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MINISTÉRIO DA DEFESA 
COMANDO DA AERONÁUTICA 
 
 
INFANTARIA DA AERONÁUTICA 
 
 
MCA 125-13 
SEGURANÇA DE AUTORIDADES 
2019 
 
 
 
 
 
 
 
MINISTÉRIO DA DEFESA 
COMANDO DA AERONÁUTICA 
COMANDO DE PREPARO 
 
INFANTARIA DA AERONÁUTICA 
 
 
MCA 125-13 
SEGURANÇA DE AUTORIDADES 
2019 
 
 
 
 
 
 
MINISTÉRIO DA DEFESA 
COMANDO DA AERONÁUTICA 
COMANDO DE PREPARO 
PORTARIA COMPREP Nº 272/COMPREP, DE 16 DE JULHO DE 2019. 
Aprova a reedição do Manual que dispõe 
sobre Segurança de Autoridades. 
O COMANDANTE DE PREPARO , de acordo com o Art. 9° do ROCA 20-
13 “Regulamento do Comando de Preparo”, aprovado pela Portaria nº 1.799/GC3, de 7 de 
novembro de 2018, e tendo em vista o disposto no Art. 3º da Portaria nº 632/ GC3, de 9 maio 
de 2018 resolve: 
Art. 1º Aprovar a reedição do MCA 125-13 “Segurança de Autoridades”, que 
com esta baixa. 
Art. 2º Esta Portaria entrará em vigor na data de sua publicação. 
Art. 3º Fica revogada a Portaria COMGAR nº 205/EMGAR-11.6, de 28 de 
outubro de 2015, publicada no Boletim do Comando da Aeronáutica nº 203, de 5 de 
novembro de 2015. 
Ten Brig Ar ANTONIO CARLOS EGITO DO AMARAL 
Cmt do COMPREP 
 
 
 
 
 
 
 
 
(Publicado no BCA n° 129, de 25 de julho de 2019) 
 
MCA 125-13/2019 
SUMÁRIO 
1 DISPOSIÇÕES PRELIMINARES .................................................................................... 9 
1.1 FINALIDADE ................................................................................................................. 9 
1.2 CONCEITUAÇÃO ......................................................................................................... 9 
1.3 ÂMBITO ........................................................................................................................ 10 
2 LEGISLAÇÃO ................................................................................................................... 11 
2.1 AMPARO LEGAL PARA A ATIVIDADE DE SEGURANÇA DE A UTORIDADE ....... 11 
2.2 USO DA FORÇA E DE ALGEMAS ........................................................................... 11 
3 PRINCÍPIOS BÁSICOS DA MISSÃO DE SEGURANÇA DE AUTORI DADES ...... 12 
3.1 GENERALIDADES ...................................................................................................... 12 
3.2 ADAPTABILIDADE .................................................................................................... 12 
3.3 FLEXIBILIDADE ......................................................................................................... 12 
3.4 COBERTURA ............................................................................................................... 12 
3.5 DISCRIÇÃO .................................................................................................................. 13 
3.6 ATENÇÃO ..................................................................................................................... 13 
3.7 INICIATIVA ................................................................................................................. 13 
3.8 OPORTUNIDADE ........................................................................................................ 14 
3.9 SIMPLICIDADE ........................................................................................................... 14 
3.10 COORDENAÇÃO ........................................................................................................ 14 
3.11 PERCEPÇÃO ................................................................................................................ 14 
3.12 PREVISÃO .................................................................................................................... 14 
3.13 AMEAÇA ....................................................................................................................... 14 
4 EQUIPES EMPREGADAS NA SEGURANÇA DE AUTORIDADES ........................ 15 
4.1 GENERALIDADES ...................................................................................................... 15 
4.2 EQUIPE PRECURSORA ............................................................................................. 15 
4.3 EQUIPE AVANÇADA ................................................................................................. 15 
4.4 EQUIPE DE VARREDURA ........................................................................................ 15 
4.5 EQUIPE DE SEGURANÇA NO HOTEL OU RESIDÊNCIA ................................. 15 
4.6 EQUIPE DE SEGURANÇA VELADA ....................................................................... 15 
4.7 MÓDULO BÁSICO E CÁPSULA .............................................................................. 15 
4.8 ARMAMENTO E EQUIPAMENTO .......................................................................... 18 
4.9 ATITUDES DOS AGENTES DE SEGURANÇA DE AUTORIDADES ................. 18 
4.10 ALIMENTAÇÃO DA EQUIPE DE SEGURANÇA .................................................. 19 
4.11 PERNOITE DO MÓDULO BÁSICO ......................................................................... 19 
5 ESCOLTA A PÉ ................................................................................................................ 20 
5.1 PROCEDIMENTOS NOS DESLOCAMENTOS A PÉ ............................................ 20 
5.2 FORMAÇÕES DA ESCOLTA A PÉ .......................................................................... 20 
5.3 TIPOS DE ATAQUES E MEDIDAS A SEREM ADOTADAS ................................ 21 
6 ESCOLTA MOTORIZADA ............................................................................................. 23 
6.1 GENERALIDADES ...................................................................................................... 23 
6.2 CÁPSULAS PADRÃO OU REFORÇADA ................................................................ 23 
6.3 CÁPSULA REDUZIDA ............................................................................................... 24 
6.4 VEÍCULOS PARA SEGURANÇA DE AUTORIDADES ........................................ 24 
6.5 PRINCÍPIOS A SEREM SEGUIDOS PELOS CONDUTORES DE VEÍCULOS 
DE SEGURANÇA .................................................................................................................. 26 
6.6 TIPOS DE ATAQUES E TÁTICAS DE AÇÕES IMEDIATAS . ............................. 42 
6.7 SITUAÇÕES DE EMERGÊNCIA .............................................................................. 44 
10/77 MCA 125-13/2019 
7 ESCOLTA MOTORIZADA COM APOIO DE BATEDORES ......... .......................... 46 
7.1 CONCEITOS ................................................................................................................ 46 
7.2 COMPONENTES DA ESCOLTA .............................................................................. 46 
7.4 MEDIDAS DE SEGURANÇA ........................................................................................ 47 
8 APARIÇÕES EM PÚBLICO ........................................................................................... 48 
8.1 GENERALIDADES ..................................................................................................... 48 
8.2 CONDUTA EM AMBIENTES DIVERSOS .............................................................. 48 
8.3 INAUGURAÇÕES E AUDIÊNCIAS ......................................................................... 48 
8.4 NO INTERIOR DE LOJAS......................................................................................... 48 
8.5 COQUETÉIS, JANTARES, ALMOÇOS E RECEPÇÕES...................................... 49 
8.6 EM AUDITÓRIOS, TRIBUNAS DE HONRA, CINEMAS E TEA TROS ............. 49 
8.7 EM PRAIAS, PISCINAS, RIOS E LAGOS ............................................................... 49 
8.8 REVISTAS DE TROPA E FILAS DE CUMPRIMENTOS ..................................... 50 
8.9 CORRIDAS A PÉ OU CAMINHADAS ..................................................................... 50 
8.10 COMITIVA “VIP” .......................................................................................................agentes acompanham o deslocamento entre a 
autoridade e o público. O ASP “B” acompanha a autoridade, caso seja necessário. 
8.9 CORRIDAS A PÉ OU CAMINHADAS 
8.9.1 O local deve ser adequado para a prática e a equipe deve fazer um reconhecimento 
prévio. O módulo deve acompanhar, seja em dispositivo aberto, seja reunido à retaguarda da 
autoridade, enquanto que os veículos da cápsula acompanham todo o percurso, se possível. 
8.10 COMITIVA “VIP” 
8.10.1 Quando houver uma comitiva “VIP”, pela impossibilidade de acompanhamento 
individual, o módulo deve se adaptar ao tipo de evento, priorizando pontos estratégicos de 
observação. O “ASP B coletivo” permanece próximo aos integrantes da comitiva, atuando 
como orientador geral. 
 
 
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9 ITINERÁRIOS 
9.1 GENERALIDADES 
Itinerário é o caminho pelo qual se desloca uma autoridade, a pé ou com 
utilização de um meio de transporte. Estatisticamente, a maioria dos casos de atentados às 
autoridades é cometida durante o deslocamento para o cumprimento de um compromisso. A 
principal razão disto é a divulgação antecipada do evento e do itinerário a ser seguido pela 
autoridade, possibilitando o tempo necessário para a preparação da ação agressora. 
9.2 CARACTERÍSTICAS DOS ITINERÁRIOS 
9.2.1 QUANTO AO MEIO FÍSICO DO PERCURSO 
9.2.1.1 Terrestres 
São os mais frequentes, percorridos a pé ou empregando um meio de 
locomoção terrestre (carros, trens, cavalos, etc.). São os mais vulneráveis por serem realizados 
em vias públicas, através do campo ou no interior de edificações, quase sempre na presença 
de público e na companhia de comitiva oficial. 
9.2.1.2 Aquáticos 
São raros e exigem preparação especial, como habilitação para condução de 
embarcações (Arrais). Eles são percorridos empregando embarcações e eventualmente a nado. 
Em casos especiais, a Marinha ou o Corpo de Bombeiros prestam apoio à segurança do 
itinerário com suas embarcações, mediante solicitação. 
9.2.1.3 Aéreos 
São pouco comuns, com alguma ocorrência de transporte por helicópteros. Em 
caso de deslocamento por aeronave, será necessário o embarque de agentes na mesma 
aeronave da autoridade, além de comboios postados na origem e no destino. 
9.2.2 QUANTO À PROTEÇÃO 
9.2.2.1 Cobertos e Abrigados 
São os mais seguros, pois vegetação e construções impossibilitam a visão sobre 
a autoridade (cobertos) e dão a proteção necessária ao deslocamento (abrigados). 
9.2.2.2 Descobertos e Desabrigados 
São os mais vulneráveis. São aqueles dominados por pontos localizados ao 
longo do trajeto, possibilitando observação e qualquer ação agressiva sobre a autoridade. 
9.2.3 QUANTO À LUMINOSIDADE 
9.2.3.1 Diurnos 
São preferíveis por serem mais favoráveis à segurança. A claridade natural 
favorece o reconhecimento de pessoas, a observação dos locais e o acompanhamento da 
autoridade, dificultando ações adversas. 
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9.2.3.2 Noturnos 
A iluminação artificial do itinerário, embora favoreça o deslocamento da 
autoridade, dificulta a visualização sobre a aproximação de agentes adversos, beneficiando 
sua ação e sua fuga. À noite as precauções devem ser redobradas. 
9.2.4 QUANTO AO SIGILO 
9.2.4.1 Ostensivos 
São de conhecimento público. O percurso pode ser divulgado pela imprensa e 
as providências de segurança são externadas para orientar as pessoas quanto ao seu 
posicionamento e localização. Os meios empregados são, normalmente, numerosos. 
9.2.4.2 Reservados 
São os itinerários preparados para um deslocamento velado, de conhecimento 
restrito. Os meios empregados são mínimos e os preparativos para o deslocamento são 
realizados com a máxima discrição. 
9.2.5 QUANTO À FREQUÊNCIA 
9.2.5.1 Rotineiros 
São os itinerários utilizados habitualmente pela autoridade, tais como entre a 
residência e o local de trabalho, a residência e o terminal de embarque, entre outros. São de 
alto risco, pois podem ser levantados os dados e os pontos vulneráveis com facilidade, 
possibilitando uma maior obtenção de sucesso aos agentes adversos. Esta categoria deve ser 
evitada, alternando com o emprego de itinerários alternativos. Embora de mais difícil 
coordenação, as alterações de horários são desejáveis. 
9.2.5.2 Eventuais 
São os itinerários utilizados para o cumprimento de compromisso oficial ou 
particular, com conhecimento prévio do evento. São levantados e analisados de acordo com a 
situação e a possibilidade de ações adversas. 
9.2.5.3 Inopinados 
São os itinerários utilizados sem prévios reconhecimento e preparação. Sua 
utilização acontece por uma necessidade momentânea. Eles podem ser balizados por um 
elemento ou guia que conheça o local, deslocando-se imediatamente à frente da cápsula ou da 
autoridade. Por isso, é aconselhável existir sempre um agente que conheça a localidade ou 
região onde estiver se realizando o evento. O Sistema de Posicionamento Global (GPS) é um 
meio auxiliar, porém não substitui a experiência humana. 
9.2.6 QUANTO À FLEXIBILIDADE 
9.2.6.1 Flexíveis 
 São os itinerários que oferecem opções para mudança do deslocamento da 
autoridade, no caso de necessidade ou suspeita de ações adversas. 
MCA 125-13/2019 53/79 
 
9.2.6.2 Inflexíveis 
São os itinerários que não oferecem uma opção para a mudança do 
deslocamento, no caso de necessidade ou suspeita de ações adversas. A escolha deste tipo de 
itinerário somente deve ter prioridade na falta de alternativa ou por obrigatoriedade. 
9.3 SELEÇÃO DE ITINERÁRIOS 
9.3.1 PLANEJAMENTO PRELIMINAR DE ITINERÁRIO 
9.3.1.1 De posse dos dados sobre o deslocamento a ser realizado pela autoridade, o chefe da 
segurança passa a analisar a carta, mapa ou croqui do local, fazendo os primeiros 
levantamentos e avaliações dos itinerários possíveis de serem utilizados. Deste modo, é 
possível ter uma visão global dos itinerários, bem como um levantamento inicial dos pontos 
críticos de cada um deles. 
9.3.1.2 Nessa fase, os tópicos referentes às características dos itinerários são considerados e é 
estabelecida uma prioridade inicial de itinerários. 
9.3.2 RECONHECIMENTO 
9.3.2.1 É realizado considerando-se a programação da autoridade, o tipo de deslocamento e os 
dados obtidos na fase do planejamento preliminar, retificando ou ratificando a prioridade 
inicial. Os itinerários são reconhecidos, observando-se os aspectos de segurança e 
comodidade da autoridade. 
9.3.2.2 Deverão ser percorridos no mesmo sentido previsto e, preferencialmente, no mesmo 
horário da programação. As condições climáticas e a posição do sol são fatores que podem 
influenciar nas condições do itinerário e na segurança. 
9.3.2.3 O percurso e os pontos críticos são verificados minuciosamente e são levantadas as 
possibilidades de uma ação adversa. 
9.3.2.4 São reconhecidos também os itinerários alternativos e os eventuais que conduzem aos 
hospitais de sobreaviso e os que permitem a evacuação de emergência. 
9.3.2.5 Os componentes da cápsula reconhecem os itinerários previstos para que fiquem 
cientes dos trajetos e dos procedimentos a serem adotados em caso de emergência e ações 
adversas. Quando não for possível, pelo menos os condutores e o chefe da segurança realizam 
o reconhecimento e passam as informações aos demais componentes da cápsula. 
9.3.3 PLANEJAMENTO FINAL DE ITINERÁRIO 
9.3.3.1 É o planejamento que ratifica ou retifica o planejamento preliminar de itinerário, e 
será empregado na missão. É o mais detalhado possível, emitindo as missões de todos os 
setores envolvidos, assegurando a proteção e a continuidade desejada para o deslocamento da 
autoridade. Este plano esquematiza as medidas de segurança e administrativas a serem 
empregadas nos itinerários. 
9.3.3.2 Após o reconhecimento e avaliação de todos os componentes, é feita a escolha dos 
itinerários principais, alternativos ou secundários e eventuais. A escolha deve recair sobre o 
itinerário mais protegido e seguro, ainda que não seja o mais curto. 
54/79 MCA 125-13/2019 
9.3.4 ENSAIO 
9.3.4.1 O planejamentofinal é colocado em execução previamente por meio de um ensaio, 
havendo disponibilidade de tempo. Na oportunidade, são verificados o dispositivo adotado, a 
compreensão das missões distribuídas, as providências para as emergências e as possíveis 
falhas de planejamento. 
9.3.4.2 O ensaio avulta de importância quanto maior for o grau de risco da autoridade. O 
ensaio deve ser realizado nas mesmas condições da missão. 
9.4 PROCEDIMENTOS DE SEGURANÇA NOS ITINERÁRIOS 
Devem ser observadas as seguintes condutas para a segurança dos itinerários: 
a) utilizar velocidade compatível com o veículo e com a via; 
b) utilizar o veículo adequado à área e ao terreno; 
c) sempre que possível utilizar o itinerário mais seguro; 
d) redobrar os cuidados nos pontos críticos; 
e) evitar áreas pouco iluminadas, estradas com vegetação lateral, subidas 
acentuadas, viadutos, túneis, pontes, estradas em obras e estradas com 
intenso fluxo de veículos pesados; 
f) evitar a rotina, alternando os itinerários; e 
g) evitar adulterar itinerários planejados. 
9.5 EQUIPE AVANÇADA NOS ITINERÁRIOS 
9.5.1 Em determinadas situações, pode-se escalar uma equipe avançada para cumprir a 
missão de realizar uma vistoria dos itinerários motorizados e a pé, vistoriando-os para detectar 
alguma incorreção do dispositivo, falha administrativa ou evidência de perigo. A equipe 
avançada pode, também, inspecionar o local onde a autoridade vai participar de algum evento. 
9.5.2 A equipe avançada informa, em tempo real, as condições para o chefe da segurança, 
assessorando-o na decisão de adotar outro itinerário. 
 
MCA 125-13/2019 55/79 
 
10 INTELIGÊNCIA NÃO VERBAL 
10.1 GENERALIDADES 
10.1.1 Em um contexto geral, inteligência não verbal é a capacidade de reconhecer, 
identificar, prever o efeito e responder aos padrões não verbais de comunicação. 
10.1.2 A inteligência não verbal abre um leque de possibilidades, tanto no levantamento e 
desenvolvimento de dados de inteligência, como também no trabalho de proteção, 
desinformação e simulação praticadas pela contrainteligência. Assim, como as informações 
disponíveis e passadas por uma pessoa por meio de seu comportamento, posicionamento, 
movimentação, vestimenta, entre outros, alimentam a máquina da inteligência, é possível 
também, utilizando-se de determinados artifícios físicos, gestuais, comportamentais, dentre 
outros, preparar pessoas com a finalidade de transmitirem mensagens falsas sobre si mesmas e 
suas reais intenções. 
10.2 COMUNICAÇÃO NÃO VERBAL 
10.2.1 Cada movimento do corpo tem função adaptativa, expressiva e defensiva, seja ela 
consciente ou inconsciente. Um gesto isolado não significa nada. Um conjunto de 
movimentos coerentes é que definem os sentimentos e emoções da pessoa. 
10.2.2 Regras básicas para a leitura corporal: 
a) ler os gestos em grupos: A linguagem corporal é uma frase que tem 
“palavras e pontuação” - chamamos isto de "grupos gestuais"; 
b) ficar de olho na coerência: Os sinais não verbais têm efeito 5x (cinco vezes) 
maiores do que as palavras pronunciadas; 
c) levar em conta o contexto: Uma pessoa sentada de braços cruzados e pernas 
cruzadas em um dia de inverno, por exemplo, pode estar com frio e não em 
uma posição defensiva; e 
d) ter em mente a cultura e os costumes do povo local. 
10.2.3 Parte-se do princípio de que a linguagem corporal, em desacordo com a situação ou 
com o ambiente, aponta para uma “atitude estranha” ou “comportamento estranho”. Atentar 
para as expressões e micro expressões que denotam sentimentos como raiva, desconforto, 
desprezo, nojo, medo, entre outros. 
10.3 FOCO E ATENÇÃO AOS DETALHES 
10.3.1 Uma das primeiras regras da inteligência não verbal, que os agentes de segurança 
devem entender e praticar constantemente, é a da impossibilidade de se identificar sinais de 
comportamento suspeito ou ações fora do padrão se o agente não estiver focado no trabalho 
que está executando. Desta forma, o agente não perceberá esses sinais. 
10.3.2 Cada movimento deve ser identificado, acompanhado e analisado rapidamente, a fim 
de se definir e apontar possíveis suspeitos e, ainda, quais as ações a serem tomadas. 
 
56/79 MCA 125-13/2019 
10.3.3 Procura por Suspeitos - o agente bem treinado irá procurar por suspeitos, triangulando 
várias informações como: linguagem corporal, micro expressões, grupos gestuais, 
posicionamento e comportamento, vestes e movimentos de acordo com o ambiente. 
10.3.4 Comportamento Suspeito - deve-se buscar por distorções no equilíbrio do que está 
acontecendo naquele momento, ou seja, atitudes que parecem estar em desacordo dos 
acontecimentos e que fazem acender o sinal de alerta da mente. O agente de segurança deve 
manter a mente condicionada ao trabalho de proteção. 
10.3.5 Todas as pessoas devem ser constantemente observadas, independente de sua 
proximidade com a autoridade. Qualquer movimentação suspeita deve imediatamente ser 
analisada pelos seguranças, os quais deverão estar sempre focados na proteção. 
10.3.6 É importante destacar que a mente se cansa facilmente de tarefas rotineiras ou de 
procurar por situações determinadas. Por isso, o agente não deve procurar assassinos, pois 
essa missão logo se tornará frustrante e cansativa para a mente, mas sim, procurar por padrões 
diferentes no ambiente. Deve-se dar à mente uma atribuição que ofereça certa recompensa, 
algo que ela vai localizar e identificar com certeza. Atribuições de ver e registrar 
comportamentos que são considerados pré-incidentes, válidos e merecedores de sua atenção. 
Podemos defini-los como sendo “pinos mentais”. 
10.3.7 A seguir, alguns exemplos de “pinos mentais” a serem observados: 
a) mãos em locais fora da visão dos agentes; 
b) posicionamento em pontos que favoreçam o acesso ao protegido; 
c) manter a mesma posição o tempo todo; 
d) olhos fixos nos movimentos dos agentes de segurança, ignorando os 
movimentos da autoridade; 
e) respiração de forma ofegante ou prendendo de certa forma a respiração; 
f) expressões faciais em desacordo com as dos outros presentes; 
g) vestes em desacordo com o clima e o ambiente; 
h) movimentos bruscos e erráticos; e 
i) sinais de nervosismo, desconforto ou sudorese. 
10.4 PERSUASÃO E DISSUASÃO 
10.4.1 Persuasão é uma estratégia de comunicação, que consiste em utilizar recursos lógico-
racionais ou simbólicos para induzir alguém a aceitar uma ideia, uma atitude ou realizar uma 
ação. 
10.4.2 Dissuasão é a estratégia utilizada para fazer com que o outro mude de opinião ou de 
intenção, que se desista de uma decisão anteriormente tomada, na qual o adversário recua de 
seu intento, devido ao temor de uma retaliação ou evolução de conflito com enfrentamento. 
10.4.3 Por mais incrível que possa aparecer, a maneira como um agente se posiciona, 
observa, movimenta-se e até se comunica com as pessoas ao seu redor emite, para aqueles que 
o assistem, informações sobre ele, seu comprometimento e o preparo para o trabalho de 
proteção que se está realizando. 
MCA 125-13/2019 57/79 
 
10.4.4 Através das suas atitudes, o agente consegue persuadir as pessoas de bem, mostrando 
que seu trabalho é profissional, necessário e legítimo, assim como, essas mesmas atitudes 
exercem um poder de dissuasão sobre pessoas que tenham a intenção de atentar contra a 
integridade da autoridade protegida. 
10.4.5 Se esses sinais forem emitidos por toda a equipe de segurança, mostrando coesão, 
disposição e total domínio da situação, causará nas demais pessoas a sensação de ser quase 
impossível investir contra a autoridade que eles protegem. 
10.4.6 O agente irá intimidar e dissuadir possíveis atacantes, através de um bom 
posicionamento corporal, o que, inclusive, irá lhe favorecer em caso de uma possível reação 
perante uma situação de ameaça contra a integridade física ou moral da autoridade. 
10.4.7 É importante que o agente observe também o uso da inteligência não verbal através do 
seu comportamento, posicionamento e entonação de voz, tanto no tratocom outras pessoas 
que queiram aproximar-se da autoridade, quanto com aquelas não autorizadas, mas que de 
alguma forma queiram usar de certa “influência” (intimidação) para aproximar-se. O agente 
sempre deverá postar-se e agir de forma educada, porém firme e decisiva, não devendo 
esboçar ou transparecer qualquer dúvida ou incerteza. Deve ser solícito no trato com o 
público, porém tomando o cuidado de evitar ser prolixo - muita explicação e justificativa 
denotam fraqueza e incerteza do que está realizando. O agente de segurança é um profissional 
bastante flexível em relação às evoluções do seu trabalho, mas essa flexibilidade não deve ser 
um elo fraco na segurança, ou seja, flexibilidade nas evoluções, mas não flexibilidade nas 
decisões que ameacem a segurança. 
10.5 A IMPORTÂNCIA DA APARÊNCIA E A SUA INFLUÊNCIA SOBRE QUEM O VÊ 
10.5.1 As vestes de uma pessoa revelam muito sobre a personalidade, situação, status e, nesse 
caso, sobre o seu trabalho, assinalando também a identidade e os grupos a que elas pertencem. 
As vestimentas desempenham também um papel estratégico de comunicação não verbal, que 
pode provocar, persuadir e causar muitos outros efeitos, mexendo, até mesmo, com a 
personalidade por meio da linguagem visual apresentada pelo vestuário. 
10.5.2 O agente deve vestir-se de forma a ser discreto, porém não invisível, pois ele deve ser 
identificado como alguém que está a serviço e tem uma função destacada, mas não deve ser 
uma atração. Deve estar vestido de forma a espelhar as demais pessoas, o ambiente em que se 
encontra, representar a sua instituição e deixar claro o trabalho que está a desenvolver, mas 
não deve chocar os presentes e nem contrastar com o ambiente. 
10.5.3 Não deve sobressair-se mais que a própria autoridade e seus convidados, como 
também não devem vestir-se de maneira a misturar-se totalmente com o público, devem sim 
vestir-se de forma discreta, porém em condições de ser reconhecido, como segurança, por 
pessoas com interesses escusos. 
10.5.4 As mulheres que trabalham como segurança devem observar as mesmas regras de 
vestimenta, usar o mínimo de maquiagem, evitar joias e adereços (o mínimo possível), e 
lembrar de, preferencialmente, não utilizar perfumes. 
10.5.5 O uso de óculos escuro é totalmente permitido e em muitos casos tornam-se 
essenciais, em dias ensolarados, evitando que o agente precise apertar os olhos em função da 
58/79 MCA 125-13/2019 
claridade, o que diminui o seu campo visual, além do próprio incômodo da claridade acabar 
por interferir na sua atenção. 
10.5.6 Os óculos escuros também são bastante usados para fornecer uma vantagem tática aos 
agentes, já que lhes permite observar o ambiente sem que os presentes tenham certeza para 
onde ou para quem ele está olhando. Em última instância, tornam-se EPI, em caso de tiro. 
10.5.7 Cuidado apenas na extravagância dos seus óculos escuros, principalmente nas cores, 
formas, tamanho e espelhamento de lentes (o que deve ser evitado). 
10.6 GATILHOS MENTAIS 
10.6.1 Para se entender a ação dos gatilhos mentais, é necessário entender o funcionamento 
do sistema límbico. 
10.6.2 Através do sistema nervoso autônomo, o sistema límbico comanda certos 
comportamentos necessários à sobrevivência. Quando percebida uma possível situação de 
perigo, o sistema límbico dispara uma de três respostas neurológicas, definidas como os três 
“F” do comportamento não verbal: Ficar imóvel ou "congelar" (Freeze), Fugir (Flee) ou Lutar 
(Fight). 
10.6.3 Assim como os praticantes de artes marciais e os soldados em combate, os agentes de 
segurança devem desenvolver gatilhos mentais através de diversos treinamentos, com a 
finalidade de desenvolverem o controle total do seu sistema límbico e sobre as respostas 
neurológicas dos três “F”. 
10.6.4 Gatilhos mentais são diretrizes que o cérebro adota para não precisar fazer todo um 
trabalho de reflexão a cada tomada de decisão. Os gatilhos mentais são considerados 
poderosas armas psicológicas, atalhos utilizados pelo cérebro para engatilhar certas decisões e 
disparar diversas ações. Estes gatilhos, quando acionados, impactam qualquer pessoa, mesmo 
que ela conheça essa técnica. 
10.6.5 O brado de “ARMA” em tom de voz alto e firme, utilizado pelos agentes de 
segurança, durante um ataque a autoridade, com o uso de armas brancas (facas, tesouras, 
facões, etc) ou armas de fogo, cria três situações: 
a) 1ª - Alerta aos demais agentes que alguém detectou uma grave ameaça à 
autoridade e partiu em direção ao atacante ou na proteção direta e corpórea da autoridade; 
b) 2ª - Assim como nas artes marciais, onde o grito durante o ato de desferir 
um golpe tem a função de explosão muscular e consequente aumento da quantidade de 
adrenalina no corpo, o que aumenta a velocidade e potência dos golpes, o brado de “ARMA” 
serve como gatilho mental para combater o sistema límbico do agente que não irá lhe 
apresentar os outros dois “F” - Ficar imóvel (Freeze) e Fugir (Flee) - mas apenas a opção que 
ele treinou exaustivamente para aquele momento - Lutar (Fight) – para bloquear o ataque e 
proteger a autoridade; e 
c) 3ª - O brado de “ARMA”, por parte do agente, irá atuar diretamente no 
sistema límbico do agressor, causará um aumento em sua frequência cardíaca e, por um breve 
momento, desviará a sua atenção e retardará em “milésimos de segundo” a sua ação, além de 
afetar substancialmente a sua precisão. 
 
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11 COMUNICAÇÕES 
11.1 GENERALIDADES 
11.1.1 O serviço de comunicações é um fator essencial para a perfeita execução da missão de 
segurança. É necessário comunicação entre os diversos componentes das equipes, com 
monitoramento por uma central de comunicações. 
11.1.2 A central de comunicações terá um catálogo com dados, tais como telefones de 
emergência, de hospitais, de serviços de utilidade pública, etc. A equipe que se desloca 
informará à central, com antecedência, o itinerário e o destino da autoridade. Caso não seja 
possível informar por rádio, realizará a comunicação por meio do telefone. Dessa forma, a 
central sempre saberá em que ponto a autoridade está. 
11.1.3 O telefone celular é uma ferramenta indispensável, pois permite a comunicação a 
distâncias maiores que o rádio, além de possibilitar o contato imediato com hospitais, 
policiamento e com os elementos de ligação relativos à missão (oficial de ligação, consulado, 
embaixada, etc). 
11.1.4 O equipamento rádio deve ser utilizado com disciplina e controle. A comunicação 
deverá ser objetiva, informando somente o necessário de maneira concisa, de acordo com 
normas padronizadas para exploração da rede rádio. A potência de transmissão deverá ser a 
mais baixa possível, para evitar grande abrangência do sinal. 
11.1.5 A tabela abaixo é um exemplo de codificação para a melhoria do sigilo das 
comunicações. Ela não deve ser usada como padrão. As palavras código não devem ser 
divulgadas de forma ostensiva. 
Tabela 5 - Exemplo de codificação 
DESLOCAMENTO PESSOAS ITINERÁRIOS 
EMBARQUE ATUM AUTORIDADE ALFA HOTEL–
AEROPORTO ÁGUA 
INÍCIO DE 
DESLOC BONITO ESPOSA BRAVO EVENTO-
HOTEL SUCO 
NAS 
PROXIMIDADE
S 
LAMBARI AJO CHARLIE EVENTO 1-
EVENTO 2 VINHO 
CHEGADA BOTO CMT AER DELTA PRINCIPAL CAVALO 
SAÚDE CH SEG PAI ALTERNATIVO PANGARÉ 
MÉDICO ROSA ASP “A” AVÔ OUTROS 
AMBULÂNCIA BUQUÊ ASP “B” TIO IMPRENSA PAPEL 
HOSPITAL FLORICULTU
RA ASP “C” PRIMA MANIFESTANT
ES CARDUME 
FERIDO ESPINHO ASP “D” IRMÃO SUSPEITO URUBU 
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12 SEGURANÇA DE AUTORIDADE ISOLADA 
12.1 GENERALIDADES 
12.1.1 A atividade de segurança de autoridade isolada é caracterizada pela não ostensividade 
dos meios de segurança. 
12.1.2 Dado o ambiente de insegurança das grandes cidades, as autoridades se tornam 
vulneráveis em virtude das rotinas diárias (trânsito, comércio, shopping, restaurantes e 
eventos particulares). A não ostensividade dos meios de segurança visa manter discrição, com 
o objetivo de preservar a identidade da pessoa que está sendoprotegida. Assim, a formatação 
dos meios de segurança de autoridade isolada é também empregada em missões para cônjuge, 
filhos e pessoas próximas à autoridade. 
12.2 CÁPSULA DE SEGURANÇA 
 
12.2.1 A cápsula de segurança para autoridade isolada é composta por 02 (dois) veículos: o 
Veículo “VIP” e o Veículo de Segurança “B”. 
 
Figura 38 – Cápsula de segurança para autoridade isolada 
12.3 EFETIVO E MATERIAL 
12.3.1 O efetivo necessário para prover a segurança de uma autoridade isolada é mesmo 
descrito no item 4.7.6. 
12.3.2 Os armamentos e equipamentos individuais necessários para prover a segurança de 
uma autoridade isolada serão os mesmos descritos no item 4.8. 
12.3.3 Os materiais dos veículos da cápsula de segurança serão os mesmos descritos no item 
6.4.5, considerando apenas os Veículos “VIP” e “B” para autoridade isolada. 
 
12.4 FUNÇÕES DOS AGENTES 
 
12.4.1 O ASP “B” tem a função específica de dar a proteção imediata e aproximada. Além 
disso, orienta a autoridade nos procedimentos e condutas a adotar no caso de uma evacuação 
do local por iminente perigo ou outra necessidade. O ASP “B” se posicionará à retaguarda da 
autoridade, com a preocupação de não perder o contato. 
 
12.4.2 A formação de escolta a pé de autoridade isolada poderá ou não ser composta pelo 
chefe da segurança, o que dependerá da análise de riscos. Assim, a figura a seguir apresenta as 
formações sem e com o Chefe da Equipe de Segurança. 
 
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Figura 39 – Formação de escolta a pé de autoridade isolada 
12.4.3 De acordo com a necessidade da missão, o chefe da segurança pode compor a equipe 
com o intuito de avaliar o local, o público e, em consequência, o risco que a autoridade está 
sujeita. Esta avaliação ditará a formação da escolta. Nesses casos, o chefe da equipe ocupa o 
banco traseiro do Veículo “B”. Quando não houver o envolvimento do chefe da equipe, a 
formação e as orientações ficarão a cargo do ASP “B”. 
 
12.4.4 Os CVS deverão permanecer nas proximidades dos veículos, em contato rádio ou 
telefônico como os agentes de segurança. 
 
12.4.5 O Veículo “B” deverá estar com o rotolight instalado e em uso nos deslocamentos. 
 
12.4.6 O rotolight (sem fio) do Veículo “VIP” somente será usado em situação de 
necessidade, o que será avaliado por quem exerce a chefia da equipe. 
 
12.4.7 A autoridade, o convidado, o cônjuge, o AJO, o oficial de ligação ou outra pessoa que 
tenha permissão para ocupar um veículo do comboio (“VIP” ou veículo de apoio) deve ser 
conhecido de todos os agentes de segurança, principalmente dos CVS. Tal atenção visa à 
organização dos embarques e ao impedimento do embarque de “estranhos” à comitiva. 
 
12.4.8 A função do ASP “C” é assegurar, com eficiência, a proteção e a segurança da 
autoridade, na cobertura do ASP “B”. 
12.5 EMBARQUE E DESEMBARQUE 
São situações de maior atenção, pois a autoridade fica exposta e, 
consequentemente, torna-se um momento de maior vulnerabilidade. 
12.5.1 Embarque 
12.5.1.1 Se o local permitir, o Veículo “VIP” já deverá estar posicionado evitando a 
exposição desnecessária da autoridade. 
 
12.5.1.2 Ao serem informados da iminência do embarque, os CVS permanecem embarcados, 
com o motor dos veículos ligados e com o interior do veículo climatizado. 
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12.5.1.3 O ASP “B”, ao chegar próximo do Veículo “VIP”, passa à frente da autoridade e 
abre a porta. 
 
12.5.1.4 O ASP “C” permanece vigilante a todo o perímetro que cerca o local do embarque. 
 
12.5.1.5 Após o embarque da autoridade, o ASP “B” verifica todo o perímetro e comunica ao 
ASP “C” para o embarque de todos. 
 
12.5.1.6 O CVS do “B”, ao verificar o embarque de todos e receber a instrução de início do 
deslocamento, posicionará o Veículo “B”, de modo a bloquear uma faixa, permitindo a saída, 
com segurança, com do Veículo “VIP”. 
 
 
Figura 40 – Embarque de autoridade isolada 
12.5.2 Desembarque 
12.5.2.1 Antes de chegar ao destino, o veículo “B” ultrapassará o “VIP”, informando 
antecipadamente, via rádio, e avançará até o local de desembarque, a fim de ser realizado um 
estudo de situação, levantando eventuais vulnerabilidades e situações de risco para a 
autoridade. 
12.5.2.2 Após a avaliação, e não verificando anormalidade, o ASP “C” posicionar-se-á no 
local do desembarque e informará, via rádio, que o local encontra-se em condições para o 
desembarque da autoridade. 
12.5.2.3 O ASP “B” desce do veículo e posiciona-se em frente à porta da autoridade, verifica 
o perímetro e, julgando seguro, abre a porta para o desembarque da autoridade. 
12.5.2.4 Caso haja alguma situação suspeita que, segundo avaliação do ASP “C”, não permita 
um desembarque seguro, este informará ao Veículo “VIP” para que seja evitada a parada e o 
desembarque naquele momento. 
 
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Figura 41 – Evolução dos veículos no desembarque de autoridade isolada 
 
Figura 42 – Evolução dos ASP no desembarque de autoridade isolada 
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13 PLANEJAMENTO DAS AÇÕES DE SEGURANÇA 
13.1 GENERALIDADES 
13.1.1 Um planejamento deve abordar, o máximo possível, todos os aspectos de um 
problema, nortear as ações e antecipar os acontecimentos; afinal, “é melhor prevenir do que 
remediar”. 
13.1.2 Ele é flexível: a necessidade de se fazer modificações no decurso da missão é da 
própria essência do processo de planejar. 
13.1.3 As principais características da atividade de segurança de autoridades são que o bem 
protegido tem vontade própria e que o imprevisto sempre acontece. Daí decorre que toda 
missão deve ser bem planejada, mas o planejamento deve ser flexível para absorver as 
alterações na agenda oficial e as decorrentes da vontade da autoridade. É importante ter em 
mente que o programa irá evoluir e que serão necessárias correções no planejamento das 
ações de segurança. 
13.2 ANÁLISE DE RISCO 
13.2.1 O grau de risco é estimado pela existência de perigo, real ou potencial, durante toda 
operação de segurança da autoridade e decorre do tipo de cargo exercido e do tipo de 
circunstância em que estiver envolvida. 
13.2.2 As características do itinerário e o local do evento determinarão o tipo de exposição 
que a autoridade poderá estar inserida. 
13.2.3 A disponibilidade de recursos necessários para a execução da missão é um fator 
importante nas ações da segurança da autoridade. 
13.2.4 As conjunturas socioeconômica e política estão diretamente relacionadas ao 
recrudescimento da violência e à ação das organizações criminosas. 
13.2.5 O módulo básico e a cápsula podem variar segundo o grau de risco e o nível da 
autoridade. Baseada em uma análise de risco preliminar, a composição mínima da cápsula de 
segurança será a seguinte: 
a) análise de risco: Muito baixo ou baixo – Cápsula reduzida; 
b) análise de risco: Médio – Cápsula padrão; e 
c) análise de risco: Grande ou elevado – Cápsula reforçada. 
13.2.6 Dependendo da avaliação do grau de risco da autoridade ou da periculosidade do local, 
outros agentes e viaturas podem ser acrescidos. 
13.3 PRINCÍPIOS BÁSICOS DO PLANEJAMENTO 
13.3.1 O planejamento é a base para a execução de uma tarefa. Da ideia, do conhecimento e 
da criatividade poderá ser adotada uma linha de ação que se ajuste aos melhores 
procedimentos de segurança a serem adotados por uma Equipe. 
13.3.2 Os princípios básicos do planejamento de segurança são: 
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a) objetividade: atuação com objetivo claro e definido, indo-se diretamente aos 
fins propostos; 
b) oportunidade: é o aproveitamento em êxito das diversas etapas do 
planejamento, sejam dos reconhecimentos, sejam dos encontros e reuniões, 
com o levantamento de questões e problemas próprios de cada fase em 
discussão; 
c) segurança: consiste nas medidas necessárias para evitar a surpresa, a 
espionagem, a observação e a inquietação, a fim de assegurar a liberdade de 
ação a Autoridade. Assegura alto grau de inviolabilidade contra influências ou 
atos hostis; 
d) clareza: é a busca pela formade emissão de ordens e instruções que seja, ao 
mesmo tempo, simples inteligível para a equipe, e informativa e detalhada na 
descrição de situações e formas de engajamento; 
e) flexibilidade: é a capacidade de adaptação a diferentes situações e formas de 
engajamento, objetivando sempre a máxima eficiência; 
f) simplicidade: é a forma em que se deve preferir o plano mais simples, as 
ordens mais claras e concisas, que aumentem a compreensão e evitam a 
confusão, contribuindo para o êxito da tarefa; e 
g) economia: é o emprego do menor número de meios compatíveis em todos os 
pontos que não sejam do esforço principal. 
13.4 ELEMENTOS ESSENCIAIS DO PLANEJAMENTO 
13.4.1 O planejamento é peça importante, do qual depende o êxito da execução do trabalho 
de segurança e é baseado em aspectos a serem observados, denominados elementos essências. 
13.4.1.1 Análise da missão: 
a) tempo disponível; 
b) meios disponíveis (material e pessoal); 
c) tipo de deslocamento; e 
d) locais de aparição em público. 
13.4.1.2 Análise da situação: 
a) importância da autoridade; 
b) grau de risco; e 
c) conjuntura atual (favorável ou desfavorável). 
13.4.1.3 Estudo de situação - Linhas de ação: 
a) escolha do itinerário; 
b) locais de aparições em público; e 
c) grandes eventos. 
13.4.1.4 Medidas Administrativas: 
a) recursos financeiros; 
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b) alimentação e instalação; 
c) transporte; e 
d) Armamento. 
13.4.1.5 Coordenação e controle: 
a) ligações; 
b) prazos; 
c) restrições; 
d) reuniões; 
e) central de operações; e 
f) comunicações (sistemas, códigos, horários). 
13.5 FASES DO PLANEJAMENTO DE SEGURANÇA 
13.5.1 O documento de acionamento da USEGDEF informa as características da missão e 
alguns dados, como o programa inicial e os meios de contato com o oficial de ligação ou o 
AJO. 
13.5.2 O primeiro passo do planejamento é o conhecimento das características da autoridade 
(cargo exercido, grau de risco, histórico de atentados, fotografia atualizada, alergias, estado 
atual de saúde, presença de familiares, etc) e a previsão da sua agenda, fornecidos pela 
Unidade acionadora. No caso de autoridades estrangeiras, quem fornece essas informações é o 
oficial de ligação. 
13.5.3 Em seguida, devem ser consultados os relatórios anteriores em busca de lições 
aprendidas que visem melhorar o planejamento. 
13.5.4 De posse das características da autoridade e da previsão da agenda, o chefe da 
segurança coordenará o planejamento, que deve ser a resposta aos questionamentos: 
a) o que fazer? - missão a ser cumprida; 
b) quando fazer? - horários impostos; 
c) por onde ir? - localização e itinerários; e 
d) como fazer? - ideia inicial de emprego de equipes/agentes e suas tarefas 
básicas, principalmente os responsáveis pela cápsula, pelo pernoite e pelo 
reconhecimento dos locais de aparição em público. 
13.5.5 Com a definição de quais equipes serão empregadas, o encarregado de cada equipe 
levantará a sua necessidade de apoio de material e de pessoal, com ênfase para agentes 
femininas, intérprete, apoio aéreo (helicóptero) e aquático (lancha). Nesta fase, é verificada a 
previsão de apoio de alimentação e pernoite no hotel da autoridade, que é repassada ao oficial 
de ligação. 
13.5.6 O planejamento da missão deve abranger as comunicações, os deslocamentos, o 
pernoite e segurança no hotel, o apoio médico, a coordenação entre as equipes (quadro 
horário) e as aparições em público. Para uso diário das equipes, devem ser confeccionados 
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mementos com as informações básicas de cada assunto, de forma que cada um tenha 
condições, em qualquer momento, de checar as particularidades da missão. 
13.5.7 O ensaio é parte importante do processo de planejamento e preparação da missão. 
Tudo o que for planejado deve ser ensaiado, principalmente os deslocamentos. Todos os 
agentes devem ter em mente que, “onde quer que você tenha que levar uma autoridade, seus 
olhos já tenham estado lá anteriormente”. 
13.5.8 Depois de tudo reconhecido, planejado e corrigido, a missão é iniciada. O 
planejamento da missão é detalhado e relembrado para toda a equipe, por meio de reuniões, 
preferencialmente, na véspera de cada evento. Na reunião, o chefe da segurança repassa os 
passos, relembra as tarefas de cada agente, que aproveita para sanar as dúvidas. 
13.5.9 O passo final do processo de planejamento é o relatório, que possibilitará registrar se 
tudo ocorreu conforme planejado ou se algo poderia ser feito de outra forma. Essas lições 
aprendidas são ferramentas importantes para facilitar as missões futuras, não devendo ser 
consideradas como críticas a pessoas ou a instituições. 
13.6 MEMENTO 
Um “memento” nada mais é do que uma representação esquemática, contendo 
apontamentos do Plano de Operações, de forma a balizar e a orientar as ações dos agentes. 
Nele encontra-se todo o Plano de Operações, reduzido em tópicos, de forma que o agente 
possa levar consigo, no bolso do terno, e, assim, relembrar pontos importantes. 
13.6.1 Situação: 
a) dignitário: 
- importância; e 
- comportamento. 
b) conjuntura do momento: 
- área que vai receber a autoridade (identificar os riscos). 
 
13.6.2 Missão: 
a) programa oficial: 
- aparições em público; 
- deslocamentos; e 
- lista de convidados “VIP”. 
13.6.3 Execução: 
a) dos meios: 
- pessoal orgânico e de apoio; e 
- material. 
b) quadro horário. 
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13.6.4 Medidas Administrativas: 
a) alimentação; 
b) hospedagem/residências; 
c) transporte; e 
d) saúde. 
13.6.5 Coordenação e Controle: 
a) ligações (contatos importantes); 
b) reuniões; e 
c) comunicações: 
- sistemas; e 
- códigos. 
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14 VARREDURA 
14.1 GENERALIDADES 
14.1.1 Denominam-se varredura as inspeções realizadas em edifícios, salas, gabinetes e 
outros ambientes, viaturas, estradas, presentes, correspondências, etc, visando detectar a 
presença de artefatos explosivos ou incendiários, equipamentos eletrônicos clandestinos de 
escuta ou de gravações de som e imagens e, também, outros objetos que possam colocar em 
perigo a integridade física, moral ou a imagem de uma autoridade. 
14.1.2 Estas inspeções podem ser processadas de três maneiras: 
a) física; 
b) instrumentada, com detectores próprios para explosivos ou escuta; e 
c) com cães farejadores. 
14.1.3 A inspeção física normalmente é a que apresenta mais resultados positivos, pois, para 
determinados tipos de perigo, não existem detectores. Nas inspeções físicas, o treinamento e o 
grau de conhecimento são fatores preponderantes. 
14.1.4 A varredura deverá ser solicitada a um OSP especializado. Entretanto, o agente de 
segurança de autoridades deve ser capaz de realizar uma varredura física em veículos e 
ambientes, em situações inopinadas. 
14.2 EQUIPES DE VARREDURA 
14.2.1 A equipe de varredura deve ser constituída por, no mínimo, dois elementos. Práticas 
solitárias muitas vezes levam a dúvida e a exaustão dos sentidos. Mais de um elemento, além 
de proporcionar um companheiro para sanar dúvidas, traz também uma testemunha e um 
estímulo. 
14.2.2 Equipes muito grandes não são recomendáveis, pois a presença de várias pessoas em 
um ambiente pequeno tumultua e dificulta a execução dos trabalhos. O ideal são equipes de, 
no máximo, quatro elementos, caso a área a ser vistoriada seja muito grande. É recomendável 
que se divida a área e se aumente o número de equipes, e não o tamanho da equipe. 
14.2.3 As tarefas deverão ser distribuídas, proporcionalmente, ao número de elementos de 
cada equipe, devendo o encarregado da varredura sempre procurar mesclar o conhecimento de 
seus auxiliares, por ocasião da formação dos grupos e da divisão do ambiente, a fim de obter o 
melhor resultado possível com os recursos humanos empregados. 
14.3 DIVISÃO DO AMBIENTE 
14.3.1 O ambiente a ser vistoriado deve ser considerado em todas as suas dimensões, com 
todos os acessos observadose também as adjacências, tendo-se sempre a preocupação de 
saber e vistoriar, se possível, o que existe acima, abaixo e nas laterais. Caso não seja um bloco 
isolado, mas faça parte de outra construção, os acessos e instalações comuns como água, 
telefone, energia elétrica, ar condicionado, dispositivos contraincêndio, elevadores, garagens e 
geradores de emergência deverão ser objeto de vistoria. 
14.3.2 Quando alguma parte for muito extensa ou se mostrar complexa diante de fatores 
peculiares, como uma estante de biblioteca, deve ser dividida em setores menores e 
redistribuída às equipes. 
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14.3.3 A execução da varredura deve ser no sentido horário de rotação, de maneira que um 
elemento não atrapalhe a movimentação do companheiro e assegure que todas as partes serão 
vistas. Normalmente, os equipamentos e ferramentas utilizadas são colocados no centro do 
ambiente, para uso comum. 
14.3.4 O mobiliário e utensílios que compõem um recinto não se encontram tão somente 
junto às paredes, mas em todas as partes do ambiente. Por isso, recomenda-se que, na hora da 
divisão, sejam traçadas diagonais que determinem a quem cabe inspecionar os objetos 
situados mais ao centro. 
 
Figura 43 Divisão do ambiente e rotação 
14.3.5 À medida que se vai realizando o trabalho, os locais que apresentarem dúvidas ou 
suspeitas devem ser marcados para a revisão final, quando os membros da equipe poderão 
emitir parecer a respeito. Em hipótese nenhuma, deve ser interrompida a vistoria, sobe pena 
de se detectar um artefato ou algo interessante e deixar passar despercebido os demais (finta 
ou disfarce de intenção). 
14.3.6 Em ambientes sem divisões internas, cinemas, ginásios, clubes, grandes salões para 
convenções e outros, pode-se, dependendo do tempo e tipo de varredura solicitada, efetuar-se 
um dispositivo em linha, determinando-se, para isto, o setor de cada elemento da equipe 
(pente fino). 
14.4 O QUE PROCURAR? 
a) explosivos e/ou inflamáveis, colocados de propósito ou estocados 
erroneamente; 
b) escutas alojadas em telefones ou em outros equipamentos; 
c) máquinas fotográficas, possíveis locais de ocultamento, acionamento de 
tempo ou remoto, frestas ou mesmo janelas que propiciem o registro de 
imagem; 
d) câmeras de vídeos ou filmadoras com as mesmas possibilidades do item 
anterior; 
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e) situações que possam expor a autoridade a riscos ou vexames (tapetes 
escorregadios, interruptores que não funcionam, instalações sanitárias 
entupidas que transbordam, etc.); e 
f) perigos diversos, choques elétricos, riscos de incêndio ou queimaduras, 
desabamento total ou parcial, falta de energia, envenenamento (difícil de ser 
detectado), posição de tiro ou observação, etc. 
 
14.5 ONDE PROCURAR? 
14.5.1 Deve-se procurar em todos os lugares possíveis e imagináveis. Não existe barreira 
para a imaginação e a criatividade. Um elemento dotado de imaginação e conhecimento 
técnicos, com a gama de materiais que a moderna tecnologia coloca à sua disposição, pode, 
com facilidade, atingir seu objetivo, se os elementos que se encarregam das varreduras não 
estiverem à sua altura. 
14.5.2 Deve-se inspecionar: 
a) tudo que se move, abre ou fecha, gira, aperta ou puxa, afrouxa, acende ou 
apaga (inspeção física e de funcionamento); 
b) locais mais lógicos para escutas e filmagens, que permitam boa audição e 
ângulo para imagens, onde você próprio escolheria como ideal; 
c) caixas de luz e força, distribuidores telefônicos, instalações contraincêndios, 
casa de máquinas dos elevadores, geradores de emergência, saunas; e 
d) objetos ornamentais colocados bem próximos da autoridade, que com seu 
aspecto inocente nos levam a desconsiderá-los como ameaça real (cuidado 
com o óbvio). 
 
14.6 COMO PROCURAR? 
14.6.1 A varredura é uma busca que, além de se basear no que os nossos sentidos percebem, 
deve procurar também indícios e pistas que nos levem a conclusões e, consequentemente, à 
localização pretendida. 
14.6.2 É sempre bom, principalmente nos objetos que apresentem partes móveis, que se 
observe atentamente antes de tocar e mover. Verifique em toda a volta, ilumine-o se 
necessário, use espelhos para os acessos difíceis. Certifique-se do seu funcionamento, 
pergunte se não souber. Seja cauteloso, verifique uma parte de cada vez e obedeça sempre o 
sentido da rotação. 
14.6.3 Não corra riscos desnecessários, tais como sentar ou deitar-se em poltronas ou camas 
com o fito de testá-las, sem antes proceder a uma verificação minuciosa. 
14.7 INDÍCIOS 
Alguns aspectos podem ser considerados como indícios de um atentado ou de 
escutas clandestinas: 
a) paredes pintadas recentemente ou parte delas; 
b) danos na pintura ou reboco (emboço) das paredes, rodapés, etc.; 
c) danos na pintura de móveis e utensílios, principalmente próximos às 
junções; 
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d) marcas deixadas pela poeira, que indicam remoção de móveis, livros, 
objetos de decoração , tapetes e outros; 
e) marcas descoradas, deixadas pela exposição à luz do sol em assoalhos ou 
móveis, servem para determinar a posição anterior; 
f) objetos não compatíveis com o ambiente; 
g) capas e restos de fios e fita isolante; 
h) cheiros estranhos; 
i) grampos novos, costuras e colas recentes, tecidos com cores diferentes; 
j) arranhões em determinadas peças, incluindo-se fechaduras; e 
k) marcas de mão na pintura em locais de pouco uso ou difícil acesso. 
 
14.8 O ACHADO 
Uma vez que seja constatada a presença de qualquer anormalidade, o 
procedimento seguinte deve ser adotado de acordo com a natureza do achado: 
a) marcar o local usando o método combinado pela equipe; 
b) isolar a área para impedir que alguém ou algo inicie o processo (no caso de 
explosivo); 
c) não desmontar; 
d) chamar a equipe especializada; 
e) evitar a divulgação do fato; 
f) estar pronto para fazer uma descrição do objeto e sua localização; 
g) providenciar a evacuação da área e estabelecer uma forma que evite o 
tumulto e o pânico; e 
h) preservar a segurança do local. 
 
14.9 CORRESPONDÊNCIAS 
14.9.1 Mesmo após todo o ambiente ter sido vistoriado, ainda é possível introduzir algum 
artefato que possa causar danos às pessoas. A forma mais fácil é o emprego de 
correspondência. Os agentes devem saber a forma correta de tratar tudo que chega pelos 
correios, por empresas de entrega ou por mensageiros. 
14.9.2 Ao receber uma correspondência, o agente deve observar: 
a) selos mal colocados (parecendo serem transplantados de outra carta); 
b) carimbos do correio ilegíveis; 
c) sem remetente ou remetente desconhecido; 
d) envelope dentro de outro envelope; 
e) envelope muito manuseado (amarrotado e com as beiradas quebradas); 
f) peso demasiado para o tamanho da correspondência; 
g) grossura da correspondência (demonstra que não é folha de papel); 
h) desequilíbrio (envelope pesa mais de um lado que de outro); 
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i) manchas, mesmo que leves, de gordura no envelope; 
j) cheiro acre, tipo avelã; 
k) pelo exame do tato, sentir que em seu interior existem fios, cordões, objetos 
redondos e duros; 
l) textura da correspondência (é dura ao teste de maleabilidade); e 
m) quando examinada contra a luz, verificar se há tiras de papel coladas por 
dentro do envelope. 
14.9.3 Em caso de qualquer suspeita, separar a correspondência e avisar ao chefe da 
segurança, para que seja examinada por pessoal especializado. Jamais tentar abrir. 
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15 DISPOSIÇÕES FINAIS 
15.1 Os casos não previstos neste Manual deverão ser submetidos à apreciação do 
Comandante de Preparo. 
15.2 As sugestões para aperfeiçoamento da doutrina devem ser encaminhadas à Subchefia de 
Segurança e Defesa do COMPREP, via cadeia de comando. 
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REFERÊNCIAS 
BRASIL. Comando da Aeronáutica. Estado-Maior da Aeronáutica. Doutrina Básica da 
Força Aérea Brasileira: DCA 1-1. [Brasília], 2012. 
 
BRASIL. Comandoda Aeronáutica. Estado-Maior da Aeronáutica. Glossário da 
Aeronáutica: MCA 10-4. [Brasília], 2001. 
 
BRASIL. Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas. Glossário das Forças Armadas: 
MD35-G-01. 5. ed. Brasília, 2015. 
 
BRASIL. Comando da Aeronáutica. Comando de Preparo. Uso Progressivo da Força e 
Regras de Engajamento: NOSDE/PRO/204. [Brasília], 2019. 
 
BRASIL. Lei Complementar nº 136, de 25 de agosto de 2010. Altera a Lei Complementar no 
97, de 9 de junho de 1999, que “dispõe sobre as normas gerais para a organização, o preparo e 
o emprego das Forças Armadas”. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, p. 1, 26 
ago. 2010. 
 
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ÍNDICE 
 
Agente adverso, 1.2.1, 2.2.3, 
Agentes de segurança, 1.2.2 
batedores, 7.1.2 
cápsulas padrão ou reforçada, 6.2 
cápsula reduzida, 6.3 
conduta em semáforos, 6.5.4 
motoristas, 6.5 
equipe precursora, 4.2 
equipe avançada, 4.3 
equipe de varredura, 4.4 
equipe de segurança no hotel ou residência, 4.5 
embarque com cápsula reduzida, 6.5.4.4 
embarque com cápsulas padrão ou reforçada, 6.5.4.6 
formações, 5.2 
manobras de proteção, 6.5.3 
veículos, 6.4 
Algemas 
ver Uso da força e algemas 
Alimentação, 4.10 
Amparo legal, 2.1 
Aparições em público, 7 
Armamento, 3.5, 4.8, 5.3, 6.5.5, 6.6.5.2, 6.7.1.1, 7.7 
Cápsula de segurança, 1.2.3, 1.2.11.2.9, 4.7.1, 4.7.8, 6.1.1, 6.5.1.3 
Comunicações, 9 
Equipes, 4 
equipe avançada 4.3 
equipe precursora 4.2 
equipe de varredura 4.4 
equipe de segurança no hotel ou residência, 4.5 
Equipe de segurança velada, 4.6 
Escolta a pé, 5 
Procedimentos, 5.1 
Formações, 5.2 
Escolta motorizada, 6 
batedores, 6.4, 6.6.6 
cápsulas padrão ou reforçada, 6.2 
cápsula reduzida, 6.3 
conduta em semáforos, 6.6.4 
embarque com cápsula reduzida, 6.6.8 
embarque com cápsulas padrão ou reforçada, 6.6.10 
condutores, 6.6. 7.7.3, 8.3.2.5 
manobras de proteção, 6.6.3 
veículos, 6.5 
Escudo maleta, 1.2.5, 3.1.2, 4.8 
Itinerários , 9 
características, 9.2 
itinerário alternativo ou secundário, 1.2.6 
itinerário eventual ou de emergência, 1.2.7 
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itinerário principal, 1.2.8 
seleção, 9.3 
Módulo básico, 1.2.9 3.1.2, 4.1, 4.5, 4.7.4, 4.11, 5.1.2, 8.2.1, 8.6.2 
ASP “B” , 1.2.10 3.1.2, 4.7.2, 4.7.7, 4.7.8, 4.8, 4.9, 4.11.4, 6.6.7, 8.4, 8.5.1, 8.5.2, 8.6.1, 8.6.2, 
8.8.1, 12.3.1 
Oficial de ligação, 1.2.11, 13.5.1 
Uso da força e de algemas, 2.2 
Pernoite, 4.11, 13.5.4 
Planejamento da missão, 13.5.6, 13.5.8 
Pontos críticos, 1.2.12, 9.3.1.1, 9.4 
Princípios básicos da missão de segurança de autoridades, 3 
adaptabilidade, 3.2 
ameaça, 3.13 
atenção, 3.6 
coordenação, 3.10 
cobertura, 3.4 
discrição, 3.5, 4.9 
flexibilidade, 3.3 
iniciativa, 3.7 
oportunidade 3.8 
percepção, 3.11 
previsão, 3.12 
simplicidade, 3.9 
Unidade acionadora, 1.2.11, 1.2.13, 6.1.3, 13.5.2 
Táticas de Ações Imediatas, 5.3, 6.6 
Varredura , 14 
equipes de varredura, 14.2 
divisão do ambiente, 14.350 
9 ITINERÁRIOS .................................................................................................................. 51 
9.1 GENERALIDADES ..................................................................................................... 51 
9.2 CARACTERÍSTICAS DOS ITINERÁRIOS ............................................................ 51 
9.3 SELEÇÃO DE ITINERÁRIOS ................................................................................... 53 
9.4 PROCEDIMENTOS DE SEGURANÇA NOS ITINERÁRIOS .............................. 54 
9.5 EQUIPE AVANÇADA NOS ITINERÁRIOS ............................................................ 54 
10 INTELIGÊNCIA NÃO VERBAL .................................................................................... 55 
10.1 GENERALIDADES ..................................................................................................... 55 
10.2 COMUNICAÇÃO NÃO VERBAL ............................................................................. 55 
10.3 FOCO E ATENÇÃO AOS DETALHES ..................................................................... 55 
10.4 PERSUASÃO E DISSUASÃO ..................................................................................... 56 
10.5 A IMPORTÂNCIA DA APARÊNCIA E A SUA INFLUÊNCIA SOBRE QUEM O VÊ ...... 57 
10.6 GATILHOS MENTAIS ............................................................................................... 58 
11 COMUNICAÇÕES ........................................................................................................... 59 
11.1 GENERALIDADES ..................................................................................................... 59 
12 SEGURANÇA DE AUTORIDADE ISOLADA ............................................................. 60 
12.1 GENERALIDADES ..................................................................................................... 60 
12.2 CÁPSULA DE SEGURANÇA .................................................................................... 60 
12.3 EFETIVO E MATERIAL............................................................................................ 60 
12.4 FUNÇÕES DOS AGENTES ........................................................................................ 60 
12.5 EMBARQUE E DESEMBARQUE ............................................................................. 61 
13 PLANEJAMENTO DAS AÇÕES DE SEGURANÇA.................................................... 64 
13.1 GENERALIDADES ..................................................................................................... 64 
13.2 ANÁLISE DE RISCO ................................................................................................... 64 
13.3 PRINCÍPIOS BÁSICOS DO PLANEJAMENTO ..................................................... 64 
13.4 ELEMENTOS ESSENCIAIS DO PLANEJAMENTO ............................................. 65 
13.5 FASES DO PLANEJAMENTO DE SEGURANÇA ................................................. 66 
13.6 MEMENTO ................................................................................................................... 67 
14 VARREDURA ................................................................................................................... 69 
14.1 GENERALIDADES ..................................................................................................... 69 
14.2 EQUIPES DE VARREDURA ..................................................................................... 69 
14.3 DIVISÃO DO AMBIENTE ......................................................................................... 69 
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14.4 O QUE PROCURAR? .................................................................................................. 70 
14.5 ONDE PROCURAR? ................................................................................................... 71 
14.6 COMO PROCURAR? .................................................................................................. 71 
14.7 INDÍCIOS ...................................................................................................................... 71 
14.8 O ACHADO ................................................................................................................... 72 
14.9 CORRESPONDÊNCIAS .............................................................................................. 72 
15 DISPOSIÇÕES FINAIS .................................................................................................... 74 
REFERÊNCIAS ................................................................................................................. 75 
ÍNDICE ............................................................................................................................... 76 
 
 
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1 DISPOSIÇÕES PRELIMINARES 
1.1 FINALIDADE 
O presente manual tem por finalidade apresentar a concepção para o emprego 
da tropa de Infantaria da Aeronáutica na segurança de autoridades. 
1.2 CONCEITUAÇÃO 
A interpretação do significado da terminologia empregada deve ser feita de 
acordo com o consagrado no vernáculo, na DCA 1-1 Doutrina Básica da Força Aérea 
Brasileira, no MD35-G-01 Glossário das Forças Armadas, no MCA 10-4 Glossário da 
Aeronáutica ou como definido abaixo. 
1.2.1 AGENTE ADVERSO 
É qualquer indivíduo capaz de oferecer risco à integridade física ou moral da 
autoridade. 
1.2.2 AGENTES DE SEGURANÇA 
Termo genérico que define o pessoal especializado, no exercício de missão de 
segurança de autoridades. 
1.2.3 CÁPSULA DE SEGURANÇA 
Dispositivo destinado a prover segurança a autoridades em deslocamentos 
motorizados, composto por veículos e agentes de segurança. 
1.2.4 ESCOLHA E DECISÃO DOS ITINERÁRIOS 
É o processo analítico de diversos fatores, que visa à definição de uma 
prioridade dos itinerários, durante o planejamento da segurança. 
1.2.5 ESCUDO MALETA 
Escudo balístico dobrável, que fica no formato aproximado de uma maleta, 
normalmente conduzido pelo Agente de Segurança Pessoal “B” (ASP “B”). 
1.2.6 ITINERÁRIO ALTERNATIVO OU SECUNDÁRIO 
É aquele escolhido para ser seguido pela autoridade no caso de modificação 
dos fatores condicionantes iniciais, que inviabilizam ou desaconselham a utilização do 
itinerário principal. 
1.2.7 ITINERÁRIO EVENTUAL OU DE EMERGÊNCIA 
É a ramificação de um itinerário principal ou alternativo, utilizado no caso de 
abandono do itinerário utilizado por motivo inopinado, de perigo ou de emergência. 
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1.2.8 ITINERÁRIO PRINCIPAL 
É aquele escolhido como o prioritário a ser seguido pela autoridade. 
1.2.9 MÓDULO BÁSICO 
Agentes componentes da cápsula de segurança, quando desembarcados e 
realizando escolta a pé, coordenados pelo chefe da segurança. 
1.2.10 AGENTE DE SEGURANÇA PESSOAL “B” (ASP “B”) 
É o agente de segurança que está sempre próximo à autoridade e é responsável 
por prover a sua proteção e retirada imediata do local da ameaça ou ocorrência. 
1.2.11 OFICIAL DE LIGAÇÃO 
É o oficial designado pela Unidade acionadora para cuidar dos assuntos 
relativos à permanência da autoridade na localidade. Interage com a segurança em assuntos 
relacionados à missão, tais como hospedagem e alimentação da equipe, fornecimento de 
veículos, informações pessoais da autoridade e gerenciamento da rotina. 
1.2.12 PONTOS CRÍTICOS 
São pontos em um itinerário em que há maior probabilidade de ações de 
agentes adversos, com possível comprometimento à segurança da autoridade. Podem ser 
viadutos, passarelas, túneis, cruzamento com linha férrea, etc. 
1.2.13 UNIDADE ACIONADORA 
É a Unidade do Comando da Aeronáutica (COMAER) responsável por emitir a 
solicitação da segurança de autoridades ao Comando Operacional da Unidade de Infantaria. 
1.3 ÂMBITO 
O presente manual aplica-se a todas as Organizações Militares (OM) do 
Comando da Aeronáutica. 
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2 LEGISLAÇÃO 
2.1 AMPARO LEGAL PARA A ATIVIDADE DE SEGURANÇADE AUTORIDADE 
De acordo com a Lei Complementar nº 97, de 9 de junho de 1999, acrescida do 
parágrafo único do Art. 16-A da Lei Complementar nº 136, de 25 de agosto de 2010, cabe às 
Forças Armadas, como ação subsidiária, a segurança pessoal das autoridades nacionais e 
estrangeiras em missões oficiais isoladamente ou em coordenação com outros órgãos do 
Poder Executivo. 
2.2 USO DA FORÇA E DE ALGEMAS 
2.2.1 Tendo em vista que há diversas normas que abrangem o assunto, as quais estão em 
permanente atualização, o conteúdo abordado neste capítulo se restringe às linhas gerais de 
conduta. 
2.2.2 Na atividade de segurança de autoridades, o uso da força é legal e legítimo na medida 
em que os agentes fazem o uso adequado e proporcional da força para a resolução de conflitos 
ou ameaças de agressão. O uso de força deve ser graduado por níveis e proporcional à ameaça 
devendo, se possível, iniciar-se com os níveis mais baixos e adequados ao controle da 
situação vigente. Entretanto, pela natureza da atividade nem sempre é possível negociar e 
persuadir, pois a equipe deve reagir à agressão iminente contra a autoridade, caracterizando a 
legítima defesa. 
2.2.3 O uso da força sempre deve ter a intenção clara de impedir o agente adverso da 
consecução de seu objetivo, e não de matá-lo ou lesioná-lo gravemente. O uso exagerado da 
força é ilegal, causa constrangimento, revolta o público, projeta negativamente a imagem da 
atividade de segurança e pode gerar situações com consequências maiores e incontroláveis. É 
importante ressaltar que, embora matar não seja o objetivo do uso da força, um agente adverso 
pode vir a óbito. 
2.2.4 O uso da arma de fogo é uma medida extrema. Ela só deve ser utilizada contra pessoas 
em casos de legítima defesa própria, da equipe ou da autoridade, contra ameaça iminente de 
morte ou ferimento grave. 
2.2.5 O agente, na segurança de autoridade, pode e deve fazer uso da força, sempre que 
necessário, desde que seja sem excesso ou arbitrariedade. A necessidade de uso da força cessa 
no momento em que também cessa a ameaça à autoridade e aos agentes. 
2.2.6 Os agentes devem ser equipados com armas e munições letais e não letais, permitindo o 
uso proporcional da força, como, por exemplo, o spray de pimenta e a arma de fogo. O 
treinamento em técnicas de imobilização com as mãos livres também possibilita a gradação 
no uso da força. 
2.2.7 Atenção especial deve ser dada ao emprego de algemas quanto às legislações específicas 
que regem o assunto. 
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3 PRINCÍPIOS BÁSICOS DA MISSÃO DE SEGURANÇA DE AUTORI DADES 
3.1 GENERALIDADES 
3.1.1 A manutenção das integridades física e moral da autoridade é o objetivo da atuação da 
equipe de segurança. Os agentes, em qualquer formação ou situação que se apresentem, 
prioritariamente, preocupam-se com a proteção e a retirada da autoridade do local que lhe 
ofereça risco, sempre observando que: 
a) os agentes devem manter atenção constante no seu setor de vigilância, 
procurando perceber qualquer ato ou pessoa suspeita; 
b) as pessoas que entrarem na distância crítica (a que possibilita o contato 
físico) são focalizadas e acompanhadas; 
c) para os casos de retirada da autoridade, será considerado se está ferida ou 
ilesa, assim como o local do incidente ou acidente (no itinerário ou no 
evento); e 
d) em face de uma ameaça, havendo a possibilidade de retirar a autoridade do 
local sem precisar lutar ou atirar, assim a equipe deverá proceder. 
3.1.2 Em qualquer situação, os agentes do módulo básico devem estar com as mãos livres, a 
fim de permitir a pronta reação a ameaças ou atos adversos. O agente não pode carregar 
malas, valises ou embrulhos de sua propriedade ou da autoridade. O Agente de Segurança 
Pessoal “B” (ASP “B”), pela sua característica de atuação, conduz o escudo maleta e, 
eventualmente, o guarda-chuva. 
3.1.3 Para o bom desempenho da atividade, devem ser observados os seguintes princípios: 
adaptabilidade flexibilidade, cobertura, discrição, atenção, iniciativa, oportunidade, 
simplicidade, coordenação, percepção e previsão. 
 
3.2 ADAPTABILIDADE 
É a adequação da segurança a situações específicas. A capacidade de ajustar-se 
às circunstâncias de um momento e às características da autoridade define, muitas vezes, a 
necessidade de se adotar uma atitude distinta: ativa ou passiva, velada ou ostensiva. 
3.3 FLEXIBILIDADE 
O dispositivo de segurança deve manter-se sempre íntegro e adaptar-se 
facilmente a qualquer mudança na direção de deslocamento da autoridade. 
3.4 COBERTURA 
3.4.1 O corpo da autoridade deve sempre estar coberto por um obstáculo ou por um agente 
de segurança. Caso não se possa cobrir a autoridade em todas as direções, dar-se-á preferência 
à direção de uma possível ameaça. 
3.4.2 Em caso de ataque, os agentes afastam a autoridade, usando seu próprio corpo como 
proteção. Se as circunstâncias permitirem, reagem contra o agressor. O agente deve ter em 
mente que o principal objetivo é o de preservar a integridade da autoridade. Normalmente, 
aqueles que estão mais próximos da autoridade a protegem e os demais agem contra o 
agressor. 
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3.5 DISCRIÇÃO 
O agente de segurança deverá sempre portar-se com a maior discrição possível. 
Para isso, deve atentar para: 
a) fazer o possível para postar-se fora da visada das câmeras, de modo que sua 
imagem não seja veiculada pela imprensa; 
b) permanecer tranquilo e calado, agindo sem rispidez, mas com firmeza, 
evitando atritos com a população, a imprensa e as demais autoridades; 
c) não fumar ou ingerir bebidas alcoólicas, nem distrair-se com equipamentos 
eletrônicos (tipo smartphone); 
d) quando em público, alimentar-se discretamente de modo a não chamar 
atenção para si; 
e) trajar-se de forma condizente com o local e a natureza do evento, com 
vestimentas sóbrias, de modo a não chamar a atenção sobre a sua pessoa; 
f) cuidar de sua aparência pessoal, mantendo um aspecto asseado; 
g) conduzir o equipamento e armamento veladamente; 
h) aproveitar obstáculos próximos à autoridade (colunas, biombos, vasos de 
plantas) para dissimular a formação adotada pela equipe; 
i) não discutir, falar alto, gesticular ou provocar ruídos que chamem a atenção 
sobre sua pessoa ou dos demais agentes; e 
j) misturar-se à comitiva e aos convidados do evento, conforme a situação o 
permita. 
3.6 ATENÇÃO 
3.6.1 A segurança pessoal estará sempre atenta a tudo. O Chefe da Equipe de Segurança deve 
designar setores e missões de observação para os demais agentes. Os agentes de segurança, 
por sua vez, devem observar o setor designado, com atenção especial: 
a) aos olhos e mãos das pessoas; 
b) aos acessos à autoridade; 
c) aos outros integrantes da equipe; e 
d) à própria autoridade. 
3.6.2 A proteção da autoridade é estabelecida de modo que haja uma sobreposição de setores 
de observação, que possibilite um apoio mútuo entre os agentes. 
3.7 INICIATIVA 
Diz respeito à tomada de decisão em face de situações que fujam da 
normalidade. O sistema de segurança é planejado, mas é necessário que seja estabelecido um 
dispositivo de expectativa. Qualquer iniciativa deve advir de rápida análise, a fim de se 
antecipar ou neutralizar as ações adversas. 
 
 
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3.8 OPORTUNIDADE 
É o princípio que determina a presença ou a atitude da segurança no momento 
e local certos. A atividade de segurança exige um cuidadoso planejamento, de modo que a 
autoridade esteja constantemente assistida pela segurança, evitando lacunas que possam ser 
aproveitadas por agentes adversos. 
3.9 SIMPLICIDADE 
É a fácil elaboração, compreensão e execução da atividade de segurança. 
Vários aspectos, tais como a natureza do evento, interferência de autoridades, população, 
imprensa e situação política tornam a tarefa complexa. Planos simples facilitarão o 
cumprimento da missão. 
3.10 COORDENAÇÃO 
É a ligação ordenada e integrada das diversas atividades de segurança. Uma 
comunicação eficientee um perfeito entrosamento entre todos são imprescindíveis. A 
principal ferramenta da coordenação é o planejamento simples e objetivo, compreendido e 
ensaiado por todos. 
3.11 PERCEPÇÃO 
É fundamentada principalmente na atenção, na inteligência e na análise crítica 
de fatos e atos. Antes, durante e após a realização de um evento, todos os agentes de 
segurança devem atentar para possíveis ações adversas. A acuidade constante com todos os 
sentidos é essencial para uma pronta ação ou reação. 
3.12 PREVISÃO 
 É o conhecimento antecipado de fatos e situações. Quanto maior o número de 
informações e dados sobre um evento, mais eficiente será o sistema de segurança, evitando 
transtornos à autoridade. 
3.13 AMEAÇA 
É a conjunção de atores, mais a motivação e a capacidade de realizar ação 
hostil, real ou potencial, com a possibilidade de, por intermédio da exploração das 
deficiências, comprometer uma autoridade, as informações, afetar o material, o pessoal e seus 
valores, bem como as áreas e as instalações, podendo causar danos. 
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4 EQUIPES EMPREGADAS NA SEGURANÇA DE AUTORIDADES 
4.1 GENERALIDADES 
A segurança de autoridades pode envolver a atuação de várias equipes, em 
função da programação de cada autoridade. O módulo básico é a única equipe que atua em 
todas as missões, pois acompanha a autoridade inclusive durante a noite, no local de pernoite. 
Outras equipes podem ser necessárias: precursora, avançada, de varredura, segurança no hotel 
ou residência e segurança velada. Em alguns casos, pode ser necessário apoio de segurança 
ostensiva, provida pela Polícia da Aeronáutica ou por Órgãos de Segurança Pública (OSP). 
4.2 EQUIPE PRECURSORA 
Inicia seus trabalhos com pelo menos 48 horas antes do evento. É responsável 
por estabelecer contatos, verificar a formatação de eventos, checando os seguintes aspectos: 
posicionamento da autoridade e local para a equipe de segurança, saída de emergência, 
requisição de apoio de varredura, posicionamento de viaturas da cápsula, equipamento 
contraincêndio, verificação de elevadores, apoio médico, contato com chefe da segurança do 
local, etc. Sua composição é variável em função das características do evento. 
4.3 EQUIPE AVANÇADA 
 É encarregada de checar o itinerário, chegar aos locais de eventos com certa 
antecedência. Na falta da equipe precursora, a avançada assume as suas tarefas no que for 
possível. Quando for necessário empregar a equipe avançada, pelo menos um agente e um 
Condutor de Veículo de Segurança (CVS), com viatura, devem ser escalados. 
4.4 EQUIPE DE VARREDURA 
 É responsável por realizar varreduras em ambientes e veículos à procura de 
dispositivos ocultos que possam ser empregados contra a autoridade. Quando for necessário 
empregar a equipe de varredura, pelo menos dois agentes e um condutor, com viatura, devem 
ser escalados. 
4.5 EQUIPE DE SEGURANÇA NO HOTEL OU RESIDÊNCIA 
 É responsável por guarnecer o dormitório da autoridade na ausência do módulo 
básico. Supervisiona os funcionários do hotel que necessitarem adentrar ao recinto. É 
composta por pelo menos um agente, o qual deve pernoitar no hotel ou residência para 
assumir o posto em caso de saída inopinada do módulo básico. 
4.6 EQUIPE DE SEGURANÇA VELADA 
 Em casos especiais, pode ser necessária a atuação de uma equipe de segurança 
velada, composta por agentes infiltrados no meio do público. A equipe de segurança velada é 
encarregada prioritariamente de observar e informar ao módulo básico (por gestos, rádio ou 
em pontos de reunião previamente determinados) sobre alguma anormalidade. A composição 
da equipe é determinada em função do evento. A equipe de segurança velada só usa a força 
em caso de ataque à autoridade. 
4.7 MÓDULO BÁSICO E CÁPSULA 
4.7.1 A cápsula de segurança é composta pelo veículo que transporta a autoridade (“VIP”) e 
por um ou mais veículos de segurança. 
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4.7.2 O “VIP” deve ser um veículo confortável, preferencialmente blindado, e com porta-
malas para acomodar a bagagem da autoridade. A equipagem básica do “VIP” é composta 
pelo condutor e o ASP “B”. Nele embarcam a autoridade e um segundo passageiro, que pode 
ser seu cônjuge, o Ajudante de Ordens (AJO) ou um convidado. Não havendo vaga no “VIP”, 
eventuais passageiros devem ser encaminhados para um veículo auxiliar. 
4.7.3 Nos veículos de segurança, embarcam somente os agentes de segurança. Tais veículos 
atuam como equipamento de choque oferecendo-se como bloqueio em eventuais ações 
adversas. No caso de reação armada por seus agentes, tais veículos se tornam alvo imediato 
dos agentes adversos. Há variados itens bélicos nestes veículos e doutrina de posicionamento 
dos agentes durante os deslocamentos, principalmente, durante a reação da cápsula em caso 
de tiro embarcado. Por esses motivos, é proibido o embarque de passageiros nos veículos de 
segurança da cápsula. 
4.7.4 O módulo básico e a cápsula podem variar segundo o grau de risco e o nível da 
autoridade. A Tabela 1 representa a composição mínima para cada caso. Dependendo da 
avaliação do grau de risco da autoridade ou da periculosidade do local, agentes e viaturas 
podem ser acrescidos. 
Tabela 1 - Composição mínima do módulo básico/cápsula 
CÁPSULA AGENTES FUNÇÕES VEÍCULOS 
REDUZIDA 
 
5 
2 CVS 
1 CHEFE DE SEGURANÇA 
2 ASP 
2 (“VIP” - B) 
PADRÃO 
 
7 
3 CVS 
1 CHEFE DE SEGURANÇA 
3 ASP 
3 (A - “VIP” - B) 
REFORÇADA 
 
9 
4 CVS 
1 CHEFE DE SEGURANÇA 
4 ASP 
4 (AVÇD - A - “VIP” - 
B) 
 
4.7.5 Mediante análise de risco, a cápsula reduzida pode ser empregada para a proteção de 
Comandantes de Forças Armadas e autoridades equivalentes. 
4.7.6 Para o caso de autoridade isolada, como cônjuge e filho, bem como para outras pessoas 
próximas à autoridade, pode-se usar uma cápsula reduzida com 4 agentes, de forma que o 
ASP do Veículo “B” acumule a função de chefe de segurança, conforme será detalhado no 
item 12. 
4.7.7 Dentro das possibilidades, é recomendável dispor de um veículo extra de apoio, que 
também será o reserva da cápsula em caso de panes e acidentes. 
4.7.8 Quando houver escolta de comitiva composta por várias autoridades, o Veículo “VIP” 
pode ser substituído por veículos coletivos. A cápsula poderá ser a reforçada, a padrão ou a 
reduzida. Neste caso, em cada viatura coletiva deve ser empregado um agente, responsável 
pela comunicação com os demais componentes da cápsula e pela orientação imediata ao 
motorista do coletivo. Esses agentes, que teoricamente seriam os ASP “B” de cada coletivo, 
têm sua atuação limitada em decorrência da multiplicidade de autoridades, inclusive nos 
deslocamentos a pé e nas aparições em público. 
MCA 125-13/2019 17/79 
 
Figura 1 - Cápsula com comitiva de autoridades 
4.7.9 Há ocasiões em que uma autoridade se faz acompanhar de uma comitiva. Nos 
deslocamentos, sem fazer parte da cápsula de segurança da autoridade, haverá um ou mais 
veículos coletivos para transporte da comitiva que serão posicionados imediatamente atrás do 
último veículo de segurança da cápsula. Como é comum, a autoridade, durante os 
deslocamentos, questionar o ASP “B” sobre os demais membros da comitiva, um agente deve 
embarcar em cada veículo coletivo. Esse agente é responsável pela orientação imediata ao 
motorista e comunicação com o ASP “B”. 
 
Figura 2 - Comitiva acompanhando cápsula 
4.7.10 O que caracteriza cada uma das duas situações acima é o documento acionador da 
missão, que especifica as pessoas a serem protegidas pela equipe de segurança. 
18/79 MCA 125-13/2019 
4.8 ARMAMENTO E EQUIPAMENTO 
A Tabela 2 discrimina o material mínimo que deve ser portado por um agente 
de segurança: 
Tabela 2 - Armamento e equipamento individuais 
FUNÇÃO ARMAMENTO EQUIPAMENTO 
CHEFE DA 
SEGURANÇA 
- PISTOLA 9 MM 
- 2 CARREGADORES 
- ESPARGIDOR DE PIMENTA 
- RÁDIO COM AURICULAR 
- BATERIA RESERVA 
- CELULAR 
- COLETE BALÍSTICO (QUANDO 
FOR O CASO) 
- LANTERNA 
AGENTE DE 
SEGURANÇA 
- PISTOLA 9MM 
- 2 CARREGADORES 
- ESPARGIDOR DE PIMENTA 
- DISPOSITIVO ELÉTRICO 
INCAPACITANTE 
NEUROMUSCULAR 
- RÁDIO COM AURICULAR 
- BATERIA RESERVA 
- CELULAR 
- COLETE BALÍSTICO (QUANDO 
FOR O CASO) 
- LANTERNA 
- ALGEMA (QUANDO POSSÍVEL) 
ASP “B” 
 
- PISTOLA 9 MM 
- 2 CARREGADORES 
- ESPARGIDOR DE PIMENTA 
 
 
- RÁDIO COM AURICULAR 
- BATERIA RESERVA 
- CELULAR 
- COLETE BALÍSTICO (QUANDO 
FOR O CASO) 
- LANTERNA 
- O ASP “B” CONDUZ O ESCUDO 
MALETA 
AGENTE 
CONDUTOR 
 
- PISTOLA 9 MM 
- 2 CARREGADORES 
 
- RÁDIO COM AURICULAR 
- BATERIA RESERVA 
- CELULAR 
- COLETE BALÍSTICO (QUANDO 
FOR O CASO) 
4.9 ATITUDES DOS AGENTES DE SEGURANÇA DE AUTORIDADES 
Além do previsto no item 3.5 deste Manual, as seguintes atitudes devem ser 
seguidas pelos agentes de segurança: 
a) utilizar o rádio ou celular somente quando necessário para tratar de assuntos 
relacionados à missão, observando a disciplina nas comunicações; 
b) apresentar-se para o serviço com pontualidade; 
c) nunca partir para a missão com alguma dúvida, por menor que seja; 
d) ter conhecimento sobre os elementos e as funções por eles desempenhadas; 
e) discrição a todo momento; 
f) o uso de óculos escuros deverá ser controlado e com finalidade; 
g) o agente, quando parado, coloca as mãos à frente do corpo e, quando em 
deslocamento, deixa as mãos livres; e 
MCA 125-13/2019 19/79 
 
h) os únicos que, em princípio, têm contato com a autoridade são o chefe da 
segurança e o ASP “B”. 
4.10 ALIMENTAÇÃO DA EQUIPE DE SEGURANÇA 
 Como a rotina da equipe fica subordinada à da autoridade, a alimentação torna-
se um fator de especial preocupação. O ideal seria que houvesse fornecimento de refeições 
para a equipe nos mesmos locais onde a autoridade fizesse a sua, mesmo em local reservado, 
mas nem sempre isso é possível. Além disso, em alguns casos a limitação de tempo e 
distância impede que a equipe se desloque a um local de apoio. 
4.11 PERNOITE DO MÓDULO BÁSICO 
4.11.1 Quando forem empregadas as cápsulas padrão ou reforçada, durante a noite, é 
imperioso que a equipe continue em condições de atuar de forma imediata. A autoridade 
pode, por exemplo, necessitar de apoio médico ou sair inopinadamente por diversos motivos. 
4.11.2 Dado o caráter inopinado da necessidade de segurança a noite, o módulo deve 
pernoitar em apartamento no mesmo andar do destinado à autoridade, preferencialmente em 
frente ou ao lado. 
4.11.3 Quando não for possível que todo o módulo pernoite no hotel, pelo menos uma parte 
deverá pernoitar no local, enquanto que o restante ficará de prontidão no quartel. 
4.11.4 No hotel deverá ficar um aparato capaz de prover segurança até que o pessoal de 
prontidão se incorpore. O aparato será composto por dois veículos (“VIP” e “B”) com os 
condutores, o ASP “B” e dois agentes. 
4.11.5 O pessoal que permanecer no hotel estabelece um posto de segurança à porta do 
apartamento da autoridade. Em caso de saída inopinada, o agente que estiver no quarto de 
hora acompanha a autoridade e aciona os demais pelo rádio. O agente do hotel assume o posto 
à porta do quarto, preservando a integridade do aposento até o retorno do módulo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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5 ESCOLTA A PÉ 
5.1 PROCEDIMENTOS NOS DESLOCAMENTOS A PÉ 
5.1.1 Os princípios que devem ser evidenciados na escolta a pé são: atenção, flexibilidade, 
proteção e discrição. 
5.1.2 Quem realiza a escolta a pé é o módulo básico, acompanhado e coordenado pelo chefe 
da segurança. 
5.1.3 As distâncias entre os agentes e a autoridade são determinadas pela avaliação do 
momento. Elas tendem a aumentar quanto menor o risco para a autoridade. As formações 
funcionam como uma “sanfona”, abrindo ou fechando com rapidez, de modo a facilitar o 
deslocamento da autoridade ou resguardá-la do perigo ou do assédio de pessoas. 
5.1.4 A adoção de um tipo de formação é previamente estabelecida em razão da análise dos 
seguintes aspectos: 
a) grau de risco existente; 
b) espaço disponível no local; 
c) extensão do deslocamento; e 
d) efetivo e tipo de público. 
5.1.5 Nos deslocamentos a pé, dá-se preferência aos itinerários de curta distância e duração, 
cobertos e abrigados, de fácil localização e sem obstáculos, a fim de evitar a exposição da 
autoridade. 
5.1.6 Os agentes atuam com seus sentidos voltados permanentemente ao ambiente, 
observando com atenção o seu setor de vigilância e procurando perceber qualquer ato ou 
pessoa suspeita. As pessoas que aproximem da distância crítica (que possibilita o contato 
físico) são focalizadas e acompanhadas. 
5.1.7 Devem ser observados olhos e mãos, a fim de identificar atitudes suspeitas. No caso de 
eventos particulares (eventos turísticos, shopping, cinema, etc) avultam de importância a 
atenção e a cobertura, devido à ausência de uma preparação prévia de eventos e controle do 
público, bem como de um efetivo maior para proteger fisicamente a autoridade. A ação 
discreta não deve prejudicar a proteção. 
5.1.8 O posicionamento dos seguranças deverá ser aquele em que possa oferecer a melhor 
proteção e manter a observação de todos os setores, sem interferir na privacidade da 
autoridade. 
5.2 FORMAÇÕES DA ESCOLTA A PÉ 
5.2.1 FORMAÇÃO EM “V” 
 Cobre a retaguarda e os flancos, a frente permanece livre e a imagem da 
autoridade fica à mostra. Muito utilizada quando em pequenos deslocamentos ou quando a 
autoridade permanece parada diante de uma assistência. É a formação que chama menos 
atenção. 
 
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Figura 3 - Formação em V 
5.2.2 FORMAÇÃO EM LOSANGO 
Cobre todas as direções, o que permite grande flexibilidade nas mudanças de 
direção do deslocamento. Muito utilizada quando da retirada da autoridade em meio ao 
público e/ou imprensa. As distâncias entre os agentes variam conforme a ocasião. 
 
 
 
Figura 4 - Formação em Losango 
5.2.3 FORMAÇÕES ESPECIAIS 
Utilizadas para embarque e desembarque de aeronaves ou embarcações, 
paradas militares com revista à tropa ou qualquer outra situação em que as formações 
convencionais tornam-se impraticáveis. O chefe da segurança, mediante análise da situação, 
poderá determinar o efetivo e o posicionamento da equipe em formação especial, balanceando 
a influência dos fatores componentes do binômio: discrição e eficiência. 
5.3 TIPOS DE ATAQUES E MEDIDAS A SEREM ADOTADAS 
As Táticas de Ações Imediatas (TAI) listadas abaixo não encerram o assunto, 
são apenas um guia para as situações mais comuns. O chefe da segurança deve coordenar as 
ações, sempre com o objetivo de preservar a integridade da autoridade. A preferência será 
sempre evadir do local. O uso do armamento será para proteger a saída da autoridade. 
 
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Tabela 3 - Táticas de Ações Imediatas (TAI) 
TIPO DE ATAQUE TÁTICAS DE AÇÃO IMEDIATA 
Verbal Cerrar sobre a autoridade e passar rápido 
Físico (arremesso, agentes 
inquietantes, etc) 
Cerrar sobre a autoridade e evacuar 
Arma branca ou de fogo 
Quem avistar grita “faca” ou “arma”, depois fazer 
parede de proteção e retirar a autoridade. No caso da 
faca, somente reagir quando o atacante estiver próximo 
a ponto de poder atingir algum componente (ou a 
autoridade) 
Bombas ou granadas 
Proteger a autoridade e, depois, retirá-la do local. 
Atenção para a possibilidade de a bomba ser um 
distrativo para ataque posterior com arma de fogo 
Armas de longo alcance Proteger a autoridade e retirá-la do local 
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6 ESCOLTA MOTORIZADA 
6.1 GENERALIDADES 
6.1.1 Nos deslocamentos motorizados, além das ações adversas intencionais contra a sua 
figura, a autoridade fica exposta a riscos do cotidiano, tais como acidentes de trânsito, 
assaltos, etc. Uma forma de proteção física ao “VIP” é o emprego dos veículos de segurança 
como carro de colisão (carro de choque). Por esse motivo, a cápsula de segurança deve se 
manter íntegra, sem permitir que outros veículos se interponham entre as suas viaturas. 
6.1.2 Quando houver necessidade de queoutros veículos de apoio sejam integrados ao 
comboio (ambulância, carro reserva, comitiva, etc), estes devem permanecer à retaguarda da 
cápsula. 
6.1.3 Uma medida adicional de segurança é o emprego de escolta de batedores, a qual pode 
ser requisitada pela Unidade acionadora. 
6.1.4 Em todos os veículos de segurança, há também um CVS, responsável pela condução 
da viatura. 
6.2 CÁPSULAS PADRÃO OU REFORÇADA 
6.2.1 As cápsulas padrão ou reforçada são empregada para autoridades de nível Chefe de 
Estado ou de Governo. Mediante análise do grau de risco da autoridade, do evento ou do 
local, a cápsula pode ser aumentada. 
 
Figura 5 - Cápsulas padrão ou reforçada 
6.2.2 É função do Veículo “A”: 
a) proporcionar segurança à frente; 
b) realizar as comunicações da cápsula; e 
c) desobstruir o itinerário. 
6.2.3 É função do Veículo “B”: 
a) acompanhar imediatamente à retaguarda do “VIP”; 
b) reserva do “VIP” nas ocorrências durante o deslocamento; 
24/79 MCA 125-13/2019 
c) manter a atenção voltada para a porta do “VIP”; 
d) proporcionar a segurança nos flancos e retaguarda; 
e) impedir as infiltrações na cápsula; e 
f) controlar ou bloquear as tentativas de ultrapassagem. 
6.3 CÁPSULA REDUZIDA 
6.3.1 A cápsula reduzida é empregada para autoridades de nível inferior a Chefe de Estado 
ou de Governo. 
 
Figura 6 - Cápsula reduzida 
6.3.2 São funções do Veículo “B”: 
a) realizar as comunicações da cápsula; 
b) proporcionar segurança nos flancos e retaguarda; 
c) manter a atenção voltada para a porta do “VIP”; 
d) acompanhar imediatamente à retaguarda do “VIP”; 
e) reserva do “VIP” nas ocorrências durante o deslocamento; 
f) impedir as infiltrações na cápsula; e 
g) controlar ou bloquear as tentativas de ultrapassagem. 
6.4 VEÍCULOS PARA SEGURANÇA DE AUTORIDADES 
6.4.1 CARACTERÍSTICAS DOS VEÍCULOS 
6.4.1.1 Preferencialmente, os veículos destinados à segurança de autoridades (veículos de 
proteção e veículo reserva) devem ter as mesmas características (cor, potência, tipo, modelo, 
etc) do “VIP”. Isso dificulta a identificação do Veículo “VIP” por agressores e facilita o 
sincronismo nos deslocamentos, nas manobras de proteção e a substituição em caso de pane. 
MCA 125-13/2019 25/79 
 
6.4.1.2 Os veículos de escolta destinados a proporcionar a segurança aproximada ao Veículo 
“VIP” podem estar caracterizados como tal (com luzes vermelhas intermitentes e sirene), ou 
não. Neles estão embarcados os agentes de segurança que realizam a escolta da autoridade. 
6.4.1.3 Os veículos da cápsula de segurança devem ser enquadrados nos requisitos da tabela 
a seguir: 
Tabela 4 - Características dos veículos da cápsula 
PARÂMETROS SEDAN / SW UTILITÁRIO 
ESPORTIVO 
POTÊNCIA MÍNIMO 110 CV MÍNIMO 140 CV 
CILINDRADA MÍNIMO 1800 CC MÍNIMO 2400 CC 
COR ESCURA 
PORTAS 4 PORTAS 
COMBUSTÍVEL GASOLINA OU ETANOL 
ANO DE FABRICAÇÃO MÁXIMO ANO – 3 
ACESSÓRIOS 
AR-CONDICIONADO, PELÍCULA 
ESCURECEDORA DE VIDRO E 
PREFERENCIALMENTE CÂMBIO MANUAL 
6.4.2 PRESCRIÇÕES DIVERSAS 
6.4.2.1 Deverá ser dado conhecimento à locadora de veículos empenhada que os veículos 
utilizados pela segurança serão dirigidos pelos nossos próprios agentes. Caso haja necessidade 
de se utilizar algum motorista contratado, será informado oportunamente e este motorista não 
deverá ser o proprietário do veículo. Essa restrição é devido ao fato de o proprietário do 
veículo ter por reflexo evitar colisões e danos ao seu patrimônio, o que contraria a doutrina de 
empregar o veículo de escolta como barreira física em caso de ataques ou acidentes. 
6.4.2.2 Não é autorizada a utilização de engate para reboque, pois em caso de acidente tal 
dispositivo dificulta a absorção do choque pela lataria do veículo. Caso o veículo locado 
apresente este equipamento, deverá ser retirado antes do ensaio dos itinerários. Não devem ser 
utilizados veículos com teto solar. 
6.4.2.3 O Veículo “VIP” deverá ter película escurecedora nos vidros, de forma a dificultar a 
visão de fora para dentro do carro. 
6.4.2.4 Quando o deslocamento motorizado for por estradas de terra, estradas em precárias 
condições de manutenção, como sítios e fazendas, deverá ser avaliada a utilização de veículos 
do tipo utilitário esportivo para toda a cápsula. 
6.4.3 RECEBIMENTO DOS VEÍCULOS 
Os condutores receberão pessoalmente os veículos da cápsula e verificarão: 
a) material e equipamento obrigatórios: cinto de segurança, bateria, extintor, 
óleo, fluidos, combustível, pneus, espelhos retrovisores, triângulo de 
segurança, ferramental (macaco e chaves diversas) e estepe; 
b) funcionamento de: luzes (internas, faróis, ré, freio, pisca alerta), setas, 
rotolight, sirene, limpador de para-brisa, buzina, embreagem, travamento de 
portas e porta-malas e ar condicionado; 
26/79 MCA 125-13/2019 
c) estado geral dos seguintes itens: freios, limpeza interna e externa, película 
para escurecer os vidros, adesivos (retirar), água do radiador, caixa de 
fusíveis (inclusive fusíveis reserva), placa e insígnias; e 
d) ano de fabricação, quilometragem, documentação, inclusive certificação de 
blindagem e características técnicas do veículo. 
6.4.4 VISTORIA TÉCNICA CONTRA SABOTAGEM 
Os veículos devem ser vistoriados antes do seu emprego, a fim de serem 
certificados de suas condições de segurança. Todos os compartimentos e a parte de baixo 
devem ser inspecionados à procura de bombas. No habitáculo também devem ser procurados 
equipamentos de escuta. Pneus e linhas de freio devem ser vistoriados. 
6.4.5 EQUIPAMENTOS E ARMAMENTOS 
Na cápsula, os equipamentos e armamentos são conduzidos de modo a serem 
utilizados prontamente: 
a) guarda-chuva e capa de chuva no porta-malas (todos os veículos de 
segurança); 
b) estojo de primeiros socorros (todos os veículos de segurança); 
c) lanterna de sinalização de trânsito no porta-malas (todos os veículos de 
segurança); 
d) rotolight no teto do veículo; excepcionalmente poderá estar no piso em 
condições de pronto-emprego (todos os veículos de segurança); 
e) sirene (pelo menos o Veículo de Segurança “A”); 
f) colete balístico para uso da autoridade em emergências no assento dianteiro 
(Veículo “VIP”); 
g) cones e fita zebrada no porta-malas (Veículo de Segurança “A”); 
h) armas de cano longo: opcionalmente, pode ser empregada pelo menos uma 
arma longa por veículo de segurança (submetralhadora, espingarda gáugio 
12 ou fuzil) com, no mínimo, três carregadores (ou munição equivalente, no 
caso da espingarda); e 
i) Rádio veicular (todos os veículos de segurança, conforme disponibilidade). 
6.5 PRINCÍPIOS A SEREM SEGUIDOS PELOS CONDUTORES DE VEÍCULOS DE 
SEGURANÇA 
6.5.1 VIDROS, PORTAS E CÂMBIO 
6.5.1.1 Todas as janelas do Veículo “VIP”, assim como as janelas dos CVS, deverão estar 
sempre fechadas. As portas deverão estar travadas, sendo destravadas nos momentos de 
embarque e desembarque. As janelas dos agentes poderão estar abertas para facilitar a reação 
armada ou mesmo a verbalização com algum pedestre. 
6.5.1.2 Os veículos deverão estar sempre com os motores funcionando e as caixas de câmbio 
engrenadas, mesmo nas paradas momentâneas. Os carros só poderão ser desligados mediante 
ordem. 
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6.5.2 VELOCIDADE E DISTÂNCIA 
6.5.2.1 Deverá ser respeitada a velocidade da via. Quando apoiado por batedores, o regulador 
de velocidade será a motocicleta que vai à frente. Da mesma forma que a baixa velocidade 
pode expor o dignitário, seu excesso nem sempre é sinônimo de segurança, podendo ocasionar 
acidentes graves. 
6.5.2.2 Os veículos devem andar próximos, o suficiente, para impedir que a cápsula seja 
separada por outros elementos do trânsito. 
6.5.3 MANOBRAS DE PROTEÇÃO 
6.5.3.1 Condutores não qualificados (de locadora ou militares não cursados) não devem 
realizar manobras de proteção, a fim de se evitar erros de julgamento e acidentes. 
6.5.3.2 Nos deslocamentos sem apoio de batedores, os veículos de segurança devem ser 
posicionados de forma a proteger o “VIP”das possíveis ameaças que surgem durante o 
trajeto. Se há um caminhão em sentido contrário, o “VIP” fica mais à direita e os veículos de 
segurança mais à esquerda. Se, logo à frente, há um cruzamento com veículos se aproximando 
pela direita, as posições dos carros da cápsula se invertem, de forma que o “VIP” fique 
afastado e protegido. 
6.5.3.3 Com apoio de batedores, não se faz manobras de proteção, pois as motocicletas já 
oferecem a segurança lateral e os movimentos laterais dos veículos de segurança podem 
causar acidentes com um batedor. 
6.5.3.4 As figuras de 7 a 16 exemplificam as manobras de proteção mais comuns para as 
cápsulas reforçadas, padrão e reduzida. 
Figura 7 - Movimentações básicas – cápsulas padrão ou reforçada 
 
 
 
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Figura 8 - Parada e deslocamento em vias – cápsulas padrão ou reforçada 
 
 
Figura 9 - Trânsito em sentido contrário – cápsulas padrão ou reforçada 
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Figura 10 - Trânsito em sentido contrário – cápsula reduzida 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Figura 11 - Ameaça dos dois lados – cápsulas padrão ou reforçada 
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Figura 12 - Ameaça dos dois lados – cápsula reduzida 
 
 
Figura 13 - Cápsula sendo ultrapassada – cápsulas padrão ou reforçada 
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Figura 14 - Cápsula sendo ultrapassada – cápsula reduzida 
Figura 15 - Cápsula ultrapassando, com trânsito em sentido contrário – cápsulas padrão 
ou reforçada 
 
Figura 16 - Cápsula ultrapassando, com trânsito em sentido contrário – cápsula 
reduzida 
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6.5.4 CONDUTA EM SEMÁFOROS 
Ao perceber a troca de sinal para o vermelho, o condutor deve reduzir a 
velocidade, visando permanecer o mínimo possível parado com a autoridade a bordo. Caso 
seja necessário parar no semáforo, proceder de acordo com a sequência das figuras 15 a 20. 
 
Figura 17 - Parada em uma via – cápsulas padrão ou reforçada 
 
Figura 18 - Parada em uma via – cápsula reduzida 
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Figura 19 - Parada em duas vias – cápsulas padrão ou reforçada 
 
Figura 20 - Parada em duas vias – cápsula reduzida 
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Figura 21 - Parada em três vias – cápsulas padrão ou reforçada 
 
Figura 22 - Parada em três vias – cápsula reduzida 
6.5.4.1 PERMANÊNCIA NO VEÍCULO 
6.5.4.1.1 O condutor não deverá desembarcar e afastar-se de seu veículo sem ordem. No 
entanto, em deslocamentos velados, se a cápsula estacionar na rua, os condutores poderão ter 
que aguardar fora dos veículos para não serem surpreendidos por elementos adversos. 
6.5.4.1.2 Durante a permanência, os condutores, por também serem agentes, são 
responsáveis pela guarda da cápsula e do armamento que eventualmente estiver embarcado. 
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6.5.4.2 BATEDORES RECUPERANDO 
Atenção constante aos batedores recuperando para não atingi-los. Quando 
conduzida por batedores, a cápsula permanecerá com um carro atrás do outro, evitando as 
manobras de proteção e mudanças bruscas de direção. 
6.5.4.3 DESEMBARQUE COM CÁPSULA REDUZIDA 
6.5.4.3.1 A poucos metros do local de desembarque, o Veículo de Segurança “B” ultrapassa 
o “VIP” para chegar antes. O Veículo de Segurança “B” para, exatamente no local em que a 
autoridade vai desembarcar. Nesse momento os agentes desembarcam. 
6.5.4.3.2 O Veículo de Segurança “B” avança e o “VIP” para no local, de maneira que os 
agentes desembarcados possam cobrir as portas traseiras do “VIP”. Quem abre a porta da 
autoridade é o ASP “B”, após a autorização do chefe da segurança. 
6.5.4.3.3 O chefe da segurança, mediante análise da situação, definirá a formação a ser 
adotada. 
 
 
 
 
Figura 23 - Desembarque com cápsula reduzida – passo 1 
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Figura 24 - Desembarque com cápsula reduzida – passo 2 
 
 
 
 
Figura 25 – Desembarque com cápsula reduzida – passo 3 
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Figura 26 – Desembarque com cápsula reduzida – passo 4 
6.5.4.4 EMBARQUE COM CÁPSULA REDUZIDA 
Faz-se o inverso do desembarque. Nesta situação, o “VIP” estará à frente do 
Veículo de Segurança “B”. A abertura da porta da autoridade é feita pelo ASP “B”, que, em 
seguida, embarca no banco da frente do “VIP”. Os demais agentes embarcam assim que der 
início ao deslocamento. 
 
 
 
Figura 27 – Embarque com cápsula reduzida – passo 1 
4 A 
1 C 
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Figura 28 – Embarque com cápsula reduzida – passo 2 
 
 
 
 
Figura 29 – Embarque com cápsula reduzida – passo 3 
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Figura 30 – Embarque com cápsula reduzida – passo 4 
6.5.4.5 DESEMBARQUE COM CÁPSULAS PADRÃO OU REFORÇADA 
6.5.4.5.1 O Veículo de Segurança “A” avança e para exatamente onde parará o carro da 
autoridade. Neste momento, os agentes desembarcam. 
6.5.4.5.2 Após o desembarque dos agentes, o Veículo de Segurança “A” avança e o “VIP” 
para exatamente onde estava o Veículo “A”, de maneira que os agentes desembarcados 
fiquem cobrindo as portas traseiras do “VIP”. 
6.5.4.5.3 É o ASP “B” quem abre a porta da autoridade, logo após o desembarque dos 
demais agentes do Veículo de Segurança “B” e da autorização do chefe da segurança. 
6.5.4.5.4 O chefe da segurança, mediante análise da situação, definirá a formação a ser 
adotada. 
 
Figura 31 – Desembarque com cápsulas padrão ou reforçada- passo 1 
40/79 MCA 125-13/2019 
 
Figura 32 – Desembarque com cápsulas padrão ou reforçada – passo 2 
 
Figura 33 – Desembarque com cápsulas padrão ou reforçada – passo 3 
6.5.4.6 EMBARQUE COM CÁPSULAS PADRÃO OU REFORÇADA 
Faz-se o inverso do desembarque, ou seja, o módulo básico se aproxima dos 
veículos em posição espelhada em relação ao desembarque. 
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Figura 34 – Embarque com cápsula padrão ou reforçada – passo 1 
 
 
 
 
Figura 35 – Embarque com cápsulas padrão ou reforçada – passo 2 
 
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Figura 36 – Embarque com cápsulas padrão ou reforçada – passo 3 
6.6 TIPOS DE ATAQUES E TÁTICAS DE AÇÕES IMEDIATAS 
6.6.1 GENERALIDADES 
6.6.1.1 As Táticas de Ações Imediatas listadas abaixo não encerram o assunto, são apenas um 
guia para as situações mais comuns. O chefe da segurança deve coordenar as ações, sempre 
com o objetivo de preservar a integridade da autoridade. A preferência será sempre evadir do 
local, o uso do armamento será para proteger a saída da cápsula. 
6.6.1.2 Toda a equipe deve estar atenta nos casos de reação armada, de forma a evitar o fogo 
amigo. Nos casos de abordagem de algum veículo, ou mesmo de ataque, todos devem buscar 
observar além do fato que estiver ocorrendo, buscando a observação nos 360 graus em volta 
da cápsula. Um vendedor insistente na janela do Veículo de Segurança “A” pode ser um 
distrativo para outro elemento abordar o “VIP” e atacar a autoridade. 
6.6.1.3 Em todos os casos, o ASP “B” se prepara para proteger a autoridade com o colete, e os 
agentes que não estiverem diretamente engajados se encarregam da proteção dos outros 
setores, sempre buscando a segurança em 360 graus. 
6.6.1.4 Os agentes devem ser previamente orientados sobre o procedimento de reorganização, 
em caso de dispersão da cápsula. 
6.6.1.5 Quando houver uso da arma de fogo, o chefe da segurança deve zelar para que seja 
providenciado o registro da ocorrência junto a uma delegacia policial, além dos 
procedimentos administrativos adotados pelo Comando da Aeronáutica. 
6.6.2 ABORDAGEM DO “VIP” POR VENDEDOR 
6.6.2.1 O agente que estiver no banco do passageiro do Veículo de Segurança “B”, pela 
janela, chama o vendedor, demonstrando interesse, na intenção de que ele se afaste do “VIP”. 
6.6.2.2 Caso o vendedor não se afaste, o agente que verbalizou desembarca e aborda o 
vendedor, solicitando que se afaste. 
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6.6.3 ABORDAGEM DO “VIP” POR PESSOA ARMADA (PEDESTRE OU 
MOTOCICLISTA) 
6.6.3.1 Cápsulas Padrão ou Reforçada 
Havendo a possibilidade de iniciar o deslocamento para a frente,o Veículo de 
Segurança “A” e o “VIP” se evadem do local e o Veículo de Segurança “B” abre fogo contra 
a ameaça. O ASP “B” fornece o colete à autoridade. Caso só seja possível o deslocamento 
para a retaguarda, os três dão ré e o “VIP” ultrapassa o Veículo de Segurança “B”. O Veículo 
de Segurança “A” abre fogo para proteger o retraimento. Se não for possível sair do local, os 
agentes do Veículo de Segurança “B”, do lado da ameaça, abrem fogo. 
6.6.3.2 Cápsula Reduzida 
Havendo a possibilidade de iniciar o deslocamento para a frente, o “VIP” e o 
Veículo de Segurança “B” se evadem do local. O Veículo de Segurança “B” abre fogo contra 
a ameaça. O ASP “B” fornece o colete à autoridade. Caso só seja possível o deslocamento 
para a retaguarda, os dois dão ré, o “VIP” ultrapassa o Veículo de Segurança “B”, que abre 
fogo para proteger, ou acompanha o retraimento. Se não for possível sair do local, os agentes 
do Veículo de Segurança “B”, do lado da ameaça, abrem fogo. 
6.6.4 EMBOSCADA COM OBSTRUÇÃO DE VIA 
6.6.4.1 Cápsulas Padrão ou Reforçada 
Dar meia volta e evadir. O ASP “B” fornece o colete à autoridade. O Veículo 
de Segurança “A” engaja para proteger a manobra do “VIP”, que passa o Veículo de 
Segurança “B”. Após a manobra, o Veículo de Segurança “A” acompanha o retraimento. 
Caso não seja possível sair do local, os Veículos de Segurança “A” e “B” param entre o 
“VIP” e a ameaça, e os agentes abrem fogo. 
6.6.4.2 Cápsula Reduzida 
Dar meia volta e evadir. O Veículo de Segurança “B” engaja para proteger a 
manobra do “VIP” ou acompanha o retraimento. Caso não seja possível sair do local, o 
Veículo de Segurança “B” para, entre o “VIP” e a ameaça, e os agentes abrem fogo. 
6.6.5 ABORDAGEM DOS VEÍCULOS DE SEGURANÇA A OU B POR VENDEDOR 
O agente abordado informa que não está interessado e pede para se afastar. 
Persistindo, todos os agentes do veículo empunham a arma, sem sacar, e a informação é 
repetida. 
6.6.6 ABORDAGEM DOS VEÍCULOS DE SEGURANÇA A OU B POR PESSOA 
ARMADA 
6.6.6.1 Cápsulas Padrão ou Reforçada 
6.6.6.1.1 Se o ataque for ao Veículo de Segurança “A”, os agentes daquele veículo atiram, e 
o “VIP” e Veículo de Segurança “B” recuam. O ASP “B” fornece o colete à autoridade. O 
“VIP” ultrapassa o Veículo de Segurança “B”, que engaja o elemento adverso para proteger o 
movimento do “VIP” ou acompanha o retraimento. 
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6.6.6.1.2 Se o ataque for ao Veículo de Segurança “B”, os agentes daquele veículo atiram, e 
o Veículo de Segurança “A” e o “VIP” avançam. O “VIP” ultrapassa o Veículo de Segurança 
“A”, que engaja para proteger o afastamento do “VIP” ou acompanha o deslocamento. 
6.6.6.2 Cápsula Reduzida 
O “VIP”, ao perceber o ataque (ou quando informado pelo rádio), avança. O 
ASP “B” fornece o colete à autoridade. O Veículo de Segurança “B” também avança e os 
agentes preparam-se para atirar. Caso não seja possível avançar, os agentes do Veículo de 
Segurança “B” reagem à abordagem. 
6.6.7 DISPARO DE ARMA DE FOGO À DISTÂNCIA CONTRA A CÁPSULA 
Se a cápsula estiver em movimento, fecha os vidros, acelera e prossegue. O 
ASP “B” fornece o colete à autoridade. Se estiver parada, fecha os vidros e evade-se do local. 
Se não puder iniciar o deslocamento, o Veículo de Segurança “B” se oferece como barreira 
entre o “VIP” e a direção do som do disparo. Caso o atirador seja localizado, os agentes do 
lado correspondente engajam-no, até que seja possível o “VIP” sair do local. 
6.7 SITUAÇÕES DE EMERGÊNCIA 
6.7.1 PANE DOS CARROS DA CÁPSULA 
Ocorrendo pane em algum dos veículos de segurança, durante um 
deslocamento, a prioridade será sempre o “VIP” continuar seu trajeto. 
6.7.1.1 Pane no Veículo “VIP” 
Havendo veículo reserva na cápsula, passam todos para o reserva, inclusive o 
condutor. O condutor do reserva permanece no local, acompanhando o veículo em pane. Caso 
não haja reserva, os agentes do Veículo de Segurança “B” desembarcam e fornecem o 
veículo. Os agentes do Veículo de Segurança “B” embarcam nas vagas disponíveis do 
Veículo de Segurança “A”. O pessoal que não puder embarcar permanece no veículo em pane 
e aciona um veículo reserva. 
6.7.1.2 Pane em um dos Veículos de Segurança 
Havendo veículo reserva na cápsula, passam todos para o reserva, inclusive o 
condutor. Caso não haja reserva, os agentes acionam outro veículo. Na cápsula reduzida, o 
“VIP” segue sem escolta. Nas cápsulas padrão ou reforçada, o “VIP” segue escoltado pelo 
veículo de segurança disponível. Considerar a possibilidade de os agentes do veículo em pane 
utilizarem um táxi para acompanhar o “VIP”. 
6.7.2 ACIDENTE DE TRÂNSITO 
6.7.2.1 A cápsula pode se deslocar isolada ou inserida num comboio com apoio de batedores, 
viaturas policiais e ambulância. Nos casos em que há apoio do comboio, a possibilidade de 
acidente é remota e a assistência, imediata. Porém, quando a cápsula está isolada, é necessário 
que cada um saiba previamente o que fazer para que a missão continue da melhor forma 
possível. Genericamente, para esses casos, a conduta deve ser adotada considerando se 
existem vítimas ou não. 
6.7.2.1.1 Acidente Sem Vítima: 
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a) Conduta do ASP “B”: 
- prosseguir o deslocamento, caso o veículo da autoridade não esteja 
envolvido no acidente, ou, caso o “VIP” esteja envolvido no acidente, 
embarcar a autoridade no veículo que estiver disponível (veículo de 
segurança, táxi, veículo substituto, etc.) e prosseguir no deslocamento. 
b) Conduta dos Agentes dos Veículos de Segurança 
- avaliar a situação, levantar os danos materiais e providenciar a 
substituição do veículo para ir ao encontro da autoridade. Caso o condutor 
esteja acidentado, permanecer no local do acidente e registrar a ocorrência. 
6.7.2.1.2 Acidente com Vítima 
a) Conduta do ASP “B” 
- prestar socorro à autoridade, preservar a autoridade até a chegada de 
socorro especializado, acompanhando a sua remoção para o hospital, se for 
o caso, e prosseguir com o deslocamento, caso o veículo da autoridade não 
esteja envolvido no acidente. Caso o veículo da autoridade esteja 
envolvido no acidente e ela não esteja ferida, embarcá-la no veículo que 
estiver disponível (veículo de segurança, táxi, veículo substituto, etc) e 
prosseguir no deslocamento. 
b) Conduta dos Agentes dos Veículos de Segurança 
- o agente do veículo de segurança que permanecer no local deverá avaliar 
a situação, prestar socorro à vítima, se possível. Deverá também, se 
possível, solicitar que seja providenciada a substituição do veículo para ir 
ao encontro da autoridade. Caso o condutor esteja ferido, permanecer no 
local do acidente e registrar a ocorrência. 
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7 ESCOLTA MOTORIZADA COM APOIO DE BATEDORES 
7.1 CONCEITOS 
7.1.1 Tem por finalidade bloquear as vias que demandam sobre o itinerário utilizado, bem 
como garantir o livre fluxo da cápsula. Atuam como facilitadores de trânsito, podendo 
também controlar a velocidade da cápsula, a fim de cumprir os horários previstos. Podem ser 
solicitados para atuar em coordenação com a equipe de segurança, de acordo com a 
necessidade da missão. 
7.1.2 Batedores - Motociclistas habilitados para o auxílio às autoridades, em comboios, nos 
deslocamentos motorizados. 
7.1.3 Escolta Militar - É um acompanhamento proporcionado por militares às autoridades 
civis e militares, nacionais e estrangeiras, ou a comboios conduzindo cargas delicadas 
(homens, munições, armamentos, suprimentos, etc), com a finalidade de proporcionar 
segurança, trânsito livre 
7.1.4 ou honras militares a esta autoridade ou comboio. 
7.1.5 Comboio - Todos os veículos de uma comitiva onde estará contida a Cápsula de 
Segurança. 
7.1.6 Avançado - Veículo que tem a finalidade de deslocar-se antes do comboio para 
verificar todo o itinerário e guarnecer o local de destino. 
7.1.7 Cápsula de Segurança - É o conjunto formado pelo Veículo “VIP” e o(s) veículo(s) de 
proteção, formando-se assim, a estrutura básica de um comboio. Constitui-se de um númerovariável de veículos utilizados para o deslocamento e a segurança direta de uma autoridade, 
podendo variar segundo o grau de risco, a importância (grau de risco) da autoridade e a 
disponibilidade de recursos. 
7.2 COMPONENTES DA ESCOLTA 
7.2.1 Comandante da escolta: responsável pelo comando da escolta. 
7.2.2 Regulador: responsável por regular a velocidade do comboio e conduzi-lo pelo 
itinerário correto. 
7.2.3 Pontas: responsáveis por garantir a fluidez do trânsito, pilotando sempre em velocidade 
superior à do comboio, por dentro da zona de recuperação, faixa da esquerda do comboio, 
para fechar os pontos a frentes. 
7.2.4 Cerra-fila: responsável por fechar o trânsito à retaguarda do comboio. 
7.3 FORMAÇÃO DA ESCOLTA DE BATEDORES 
A escolta adota formações, podendo variar a quantidade de motociclistas em 
função de alguns fatores condicionantes diversos, tais como: 
a) disponibilidade de motocicletas e de batedores; 
b) importância e grau de risco da autoridade; 
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c) condições das vias empregadas; e 
d) apresentação do fluxo de trânsito. 
Seguem abaixo imagens ilustrativas de formação da cápsula de segurança com 
escolta de batedores: 
 
Figura 37 – Cápsula de segurança com escolta de batedores 
7.4 MEDIDAS DE SEGURANÇA 
7.4.1 O ASP “A” é o agente de segurança responsável por realizar o briefing com a equipe de 
batedores e deverá orientar sobre os seguintes aspectos: 
a) a recuperação, após o fechamento de um ponto, deverá ser sempre pelo 
mesmo lado, de preferência pelo lado esquerdo; 
b) debater os itinerários (principal e alternativo), assim como, os pontos 
críticos; 
c) coordenar a comunicação via rádio entre as equipes. Deverá existir um 
equipamento de rádio em comum (mesma frequência) com o ASP “A”; 
d) padronizar gestos e códigos de comunicação; 
e) manter a equipe de batedores em condições de saída durante toda a missão; 
f) mudança de itinerário somente deverá ocorrer mediante autorização do 
chefe da segurança; 
g) a equipe de batedores deverá aguardar o desembarque total da autoridade e, 
só após, iniciar o estacionamento; 
h) caso ocorra algo que atente à segurança, a equipe deverá evacuar 
imediatamente do local; 
i) em casos de ataque, procurar manter-se em movimento; 
j) a equipe deve adotar ações rápidas e agressivas, porém compatíveis com a 
situação; 
k) atentar sempre para ruas ou saídas laterais de fácil acesso que possam 
originar atentados; e 
l) estacionar de forma que a equipe e o comboio fiquem sempre preparados 
para uma saída rápida. 
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8 APARIÇÕES EM PÚBLICO 
8.1 GENERALIDADES 
8.1.1 Dá-se o nome de aparição em público sempre que a autoridade estiver fora do seu 
gabinete de trabalho, ou da sua residência (ou hotel). A aparição em público pode ser em 
evento oficial ou uma saída para lazer, como um restaurante ou uma caminhada/atividade 
desportiva. Em cada caso, a segurança da autoridade deve atuar de forma distinta, de acordo 
com o roteiro do evento ou o local visitado. 
8.1.2 A segurança deve ter em mente que nos eventos particulares é necessário respeitar a 
privacidade da autoridade, porém, é nesse tipo de aparição em público que a exposição e a 
vulnerabilidade são maiores, o que demanda mais atenção e sintonia entre os agentes. 
8.1.3 Nos eventos particulares, normalmente a segurança atua sem apoio de outros órgãos, e a 
atuação da equipe avançada se torna indispensável. 
8.2 CONDUTA EM AMBIENTES DIVERSOS 
8.2.1 A autoridade pode participar de eventos oficiais ou particulares, e o módulo básico deve 
portar-se sempre de modo a chamar o mínimo da atenção para si ou para a autoridade. 
8.2.2 Em ambientes controlados o módulo pode abrir, ou seja, afastar-se da autoridade. Em 
ambientes abertos, ou sem controle prévio de acesso, o módulo deve manter-se próximo, de 
forma que possa impedir um ataque a curta distância, como um golpe de mão ou uma facada. 
Algumas situações que favorecem a segurança devem ser direcionadas já na fase de 
planejamento, como a posição da autoridade em um ambiente, a localização da sua mesa, etc. 
8.3 INAUGURAÇÕES E AUDIÊNCIAS 
8.3.1 Em recinto fechado a segurança deve envidar esforços para que a assistência seja 
liberada somente após a saída da autoridade. 
8.3.2 Em recinto aberto a equipe de segurança deve: 
a) evitar posicionar a autoridade de frente para o sol; 
b) cobrir todos os acessos; 
c) definir local alternativo a ser utilizado em caso de mau tempo; 
d) em palanques, contabilizar no máximo uma pessoa por metro quadrado, 
devendo possuir mais de um acesso; e 
e) quando possível verificar o laudo de resistência do palanque. 
8.4 NO INTERIOR DE LOJAS 
8.4.1 Em lojas de pequeno porte, somente o ASP “B” deverá acompanhar a autoridade, 
enquanto que os demais agentes permanecem do lado de fora do comércio, procurando manter 
contato visual com a autoridade. Deverá ser evitada aglomeração de agentes de segurança na 
porta, a fim de evitar suspeita de suas condutas por funcionários da loja. 
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8.4.2 Em grandes lojas (hipermercados, lojas de departamentos, etc.), o ASP “B” deverá 
acompanhar a autoridade e os demais agentes os seguem, mantendo distância que permita o 
contato visual. 
8.5 COQUETÉIS, JANTARES, ALMOÇOS E RECEPÇÕES 
8.5.1 Em eventos particulares, a chegada e o desembarque deverão ser discretos. Caso não 
seja possível que todo o módulo entre no ambiente, o ASP “B” e o chefe da segurança devem 
adentrar juntos com a autoridade e se posicionarem em mesa distinta, que os possibilitem 
ampla visão do local e pronta atuação. 
8.5.2 Em lanchonetes de pequeno porte, somente o ASP “B” deverá acompanhar a autoridade, 
enquanto que os demais agentes permanecem do lado de fora, procurando manter contato 
visual com a autoridade. 
8.5.3 Em Eventos Oficiais: 
a) evitar pisos lisos e escorregadios; e 
b) evitar que a autoridade seja posicionada em assentos ou lugares no centro do 
ambiente, ou próxima a portas e escadas. 
8.6 EM AUDITÓRIOS, TRIBUNAS DE HONRA, CINEMAS E TEATROS 
8.6.1 Em eventos particulares, a princípio, adentrará apenas o ASP “B”, o qual ocupará local 
que permita visualização e fácil atuação. Outro agente deverá permanecer na saída de 
emergência do estabelecimento, em contato rádio com o chefe da segurança. 
8.6.2 Em Eventos Oficiais: 
a) a autoridade deve ser posicionada na primeira fila (próximo ao palco), 
afastada de corredores e portas; e 
b) os assentos laterais e à retaguarda da autoridade devem ser ocupados pelo 
módulo básico. Quando não for possível, pelo menos o ASP “B” deve 
sentar-se na cadeira de trás. 
8.7 EM PRAIAS, PISCINAS, RIOS E LAGOS 
8.7.1 A equipe deverá estar com traje compatível (camiseta, calção, sunga/maiô), com o 
equipamento de uso obrigatório (rádio e armamento) oculto, e permanecerá em local visível à 
autoridade. O equipamento específico da atividade aquática (nadadeiras, coletes, boia, etc.) 
deve ser levado, de acordo com o local frequentado. 
8.7.2 Nas praias, quando a autoridade se deslocar para água, o agente que estiver mais apto 
para atividades aquáticas deverá acompanhar, mantendo-se a distância devida e em condições 
de emprego. O agente deve prestar especial atenção à aproximação de nadadores e 
embarcações. 
8.7.3 O restante do módulo será o apoio em solo, permanecendo com todo o equipamento e 
em contato rádio com os condutores que estarão juntos aos veículos. A distância do agente 
para a autoridade será em virtude das condições do mar e do número de pessoas nas 
proximidades. Em eventos oficiais, é desejável que haja o apoio de lanchas, salva-vidas e 
equipe médica. Quando houver apoio de embarcação, pelo menos um agente deve estar 
embarcado, sendo o responsável pelo contato com o pessoal em terra. 
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8.8 REVISTAS DE TROPA E FILAS DE CUMPRIMENTOS 
8.8.1 Nas revistas de tropa, dois agentes devem ser colocados atrás da tropa (no início e no 
final). Nas filas de cumprimento, dois

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