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UNIVERSIDADE ANHANGUERA UNOPAR CTS EM RADIOLOGIA KAYLANE VITORIA MENDONÇA LISBOA “Microbiologia Básica” IPATINGA – 2024 1 INTRODUÇÃO A microbiologia é um ramo da ciência que estuda a forma, estrutura, reprodução, fisiologia, metabolismo e identificação dos microrganismos. Microbiologia básica é o estudo dos microorganismos, ou seja, seres vivos que podem ser vistos com a ajuda de um microscópio e as suas relações com o ambiente e outros seres vivos. É um estudo extremamente importante para diversas áreas, como saúde, a agricultura e também para o meio ambiente, pois os microorganismos estão ligados diretamente com a preservação do meio ambiente. Este portfólio tem como objetivo nos ajudar a conhecer e refletir sobre a técnica de lavagem das mãos, além da correta higienização nos serviços que designam a saúde. Também estudar á classificação morfotintorial das bactérias com base na coloração de Gram, conhecer as características e propriedades biológicas dos principais microrganismos causadores de infecções em seres humanos e identificar macro e microscopicamente as estruturas de uma cultura de fungos. Além disso, este trabalho aborda os procedimentos envolvidos na realização de um antibiograma pelo método de difusão em disco (Método de Kirby-Bauer) e verifica a importância da solicitação de um antibiograma na prática médica. TÉCNICA DA LAVAGEM DAS MAÕS E SUA IMPORTANCIA PARA PREVENCAO DE INFECÇÕES: A Anvisa recomenda que a lavagem das mãos seja feita de acordo com os seguintes passos: Molhar as mãos com água Aplicar sabão líquido suficiente para cobrir todas as superfícies das mãos Friccionar as palmas das mãos entre si Evitar contato direto das mãos ensaboadas com a torneira Enxaguar abundantemente as mãos para remover resíduos de sabão Secar as mãos com papel-toalha descartável, iniciando pelas mãos e seguindo pelos punhos A Anvisa também recomenda que a higienização para a população de modo geral, deve ser feitas nesses respectivos momentos: Antes de qualquer refeição; Antes e após usar o banheiro; Antes e após manipular alimentos crus; Após espirrar, tossir ou mexer no nariz; Após tocar em animais ou nos seus dejetos; Após mexer no lixo; Antes e após uma visita a um doente; Antes e após tocar em feridas; E sempre que as mãos estiverem sujas. E para os profissionais de saúde: Quando as mãos estiverem visivelmente sujas ou contaminadas com sangue e outros fluidos corporais; Ao iniciar e terminar o turno de trabalho; Antes do preparo e manipulação de medicamentos; Antes e após contato com paciente colonizado ou infectado; Após várias aplicações consecutivas de álcool; Antes e após o contato com o paciente e seus pertences; Antes de realizar procedimentos assistenciais e manipular dispositivos invasivos; Antes de calçar luvas para inserção de dispositivos invasivos (sem preparo cirúrgico); Após risco de exposição a fluidos corporais; Ao mudar de um sítio corporal contaminado para outro, limpo, durante o cuidado ao paciente. CLASSIFICACAO MORFOTINTONRIAL DAS BACTÉRIAS COLORAÇÃO DE GRAAM: A coloração de Gram é um método de coloração diferencial amplamente utilizado para classificar as bactérias com base em suas características morfotintoriais. Essa técnica foi desenvolvida pelo cientista dinamarquês Hans Christian Gram em 1884 e ainda é amplamente utilizada na microbiologia. A coloração de Gram envolve vários passos. Aqui está um resumo simplificado do procedimento: Preparação do esfregaço: Uma pequena amostra de bactérias é coletada e Preparação do esfregaço: Uma pequena amostra de bactérias é coletada e Preparação do esfregaço: Uma pequena amostra de bactérias é coletada e espalhada em uma lâmina de vidro para criar um esfregaço fino e uniforme. Fixação: O esfregaço é aquecido suavemente ou tratado com produtos Fixação: O esfregaço é aquecido suavemente ou tratado com produtos químicos para fixar as bactérias à lâmina de vidro. Coloração primária: A lâmina é coberta com um corante violeta de cristal, que Coloração primária: A lâmina é coberta com um corante violeta de cristal, queé deixado agir por um curto período de tempo. Esse corante é chamado de corante primário. Lavagem: A lâmina é lavada com água ou uma solução de lavagem para Lavagem: A lâmina é lavada com água ou uma solução de lavagem para remover o excesso de corante primário Coloração de contraste: A lâmina é coberta com um corante de contraste Coloração de contraste: A lâmina é coberta com um corante de contrastechamado de iodeto de potássio-iodeto de iodo (solução Lugol) ou uma solução de lugol modificado, que é deixado agir por um curto período de tempo. Lavagem: A lâmina é novamente lavada com água ou solução de lavagem. escoloração: A lâmina é tratada com álcool ou acetona para remover o Descoloração: A lâmina é tratada com álcool ou acetona para remover ocorante primário das bactérias Gram-negativas. As bactérias Gram-positivas retêm o corante primário e não são afetadas pela descoloração. Coloração de contraste secundária: A lâmina é coberta com um corante de Coloração de contraste secundária: A lâmina é coberta com um corante decontraste secundário, como o fucsina básica, que é deixado agir por um curto período de tempo. Lavagem final: A lâmina é lavada e seca cuidadosamente. Após a conclusão da coloração de Gram, as bactérias podem ser classificadas em dois grupos principais com base na retenção ou perda do corante violeta de cristal. Esses grupos são: Bactérias Gram-positivas: São as bactérias que mantêm o corante violeta de Bactérias Gram-positivas: São as bactérias que mantêm o corante violeta decristal após a descoloração. Elas aparecem com uma coloração roxo- azulada ou violeta ao microscópio. Exemplos de bactérias Gram-positivas incluem Staphylococcus, Streptococcus e Bacillus. Bactérias Gram-negativas: São as bactérias que perdem o corante violeta de cristal durante o processo de descoloração e retêm o corante de contraste secundário (fucsina básica). Elas aparecem com uma coloração avermelhada ou rosa ao microscópio. Bactérias Gr Bactérias Gram-positivas: São as bactérias que mantêm o corante violeta de Após a coloração de Gram, as bactérias são classificadas como Gram-positivas ou Gram-negativas com base na retenção ou perda do corante violeta de cristal. No entanto, é importante ressaltar que existem algumas exceções e variações nessa classificação. Bactérias Gram-positivas: As bactérias Gram-positivas possuem uma parede celular espessa composta principalmente por peptidoglicano. Durante o processo de coloração de Gram, a parede celular retém o corante violeta de cristal mesmo após a descoloração com álcool ou acetona. Isso dá a essas bactérias uma aparência roxo-azulada ou violeta quando observadas ao microscópio. Exemplos de bactérias Gram- positivas incluem o gênero Staphylococcus, Streptococcus, Enterococcus e Bacillus. Bactérias Gram-negativas: As bactérias Gram-negativas têm uma parede celular mais complexa, composta por uma camada mais fina de peptidoglicano e uma membrana externa composta por lipopolissacarídeos (LPS). Durante a coloração de Gram, a parede celular mais fina não consegue reter o corante violeta de cristal e é facilmente descorada pelo álcool ou acetona. No entanto, essas bactérias retêm o corante de contraste secundário (fucsina básica) e aparecem com uma coloração avermelhada ou rosa ao microscópio. Exemplos de bactérias Gram- negativas incluem Escherichia coli, Pseudomonas aeruginosa, Salmonella spp. e Neisseria gonorrhoeae. É importante ressaltar que a coloração de Gram é ummétodo de classificação morfotintorial amplamente utilizado, mas não é a única característica usada para identificar e classificar as bactérias. Outros testes e técnicas, como a análise bioquímica, a morfologia celular, a resistência a antibióticos e a análise genética, também são necessários para uma identificação precisa das bactérias. ESTRUTURAS DE CULTURA DE FUNGOS: Estruturas de uma cultura de fungos Uma cultura de fungos pode apresentar várias estruturas, dependendo do tipo de fungo e do estágio de desenvolvimento. Aqui estão algumas das estruturas mais comuns encontradas em uma cultura de fungos: Hifas: As hifas são os principais componentes de um fungo e são estruturas ilamentares longas e ramificadas. Elas podem ser septadas, ou seja, apresentarem divisões transversais chamadas septos, ou não septadas (cenocíticas). As hifas são responsáveis pelo crescimento e pela absorção de nutrientes O micélio é um conjunto de hifas que se interconectam e formam uma Micélio: O micélio é um conjunto de hifas que se interconectam e formam uma rede no substrato em que o fungo está crescendo. O micélio é geralmente visível como uma massa de coloração branca, cinza, marrom ou outra cor, dependendo do fungo. Esporos: Os esporos são estruturas reprodutivas dos fungos. Eles são produzidos por diferentes mecanismos de reprodução, como reprodução assexuada e reprodução sexual. Os esporos podem ser unicelulares ou multicelulares e variam em forma, tamanho e cor. Eles são responsáveis pela disseminação e colonização de novos ambientes. Conídios: Os conídios são um tipo comum de esporo produzido por muitos fungos filamentosos. Eles são esporos assexuais e são formados na ponta de uma estrutura especializada chamada conidióforo. Os conídios são liberados no ambiente e podem ser transportados pelo ar, água ou outros meios Basídios: Os basídios são estruturas reprodutivas encontradas em fungos basidiomicetos, como cogumelos. Eles são responsáveis pela produção de esporos sexuais chamados basidiósporos. Os basídios são encontrados nas lamelas (guelras) dos cogumelos e têm uma forma característica de clava Ascósporos: Os ascósporos são esporos sexuais produzidos por fungos ascomicetos, como leveduras e alguns fungos filamentosos. Eles são formadosem estruturas chamadas ascos, que geralmente estão localizadas dentro de corpos frutíferos chamados ascomas. Os ascósporos são liberados quando os ascos se abrem. Zigósporos: Os zigósporos são esporos produzidos por fungos zigomicetos, como o bolor preto do pão (Rhizopus stolonifer). Eles são formados pela fusão de dois gametângios (estruturas de reprodução) de diferentes tipos, resultando na formação de uma estrutura resistente chamada zigósporo Esclerócios: Os esclerócios são estruturas compactas e endurecidas encontradas em alguns fungos, como o gênero Claviceps. Eles são formados apartir da agregação de hifas e têm uma função de armazenamento de nutrientes. Os esclerócios são frequentemente encontrados no solo ou em tecidos vegetais e podem sobreviver em condições adversas por longos períodos. Haustórios: Os haustórios são estruturas especializadas encontradas em ungos parasitas, como alguns cogumelos micorrízicos e ferrugens. Essas estruturas são formadas a partir da invasão das hifas fúngicas nas células do hospedeiro, permitindo a absorção de nutrientes diretamente das células vegetais. Pseudomicélio: O pseudomicélio é uma estrutura filamentar formada por células fúngicas que permanecem unidas mesmo após a divisão celular. É comumente observado em leveduras, como as do gênero Candida, onde as células se reproduzem por brotamento, formando cadeias de células ligadas umas às outras. Essas são apenas algumas das estruturas mais comuns encontradas em culturas de fungos. É importante lembrar que a diversidade de estruturas e características pode variar entre os diferentes grupos de fungos. A identificação e classificação dos fungos geralmente envolvem a análise de várias características, incluindo a morfologia das estruturas reprodutivas, como esporos e corpos frutíferos, além de características bioquímicas e genéticas. A identificação macro e microscopicamente das estruturas de uma cultura de fungos permite um diagnóstico preciso e o estabelecimento de medidas terapêuticas eficazes. Além disso, a realização de um antibiograma pelo método de difusão em disco, seguido da interpretação adequada dos resultados, auxilia na seleção do tratamento antimicrobiano mais apropriado, levando em consideração a resistência antimicrobiana. CONCLUSÃO: Considerações finais Este trabalho acadêmico abordou diversos aspectos relacionados à técnica da lavagem das mãos, antissepsia, classificação morfotintorial das bactérias, microrganismos causadores de infecções, culturas de fungos e a importância do antibiograma na prática médica. Ao refletir sobre essas temáticas, foi possível desenvolver um raciocínio crítico e compreender a relevância desses assuntos na prevenção de infecções nos serviços de saúde e na seleção adequada do tratamento antimicrobiano. As atividades práticas, como as observações e práticas laboratoriais, possibilitaram uma compreensão mais aprofundada das estruturas de uma cultura de fungos e dos procedimentos envolvidos no antibiograma pelo método de difusão em disco e conhecemos o passo a passo da forma correta da lavagem das mãos, para o povo em geral e para o profissional de saúde. Essas experiências contribuíram para uma aprendizagem mais completa. A técnica da lavagem das mãos, a antissepsia, a classificação morfotintorial das bactérias, o conhecimento dos microrganismos causadores de infecções, a identificação de culturas de fungos e a solicitação de um antibiograma são todos elementos interligados que desempenham um papel importante na prevenção e tratamento de infecções nos serviços de saúde. É fundamental que profissionais de saúde, pesquisadores e instituições estejam cientes de sua importância e trabalhem em conjunto para garantir a implementação adequada dessas práticas, visando a promoção da saúde e a redução dos riscos relacionados às infecções em seres humanos. BIBLIOGRAFIA: KASVI, https://kasvi.com.br/bacteria-gram-positiva-gram-negativa/ UNIFESP, https://sp.unifesp.br/epm/noticias/higienizacao-das-maos GOOGLE, INTELIGENCIA ARTIFICIAL Bases de dados científicas: Plataformas como PubMed, Scopus e Google Scholar Periódicos científicos: Revistas científicas como "Nature Microbiology", "Applied and Environmental Microbiology" e "Journal of Clinical Microbiology”. https://kasvi.com.br/bacteria-gram-positiva-gram-negativa/ https://sp.unifesp.br/epm/noticias/higienizacao-das-maos de in