 
intestino delgado. 
- Processa substâncias tóxicas. 
- Remove hemácias (células) envelhecidas e recicla. 
Pâncreas: Digestão enzimática de todos os nutrientes. 
- Endócrina: insulina e glucagon que realiza metabolismo de 
carboidratos. 
- Exócrina: enzimas ativas no duodeno que realiza digestão de 
proteínas, gorduras e carboidratos. 
 
Digestão mecânica: Boca-dentes 
Animais que não tem dentes: moelas. 
Enzima responsável pela quebra: amilase salivar. 
Digestão química: Estômago. 
Estômago tem duas células: 
Células parietais: HCL (ácido clorídrico) – extremamente 
corrosivo. 
Células caliciformes: muco. 
Digestão enzimática: Duodeno. 
Duas glândulas anexas: fígado e pâncreas. 
 
Glândulas endócrinas: São glândulas que liberam hormônios 
diretamente na corrente sanguínea. 
- São glândulas sem ductos. 
Hormônios > corrente sanguínea > orgão alvo 
- Mensageiros químicos 
- Ações mais lentas que o sistema nervoso 
- Efeitos de maior duração 
- Funções metábolicas, manutenção da homeostase, crescimento, 
desenvolvimento e reprodução. 
 
Mecanismo de ação hormonal 
- Os hormônios so agem nos seus respectivos receptores. 
Hormônios + receptores da membrana celular ou citoplamáticos. 
O mecanismo tem início com a ligação do hormônio com o 
receptor. Esse receptor então ativa a adenilil ciclase que converte 
ATP em AMPc que provoca uma cascata de reações intracelulares 
e culmina com a resposta celular. Essa resposta depende da 
célula. 
 
Explique o mecanismo de feedback com um exemplo: 
Feedback é a resposta fisiólogica do aumento ou diminuição de 
uma substância. 
1. Aumenta a glicose no sangue > pâncreas > insulina > aumenta a 
permeabilidade celular à glicose > abaixa a glicemia. 
2. Abaixa a glicemia > pâncreas > glucagon > fígado > glicogênese 
(quebra da glicemia) > aumenta a glicemia. 
 
Quais são os sistemas fisiólogicos envolvidos no controle da 
pressão arterial e como se dá esse controle? 
Mecanismos de Curto Prazo (controle rápido) 
Esses mecanismos têm o objetivo de ajustar rapidamente a 
pressão arterial, em resposta a mudanças imediatas, como 
mudanças de postura ou exercício físico. 
Barorreceptores: Localizados nas artérias carótidas e na aorta, os 
barorreceptores detectam variações na pressão arterial. Quando 
a pressão sobe, eles enviam sinais ao cérebro (centro vasomotor), 
que ativa o sistema parasimpático (diminuindo a frequência 
cardíaca) e inibe o sistema simpático (reduzindo a 
vasoconstrição). Isso resulta na diminuição da pressão arterial. 
Quimiorreceptores: Localizados nas mesmas áreas dos 
barorreceptores, monitoram os níveis de oxigênio, dióxido de 
carbono e pH no sangue. Quando há baixa pressão arterial e níveis 
elevados de CO₂ ou baixo O₂, esses receptores estimulam o 
sistema nervoso simpático, causando vasoconstrição e aumento 
da frequência cardíaca, elevando a pressão arterial. 
Esses mecanismos atuam rapidamente (em segundos a minutos) 
para ajustar a pressão arterial a mudanças imediatas nas 
condições do corpo. 
 
Mecanismos de Longo Prazo (controle mais demorado) 
Esses mecanismos regulam a pressão arterial ao longo do tempo, 
ajustando o volume sanguíneo e a resistência vascular, com a 
finalidade de manter a homeostase. 
Sistema Renina-Angiotensina-Aldosterona (RAAS): Quando a 
pressão arterial cai, os rins liberam renina, que converte o 
angiotensinogênio em angiotensina II. A angiotensina II causa 
vasoconstrição e estimula a liberação de aldosterona e ADH, que 
aumentam a retenção de sódio e água pelos rins, elevando o 
volume sanguíneo e, consequentemente, a pressão arterial. 
 
Regulação renal (mecanismo de feedback tubuloglomerular): Os 
rins ajustam a taxa de filtração glomerular (TFG) e a excreção de 
sódio e água de acordo com a pressão arterial. Se a pressão cair, 
os rins reabsorvem mais sódio e água, aumentando o volume 
sanguíneo e a pressão arterial. Se a pressão subir, os rins 
aumentam a excreção de sódio e água, reduzindo a pressão. 
Esses mecanismos têm um efeito mais demorado (horas a dias) 
para restaurar a pressão arterial normal, principalmente 
ajustando o volume de fluido no corpo. 
Resumo: 
Curto prazo: Barorreceptores e quimiorreceptores ajustam 
rapidamente a pressão arterial através do sistema nervoso 
autônomo. 
Longo prazo: O sistema renal e o RAAS ajustam o volume de 
sangue e a resistência vascular para controlar a pressão ao longo 
do tempo. 
 
Cite as principais características do proestro, estro, metaestro e 
diestro. 
Proestro: Produção de estrôgeno pelas células foliculares. 
Estro: Ovulação, receptividade e copúla. 
Metaestro: Ovulação e alguns animais. 
Diestro: Produção de progesterona no corpo lúteo.

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