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UNIDADE 2 – Os Surdos e a Libras Profa.:Camila Diniz • Na Antiguidade, os deficientes eram vistos como seres castigados pelos deuses. • Com o passar do tempo passaram a ser vistos como pessoas doentes que poderiam passar a doença e por esse motivo viviam trancados . • Um médico italiano, Girolamo Cardano, no século XVI teve um filho surdo e começou a realizar pesquisas estudando o corpo humano, mais especificamente o nariz, o ouvido e o cérebro. • Pedro Ponce de Léon ensinava os filhos dos nobres a ler, escrever, calcular e fazer orações para que essas crianças surdas fossem aceitas pela sociedade. CAMINHO HISTÓRICO PERCORRIDO PELA EDUCAÇÃO DE SURDOS CAMINHO HISTÓRICO PERCORRIDO PELA EDUCAÇÃO DE SURDOS • Um espanhol chamado Juan Pablo Bonet em 1620, foi um dos precursores do oralismo, por acreditar que os surdos deveriam saber ler e escrever. • No século XVII, O escocês Dalgarno criou um sistema primitivo do alfabeto manual. • L’Epeé no século XVIII na França. L'Epeé fundou a primeira escola para surdos em 1755. • Estados Unidos, a implantação do método gestual que chegou da França, aconteceu em 1816 por Thomas Gallaudet. • 1880- Congresso de Milão (marcado pelo Oralismo). CAMINHO HISTÓRICO PERCORRIDO PELA EDUCAÇÃO DE SURDOS • Oralismo Ensino com o foco na leitura labial. Com a língua de sinais proibida, muitos surdos tinham suas mãos amarradas para não poderem conversar através dos sinais. Muitos perderam o emprego e a educação de surdos entrou em decadência. • Comunicação Total Essa abordagem utiliza as línguas orais e de sinais simultaneamente, além de qualquer recurso de comunicação (fala, gestos, escrita, mímica). A principal crítica foi a de que essa abordagem descaracterizava e dificultava o aprendizado de ambas às línguas. CAMINHO HISTÓRICO PERCORRIDO PELA EDUCAÇÃO DE SURDOS • Ernest Huet, professor surdo, chegou ao Brasil vindo da França em 1855. • 26 de setembro de 1857 o Imperial Instituto de Surdos e Mudos, atual Instituto Nacional de Educação de Surdos – INES. • Atualmente, dada à importância do aprendizado de uma língua natural, a abordagem Bilíngue é a principal na educação de surdos no Brasil. • Esta abordagem propõe o aprendizado das duas línguas: a Língua de Sinais como L1, e a Língua Portuguesa da comunidade ouvinte, onde o surdo encontra-se inserido, como L2. O Bilinguismo. LIBRAS: A LÍNGUA MATERNA DOS SURDOS • Dentro do âmbito educacional, o trabalho bilíngue respeita as especificidades das crianças surdas desenvolvendo suas capacidades, rompendo suas barreiras para uma aprendizagem eficiente. • A língua materna é aquela aprendida de forma natural pelo sujeito. • Ouvintes: adquirem a Língua Portuguesa de forma natural através da audição. • Surdos: a libras deve ser a língua natural desses sujeitos. O indivíduo surdo, por não conseguir ouvir, não tem como adquirir a Língua Portuguesa de forma natural. Essa aquisição se dará de forma artificial, ou seja, como uma segunda língua (L2). LIBRAS: A LÍNGUA MATERNA DOS SURDOS Mas nem sempre o surdo terá a Libras como a L1. Muitas são as questões que levam o surdo a não ter contato com a Libras e adquiri- la de forma natural. As questões familiares: pais ouvintes que não dominam a língua de sinais; Questões individuais: se o sujeito surdo sente vergonha em ser surdo e sinalizante; Questões escolares: ele poderá ser oralizado e usar a Língua Portuguesa como forma de comunicação. O que pode perdurar, pois quando nos deparamos com a realidade da inclusão nos locais de ensino, observa-se a falta de materiais em Libras para se trabalhar com os surdos. CONSTITUIÇÃO DO SUJEITO SURDO: COMUNIDADE E CULTURA • Cultura: é o conjunto de comportamento de um grupo que tem a sua própria língua, valores, regras e comportamentos, tradições. • Comunidade: sistema social geral no qual um grupo de pessoas vivem juntas compartilham metas em comum. Partilham certas responsabilidades umas com as outras. • Portanto na comunidade surda pode existir ouvintes, interpretes. Cultura surda: grupos de surdos que apresentam a mesma língua e os mesmos costumes. O que favorece a identificação dos surdos. CONSTITUIÇÃO DO SUJEITO SURDO: COMUNIDADE E CULTURA • Algumas instituições no Brasil foram fundadas pelos surdos e para os surdos, como: • Federação Nacional de Educação e Integração do Surdo – Feneis. Fundada em 1987 no Rio de Janeiro. • Confederação Brasileira de Desporto Surdo – CBDS. Fundada em 1984, promove a integração dos Surdos através dos esportes. Organiza torneios e campeonatos de diferentes modalidades esportivas. • Associações de Surdos. Existentes em todo o território nacional, formada por uma diretoria que administra as reuniões para lutar pelos direitos dos Surdos.