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🧪 Resumo para Prova – Líquidos Corpóreos: Pleural, Sinovial, Pericárdico, Peritoneal 🧬 1. Líquidos Serosos (Pleura, Peritônio, Pericárdio) Função: lubrificação das membranas serosas (visceral/parietal). Formação: ultrafiltrado do plasma → produzido na camada parietal, absorvido pela visceral. Tipos de derrame: Transudato: Baixo teor de proteínas (3 g/dL), densidade >1.015 Teste de Rivalta positivo Causas: infecção, inflamação, neoplasias 🫁 2. Derrame Pleural Definição: acúmulo de líquido na cavidade pleural → dificulta expansão pulmonar. Coleta: toracocentese com EDTA ou citrato. Análise: Exame físico, bioquímico, citológico e microbiológico. Células benignas: macrófagos, leucócitos, células mesoteliais. Células malignas: adenocarcinoma, mesotelioma, carcinoma de pequenas células. ❤️ 3. Líquido Pericárdico Causas de pericardite: infecções (bactérias, vírus, tuberculose), neoplasias, uremia. Coleta: pericardiocentese. Alterações laboratoriais: Glicose 250/μL → peritonite bacteriana. Linfócitos predominantes → tuberculose. Neutrófilos em excesso → infecção aguda. Células neoplásicas → sugestivas de metástase (ex: adenocarcinoma). 🦴 5. Líquido Sinovial (Articular) Função: lubrificar articulações; fornecer nutrientes à cartilagem. Formação: ultrafiltrado plasmático com ácido hialurônico. Exames: Mucina (ácido acético): avalia viscosidade. Glicose: ↓ em inflamação/infeção. Proteínas: ↑ em processos inflamatórios. Citologia: leucócitos e cristais. Cristais: urato monossódico (gota), pirofosfato (pseudogota). 📊 6. Classificação do Líquido Sinovial (Achados Laboratoriais) Grupo Aspecto Leucócitos Neutrófilos Glicose Observações I – Não inflamatório Claro, amarelo 90% ↓ Artrite reumatoide III – Séptico Opaco, verde-amarelo 10.000–200.000 > 90% ↓↓↓ Bacteriano (cultura +) IV – Por cristais Opaco, leitoso 500–200.000 1,5 mL. pH: normal ≥ 7,2 (ácido pode indicar infecção). Viscosidade: normal ou aumentada (filete > 2 cm = alta). ✅ 5. Análise Microscópica Motilidade: Análise após 1h em 37 °C. Tipos: PR: progressiva NP: não progressiva IM: imóveis Valores normais: Motilidade progressiva ≥ 32% Motilidade total (PR + NP) ≥ 40% Vitalidade: Corante eosina/nigrosina. Normal: > 58% vivos Aglutinação: Pode indicar anticorpos anti-espermatozoides. Contagem: Feita em câmara de Neubauer, com diluição. Contar 5 quadrantes centrais → cálculo total. Morfologia: Avaliação ideal com corante de Papanicolaou. Espermiogênese → formação da cauda e maturação estrutural. ✅ 6. Interpretações Possíveis Achado Diagnóstico Observações Ausência total Azoospermia/Aspermia Pós-vasectomia, obstruções Contagem baixa Oligospermia Infecção, drogas, varicocele Baixa motilidade Astenospermia Infecções, drogas Alterações morfológicas Teratospermia Drogas, inflamações Espermatozoides mortos Necrospermia Infecções, toxicidade Todos parâmetros normais Normospermia Fertilidade mantida LCR (2).pdf Aqui está um resumo organizado, didático e com foco em prova sobre o tema líquido cefalorraquidiano (LCR) com base no conteúdo dos seus slides: 🧠 Resumo – Líquor (LCR) para Prova ✅ O que é o LCR e sua função Líquido cefalorraquidiano (LCR): produzido nos plexos coroides do cérebro. Circula nos ventrículos cerebrais, espaço subaracnoide e canal medular. Funções: Proteção do SNC contra impactos. Transporte de nutrientes e remoção de resíduos. Defesa imunológica (transporta leucócitos). Manutenção da homeostase do sistema nervoso central. ✅ Coleta, Volume e Transporte Coleta: punção lombar entre L3–L4 ou L4–L5. Volume total: 10 a 20 mL → fracionado: Tubo 1: bioquímica/imunologia Tubo 2: microbiologia Tubo 3: citologia Transporte: Deve ser imediato (ideal ≤ 2h) Bioquímica: refrigerado até 7 dias Citologia: até 2h ambiente ou até 24h refrigerado Microbiologia: até 3h ambiente ✅ Exame Físico do LCR Parâmetro Normal Alterações Aspecto Límpido, incolorTurvo (↑ leucócitos); Hemorrágico (sangue) Volume 10–15 mL Pode variar por patologia Densidade 1,004–1,008 ↑ em inflamações Coágulos Ausentes Presentes em contaminação ✅ Exame Citológico Contagem global: Leucócitos: até 5/mm³ Hemácias: 0/mm³ Diferencial (por citocentrifugação e coloração): Linfócitos > 90% Neutrófilos até 2% Monócitos 3–8% Achado Indica Neutrófilos ↑ Meningite bacteriana Linfócitos ↑ Meningite viral, TBC, esclerose múltipla Monócitos ↑ Meningites crônicas, TBC, fungos Blastos Leucemia Células neoplásicas Metástase (mama, pulmão, melanoma) ✅ Exame Bioquímico Parâmetro Valor Normal Alterações Clínicas Glicose 50–80 mg/dL ↓: infecção, leucócitos ↑ Proteínas até 45 mg/dL ↑: meningite, hemorragia Lactato, LDH Análise complementar ↑ em meningite bacteriana ✅ Microbiologia do LCR Exames realizados: Gram e Ziehl-Neelsen Tinta da China (fungos) Cultura (bactérias, fungos, micobactérias) PCR para vírus e TBC Testes de látex (antígenos bacterianos) ✅ Meningites e Infecções Meningite Bacteriana (mais grave): Causada por: Neisseria meningitidis, Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae. RN: E. coli, S. agalactiae, Listeria monocytogenes LCR: purulento, ↑ leucócitos, glicose ↓, proteína ↑ Meningite Viral: Enterovírus (90%), Herpes, VZV, HIV. LCR: claro, linfócitos ↑, glicose normal, proteína ↑ moderada Fúngica: Cryptococcus, Candida. LCR: linfocitose, proteínas ↑, cultura e tinta da China ✅ Neoplasias e Leucemias LCR pode identificar: Blastos (LLA, LMA) Células metastáticas (mama, pulmão, melanoma) Meduloblastoma (tumor primário do SNC) Técnicas: citocentrifugação + colorações (Papanicolaou), imunocitoquímica ✅ Teste dos 3 Tubos Indica se há contaminação por sangue: Se o sangue diminui nos tubos seguintes → contaminação. Sangue constante → possível hemorragia subaracnóidea. ✅ Correção por hemácias Se hemácias presentes: subtrair 1 leucócito a cada 500–700 hemácias (corrigir contagem total). ✅ Diagnóstico por LCR – Exemplos: Meningite bacteriana: LCR turvo Neutrófilos ↑ (>80%) Glicose ↓, proteínas ↑ Hemorragia subaracnóidea: Hemácias ↑ em todos os tubos Coágulos, xantocromia Pressão de abertura ↑ 🚻 Resumo para Prova – Urinálise ✅ 1. Funções do Sistema Urinário Excretora: filtra o sangue e elimina resíduos. Endócrina: produz renina, calcitriol e eritropoetina. Homeostática: regula o equilíbrio hídrico, eletrolítico e ácido-básico. ✅ 2. Composição da Urina 95% água e 5% solutos (ureia, creatinina, ácido úrico, íons, etc). Pode conter: proteínas, glicose, hormônios, cristais, células, muco, bactérias. ✅ 3. Coleta de Urina Coleta em frasco estéril e identificado. Jato médio da primeira urina da manhã é ideal. Refrigeração por até 24h (2–8 °C). Não congelar. Tipos de coleta: Espontânea, cateter, punção suprapúbica, saco coletor (crianças). Urina 24h: avalia função renal (ex: proteinúria, creatinina). ✅ 4. Exame Físico da Urina Cor: amarelo claro a âmbar (alterações: vermelho, marrom, verde…). Aspecto: límpido → turvo (muco, cristais, células, bactérias). Densidade: avalia concentração urinária. ✅ 5. Exame Químico (Tiras Reagentes) Parâmetros avaliados: pH Glicose Proteínas Cetonas Bilirrubina / Urobilinogênio Nitrito (bactérias) Leucócitos (inflamação/infeção) Sangue oculto ✅ 6. Sedimentoscopia (Exame do Sedimento Urinário) Procedimento: Centrifugar 10 mL por 10 minutos (400 x g). Descartar sobrenadante e ressuspender o sedimento. Analisar 20 campos microscópicos. Avaliações: Leucócitos, hemácias, células epiteliais (40x). Cilindros (10x ou 16x). Relatar como: raros, 1–2/campo, presença maciça. Células: Epiteliais escamosas: grandes, contaminantes. Epiteliais tubulares: lesão renal (pielonefrite, necrose tubular aguda). Leucócitos: infecção urinária. Hemácias dismórficas: sugerem hematúria glomerular. ✅ 7. Cilindros Urinários Hialinos: normais em pequena quantidade (urina ácida/concentrada). Granulosos: restos celulares, lesão tubular. Hemáticos (eritrocitários): indicam glomerulonefrite. Leucocitários: infecção no néfron (pielonefrite). ✅ 8. Cristais Tipo de urina Cristais comuns Exemplos Ácida Oxalato de cálcio, ácido úrico, urato amorfo, cistina (patológico) Gota, intoxicação por etilenoglicol Alcalina Fosfato triplo, fosfato amorfo, fosfato de cálcio Infecções, cálculos fosfatados ⚠️ A maioria dos cristais é benigna, mas presença excessiva pode indicar distúrbios metabólicos. ✅ 9. Contagem em Câmara de Neubauer Utilizada para contagem de hemácias, leucócitos e células. Conta-se os quadrantes A1, A2, A3, A4 (0,4 µL). Fórmula: Células/µL = células contadas / 0,4 ✅ 10. Automação na Urinálise Equipamentos como Cobas U 701/601: Detectam leucócitos, hemácias, cilindros, bactérias. Análise digital (imagem e citometria de fluxo). Resultados expressos em células/µL.