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FERNANDA MICHAELSEN
PLANEJAMENTO, ORÇAMENTO E 
CONTROLE DE OBRAS
Unidade 3
Unidade 3| Introdução
Fonte: Pixabay
As previsões apontam um cenário bastante
otimista para a indústria da construção para os
próximos anos, com perspectiva de grande
aumento na geração de empregos. A área de
Planejamento faz parte da cadeia de decisão de
uma empresa, sendo fundamental para definição
dos projetos, obras e empreendimentos que serão
realizados, e para escolher a forma mais vantajosa
de executá-los.
Unidade 3| Objetivos
1. Desenvolver cronogramas físico e físico-financeiro de obras;
2. Mensurar os recursos humanos e materiais em uma obra, representando-
os por meio de histogramas;
3. Aplicar o princípio da curva ABC em um projeto orçamentário de obras;
4. Discernir sobre o conceito de valor agregado e curvas, aplicando-os no
orçamento de obras.
Cronograma físico e físico-financeiro de obras
Para a construção de um cronograma, deve-se
estabelecer uma duração e uma quantidade de
recursos para as atividades, além de verificar se
o resultado obtido é satisfatório. Caso contrário,
adequar as informações e repetir o processo até
que o cronograma gerado atenda aos objetivos
do projeto e dos interessados em sua execução
(BARCAUI et al., 2010).
Gráfico de Gantt
Fonte: Elaborado pela autora (2021)
Para elaboração do cronograma físico e do cronograma físico-financeiro da
obra, as informações levantadas nas etapas de planejamento e de
orçamentação são fundamentais. É preciso primeiramente levantar e
quantificar as atividades necessárias para execução do escopo, definir a
duração de cada atividade, as relações de precedência e interdependência
entre elas, e montar o orçamento da obra.
Pode-se elaborar o cronograma físico, representado usualmente por barras,
o chamado gráfico de Gantt. Ao se adicionar a distribuição dos valores
financeiros, obtidos na orçamentação, no tempo do projeto, tem-se um
cronograma físico-financeiro, geralmente representado em meses.
Os chamados marcos, ou milestones, que representam instantes (ou datas)
importantes do projeto, mostram de forma bem visual prazos que não pode
se perder de vista, sejam eles internos, como a visita de um cliente, ou
contratuais, como a data de entrega da obra.
Histogramas: a alocação de pessoal e materiais
no tempo
Recursos de uma obra referem-se a
tudo que é usado para execução de uma
atividade ou é consumido por ela. Os
recursos de uma obra são classificados
em três grandes categorias: recursos
humanos, equipamentos e materiais.
Fonte: Elaborado pela autora (2021).
Durante o planejamento de uma obra, é necessário saber quais
recursos serão necessários para realizar o serviço e qual quantidade
será usada. Assim sendo, a alocação de recursos pode ser entendida
como a atribuição qualitativa (quem/o que) e quantitativa
(quantidades e unidades de medida) do que é necessário para
execução de uma atividade.
Relação recurso X duração
Cada atividade possui uma relação própria
entre a quantidade de recursos e a sua duração.
Existem dois grandes grupos. O primeiro, é
aquele em que os recursos x duração da
atividade se relacionam inversamente; o
segundo grupo é composto por atividades que,
mesmo com um número maior de recursos, a
sua duração não é reduzida.
Fonte: Pixabay
Histogramas de recursos
A visualização da alocação de recursos por meio
de histograma é uma ótima maneira de
identificação visual dos picos e oscilações.
Devem-se buscar distribuições uniformes dos
recursos no tempo, evitando problemas de
gerenciamento, operacionais e de logística. Essa
adequação ou suavização do histograma de
recursos é feita por meio da técnica de
nivelamento. Fonte: Pixabay
Curva ABC e sua utilização em orçamento
de obra
Além de planejar o projeto/obra, devem-
se planejar também meios de acompanhar
e controlar se as tarefas estão sendo
executadas conforme o plano original. É
claro que nem tudo sairá como definido
inicialmente; afinal, uma obra é um
projeto bastante complexo e cheio de
variáveis.
Fonte: Elaborado pela autora (2021).
• A curva ABC é amplamente usada nos projetos de obras por ser um método
fácil de identificar quais são as atividades e insumos mais representativos
em relação ao orçamento. Essa curva traz grandes vantagens para a etapa
de orçamento, bem como para as etapas de compras, execução e controle
da obra.
• O princípio de Pareto pode ser aplicado no orçamento de um projeto, sendo
usado para identificar os serviços que representam a parte mais significativa
do orçamento, o que geralmente segue a proporção: 20% dos serviços que
representam 80% do orçamento (BARBOSA et al., 2011).
• O ciclo PDCA mostra que a etapa de planejamento faz parte de um processo
de melhoria contínua, composto pelas etapas Plan (planejar), Do (executar),
Check (controlar) e Act (agir), e que esse ciclo deve ser repetido quantas
vezes forem necessárias até a conclusão do projeto.
Curvas e valor agregado em orçamento
de obras
A análise do valor agregado (em inglês, Earned
Value Analysis – EVA) é uma técnica de
gerenciamento que busca demonstrar, por
meio de indicadores reais, a comparação entre
o que foi planejado e o que foi efetivamente
produzido em um momento do projeto.
Fonte: Pixabay
Essa técnica permite avaliar o projeto de forma integrada, analisando o
escopo, o prazo e o custo, indicando extrapolações do orçamento, atrasos ou
adiantamentos do cronograma, além de possibilitar inferências estimativas de
conclusão e custo do projeto.
O Valor Previsto (VP) é o custo orçado do trabalho planejado ou programado
que deve ser realizado até um determinado momento da obra, segundo as
diretrizes do planejamento. É importante entender que o VP não
corresponde à evolução física do serviço, mas, sim, à linha de referência que
indica o que estava programado para ser feito até aquele momento – a
chamada linha de base.
O valor previsto
O Valor Agregado (VA) é o custo orçado planejado para a realização das
atividades previstas no cronograma do projeto até um determinado momento,
ou seja, indica o quanto deveria ter custado o trabalho que foi executado
(BARCAUI et al., 2010). É importante compreender que o VA corresponde ao
custo orçado, e não ao custo real.
O valor agregado
O Custo Real (CR) é o custo real do trabalho realizado, ou seja, indica o quanto
determinado serviço custou realmente. É importante entender que o CR não
está relacionado com o planejamento prévio da obra, mas, sim, ao que
realmente acontece na execução do projeto.
O valor previsto, o valor agregado e o custo real – também chamados de três
dimensões do custo – são apresentados em unidades monetárias e não
possuem sempre o mesmo valor numérico. As variações, ou variâncias, são as
diferenças entre eles, podendo ser variações de custo ou de prazo, e são dadas
em valores absolutos.
O custo real
Análise das variações e índices de custo e de prazo
A Variação de Custo (VC) consiste na
diferença entre o valor agregado e o custo
real, ou seja, representa o desvio entre o
quanto deveria ter custado aquilo que foi
executado e o quanto realmente custou.
FÓRMULA: 𝑉𝑉𝑉𝑉 = 𝑉𝑉𝑉𝑉 − 𝑉𝑉𝐶𝐶
Fonte: Pixabay
A Variação de Prazo (VPr), ou variação de progresso, consiste na diferença entre
o valor agregado e o valor previsto, ou seja, representa o desvio entre o que foi
realizado até determinada data e o que estava planejado para ocorrer.
FÓRMULA: 𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉 = 𝑉𝑉𝑉𝑉 − 𝑉𝑉𝑉𝑉
Ao final do projeto, o valor agregado é igual ao orçamento no término. Se
considerarmos um determinado momento do projeto, o valor que falta ser
agregado é o orçamento no término, descontando o valor que já foi agregado
(BARBOSA et al., 2011).
Orçamento no término
	Número do slide 1
	Unidade 3| Introdução
	Unidade 3| Objetivos
	Cronograma físico e físico-financeiro de obras
	Número do slide 5
	Histogramas: a alocação de pessoal e materiais no tempo
	Número do slide 7
	Relação recurso X duração
	Histogramas de recursos
	Curva ABC e sua utilização em orçamento de obra
	Número do slide 11
	Curvase valor agregado em orçamento de obras
	Número do slide 13
	O valor previsto
	O valor agregado
	O custo real
	Análise das variações e índices de custo e de prazo
	Número do slide 18
	Orçamento no término

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