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A Utilização da Fundação do Tipo Radier
Conference Paper · November 2016
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5 authors, including:
Wilson Ramos Aragão Júnior
Federal University of Pernambuco
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A UTILIZAÇÃO DA FUNDAÇÃO DO TIPO RADIER 
 
Matteus Vinicius Santos
(1)
; Paulo Victor Barreto Ramos
(2)
; Wilson Ramos Aragão Júnior
(3)
; Andréa Lins 
Teixeira
(4)
; José Resende Goes
(5) 
 
(1) Estudante de Engenharia Civil; Instituto Federal de Sergipe; domatteus@gmail.com 
(1) Estudante de Engenharia Civil; Instituto Federal de Sergipe; paulo@directaengenharia.com.br 
(1) Estudante de Engenharia Civil; Instituto Federal de Sergipe; wilsonramosaragao@hotmail.com 
(1) Professora Mestre; Instituto Federal de Sergipe; andrea.lins@ifs.edu.br 
(1) Professor Doutor; Instituto Federal de Sergipe; resende.goes@ifs.edu.br 
 
 
Resumo – A construção civil constitui-se como um dos 
principais subsetores da economia brasileira. Uma obra 
de edificação composta por um conjunto de elementos 
denominados superestrutura e infraestrutura. 
Fundações mal concebidas ou mal projetadas podem 
aumentar drasticamente o custo total do edifício, além 
de prejudicar a execução da obra. Nas últimas décadas, 
o avanço no setor da construção civil possibilitou a 
promoção da utilização de fundações do tipo radier 
como recurso construtivo em obras. Assim, esse artigo 
teve como objetivo estudar a utilização da fundação do 
tipo radier nas obras de construção civil. São 
apresentados aspectos relacionados às fundações rasas 
do tipo radier em concreto armado e protendido, 
explorando suas características em relação à 
classificação, à aplicação de acordo com o tipo de 
edificação e o maciço de solo a ser utilizado, ao 
desempenho e às peculiaridades do processo executivo. 
Para isso, foram aplicados a engenheiros questionários 
relacionados os comparativos aos inúmeros aspectos da 
utilização e da necessidade do radier, além da 
contribuição da literatura de vários autores sobre as 
características desse tipo de fundação. Partindo-se 
desses questionamentos, ao responder as indagações 
propostas e compará-las com a literatura existente, o 
trabalho contribui apresentando um comparativo entre 
a utilização do radier e de outras fundações, apontando 
através dessa comparação a viabilidade econômica e 
executiva e capacidade da fundação do tipo radier de 
atender a solos com baixa capacidade de carga. Além 
disso, o presente trabalho acrescenta à comunidade 
científica, uma vez que serve de consulta àqueles que 
se interessarem sobre o tema. 
 
Palavras-Chave: Fundação; radier; concreto armado; 
concreto protendido. 
 
INTRODUÇÃO 
O setor da construção civil é um dos grandes 
responsável pela constante evolução e pelo 
desenvolvimento da sociedade, pois envolve inúmeras 
atividades de prestações de serviços. Logo, este 
mercado apresenta consideráveis fatores que colaboram 
para o progresso da economia de um país. 
Uma edificação é composta de várias etapas 
construtivas. A fase produtiva denominada de estrutura 
tem a função de manter a forma e de sustentar uma 
edificação, devendo ser capaz de suportar e de resistir a 
todos os esforços oriundos, tanto pelo peso próprio, 
como também pelos ocupantes, pelo vento e pelas 
sobrecargas (FUSCO, 1978). 
O conjunto dos elementos da estrutura pode ser 
subdividido em dois subconjuntos, denominados de 
superestrutura e de infraestrutura. O primeiro, 
superestrutura, corresponde aos elementos estruturais que 
estão acima do nível do solo, ou seja, pilares, vigas e lajes, 
que são responsáveis por receber as cargas atuantes 
permanentes e variáveis. Já a infraestrutura é constituída 
pelos elementos de fundação que transferem o seu peso 
próprio e os carregamentos oriundos da superestrutura para 
o solo (FUSCO, 1978). 
Toda superestrutura necessita de uma base sólida e 
estável para ser apoiada. A contínua evolução dos métodos 
construtivos exige, também, o constante acompanhamento 
do desenvolvimento dos elementos que promovem 
estabilidade da obra. Assim, a fundação é o elemento 
construtivo destinado a garantir a estabilidade da 
edificação, recebendo o esforço total e o distribuindo ao 
solo, logo é a primeira parte da estrutura a ser construída. 
De acordo com Barros (2008), fundações bem 
projetadas correspondem de três a 10% do custo total do 
edifício. Porém, se forem mal concebidas e mal projetadas, 
podem atingir de cinco a dez vezes o custo da fundação 
mais apropriada para o caso. 
Devido ao crescimento da população urbana se faz cada 
vez mais necessário o desenvolvimento de novos métodos 
construtivos, por meio de estruturas mais econômicas e de 
simples execução. Uma destas é a laje apoiada no solo, 
comumente conhecida como radier, que, inicialmente, era 
utilizada somente em edifícios de pequeno porte, mas que 
atualmente é utilizado em edificações de grande porte 
devido o surgimento da tecnologia de protensão com 
cordoalhas. Atenta-se que, antes de iniciar a construção, 
deve ser dada atenção aos fatores que influenciam 
diretamente no dimensionamento do radier, como por 
exemplo o solo, as cargas e o processo executivo (DÓRIA, 
2007). 
O presente artigo tem como objetivo estudar a 
utilização da fundação do tipo radier nas obras de 
construção civil, explorando os tipos, as qualidades e o 
processo executivo, coletados através de revisão da 
literatura, de pesquisa semiestruturada qualitativa e de 
análise de dados. 
Foram realizadas duas entrevistas individuais, uma com 
um engenheiro civil responsável pelo projeto, pela 
execução e pelafiscalização de obras de fundações e outra 
com um engenheiro civil que leciona na área de 
dimensionamento de estrutura, respectivamente, 
Semana Nacional de Ciência e Tecnologia 2016 – IFS 
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mencionados no decorrer do texto como “ENG1” e 
“ENG2”. 
A partir da análise das entrevistas foram escolhidas 
três categorias de estudo que representam tópicos 
relacionados ao tema estudado no artigo, sendo elas: os 
critérios que influenciam na escolha da fundação do 
tipo radier, os aspectos do solo que determinam a 
seleção do radier como solução e a diferença no 
comportamento estrutural do radier em concreto 
armado (CA) e concreto protendido (CP). 
Para Duarte (2005), a vantagem deste exemplo de 
entrevista é a capacidade de representar uma estrutura 
para confrontar as respostas e os resultados com a 
literatura, permitindo a sistematização das informações 
fornecidas por diversos informantes. 
Ainda segundo o autor, as categorias são estruturas 
analíticas construídas pelo pesquisador que reúne e 
organizam o conjunto de informações obtidas a partir 
do fracionamento e da classificação em temas 
autônomos, mas inter-relacionados. 
 
FUNDAÇÕES EM RADIER 
O estudo de toda fundação compreende 
basicamente em duas partes essencialmente distintas, o 
cálculo das cargas atuantes sobre a fundação e o estudo 
do terreno (CAPUTO, 1988). 
Para Velloso e Lopes (2004) as fundações são 
convencionalmente separadas em dois grandes grupos: 
fundações profundas; fundações superficiais (ou rasas 
ou diretas). A seguir têm-se as definições apresentadas 
pela Norma Brasileira (NBR) 6122 (ABNT, 2010): 
a) Fundações Profundas: entende-se pelo 
elemento de fundação que transmite a carga ao terreno 
pela base (resistência de ponta), por sua superfície 
lateral (resistência de fuste) ou por uma combinação 
das duas, e que está assente em profundidade superior 
ao dobro de sua menor dimensão em planta, e no 
mínimo 3,0 m, salvo justificativa. Neste tipo de 
fundação incluem-se as estacas, os tubulões, os 
caixões, etc (ABNT, 2010). 
b) Fundações Superficiais: classifica-se como 
aquelas em que a carga é transmitida ao solo, 
predominantemente pelas tensões distribuídas sob a 
base do elemento estrutural de fundação, estando 
assente a uma profundidade inferior a duas vezes o 
valor da menor dimensão do elemento estrutural da 
fundação. Ainda de acordo com a NBR 6122 (ABNT, 
2010), os elementos de fundação superficial (Figura 1) 
que se enquadram nesta definição são: 
• Sapatas isoladas: elementos de concreto 
armado dimensionados de forma que as tensões de 
tração geradas não sejam resistidas pelo concreto e sim 
pelo aço; 
• Sapatas associadas: sapata comum a vários 
pilares cujos centros gravitacionais não estejam 
situados no mesmo alinhamento; 
• Sapatas corridas: sapata sujeita a ação de uma 
carga distribuída linearmente; 
• Vigas de fundação: elemento de fundação 
comum a vários pilares cujos centros gravitacionais 
estejam situados no mesmo alinhamento; 
• Blocos: elementos de grande rigidez 
executados com concreto simples ou ciclópico, 
portanto, não armados, dimensionados de modo que as 
tensões de tração produzidas sejam resistidas unicamente 
pelo concreto; 
• Radier: fundação superficial que abrange todos os 
pilares de uma determinada. 
Figura 1 – Fundações superficiais. 
 
Fonte: Velloso e Lopes (2004). 
A NBR 6122 (ABNT, 2010) classifica radier como um 
elemento de fundação superficial que abrange todos os 
pilares da obra ou carregamentos distribuídos, por 
exemplo: tanques, depósitos, silos, etc. (Figura 2). 
A fundação em radier pode ser executada em CA ou 
CP. Esse tipo de fundação pode ser utilizado em diferentes 
tipos de solo, pois a carga recebida da superestrutura é 
distribuída uniformemente pela fundação ao solo, sendo 
uma alternativa vantajosa em alguns casos ao invés da 
utilização de fundações profundas (GERAB, 2011). 
Segundo Ribeiro (2010), a fundação tipo radier é 
empregada quando: o solo tem baixa capacidade de carga; 
deseja-se uniformizar os recalques; as áreas das sapatas se 
aproximam umas das outras ou quando a área destas for 
maior que a metade da área de construção. 
Figura 2 – Fundação em radier. 
 
Fonte: Xavier (2015). 
Já na norma do American Concrete Institute (ACI) 
360R-06 (ACI, 2006) compreende-se radier como uma laje 
apoiada no solo, cuja finalidade é admitir as cargas 
provenientes da superestrutura através da tensão admissível 
de suporte do solo o qual está apoiado. 
De acordo com Singer (2014), o radier pode ter 
espessura uniforme ou variável, e pode conter elementos de 
enrijecimento como nervuras ou vigas, que podem ser de 
concreto simples, concreto reforçado ou concreto 
protendido. 
O radier em concreto protendido é muito utilizado em 
edificações as quais são atendidas pelo PAR (Programa de 
Arrendamento Residencial) por sua simplicidade, rapidez, 
segurança e flagrantes vantagens técnicas e econômicas 
“ENG1” (2016, anexo B). 
Para Dória (2007), esse tipo de fundação pode ser 
recomendada a ser utilizada quando o lençol freático 
encontra-se próximo a superfície ou quando está apoiada 
em solos com grandes recalques. As tensões de contato têm 
Semana Nacional de Ciência e Tecnologia 2016 – IFS 
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elevada intensidade superficial ou penetram nos solos 
para uma alta profundidade, ambos os fatores 
contribuem para um aumento do recalque. 
Ainda conforme Dória (2007), durante a fase de 
concepção de projeto, devem-se levar em conta todos 
os fatores que interferem no desempenho do radier 
como as características do solo, os nivelamentos da 
base, a durabilidade e o desempenho do concreto. 
CLASSIFICAÇÃO DO RADIER 
Radier em Concreto Armado 
A resistência à compressão do concreto, segundo 
Dória (2007), tem influência direta na determinação da 
espessura do radier e nas propriedades das suas 
superfícies, bem como influência nas deformações de 
retração e nas deformações devido à variação da 
temperatura. A determinação dessa resistência é 
fundamental para o desempenho estrutural do radier 
em concreto armado. 
O radier em CA (Figura 3) geralmente é utilizado 
para apoiar casas ou edifícios baixos de até oito 
pavimentos “ENG1” (2016, anexo A). 
Figura 3 – Radier em concreto armado. 
 
Fonte: Bizerris (2013). 
Radier em Concreto Protendido 
Para Albino (2011), CP é aquele em que as tensões 
internas (forças) são induzidas por meio de cordoalhas 
de aço esticadas. Podendo ser realizado por dois 
métodos: protensão pós-tracionada, o estiramento da 
armadura de protensão é realizado após o 
endurecimento do concreto, e, protensão pré-
tracionada, estiramento da armadura de protensão é 
feito utilizando-se apoios independentes da peça, antes 
do lançamento do concreto. 
No Brasil, o uso da tecnologia de protensão com 
uso de cordoalhas engraxadas e plastificadas (Figura 4) 
em radier começou a ser utilizado em um edifício na 
cidade de Fortaleza, em 1999, depois de um seminário 
de atualização tecnológica sobre protensão, ocorrido 
em Embu/SP em julho de 1996 (CAUDURO, 2000). 
Cauduro (2000) cita que a espessura de um 
elemento em CP seja da ordem de 70% da altura desse 
elemento em CA. 
Figura 4 – Cordoalhas de um radier protendido. 
 
Fonte: Dória (2007). 
Segundo Dória (2007) a simplicidade da execução é 
característica deste sistema, no qual, as cordoalhas e seus 
acessórios requerem trabalho muito simples na obra. 
De acordo com Hanai (2000), o concreto protendido 
pós-tracionado proporciona as seguintes vantagens quando 
comparado ao radier em concreto armado: menor espessura 
das lajes; redução da fissuração; rapidez de construção E 
maior impermeabilidade. 
Em relação ao sistema de protensão utilizando bainhas 
metálicas, a utilização de cordoalhas engraxadas é mais 
vantajosa pelos seguintes motivos: reduz perdas por atrito, 
simplifica a montagem dos cabos, não requer grauteamentodas bainhas, pode ser construído com maior velocidade e, 
geralmente, é mais barato. 
CRITÉRIOS DE DIMENSIONAMENTO 
Segundo Mohr (2013), o cálculo do radier é semelhante 
ao de uma laje genérica, salvo que o radier está lançado 
diretamente sobre o solo, não necessitando de outros tipos 
de fundação. Ainda o autor diz que, para um correto 
dimensionamento do elemento, os esforços devem ser 
calculados de acordo com o porte da estrutura, fazendo 
com que os esforços solicitantes presentes no elemento 
possam ser suportados. A obtenção dos deslocamentos 
reais do radier e dos seus esforços internos pode ser 
alcançada através de uma análise da interação solo-
estrutura. 
Já para Dória (2007), a partir da análise da interação, os 
valores destes esforços podem ser obtidos diretamente, 
indiretamente, por meio das pressões de contato. Sendo 
assim, a determinação das pressões de contato é necessária 
para o cálculo dos esforços internos no radier. 
Vale lembrar também da importância dos coeficientes 
de recalque vertical e horizontal para o dimensionamento. 
Sendo que estes devem estar definidos em consonância 
com o solo existente na obra e seus respectivos estudos 
geotécnicos (MOHR, 2013). 
A hipótese de Winkler propõe um modelo admitindo 
que as cargas aplicadas na superfície do solo geram 
deslocamentos somente no ponto de aplicação da mesma 
(Figura 5). 
Figura 5 – Comportamento da laje de fundação no Modelo 
de Winkler. 
 
Fonte: Dória (2007). 
A partir da hipótese de Winkler, entende-se que o solo é 
modelado por molas distribuídas de forma contínua ao 
longo da superfície do elemento, e as pressões de contato 
são proporcionais aos recalques, até ser atingida a pressão 
que leva a plastificação do solo. 
Mohr (2013) também afirma que os coeficientes de 
recalque vertical e horizontal do solo devem ser 
determinados para que se alcance um dimensionamento 
adequado da estrutura, assim obtendo comportamento 
satisfatório. Se utilizando valores ineficazes, poderá obter 
um dimensionamento inadequado podendo gerar problemas 
estruturais. 
Semana Nacional de Ciência e Tecnologia 2016 – IFS 
 4 
COMPARATIVO ENTRE O CÁLCULO DO 
RADIER ARMADO E O PROTENDIDO 
Em condições de cálculo, o radier em concreto 
protendido por pós-tração se difere no processo de 
cálculo em relação ao radier em concreto armado pela 
ação positiva que a protensão atribui à estrutura. No 
radier de CA, a armadura se apresenta, inicialmente, 
sem tensões; as tensões na armadura vão resultar do 
carregamento na estrutura. Assim, pode-se declarar que 
a armadura trabalha passivamente. Já no caso da 
protensão por pós-tração, os cabos são, inicialmente, 
tracionados pelos macacos no radier de CP, desta 
forma se apresentam sob tensão antes da estrutura ser 
carregada (DÓRIA, 2007). 
PROCESSO EXECUTIVO DO RADIER 
O primeiro passo da execução é a preparação do 
solo, que consiste em seu nivelamento e compactação. 
É exigido o controle do California Bearing Ratio 
(CBR) indicado no projeto e os valores adotados pelo 
projetista devem sem comprovados por meio de 
ensaios. 
Depois de compactado o solo e conferido o nível 
pós-compactação como determinado no projeto, 
colocam-se as formas de madeira e é lançada uma 
camada de concreto magro com espessura de cinco 
centímetros para regularizar. Após a cura do concreto 
magro, coloca-se uma lona plástica sobre o mesmo. 
Após a colocação da lona plástica sobre o concreto 
magro, as armações ativa e passiva são posicionadas. 
Primeiramente é colocada a armadura passiva, em 
seguida as cordoalhas ativa e passiva. O cobrimento 
mínimo é garantido com espaçadores plásticos e 
caranguejos metálicos. 
As cordoalhas devem estar com as cadeiras de 
suportes para manter os cabos de protensão, na altura 
desejada pelo projeto, semelhante ao caso da Figura 6. 
Figura 6 – Cabos de protensão. 
 
Fonte: Gerab (2011). 
Ao fim da montagem, é feita uma limpeza para 
remover as impurezas que possam prejudicar o 
desempenho do elemento estrutural. A liberação para a 
concretagem (Figura 7) só ocorre depois de inspeção 
final realizada por profissionais capacitados. Com 
todas as armaduras totalmente posicionadas conforme 
o projeto estrutural, respeitando todos os pré-requisitos 
de projeto, é lançado o concreto com resistência 
mínima de 30 MPa. O recebimento do concreto deve 
respeitar as diretrizes da NBR12655 (ABNT, 2006), 
garantindo assim parâmetros de qualidade e resistência 
do concreto. 
 
 
Figura 7 - Concretagem radier protendido. 
 
Fonte: Bizerris (2013). 
Após a concretagem, inicia-se o processo de cura do 
concreto. A cura do concreto é feita com aplicação 
contínua de água durante o intervalo de mais ou menos sete 
dias entre a concretagem e a protensão. Nesse período, 
pode-se subir parte da alvenaria, sem prejuízo para a 
fundação. 
Como pode ser visualizado na Figura 8, após a cura, as 
tubulações de instalações elétricas e hidráulicas serão 
posicionadas sobre o radier, logo depois sendo aterradas e 
retidas por duas fiadas de blocos de concreto. Este processo 
é realizado a fim de evitar patologias futuras, pois, quando 
a tubulação é embutida ou se encontra abaixo da laje de 
radier, se torna difícil visualizar e avaliar sua vida útil, 
além de poder acarretar incômodo se precisar ser realizado 
algum tipo de reparo ou ocorrer vazamento na tubulação. 
Figura 8 – Tubulações sobre radier. 
 
Fonte: Os autores (2015). 
Passados 26 dias após a concretagem, quando o 
concreto adquire a resistência solicitada pelo projeto, é 
iniciada a protensão dos cabos utilizando macaco 
hidráulico (Figura 9). É encostada a peça de fixação da 
ancoragem passiva instalada no macaco, no lado de apoio 
ao concreto da placa de ancoragem. Posiciona-se o macaco 
sobre a cordoalha e o mesmo é acionado em força máxima 
até atingir o alongamento definido pelo projetista. 
Figura 9 - Macaco hidráulico. 
 
Fonte: Cauduro (2000). 
Realizado todo o processo de protensão, o cabo 
excedente é cortado por meio de uma solda de oxi-
Semana Nacional de Ciência e Tecnologia 2016 – IFS 
 5 
acetileno e seu nicho preenchido com graute, 
concluindo a fase de execução. 
RECOMENDAÇÕES TÉCNICAS EXECUTIVAS 
Dória (2007) afirma que, para se obter o melhor 
desempenho neste tipo de fundação devem-se ter os 
seguintes cuidados: 
• Conferir o cálculo estrutural; 
• Preparar o tanto no nivelamento e quanto na 
compactação; 
• Controlar o valor do CBR empregado pelo 
projetista; 
• Colocar fôrma nas quatro laterais, fechando a 
área que será concretada, com altura entre 10 cm e 15 
cm; 
• Se as instalações ficarem sob a placa de radier, 
devem-se posicioná-las já com saídas através da laje. 
Mesma observação é pertinente para as saídas das 
armaduras de escadas e pilares, para evitar cortes 
indesejáveis numa laje já concretada; 
• Deve-se colocar uma manta plástica para 
isolar o terreno do concreto após a colocação das 
instalações. 
Já para Cauduro (2000), no caso do radier em 
concreto protendido as recomendações são: 
• Utilizar concretos de resistência característica 
de concreto à compressão (fck) de no mínimo de 30 
MPa; 
• Espaçar as cordoalhas entre 80 e 120 cm umas 
das outras e deve-se a altura ser no eixo da forma; 
• O comprimento dos cabos não deve 
ultrapassar 40 m. Acima desse valor, devem-se adotar 
ancoragens intermediárias, criando-se juntas de 
concretagem; 
• Proceder a protensão das cordoalhas com uma 
força de 150 kN em cada cabo; 
• Quando utilizadas monocordoalhas 
engraxadas, utilizar-se como ancoragem passiva uma 
ancoragem igual à ativa pré-encunhada; 
• O pré-encunhamento das ancoragens passivas 
deve ser feito com o macaco hidráulico para a força 
total de protensão prevista no projeto, pois, caso 
contrário, ocorrerá o risco de escorregamento durante a 
protensão na extremidade ativa; 
• Dependendo da topografia, pode ser 
necessáriaa construção de uma contenção ao longo do 
perímetro da edificação, inclusive como elemento de 
proteção à erosão; 
• As pontas excedentes dos cabos devem ser 
cortadas com oxi-acetileno; 
• Fechar o nicho com graute; 
• Aconselha-se o uso de capitéis ou nervuras 
invertidas quando cargas concentradas ou lineares de 
grande valor. 
 
RESULTADOS E DISCUSSÃO 
Os dados coletados foram estudados e 
detalhadamente descritos. Como a análise de discurso 
foi escolhida para base da pesquisa semi-estruturada 
qualitativa, as entrevistas foram estudadas e 
relacionadas com a revisão da literatura. 
Após esse estudo, os resultados do artigo são 
apresentados neste capítulo, com o intuito de 
enriquecer a literatura acerca da fundação do tipo 
radier através da contribuição vinda da experiência e do 
conhecimento passados pelos entrevistados. 
CRITÉRIOS NA ESCOLHA DA FUNDAÇÃO DO 
TIPO RADIER 
Conforme o “ENG2” (2016, anexo B), os principais 
critérios de seleção para uma solução de fundação em 
radier em relação a outras fundações é a análise do solo e 
da planta de carga. Um bom exemplo de escolha do tipo de 
fundação em radier é quando se tem um solo que possui 
alto coeficiente de recalque, ou seja, necessita-se de uma 
fundação que possua uma baixa deformabilidade ou que 
tenha uma deformabilidade que seja compatível com as 
tensões oriundas do carregamento que serão estabelecidas 
na fundação. 
A alta densidade de construções na zona urbana é outra 
situação que implica na escolha da fundação do tipo radier, 
pois se torna cada vez mais complicada a implantação de 
fundações que possam interferir nas edificações vizinhas. 
Deste modo, tendo em vista o processo construtivo do 
radier, observa-se a ausência de vibrações procedentes da 
execução desse tipo de fundação. 
ASPECTOS DO SOLO RELACIONADOS À 
FUNDAÇÃO DO TIPO RADIER 
Baseado na afirmação de “ENG1” (2016, anexo B), 
radier é uma fundação que distribui muito bem as cargas de 
projeto no solo. Sendo assim, é recomendável para diversos 
tipos de solo, salvo os devidos cuidados com solos 
colapsáveis e expansivos. No caso de solos mais 
deformáveis, outros tipos de fundações não respondem da 
mesma forma, logo, nestes casos o radier apresenta-se 
compatível, pois ele aplica baixas tensões ao solo e, 
consequentemente, gera menores recalques. 
Uma possível solução para utilização da fundação do 
tipo radier é o melhoramento do solo a ser aplicada a 
fundação, isto altera o coeficiente Kv, que vai afetar o 
recalque do solo. Com um menor recalque, consegue-se um 
menor coeficiente de reação, e, por conseguinte, menores 
áreas de aço e de concreto serão necessárias. Em 
conformidade, o “ENG2” (2016, anexo B) diz que a 
escolha da fundação do tipo radier é mais vantajosa quando 
se tem um solo com alto coeficiente de recalque. 
Ribeiro (2010) complementa ao dizer que a fundação 
do tipo radier é empregada quando o solo tem baixa 
capacidade de carga e se deseja uniformizar os recalques 
do solo. 
DIFERENÇA NO COMPORTAMENTO 
ESTRUTURAL DO RADIER 
“ENG2” (2016, anexo B) expõe que, para um radier em 
concreto protendido a tendência é que haja menores 
deformabilidades, uma vez que a região que o concreto 
gera contração há a tração devido à carga. Já o radier em 
concreto armado, trabalhará normalmente como uma laje 
suportando as tensões aplicadas, resistindo à compressão e 
à tração ajudada pelo aço. 
 
CONCLUSÕES 
Esse trabalho demonstra a utilização da fundação do 
tipo radier nas obras de construção civil, com o intuito de 
mostrar os critérios na escolha desta fundação. 
Os resultados obtidos permitem concluir que um dos 
critérios mais relevantes para a escolha da fundação é a 
viabilidade econômica. 
Semana Nacional de Ciência e Tecnologia 2016 – IFS 
 6 
Destaca-se também que o crescimento das 
construções na zona urbana torna cada vez mais 
complicado a implantação de fundações profundas, 
visto que esse tipo de fundação provoca vibrações que 
podem provocar patologias nas edificações vizinhas. 
Dessa forma, prefere-se o radier já que o sistema 
construtivo deste não gera grandes vibrações. 
Quanto aos aspectos relacionados ao solo, ressalta-
se a eficiência das fundações do tipo radier, pois 
distribuem de forma eficaz as cargas da superestrutura 
aos solos que possuem baixas capacidades de carga. 
Pode-se afirmar ainda que outro fator relevante para 
a utilização do radier é o fácil e o rápido procedimento 
executivo, já que não são necessárias grandes 
escavações e nem montagem de formas complexas. 
 
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XAVIER, A. Você conhece as lajes radiers? Confira agora 
tudo sobre este tipo de fundação e como elas são usadas no 
Brasil, 2015. Disponível em: . Acessado em: 23 julho de 2016. 
 
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APÊNDICES 
 
Apêndice A – Questionário aplicado ao “ENG1” 
 
1. Quais são os critérios na escolha do radier (armado/protendido) de acordo com o ponto de vista de 
projetista geotécnico? Como esta escolha é afetada pelas cargas de projeto? Como esta escolha é afetada 
pelo terreno a ser trabalhado? Quais são as vantagense as desvantagens da fundação do tipo radier em 
relação às demais fundações? 
 
2. Qual seria o tipo de solo mais viável para esse tipo de fundação? 
 
3. Entre fundação rasa em radier armado e protendido, quando cada uma das duas é considerada mais viável? 
Qual destas possui uma execução mais fácil? Por quê? Qual seria o tempo estimado pra projetar/executar 
cada uma delas? 
 
4. Existe alguma relação da espessura das placas de fundação do radier com a quantidade de pavimentos da 
superestrutura? 
 
5. Qual seria a aceitabilidade desse tipo de fundação no mercado? 
 
6. Quais são os métodos utilizados para ponderar a viabilidade da execução da fundação em radier? Existe 
algum indicador de viabilidade? 
 
7. Existe algum parâmetro que relacione número de pavimentos e área construída com a viabilidade da 
fundação do tipo radier? 
 
8. Como é feita a verificação de área de aço neste tipo de fundação? 
 
9. Qual seriam as possíveis soluções para reduzir o fator peso/volume de concreto na fundação do tipo radier? 
 
10. Quais seriam os critérios de dimensionamento deste tipo de fundação? 
 
 
Apêndice B - Questionário aplicado ao “ENG2” 
 
Quanto a radier em Concreto Armado e Concreto Protendido, questiona-se: 
 
1. Entre radier em concreto armado e em concreto protendido, qual seria o critério de seleção entre os dois? 
 
2. Qual a diferença no comportamento estrutural dos dois, se aplicados a uma mesma edificação? 
 
3. No cálculo, o que difere entre eles? 
 
4. Qual seria o comportamento do momento fletor e cortante nos casos? Como ficam os diagramas? Quem 
responderia pra cada fator? 
 
 
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ANEXOS 
 
Anexo A – Respostas do questionário aplicado ao “ENG1” 
 
1. O uso de alvenaria estrutural para estruturas de pequeno e médio porte (entre quatro a oito pavimentos) leva à 
escolha da fundação do tipo radier. As vantagens da utilização da alvenaria estrutural na fundação do tipo radier ao 
invés pilares e alvenaria de vedação é que neste último caso, a melhor distribuição de cargas é sacrificada devido 
ao peso da estrutura se concentrar nas cargas pontuais dos pilares, levando também a possível necessidade de uso 
de capitéis para vencer o esforço de punção. Em relação à escolha entre radier de concreto armado ou protendido, 
esta se dá em sumo pela opção do cliente e pelo resultado de custo após o dimensionamento e projeto das duas. 
É uma fundação que distribui muito bem as cargas de projeto no solo, sendo assim, é recomendável pra diversos 
tipos de solo, salvos os devidos cuidados com solos colapsáveis e expansivos. Solos mais deformáveis que outras 
fundações não aceitariam, são aceitas pelo radier, pois ele aplica baixas tensões e consequentemente gera um 
menor recalque. 
 
2. Em termos práticos, não haveria preferência em relação à escolha da fundação aplicada ao determinado solo. Seria 
levado em conta o fator econômico na hora da escolha. 
 
3. Não há entre os dois tipos de fundação em radier, uma diferenciação clara entre facilidades e tempo de execução, 
apenas a preferência do solicitante do projeto. Pode-se levar em conta que o detalhamento de um projeto de radier 
protendido é mais delongado do que o de radier armado, devido à necessidade de detalhar cada cordoalha 
separadamente. 
Quanto ao tempo de execução, é citado que para uma placa de uma edificação de cerca de quatro pavimentos, 
demora cerca de três a quatro dias para montagem e cerca de uma manhã para ser concretada. No caso do radier 
protendido, é necessário levar em conta também o tempo de execução da protensão e o corte dos cabos excedentes. 
 
4. Por empirismo, existe uma média de espessura das placas de fundação de radier de acordo com a quantidade de 
pavimentos da edificação a ser construída sobre o mesmo, a qual seria: 
15 a 20 cm para estruturas de quatro pavimentos; 
18 a 20 cm para estruturas de cinco pavimentos; 
20 a 25 cm para estruturas de seis pavimentos; 
30 a 35 cm para estruturas de sete pavimentos; 
Acima de 30 cm para estruturas de oito pavimentos. 
 
1. É uma fundação de grande aceitabilidade no mercado por sua facilidade no processo construtivo. Este tipo de 
fundação veio substituir o uso da alvenaria de pedra e a de sapata corrida em suas principais utilizações. 
 
2. Não há indicador de viabilidade nesse caso, apenas o benefício econômico. Há quem prefira não subcontratar o 
serviço de execução, nesse caso não seria viável o uso de radier protendido em nossa região, já que a mão de obra 
especializada em protensão é escassa e o serviço necessita ser locado. Ainda existe um pequeno receio do uso de 
concreto protendido, mas que a cada dia diminui diante a quantidade de obras aonde o mesmo vem sendo 
executado. 
 
3. Sim. Depois de quantificadas as cargas totais da edificação e a área da placa de fundação são calculadas as tensões 
exercidas sobre o solo. 
Ao dividir essa tensão encontrada pelo número de pavimentos da edificação, é encontrada uma taxa dessa tensão 
exercida que pode ser mensurada com qualquer tipo de empreendimento. De acordo com ENG1, a taxa ótima 
esperada se encontra em torno de 1,0 a 1,2 tf/m²/pavimento. Uma taxa abaixo de 1,0tf/m²/pav significaria que as 
cargas do empreendimento provavelmente não foram bem mensuradas e significaria uma fundação 
subdimensionada. Já uma taxa acima de 1,2tf/m²/pav. significa uma fundação superdimensionada. 
 
4. A partir do Método dos Elementos Finitos, realiza-se uma analogia de colchão de molas, aonde considera-se o 
elemento estrutural de fundação apoiado em meio elástico. 
 
5. Como não é considerável pensar em reduzir as cargas da edificação, a solução é o melhoramento do solo a ser 
aplicada a fundação. Isto altera o coeficiente Kv, que vai afetar o recalque do solo. Com um menor recalque, é 
conseguido um menor coeficiente de reação e assim menores áreas de aço e concreto serão necessárias. 
 
10. De início, são recebidas pela empresa as informações da sondagem. Após isso são encontrados os carregamentos e 
sobrecargas de utilização da superestrutura. 
Com esses dados em mão, se calcula a capacidade de carga para assim buscar a tensão admissível do solo. Então 
são estimados os recalques a partir do Método semiempírico de Schmertmann, calculando assim os recalques 
imediatos. 
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Caso o recalque seja admissível, se dá continuidade para a parte de dimensionamento estrutural da placa de 
fundação. 
 
 
Anexo B - Resposta questionário aplicado ao “ENG2” 
 
1. Os principais critérios de seleção para uma solução de fundação em radier em relação a outras fundações são a 
análise do solo e da planta de carga. Um bom exemplo de escolha é quando tem-se um solo que possui alto 
coeficiente de recalque, entendendo-se então baixa deformabilidade ou com deformabilidades que são compatíveis 
com as tensões que serão estabelecidas nele vindas do carregamento. 
Com o crescimento de construções na zona urbana, se torna também cada vez mais complicado a implantação de 
fundações que possam interferir em edificações vizinhas, como a execução de uma estaca pré-moldada, por 
exemplo. Este é outro ponto favorável para a fundação do tipo radier, tendo em vista que a execução da mesma 
não envolve percussão, evitando grandes magnitudes de vibrações nas edificações vizinhas. 
Já entre radier em concreto armado e protendido, um dos critérios de seleção seria o custo de investimento em 
cada fundação, levando em conta a análise das cargas a serem recebidas no solo. A fundação em concreto armado, 
por exemplo, se torna mais pesada do que a em protendido por necessitar maior espessura e maior área de aço, 
para vencer uma mesma carga, num mesmo tipo de solo por exemplo. Em compensação, a fundação em radier 
protendido, mesmo com os benefícios da protensão, tem aspecto material e mão de obra geralmente mais caros. 
Entende-seentão que a escolha entre cada uma das duas pode ser compensada a depender do tipo de solo e planta 
de carga a serem aplicados. 
 
2. Para um radier em concreto protendido a tendência é que se tenham menores deformabilidades uma vez que a 
região que o concreto gerará contração aonde houver tração devido à carga. 
A cordoalha vai ser mais eficiente quando colocada na excentricidade, pois provocará compressão aonde existir 
tração, tanto a compressão axial [P/a], Quanto compressão pela tensão [My/I]. 
Já o radier em concreto armado, trabalhará normalmente como uma laje suportando as tensões aplicadas, 
resistindo à compressão e à tração ajudada pelo aço. 
 
3. O que difere nos cálculos é o que cada um dos elementos resistentes vai provocar nos elementos estruturais. A 
magnitude que se quer para o tipo de protensão e de acordo com a agressividade do meio. 
 
4. O diagrama de momento fletor não alteraria de forma no caso de um radier sem aço ou de concreto armado, afinal 
o comportamento seria o mesmo, salvo os benefícios das armaduras. 
Já em relação ao concreto protendido, os esforços de compressão gerados pela protensão alteram os diagramas de 
momento fletor, podendo diminuir, zerar ou até ser inverter as direções do diagrama, a depender da magnitude da 
protensão. 
Em termos de cortante, na pós-protensão, a contraflecha gerada pode causar até a inversão dos esforços cortantes, 
invertendo no sentido do cisalhamento. 
 
 
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