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AINES E GLICOCORTICÓIDES
Inflamação: 
· O processo inflamatório é caracterizado como uma resposta complexa do organismo a uma lesão tecidual, infecciosa ou não.
· Lesão primária – alteração no pH, desnaturação de macromoléculas e liberação de susbtâncias conhecidas como mediadores, os quais provocam alterações bioquímicas celulares e vasculares nos tecidos inflamados a fim de resturar a homeostase – Fase aguda.
· Quando o estímulo agressor persiste, o processo torna-se crônico e adquire características diferentes – Fase crônica.
Dentro dos sinais da inflamação, oq o anti-inflmatório faz? REDUZIR... 
Anti-inflamatórios são analgésicos e antitérmicos.
SINAIS CARDINAIS DA INFLAMAÇÃO
· Calor: vasodilatação, aumento do metabolismo celular.
· Rubor: vasodilatação e hiperemia.
· Tumor: vasodilatação, extravasamento de fluído (permeabilidade), influxo celular (quimiotaxia).
· Dor: liberação de mediadores afetam terminações nervosas.
· PERDA DE FUNÇÃO.
Lipotoxinas vai ser liberado e causar a broncoconstrição então não é bom pra quem tem asma
ANTI-INFLAMATÓRIOS
· Embora fisiológico, a inflamação exarcebada pode provocar lesões adicionais nos tecidos, provocando respostas indesejáveis como a febre e a dor.
· As principais classes dos fármacos utilizados no tratamento, das doenças inflamatórias incluem:
I. Os anti-inflamatórios não esteroides (AINES).
II. E os glicocorticoides (ou anti-inflamatórios esteroides – AIES).
· Em casos graves, os opiódes, que não são anti-ínflamatórios, mas são analgésicos potentes, são utilizados para diminuir a dor associada a processos inflamatórios.
Uso Racional dos Anti-inflamatórios:
· O tratamento de pacientes com inflamação envolve dois objetivos primários:
I. Aliviar os sintomas e preservar a função (principais queixas do paciente).
II. Retardar ou deter o processo responsável pela lesão tecidual.
· Portanto, são apropriados para o tratamento das condições inflamatórias tanto agudas como crônicas.
· Contudo, o agente etiológico deve ser investigado e eliminado se possível.
· São paliativos e não curativos.
· Efeitos adversos importantes.
· Uso crônico: riscos de toxicidade
I. Ex.: diclofenaco de sódio (falência renal); corticoides (síndrome de Cushing; iatrogênico; osteoporose; diabetes). 
*Pq não pode recomendar p asmático? Inibe a cox, ac aracnoide aumanta lipox
*Dipirona diminui Il-1 e il-8 (deflaga a febre
Outros mecanismos:
· Vários AINEs apresentam possíveis mecanismos adicionais da ação:
II. Inibição da quimiotaxia;
III. Infrarregulação da produção de IL-1 e IL-8 (Dipirona diminui IL-1 e IL-8: deflaga a febre).
IV. Produção diminuída de radicais livres e superóxido.
V. Interferência nos eventos intracelulares mediados pelo cálcio.
Alguns aspectos da farmacovigilância:
· AAS E Síndrome Reye: encefalopatia de rápida progressão. Não recomendado para crianças abaixo de 16 anos.
Efeitos adversos (Costumam ser semelhantes para a maioria dos AINES):
· SNC: cefaleias, zumbido, tontura e , raramente, meningite asséptica e AVE.
· Cardiovasculares: retenção hídrica, hipertensão, edema e, raramente, infarto agudo do miocárdio e insuficiência cardíaca congestiva (ICC).
· Gastrointestinais: dor abdominal, dor epigástrica (pirose), náuseas, vômitos, gastrite, úlceras ou sangramentos.
· Hematológicos: trombocitopenia, neutropenia ou até mesmo anemia aplástica; aumento do risco de sangramentos (inibição da função plaquetária, particularmente AAS).
· Hepáticos: provas de função hepáticas anormais e, raramente, insuficiência hepática.
· Pulmonares: pode deflagrar uma crise asmática. Uso com cautela cem pacientes asmáticos: aumento da síntese de leucotrienos (via LIPOX).
· Cutâneos: exantema de todos os tipos, prurido.
· Renais: risco de vasoconstrição e hipertensão, insuficiência renal, falência renal, hiperpotassemia e proteinúria.
INTERAÇÕES COM ANTI-HIPERTENSIVOS
· Os AINES bloqueiam a vasodilatação mediada pela bradicidina que pelos menos em parte, é mediada pelas PGs; a inibição da síntese de PGs pelos AINEs tende a elevar a pressão arterial, reduzindo a eficácia do anti-hipertensivo.
Usos dos AINES
· Processos inflamatórios diversos: diclofenaco de sódio ou potássio, piroxicam, etc.
· Febre: paracetamol, dipirona, ibuprofeno, etc.
· Dor: paracetamol, dipirona, AAS, cetoprofeno, etc.
· AAS: antiagregante plaquetário (inibição irreversível da TXA2 nas plaquetas; duração de 8-10 dias – sobrevida da plaqueta)
I. Diminui a incidência de ataques isquêmicos transitórios, angina instável, trombose da artéria coronária com infarto do miocárdio e trombose.
Glicocorticóides endógenos – Adrenocorticosteroides
· Adrenocorticosteroides – hormônios produzidos pelo córtex da suprarrenal (após estímulo da ACTH).
· Podem ser classificados como: 
I. Glicocorticoides – efeitos importantes no metabolismo intermediário e na função imune; principal glicocorticoide: cortisol.
II. Mineralocorticoides – retenção de sal; principal mineralocorticoide: aldosterona.
III. Androgênios – hormônios que estimulam a produção de esteroides sexuais (testosterona e estrogênio nos tecidos extrasuprarrenais).
Glicocorticóides endógenos – FUNÇÕES
· Metabolismo energético
1. Aumento da disponibilidade energética – reduz insulina e aumenta glicose sanguínea.
2. Quebra de proteínas para serem transformadas em glicose no fígado.
3. Quebra de gordura corporal – disponibilização de energia para o corpo.
· Manutenção do tônus muscular dos vasos sanguíneos
· Balanço hidroeletrolítico 
1. Aumenta a reabsorção de sódio e água pelos rins; sinergismo com a aldosterona.
· Controle imunológico.
Glicocorticoides inalados
· São análagos do cortisol, agonistas altamente potentes, com pouca atividade mineralcorticoide – fluticasona, beclometasona, flunisolida e budesonida.
· Por causa de sua alta potência, os GCs inalados, em baixas doses, inibem a resposta inflamatória local, que constitui um componente crítico da fisiopatologia da asma.
· Baixíssima biodisponibilidade oral (cerca de 80% da dose inalada é inadvertidamente deglutida, porém, sofrem metabolismo de primeira passagem quase completo no fígado).
· Uma pequena fração do GC inalado que alcança os pulmões é absorvido para a circulação sistêmica.
Aplicações clínicas devido as ações anti-inflamatórias dos GCs
· Distúrbios inflamatórios em geral
· Asma e outros distúrbios de hipersensibilidade (alergias) moderadas ou graves.
· Doenças autoimunes (ex.: psoríase).
· Artrite reumatóide e outras doenças reumáticas (vasculite, LES, gota, etc) – USO SISTÊMICO OI INTRA-ARTICULAR.
Outros usos clínicos para os GCs (Para além da inflamação)
· Tratamento de reposição para a insuficiência suprarrenal primária (doença de Addison): causada pela disfunção do córtex suprarrenal.
· Tratamento de reposição para a insuficiência suprarrenal secundária.
· Tratamento de reposição para a hiperplasia suprarrenal congênita.
· Acelerar a maturidade pulmonar fetal: betametasona (ou dexametasona).
Efeitos adversos graves e comuns
· Imunossupressão, cataratas, hiperglicemia, hipercortisolismo, depressão, euforia, osteoporose, retardo do crescimento em crianças, atrofia muscular, síndrome de Cushing iatrogênica.
· Comprometimento da cicatrização de feridas, hipertensão, retenção de líquido.
· Os glicocorticoides inalados também podem causar candidíase orofaríngea e disfonia;
· Os glicocorticóides inalados também podem causar atrofia da pele.
· CONTRA-INDICAÇÃO: infecção fúngica sistêmica.
Síndrome de Cushing iatrogênica
· Parecido com a síndrome de Cushing por hipercortisolismo.
· Face de lua cheia, giba de búfalo, estrias, ganho de peso, com acúmulo de gordura no abdômen, redução da tolerância a carboidratos, fragilidade vascular, pele fina, fraqueza muscular, hipertensão arterial, osteoporose, maior suscetibilidade a infecções, alterações psiquiátricas, entre outros.
Considerações terapêuticas
· A terapia farmacológica com GCs não corrige a etiologia da doença subjacente, porém limita os efeitos da inflamação.
· O tratamento crônico deve ser reduzido lentamente e de modo gradativo; a interrupçãoabrupta de GCs sistêmicos pode resultar em insuficiência suprarrenal aguda (grave problema de supressão do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal que pode ser fatal).
· As formulações intranasais e inaladas reduzem acentuadamente os efeitos adversos sistêmicos; não se deve substituir abruptamente os GCs orais em altas doses por formulações inaladas.
· Os GCs com maior potência antiinflamatória geralmente apresentam duração de ação mais longa.
· Paracetamol é patotoxico – pode causar hepatite medicamentosa 
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