Prévia do material em texto
RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS ENSINO DIGITAL RELATÓRIO 02 DATA: ______/______/______ RELATÓRIO DE PRÁTICA Aluna: Danielle Fernanda da Silva Pereira Matrícula: 01613481 RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS: Microbiologia e Parasitologia DADOS DO(A) ALUNO(A): NOME: DANIELLE FERNANDA DA SILVA PEREIRA MATRÍCULA: 01613481 CURSO: FARMÁCIA POLO: JÓQUEI PROFESSOR(A) ORIENTADOR(A):HEYTOR VICTOR PEREIRA DA COSTA NETO TEMA DE AULA: PREPARAÇÃO E ESTERILIZAÇÃO DE MATERIAIS UTILIZADOS NA MICROBIOLOGIA CLASSIFICAÇÃO, COMPOSIÇÃO QUÍMICA E PREPARAÇÃO DE MEIOS DE CULTURA RELATÓRIO: 1. PREPARAÇÃO E ESTERILIZAÇÃO DE MATERIAIS UTILIZADOS NA MICROBIOLOGIA A. Dentre os procedimentos utilizados na preparação de materiais utilizados na microbiologia, qual a importância no tamponamento dos tubos de ensaio e dos Erlenmeyer com algodão hidrofóbico? Quando falamos de tamponamento e Erlenmeyer, o algodão hidrofóbico por ser resistente à água impede a entrada de umidade no recipiente, além de filtrar o ar que entra e sai do mesmo. Isso faz com o que ambiente dentro do recipiente seja o mais estéril possível. É necessário também trocar o algodão a cada uso para evitar contaminações cruzadas. B. Qual material é utilizado para embalagem dos materiais que serão submetidos a processos de esterilização via estufa ou autoclave? O papel grau cirúrgico é o material mais usado no CME’S para embalagem de produtos esterilizados na autoclave, e um dos elos da corrente de proteção de profissionais e pacientes. C. Adicione uma ou mais fotos da preparação de materiais utilizados no laboratório de microbiologia. D. Descreva o fundamento da técnica de esterilização de autoclavação, e porque alguns meios de cultura não podem ser autoclavados? A autoclavagem é um tratamento térmico bastante utilizado especialmente em hospitais e consiste em manter o material contaminado a uma temperatura elevada, através do contato com vapor de água, durante um período de tempo suficiente para destruir todos os agentes patogênicos. O processo inclui ciclos de compressão e descompressão de forma a facilitar o contato entre o vapor e os materiais contaminados. Alguns materiais por não serem resistentes ao calor, não podem passar por este processo. Portanto, materiais termossensíveis, como os compostos por plástico, borracha, polietileno e resina sintética não podem ser esterilizados em autoclave, pois pode resultar no dano ao material ou a câmara. 2. CLASSIFICAÇÃO, COMPOSIÇÃO QUÍMICA E PREPARAÇÃO DE MEIOS DE CULTURA. A. Quanto à composição química como podemos classificar os meios de cultura? Quanto a composição química os meios de cultura são como meio quimicamente definido. É aquele que contem tipos e quantidades de substâncias químicas conhecidas e específicas. Exemplo: Meios de cultura contendo quantidades definidas de aminoácidos, fosfatos, sulfatos e etc. Pode ser também definido como meio complexo ou quimicamente não definido, é aquele que contêm componentes conhecidos (de origem animal ou vegetal), mas cuja composição química pode variar qualitativa e quantitativamente de um lote para o outro. Fazem parte da composição desses meios os extratos de carne, soja, peptonas entre outros. B. De acordo com os tipos de meios de cultura, no que diferem os meios sólidos, semissólidos e líquidos? Meio líquido: Os nutrientes estão dissolvidos em uma solução aquosa. O crescimento microbiano nesse meio de cultura muda o seu aspecto causando turvação. Meio semi-sólido: Em sua composição, além dos nutrientes, uma pequena porção(0,5%) de um polissacarídeo proveniente de algas marinhas chamado ágar. Estes meios são preparados em tubos de ensaio. A partir desse meio de cultivo é possível se avaliar a motilidade bacteriana. Meio sólido: É aquele que possui nutrientes e uma maior porção de ágar, em torno de 1,5% (cerca de 15g/L água destilada). Podem ser dispostos em tubos de ensaio ou em placas de petri, dependendo da finalidade. C. Adicione uma ou mais fotos das etapas de preparo do meio de cultura. D. Descreva como deve ser feito o cálculo da pesagem do meio de cultura. E quais consequências são geradas por erro nesse cálculo na utilização desse meio? A concentração comum se refere a relação existente entre a quantidade do soluto e o volume da solução. O sistema internacional de medidas atribuiu a concentração comum a unidade g/L (gramas por litro) mostrando assim a quantia de soluto presente em cada litro de solução, podendo também ser expressada em outra unidade de massa e volume como por exemplo g/m3, mg/L e Kg/L. Expressa pela forma C= M/V sendo C concentração comum (g/L), M=massa do soluto(g) e V=volume da solução(L) TEMA DE AULA: TÉCNICAS ASSÉPTICAS DE ISOLAMENTO DE BACTÉRIAS COLORAÇÃO DE DIFERENCIAL DE GRAM RELATÓRIO: 1. TÉCNICAS ASSÉPTICAS DE ISOLAMENTO DE BACTÉRIAS A. O que é zona de esterilidade e qual sua importância para o manuseio de materiais microbiológicos? É um local específico na área da saúde que possui o menor grau de contaminação. Nesse local só podem transitar utilizando máscaras, como por exemplo: laboratório de análises. Esses métodos com testes de esterilidade tem que ser o mais preciso possível, devido sua importância com dispositivos médicos, produtos farmacêuticos, formulações, materiais em tecidos e outros produtos que são classificados como estéreis ou isentos de microrganismos viáveis. B. Cite as principais técnicas utilizadas para realização de semeio bacteriano? O semeio bacteriano é utilizado para cultivar bactérias em um meio de cultura sólido ou líquido para análises. As principais técnicas utilizadas para realização do semeio bacteriano incluem: O semeio em superfície, em que o meio de cultura é solidificado na placa de Petri, então uma pequena quantidade de material bacteriano será espalhada pela superfície do meio com ajuda de uma alça de platina. Essas bactérias vão crescendo na superfície do meio formando as colônias. O semeio por estrias: Com uma alça de platina estéril vamos retirar uma pequena quantidade do material bacteriano e espalhamos em uma borda de um meio de cultura solidificado. Com essa alça de platina, Vamos passá-la pela superfície do meio de cultura em uma única direção, colocando ali uma pequena quantidade de bactérias. Esse processo vai ser feito várias vezes para obter uma distribuição uniforme das bactérias. Semeio por picada: Nessa técnica com alça de platina estéril vai ser retirada uma Pequena quantidade de material bacteriano e colocado em um único ponto do meio de cultura solidificado. As bactérias vão crescer formando uma colônia. Semeio em profundidade: Com uma agulha estéril vai ser inserida uma pequena quantidade de material bacteriano no interior no meio de cultura líquido. As bactérias vão crescer nesse meio. C. Qual o objetivo da técnica de semeio por esgotamento? Por que a mesma é comumente utilizada nas análises clínicas? Essa técnica é utilizada quando se quer isolar culturas puras em amostras com culturas mistas, formando colônias isoladas e possibilitando a identificação dos microrganismos que crescem nesse meio. É amplamente utilizada porque permite a identificação precisa dos microrganismos presentes na amostra e a determinação de sua sensibilidade a diferentes antibióticos. D. Como visualmente pode-se identificar que um semeio bacteriano apresenta apenas um tipo de bactéria isolada? Visualmente, um semeio bacteriano com apenas um tipo de bactéria isolada geralmente apresenta uma aparência homogênea e uniforme na plana de Petri. Isso ocorre porque apenas um tipo de bactéria cresceu na placa, formando colônias que têm características semelhantes em relação à forma, cor, textura e tamanho. 2. COLORAÇÃO DE DIFERENCIAL DE GRAM A. Qual o fundamento da coloração de Gram que permite a separação das bactérias em dois grandes grupos? O método de coloração de Gram é baseado na capacidade das paredes celulares de bactérias Gram-positivas de reteremo corante cristal violeta no citoplasma durante um tratamento com etanol-acetona enquanto que nas paredes celulares de bactérias Gram-negativas não o fazem. Além da coloração das bactérias, a coloração de Gram também permite observar a forma da bactéria e as características de sua parede celular. B. Geralmente quais formas bacterianas são classificadas como Gram positivas e quais são classificadas como Gram-negativas? As bactérias Gram-positivas são classificadas pela cor azul que adquirem após a aplicação de um processo químico denominado como coloração de Gram. As bactérias Gram-positivas podem ser bacilos ou cocos. Algumas delas causam doenças. Outras ocupam normalmente um local do corpo como a pele. As bactérias Gram-negativas adquirem coloração vermelha quando se usa esse processo envoltas por uma cápsula protetora. Essa cápsula ajuda a evitar que os glóbulos brancos do sangue (que lutam contra infecções) ingiram as bactérias. Sob a cápsula, as bactérias Gram-negativas têm uma membrana externa que as protege contra certos antibióticos, Como a penicilina. Quando perturbada, essa membrana libera substâncias tóxicas chamadas de endotoxinas. As endotoxinas contribuem para a gravidade dos sintomas durante infecções com bactérias Gram-negativas. C. Adicione uma foto ou mais da realização da coloração de Gram ou da leitura microscópica da lâmina. LUGOL ESTERILIZAÇAO DA ALÇA REMOÇÃO DE BACTÉRIAS COLORAÇAO PELA FUCSINA VISUALIZAÇÃO COM ÓLEO DE IMERSÃO VISUALIZAÇÃO DE BACTÉRIA DISSOLUÇÃO DA BACTÉRIA NA ÁGUA D. Qual a importância da coloração de Gram na rotina clínica no laboratório de microbiologia? Esse método permite que as bactérias possam ser visualizadas no microscópio óptico, pois sem a sua coloração é impossível identificar suas estruturas. TEMA DE AULA: OBSERVAÇÃO DE LÂMINAS DE Schistosoma mansoni E PROTOZOÁRIOS RELATÓRIO: 1. OBSERVAÇÃO DE LÂMINAS DE CERCARIAS E OVOS DE Schistosoma mansoni 1. Como o ser humano é contaminado pela forma infectante (cercarias) e contrai a esquistossomose? A infecção é adquirida quando o indivíduo entra em contato com água doce, onde os caramujos infectados pelos vermes causadores da esquistossomose, os primeiros sintomas começam a aparecer a partir da infecção entre duas a seis semanas. 1. Visto ao microscópio óptico, o ovo pode ser reconhecido pela presença de qual estrutura morfológica? Pode ser reconhecida pela presença de um espiculo, espécie de pequeno espinho voltado para trás. Em seu interior possui uma célula embrionária ou miracideo já formado. 1. OBSERVAÇÃO DE LÂMINA DE CISTOS DE Entamoeba histolytica A. Descrever a característica morfológica que permite a diferenciação entre os cistos da Entamoeba histolytica da Entamoeba coli Ambas as amebas possuem cistos maduros, tetra nucleados e podem ser distinguidas uma da outra tanto pela, pela morfologia dos núcleos, pelo tamanho e ação do organismo, transmissão, e densidade do citoplasma. Sua principal diferença é a quantidade de núcleos e a localização da cariossoma, a entamo eba coli tem 6 ou 7 núcleos e o cariossoma excêntricos. Já a entamoeba histolytica tem de 1 a 4 núcleos e cariossoma central. 1. OBSERVAÇÃO DE LÂMINA DE TROFOZOITO DE Giardia lamblia. A. Cite qual estrutura permite a fixação do trofozoíto da Giardia lamblia no intestino humano. Trofozoito: Forma ativa, ou seja, está no nível do ID realizando parasitismo. Seu formato lembra uma pera com axônemas que dão estrutura à célula e ausência de mitocôndrias. Possui ainda a presença de um ducto sectorial, adesivo que permite a fixação do parasita na parede do intestino delgado. 1. OBSERVAÇÃO DE LÂMINA DE Leishmania sp. A. Quais características morfológicas permitem a diferenciação das firmas evolutivas amastigota e promastigotas? A forma amastigota ocorre no hospedeiro vertebrado e a promastigota ocorre no hospedeiro invertebrado. 1. OBSERVAÇÃO DE LÂMINA DE TROFOZOITO DE Trichomonas vaginalis A. Quais as estruturas substituem as mitocôndrias no trofozoíto de Trichomonas vaginalis? No lugar das mitocôndrias, o trofozoíto de T. vaginalis possui organelas chamadas de hidrogenossomos, que são responsáveis pela produção de energia através de processos anaeróbicos, como a fermentação. 1. OBSERVAÇÃO DE LÂMINA DE EPIMASTIGOTA DE Trypanosoma cruzi A. Descrever as diferenças morfológicas entre as formas evolutivas amastigota, epimastigota e tripomastigota de Trypanosoma cruzi, citando em qual hospedeiro elas são encontradas. Durante o seu ciclo de vida o T.cruzi pode apresentar três formas morfológicas: amastigota, epimastigota e tripomastigota. Amastigota: apresenta forma arredondada. O núcleo e o cinetoplasto não são observados com microscópios ópticos. Não possui flagelos. Presente na fase intracelular, durante a fase crônica da doença. Epimastigota: Apresenta tamanho variável com formato alongado e núcleo semi-central. Representa a forma encontrada no tubo digestido do barbeiro, o vetor da doença de chagas. Tripomastigota: Apresenta formato alongado e fusiforme em forma de “C” ou “S”.É a forma presente na fase extracelular , que circula no sangue na fase aguda da doença. É a forma infectante para os vertebrados. 1. OBSERVAÇÃO DE LÂMINA DE TAQUIZOITO DE Toxoplasma gondii A. Em que fase do ciclo evolutivo do Toxoplasma gondii, estão presentes os taquizoítos. E como eles podem infectar o ser humano? Durante o ciclo do toxoplasma gondii, observamos três estágios infectantes:oocistos, taquizoítos e bradizoítos. Os oocistos, que contêm os esporozoítos,são estágios formados no ciclo intestinal do protozoário que ocorre no trato intestinal dos felídeos. O estágio de taquizoíto é encontrado durante a fase aguda da infecção. Já o estágio de bradizoítos é encontrado dentro de cistos teciduais na fase crônica da doença. Os felinos são os únicos hospedeiros definitivos do toxoplasma gondii, portanto, desempenham um papel fundamental na transmissão de toxoplasmose. REFERÊNCIAS: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/e/esquistossomose https://so.controllab.com/pdf/cl_quest_pa_201307.pdf https://www.sanarmed.com/resumo-de-giardiase-epidemiologia-fisiopatologia- diagnostico-e-tratamento https://www.sanarsaude.com/portal/carreiras/artigos -noticias/leishmaniose-resumo- completo-tudo-que-o-veterinario-precisa-saber https://www.sanarmed.com/toxoplasma-gondii AUTOCLAVE. In: WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre. Flórida: Wikimedia Foundation,2023.Disponível em:https://pt.wikipedia.org/w/index.php? title=Autoclave&oldid=65294291 .Acesso em: 14 ABR. 2023.TRABULSI. Luiz Rachid.; ARTERTHUM. Flavio. Microbiologia. 6 ed. São Paulo, 2015.VERMELHO, Alane Beatriz; PEREIRA, Antônio Ferreira; COELHO, Rosalie Reed Rodrigues; SOUTO-PADRÓN, Thaís Cristina Baeta Soares. Práticas de Microbiologia. 2 ed. [Rio de Janeiro, RJ]: Editora Guanabara Koogan, 2019.Disponível em: https://bridge.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527735575/ .Acesso em: 15 ABR.2023 image2.png image3.png image4.png image5.png image6.png image7.png image8.png image9.png image10.png image11.png image12.png image13.png image14.png image15.emf image1.png