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64PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA
Saiu o semeador a 
semear. 
Semeou o dia todo
e a noite o apanhou 
ainda
com as mãos cheias de 
sementes.
Ele semeava tranqüilo
sem pensar na colheita
porque muito tinha colhido
do que outros semearam.
“
Cora Coralina ”
�PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA
República Federativa do Brasil
Presidente: Luiz Inácio Lula da Silva
Vice-Presidente: José Alencar Gomes da Silva
Ministério do Meio Ambiente
Ministra: Marina Silva
Secretário Executivo: Cláudio Langone
Diretoria de Educação Ambiental – DEA
Diretor: Marcos Sorrentino
Ministério da Educação
Ministro: Tarso Genro
Secretário Executivo: Fernando Haddad
Coordenação Geral de Educação Ambiental – CGEA
Coordenadora: Rachel Trajber 
PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA�
3ª edição
PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL
ProNEA
Ministério da Educação
EquipE técnica
Andréa M. de C. S. F. Curado
Anelize Schuler 
João Paulo Sotero de Vasconcelos
Eneida M. Lipai
Patrícia Ramos Mendonça
Simone Portugal
Soraia Mello
Ana Lucia do Carmo Luiz 
Daisy Cordeiro
Deise Keller
Eduardo T. Martins
Isis de Palma
Marlova Intini
Moisés Ataides
Neusa Helena Rocha Barbosa
Paula Fernanda Rocha
Nayara Vasconcelos
Priscila Nomiyama
 
EquipE adMinistrativa
Luena Mello
Rosana Freire
Ministério do MEio aMbiEntE
EquipE técnica
Ana Luiza Castelo Branco Figueiredo
Ana Paula Soares Xavier
Angela Ferreira Schmidt
Antônio Fúcio de Mendonça Neto
Arthur Armando da Costa Ferreira
Bruno Altoé Duar
Daniela Kolly Ferraz
Fábio Deboni da Silva
Francisco de Assis Morais da Costa
Gustavo Nogueira Lemos
Heitor Queiroz de Medeiros
Helena Machado Cabral Coimbra Araújo
Iara Carneiro
Irineu Tamaio
Jacqueline Gomes
José Vicente de Freitas
Lílian Fernandes
Maura Machado Silva
Mariana Stefanelli Mascarenhas
Maurício Marcon Rebelo da Silva
Nina Paula Ferreira Laranjeira
Philippe Pomier Layrargues
Renata Rozendo Maranhão
Semíramis Albuquerque Biasoli
Thais Ferraresi Pereira
Veronika Schuler Dolenc
CID-Ambiental
Anderson Guimarães Pereira
Antônia da Silva Samir Ribeiro
Cícera da Silva
Gláucia Cabral Carneiro
Ildon Pires de Macedo
Otávio Paz
Renata Frenchiani Dalla Bernardina
Sônia Luzia Fragoso
 
Equipe Administrativa
Aline Jesus Vasconcelos
Hermes Renato de Farias Viana Júnior
Marcelo Nunes
Maria de Lurdes Silve
Maria Fernanda Arrais de Souza
Maria Inês Cestaro Jorge
Mariana da Silva Dourado
Miria Lúcia de Holanda
Ricardo Veronezi Ferrão
Colaborador: Luiz Antonio Ferraro Junior
Programa Nacional de 
Educação Ambiental - ProNEA
3ª edição
 MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
 Brasília - 2005
Diretoria de Educação Ambiental Coordenação Geral de Educação Ambiental
Edições MMA
Ministério do Meio Ambiente - MMA
Centro de Informação, Documentação Ambiental e Editoração
Esplanada dos Ministérios - Bloco “B” - térreo
70068-900 Brasília-DF
Tel.: 55 61 4009-1235
Fax: 55 61 4009-5222
e-mail: cid@mma.gov.br 
 MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
Diretoria de Educação Ambiental Coordenação Geral de Educação Ambiental
“
Paulo Freire
É fundamental 
que eu saiba não
haver existência
humana sem risco
de maior ou menor risco.
Enquanto objetividade
o risco implica
a subjetividade 
de quem o corre.”
�PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA
PRoGRAMA NACioNAl DE EDuCAção AMBiENtAl
Diretoria De eDucação ambiental/mma
Esplanada dos Ministérios
Bloco B – 7o andar
70068-900 – Brasília – DF
tel. (61) 4009-1207
Fax.: (61) 4009-1757
educambiental@mma.gov.br
www.mma.gov.br/educambiental
coorDenação Geral De eDucação ambiental/mec
SGAS, l2 Sul Quadra 607 – lote 50
2o andar – sala 212
70200-670 – Brasília – DF
tel. (61) 2104-6142
Fax. (61) 2104-6110
ea@mec.gov.br
www.mec.gov.br
A P O I O
capa: arthur FErrEira E ricardo vEronEzi FErrão
Editoração/diagraMação: arthur FErrEira E ricardo vEronEzi FErrão
Fotos: banco dE iMagEns da dirEtoria dE Educação aMbiEntal
Elaboração do sistEMa da consulta pública: luiz carlos silva dE olivEira
sistEMatização da consulta pública: Flávia piErangEli
ISBN 
Programa nacional de educação ambiental - ProNEA / Ministério do Meio Ambiente, Diretoria de Educação Ambiental; Ministério da 
 Educação. Coordenação Geral de Educação Ambiental. - 3. ed - Brasília : Ministério do Meio Ambiente, 2005.
102p.: il. 21 cm
1. Educação ambiental. 2. Meio ambiente - Educação. I. Brasil. Ministério do Meio Ambiente. Diretoria de Educação Ambiental. 
II. Brasil. Ministério da Educação. Coordenação Geral de Educação Ambiental.
 CDU 
PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA�
Paulo Freire
Se a 
educação sozinha
não transforma
a sociedade
sem ela
tampouco
a sociedade
muda
“
”
10PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA
O sujeito pensante 
não pode pensar sozinho;
não pode pensar sem a co-participação 
de outros sujeitos 
no ato de pensar sobre o objeto. 
Não há um ‘penso’, 
mas um ‘pensamos’. 
É o ‘pensamos’ que estabelece o ‘penso’
e não o contrário. 
Esta co-participação dos sujeitos 
no ato de pensar se dá na comunicação. 
O objeto, por isso mesmo, 
não é a incidência terminativa 
do pensamento de um sujeito, 
mas o mediador da comunicação. 
Paulo Freire
“
”
Glossário de Siglas ............................................................................................ 13
Apresentação ..................................................................................................... 15
Justificativa ........................................................................................................ 17
Antecedentes ..................................................................................................... 21
Diretrizes ........................................................................................................... 33
Princípios ........................................................................................................... 37
Missão ............................................................................................................... 39
Objetivos ........................................................................................................... 39
Públicos ............................................................................................................. 42
Linhas de ação ................................................................................................... 43
Estrutura organizacional .................................................................................... 53
Anexo 1 – Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Res-
ponsabilidade Global ......................................................................................... 57
Anexo 2 – Lei no 9.795, de 27 de abril de 1999 ............................................... 65
Anexo 3 – Decreto no 4.281, de 25 de junho de 2002 ...................................... 71
Anexo 4 – Deliberações da Conferência Nacional do Meio Ambiente ............ 75
Anexo 5 – Compromisso de Goiânia .....................................................................................81
Anexo 6 – Programa Latino-americano e Caribenho de Educação Ambiental . 85 
Anexo 7 – Atribuições e competências dos colegiados do ProNEA .......................91
Anexo 8 – Composição dos colegiados do ProNEA .......................................................95
S U M á R I O
PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA11
O sujeito pensante 
não pode pensar sozinho;
não pode pensar sem a co-participação 
de outros sujeitos 
no ato de pensar sobre o objeto. 
Não há um ‘penso’, 
mas um ‘pensamos’. 
É o ‘pensamos’ que estabelece o ‘penso’
e não o contrário. 
Esta co-participação dos sujeitos 
no2.1. Formação continuada de educadores, educadoras, gestores e gestoras ambientais, no 
âmbito formal e não-formal:
 Construção de planos de formação continuada a serem implementados a partir de parcerias 
com associações, universidades, escolas, empresas, entre outros.
 Apoio à criação de redes de formação de educadores e educadoras, com a participação de 
universidades, empresas, organizações de terceiro setor e escolas.
 Produção de material técnico-pedagógico e instrucional de apoio aos processos formati-
vos.
 Continuidade dos seminários anuais sobre o tema Universidade e Meio Ambiente.
		 Oferta	de	suporte	à	qualificação	de	quadros	profissionais	das	gerências,	agências	e	depar-
tamentos de educação ambiental, assim como à adequação tecnológica dos mesmos.
 Formação continuada de docentes e técnicos, desde a educação pré-escolar ao ensino su-
4�PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA
perior, utilizando-se metodologias presenciais e de educação a distância.
 Implementação de metodologias de educação a distância mediante o uso de novas tecno-
logias de informação e comunicação, como videoconferências, tele-aulas, e-learning, entre 
outras.
 Realização de parcerias entre escolas públicas e universidades, facilitando o acesso dos 
professores da rede pública de ensino básico aos cursos de pós-graduação lato sensu e 
stricto sensu em educação ambiental.
 Disponibilização de cursos de especialização, mestrado e doutorado em educação ambien-
tal.
		 Criação	de	um	programa	de	formação	em	educação	ambiental	voltado	aos	profissionais	da	
educação especial, abordando a importância da inclusão dos portadores de necessidades 
especiais na capacitação dos educadores ambientais em geral.
 Elaboração, junto às secretarias municipais de educação e de meio ambiente ou com o res-
pectivo departamento, de um banco de dados com o cadastro de formadores de educadores 
ambientais.
3. COMUNICAÇÃO PARA EDUCAÇÃO AMBIENTAL
3.1. Comunicação e tecnologia para a educação ambiental:
 Estímulo e apoio à veiculação de informações de caráter educativo sobre meio ambiente, 
em linguagem acessível a todos, por intermédio dos meios de comunicação em geral.
 Estímulo ao desencadeamento de processos de sensibilização da sociedade para os proble-
mas ambientais por intermédio da articulação entre os meios de comunicação.
 Estímulo e apoio à criação de canais de acesso às informações ambientais que possam ser 
utilizadas na produção de programação, veiculação de notícias, em debates e outras formas 
de comunicação social.
		 Estímulo	e	apoio	à	criação	e	estruturação	de	veículos	técnico-científicos	para	divulgação	
na área de educação ambiental.
		 Identificação	 e	 divulgação	 de	 experiências	 exitosas	 em	 educação	 ambiental,	 inclusive	
aquelas desenvolvidas à luz do ProNEA.
PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA4�
 Fomento e apoio à elaboração de planos e programas de comunicação para instâncias go-
vernamentais ligadas à educação ambiental.
 Incentivo à coleta e difusão de informações sobre experiências de educação ambiental junto 
a usuários de recursos naturais, como forma de fortalecer ações locais que visem a adoção 
de procedimentos sustentáveis no uso do patrimônio comum.
 Estímulo à socialização de informações por meio das “Salas Verdes” de secretarias estaduais 
e municipais de meio ambiente.
 Incentivo à produção artística e literária, em suas diversas formas de expressão, como meio 
de	difundir	a	educação	ambiental	junto	a	públicos	específicos	ou	à	sociedade	em	geral.
		 Realização	de	capacitação	específica	sobre	o	acesso	às	tecnologias	de	informação	e	comu-
nicação, inclusive sobre o uso do SIBEA.
		 Fortalecimento	do	SIBEA	para	que	funcione	como	fonte	confiável	de	dados	e	informações	
de interesse da Política e do Programa Nacional de Educação Ambiental, por meio de sua 
integração com as redes de educação ambiental.
 Incentivo à alimentação de bancos de dados com informações sobre ações na área de edu-
cação ambiental.
 Estímulo aos estados a formarem um cadastro dos diversos agentes que atuam na área da 
educação ambiental.
 Disponibilização da página principal dos sites na Internet da DEA/MMA e da CGEA/MEC 
em outros idiomas, como inglês e espanhol.
3.2. Produção e apoio à elaboração de materiais educativos e didático-pedagógicos:
 Estabelecimento de parceria entre o MEC e o MMA para aquisição e produção de material 
referente à temática ambiental, como impressos e audiovisuais, a serem distribuídos para 
todos os estados.
 Produção, edição e distribuição, para todos os níveis de ensino, de material didático que 
contemple as questões socioambientais locais e regionais.
 Utilização da tecnologia de ensino a distância para a realização de cursos pela DEA/MMA 
e pela CGEA/MEC.
 Apoio à implantação de rádios comunitárias em pólos irradiadores, mediante parceria com 
50PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA
a Associação Brasileira de Rádios Comunitárias, cuja programação seja voltada especial-
mente para o público jovem, como instrumento pedagógico e de fomento às atividades 
ambientalmente sustentáveis.
 Disponibilização de informação sobre a temática ambiental em receptivos turísticos, no 
serviço militar, em programas de governo dirigidos a jovens, terceira idade, assentamentos 
agrícolas e outros grupos sociais.
4. INCLUSÃO DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL NAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO
4.1. Incentivo à inclusão da dimensão ambiental nos projetos político-pedagógicos das ins-
tituições de ensino:
 Estabelecimento de uma reestruturação da educação em direção à sustentabilidade, por meio 
inclusive da construção de novos currículos, nos quatro níveis de ensino, que contemplem 
a temática ambiental e estejam em sintonia com o ProNEA e com os Programas Estaduais 
de Educação Ambiental.
 Incentivo à gestão escolar dinâmica, aproveitando as experiências acumuladas, trabalhando 
com a pedagogia de projetos e promovendo a integração entre as diversas disciplinas.
 Inclusão da educação ambiental em escolas diferenciadas, como indígenas, ribeirinhas, de 
pescadores, de assentamentos e de extrativistas.
 Inclusão de disciplinas sobre meio ambiente na formação universitária, tornando esse tema 
transversal ao ensino, à pesquisa e à extensão.
		 Estabelecimento	da	revisão	da	bibliografia	e	do	material	pedagógico	em	geral,	priorizando	
aqueles que abordem temas relativos à preservação ambiental, assim como ao uso e ao 
consumo sustentável dos recursos naturais.
 Inclusão de disciplinas que enfoquem o aspecto metodológico da educação ambiental no 
currículo dos cursos de licenciatura. 
 Promoção de eventos conjuntos entre as áreas de educação ambiental formal e não-formal, 
visando à construção de metodologias e instrumentos voltados à abordagem da dimensão 
ambiental.
 Estímulo à construção da Agenda 21 escolar e comunitária.
PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA51
 Estímulo à efetiva implementação dos projetos em educação ambiental construídos pela 
comunidade escolar, especialmente os provenientes da educação infantil e do ensino fun-
damental. 
4.2. Incentivo a estudos, pesquisas e experimentos em educação ambiental:
 Fomento à criação e ao fortalecimento de núcleos de pesquisa e experimentação em edu-
cação ambiental.
 Incentivo às instituições de ensino superior a implementarem projetos de extensão univer-
sitária com enfoque em meio ambiente e educação ambiental.
 Coordenação e consolidação dos estudos e pesquisas relativos à educação ambiental, por 
intermédio de uma rede de centros especializados.
 Estímulo ao compromisso das instituições de ensino superior e dos núcleos de pesquisa no 
sentido de retornar os resultados das pesquisas e estudos às comunidades envolvidas.
 Apoio aos projetos de pesquisa voltados à construção de instrumentos, metodologias e 
processos para a abordagem da dimensão ambiental, que possam inclusive ser incorporados 
aos currículos integrados dos diferentes níveis emodalidades de ensino.
 Estímulo e apoio à criação de linhas de pesquisa para educação ambiental junto a órgãos 
de fomento, como CAPES, CNPq, fundações estaduais, entre outros.
 Estímulo à abertura de editais para parcerias entre universidades e escolas em projetos de 
pesquisa e intervenção que envolvam a temática ambiental, nos moldes do projeto “Melhoria 
da escola pública”, da Fapesp.
5. MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO DE POLÍTICAS, PROGRAMAS E PROJETOS 
DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL
5.1. Análise, monitoramento e avaliação de políticas, programas e projetos de educação am-
biental, por intermédio da construção de indicadores:
 Apoio à construção e à divulgação de indicadores que subsidiem a avaliação dos resultados 
esperados no âmbito da Política e do Programa Nacional de Educação Ambiental.
 Incentivo à realização de diagnósticos socioambientais nos estados.
 Estímulo à avaliação e ao acompanhamento, pelas CIEAs e pelos organismos municipais, 
5�PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA
dos programas de educação ambiental inseridos nos projetos para licenciamento ambiental 
dos empreendimentos.
		 Verificação	se	os	programas	de	gestão	ambiental	priorizam,	em	suas	propostas,	as	causas	
dos problemas socioambientais e não apenas seus efeitos.
PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA5�
7  Art. 1o do Decreto Presidencial no 4.281/2002.
execução da Política Nacional de Educação Ambiental está a cargo dos órgãos 
e entidades integrantes do Sistema Nacional de Meio Ambiente (SISNA-
MA), das instituições educacionais públicas e privadas dos sistemas de ensino, e 
dos órgãos públicos da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, envolvendo 
entidades não-governamentais, entidades de classe, meios de comunicação e demais 
segmentos da sociedade7. 
Por sua vez, a coordenação da Política Nacional de Educação Ambiental está a cargo 
do Órgão Gestor, criado com a regulamentação da Lei no 9.795, de 27 de abril de 
1999, por intermédio do Decreto no 4.281, de 25 de junho de 2002, dirigido pelo 
Ministério do Meio Ambiente e pelo Ministério da Educação, com o apoio de seu 
Comitê Assessor, e tendo como referencial programático o presente documento 
(ProNEA). Os Anexos 7 e 8 descrevem as atribuições, competências e composição 
dos colegiados do ProNEA.
ESTRUTURA ORGANIzACIONAL
A
54PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA
“O que se pretende com o diá-
logo, em qualquer hipótese (seja 
em torno de um conhecimento 
científico e técnico, seja de um 
conhecimento ‘experiencial’), é a 
problematização do próprio co-
nhecimento em sua indiscutível 
reação com a realidade concreta na 
qual se gera e sobre a qual incide, 
para melhor compreendê-la, expli-
cá-la, transformá-la.” 
Paulo Freire
PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA55
A N E X O S
56PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA
PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA57
A N E X O 1
tratado de Educação Ambiental para Sociedades
Sustentáveis e Responsabilidade Global
 Este Tratado, assim como a educação, é um processo dinâmico em permanente construção. 
Deve	portanto	propiciar	a	reflexão,	o	debate	e	a	sua	própria	modificação.	
Nós, signatários, pessoas de todas as partes do mundo, comprometidas com a proteção da 
vida na Terra, reconhecemos o papel central da educação na formação de valores e na ação 
social. Comprometemo-nos com o processo educativo transformador através de envolvimento 
pessoal, de nossas comunidades e nações para criar sociedades sustentáveis e eqüitativas. 
Assim, tentamos trazer novas esperanças e vida para nosso pequeno, tumultuado, mas ainda 
assim belo planeta.
Introdução 
 Consideramos que a educação ambiental para uma sustentabilidade eqüitativa é um processo 
de aprendizagem permanente, baseado no respeito a todas as formas de vida. Tal educação 
afirma	valores	e	ações	que	contribuem	para	a	transformação	humana	e	social	e	para	a	preser-
vação ecológica. Ela estimula a formação de sociedades socialmente justas e ecologicamente 
equilibradas, que conservam entre si relação de interdependência e diversidade. Isto requer 
responsabilidade individual e coletiva em nível local, nacional e planetário.
 Consideramos que a preparação para as mudanças necessárias depende da compreensão 
coletiva da natureza sistêmica das crises que ameaçam o futuro do planeta. As causas primárias 
de problemas como o aumento da pobreza, da degradação humana e ambiental e da violência 
podem	ser	identificadas	no	modelo	de	civilização	dominante,	que	se	baseia	em	superprodução	
e superconsumo para uns e em subconsumo e falta de condições para produzir por parte da 
grande maioria.
 Consideramos que são inerentes a crise, a erosão dos valores básicos e a alienação e a não-
participação da quase totalidade dos indivíduos na construção de seu futuro. É fundamental 
que as comunidades planejem e implementem suas próprias alternativas às políticas vigentes. 
Dentre essas alternativas está a necessidade de abolição dos programas de desenvolvimento, 
ajustes e reformas econômicas que mantêm o atual modelo de crescimento, com seus terríveis 
efeitos sobre o ambiente e a diversidade de espécies, incluindo a humana.
 Consideramos que a educação ambiental deve gerar, com urgência, mudanças na qualidade 
de vida e maior consciência de conduta pessoal, assim como harmonia entre os seres humanos 
5�PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA
e destes com outras formas de vida.
 Princípios da Educação para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global:
1. A educação é um direito de todos; somos todos aprendizes e educadores.
2. A educação ambiental deve ter como base o pensamento crítico e inovador, em qualquer 
tempo ou lugar, em seu modo formal, não-formal e informal, promovendo a transformação e 
a construção da sociedade.
3. A educação ambiental é individual e coletiva. Tem o propósito de formar cidadãos com 
consciência local e planetária, que respeitem a autodeterminação dos povos e a soberania das 
nações.
4. A educação ambiental não é neutra, mas ideológica. É um ato político.
5. A educação ambiental deve envolver uma perspectiva holística, enfocando a relação entre 
o ser humano, a natureza e o universo de forma interdisciplinar.
6. A educação ambiental deve estimular a solidariedade, a igualdade e o respeito aos direitos 
humanos, valendo-se de estratégias democráticas e da interação entre as culturas.
7. A educação ambiental deve tratar as questões globais críticas, suas causas e inter-relações 
em uma perspectiva sistêmica, em seu contexto social e histórico. Aspectos primordiais rela-
cionados ao desenvolvimento e ao meio ambiente, tais como população, saúde, paz, direitos 
humanos,	democracia,	fome,	degradação	da	flora	e	fauna,	devem	ser	abordados	dessa	manei-
ra.
8. A educação ambiental deve facilitar a cooperação mútua e eqüitativa nos processos de 
decisão, em todos os níveis e etapas.
9.	 A	educação	ambiental	deve	recuperar,	reconhecer,	respeitar,	refletir	e	utilizar	a	história	
indígena e culturas locais, assim como promover a diversidade cultural, lingüística e ecológica. 
Isto	implica	uma	visão	da	história	dos	povos	nativos	para	modificar	os	enfoques	etnocêntricos,	
além de estimular a educação bilíngüe.
10. A educação ambiental deve estimular e potencializar o poder das diversas populações, 
promovendo oportunidades para as mudanças democráticas de base que estimulem os setores 
populares da sociedade. Isto implica que as comunidades devem retomar a condução de seus 
próprios destinos.
11.	A	educação	ambiental	valoriza	as	diferentes	formas	de	conhecimento.	Este	é	diversificado,	
acumulado e produzido socialmente, não devendo ser patenteado ou monopolizado.
12.	A	educação	ambiental	deve	ser	planejada	para	capacitar	as	pessoas	a	trabalharem	conflitos	
PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA5�
de maneira justa e humana.
13. A educação ambiental deve promover a cooperação e o diálogo entre indivíduose insti-
tuições,	com	a	finalidade	de	criar	novos	modos	de	vida,	baseados	em	atender	às	necessidades	
básicas de todos, sem distinções étnicas, físicas, de gênero, idade, religião ou classe.
14. A educação ambiental requer a democratização dos meios de comunicação de massa e 
seu comprometimento com os interesses de todos os setores da sociedade. A comunicação é 
um direito inalienável e os meios de comunicação de massa devem ser transformados em um 
canal privilegiado de educação, não somente disseminando informações em bases igualitárias, 
mas também promovendo intercâmbio de experiências, métodos e valores.
15. A educação ambiental deve integrar conhecimentos, aptidões, valores, atitudes e ações. 
Deve converter cada oportunidade em experiências educativas de sociedades sustentáveis.
16. A educação ambiental deve ajudar a desenvolver uma consciência ética sobre todas as 
formas de vida com as quais compartilhamos este planeta, respeitar seus ciclos vitais e impor 
limites à exploração dessas formas de vida pelos seres humanos.
Plano de Ação 
 As organizações que assinam este Tratado se propõem a implementar as seguintes dire-
trizes:
1. Transformar as declarações deste Tratado e dos demais produzidos pela Conferência da 
Sociedade Civil durante o processo da Rio-92 em documentos a serem utilizados na rede 
formal de ensino e em programas educativos dos movimentos sociais e suas organizações.
2. Trabalhar a dimensão da educação ambiental para sociedades sustentáveis em conjunto 
com os grupos que elaboraram os demais tratados aprovados durante a Rio-92.
3. Realizar estudos comparativos entre os tratados da sociedade civil e os produzidos pela 
Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e Desenvolvimento – UNCED; utilizar 
as conclusões em ações educativas.
4. Trabalhar os princípios deste Tratado a partir das realidades locais, estabelecendo as devidas 
conexões com a realidade planetária, objetivando a conscientização para a transformação.
5. Incentivar a produção de conhecimentos, políticas, metodologias e práticas de educação 
ambiental em todos os espaços de educação formal, informal e não-formal, para todas as faixas 
etárias.
6. Promover e apoiar a capacitação de recursos humanos para preservar, conservar e gerenciar 
o ambiente, como parte do exercício da cidadania local e planetária.
60PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA
7. Estimular posturas individuais e coletivas, bem como políticas institucionais que revisem 
permanentemente a coerência entre o que se diz e o que se faz, os valores de nossas culturas, 
tradições e história.
8. Fazer circular informações sobre o saber e a memória populares e sobre iniciativas e tec-
nologias apropriadas ao uso dos recursos naturais.
9. Promover a co-responsabilidade dos gêneros feminino e masculino sobre a produção, 
reprodução e manutenção da vida.
10. Estimular e apoiar a criação e o fortalecimento de associações de produtores e consumi-
dores e de redes de comercialização ecologicamente responsáveis.
11. Sensibilizar as populações para que constituam Conselhos populares de Ação Ecológica e 
Gestão do Ambiente visando investigar, informar, debater e decidir sobre problemas e políticas 
ambientais.
12. Criar condições educativas, jurídicas, organizacionais e políticas para exigir que os go-
vernos	destinem	parte	significativa	de	seu	orçamento	à	educação	e	meio	ambiente.
13. Promover relações de parceria e cooperação entre as ONGs e movimentos sociais e as 
agências da ONU (UNESCO, PNUMA, FAO, entre outras), em nível nacional, regional e 
internacional,	a	fim	de	estabelecer	em	conjunto	as	prioridades	de	ação	para	a	educação,	meio	
ambiente e desenvolvimento.
14. Promover a criação e o fortalecimento de redes nacionais, regionais e mundiais para rea-
lização de ações conjuntas entre organizações do Norte, Sul, Leste e Oeste com perspectiva 
planetária (exemplos: dívida externa, direitos humanos, paz, aquecimento global, população, 
produtos contaminados).
15. Garantir que os meios de comunicação se transformem em instrumentos educacionais 
para preservação e conservação de recursos naturais, apresentando a pluralidade de versões 
com	fidedignidade	e	contextualizando	as	informações.	Estimular	transmissões	de	programas	
gerados por comunidades locais.
16. Promover a compreensão das causas dos hábitos consumistas e agir para transformação dos 
sistemas que os sustentam, assim como para a transformação de nossas próprias práticas.
17. Buscar alternativas de produção autogestionária apropriadas econômicas e ecologicamente, 
que contribuam para uma melhoria da qualidade de vida.
18. Atuar para erradicar o racismo, o sexismo e outros preconceitos; e contribuir para um 
processo de reconhecimento da diversidade cultural, dos direitos territoriais e da autodeter-
minação dos povos.
PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA61
19. Mobilizar instituições formais e não-formais de educação superior para o apoio ao ensino, 
pesquisa e extensão em educação ambiental e a criação em cada universidade, de centros 
interdisciplinares para o meio ambiente.
20. Fortalecer as organizações dos movimentos sociais como espaços privilegiados para o 
exercício da cidadania e melhoria da qualidade de vida e do ambiente.
21. Assegurar que os grupos de ecologistas popularizem suas atividades e que as comunidades 
incorporem em seu cotidiano a questão ecológica.
22. Estabelecer critérios para a aprovação de projetos de educação para sociedades sustentá-
veis,	discutindo	prioridades	sociais	junto	às	agências	financiadoras.
Sistemas de Coordenação, Monitoramento e Avaliação
 Todos os que assinam este Tratado concordam em:
1. Difundir e promover em todos os países o Tratado de Educação Ambiental para Socie-
dades Sustentáveis e Responsabilidade Global, através de campanhas individuais e coletivas 
promovidas por ONGs, movimentos sociais e outros.
2. Estimular e criar organizações, grupos de ONGs e movimentos sociais para implantar, 
implementar, acompanhar e avaliar os elementos deste Tratado.
3. Produzir materiais de divulgação deste Tratado e de seus desdobramentos em ações edu-
cativas, sob a forma de textos, cartilhas, cursos, pesquisas, eventos culturais, programas na 
mídia, feiras de criatividade popular, correio eletrônico e outros.
4. Estabelecer um grupo de coordenação internacional para dar continuidade às propostas 
deste Tratado.
5. Estimular, criar e desenvolver redes de educadores ambientais.
6. Garantir a realização, nos próximos três anos, do 1º Encontro Planetário de Educação 
Ambiental para Sociedades Sustentáveis.
7. Coordenar ações de apoio aos movimentos sociais em defesa da melhoria da qualidade de 
vida, exercendo assim uma efetiva solidariedade internacional.
8. Estimular articulações de ONGs e movimentos sociais para rever suas estratégias e seus 
programas relativos ao meio ambiente e educação.
6�PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA
Grupos a serem envolvidos
 Este Tratado é dirigido para:
1. Organizações dos movimentos sociais – ecologistas, mulheres, jovens, grupos étnicos, 
artistas, agricultores, sindicalistas, associações de bairro e outros.
2. ONGs comprometidas com os movimentos sociais de caráter popular.
3.	 Profissionais	de	educação	interessados	em	implantar	e	implementar	programas	voltados	à	
questão ambiental tanto nas redes formais de ensino como em outros espaços educacionais.
4.	 Responsáveis	pelos	meios	de	comunicação	capazes	de	aceitar	o	desafio	de	um	trabalho	
transparente e democrático, iniciando uma nova política de comunicação de massas.
5.	 Cientistas	e	instituições	científicas	com	postura	ética	e	sensíveis	ao	trabalho	conjunto	com	
as organizações dos movimentos sociais.
6. Grupos religiosos interessados em atuar junto às organizações dos movimentos sociais.
7. Governos locais e nacionais capazes de atuar em sintonia/parceria com as propostas deste 
Tratado.
8. Empresários comprometidos em atuar dentro de uma lógica de recuperação e conservaçãodo meio ambiente e de melhoria da qualidade de vida humana.
9. Comunidades alternativas que experimentam novos estilos de vida condizentes com os 
princípios e propostas deste Tratado.
Recursos
 Todas as organizações que assinam o presente Tratado se comprometem a:
1.	 Reservar	uma	parte	significativa	de	seus	recursos	para	o	desenvolvimento	de	programas	
educativos relacionados com a melhora do ambiente de vida.
2.	 Reivindicar	dos	governos	que	destinem	um	percentual	significativo	do	Produto	Nacional	
Bruto para a implantação de programas de educação ambiental em todos os setores da admi-
nistração pública, com a participação direta de ONGs e movimentos sociais.
3. Propor políticas econômicas que estimulem empresas a desenvolverem e aplicarem tec-
nologias apropriadas e a criarem programas de educação ambiental para o treinamento de 
pessoal e para a comunidade em geral.
4.	 Incentivar	as	agências	financiadoras	a	alocarem	recursos	significativos	a	projetos	dedicados	
à educação ambiental; além de garantir sua presença em outros projetos a serem aprovados, 
PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA6�
sempre que possível.
5. Contribuir para a formação de um sistema bancário planetário das ONGs e movimentos 
sociais, cooperativo e descentralizado, que se proponha a destinar uma parte de seus recursos 
para programas de educação e seja ao mesmo tempo um exercício educativo de utilização de 
recursos	financeiros.
64PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA
PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA65
A N E X O 2
lei n° 9.795, de 27 de abril de 1999
Dispõe sobre a educação ambiental, institui a Política Nacional de Educação Ambiental e dá outras 
providências.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a 
seguinte Lei:
CAPÍtulo i – DA EDuCAção AMBiENtAl
Art. 1o Entendem-se por educação ambiental os processos por meio dos quais o indivíduo e a coleti-
vidade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para 
a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e 
sua sustentabilidade.
Art. 2o A educação ambiental é um componente essencial e permanente da educação nacional, de-
vendo estar presente, de forma articulada, em todos os níveis e modalidades do processo educativo, 
em caráter formal e não-formal.
Art. 3o Como parte do processo educativo mais amplo, todos têm direito à educação ambiental, in-
cumbindo:
i -	ao	Poder	Público,	nos	termos	dos	arts.	205	e	225	da	Constituição	Federal,	definir	políticas	
públicas que incorporem a dimensão ambiental, promover a educação ambiental em todos 
os níveis de ensino e o engajamento da sociedade na conservação, recuperação e melhoria 
do meio ambiente;
ii - às instituições educativas, promover a educação ambiental de maneira integrada aos 
programas educacionais que desenvolvem;
iii - aos órgãos integrantes do Sistema Nacional de Meio Ambiente - SISNAMA, promover 
ações de educação ambiental integradas aos programas de conservação, recuperação e me-
lhoria do meio ambiente;
iV - aos meios de comunicação de massa, colaborar de maneira ativa e permanente na disse-
minação de informações e práticas educativas sobre meio ambiente e incorporar a dimensão 
ambiental em sua programação;
V - às empresas, entidades de classe, instituições públicas e privadas, promover programas 
destinados à capacitação dos trabalhadores, visando à melhoria e ao controle efetivo sobre 
o ambiente de trabalho, bem como sobre as repercussões do processo produtivo no meio 
66PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA
ambiente;
Vi - à sociedade como um todo, manter atenção permanente à formação de valores, atitudes 
e habilidades que propiciem a atuação individual e coletiva voltada para a prevenção, a iden-
tificação	e	a	solução	de	problemas	ambientais.
Art. 4o São princípios básicos da educação ambiental:
i - o enfoque humanista, holístico, democrático e participativo;
ii - a concepção do meio ambiente em sua totalidade, considerando a interdependência entre 
o meio natural, o socioeconômico e o cultural, sob o enfoque da sustentabilidade;
iii - o pluralismo de idéias e concepções pedagógicas, na perspectiva da inter, multi e trans-
disciplinaridade;
iV - a vinculação entre a ética, a educação, o trabalho e as práticas sociais;
V - a garantia de continuidade e permanência do processo educativo;
Vi - a permanente avaliação crítica do processo educativo;
Vii - a abordagem articulada das questões ambientais locais, regionais, nacionais e globais;
Viii - o reconhecimento e o respeito à pluralidade e à diversidade individual e cultural.
Art. 5o São objetivos fundamentais da educação ambiental:
i - o desenvolvimento de uma compreensão integrada do meio ambiente em suas múltiplas e 
complexas relações, envolvendo aspectos ecológicos, psicológicos, legais, políticos, sociais, 
econômicos,	científicos,	culturais	e	éticos;
ii - a garantia de democratização das informações ambientais;
iii - o estímulo e o fortalecimento de uma consciência crítica sobre a problemática ambiental 
e social;
iV - o incentivo à participação individual e coletiva, permanente e responsável, na preservação 
do equilíbrio do meio ambiente, entendendo-se a defesa da qualidade ambiental como um 
valor inseparável do exercício da cidadania;
V - o estímulo à cooperação entre as diversas regiões do País, em níveis micro e macrorre-
gionais, com vistas à construção de uma sociedade ambientalmente equilibrada, fundada nos 
princípios da liberdade, igualdade, solidariedade, democracia, justiça social, responsabilidade 
e sustentabilidade;
Vi - o fomento e o fortalecimento da integração com a ciência e a tecnologia;
Vii - o fortalecimento da cidadania, autodeterminação dos povos e solidariedade como fun-
PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA67
damentos para o futuro da humanidade.
CAPÍtulo ii – DA PolÍtiCA NACioNAl DE EDuCAção AMBiENtAl
Seção i – Disposições Gerais
Art. 6o É instituída a Política Nacional de Educação Ambiental.
Art. 7o A Política Nacional de Educação Ambiental envolve em sua esfera de ação, além dos órgãos e 
entidades integrantes do Sistema Nacional de Meio Ambiente - SISNAMA, instituições educacionais 
públicas e privadas dos sistemas de ensino, os órgãos públicos da União, dos Estados, do Distrito Fe-
deral e dos Municípios, e organizações não-governamentais com atuação em educação ambiental.
Art. 8o As atividades vinculadas à Política Nacional de Educação Ambiental devem ser desenvolvidas 
na educação em geral e na educação escolar, por meio das seguintes linhas de atuação inter-relacio-
nadas:
i - capacitação de recursos humanos;
ii - desenvolvimento de estudos, pesquisas e experimentações;
iii - produção e divulgação de material educativo;
iV - acompanhamento e avaliação.
§ 1o Nas atividades vinculadas à Política Nacional de Educação Ambiental serão respeitados os prin-
cípios	e	objetivos	fixados	por	esta	Lei.
§ 2o A capacitação de recursos humanos voltar-se-á para:
i - a incorporação da dimensão ambiental na formação, especialização e atualização dos 
educadores de todos os níveis e modalidades de ensino;
ii - a incorporação da dimensão ambiental na formação, especialização e atualização dos 
profissionais	de	todas	as	áreas;
iii -	a	preparação	de	profissionais	orientados	para	as	atividades	de	gestão	ambiental;
iV -	a	formação,	especialização	e	atualização	de	profissionais	na	área	de	meio	ambiente;
V - o atendimento da demanda dos diversos segmentos da sociedade no que diz respeito à 
problemática ambiental.
§ 3o As ações de estudos, pesquisas e experimentações voltar-se-ão para:
i - o desenvolvimento de instrumentos e metodologias, visando à incorporação da dimensão 
ambiental, de forma interdisciplinar, nos diferentes níveis e modalidades de ensino;
ii - a difusão de conhecimentos, tecnologias e informações sobre a questão ambiental;
6�PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL- ProNEA
iii - o desenvolvimento de instrumentos e metodologias, visando à participação dos interes-
sados na formulação e execução de pesquisas relacionadas à problemática ambiental;
iV - a busca de alternativas curriculares e metodológicas de capacitação na área ambiental;
V - o apoio a iniciativas e experiências locais e regionais, incluindo a produção de material 
educativo;
Vi - a montagem de uma rede de banco de dados e imagens, para apoio às ações enumeradas 
nos incisos I a V.
Seção ii – Da Educação Ambiental no Ensino Formal
Art 9o Entende-se por educação ambiental na educação escolar a desenvolvida no âmbito dos currí-
culos das instituições de ensino públicas e privadas, englobando:
i - educação básica: 
a) educação infantil; 
b) ensino fundamental e 
c) ensino médio; 
ii - educação superior; 
iii - educação especial; 
iV	-	educação	profissional;	
V - educação de jovens e adultos.
Art. 10 A educação ambiental será desenvolvida como uma prática educativa integrada, contínua e 
permanente em todos os níveis e modalidades do ensino formal.
§ 1o	A	educação	ambiental	não	deve	ser	implantada	como	disciplina	específica	no	currículo	de	ensi-
no.
§ 2o Nos cursos de pós-graduação, extensão e nas áreas voltadas ao aspecto metodológico da educação 
ambiental,	quando	se	fizer	necessário,	é	facultada	a	criação	de	disciplina	específica.
§ 3o	Nos	cursos	de	formação	e	especialização	técnico-profissional,	em	todos	os	níveis,	deve	ser	incor-
porado	conteúdo	que	trate	da	ética	ambiental	das	atividades	profissionais	a	serem	desenvolvidas.
Art. 11 A dimensão ambiental deve constar dos currículos de formação de professores, em todos os 
níveis e em todas as disciplinas.
Parágrafo único. Os professores em atividade devem receber formação complementar em suas áreas 
de atuação, com o propósito de atender adequadamente ao cumprimento dos princípios e objetivos 
PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA6�
da Política Nacional de Educação Ambiental.
Art. 12 A autorização e supervisão do funcionamento de instituições de ensino e de seus cursos, nas 
redes pública e privada, observarão o cumprimento do disposto nos arts. 10 e 11 desta Lei.
Seção iii – Da Educação Ambiental Não-Formal
Art. 13 Entendem-se por educação ambiental não-formal as ações e práticas educativas voltadas à 
sensibilização da coletividade sobre as questões ambientais e à sua organização e participação na 
defesa da qualidade do meio ambiente.
Parágrafo único. O Poder Público, em níveis federal, estadual e municipal, incentivará:
i - a difusão, por intermédio dos meios de comunicação de massa, em espaços nobres, de 
programas e campanhas educativas, e de informações acerca de temas relacionados ao meio 
ambiente;
ii - a ampla participação da escola, da universidade e de organizações não-governamentais 
na formulação e execução de programas e atividades vinculados à educação ambiental não-
formal; 
iii - a participação de empresas públicas e privadas no desenvolvimento de programas de 
educação ambiental em parceria com a escola, a universidade e as organizações não-gover-
namentais;
iV - a sensibilização da sociedade para a importância das unidades de conservação;
V - a sensibilização ambiental das populações tradicionais ligadas às unidades de conserva-
ção;
Vi - a sensibilização ambiental dos agricultores;
Vii - o ecoturismo.
CAPÍtulo iii – DA EXECução DA PolÍtiCA NACioNAl DE EDuCAção AMBiEN-
tAl
Art. 14	A	coordenação	da	Política	Nacional	de	Educação	Ambiental	ficará	a	cargo	de	um	Órgão	Gestor,	
na	forma	definida	pela	regulamentação	desta	Lei.
Art. 15 São atribuições do Órgão Gestor:
i	-	definição	de	diretrizes	para	implementação	em	âmbito	nacional;
ii - articulação, coordenação e supervisão de planos, programas e projetos na área de educação 
ambiental, em âmbito nacional;
iii	-	participação	na	negociação	de	financiamentos	a	planos,	programas	e	projetos	na	área	de	
70PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA
educação ambiental.
Art. 16 Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, na esfera de sua competência e nas áreas 
de	sua	jurisdição	definirão	diretrizes,	normas	e	critérios	para	a	educação	ambiental,	respeitados	os	
princípios e objetivos da Política Nacional de Educação Ambiental.
Art. 17	A	eleição	de	planos	e	programas,	para	fins	de	alocação	de	recursos	públicos	vinculados	à	Política	
Nacional de Educação Ambiental, deve ser realizada levando-se em conta os seguintes critérios:
i - conformidade com os princípios, objetivos e diretrizes da Política Nacional de Educação 
Ambiental;
ii - prioridade dos órgãos integrantes do SISNAMA e do Sistema Nacional de Educação;
iii - economicidade, medida pela relação entre a magnitude dos recursos a alocar e o retorno 
social propiciado pelo plano ou programa proposto.
Parágrafo único. Na eleição a que se refere o caput deste artigo, devem ser contemplados, de forma 
eqüitativa, os planos, programas e projetos das diferentes regiões do País.
Art. 18 (VETADO)
Art. 19	Os	programas	de	assistência	técnica	e	financeira	relativos	a	meio	ambiente	e	educação,	em	
níveis federal, estadual e municipal, devem alocar recursos às ações de educação ambiental.
CAPÍtulo iV - DiSPoSiçÕES FiNAiS
Art. 20 O Poder Executivo regulamentará esta Lei no prazo de noventa dias de sua publicação, ouvidos 
o Conselho Nacional de Meio Ambiente e o Conselho Nacional de Educação.
Art. 21 Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 27 de abril de 1999, 178o da Independência e 111o da República.
FERNANDO HENRIQUE CARDOSO, Presidente da República 
Paulo Renato de Souza, Ministro da Educação 
José Sarney Filho, Ministro do Meio Ambiente
PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA71
A N E X O 3
Decreto nº 4.281, de 25 de junho de 2002
Regulamenta a Lei nº 9.795, de 27 de abril de 1999, que institui a Política Nacional de Educação 
Ambiental, e dá outras providências.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso IV, da 
Constituição, e tendo em vista o disposto na Lei nº 9.795, de 27 de abril de 1999, DECRETA:
Art. 1º A Política Nacional de Educação Ambiental será executada pelos órgãos e entidades integran-
tes do Sistema Nacional de Meio Ambiente - SISNAMA, pelas instituições educacionais públicas e 
privadas dos sistemas de ensino, pelos órgãos públicos da União, Estados, Distrito Federal e Municí-
pios, envolvendo entidades não-governamentais, entidades de classe, meios de comunicação e demais 
segmentos da sociedade.
Art. 2º Fica criado o Órgão Gestor, nos termos do art. 14 da Lei nº 9.795, de 27 de abril de 1999, 
responsável pela coordenação da Política Nacional de Educação Ambiental, que será dirigido pelos 
Ministros de Estado do Meio Ambiente e da Educação.
§ 1º Aos dirigentes caberá indicar seus respectivos representantes responsáveis pelas questões de 
Educação Ambiental em cada Ministério.
§ 2º As Secretarias-Executivas dos Ministérios do Meio Ambiente e da Educação proverão o suporte 
técnico e administrativo necessários ao desempenho das atribuições do Órgão Gestor.
§ 3º Cabe aos dirigentes a decisão, direção e coordenação das atividades do Órgão Gestor, consultando, 
quando necessário, o Comitê Assessor, na forma do art. 4º deste Decreto.
Art. 3º Compete ao Órgão Gestor:
i - avaliar e intermediar, se for o caso, programas e projetos da área de educação ambiental, 
inclusive supervisionando a recepção e emprego dos recursos públicos e privados aplicados 
em atividades dessa área;
ii - observar as deliberações do Conselho Nacional de Meio Ambiente - CONAMA e do 
Conselho Nacional de Educação - CNE;
iii - apoiar o processo de implementação e avaliação da Política Nacional de Educação Am-
biental em todos os níveis, delegando competências quando necessário;
iV	-	sistematizar	e	divulgar	as	diretrizes	nacionais	definidas,	garantindo	o	processo	partici-
pativo;
7�PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA
V	-	estimular	e	promover	parcerias	entre	instituições	públicase	privadas,	com	ou	sem	fins	
lucrativos, objetivando o desenvolvimento de práticas educativas voltadas à sensibilização 
da coletividade sobre questões ambientais; 
Vi - promover o levantamento de programas e projetos desenvolvidos na área de Educação 
Ambiental e o intercâmbio de informações;
Vii - indicar critérios e metodologias qualitativas e quantitativas para a avaliação de programas 
e projetos de Educação Ambiental;
Viii - estimular o desenvolvimento de instrumentos e metodologias visando o acompanha-
mento e a avaliação de projetos de Educação Ambiental; 
iX	 -	 levantar,	sistematizar	e	divulgar	as	fontes	de	financiamento	disponíveis	no	País	e	no	
exterior para a realização de programas e projetos de educação ambiental;
X	-	definir	critérios	considerando,	inclusive,	indicadores	de	sustentabilidade,	para	o	apoio	
institucional e alocação de recursos a projetos da área não-formal;
Xi - assegurar que sejam contemplados como objetivos do acompanhamento e avaliação das 
iniciativas em Educação Ambiental: a) a orientação e consolidação de projetos; b) o incenti-
vo e multiplicação dos projetos bem-sucedidos; e c) a compatibilização com os objetivos da 
Política Nacional de Educação Ambiental.
Art. 4º Fica criado Comitê Assessor com o objetivo de assessorar o Órgão Gestor, integrado por um 
representante dos seguintes órgãos, entidades ou setores:
i - setor educacional-ambiental, indicado pelas Comissões Estaduais Interinstitucionais de 
Educação Ambiental;
ii - setor produtivo patronal, indicado pelas Confederações Nacionais da Indústria, do Co-
mércio e da Agricultura, garantida a alternância;
iii - setor produtivo laboral, indicado pelas Centrais Sindicais, garantida a alternância; 
iV - Organizações Não-Governamentais que desenvolvam ações em Educação Ambiental, 
indicado pela Associação Brasileira de Organizações Não-Governamentais - ABONG;
V - Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil - OAB;
Vi - municípios, indicado pela Associação Nacional dos Municípios e Meio Ambiente - 
ANAMMA;
Vii - Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência - SBPC;
Viii - Conselho Nacional do Meio Ambiente - CONAMA, indicado pela Câmara Técnica de 
Educação Ambiental, excluindo-se os já representados neste Comitê;
PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA7�
iX - Conselho Nacional de Educação - CNE;
X - União dos Dirigentes Municipais de Educação - UNDIME;
Xi - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - IBAMA;
Xii - da Associação Brasileira de Imprensa - ABI;
Xiii - da Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Estado de Meio Ambiente - ABE-
MA.
§ 1º A participação dos representantes no Comitê Assessor não enseja qualquer tipo de remuneração, 
sendo considerada serviço de relevante interesse público. 
§ 2º O Órgão Gestor poderá solicitar assessoria de órgãos, instituições e pessoas de notório saber, na 
área	de	sua	competência,	em	assuntos	que	necessitem	de	conhecimento	específico.
Art. 5º Na inclusão da Educação Ambiental em todos os níveis e modalidades de ensino recomenda-se 
como referência os Parâmetros e as Diretrizes Curriculares Nacionais, observando-se:
i - a integração da educação ambiental às disciplinas de modo transversal, contínuo e per-
manente; e
ii - a adequação dos programas já vigentes de formação continuada de educadores.
Art. 6º Para o cumprimento do estabelecido neste Decreto, deverão ser criados, mantidos e imple-
mentados, sem prejuízo de outras ações, programas de educação ambiental integrados:
i - a todos os níveis e modalidades de ensino;
ii - às atividades de conservação da biodiversidade, de zoneamento ambiental, de licen-
ciamento e revisão de atividades efetivas ou potencialmente poluidoras, de gerenciamento 
de resíduos, de gerenciamento costeiro, de gestão de recursos hídricos, de ordenamento de 
recursos pesqueiros, de manejo sustentável de recursos ambientais, de ecoturismo e melhoria 
de qualidade ambiental;
iii - às políticas públicas, econômicas, sociais e culturais, de ciência e tecnologia de comu-
nicação, de transporte, de saneamento e de saúde;
iV	-	aos	processos	de	capacitação	de	profissionais	promovidos	por	empresas,	entidades	de	
classe, instituições públicas e privadas;
V	-	a	projetos	financiados	com	recursos	públicos;	e
Vi - ao cumprimento da Agenda 21.
§ 1º Cabe ao Poder Público estabelecer mecanismos de incentivo à aplicação de recursos privados em 
projetos de Educação Ambiental.
74PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA
§ 2º O Órgão Gestor estimulará os Fundos de Meio Ambiente e de Educação, nos níveis Federal, Esta-
dual e Municipal a alocarem recursos para o desenvolvimento de projetos de Educação Ambiental.
Art. 7º O Ministério do Meio Ambiente, o Ministério da Educação e seus órgãos vinculados, na ela-
boração dos seus respectivos orçamentos deverão consignar recursos para a realização das atividades 
e para o cumprimento dos objetivos da Política Nacional de Educação Ambiental.
Art. 8º	A	definição	de	diretrizes	para	implementação	da	Política	Nacional	de	Educação	Ambiental	
em	âmbito	nacional,	conforme	a	atribuição	do	Órgão	Gestor	definida	na	Lei,	deverá	ocorrer	no	prazo	
de oito meses após a publicação deste Decreto, ouvidos o Conselho Nacional do Meio Ambiente - 
CONAMA e o Conselho Nacional de Educação - CNE.
Art. 9º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 25 de junho de 2002, 181º da Independência e 114º da República.
FERNANDO HENRIQUE CARDOSO, Presidente da República
Paulo Renato de Souza, Ministro da Educação
José Carlos Carvalho, Ministro do Meio Ambiente
PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA75
A N E X O 4
Deliberações da Conferência Nacional do Meio Ambiente
Informação, comunicação, capacitação e educação ambiental
Informação
1. Desenvolver e implementar o Sistema Nacional de Informações do Meio Ambiente (SINIMA) de 
forma integrada com o Sistema Nacional de Meio Ambiente (SISNAMA).
2. Criar, constituir e disponibilizar bancos de dados e informações em forma impressa, CD-Rom, In-
ternet, cartilhas, vídeos, na rede de escolas e bibliotecas municipais, estaduais e federais, e quaisquer 
outros meios de difusão, inclusive estimulando a criação de locais de acesso comunitário gratuito à 
Internet, que garantam o acesso de cada cidadão e cidadã a informações atualizadas, transparentes, 
possibilitando formas de participar na tomada de decisões concernentes ao gerenciamento ambiental, 
em consonância com a Lei no 10.650/2003 (Lei de Acesso à Informação), e contendo:
•	 Sistema	definido	em	uma	base	única,	integrado	e	georreferenciado	associando	dados	ambientais	
do SINIMA e Sistema Nacional de Informações sobre Recursos Hídricos, permitindo aos órgãos 
gestores de recursos ambientais e hídricos compartilhar os bancos de dados entre si;
• Informações hidro-meteorológicas, de saúde, de resíduos sólidos e outros indicadores da quali-
dade de vida nos centros urbanos;
• Desastres ambientais, degradação e riscos ambientais, opções de uso sustentável dos recursos 
(incluindo técnicas e tecnologias adaptadas), além de questões jurídicas, políticas, econômicas 
e técnicas de recuperação ambiental;
• Infratores ambientais, possibilitando impedimentos temporários de acesso aos recursos públi-
cos;
•	 Dados	específicos	e	de	fácil	acesso	sobre	legislação	marinha;
• Cadastro georreferenciado – nacional, estadual e municipal, de usuários dos recursos hídricos, 
no	âmbito	da	bacia	hidrográfica,	fornecendo	referência	quanto	aos	usos	e	à	qualidade	da	água	
dos mananciais para orientar os diferentes atores envolvidos na gestão e na utilização desse 
recurso, incluindo povos indígenas, quilombolas e trabalhadores rurais;
• Catálogos sobre os aspectos bio-ecológicos das espécies naturais;
76PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA
• Informações sobre as espécies ameaçadas de extinção;
• Resultados dos trabalhos de pesquisa realizados em unidades de conservação e as melhores 
práticas de conservação dos recursosambientais;
• Um banco de dados interministerial para facilitar a exportação dos produtos da agricultura fa-
miliar.
3. Promover fórum de debates sobre ordenamento territorial e disponibilizar ao público o banco de 
dados referente ao assunto.
4. Desenvolver, aperfeiçoar e ampliar as estruturas conceituais e físicas de coleta, pesquisa e difusão 
de informações biológico-pesqueiras, bio-ecológicas e sócio-ambientais.
5. Divulgar o inventário de emissões de gases do efeito estufa (GEE), de aerossóis e de sumidouros 
de carbono.
 
Comunicação
1. Estimular os órgãos locais do SISNAMA a atuarem em parceria com organizações não-governa-
mentais e a construírem canais de comunicação com a sociedade.
2. Sensibilizar a sociedade, e em especial o setor produtivo, quanto ao uso sustentável dos recursos 
hídricos, de forma a evitar a poluição e o desperdício de água, incentivar o seu reuso, reconhecendo o 
valor sócio-econômico e ambiental deste recurso natural. Isso deverá ser realizado através dos meios 
de comunicação e mediante ações da educação ambiental, em âmbitos nacional, estadual e munici-
pal, envolvendo ações coordenadas dos ministérios da Educação e do Meio Ambiente, com apoio da 
Agência Nacional das Águas e da Secretaria de Recursos Hídricos.
3. Dar maior divulgação a materiais e informações sobre as unidades de conservação.
4. Divulgar campanhas informativas sobre bioética, na perspectiva de promover e de defender a digni-
dade humana e a qualidade de vida, em oposição à prevalência dos interesses econômicos, enfatizando 
os riscos do plantio e da comercialização dos produtos transgênicos.
5. Realizar campanhas educativas, em parceria com os estados, o Distrito Federal e os municípios, 
os setores produtivos e as organizações da sociedade civil, visando à valorização da Reserva Legal 
e da Área de Preservação Permanente (APP), incentivando os proprietários rurais a procederem à 
averbação da Reserva Legal, principalmente nas propriedades com APPs.
6.	Desenvolver	programas	de	divulgação	e	de	mobilização	da	sociedade	sobre	a	importância	da	flo-
resta e ampliar as campanhas de restrição e/ou proibição de queimadas, de forma a evitar incêndios 
florestais.
PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA77
7. Divulgar amplamente os impactos climáticos provocados pelos setores energético (grandes barra-
gens,	usinas),	industrial,	agropecuário	e	florestal,	assim	como	as	medidas	para	minimizá-los.
8. Divulgar amplamente a Política Nacional de Recursos Hídricos.
9. Informar a população, por intermédio de campanhas publicitárias, sobre os possíveis riscos da 
radiação não-ionizante à saúde e ao meio ambiente.
 
Capacitação
1. Articular os governos federal, distrital, estaduais e municipais, envolvendo também organizações 
civis e instituições de ensino, pesquisa e extensão para a capacitação técnica, tecnológica e operacional 
dos órgãos ambientais nos diferentes âmbitos.
2. Criar, em caráter obrigatório a Escola Nacional de Gestão Ambiental Pública, no âmbito do SISNA-
MA, para formação do quadro de pessoal dos órgãos ambientais federais, estaduais e municipais.
3. Criar programas de capacitação para a implantação de Plano Diretor e Agenda 21 em municípios 
e em consórcios intermunicipais.
4. Capacitar as comunidades para a conservação e o manejo dos recursos naturais, incluindo legislação 
ambiental,	monitoramento	e	apoio	à	fiscalização.	Esta	formação	deve	se	estender	também	aos	povos	
indígenas e às comunidades tradicionais, enfatizando técnicas e normas jurídicas relativas ao uso e à 
proteção da biodiversidade em suas terras.
5. Fortalecer as organizações indígenas, capacitando-as para a gestão ambiental dentro de suas ter-
ras.
6. Desenvolver programas e processos educativos permanentes para a formação de todas as pessoas 
que participam ou querem participar da gestão dos recursos hídricos nos comitês de bacias hidrográ-
ficas.
7. Tornar obrigatórios projetos e metodologias que capacitem para formas sustentáveis de convivência 
com os biomas existentes, através do sistema de gerenciamento de recursos hídricos.
8. Criar centros de capacitação para a gestão das unidades de conservação, associando conhecimen-
tos	tradicionais	(culturais)	aos	científicos,	de	forma	a	atender	às	necessidades	dos	profissionais	e	das	
populações envolvidas com as UCs.
9. Implementar um programa de capacitação e incentivo ao cooperativismo e ao associativismo.
10.	Realizar	a	capacitação	dos	técnicos	dos	órgãos	ambientais,	enfatizando	a	fiscalização	das	áreas	
marinhas.
7�PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA
Educação Ambiental
1. Implementar a Política Nacional de Educação Ambiental – Lei no 9.795 – na perspectiva transdis-
ciplinar, crítica e problematizadora, valorizando os saberes locais e tradicionais, de modo que essa 
educação contribua para a promoção de padrões social e ambientalmente sustentáveis de produção e 
de consumo, assim como para a construção de uma concepção de mundo justa e democrática.
2.	Intensificar	o	processo	de	sensibilização,	por	meio	da	educação	ambiental	formal	e	não-formal,	
considerando a Política Nacional de Educação Ambiental e garantindo a transversalidade.
3. Produzir e disseminar materiais didático-pedagógicos e de campanhas ambientais, com ênfase na 
construção de uma nova consciência ambiental e de práticas ambientalmente sustentáveis, a partir de 
processos educacionais participativos, respeitando-se as peculiaridades regionais e culturais.
4.	Incentivar	a	formação	e	o	fortalecimento	de	redes	de	educação	ambiental	nas	bacias	hidrográficas	
e nos estados.
5. Desenvolver programas de educação ambiental que visem à proteção, à recuperação e ao sanea-
mento de rios e suas nascentes.
6.	Fomentar	projetos	de	educação	ambiental,	de	difusão	e	de	pesquisa	científica	e	tecnológica	rela-
cionados ao uso sustentável, reuso, conservação e recuperação dos recursos hídricos, alocando, para 
tanto, recursos do orçamento da União, dos estados, dos municípios e de outras fontes.
7. Implementar políticas de educação ambiental para as populações nas unidades de conservação e 
no seu entorno.
8. Apoiar programas de educação ambiental que divulguem a importância dos ecossistemas costeiros 
e marinhos e o Programa de Gerenciamento Costeiro (GERCO).
9. Realizar ações de educação ambiental no sentido de proporcionar atividades sustentáveis no período 
do defeso.
10. Elaborar e implementar projetos de educação ambiental para disponibilizar aos grupos sociais 
envolvidos/afetados	pela	exploração	dos	recursos	florestais	as	competências	e	as	habilidades	neces-
sárias	à	sua	participação	qualificada	no	processo	de	gestão	desses	recursos.
11.	Estimular	ações	educativas	e	de	promoção	do	manejo	florestal	sustentável,	por	meio	da	utilização	
de parte dos recursos provenientes de multas pagas por pessoas físicas e jurídicas devido a práticas 
irregulares	de	exploração	florestal.
12. Ampliar os investimentos em programas de educação ambiental voltados à questão dos resíduos 
sólidos.
13. Estimular a redução, a reutilização, a reciclagem e a destinação correta dos resíduos sólidos por 
PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA7�
meio de ações da educação ambiental, de acordo com a Lei 9.795/99, considerando a cultura local.
14.	Qualificar,	por	meio	da	educação	ambiental	e	do	acesso	à	informação,	amplos	setores	sociais	em	
torno dos debates sobre mudanças climáticas. Para assegurar esse processo, deve-se fortalecer a articu-
lação dos diferentes segmentos da sociedade, tais como as redes de educação ambiental, Observatório 
de Clima e GT Clima, do Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Desenvolvimento 
Sustentável e o Meio Ambiente, visando a horizontalidade e à democratização das informações.
15. Apoiar o envolvimento de instituições que lidam com educação ambiental em processos de edu-
cação permanente sobre os efeitos das emissões do GEE junto a todos os setores sociais, divulgando 
também a legislação ambiental.
 
Transversalidade noGoverno
1.	Criar	núcleos	permanentes	de	educação	ambiental	nas	escolas	oficiais	do	Ensino	Básico	e	do	Ensino	
Superior.
2. Criar unidades didáticas em terras indígenas para coleta, plantio, cultivo e multiplicação de recursos 
genéticos, desde que haja consentimento livre, e com base em consulta prévia e informada.
3. Propor revisão nos textos didáticos, caracterizando corretamente os biomas nacionais, bem como 
contemplando no processo de construção desses materiais a participação dos atores sociais inseridos 
em suas respectivas regiões.
4. Regulamentar a obrigatoriedade de inclusão de trabalhos de pesquisa, resgate e valorização dos 
conhecimentos tradicionais sobre biodiversidade na Proposta Pedagógica das escolas indígenas.
5. Potencializar as políticas de saúde e de educação dentro das UCs e terras indígenas, baseando-as 
na realidade local.
6. Estimular a criação e a implementação de políticas estaduais de educação ambiental, inclusive com 
orientação do Ministério do Meio Ambiente, no sentido de evitar o uso de material descartável (copos, 
pastas, sacolas, etc.) nos órgãos públicos federais, estaduais e municipais. Os papéis utilizados devem 
ser encaminhados para reciclagem com o objetivo de se reduzir o lixo incinerado.
7. Incentivar a criação de rede informatizada nos órgãos municipais, para que os mesmos possam 
mapear as causas que levaram a população a migrar de seus locais de origem.
8. Utilizar todos os meios de comunicação públicos como instrumentos permanentes de educação 
ambiental.
9. Promover a divulgação e a utilização do Código de Conduta para a Pesca Responsável (FAO/
ONU).
�0PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA
10. Prover informação à sociedade civil organizada para que esta participe na concepção e no plane-
jamento de projetos energéticos desde a elaboração do plano de trabalho para o EIA/RIMA, permi-
tindo-lhe determinar quais aspectos devem ser avaliados.
11. Divulgar o Estatuto das Cidades para a tomada de conhecimento da sociedade.
12. Desenvolver programas educativos municipais, estaduais e nacional, incluindo aqueles voltados 
para diminuir o desperdício de água, visando assegurar a sustentabilidade deste recurso junto à po-
pulação e aos turistas.
13. Elaborar estratégias para garantir maior racionalidade no uso das telecomunicações, incluindo 
ações de educação ambiental.
14. Promover o desenvolvimento sócio-econômico e ambiental da atividade mineradora no país por 
meio do apoio à capacitação técnica e à educação ambiental dos trabalhadores, técnicos e empresá-
rios.
15.	Estimular	a	capacitação	de	profissionais,	assim	como	incentivar	a	pesquisa	científica	na	área	de	
saneamento ambiental.
16. Capacitar pessoas físicas e jurídicas para implementar ações relativas à UNFCCC.
17. Capacitar para desenvolver o meio ambiente, especialmente recursos hídricos, como tema trans-
versal na educação básica e no ensino superior, assim como na alfabetização de adultos portadores 
de necessidades especiais.
18. Estimular as atividades de extensão pesqueira como instrumento de educação ambiental.
PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA�1
A N E X O 5
Compromisso de Goiânia
Nós, técnicos representantes de Educação Ambiental e Dirigentes de Secretarias de Educação e de 
Meio Ambiente e órgãos vinculados dos Estados e das Capitais reunidos em Goiânia, de 13 a 15 de 
abril de 2004, no encontro promovido pelos Ministérios do Meio Ambiente e da Educação, no marco 
do Órgão Gestor da Política Nacional de Educação Ambiental, em parceria com o Governo do Estado 
de Goiás e a Prefeitura Municipal de Goiânia:
Reconhecendo o papel dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, na esfera de suas compe-
tências	e	nas	áreas	de	suas	jurisdições,	na	definição	de	diretrizes,	normas	e	critérios	para	a	Educação	
Ambiental, respeitados os princípios e objetivos da Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA), 
conforme rege o Art. 16 da Lei no 9.795/99; como também a Lei no 9.394/96 (LDB) e demais legis-
lações vigentes do campo da educação;
Reconhecendo o Programa Nacional de Educação Ambiental (ProNEA) como marco orientador 
para a elaboração de políticas de educação ambiental e seu processo de consulta pública como estra-
tégia de controle e participação social;
Reconhecendo a necessidade e relevância de articulação, fortalecimento e enraizamento da edu-
cação ambiental em todo território nacional;
Considerando que a elaboração e a implementação de políticas de educação ambiental requer a 
interlocução entre as três esferas de governo;
Considerando que a elaboração e a implementação de políticas de educação ambiental nos estados 
e municípios requer sua gestão compartilhada pelos órgãos de meio ambiente e de educação;
Considerando que a elaboração e a implementação de políticas de educação ambiental demanda 
a construção e o fortalecimento das Comissões Estaduais Interinstitucionais de Educação Ambiental 
como espaços públicos colegiados, representativos e democráticos;
Considerando que a participação cidadã na elaboração e implementação de políticas de educação 
ambiental requer a garantia do direito ao acesso a informação e ao conhecimento e o fortalecimento 
da organização em rede da sociedade; 
Considerando o processo de mobilização e envolvimento da sociedade e das três esferas de governo 
promovido pela Conferência Nacional do Meio Ambiente e suas deliberações;
��PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA
Afirmando	que	o	fortalecimento	mútuo	das	Comissões	Estaduais	Interinstitucionais	de	Educação	
Ambiental e Redes de Educação Ambiental, constitui-se numa estratégia apropriada para o estímulo 
ao controle social e à participação;
Comprometemo-nos, em conjunto com o Órgão Gestor da Política Nacional de Educação Ambiental, 
a	envidar	todos	os	esforços	para	enfrentar	os	desafios	do	enraizamento	da	educação	ambiental	em	todo	
território nacional para o empoderamento dos atores e atrizes sociais promovendo o protagonismo 
socioambiental, e assumimos os seguintes compromissos:
 
Abrangência Institucional e política
• Proporcionar os meios institucionais para articular as atribuições das secretarias estaduais e mu-
nicipais de meio ambiente e de educação na perspectiva de atuação conjunta, em parceria com o 
Órgão Gestor da Política Nacional de Educação Ambiental, Comissões Estaduais Interinstitucio-
nais de Educação Ambiental, Redes de Educação Ambiental e Núcleos de Educação Ambiental 
do IBAMA
•	 Definir	políticas	e	critérios	para	parcerias	entre	setor	empresarial	e	Instituições	Não-Governamentais	
e Governamentais para implementação de projetos e ações de educação ambiental nas escolas
• Criar e consolidar colegiados, organismos de meio ambiente, dentre outros espaços consultivos 
e	deliberativos	relacionados	à	temática	ambiental	a	fim	de	fortalecer	o	SISNAMA
• Atribuir ao Órgão Gestor da Política Nacional de Educação Ambiental a coordenação de diag-
nósticos em séries históricas de programas, projetos e ações de educação ambiental envolvendo 
Estados e Municípios
• Criar e aplicar indicadores de monitoramento e avaliação de programas, projetos e ações de edu-
cação ambiental
• Implementar Órgãos Gestores nos âmbitos estadual e municipal nos moldes do Órgão Gestor da 
Política Nacional de Educação Ambiental
• Elaborar e implementar políticas e programas de educação ambiental nas Unidades Federativas 
naqueles municípios que ainda não dispõem destes marcos orientadores
• Criar e fortalecer redes locais, estaduais, regionais e temáticas de educação ambiental
• Assegurar condições políticas para viabilizar a continuidade de programas, projetos e ações de 
educação ambiental
• Criar, consolidar, democratizar e fortalecer as Comissões Estaduais Interinstitucionais de Educação 
Ambiental, através da ampliação de suas representatividades e da disponibilização de informações 
de	forma	qualificada	e	democrática
PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA��
• Delinear e implementar estratégias de mapeamento,criação e fortalecimento de Centros de Edu-
cação Ambiental (CEAs) nos estados e municípios que possam atuar em parceria com as distintas 
áreas e segmentos
• Propor ao CONAMA a regulamentação do componente de educação ambiental nos processos de 
licenciamento ambiental
• Criar e fortalecer estruturas de educação ambiental nos órgãos de educação e de meio ambiente 
nos	estados	e	municípios	definindo	suas	competências,	normas	e	critérios	em	consonância	com	a	
Lei no 9.795/99 e demais legislações vigentes
• Criar mecanismos de gestão ambiental compartilhada nas secretarias municipais e estaduais de 
educação e de meio ambiente
• Efetivar a inserção da educação ambiental de forma transversal nos currículos escolares nos di-
ferentes níveis e modalidades de ensino
• Garantir que os órgãos representativos do Governo Federal nos Estados e Municípios atuem como 
disseminadores da Política Nacional de Educação Ambiental de forma articulada
• Contribuir com a realização de diagnósticos em séries históricas do estado da arte da educação 
ambiental
Formação
•	 Definir	e	criar	políticas	e	diretrizes	estaduais	e	municipais	de	formação	de	recursos	humanos	que	
contemplem as atividades de gestão institucional, de intervenção pedagógica e de produção de 
conhecimento e de material em educação ambiental
•	 Destinar	carga	horária	para	formação	continuada	dos	professores	em	serviço	e	certificação	para	
ascensão funcional
• Resgatar as relações de cooperação e solidariedade nas ações de educação ambiental em todos os 
segmentos sociais
• Delinear e implementar programa de formação continuada de gestores públicos, formadores de 
opinião, professores e agentes locais de sustentabilidade, por meio de parcerias entre as três esferas 
de governo
• Investir em parcerias com instituições que atuam com educação e pesquisa para potencialização 
da ação dessas instituições no seu trabalho de formação de educadores e educadoras ambientais
 
�4PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA
Comunicação
• Inserir publicações de educação ambiental no Programa Nacional de Livro Didático (PNLD) e no 
Programa Nacional de Bibliotecas Escolares (PNBE)
• Divulgar as iniciativas de educação ambiental nos âmbitos estadual e municipal, bem como suas 
políticas e programas de educação ambiental
• Implementar bancos de dados integrados para avaliação e monitoramento sistemático das ações 
de educação ambiental nas Escolas
• Fomentar produção local de materiais de informação, e de comunicação ambiental nas escolas e 
comunidades
• Fortalecer estratégias de comunicação e intercomunicação em educação ambiental na mídia, nas 
assessorias de comunicação dos governos e no SIBEA
• Difundir e alimentar de forma descentralizada o Sistema Brasileiro de Informações sobre Educação 
Ambiental
 
Financiamento
•	 Definir,	criar	e	regulamentar	o	acesso	a	fundos	estaduais	e	municipais	de	fomento	a	projetos	de	
educação ambiental formal e não formal e na interface escola/comunidade
• Reestruturar o FNMA para apoiar projetos de educação ambiental de pequeno montante
•	 Definir	e	criar	carteira	de	apoio	a	projetos	de	educação	ambiental	no	MEC
•	 Divulgar	fontes	de	financiamento	para	programa,	projetos	e	ações	em	educação	ambiental
 
Eventos
• Realizar Fóruns Estaduais e Municipais de Educação Ambiental, sintonizados com os eventos de 
âmbito nacional
• Promover encontros municipais, estaduais e regionais, que sensibilizem e comprometam secre-
tários, prefeitos e governadores quanto à relevância da implementação da educação ambienta de 
forma articulada e integrada
• Garantir a participação dos representantes das secretarias de educação e meio ambiente dos Es-
tados e Municípios em eventos de interesse da educação ambiental
Goiânia, 15 de abril de 2004
PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA�5
A N E X O 6
 
Programa latino-americano e Caribenho de Educação Ambiental
 i. Apresentação
1. A América Latina e Caribe representam uma das regiões com maior riqueza, não só naquilo que 
representa sua biodiversidade e ecossistemas, mas também na riqueza de sua diversidade so-
ciocultural. O modelo de desenvolvimento vem colocando essa riqueza em risco, pois em toda 
região aparecem sinais preocupantes de uma grave degradação ambiental. Alguns dos problemas 
mais comuns incluem: a deterioração da diversidade biológica, a destruição maciça das bacias 
hidrográficas,	 a	 destruição	 acentuada	das	 condições	 ambientais	 nas	 zonas	 costeiras	 e	mares	
territoriais,	o	desflorestamento	maciço,	a	contaminação	das	águas	e	do	ar,	a	perda	da	identidade	
cultural, assim como as deletérias condições de vida de muitas populações rurais. Essa situação 
aumenta a vulnerabilidade da população frente às mudanças econômicas globais, a ameaça de 
enfermidades epidêmicas e a ocorrência de catástrofes ambientais.
2. A região vive atualmente mudanças e transformações caracterizadas por lutas sociais que pre-
tendem reverter esta situação e alcançar a equidade, a paz, o respeito à natureza, a reconquista 
do reconhecimento e a legitimação.
3.	Está	demonstrado	que	o	meio	mais	eficaz	para	promover	e	consolidar	as	mudanças	necessárias	
é promover um aumento da consciência de todas as pessoas sobre o valor de um ambiente sau-
dável, seguro e ecologicamente equilibrado, assim como provê-los da formação necessária para 
impulsionar e manter as mudanças.
4. Uma educação que seja realmente capaz de alcançar estes objetivos, será aquela que está dirigida 
à transformação dos modelos sociais, econômicos e culturais determinantes dos problemas atuais, 
no marco do desenvolvimento sustentável. Este critério obriga à educação ambiental trabalhar 
em função da democratização do saber ambiental, da construção coletiva de uma ética da ação 
humana e da formação de indivíduos e comunidades participativos, solidários e empoderados, 
que sejam capazes de construir sociedades sustentáveis baseadas em suas próprias experiências, 
capacidades, sonhos e particularidades culturais. A meta atual para toda a região é promover 
programas de educação ambiental que estejam demarcados por essas orientações e com matriz 
e identidade latino-americana e caribenha.
5. Na Região, a educação ambiental se desenvolveu de modo desigual e diverso, gerando um mo-
saico de experiências de grande riqueza conceitual e metodológica que permitiu um processo 
�6PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA
importante de consolidação e institucionalização deste campo em todos os países. Esta situação 
se manifestou em uma progressiva incorporação da dimensão ambiental no programas de estudo, 
processos de gestão ambiental e nos planos de desenvolvimento em todos os países da região.
6. Apesar desses avanços, o processo de desenvolvimento da educação ambiental na Região não está 
isento	de	problemas.	Alguns	deles	tem	sido	a	falta	de	apoio	econômico	suficiente	e	sustentável,	a	
existência	de	contradições	e	vazios	no	uso	de	conceitos	e	métodos,	a	insuficiência	na	capacitação	
docente, a escassa produção e distribuição de materiais didáticos, a ausência de mecanismos de 
avaliação e a falta de continuidade nos programas. Estes obstáculos geraram debilidades tanto 
em	seus	aspectos	institucionais,	como	na	conquista	de	avanços	significativos	em	áreas	chave.
7.	A	estas	situações,	se	somam	enormes	dificuldades	para	a	comunicação,	cooperação	e	intercâmbio	
de experiências e projetos de educação ambiental entre os diferentes países da região. Freqüen-
temente esta situação gera uma situação de dependência de orientações e propostas alheias às 
necessidades e peculiaridades regionais.
8. A partir deste contexto, várias iniciativas na Região vêm sendo dirigidas ao desenvolvimento 
de um pensamento regional em educação ambiental, à promoção de diferentes mecanismos de 
cooperação e de fomento de mecanismos para o trabalho em rede.
9. Como conseqüência destes esforços nos sucessivos foros e reuniões regionais realizados ao 
longo dos últimos dez anos, vem sendo consolidada uma propostadirigida ao estabelecimento 
de mecanismos de cooperação regional que facilitem a comunicação, a cooperação e o trabalho 
conjunto entre os diferentes atores (sociedade organizada, instituições educativas, empresas e 
organismos governamentais) existentes na Região.
10. Em paralelo, e no marco dos compromissos da Agenda 21, os governos da Região estão adian-
tando processos de tomada de decisão e de cooperação tanto em gestão ambiental como na 
ampliação e melhoria da qualidade dos programas educativos, tanto escolarizados como não 
escolarizados.
11. Esse esforço conjunto dos governos da Região contribuiu para consolidar as propostas discutidas 
durante	a	recente	Cúpula	de	Johannesburgo,	influenciando	as	decisões	ali	assumidas,	para	que	
tivessem,	por	um	lado	um	enfoque	mais	social,	e	por	outro	lado,	se	fixassem	ações	concretas	
para a ação internacional.
12. Um marco importante derivado deste evento foi a recomendação à Assembléia das Nações 
Unidas em considerar a possibilidade de declarar uma Década da Educação para o Desenvolvi-
mento Sustentável a partir de 2005.
13. Fundamentado nesse contexto, o governo da República Bolivariana da Venezuela propôs aos 
países da Região o estabelecimento de um Convênio Latino-americano e Caribenho de educação 
ambiental, embasado nos princípios do desenvolvimento sustentável, assim como na Iniciativa La-
PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA�7
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Ambiente da América Latina e Caribe: (1) acesso a recursos genéticos e distribuição eqüitativa dos benefícios, (2) gestão 
de recursos hídricos, (3) assentamentos 
tino-americana para o Desenvolvimento Sustentável8 e no Plano de Ação de Johannesburgo.
	 II.	Objetivo	Geral	e	Objetivos	Específicos
14. A proposta de Convênio tem como objetivo geral:
15. Propor o desenvolvimento de um Convênio no âmbito latino-americano e Caribenho baseado 
nos princípios do Desenvolvimento Sustentável, assim como na Iniciativa Latino-americana 
e Caribenha para o Desenvolvimento Sustentável e no Plano de Ação de Johannesburgo, que 
tenha como objetivo:
 Estabelecer um mecanismo regional permanente que impulsione a coordenação de políticas, 
estimule o desenvolvimento de programas e projetos, e fomente a comunicação, o intercâmbio 
e o apoio mútuo entre os governos regionais, assim como entre estes e os outros atores sociais 
envolvidos com o desenvolvimento de programas de educação ambiental.
16.	Com	a	finalidade	de	cumprir	com	o	objetivo	geral	proposto,	se	propõem	os	seguintes	objetivos	
específicos,	assim	como	ações	sugeridas	para	cumprir	com	cada	um	deles.
17.	Objetivo	Específico	1.	Consolidar	as	políticas	públicas	de	educação	ambiental	no	marco	do	
desenvolvimento sustentável.
 Ações
a. Estabelecimento de um mecanismo de trabalho permanente, baseado nos princípios da partici-
pação democrática de outros atores tanto nacionais como regionais, incluindo universidades, 
organizações	da	sociedade	civil	e	outros	organismos;	cuja	finalidade	seja	promover	o	intercâm-
bio, comunicação e apoio mútuo entre os organismos de gestão das políticas nacionais relativos 
à educação ambiental, assim como entre estas instituições e outros organismos da sociedade 
civil.
b. Formação ou consolidação de um grupo de trabalho encarregado de reunir e analisar as políticas 
educativas de educação ambiental nos países da região, de tal modo a estabelecer necessidades 
comuns e prioridades de apoio e cooperação entre os países ou capítulos que formem parte do 
Convênio.
c. Estabelecimento de um grupo técnico de trabalho encarregado da compilação, difusão e acom-
panhamento das propostas de educação ambiental que se realizem ou tenham sido realizadas na 
região, assim como impulsionar a articulação e sinergia entre os aspectos educativos presentes 
nas diferentes Conferências, Convenções, Acordos e outros instrumentos de caráter global ou 
��PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA
regional. Mesmo assim, deverão ser promovidos a consolidação e o desenvolvimento de pro-
gramas	de	educação	ambiental	nas	áreas	prioritárias	definidas	na	Iniciativa	Latino-americana	e	
no Plano de Ação de Johannesburgo.
d. Estabelecimento de um grupo técnico que promova a implementação de critérios e mecanismos 
para a avaliação dos processos educativos ambientais, assim como o acompanhamento e siste-
matização dos projetos implementados.
e. Estabelecimento de um mecanismo que permita reunir e sistematizar as experiências de educação 
ambiental	na	região.	Este	mecanismo	permitiria	a	identificação	de	projetos	e	temáticas	prioritárias	
para a região, assim como os mecanismos e enfoques adequados para sua implementação.
f.	 Estabelecimento	de	um	acordo	regional	para	incrementar	os	recursos	financeiros	de	cada	país,	
dirigido ao fortalecimento institucional e à implantação de projetos de longo prazo em educação 
ambiental.
18.	Objetivo	Específico	2.	Estabelecer	e	consolidar	mecanismos	para	o	trabalho	em	rede,	promoção	
da integração e aumento da comunicação entre organismos públicos e privados da região.
 Ações
a. Consolidação de mecanismos para o trabalho em rede dos educadores ambientais da região, 
incluindo o inventário, avaliação e fortalecimento das redes existentes, estabelecimento de re-
des em temas prioritários, assim como o apoio ao desenvolvimento e consolidação de redes de 
educadores e organismos da sociedade civil trabalhando no campo da educação ambiental e da 
sustentabilidade, na escala tanto regional como sub-regional.
b. Estabelecimento de um mecanismo dirigido à divulgação de experiências regionais em educa-
ção ambiental, assim como facilitar o desenvolvimento de foros, intercâmbio de informação, 
divulgação de documentos de interesse, entre outros aspectos.
c. Estabelecimento de mecanismos que facilitem a incorporação das redes e outros mecanismos 
de participação aberta na tomada de decisões sobre a gestão da educação ambiental tanto em 
escala nacional como regional.
d.	 Elaboração	de	um	cadastro	regional	de	organizações,	instituições	e	profissionais	que	desenvolvam	
trabalhos em educação ambiental.
19.	Objetivo	Específico	3.	Fortalecer	os	aspectos	conceituais	e	metodológicos	da	educação	ambiental	
no marco do desenvolvimento sustentável segundo uma ótica regional.
 Ações
a. Formação de um grupo de trabalho encarregado de preparar propostas regionais em educação 
ambiental no escopo da Década da Educação para o Desenvolvimento Sustentável dirigidas ao 
PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA��
fortalecimento dos aspectos conceituais e metodológicos da educação ambiental.
b. Estabelecimento de mecanismos para incentivar e apoiar a realização de programas de investi-
gação no campo da educação ambiental no marco do desenvolvimento sustentável.
c. Estabelecimento de um seminário permanente de discussão epistemológica, axiológica e de 
construção de conceitos em educação ambiental no marco da sustentabilidade.
d. Apoio, fortalecimento, consolidação ou criação de revistas especializadas regionais, assim 
como	bibliografia	de	apoio	sobre	temas	de	educação	ambiental	no	marco	do	desenvolvimento	
sustentável.
20.	Objetivo	Específico	4.	Fortalecer	a	capacitação	e	atualização	continuada	dos	educadores	e	outros	
atores envolvidos nos processos educativo-ambientais na região.
 Ações
a. Fortalecimento e consolidação de estratégias de difusão dos programas existentes na região, 
dirigidos à formação em educação ambiental, assim como a interconexão e comunicação entre 
instituições educativas que desenvolvam programas de capacitação em educação ambiental e 
desenvolvimento sustentável.
b. Fortalecimento e ampliação dos mecanismos existentes para facilitar e promover o intercâmbio 
de	profissionais	e	pesquisadores	no	campoato de pensar se dá na comunicação. 
O objeto, por isso mesmo, 
não é a incidência terminativa 
do pensamento de um sujeito, 
mas o mediador da comunicação. 
Paulo Freire
“
”
Glossário de Siglas ............................................................................................ 13
Apresentação ..................................................................................................... 15
Justificativa ........................................................................................................ 17
Antecedentes ..................................................................................................... 21
Diretrizes ........................................................................................................... 33
Princípios ........................................................................................................... 37
Missão ............................................................................................................... 39
Objetivos ........................................................................................................... 39
Públicos ............................................................................................................. 42
Linhas de ação ................................................................................................... 43
Estrutura organizacional .................................................................................... 53
Anexo 1 – Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Res-
ponsabilidade Global ......................................................................................... 57
Anexo 2 – Lei no 9.795, de 27 de abril de 1999 ............................................... 65
Anexo 3 – Decreto no 4.281, de 25 de junho de 2002 ...................................... 71
Anexo 4 – Deliberações da Conferência Nacional do Meio Ambiente ............ 75
Anexo 5 – Compromisso de Goiânia .....................................................................................81
Anexo 6 – Programa Latino-americano e Caribenho de Educação Ambiental . 85 
Anexo 7 – Atribuições e competências dos colegiados do ProNEA .......................91
Anexo 8 – Composição dos colegiados do ProNEA .......................................................95
S U M á R I O
1�PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA
Paulo Freire
A grande generosidade
está em lutar para que,
cada vez mais,
essas mãos,
sejam de homens
ou de povos, 
se estendam menos, 
em gestos de súplica. 
Súplica de humildes
a poderosos.
E se vão fazendo, 
cada vez mais, 
mãos humanas, 
que trabalhem e 
transformem o mundo.
“
”
PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA1�
G L O S S á R I O D E S I G L A S
ANPEd Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em 
Educação
CAPES Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível 
Superior
CEA Centro de Educação Ambiental
CGEA Coordenação Geral de Educação Ambiental
CID-Ambiental Centro de Informação e Documentação Ambiental
CIEA Comissão Interinstitucional Estadual de Educação Ambi-
ental
CISEA Comissão Intersetorial de Educação Ambiental
CNPq	 Conselho	Nacional	de	Desenvolvimento	Científico	e	Tec-
nológico
CNRH Conselho Nacional de Recursos Hídricos
COEA Coordenação Geral de Educação Ambiental
CONAMA Conselho Nacional do Meio Ambiente
CTEM Câmara Técnica de Educação, Capacitação, Mobilização 
Social e Informação em Recursos Hídricos
DEA Diretoria de Educação Ambiental
FAPESP Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo
FNMA Fundo Nacional de Meio Ambiente
INEP Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais 
Anísio Teixeira
IBAMA Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos 
Naturais Renováveis
ISO International Standart Organization
MEC Ministério da Educação
MMA Ministério do Meio Ambiente
PCN Parâmetros Curriculares Nacionais
PIEA Programa Internacional de Educação Ambiental
14PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA
PNEA Política Nacional de Educação Ambiental
PNMA Política Nacional de Meio Ambiente
PNUMA Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente
PPA Plano Plurianual
ProNEA Programa Nacional de Educação Ambiental
RAEA Rede Acreana de Educação Ambiental
REASE Rede de Educação Ambiental de Sergipe
REASul Rede Sulbrasileira de Educação Ambiental
REBEA Rede Brasileira de Educação Ambiental
REPEA Rede Paulista de Educação Ambiental
RUPEA Rede Universitária de Programas de Educação Ambiental
SEBRAE Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequenas Empresas
SEMA Secretaria Especial do Meio Ambiente
SESC Serviço Social do Comércio
SESI Serviço Social da Indústria
SIBEA Sistema Brasileiro de Informação sobre Educação Ambiental
SISNAMA Sistema Nacional de Meio Ambiente
UNESCO Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cul-
tura
PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA15
ste documento, sintonizado com o Tratado de Educação Ambiental para 
Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global, apresenta as diretrizes, 
os princípios e a missão que orientam as ações do Programa Nacional de Educação 
Ambiental – ProNEA, a delimitação de seus objetivos, suas linhas de ação e sua 
estrutura organizacional.
A presente versão é resultado de processo de Consulta Pública, realizado 
em setembro e outubro de 2004, que envolveu mais de 800 educadores ambientais 
de	22	unidades	 federativas	do	país,	 configurando	a	 construção	participativa	do	
Programa Nacional de Educação Ambiental e que se constitui ao mesmo tempo, 
num processo de apropriação do ProNEA pela sociedade. A Consulta Pública do 
ProNEA foi realizada em parceria com as Comissões Interinstitucionais Estaduais 
de	Educação	Ambiental	(CIEAs)	e	as	Redes	de	Educação	Ambiental,	em	Oficinas	
intituladas “Construindo juntos o futuro da educação ambiental brasileira”, e se 
tornou uma oportunidade de mobilização social entre os educadores ambientais 
possibilitando o debate acerca das realidades locais para subsidiar a elaboração ou 
implementação das Políticas e Programas estaduais de educação ambiental.
Importante ressaltar que o ProNEA é um programa de âmbito nacional, o 
que	não	significa	que	sua	implementação	seja	de	competência	exclusiva	do	poder	
público federal, ao contrário, todos os segmentos sociais e esferas de governo são 
co-responsáveis pela sua aplicação, execução, monitoramento e avaliação.
Reconhecendo seu estado de permanente construção, em consonância com 
o delineamento das bases teóricas e metodológicas da educação ambiental no 
Brasil, a Diretoria de Educação Ambiental do MMA, a Coordenação Geral de 
Educação Ambiental do MEC e o Órgão Gestor entendem ser necessário prever 
uma estratégia de planejamento incremental e articulada, que permita revisitar com 
freqüência os seus objetivos e estratégias, para seu constante aprimoramento, por 
meio dos aprendizados sistematizados e dos redirecionamentos democraticamente 
pactuados entre todos os parceiros envolvidos. Mas sem renunciar à formulação e 
A P R E S E N T A Ç Ã O
E
16PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA
à enunciação de seus objetivos e sem abandonar as diretrizes e os princípios que balizam as 
ações em educação ambiental no governo federal.
Nesse sentido, a expectativa é estabelecer uma periodicidade para revisões futuras do 
ProNEA – objetivando seu aperfeiçoamento constante - em espaços que possibilitem o de-
bate democrático e a construção participativa, a exemplo do Fórum Brasileiro de Educação 
Ambiental.
PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA17
 s últimos 40 anos foram pródigos em encontros, conferências, seminários, 
tratados e convenções voltados à temática ambiental e, no entanto, nunca 
se comprometeu tanto a capacidade de manutenção da vida, o que indica a ne-
cessidade de ações educacionais que contribuam para a construção de sociedades 
sustentáveis. 
No Brasil, a ameaça à biodiversidade está presente em todos os biomas,da	educação	ambiental	entre	os	países	da	região.
c.	 Identificação	de	organismos	e	instituições	que	podem	servir	como	pontos	focais	em	escala	re-
gional e sub-regional para o desenvolvimento de programas piloto em atualização, capacitação 
e	certificação	de	pessoal	de	educação	ambiental	em	temas	prioritários.
d. Estabelecimento e fortalecimento de mecanismos para a produção, edição e divulgação de do-
cumentos,	materiais	e	outros	recursos	bibliográficos	e	não	bibliográficos,	tanto	impressos	como	
os existentes em formatos eletrônicos.
21.	Objetivo	Específico	5.	Instituir	um	fundo	para	o	financiamento	de	projetos	regionais	prioritá-
rios.
 Ações
a.	 Estabelecimento	de	um	Fundo	Latino-americano	e	Caribenho	para	o	apoio	financeiro	a	projetos	
e programas de educação ambiental de interesse regional.
b. Criação ou consolidação de uma estrutura organizativa e de coordenação para implementar as 
ações	enunciadas	no	Convênio	e	constituir	um	Programa	de	trabalho	com	apoios	financeiros	
que atinja avanços e produtos concretos.
�0PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA
PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA�1
A N E X O 7
 
Atribuições e competências dos colegiados do ProNEA
Atribuições do Órgão Gestor da Política Nacional de Educação Ambiental9
I	-	definição	de	diretrizes	para	implementação	em	âmbito	nacional;
II - articulação, coordenação e supervisão de planos, programas e projetos na área de educação 
ambiental, em âmbito nacional;
III	-	participação	na	negociação	de	financiamentos	a	planos,	programas	e	projetos	na	área	de	edu-
cação ambiental.
Competências do Órgão Gestor da Política Nacional de Educação Ambiental10
I - avaliar e intermediar, se for o caso, programas e projetos da área de educação ambiental, in-
clusive supervisionando a recepção e emprego dos recursos públicos e privados aplicados em 
atividades dessa área;
II - observar as deliberações do Conselho Nacional de Meio Ambiente - CONAMA e do Conselho 
Nacional de Educação - CNE;
III - apoiar o processo de implementação e avaliação da Política Nacional de Educação Ambiental 
em todos os níveis, delegando competências quando necessário;
IV	-	sistematizar	e	divulgar	as	diretrizes	nacionais	definidas,	garantindo	o	processo	participativo;
V	-	estimular	e	promover	parcerias	entre	instituições	públicas	e	privadas,	com	ou	sem	fins	lucrativos,	
objetivando o desenvolvimento de práticas educativas voltadas à sensibilização da coletividade 
sobre questões ambientais; 
VI - promover o levantamento de programas e projetos desenvolvidos na área de Educação Am-
biental e o intercâmbio de informações;
VII - indicar critérios e metodologias qualitativas e quantitativas para a avaliação de programas e 
projetos de Educação Ambiental;
VIII - estimular o desenvolvimento de instrumentos e metodologias visando o acompanhamento e 
avaliação de projetos de Educação Ambiental; 
 9  Art. 15 da Lei no 9.795, de 27/04/1999.
10 Art. 3o do Decreto Presidencial no 4.281, de 25/06/2002.
��PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA
IX	-	levantar,	sistematizar	e	divulgar	as	fontes	de	financiamento	disponíveis	no	País	e	no	exterior	
para a realização de programas e projetos de educação ambiental;
X	-	definir	critérios	considerando,	inclusive,	indicadores	de	sustentabilidade,	para	o	apoio	institu-
cional e alocação de recursos a projetos da área não formal;
XI - assegurar que sejam contemplados como objetivos do acompanhamento e avaliação das ini-
ciativas em Educação Ambiental: a) a orientação e consolidação de projetos; b) o incentivo e 
multiplicação dos projetos bem sucedidos; e, c) a compatibilização com os objetivos da Política 
Nacional de Educação Ambiental.
Atribuições do Comitê Assessor do Órgão Gestor da PNEA11
Assessoramento do Órgão Gestor e solicitação de assessoramento de órgãos, instituições e pes-
soas de notório saber na área de sua competência, em assuntos que necessitem de conhecimento 
específico.
Finalidade da Câmara técnica de Educação Ambiental do Conselho Nacional de Meio Am-
biente12
I – Propor indicadores de desempenho e de avaliação das ações de educação ambiental decorrentes 
das políticas, programas e projetos de governo;
II – propor diretrizes para elaboração e implementação das políticas e programas estaduais de 
educação ambiental;
III – assessorar as demais Câmaras Técnicas, no que tange à educação ambiental;
IV – ações de educação ambiental nas políticas de conservação da biodiversidade, de zoneamento 
ambiental, de licenciamento e revisão de atividades efetivas ou potencialmente poluidoras, de 
gerenciamento de resíduos, de gerenciamento costeiro, de gestão de recursos hídricos, de orde-
namento de recursos pesqueiros, de manejo sustentável de recursos ambientais, de ecoturismo 
e melhoria de qualidade ambiental.
 11 Art. 4o do Decreto Presidencial no 4.281, de 25/06/2002.
12 Art. 1o da Resolução CONAMA no 327, de 25/04/2003.
PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA��
Competências da Câmara técnica de Educação, Capacitação, Mobilização Social e infor-
mação em Recursos Hídricos13 
I - Propor diretrizes, planos e programas de educação e capacitação em recursos hídricos;
II - Propor e analisar mecanismos de articulação e cooperação entre o poder público, os setores 
usuários e a sociedade civil quanto à educação e capacitação em recursos hídricos;
III - Propor e analisar mecanismos de mobilização social para fortalecimento do Sistema Nacional 
de Gerenciamento de Recursos Hídricos;
IV - Propor e analisar mecanismos de difusão da Política Nacional de Recursos Hídricos nos sistemas 
de ensino, tornando efetivos os fundamentos da Lei no 9.433, de 8 de janeiro de 1997;
V - Propor e analisar diretrizes de disseminação da informação sobre recursos hídricos voltadas 
para a sociedade, utilizando as formas de comunicação que alcancem a todos;
VI - Recomendar critérios referentes ao conteúdo de educação em recursos hídricos nos livros 
didáticos, assim como para os planos de mídia relacionados ao tema de recursos hídricos.
Finalidade da Comissão intersetorial de Educação Ambiental do Ministério do Meio Am-
biente14
Promover o fortalecimento e a articulação das ações de educação ambiental desenvolvidas pelo 
Ministério do Meio Ambiente.
Competência da Comissão intersetorial de Educação Ambiental do Ministério do Meio Am-
biente15
Compartilhar, analisar, avaliar e planejar a educação ambiental no Ministério do Meio Ambiente.
Atribuições das Comissões Estaduais interinstitucionais de Educação Ambiental nos Estados 
e no Distrito Federal
I – Construir e atualizar o Programa Estadual de Educação Ambiental, de forma participativa, 
democrática e descentralizada, envolvendo os parceiros de governo e da sociedade civil organi-
 13 Resolução do CNRH no 39, de 26/03/2004.
14 Art. 1o da Portaria do Gabinete da Ministra de Estado do Meio Ambiente, no 269, de 27/06/2003.
15 Art. 2o da Portaria do Gabinete da Ministra de Estado do Meio Ambiente, no 269, de 27/06/2003.
�4PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA
zada, relacionados à educação Ambiental; e indicar as diretrizes e prioridades para o Programa 
Nacional;
II – Implememntar os programas e projetos estaduais, articulando parcerias, captando recursos, 
participando da execução ou acompanhando ações, analisando resultados parciais, considerando 
que num processo de construção é preciso atingir e superar etapas;
III	–	Atuar	no	desenvolvimento	de	ações	para	o	Estado,	definidas	no	Programa	Nacional.
PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA�5
A N E X O 8
 
Composição dos colegiados do ProNEA
Órgão Gestor da Política Nacional de Educação Ambiental
Ministério do Meio Ambiente
Dirigente: Marina Silva
Representante: Marcos Sorrentino
Ministério da Educação
Dirigente: Tarso Genro
Representante: Rachel Trajber
Comitê Assessor da Política Nacional de Educação Ambiental
I – Representante do setor educacional ambiental, indicado pelas Comissões Estaduais Interinsti-
tucionais de Educação AmbientalMaria Ludetana Araújo
II – Representante do setor patronal, indicado pelas Confederações Nacionais da Indústria (CNI), 
do Comércio (CNC) e da Agricultura
 Aline Pinto de Almeida (CNC) e Déborah Eliane Andrade Munhoz (Federação das Indústrias 
do Estado de Minas Gerais) – funcionamento em regime de alternância
III – Representante do setor laboral, indicado pelas Centrais Sindicais
 Martinho da Conceição (CUT), Antônio Silvan Oliveira (Força Sindical) e Francisco Canindé 
Pegado do Nascimento (CGT) – funcionamento em regime de alternância
�6PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA
IV – Representante das Organizações Não-Governamentais, indicado pela Associação Brasileira 
de Organizações Não-Governamentais
 Sem representação
V – Representante do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil
 Maria Artemísia Arraes do Hermans
VI – Representante dos municípios, indicado pela Associação Nacional dos Municípios e Meio 
Ambiente
 José Contantino Sommer 
VII – Representante da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência
 Waldinete Conceição do Socorro Oliveira Costa
VIII – Representante do Conselho Nacional do Meio Ambiente
 Walmir Pereira do Carmo
IX – Representante do Conselho Nacional de Educação
 Arthur Roquete de Macedo
X – Representante da União dos Dirigentes de Educação
 Sandra Mara Bortolotti Martins
XI – Representante do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renová-
veis
 Elisio Márcio de Oliveira
PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA�7
XII – Representante da Associação Brasileira de Imprensa
 Zilda Cosme Ferreira
XIII – Representante da Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente
 José de Paula Moraes Filho
Câmara técnica de Educação Ambiental do Conselho Nacional do Meio Ambiente
I – Ministério da Educação (presidente)
 Titular: Ricardo Manuel dos Santos Henriques
 Suplentes: Armênio Bello Schmidt e Rachel Trajber
II – Entidades Ambientalistas da Região Nordeste – GRAMA
 Titular: Walmir Pereira do Carmo
 Suplente: Dionéia Santos Rangel
III – Entidades Ambientalistas da Região Norte – Argonautas
 Titular: Rafael Caldeira Magalhães
 Suplente: Cimara Correa Machado
IV – Confederação Nacional do Comércio – CNC
 Titular: Ernane Galvêas
 Suplentes: Leopoldo Garcia Brandão e Evandro Américo Costa
 Representante: Maria Tereza Jorge Pádua
��PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA
V – ANAMMA – Região Sul
 Titular: Jorge Alberto Muller
 Suplente: Cleber Barreto Espíndola
VI – Governo Estadual – Espírito Santo
 Titular: Maria da Glória Brito Abaurre
 Suplentes: João Lages Neto e Sueli Passoni Tonini
 Representante: Maria Esther Arruda Kill
VII – Governo Estadual – Paraná
 Titular: Luiz Eduardo Cheida
 Suplentes: Lindsley da Silva Rasca Rodrigues e Carlos Alberto Hirata
 Representante: Rosa Riskalla
Câmara técnica de Educação, Capacitação, Mobilização Social e informação em Recursos 
Hídricos do Conselho Nacional de Recursos Hídricos
I – Ministério da Fazenda
 Titular: Mônica de Andrade Gonçalves Branco
II – Ministério da Educação
 Titular: Bruno Gonzaga Agapito de Veiga
III – Ministério da Saúde
 Titular: Everaldo Resende Silva
 Suplente: Sávia Diniz Dumond Texeira
PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA��
IV – Ministério das Cidades
 Titular: Sônia Lúcia dos Reis Alves
 Suplente: João Carlos Machado
V – Ministério da Integração Nacional
 Titular: Maria da Glória Almeida Teixeira
 Suplente: Valesk de Castro Rebouças
VI – Ministério da Ciência e Tecnologia
 Titular: Sanderson Alberto Medeiros Leitão
 Suplente: Laura Cristina Lima Caland
VII – Ministério do Meio Ambiente – SRH
 Titular: Marcos Sorrentino
 Suplentes: Celso Marcatto e Nina Laranjeira
VIII – Ministério do Meio Ambiente – ANA
 Titular: José Edil Benedito
 Suplentes: Celina Lopes Ferreira e Regina Irene Passos de Freitas
IX – Conselho Estadual de São Paulo
 Rosely Sztibe / Lina Maria Ache
X – Conselho Estadual do Rio Grande do Sul
 Titular: Paulo Paim
100PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA
XI – Conselho Estadual da Bahia
 Titular: Maria do Carmo Nunes Pereira
XII – Concessionárias e Autorizadas de Geração Hidrelétrica
 Titular: Maria Mercedes de Souza
XIII – Usuários de Recursos Hídricos (Indústrias)
 Titular: Anicia Aparecida Baptistello Pio
XIV	–	Comitês	de	Bacias	Hidrográficas
 Titular: Suraya Damas de Oliveira Modaelli
 Suplente: Viviane Nabinger
 Titular: Mauro da Costa Val
 Suplente: Lilian Fontes Frederico
XV – Organização de Ensino e Pesquisa
 Titular: Synara Olendzki Broch
XVI – Organizações Não-Governamentais
 Titular: Gustavo Cherubine
Comissão intersetorial de Educação Ambiental do Ministério do Meio Ambiente CiSEA
I - Secretaria-Executiva
II - Programa Nacional de Educação Ambiental
III - Secretaria de Políticas para o Desenvolvimento Sustentável
PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA101
IV - Secretaria de Coordenação da Amazônia
V - Secretaria de Biodiversidade e Florestas
VI - Secretaria de Qualidade Ambiental nos Assentamentos Humanos
VII - Secretaria de Recursos Hídricos
VIII - Fundo Nacional do Meio Ambiente
IX - Agência Nacional de Águas
X - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis
XI - Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro
 Colaboradores, no âmbito da CISEA, que atuaram no processo de formulação e revisão do 
ProNEA
I – Secretaria-Executiva:
 Maurício Cortines Laxe e Lúcia Maria Mazzilli
II – Programa Nacional de Educação Ambiental:
 Marcos Sorrentino; Maurício Marcon Rebelo da Silva; Renata Rozendo Maranhão; Irineu Tamaio 
e Philippe Pomier Layrargues
III – Secretaria de Políticas para o Desenvolvimento Sustentável:
 Pedro Ivo de Souza Batista; Larissa Ho Bech Gaivizzo; Valéria da Cruz Viana e Michelle Silva 
Milhomem
IV – Secretaria de Coordenação da Amazônia:
 Almira Cláudia Marinho; Bárbara Angélica Guimarães e Ronaldo Alves
V – Secretaria de Biodiversidade e Florestas:
10�PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA
 Iara Vasco Ferreira; Júlio César Roma; José Luiz Franco; Cilúlia Mury e Maria Carolina Ha-
zin
VI – Secretaria de Qualidade Ambiental nos Assentamentos Humanos:
 Miralda Pereira Medeiros Araújo; Oneida Divina da Silva Freire e Virgínia Cristina Pellegrini
VII – Secretaria de Recursos Hídricos:
 Celso Marcatto; Maria Manoela Martins A. Moreira; Ianae Cassaro; Marita Conceição Ferreira 
Luitgards de Moura e Cinara Ferreira Abraão
VIII – Fundo Nacional do Meio Ambiente:
 Simone Gallego; Ana Cláudia de Souza Mota e João Paulo Sotero
IX – Agência Nacional de Águas:
 José Edil Benedito; Luis Gustavo Miranda Mello; Victor Sucupira e Celina Lopes Ferreira
X – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis:
 Elísio Márcio de Oliveira e Maria José Gualda de Oliveira
XI – Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro:
 Maryane Saisse e Carmelita Santoro Bottino
	Button1:em decorrência, principalmente, do desenvolvimento desordenado de atividades 
produtivas. A degradação do solo, a poluição atmosférica e a contaminação dos 
recursos hídricos são alguns dos efeitos nocivos observados. Na maioria dos centros 
urbanos, os resíduos sólidos ainda são depositados em lixões, a céu aberto. 
Associa-se a isso um quadro de exclusão social e elevado nível de pobreza 
da população. Muitas pessoas vivem em áreas de risco, como encostas, margens 
de	rios	e	periferias	industriais.	É	preciso	também	considerar	que	uma	significativa	
parcela dos brasileiros tem uma percepção “naturalizada” do meio ambiente, ex-
cluindo homens, mulheres, cidades e favelas desse conceito.
Reverter	esse	quadro	configura	um	grande	desafio	para	construção	de	um	
Brasil sustentável, entendido como um país socialmente justo e ambientalmen-
te seguro. Nota-se ainda um distanciamento entre a letra das leis e sua efetiva 
aplicação,	 sobretudo	no	que	 se	 refere	às	dificuldades	encontradas	por	políticas	
institucionais e movimentos sociais voltados à consolidação da cidadania entre 
segmentos sociais excluídos.
As estratégias de enfrentamento da problemática ambiental, para surtirem o 
efeito desejável na construção de sociedades sustentáveis, envolvem uma articu-
lação coordenada entre todos os tipos de intervenção ambiental direta, incluindo 
neste contexto as ações em educação ambiental. Dessa forma, assim como as 
medidas	políticas,	jurídicas,	técnico-científicas,	institucionais	e	econômicas	vol-
J U S T I f I C A T I v A
O
1�PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA
 1  Embora reconheçamos o caráter multidimensional da questão ambiental, entendemos ser necessário enfatizar a articulação 
entre a dimensão social e a dimensão ambiental, motivo pelo qual apresentamos neste documento a formulação “socioambiental” 
em vez de simplesmente “ambiental”.
tadas à proteção, recuperação e melhoria socioambiental1 despontam também as atividades 
no âmbito educativo.
Com	efeito,	diante	da	constatação	da	necessidade	de	edificação	dos	pilares	das	sociedades	
sustentáveis, os sistemas sociais atualizam-se para incorporar a dimensão ambiental em suas 
respectivas	especificidades,	fornecendo	os	meios	adequados	para	efetuar	a	transição	societária	
em direção à sustentabilidade. Assim, o sistema jurídico cria um “direito ambiental”, o sistema 
científico	desenvolve	uma	“ciência	complexa”,	o	sistema	tecnológico	cria	uma	“tecnologia	
ecoeficiente”,	o	sistema	econômico	potencializa	uma	“economia	ecológica”,	o	sistema	polí-
tico oferece uma “política verde” e o sistema educativo fornece uma “educação ambiental”. 
Cabe a cada um dos sistemas sociais o desenvolvimento de funções de acordo com as suas 
atribuições	específicas,	respondendo	às	múltiplas	dimensões	da	sustentabilidade,	buscando	
superar os obstáculos da exclusão social e da má distribuição da riqueza produzida no país. 
É preciso ainda garantir o efetivo controle e a participação social na formulação e execução 
de políticas públicas, de forma que a dimensão ambiental seja sempre considerada.
E nesse contexto, em que os sistemas sociais atuam na promoção da mudança ambiental, 
a educação assume posição de destaque para construir os fundamentos da sociedade susten-
tável, apresentando uma dupla função a essa transição societária: propiciar os processos de 
mudanças culturais em direção à instauração de uma ética ecológica e de mudanças sociais 
em direção ao empoderamento dos indivíduos, grupos e sociedades que se encontram em 
condições	de	vulnerabilidade	em	face	dos	desafios	da	contemporaneidade.
Com a proposta de mudança cultural na sociedade, entende-se que são necessárias 
mudanças nos desejos e formas de olhar a realidade, nas utopias e nas necessidades materiais 
e simbólicas, nos padrões de produção e consumo, lazer e religiosidade. Assim, o ProNEA 
almeja contribuir para o enraizamento de uma cultura de respeito e de valorização da diver-
sidade e da identidade (de ser humano, de ser brasileiro, de ser do município X, da raça Z, 
do gênero Y, da classe social W etc.), ou seja, de ser diferente e gostar disto, sem deixar de 
lutar para superar aquelas diferenças que incomodam e oprimem, mas valorizando o outro 
em	suas	especificidades	e	com	ele	dialogando	no	sentido	de	trabalhar	os	conflitos,	visando	
não a sua supressão, mas ao seu equacionamento democrático.
Com a proposta de mudança social entendemos como necessárias a superação da injus-
tiça social, da apropriação da natureza e da humanidade pelo Capital, da desigualdade social 
PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA1�
e dos processos em que se privatizam lucros e socializam as mazelas decorrentes 
entre as parcelas desfavorecidas da população.
Para que a atuação do poder público no campo da educação ambiental possa 
ocorrer de modo articulado tanto entre as iniciativas existentes no âmbito educativo 
como entre as ações voltadas à proteção, recuperação e melhoria socioambiental, e 
assim propiciar um efeito multiplicador com potencial de repercussão na sociedade, 
faz-se necessária a formulação e a implementação de políticas públicas de educação 
ambiental que integrem essa perspectiva. Nesse sentido, a criação do ProNEA se 
configura	como	um	esforço	do	governo	federal	no	estabelecimento	das	condições	
necessárias para a gestão da Política Nacional de Educação Ambiental, fortalecendo 
os processos existentes nessa direção na sociedade brasileira.
Portanto, é no sentido de promover a articulação das ações educativas voltadas 
às atividades de proteção, recuperação e melhoria socioambiental, e de potencializar 
a função da educação para as mudanças culturais e sociais, que se insere a educação 
ambiental no planejamento estratégico do governo federal do país. 
�0PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA
Paulo Freire
Ninguém ignora tudo.
Ninguém sabe tudo. 
Todos nós sabemos alguma coisa. 
Todos nós ignoramos alguma coisa. 
Por isso aprendemos sempre.
“
”
PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA�1
lguns autores mencionam que o período pós-Segunda Guerra Mundial fez 
emergir com uma maior ênfase os estudos do meio e a importância de uma 
educação a partir do entorno, chegando-se na década de 1960 a mencionar explici-
tamente uma educação ambiental. Lembram ainda que os naturalistas, jornalistas, 
escritores e estadistas muito antes já escreviam sobre a necessidade de proteção 
dos recursos naturais ou mesmo sobre a importância do contato com a natureza 
para a formação humana. Mas atribui-se à Conferência de Estocolmo, realizada em 
1972, a responsabilidade por inserir a temática da educação ambiental na agenda 
internacional.
Apesar de a literatura registrar que já se ouvia falar em educação ambiental 
desde meados da década de 60, o reconhecimento internacional desse fazer edu-
cativo como uma estratégia para se construir sociedades sustentáveis remonta a 
1975, também em Estocolmo, quando se instituiu o Programa Internacional de 
Educação Ambiental (PIEA), sob os auspícios da Organização das Nações Unidas 
para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e do Programa das Nações 
Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), em atendimento à Recomendação 96 
da Conferência de Estocolmo. E sobretudo dois anos depois, em 1977, quando foi 
realizada a Conferência Intergovernamental sobre Educação Ambiental, conhecida 
como Conferência de Tbilisi, momento que se consolidou o PIEA e se estabelece-
ram	as	finalidades,	os	objetivos,	os	princípios	orientadores	e	as	estratégias	para	a	
promoção da educação ambiental. 
Deve-se mencionar que a educação ambiental surge no Brasil muito antes da 
sua institucionalização no governo federal. Além de artigos de brasileiros ilustres 
e de uma primeira legislação conservacionista já no século XIX e início do século 
XX, temos a existência de um persistente movimento conservacionista e, no início 
dos anos 70, ocorre a emergência de um ambientalismo que se une às lutas pelas 
liberdades democráticas, que se manifestaatravés da ação isolada de professores, 
A N T E C E D E N T E S
A
��PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA
estudantes e escolas, por meio de pequenas ações de organizações da sociedade civil ou mes-
mo de prefeituras municipais e governos estaduais com atividades educacionais relacionadas 
às ações voltadas à recuperação, conservação e melhoria do meio ambiente. Neste período 
também surgem os primeiros cursos de especialização em educação ambiental.
O processo de institucionalização da educação ambiental no governo federal brasileiro 
teve início em 1973, com a criação, no Poder Executivo, da Secretaria Especial do Meio 
Ambiente (SEMA), vinculada ao Ministério do Interior. A SEMA estabeleceu, como parte 
de suas atribuições, “o esclarecimento e a educação do povo brasileiro para o uso adequado 
dos recursos naturais, tendo em vista a conservação do meio ambiente”, e foi responsável 
pela capacitação de recursos humanos e sensibilização inicial da sociedade para as questões 
ambientais.
A extinta SEMA deu ainda início a projetos de educação ambiental voltados para a 
inserção da temática ambiental nos currículos escolares dos antigos 1° e 2° graus, na região 
Norte. Outras iniciativas foram a realização de seis cursos de especialização em educação 
ambiental e de cinco seminários sobre Universidade e Meio Ambiente, além da estruturação de 
uma rede de produção e circulação de materiais educativos, envolvendo diversas publicações 
e audiovisuais referentes à área ambiental. 
Outro passo na institucionalização da educação ambiental foi dado com a Política 
Nacional de Meio Ambiente (PNMA), que estabeleceu em 1981, no âmbito legislativo, a 
necessidade de inclusão da educação ambiental em todos os níveis de ensino, incluindo a 
educação da comunidade, objetivando a capacitá-la para a participação ativa na defesa do meio 
ambiente, evidenciando a capilaridade que se desejava imprimir a essa prática pedagógica. 
Reforçando essa tendência, a Constituição Federal, em 1988, estabeleceu, no inciso VI do 
artigo 225, a necessidade de “promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino 
e a conscientização pública para a preservação do meio ambiente”.
Também em 1988, inicia-se o processo de institucionalização de uma prática de comu-
nicação e organização social em rede, com os primeiros passos da Rede Paulista de Educação 
Ambiental e da Rede Capixaba de Educação Ambiental. Mais tarde, em 1992, no II Fórum 
Brasileiro de Educação Ambiental, é lançada a idéia de uma Rede Brasileira de Educação 
Ambiental, onde se adotou o Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis 
e Responsabilidade Global como carta de princípios. A partir de então, em diversas unidades 
federativas do país foram criadas Redes de Educação Ambiental.
PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA��
A partir de 1990, diversas ações em educação ambiental desenvolvidas pela sociedade 
civil	e	por	instituições	públicas	receberam	aportes	financeiros	do	Fundo	Nacional	de	Meio	
Ambiente	 (FNMA),	 representando	quase	20%	dos	projetos	financiados	por	este	órgão	de	
fomento, criado em 1989 pela Lei n° 7.797. 
Em 1991, a Comissão Interministerial para a preparação da Conferência das Nações 
Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio-92) considerou a educação ambiental 
como um dos instrumentos da política ambiental brasileira. Ainda em 1991, foram criadas 
duas instâncias no Poder Executivo, destinadas a lidar exclusivamente com esse aspecto: o 
Grupo de Trabalho de Educação Ambiental do MEC, que em 1993 se transformou na Coor-
denação Geral de Educação Ambiental (COEA/MEC), e a Divisão de Educação Ambiental 
do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), 
cujas	competências	institucionais	foram	definidas	no	sentido	de	representar	um	marco	para	
a institucionalização da política de educação ambiental no âmbito do Sistema Nacional de 
Meio Ambiente (SISNAMA).
No ano seguinte, em 1992, foi criado o Ministério do Meio Ambiente (MMA), e em 
julho desse mesmo ano, o IBAMA instituiu os Núcleos de Educação Ambiental em todas as 
suas superintendências estaduais, visando operacionalizar as ações educativas no processo 
de gestão ambiental na esfera estadual.
Ainda no contexto da institucionalização da educação ambiental no país, pode-se citar 
o estímulo à implantação de sistemas de gestão ambiental por setores produtivos, em conso-
nância com leis e normas, como as da série ISO 14000.
O Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade 
Global (Anexo 1), estabelecido em 1992 no Fórum Global, constituiu-se como outro marco 
mundial relevante para a educação ambiental, por ter sido elaborado no âmbito da sociedade 
civil e por reconhecer a educação ambiental como um processo dinâmico em permanente 
construção, orientado por valores baseados na transformação social. 
A Agenda 21 reforça essa perspectiva em diferentes capítulos, estabelecendo, por 
exemplo, a atribuição de poder aos grupos comunitários por meio do princípio da delega-
ção de autoridade, assim como o estímulo à criação de organizações indígenas com base na 
comunidade, de organizações privadas de voluntários e de outras formas de entidades não-
governamentais capazes de contribuir para a redução da pobreza e melhoria da qualidade de 
vida das famílias de baixa renda.
�4PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA
Durante a Rio-92, com a participação do MEC, também foi produzida a Carta Brasi-
leira para Educação Ambiental, que, entre outras coisas, reconhece ser a educação ambiental 
um dos instrumentos mais importantes para viabilizar a sustentabilidade como estratégia de 
sobrevivência do planeta e, conseqüentemente, de melhoria da qualidade de vida humana. 
A Carta admite ainda que a lentidão da produção de conhecimentos, a falta de comprometi-
mento real do Poder Público no cumprimento e complementação da legislação em relação 
às	políticas	específicas	de	educação	ambiental,	em	todos	os	níveis	de	ensino,	consolidam	um	
modelo educacional que não responde às reais necessidades do país.
Como desdobramento da Carta Brasileira para Educação Ambiental, o MEC promoveu, 
em 1992, em Foz de Iguaçu, o 1º Encontro Nacional de Centros de Educação Ambiental 
(CEAs), onde os coordenadores dos centros já existentes e os técnicos das Secretarias de 
Educação debateram propostas pedagógicas e recursos institucionais e apresentaram projetos 
e experiências exitosas em educação ambiental. Em decorrência, o MEC passou a incenti-
var a implantação de centros de educação ambiental como espaços de referência, visando a 
formação integral do cidadão para interagir em diversos níveis e modalidades de ensino e 
introduzir práticas de educação ambiental junto às comunidades.
Com o intuito de criar instâncias de referência para a construção dos programas esta-
duais de educação ambiental, a extinta SEMA e, posteriormente, o IBAMA e o MMA fo-
mentaram a formação das Comissões Interinstitucionais de Educação Ambiental. O auxílio 
à elaboração dos programas dos estados foi, mais tarde, prestado pelo MMA. Pode-se citar, 
entre os desdobramentos, a criação dos programas de Rondônia, em 1995, de Tocantins e do 
Acre, em 1996, do Pará, em 1998 e do Amapá, em 2000, bem como a expansão da iniciativa 
a outros estados.
A partir de 1993, além do trabalho desenvolvido pelo IBAMA de acordo com a Política 
Nacional de Meio Ambiente, capacitando recursos humanos e estendendo a temática ambien-
tal às regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, começou a discussão, na esfera legislativa, 
de uma Política Nacional de Educação Ambiental que interligaria os sistemas nacionais de 
meio ambiente e de educação em um sistema único, por meio do Projeto de Lei nº 3.792/93, 
apresentado à Comissão de Defesa do Consumidor, Meio Ambiente e Minorias da Câmara 
dos Deputados.
Em dezembro de 1994, em função da Constituição Federal de 1988 e dos compro-
missos internacionais assumidos com a Conferência do Rio, foicriado, pela Presidência da 
PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA�5
República, o Programa Nacional de Educação Ambiental (PRONEA2), compartilhado pelo 
então Ministério do Meio Ambiente, dos Recursos Hídricos e da Amazônia Legal e pelo 
Ministério da Educação e do Desporto, com as parcerias do Ministério da Cultura e do Mi-
nistério da Ciência e Tecnologia. O PRONEA foi executado pela Coordenação de Educação 
Ambiental do MEC e pelos setores correspondentes do MMA/IBAMA, responsáveis pelas 
ações voltadas respectivamente ao sistema de ensino e à gestão ambiental, embora também 
tenha envolvido em sua execução outras entidades públicas e privadas do país. O PRONEA 
previu três componentes: (a) capacitação de gestores e educadores, (b) desenvolvimento de 
ações educativas, e (c) desenvolvimento de instrumentos e metodologias, contemplando sete 
linhas de ação:
• Educação ambiental por meio do ensino formal.
• Educação no processo de gestão ambiental.
• Campanhas de educação ambiental para usuários de recursos naturais.
• Cooperação com meios de comunicação e comunicadores sociais.
• Articulação e integração comunitária.
• Articulação intra e interinstitucional.
• Rede de centros especializados em educação ambiental em todos os estados.
Em 1995 foi criada a Câmara Técnica Temporária de Educação Ambiental3 no Conselho 
Nacional de Meio Ambiente (CONAMA), que realizou a sua primeira reunião em junho de 
1996, quando se discutiu o documento intitulado “Subsídios para a formulação de uma Política 
Nacional de Educação Ambiental”, elaborado pelo MMA/IBAMA e pelo MEC. Os princípios 
orientadores para esse documento eram a participação, a descentralização, o reconhecimento 
da pluralidade e diversidade cultural, e a interdisciplinaridade. 
Ainda em 1996, incluiu-se no Plano Plurianual (PPA) do Governo Federal (1996-1999), 
“a promoção da educação ambiental, através da divulgação e uso de conhecimentos sobre 
tecnologias de gestão sustentáveis de recursos naturais”, embora não se tenha determinado 
seu correspondente vínculo institucional.
 2  A sigla PRONEA é referente ao programa instituído em 1994, ao passo que a sigla ProNEA refere-se ao Programa instituído 
em 1999.
 3  Resolução no 11 do CONAMA, de 11/12/1995.
�6PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA
Em outubro desse mesmo ano, o MMA criou o Grupo de Trabalho de Educação Am-
biental4,	e	em	dezembro	firmou	um	protocolo	de	intenções	com	o	MEC,	visando	à	cooperação	
técnica	e	institucional	em	educação	ambiental,	com	cinco	anos	de	vigência,	configurando-se	
num canal formal para o desenvolvimento de ações conjuntas. Algumas atividades desem-
penhadas pelo Grupo de Trabalho foram as seguintes:
• Elaboração e coordenação da 1ª Conferência Nacional de Educação Ambiental.
• Estabelecimento de parceira com o Projeto de Educação Ambiental para o Ensino 
Básico “Muda o Mundo, Raimundo!”.
• Promoção de seminários sobre a prática da educação ambiental no ecoturismo, bio-
diversidade e Agenda 21.
• Promoção de palestras técnicas, inseridas na ação “Temporada de Palestras”.
•	Definição	das	ações	de	educação	ambiental	no	âmbito	dos	Programas	Nacionais	de	
Pesca Amadora e Agroecologia.
• Promoção do Levantamento Nacional de Projetos de Educação Ambiental.
Em 1997, depois de dois anos de debates, os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) 
foram aprovados pelo Conselho Nacional de Educação. Os PCN constituem-se como um sub-
sídio para apoiar a escola na elaboração do seu projeto educativo, inserindo procedimentos, 
atitudes e valores no convívio escolar, bem como a necessidade de tratar de alguns temas sociais 
urgentes, de abrangência nacional, denominados como temas transversais: meio ambiente, 
ética, pluralidade cultural, orientação sexual, trabalho e consumo, com possibilidade de as 
escolas e/ou comunidades elegerem outros de importância relevante para sua realidade.
Também em 1997, a Coordenação Geral de Educação Ambiental do IBAMA criou o 
curso de Introdução à Educação no Processo de Gestão Ambiental, voltado aos grupos sociais 
diretamente envolvidos com as atividades de gestão ambiental (técnicos de órgãos executores 
de políticas públicas, produtores rurais, pescadores, grupos comunitários afetados por riscos 
ambientais e tecnológicos, irrigantes, cuja base está no uso intensivo de recursos ambientais, 
entre	outros),	desenvolvendo	a	capacidade	nos	educandos	de	mediar	conflitos	de	interesses	
entre os atores sociais na disputa pelo controle e uso de recursos ambientais.
 4  Portaria no 353/1996.
PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA�7
Ainda em 1997, durante a 1ª Conferência de Educação Ambiental, realizada em Brasília, 
foi produzido o documento “Carta de Brasília para a Educação Ambiental”, contendo cinco 
áreas temáticas:
• Educação ambiental e as vertentes do desenvolvimento sustentável.
•	Educação	ambiental	formal:	papel,	desafios,	metodologias	e	capacitação.
• Educação no processo de gestão ambiental: metodologia e capacitação.
• Educação ambiental e as políticas públicas: PRONEA, políticas de recursos hídricos, 
urbanas, agricultura, ciência e tecnologia.
• Educação ambiental, ética, formação da cidadania, educação, comunicação e infor-
mação da sociedade.
Em 1999 foi criada a Diretoria do Programa Nacional de Educação Ambiental (ProNEA), 
vinculada a Secretaria Executiva do Ministério do Meio Ambiente, que de início passou a 
desenvolver as seguintes atividades:
• Implantação do Sistema Brasileiro de Informações sobre Educação Ambiental (SI-
BEA), objetivando atuar como um sistema integrador das informações de educação 
ambiental no país.
• Implantação de Pólos de Educação Ambiental e Difusão de Práticas Sustentáveis nos 
Estados, objetivando irradiar as ações de educação ambiental.
• Fomento à formação de Comissões Interinstitucionais de Educação Ambiental nos 
estados e auxílio na elaboração de programas estaduais de educação ambiental.
• Implantação de curso de Educação Ambiental a Distância, objetivando capacitar 
gestores, professores e técnicos de meio ambiente de todos os municípios do país.
• Implantação do projeto Protetores da Vida, objetivando sensibilizar e mobilizar jovens 
para as questões ambientais.
Em abril do mesmo ano também é aprovada a Lei n° 9.795, que dispõe sobre a Política 
Nacional de Educação Ambiental (Anexo 2). 
Em 2000, a educação ambiental integra, pela segunda vez, o Plano Plurianual (2000-
2003),	agora	na	dimensão	de	um	Programa,	identificado	como	0052	–	Educação	Ambiental,	
e institucionalmente vinculado ao Ministério do Meio Ambiente. Esse Programa foi formado 
��PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA
por um conjunto de sete ações, ações essas sob responsabilidade do MMA, IBAMA, Banco 
do Brasil e Jardim Botânico do Rio de Janeiro:
• 1961 – Capacitação de recursos humanos em educação ambiental (IBAMA).
•	 3045	–	Edição	e	distribuição	de	informações	técnico-científicas	na	área	ambiental	
(IBAMA).
• 9027 – Educação do produtor rural para a utilização de práticas conservacionistas 
(Banco do Brasil).
• 2965 – Fomento a projetos integrados de educação ambiental (Fundo Nacional do 
Meio Ambiente).
• 1984 – Implantação de pólos de difusão de práticas sustentáveis (Diretoria de Edu-
cação Ambiental).
• 1997 – Implantação do Sistema Brasileiro de Informação sobre Educação Ambiental 
(Diretoria de Educação Ambiental).
•	 2972	–	Informação	e	divulgação	técnico-científica	(Jardim	Botânico	do	Rio	de	Janei-
ro).
Em 2001, por iniciativa dos educadores ambientais, é realizada uma reunião com o 
MMA para se buscar apoio às redes de educação ambiental. A partir de então, o FNMA apoiou 
o fortalecimento da Rede Brasileira de Educação Ambiental (REBEA) e da Rede Paulista de 
Educação Ambiental (REPEA), bem como a estruturação da Rede de Educação Ambiental da 
Região Sul (REASul), da Rede Pantanal de Educação Ambiental (Rede Aguapé) e da Rede 
Acreana de Educação Ambiental (RAEA).
Em junho de 2002, a Lei n° 9.795/99 foi regulamentadapelo Decreto n° 4.281 (Anexo 
3),	que	define,	entre	outras	coisas,	a	composição	e	as	competências	do	Órgão	Gestor	da	PNEA	
lançando, assim, as bases para a sua execução.
Em 2003, é instaurada no Ministério do Meio Ambiente a Comissão Intersetorial de 
Educação Ambiental (CISEA), com representação de todas as secretarias e órgãos vinculados 
ao MMA, criando uma instância para um processo coordenado de consultas e deliberações 
internamente a esse Ministério, e contribuindo para a transversalidade interna e a sinergia das 
ações em educação ambiental desenvolvidas pelas suas secretarias e seus órgãos vinculados. 
Nesse mesmo ano, o Ministério da Educação estabelece como prioridade viabilizar as ações 
PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA��
e diretrizes da PNEA e reestruturar a Coordenação Geral de Educação Ambiental (CGEA), 
que passa da Secretaria de Educação Fundamental diretamente à Secretaria Executiva.
Em 21 de julho desse mesmo ano, o MMA e o MEC promoveram a reunião de instalação 
do Órgão Gestor da PNEA, um passo decisivo para a execução das ações em educação ambien-
tal no governo federal, tendo como primeira tarefa a assinatura de um Termo de Cooperação 
Técnica para a realização conjunta da Conferência Infanto-Juvenil pelo Meio Ambiente. Em 
seguida, em 17 de novembro, foi instaurado o Comitê Assessor do Órgão Gestor, sendo realiza-
da sua primeira reunião, na qual foram criados seis grupos de trabalho (GTs): dois temporários 
– GT Documento do ProNEA e GT Regimento Interno; e quatro permanentes – GT Gestão 
do Sistema Brasileiro de Informações sobre Educação Ambiental (SIBEA), GT Critérios e 
Indicadores para Projetos e Ações de Educação Ambiental, GT Instrumentos Institucionais e 
Legais para a Promoção da Educação Ambiental, e GT Relações Internacionais.
Em novembro de 2003, foi realizada a Conferência Nacional do Meio Ambiente, em 
suas versões adulto e infanto-juvenil. O documento resultante desse encontro contemplou, 
em	um	capítulo	específico,	deliberações	para	a	Educação	Ambiental	(Anexo	4).
Em 2004, a mudança ministerial e a conseqüente criação da SECAD – Secretaria de 
Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, permitiu à CGEA maior enraizamento no 
MEC e junto às redes estaduais e municipais de ensino, passando a atuar de forma integrada 
a áreas de Diversidade, Educação Escolar Indígena e Educação no Campo, conferindo assim 
maior visibilidade à Educação Ambiental e oportunizando sua vocação de transversalidade.
A educação ambiental no MEC atua em todos os níveis de ensino formal, mantendo 
ações de formação continuada de 32 mil professores e 32 mil alunos do ensino fundamental 
por meio do programa Vamos Cuidar do Brasil com as Escolas, que deu continuidade ao pro-
cesso de Conferência Nacional Infanto-juvenil pelo Meio Ambiente, como parte de uma visão 
sistêmica de educação ambiental. O fortalecimento da educação ambiental no ensino público 
superior se dá por meio de pesquisas em parcerias com a Rede Universitária de Programas de 
Educação Ambiental (RUPEA), na proposta de criação de uma Política de Educação Ambien-
tal no Ensino Superior, e também com a Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa 
em Educação (ANPEd) e o INEP – Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais 
Anísio Teixeira, no mapeamento de “O que fazem as escolas que fazem Educação Ambiental? 
Conhecendo os caminhos da educação ambiental nas escolas do Ensino Fundamental a partir 
do Censo Escolar”. A educação ambiental passa a fazer parte das Orientações Curriculares 
�0PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA
do Ensino Médio e dos módulos de Educação a Distância na Educação de Jovens e Adultos 
(EJA).
Em março do mesmo ano, o Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH) aprovou 
a instituição da Câmara Técnica de Educação, Capacitação, Mobilização Social e Informação 
em Recursos Hídricos5 (CTEM), que tem entre suas competências, a proposição de diretrizes, 
planos e programas voltados a educação e capacitação em recursos hídricos.
Entre os dias 13 a 15 de abril de 2004, foi realizado em Goiânia o primeiro encontro 
governamental nacional sobre políticas públicas de educação ambiental, reunindo secretários 
e gestores públicos das três esferas de governo da área educacional e ambiental. O evento, 
promovido pelos Ministérios da Educação e do Meio Ambiente em parceria com o governo 
estadual de Goiás e com a prefeitura municipal de Goiânia, visou elaborar um diagnóstico 
dos	principais	desafios	ao	enraizamento	da	educação	ambiental	no	país,	estimulando	a	des-
centralização do planejamento e da gestão da educação ambiental e a aproximação entre as 
secretarias de educação e de meio ambiente.
Na ocasião, reconhecendo a necessidade da articulação e do fortalecimento mútuo das 
Comissões Interinstitucionais Estaduais e das Redes de Educação Ambiental, foi elaborado 
o documento “Compromisso de Goiânia” (Anexo 5), que consiste no estabelecimento de um 
importante e pioneiro pacto entre as esferas de governo para a criação de Políticas e Programas 
estaduais e municipais de Educação Ambiental, sintonizados com o ProNEA.
 Nesse ano foi realizada a décima-nona edição do curso de Introdução à Educação no 
Processo	de	Gestão	Ambiental	do	IBAMA,	alcançando	quase	700	profissionais	 formados	
para atuar com a educação na gestão ambiental; e ocorreu nova reestruturação do MEC, com 
a transferência da Coordenação Geral de Educação Ambiental6 (CGEA) para a então recém-
criada Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade. 
 Em 2004 tem início um novo Plano Plurianual, o PPA 2004-2007. Em função das 
novas diretrizes e sintonizado com o ProNEA, o Programa 0052 é reformulado, passa a ser 
intitulado Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e inicia o ano composto por 
ações de responsabilidade da Diretoria de Educação Ambiental, Fundo Nacional do Meio Am-
biente, Agência Nacional de Águas, Coordenação Geral de Educação Ambiental do Instituto 
Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis, Jardim Botânico do Rio de 
 5  Resolução n° 40 do CNRH, de 02/07/2004.
6  Cuja sigla foi alterada de COEA para CGEA.
PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA�1
Janeiro, e a Secretaria da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (SECIRM):
• 6270 – Educação ambiental para recursos hídricos (ANA).
• 2972 – Educação para conservação da biodiversidade (Jardim Botânico do Rio de 
Janeiro).
• 2965 – Fomento a projetos integrados de educação ambiental (FNMA).
• 4932 – Formação de educadores ambientais (DEA/IBAMA).
• 2272 – Gestão e administração do programa (DEA).
• 1997 – Implantação do Sistema Brasileiro de Informações sobre Educação Ambiental 
(DEA).
• 4232 – Capacitação de recursos humanos para a prevenção e controle ambiental nas 
áreas marítimas e portuárias (SECIRM).
 Em novembro de 2004, foi realizado o V Fórum Brasileiro de Educação Ambiental, 
construído de forma coletiva a partir da Rede Brasileira de Educação Ambiental, e que pro-
porcionou espaços para diálogo e trocas entre os educadores ambientais, para apresentação de 
pesquisas, vivências e experiências em educação ambiental. Realizada durante todo o evento, 
a atividade denominada “Conversando com as Redes” proporcionou aos participantes a opor-
tunidade de estar em contato com as pessoas que formam as redes de Educação Ambiental de 
todo o Brasil. As conexões foram reforçadas e renovadas no evento, que viu nascer a Rede 
Nordestina de Educação Ambiental e a Rede de Educomunicação Socioambiental.
Ainda em novembro de 2004, o MMA participou na Venezuela, da reunião de trabalho 
de especialistas em gestão pública da educação ambiental da América Latina e Caribe, para 
elaboração do plano de implementação do Programa Latino-americano e Caribenho de Edu-
cação Ambiental (Anexo 6).
Nesse ano de 2004, é feita a revisão do Plano Plurianual e do Programa 0052, e seu 
conjunto de ações é alterado, iniciando o exercício de 2005 com a seguinte composição:
•6270 – Educação ambiental para recursos hídricos (ANA).
• 2972 – Educação para conservação da biodiversidade (Jardim Botânico do Rio de 
Janeiro).
• 2965 – Fomento a projetos integrados de educação ambiental (FNMA).
��PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA
• 4932 – Formação de educadores ambientais (DEA/IBAMA).
• 09HO – Apoio à gestão compartilhada da educação ambiental (DEA).
• 1997 – Implantação do Sistema Brasileiro de Informações sobre Educação Ambiental 
(DEA).
• 6857 – Produção e veiculação de programas de educação ambiental (DEA).
• 4641 – Publicidade de utilidade pública (DEA).
• 4232 – Capacitação de recursos humanos para a prevenção e controle ambiental nas 
áreas marítimas e portuárias (SECIRM).
Nessa revisão a CGEA/MEC inclui no Programa 1061 - Brasil Escolarizado, sob 
responsabilidade	desse	Ministério,	duas	ações	relativas	especificamente	à	educação	
ambiental:
• 09EA – Apoio à distribuição de material didático para formação continuada em edu-
cação ambiental.
•	 09ED	–	Apoio	à	formação	continuada	em	educação	ambiental	para	profissionais	da	
educação. 
PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA��
Programa Nacional de Educação Ambiental, cujo caráter prioritário e 
permanente deve ser reconhecido por todos os governos, tem como eixo 
orientador a perspectiva da sustentabilidade ambiental na construção de um país 
de todos. Suas ações destinam-se a assegurar, no âmbito educativo, a interação e 
a integração equilibradas das múltiplas dimensões da sustentabilidade ambiental 
– ecológica, social, ética, cultural, econômica, espacial e política – ao desenvol-
vimento do país, buscando o envolvimento e a participação social na proteção, 
recuperação e melhoria das condições ambientais e de qualidade de vida. Nesse 
sentido, assume as seguintes diretrizes:
• Transversalidade e Interdisciplinaridade.
• Descentralização Espacial e Institucional.
• Sustentabilidade Socioambiental.
• Democracia e Participação Social.
• Aperfeiçoamento e Fortalecimento dos Sistemas de Ensino, Meio Am-
biente e outros que tenham interface com a educação ambiental.
O ProNEA propõe um constante exercício de transversalidade para internalizar, 
por meio de espaços de interlocução bilateral e múltipla, a educação ambiental no 
conjunto	do	governo,	nas	entidades	privadas	e	no	terceiro	setor;	enfim,	na	socie-
dade como um todo. Estimula o diálogo interdisciplinar entre as políticas setoriais 
e	a	participação	qualificada	nas	decisões	sobre	investimentos,	monitoramento	e	
avaliação do impacto de tais políticas. 
Para que a atuação do poder público no campo da educação ambiental possa via-
bilizar a articulação entre as iniciativas existentes no âmbito educativo e as ações 
voltadas à proteção, recuperação e melhoria socioambiental – propiciando um 
efeito multiplicador com potencial de transformação e emancipação para a socie-
dade – faz-se necessária a formulação e implementação de políticas públicas de 
D I R E T R I z E S
O
�4PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA
educação ambiental que fortaleçam essa perspectiva transversal.
A educação ambiental deve se pautar por uma abordagem sistêmica, capaz de integrar os 
múltiplos aspectos da problemática ambiental contemporânea. Essa abordagem deve reco-
nhecer o conjunto das inter-relações e as múltiplas determinações dinâmicas entre os âmbitos 
naturais, culturais, históricos, sociais, econômicos e políticos. Mais até que uma abordagem 
sistêmica, a educação ambiental exige a perspectiva da complexidade, que implica em que no 
mundo interagem diferentes níveis da realidade (objetiva, física, abstrata, cultural, afetiva...) 
e se constroem diferentes olhares decorrentes das diferentes culturas e trajetórias individuais 
e coletivas.
A descentralização espacial e institucional também é diretriz do ProNEA, por meio da qual 
privilegia o envolvimento democrático dos atores e segmentos institucionais na construção 
e implementação das políticas e programas de educação ambiental nos diferentes níveis e 
instâncias de representatividade social no país.
Considerando-se a educação ambiental como um dos instrumentos fundamentais da gestão 
ambiental, o ProNEA desempenha um importante papel na orientação de agentes públicos e 
privados	para	a	reflexão,	a	construção	e	a	implementação	de	políticas	públicas	que	possibi-
litem solucionar questões estruturais, almejando a sustentabilidade socioambiental. Assim, 
propicia-se a oportunidade de ressaltar o bom exemplo das práticas e experiências exitosas, 
como a integração entre professores e técnicos ambientais em programas de formação.
A democracia e a participação social permeiam as estratégias e ações – sob a perspectiva da 
universalização dos direitos e da inclusão social – por intermédio da geração e disponibilização 
de informações que garantam a participação social na discussão, formulação, implementação, 
fiscalização	e	avaliação	das	políticas	ambientais	voltadas	à	construção	de	valores	culturais	
comprometidos com a qualidade ambiental e a justiça social; e de apoio à sociedade na busca 
de um modelo socioeconômico sustentável. 
A participação e o controle social destinam-se ao empoderamento dos grupos sociais para 
intervirem,	de	modo	qualificado,	nos	processos	decisórios	sobre	o	acesso	aos	recursos	am-
bientais e seu uso. Neste sentido, é necessário que a educação ambiental busque superar 
assimetrias nos planos cognitivos e organizativos, já que a desigualdade e a injustiça social 
ainda são características da sociedade. Assim, a prática da educação ambiental deve ir além 
da disponibilização de informações.
Essa perspectiva deve contribuir para a socialização de conhecimentos, inclusive por inter-
PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA�5
médio do uso de tecnologias voltadas, por exemplo, para reciclagem e desenvolvimento de 
produtos biodegradáveis, desenvolvidas em universidades, organizações não-governamentais 
e empresas privadas. Deve-se buscar ainda o aproveitamento adequado de espaços ociosos 
das universidades públicas e privadas, como laboratórios de pesquisa e outros.
Com a regulamentação da Política Nacional de Educação Ambiental, o ProNEA comparti-
lha a missão de aperfeiçoamento e fortalecimento dos sistemas de ensino, meio ambiente e 
outros que tenham interface com a educação ambiental, por intermédio dos quais a PNEA 
deve ser executada, em sinergia com as demais políticas federais, estaduais e municipais de 
governo. 
Para o fortalecimento desses sistemas, é fundamental o apoio à implantação e implementação 
de políticas descentralizadas, no âmbito dos estados e municípios, bem como a criação de 
mecanismos	de	financiamento	que	envolvam	o	poder	público	e	a	sociedade	civil.	
O processo de construção do ProNEA pode e deve dialogar com as mais amplas propostas, 
campanhas e programas governamentais e não-governamentais em âmbitos nacional, esta-
dual	e	municipal,	fortalecendo-os	e	sendo	por	eles	fortalecido,	agregando	a	estas	reflexões	
e práticas marcadamente ambientalistas e educacionais. Em conjunto com esses programas, 
são propostas ações educacionais fundadas e voltadas ao ideário ambientalista, permitindo 
a formação de agentes, editores, comunicadores e educadores ambientais, apoiando e for-
talecendo grupos, comitês e núcleos ambientais, em ações locais voltadas à construção de 
sociedades sustentáveis.
�6PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA
Cora Coralina
Saber a gente 
aprende com 
os mestres e 
com os livros. 
A sabedoria, 
se aprende é 
com a vida e 
com os humildes.
“
”
PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA�7
• Concepção de ambiente em sua totalidade, considerando a interdependência 
sistêmica entre o meio natural e o construído, o socioeconômico e o cultural, 
o físico e o espiritual, sob o enfoque da sustentabilidade.
• Abordagem articulada das questões ambientais locais, regionais, nacionais, 
transfronteiriças e globais.
• Respeito à liberdade e à equidade de gênero.
• Reconhecimentoda diversidade cultural, étnica, racial, genética, de espécies 
e de ecossistemas.
• Enfoque humanista, histórico, crítico, político, democrático, participativo, 
inclusivo, dialógico, cooperativo e emancipatório.
• Compromisso com a cidadania ambiental.
• Vinculação entre as diferentes dimensões do conhecimento; entre os valores éti-
cos e estéticos; entre a educação, o trabalho, a cultura e as práticas sociais.
• Democratização na produção e divulgação do conhecimento e fomento à 
interatividade na informação.
• Pluralismo de idéias e concepções pedagógicas.
• Garantia de continuidade e permanência do processo educativo.
• Permanente avaliação crítica e construtiva do processo educativo.
• Coerência entre o pensar, o falar, o sentir e o fazer.
• Transparência.
P R I N C í P I O S
��PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA
“Estamos convencidos de que 
qualquer esforço de educação popular, 
esteja ou não associado a uma 
capacitação profissional, 
seja no campo agrícola ou no 
industrial urbano, deve ter, 
pelas razões até agora analisadas, 
um objetivo fundamental: 
através da problematização 
do homem-mundo ou do 
homem em suas relações 
com o mundo e com os 
homens, possibilitar que 
estes aprofundem sua 
tomada de consciência 
da realidade na qual 
e com a qual estão.”Paulo Freire
PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA��
 educação ambiental contribuindo para a construção de sociedades sustentá-
veis com pessoas atuantes e felizes em todo o Brasil.
M I S S Ã O
O B J E T I v O S
A
• Promover processos de educação ambiental voltados para valores humanistas, 
conhecimentos, habilidades, atitudes e competências que contribuam para a 
participação cidadã na construção de sociedades sustentáveis.
• Fomentar processos de formação continuada em educação ambiental, formal e 
não-formal, dando condições para a atuação nos diversos setores da socieda-
de.
•	 Contribuir	com	a	organização	de	grupos	–	voluntários,	profissionais,	institucio-
nais, associações, cooperativas, comitês, entre outros – que atuem em programas 
de intervenção em educação ambiental, apoiando e valorizando suas ações.
• Fomentar a transversalidade por meio da internalização e difusão da dimensão 
ambiental nos projetos, governamentais e não-governamentais, de desenvolvi-
mento e melhoria da qualidade de vida.
40PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA
• Promover a incorporação da educação ambiental na formulação e execução de atividades 
passíveis de licenciamento ambiental.
• Promover a educação ambiental integrada aos programas de conservação, recuperação e 
melhoria do meio ambiente, bem como àqueles voltados à prevenção de riscos e danos 
ambientais e tecnológicos.
• Promover campanhas de educação ambiental nos meios de comunicação de massa, de forma 
a torná-los colaboradores ativos e permanentes na disseminação de informações e práticas 
educativas sobre o meio ambiente.
• Estimular as empresas, entidades de classe, instituições públicas e privadas a desenvolve-
rem programas destinados à capacitação de trabalhadores, visando à melhoria e ao controle 
efetivo sobre o meio ambiente de trabalho, bem como sobre as repercussões do processo 
produtivo no meio ambiente.
• Difundir a legislação ambiental, por intermédio de programas, projetos e ações de educação 
ambiental.
• Criar espaços de debate das realidades locais para o desenvolvimento de mecanismos de 
articulação social, fortalecendo as práticas comunitárias sustentáveis e garantindo a parti-
cipação da população nos processos decisórios sobre a gestão dos recursos ambientais.
• Estimular e apoiar as instituições governamentais e não-governamentais a pautarem suas 
ações com base na Agenda 21.
•	 Estimular	e	apoiar	pesquisas,	nas	diversas	áreas	científicas,	que	auxiliem	o	desenvolvimen-
to de processos produtivos e soluções tecnológicas apropriadas e brandas, fomentando a 
integração entre educação ambiental, ciência e tecnologia.
• Incentivar iniciativas que valorizem a relação entre cultura, memória e paisagem - sob a 
perspectiva	da	biofilia	–,	assim	como	a	interação	entre	os	saberes	tradicionais	e	populares	
e	os	conhecimentos	técnico-científicos.
• Promover a inclusão digital para dinamizar o acesso a informações sobre a temática am-
biental, garantindo inclusive a acessibilidade de portadores de necessidades especiais.
• Acompanhar os desdobramentos dos programas de educação ambiental, zelando pela 
coerência entre os princípios da educação ambiental e a implementação das ações pelas 
instituições públicas responsáveis.
PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA41
• Estimular a cultura de redes de educação ambiental, valorizando essa forma de organiza-
ção.
• Garantir junto às unidades federativas a implantação de espaços de articulação da educação 
ambiental.
• Promover e apoiar a produção e a disseminação de materiais didático-pedagógicos e ins-
trucionais.
• Sistematizar e disponibilizar informações sobre experiências exitosas e apoiar novas ini-
ciativas.
• Produzir e aplicar instrumentos de acompanhamento, monitoramento e avaliação das ações 
do ProNEA, considerando a coerência com suas Diretrizes e Princípios.
4�PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA
• Grupos em condições de vulnerabilidade social e ambiental.
• Gestores, do governo ou da sociedade civil, de recursos ambientais.
• Comunidades indígenas e tradicionais – ribeirinhos, extrativistas, caiçaras, qui-
lombolas, entre outras.
• Educadores, animadores, editores, comunicadores e artistas ambientais.
• Professores de todos os níveis e modalidades de ensino.
• Estudantes de todos os níveis e modalidades de ensino.
• Técnicos extensionistas e agentes de desenvolvimento rural. 
• Produtores rurais, incluindo os assentados.
• Agentes comunitários e de saúde.
• Lideranças de comunidades rurais e urbanas, a exemplo de grupos étnicos e 
culturais.
• Tomadores de decisão de entidades públicas, privadas e do terceiro setor.
• Servidores e funcionários de entidades públicas, privadas e não-governamen-
tais.
• Grupos de voluntários.
• Membros dos poderes legislativo e judiciário.
• Sindicatos, movimentos e redes sociais.
• Entidades religiosas.
•	 Comunidade	científica.
• Melhor idade.
•	 Profissionais	liberais.
• População em geral.
P ú B L I C O S
PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA4�
1. GESTÃO E PLANEJAMENTO DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO PAÍS 
1.1. Planejamento da educação ambiental com base na gestão ambiental integra-
da:
 Promoção do planejamento estratégico e participativo das políticas públicas, 
programas e projetos em todo o país – em articulação com governos estaduais 
e municipais, fóruns, comissões e demais segmentos da sociedade –, primando 
pela	descentralização	das	ações	e	informações,	inclusive	sobre	fontes	de	finan-
ciamento.
 Apoio às ações integradas entre os diferentes setores de órgãos e instituições, 
promovendo a transversalidade das questões ambientais.
 Estímulo e apoio à criação de programas estaduais de educação ambiental, que 
sejam referência para elaboração de outros planos e projetos de políticas públi-
cas.
 Fomento à inclusão das questões ambientais nas agendas dos segmentos públicos 
e privados dos estados e municípios.
 Estímulo e apoio à criação e fortalecimento de secretarias estaduais e municipais 
de meio ambiente e de educação, bem como de conselhos democráticos com 
participação de todos os segmentos da sociedade.
 Estímulo à inclusão da educação ambiental nos projetos públicos e privados que 
causem impactos ambientais, conforme a Lei no 6.938/81 e as Resoluções do 
CONAMA 001/96 e 237/97.
 Estímulo e apoio à criação da Escola Nacional de Gestão Ambiental Pública, 
voltada para o fortalecimento do SISNAMA em todos os âmbitos.
L I N h A S D E A Ç Ã O
E A S E S T R A T É G I A S
44PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA
1.2. Formulação e implementação de políticas públicas ambientais de âmbito local:Incentivo à criação e a implementação de programas estaduais e municipais de educação 
ambiental, em consonância com as Diretrizes do ProNEA e com a Agenda 21.
 Apoio à construção de arcabouço jurídico-institucional que sirva de base para a formulação 
e implementação de políticas, programas e planos municipais de educação ambiental.
 Apoio à promoção de parcerias dos órgãos públicos locais entre si e com a sociedade civil, 
de forma a possibilitar a regionalização articulada da educação ambiental, com a descen-
tralização de projetos e ações e o respeito às diversidades locais.
 Apoio à promoção de parcerias locais, envolvendo governo e sociedade civil, para elabora-
ção e administração de cursos de capacitação que contemplem as peculiaridades regionais, 
trabalhando de forma transversal e interdisciplinar.
1.3. Criação de interfaces entre educação ambiental e os diversos programas e políticas de 
governo, nas diferentes áreas:
 Estímulo à promoção da articulação entre educação ambiental e ações de atenção à saúde 
e assistência social.
 Estímulo à inserção da educação ambiental nas etapas de planejamento e execução de ações 
relacionadas	a:	gestão	dos	recursos	naturais	nas	bacias	hidrográficas;	defesa	dos	biomas;	
preservação da biodiversidade; unidades de conservação e entorno; ética e pluralidade cul-
tural; trabalho e consumo; agricultura e assentamentos sustentáveis; ciência e tecnologia; 
identidade e patrimônio; áreas fronteiriças e costeiras, entre outras vertentes das políticas 
públicas.
 Estímulo e apoio à criação de grupos de trabalho multidisciplinares – envolvendo especial-
mente	arte-educadores,	assistentes	sociais	e	agentes	de	saúde	–	para	desenvolver	oficinas	
de educação ambiental que enfatizem a relação entre saúde, ambiente e bem estar social, 
a serem realizadas em escolas públicas e locais acessíveis à comunidade em geral.
 Apoio à estruturação de programas de educação ambiental vinculados aos procedimentos 
de Licenciamento Ambiental e de Licença de Operação.
 Estímulo e apoio à inserção da educação ambiental nas práticas de ecoturismo, visando 
garantir a sustentabilidade social, ecológica e econômica das comunidades receptoras e 
proporcionando uma interação adequada dos turistas com os ecossistemas locais.
PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA45
1.4. Articulação e mobilização social como instrumentos de educação ambiental:
 Apoio à realização periódica de eventos sobre educação ambiental, a exemplo de fóruns, 
seminários, festejos populares, congregando representantes de órgãos públicos, da sociedade 
civil, técnicos e especialistas nacionais e internacionais, entre outros.
 Realização, a cada dois anos, da Conferência Nacional de Educação Ambiental, precedida 
de conferências estaduais ou a inserção da educação ambiental nas conferências estaduais 
e nacionais de meio ambiente e o apoio à REBEA na realização dos Fóruns Brasileiros de 
Educação Ambiental antecedidos por fóruns estaduais.
		 Realização,	por	intermédio	das	CIEAs,	da	identificação	e	do	registro	de	diferentes	mani-
festações culturais dos estados, com o intuito de estabelecer interfaces entre elas e projetos 
de educação ambiental, incentivando também atividades culturais de caráter eco-pedagó-
gico.
 Fortalecimento das redes de educação ambiental – por intermédio de políticas públicas, 
fundos de apoio e divulgação de suas ações – favorecendo e apoiando sua expansão e 
consolidação em todos os segmentos da sociedade brasileira.
 Fomento à formação de uma rede de centros especializados em educação ambiental, in-
cluindo	universidades,	escolas,	profissionais	e	centros	de	documentação.
 Apoio à estruturação e o funcionamento das CIEAs como pólos de educação ambiental.
 Incentivo à criação e fortalecimento das CIEAs como espaços para interação entre os diver-
sos segmentos da sociedade que atuem na área de educação ambiental, onde seja possível 
o intercâmbio de experiências, a construção de propostas, o debate, a articulação para a 
participação social.
		 Atuação	junto	aos	comitês	de	bacia	hidrográfica	para	uma	prática	de	educação	ambiental	
condizente com a gestão socioambiental das águas.
 Apoio e estímulo aos Conselhos Jovens de Meio Ambiente na realização de ações de edu-
cação ambiental nas escolas públicas, em consonância com o eixo orientador do programa 
“Vamos Cuidar do Brasil com as Escolas”.
		 Estímulo	à	participação	do	setor	empresarial,	de	representações	profissionais,	agentes	fi-
nanceiros, representantes de religiões, entre outros setores sociais, como co-responsáveis 
nos objetivos e na implementação das ações do ProNEA.
46PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA
 Incentivo ao recrutamento de recursos humanos mediante trabalho voluntário, aproveitando 
o potencial solidário da sociedade e reduzindo os custos de implementação das ações do 
ProNEA.
1.5. Estímulo à educação ambiental voltada para empreendimentos e projetos do setor pro-
dutivo:
 Estímulo às ações de educação ambiental para sociedades sustentáveis, alcançando especial-
mente as comunidades rurais e colaborando para o desenvolvimento de práticas sustentáveis 
no campo.
 Implementação de políticas públicas para o fortalecimento das instituições de educação e 
formação de jovens e adultos no meio rural, a exemplo dos Centros de Formação de Agri-
cultores em Agroindústria (CEFAs), contribuindo para a sustentabilidade da agricultura 
familiar. 
		 Concessão	às	empresas	ambientalmente	corretas,	de	certificação	ambiental	análoga	a	ISO,	
como incentivo à manutenção de seu compromisso socioambiental.
1.6.	Apoio	institucional	e	financeiro	a	ações	de	educação	ambiental:
	 Destinação	de	recursos	financeiros,	oriundos	de	fundos	já	existentes,	para	a	implementação	
de projetos e ações de educação ambiental.
		 Criação	de	linhas	de	financiamento	público	e	privado,	específicas	para	o	fomento	de	pro-
gramas e projetos de educação ambiental, desenvolvidos pelo governo ou pela sociedade 
civil.
		 Estímulo	ao	fomento	público	e	privado	de	ações	do	ProNEA,	por	meio	de	incentivos	fiscais	
junto às empresas e do direcionamento de multas por ajuste de conduta.
		 Estabelecimento	e/ou	fortalecimento	de	linhas	de	financiamento	específicas	para	a	educação	
ambiental junto ao Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA) e aos fundos estaduais 
e municipais de educação, de meio ambiente e de recursos hídricos, além de incentivo à 
criação de novos fundos.
		 Estímulo	à	alocação	de	recursos	na	Lei	de	Diretrizes	Orçamentárias	especificamente	para	
programas de educação ambiental.
 Criação de estratégias alternativas para a captação de recursos que permitam a sustentabili-
dade dos projetos e programas, como a realização de parcerias – inclusive público-privadas 
PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - ProNEA47
–	e	o	estabelecimento	de	benefícios	fiscais	e	prêmios	às	entidades	que	invistam	em	educação	
ambiental, entre outras.
 Inserção no termo de referência dos processos de licitação e de licenciamento ambiental, 
de ações de educação ambiental a serem fomentadas pelos licenciados e vencedores das 
licitações,	como	campanhas,	seminários,	capacitações,	oficinas	e	outras.
 Estímulo à destinação de recursos aos projetos de educação ambiental, por meio de demanda 
espontânea e demanda induzida em editais, para compra de material de construção e/ou 
reforma,	produção	de	material	didático,	realização	de	cursos	e	oficinas,	bem	como	para	o	
pagamento de bolsas para monitores ambientais em caráter de estágio remunerado por, no 
mínimo doze meses.
		 Disponibilização	de	várias	modalidades	de	financiamento	a	projetos	de	educação	continuada	
de professores, disponibilizando, por exemplo, os recursos diretamente para os docentes, 
para as escolas ou para instituições parceiras.
 Incentivo à destinação de 30% dos recursos dos fundos do Sistema de Gestão de Recursos 
Hídricos e do Sistema Nacional de Unidades de Conservação para educação ambiental.
2. FORMAÇÃO DE EDUCADORES E EDUCADORAS AMBIENTAIS

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