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Introdução
- com trânsito em julgado da sentença condenatória, surge o direito de exigir o cumprimento da 
pena (direito de executar a pena)
Art. 105. Transitando em julgado a sentença que aplicar pena privativa de liberdade, se o réu 
estiver ou vier a ser preso, o Juiz ordenará a expedição de guia de recolhimento para a 
execução.
Princípios gerais da Execução Penal 
Legalidade: não se pode executar uma pena que não esteja prevista em lei e nem adversa à 
previsão. O princípio da legalidade norteia a execução penal em todos os seus momentos, 
dirigindo-se a todas as autoridades que participam da mesma, seja administrativa ou judicial. O 
sentenciado terá a execução de sua pena de acordo com o que a lei dispuser. NINGUÉM PODE SER 
PRIVADO DE SUA LIBERDADE SEM O DEVIDO PROCESSO LEGAL, NÃO SE PODE NEGAR O ACESSO DO 
PESO À LIBERDADE QUANDO A LEI DETERMINAR
A)
B) Igualdade: determina a proibição para discriminação dos condenados por causa do sexo, raça, 
trabalho, religião - Art. 5°, CF. É vedado tribunal de exceção; juiz natural (ninguém será processado 
nem sentenciado senão pela autoridade competente; garantia do devido processo legal, 
indeclinabilidade da prestação jurisdicional; tratamento isonômico; individualização da pena
Jurisdicionalidade: a execução penal é jurisdicional; a intervenção do juiz na decisão dos 
incidentes/ pedido de aplicação do direito ao caso concreto, bem como em aspectos de ordem 
administrativa 
C)
Devido Processo LegalD)
Imparcialidade do JuizE)
Igualdade das partes: proibição de discriminação dos condenados por causa do sexo, raça, 
trabalho, credo religioso e convicções políticas, pois todos gozam dos mesmos direitos (Art. 5°, 
caput, CF). Não se pode haver distinção de qualquer natureza, vedado juízo ou tribunal de 
qualquer natureza; vedado juízo ou tribunal de qualquer natureza; vedado juízo ou tribunal de 
exceção; Juiz natural; indeclinabilidade da prestação jurisdicional 
F)
Contraditório e Ampla Defesa: Art. 5°, LV, CF. Sanções administrativas podem ser aplicadas pela 
autoridade, desde que instaurado processo administrativo, desde que assegurado o contraditório, 
permitindo-se ao acusado a produção das provas necessárias para sua defesa, além da ciência dos 
atos e decisões 
G)
Princípio da PersonalidadeH)
Humanização da Pena: Art. 5°, XLVIII)
Art. 5 XLVII - não haverá penas:
a) de morte, salvo em caso de guerra declarada, nos termos do art. 84, XIX;
b) de caráter perpétuo;
c) de trabalhos forçados;
d) de banimento;
e) cruéis;
Devem ser manter a dignidade humana do condenado; vedadas penas ou tratamentos cruéis, 
desumanas e degradantes 
-
Princípio da Proporcionalidade: I)
Vinculação equitativa entre o delito e sua consequência jurídica
art.59, caput, CP; proporcionalidade considerada no momento da cominação, aplicação da pena e 
Processo Penal
sexta-feira, 21 de fevereiro de 2025 10:15
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art.59, caput, CP; proporcionalidade considerada no momento da cominação, aplicação da pena e 
execução da pena [crimes/faltas graves → penas/sanções disciplinares altas].
Individualização da pena: Art. 5, XLVI, XLVIII, LJ)
Art.5º, inciso XLVI, quando assevera que "a lei regulará a individualização da pena e adotará, entre 
outras, as seguintes: a) privação da liberdade; b) perda dos bens; c) multa; d) prestação social 
alternativa; e) suspensão e interdição de direitos"; 
Art.5º, inc.XLVIII: "a pena será cumprida em estabelecimentos distintos, de acordo com a natureza 
do delito, a idade e o sexo do apenado"; 
Art.5º, inc.L: "às presidiárias serão asseguradas condições para que possam permanecer com seus 
filhos durante o período da amamentação". 
A individualização da pena tem três momentos: o da cominação; o da aplicação ao caso concreto e 
o da execução da pena [sentenciados com comportamento distintos na execução].
Princípio da Publicidade: Art. 5°, LX, Art. 198, LEPK)
"a lei só poderá restringir a publicidade dos atos processuais quando a defesa da intimidade ou o 
interesse social o exigir". 
Os atos processuais da execução penal são públicos, e a publicidade só poderá ser limitada por lei 
quando a defesa da intimidade do sentenciado ou o interesse social o exigirem
-
Art. 198 LEP veda aos órgãos da execução penal a divulgação de ocorrência que perturbe a 
segurança e a disciplina dos estabelecimentos, bem como exponha o preso à inconveniente 
notoriedade, durante o cumprimento da pena.
Princípio da ressocialização L)
Tem como por objetivo a reintegração do apenado à sociedade. A execução da pena tem caráter 
de ressocialização ao oferecer condições de reintegração à comunidade sem voltar a cometer 
crimes. 
Art. 1º da LEP: “A execução penal tem por objetivo efetivar as disposições de sentença ou decisão 
criminal e proporcionar condições para a harmônica integração social do condenado e do 
internado; 
Art. 10 da LEP: “A assistência ao preso e ao internado é dever do Estado, objetivando prevenir o 
crime e orientar o retorno à convivência em sociedade”; 
CF: 
1. Princípio da igualdade
2. Proibição de tratamento desumano ou degradante 
3. Tutela da integridade física e moral dos presos
4. Individualização da pena 
5. Humanização da pena 
Progressão de Regimes 
- Do mais rígido para o mais leve 
Reclusão Simples Detenção
Aplicada para 
condenações mais 
graves, como 
homicídio, roubo, 
tráfico
Aplicada para condenações mais leves, 
Cumprida em regime semi-aberto ou aberto, 
sem rigor penitenciário
Aplicada a crimes menos graves, 
como dano ou lesão corporal 
culposa. Aqui, o condenado 
começa a cumprir a pena em 
regime SEMIABERTO ou ABERTO
Art. 110. O Juiz, na sentença, estabelecerá o regime no qual o condenado iniciará o cumprimento da 
pena privativa de liberdade, observado o disposto no artigo 33 (regime aberto, semi, fechado) e seus 
parágrafos do Código Penal. 
Art. 111. Quando houver condenação por mais de um crime, no mesmo processo ou em processos 
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Art. 111. Quando houver condenação por mais de um crime, no mesmo processo ou em processos 
distintos, a determinação do regime de cumprimento será feita pelo resultado da soma ou unificação das 
penas, observada, quando for o caso, a detração (abatimento total da pena a ser cumprida) ou remição 
(quitar ou reduzir a pena). 
- As penas dos crimes são SOMADAS 
Parágrafo único. Sobrevindo condenação no curso da execução, somar-se-á a pena ao restante da que 
está sendo cumprida, para determinação do regime. 
- Quando um crime já está sendo pago e vem outra condenação, essa pena é somada ao restante da 
que está sendo cumprida
Art. 112. A pena privativa de liberdade será executada em forma progressiva com a transferência para 
regime menos rigoroso, a ser determinada pelo juiz, quando o preso tiver cumprido ao menos: 
A Lei 13.964/19 trouxe maior exigência no percentual para obtenção para progressão, majorando o 
tempo de cumprimento de pena. Na ADI 6304 [Rel.Min. Celso de Mello], Cezar Roberto Bitencourt 
ressalta a inconstitucionalidade do art. 112 LEP decorrente da violação do princípio da individualização 
da pena. 
(art. 5º, XLVI). O art.112 LEP passa a exigir o cumprimento do lapso temporal mínimo não em frações [no 
passado, exigia-se 1/6 e, em crime hediondo (2/5 se primário ou 3/5 se reincidente)] mas computado em 
percentuais de: 
I - 16% da pena, se o apenado for primário e o crime tiver sido cometido sem violência à pessoa ou grave 
ameaça; 
II - 20% da pena, se o apenado for reincidente em crime cometido sem violência à pessoa ou grave
ameaça; 
16% Primário e sem violência
20% Reincidente em crime sem violência ou grave ameaça
30% Reincidente em crime com violência à pessoa
40% condenado pela prática de crime hediondo primário
50% Condenado por crime hediondo, primário, resultou em morte
60% Reincidente em crime hediondo
70% Reincidente em crime hediondo/ equiparado + morte
Crime sem violência ou grave ameaça [ex.furto] a modificação foi reduzida: se primário, deve cumprir 
16% (1/6 equivalea 16,66%); se reincidente, deve resgatar 20% do requisito objetivo. 
III - 25% da pena, se o apenado for primário e o crime tiver sido cometido com violência à pessoa ou 
grave ameaça; 
IV - 30% da pena, se o apenado for reincidente em crime cometido com violência à pessoa ou grave 
ameaça; 
Crime cometido com violência ou grave ameaça, a alteração foi considerável, exigindo-se 25% (se 
primário) e 30% (se reincidente) de cumprimento de penal para satisfação do lapso temporal. 
V - 40% da pena, se o apenado for condenado pela prática de crime hediondo ou equiparado, se for 
primário; 
Se praticado crime hediondo (Lei 8.072/90),tráfico de droga (Lei 11.343/06), tortura (Lei 9.455/97) e 
terrorismo (Lei 13.260/16), aumento foi mais expressivo: 
40% (primário), 50% (primário c/resultado morte) e 60% (reincidente). 
VI - 50% da pena, se o apenado for: 
a) condenado pela prática de crime hediondo ou equiparado, com resultado morte, se for primário, 
vedado o livramento condicional; 
Os incisos VI [alínea ‘a’] e VIII acabaram por proibir o livramento condicional em caso de resultado morte
no cometimento de crimes hediondos (Lei 8.072/90) ou equiparados [tráfico ilícito de entorpecentes (Lei 
11.343/06), tortura (Lei 9.455/97) e terrorismo (Lei 13.260/16)]. 
- É PROIBIDO O LIVRAMENTO CONDICIONAL EM CASO DE RESULTADO DE MORTE NO 
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- É PROIBIDO O LIVRAMENTO CONDICIONAL EM CASO DE RESULTADO DE MORTE NO 
COMETIMENTO DE CRIMES HEDIONDOS OU EQUIPARADOS (tráfico, tortura e terrorismo)
- Crimes hediondos: homicídio, latrocínio, estupro, extorsao, genocídio, tráfico, terrorismo, tortura
b) condenado por exercer o comando, individual ou coletivo, de organização criminosa estruturada para 
a prática de crime hediondo ou equiparado; ou 
c) condenado pela prática do crime de constituição de milícia privada; 
No caso de resultado morte no cometimento de crimes hediondos (Lei 8.072/90) ou equiparados [tráfico 
ilícito de entorpecentes (Lei 11.343/06), tortura (Lei 9.455/97) e terrorismo (Lei 13.260/16)] o 
sentenciado deverá cumprir 50% (primário) e 70% (reincidente) para satisfazer o lapso temporal. 
VII - 60% da pena, se o apenado for reincidente na prática de crime hediondo ou equiparado; 
VIII - 70% da pena, se o apenado for reincidente em crime hediondo ou equiparado com resultado morte, 
vedado o livramento condicional. 
Bitencourt na ADI 6304 ressalta a inconstitucionalidade pela violação do direito à progressão, à 
individualização da pena e à ressocialização em razão do elevadíssimo percentual de 70%: “não há 
nenhum espaço para o exercício do direito à ressocialização do condenado, nem como expectativa, 
desestimulando-o a comportar se para buscá-lo” ADI 6304. 
- Isso significa que quando a não aplicação da progressão é inconstitucional, pois se entende que 
não abre margem para a ressocialização
[§1º] Em todos os casos, o apenado só terá direito à progressão de regime se ostentar boa conduta 
carcerária, comprovada pelo diretor do estabelecimento, respeitadas as normas que vedam a 
progressão. 
- Se tiver boa conduta, bom comportamento, terá direito à progressão de pena 
- Caráter de mérito, necessitando de comprovação do diretor
Requisito subjetivo: exige como caráter meritório à progressão ostentar boa conduta carcerária, 
comprovada pelo diretor do estabelecimento. Não basta apenas o requisito objetivo. 
§ 2º A decisão do juiz que determinar a progressão de regime será sempre motivada e precedida de 
manifestação do Ministério Público e do defensor, procedimento que também será adotado na 
concessão de livramento condicional, indulto e comutação de penas, respeitados os prazos previstos nas 
normas vigentes. 
- Deve haver: motivação, manifestação do MP, defensor (tanto para progressão quanto pra 
livramento condicionado)
Decorre do Estado Democrático de Direito a necessidade da fundamentação das decisões judiciais 
[art.93, IX, CF], pois a motivação permite transparência e controle por parte dos jurisdicionados. 
§5º Não se considera hediondo ou equiparado, para os fins deste artigo, o crime de tráfico de drogas 
previsto no §4º do art. 33 da Lei nº 11.343, de 23 de agosto de 2006. 
O tráfico privilegiado já não era considerado hediondo: HC 118533/MS STF: aplicação da lei n. 8.072/90 
ao tráfico de entorpecentes privilegiado: inviabilidade. hediondez não caracterizada. 
§6º O cometimento de falta grave durante a execução da pena privativa de liberdade interrompe o prazo 
para a obtenção da progressão no regime de cumprimento da pena, caso em que o reinício da contagem 
do requisito objetivo terá como base a pena remanescente. 
Trata da interrupção do prazo para a obtenção da progressão em caso de cometimento de falta grave, 
quando o reinício da contagem do requisito objetivo terá como base a pena remanescente, observando o 
critério do art.127 LEP [perda de até 1/3 do tempo remido em caso de falta grave] 
Art. 113. O ingresso do condenado em regime aberto supõe a aceitação de seu programa e das condições 
impostas pelo Juiz. 
Art. 114. Somente poderá ingressar no regime aberto o condenado que: 
I - estiver trabalhando ou comprovar a possibilidade de fazê-lo imediatamente; 
II - apresentar, pelos seus antecedentes ou pelo resultado dos exames a que foi submetido, fundados 
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II - apresentar, pelos seus antecedentes ou pelo resultado dos exames a que foi submetido, fundados 
indícios de que irá ajustar-se, com autodisciplina e senso de responsabilidade, ao novo regime. 
Parágrafo único. Poderão ser dispensadas do trabalho as pessoas referidas no artigo 117 (condenado 
maior de 70 anos, condenado acometido de doença grave, condenada com filho menor ou deficiente, 
condenada gestante) desta Lei.
Art. 115. O Juiz poderá estabelecer condições especiais para a concessão de regime aberto, sem prejuízo 
das seguintes condições gerais e obrigatórias: 
I - permanecer no local que for designado, durante o repouso e nos dias de folga; (quando o preso não 
estiver trabalhando, ele deve permanecer em local determinado)
II - sair para o trabalho e retornar, nos horários fixados; (sair do presídio pra trabalhar e retornar quando 
acabar)
III - não se ausentar da cidade onde reside, sem autorização judicial; (não pode sair da cidade)
IV - comparecer a Juízo, para informar e justificar as suas atividades, quando for determinado. (deve 
comparecer quando determinar)
Art. 116. O Juiz poderá modificar as condições estabelecidas, de ofício, a requerimento do Ministério 
Público, da autoridade administrativa ou do condenado, desde que as circunstâncias assim o 
recomendem. 
Art. 117. Somente se admitirá o recolhimento do beneficiário de regime aberto em residência particular 
quando se tratar de: (e podem ser dispensados de trabalhar)
I - condenado maior de 70 anos; 
II - condenado acometido de doença grave; 
III - condenada com filho menor ou deficiente físico ou mental; 
IV - condenada gestante. 
Art. 118. A execução da pena privativa de liberdade ficará sujeita à forma regressiva (aumentar a pena), 
com a transferência para qualquer dos regimes mais rigorosos, quando o condenado: 
I - praticar fato definido como crime doloso (com a intenção de) ou falta grave; 
II - sofrer condenação, por crime anterior, cuja pena, somada ao restante da pena em execução, torne 
incabível o regime (artigo 111). 
§ 1° O condenado será transferido do regime aberto se, além das hipóteses referidas nos incisos 
anteriores, frustrar os fins da execução ou não pagar, podendo, a multa cumulativamente imposta. 
§ 2º Nas hipóteses do inciso I e do parágrafo anterior, deverá ser ouvido previamente o condenado.
Art.318. Poderá o juiz substituir a prisão preventiva pela domiciliar quando o agente for: 
i) maior de 80 anos; 
ii) extremamente debilitado por motivo de doença grave; 
iii) imprescindível aos cuidados especiais de pessoa menor de 6 anos de idade ou c/deficiência; 
iv) gestante; 
v) mulher com filho de até 12 anos incompletos; 
vi) homem, caso sejao único responsável pelos cuidados do filho de até 12 anos incompletos. 
Par.ún.: Para a substituição, o juiz exigirá prova idônea dos requisitos estabelecidos neste artigo (Lei 
12.403/11). 
Art.318-A. A prisão preventiva imposta à mulher gestante ou que for mãe ou responsável por crianças 
ou pessoas com deficiência será substituída por prisão domiciliar, desde que: 
i) não tenha cometido crime com violência ou grave ameaça a pessoa; 
ii) não tenha cometido o crime contra seu filho ou dependente (Lei 13.769/18).
Art. 119. A legislação local poderá estabelecer normas complementares para o cumprimento da pena 
privativa de liberdade em regime aberto (artigo 36, § 1º, do Código Penal). 
Da remição
É a redução do tempo de cumprimento de pena de prisão através de trabalho ou estudo. Se aplica aos 
regimes fechado e semiaberto (tendo em vista que o aberto não tem como ficar "mais aberto") 
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Art. 126. O condenado que cumpre a pena em regime fechado ou semiaberto poderá remir, por trabalho 
ou por estudo, parte do tempo de execução da pena. 
§1º A contagem de tempo referida no caput será feita à razão de: 
I - 1 (um) dia de pena a cada 12 (doze) horas de frequência escolar - atividade de ensino fundamental, 
médio, inclusive profissionalizante, ou superior, ou ainda de requalificação profissional - divididas, no 
mínimo, em 3 (três) dias; 
II - 1 (um) dia de pena a cada 3 (três) dias de trabalho. 
1 dia 12 horas de frequência escolar dividida em 3 dias
1 dia 3 dias trabalhando
§2º. As atividades de estudo a que se refere o §1º deste artigo poderão ser desenvolvidas de forma 
presencial ou por metodologia de ensino a distância e deverão ser certificadas pelas autoridades 
educacionais competentes dos cursos frequentados. 
3º. Para fins de cumulação dos casos de remição, as horas diárias de trabalho e de estudo serão definidas 
de forma a se compatibilizarem. 
§4º. O preso impossibilitado, por acidente, de prosseguir no trabalho ou nos estudos continuará a 
beneficiar-se com a remição. 
- Pode se beneficiar quando não puder trabalhar se tiver impossibilitado
§5º. O tempo a remir em função das horas de estudo será acrescido de 1/3 (um terço) no caso de 
conclusão do ensino fundamental, médio ou superior durante o cumprimento da pena, desde que 
certificada pelo órgão competente do sistema de educação. 
§6º O condenado que cumpre pena em regime aberto ou semiaberto e o que usufrui liberdade 
condicional poderão remir, pela frequência a curso de ensino regular ou de educação profissional, parte 
do tempo de execução da pena ou do período de prova, observado o disposto no inciso I do §1º deste 
artigo. 
§7º O disposto neste artigo aplica-se às hipóteses de prisão cautelar. 
§8º A remição será declarada pelo juiz da execução, ouvidos o Ministério Público e a defesa. 
Art.127. Em caso de falta grave, o juiz poderá revogar até 1/3 (um terço) do tempo remido, observado o 
disposto no art. 57, recomeçando a contagem a partir da data da infração disciplinar. 
- O tempo remido pode ser revogado em 1/3 em caso de falta grave
Art.57. Na aplicação das sanções disciplinares, levar-se-ão em conta a natureza, os motivos, as 
circunstâncias e as consequências do fato, bem como a pessoa do faltoso e seu tempo de prisão. 
Art. 128. O tempo remido será computado como pena cumprida, para todos os efeitos. 
Art. 129. A autoridade administrativa encaminhará mensalmente ao juízo da execução cópia do registro 
de todos os condenados que estejam trabalhando ou estudando, com informação dos dias de trabalho 
ou das horas de frequência escolar ou de atividades de ensino de cada um deles. 
§1º. O condenado autorizado a estudar fora do estabelecimento penal deverá comprovar mensalmente, 
por meio de declaração da respectiva unidade de ensino, a frequência e o aproveitamento escolar. 
§2º Ao condenado dar-se-á a relação de seus dias remidos. 
Art.130. Constitui crime do art.299 do CP declarar ou atestar falsamente prestação de serviço para fim de 
instruir pedido de remição. (falsidade ideológica) 
Medida de Segurança
É uma sanção penal aplicada a pessoas que cometeram crimes, mas não podem ser consideradas 
responsáveis por seus atos. Ocorre quando o autor do crime tem uma doença mental ou distúrbio 
psicológico 
Súmula 527-STJ: O tempo de duração da medida de segurança não deve ultrapassar o limite máximo da 
pena abstratamente cominada ao delito praticado. 
a) SISTEMAS: duplo binário foi substituído pelo vicariante (somente pena ou medida de segurança); 
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a) SISTEMAS: duplo binário foi substituído pelo vicariante (somente pena ou medida de segurança); 
não pode suportar as duas consequências; 
- Ou se aplica a pena ou a medida de segurança 
b) FUNDAMENTO: Pena (culpabilidade) e Medida de Segurança (periculosidade); 
c) IMPUTÁVEL (pena), INIMPUTÁVEL (medida de segurança) e SEMI IMPUTÁVEL [fronteiriço → pena 
(pena reduzida, art.26, par.ún., CP) ou medida de segurança (necessitar de especial tratamento 
curativo, art.98 CP)] 
- Ao inimputável ----> medida de segurança 
- Semi-imputável ---> pena reduzida ou MS
Inimputável
Art. 26 - É isento de pena o agente que, por doença mental ou desenvolvimento mental 
incompleto ou retardado, era, ao tempo da ação ou da omissão, inteiramente incapaz de entender 
o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento. 
d) PRINCÍPIO DA LEGALIDADE: art.5º, inc.XXXIX, CF; art.1º CP; todo cidadão tem o direito de saber 
antecipadamente a duração das sanções penais (pena ou medida de segurnaça); princípios 
constitucionais aplicáveis à pena também se aplicam à medida de segurança;
- O condenado deve saber sua pena antes de cumpri-la 
e) PRESSUPOSTOS: i) PRÁTICA DE FATO TÍPICO PUNÍVEL – ilícito típico; excludentes de ilicitude e 
culpabilidade impedem a aplicação da medida de segurança; ii) PERICULOSIDADE DO AGENTE –
juízo de probabilidade no sentido de voltar a delinquir; periculosidade presumida (inimputável, 
art.26, caput) e periculosidade real (semi-imputável, art.26, par.ún. → necessitara de especial 
tratamento curativo); iii) AUSÊNCIA DE IMPUTABILIDADE (imputável não pode receber MS);
ESPÉCIES DE MEDIDA DE SEGURANÇA: 
i) Internação em Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico (HCTP) – medida detentiva 
aplicável ao inimputável e semi-imputável; pode ser em estabelecimento adequado; 
ii) Sujeição a Tratamento Ambulatorial – exige crime punível com detenção (art.97, §4º) e verificar 
a compatibilidade com a medida mais liberal; o semi-imputável tem redução obrigatória da pena 
(art.26, par.ún.) ou substituição da pena privativa de liberdade por medida de segurança 
(internação ou tratamento ambulatorial; art.98); 
f) TIPOS DE ESTABELECIMENTO: i) HCTP – Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico: eufemismo 
do deficiente manicômio judiciário; ii) Estabelecimento Adequado – deve ser recolhido o internado 
[“recolhido a estabelecimento de características hospitalares” (art.99)]; iii) Local com Dependência 
Médica Adequada: destinada a tratamento ambulatorial; 
g) PRESCRIÇÃO E EXTINÇÃO DE PUNIBILIDADE: i) art.96 – extinta a punibilidade, não se impõe medida 
de segurança nem subsiste a que tenha sido imposta; ii) SEMI-IMPUTÁVEL – sofre condenação, 
sendo prescrição calculada pela pena aplicada; iii) INIMPUTÁVEL – é absolvido, calculando-se pela 
prescrição abstrata (nunca terá pena concretizada); 
h) PRAZO DE DURAÇÃO: duração indeterminada; exame de verificação de cessação de periculosidade; 
BITENCOURT: “a medida de segurança não pode ultrapassar o limite máxima da pena 
abstratamente cominada ao delito, pois esse seria ‘o limite da intervenção estatal’”; 
i) EXECUÇÃO (após o trânsito em julgado da sentença – art.171 LEP; é necessária a expedição de guia 
de internação ou tratamento ambulatorial – art.173 LEP); SUSPENSÃO (comprovada pericialmente 
a cessação de periculosidade, juiz determina a desinternação ou liberação – art.178 LEP; essa 
revogaçãoé uma suspensão pois se pratica “fato indicativo de persistência de sua periculosidade”
durante um ano será restabelecida a MS); EXTINÇÃO: somente após um ano da liberação ou 
sinternação e ausente a prática de fato indicativo de persistência de sua periculosidade;
j) SUBSTITUIÇÃO DA PENA POR MEDIDA DE SEGURANÇA: i) Semi Imputabilidade; condenado semi-
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j) SUBSTITUIÇÃO DA PENA POR MEDIDA DE SEGURANÇA: i) Semi Imputabilidade; condenado semi-
imputável que necessitar de especial tratamento curativo; juiz determina uma pena reduzida e 
substitui por MS; ii) Superveniência de Doença Mental: ocorrendo superveniência de doença 
mental, o condenado deve ser recolhido a HCTP; medida não poderá ter duração superior à pena 
substituída; iii) Tratamento Ambulatorial – pode ser convertido em internação; condenado a pena 
de detenção com aplicação de tratamento ambulatorial; pode ser que o tratamento ambulatorial 
se revele inadequado, constatando-se inadaptabilidade, convertendo-se em internação; 
l) VERIFICAÇÃO DE CESSAÇÃO DE PERICULOSIDADE: MS por tempo indeterminado até cessar a 
periculosidade por perícia médica (art.97, §1º), no prazo mínimo de 1 a 3 anos (primeiro exame); 
Juiz pode determinar de ofício a repetição do exame, a qualquer tempo, só depois do prazo 
mínimo; antes, somente com provocação do Ministério Público ou do interessado; LEP assegura o 
direito de contratar médico particular (art.43, par.ún., LEP); pode atuar o médico particular 
como assistente técnico, em razão da ampla defesa (art.5º, inc.LV, CF). 
m) INCIDENTE DE INSANIDADE MENTAL: o art. 3º-B, inc.XIII, da Lei nº 13.964/2019 estabeleceu 
como competência do juiz das garantias a determinação da instauração de incidente de insanidade 
mental. O incidente de insanidade mental visa avaliar a higidez mental do acusado através de 
perícia determinada pelo juiz das garantias [art. 149], devendo ser internado no HCTP – Hospital de 
Custódia e Tratamento Psiquiátrico [art. 150, §1º, CPP e art.99 da LEP] por 45 dias [prorrogável se 
houver necessidade]. O incidente deve ser autuado em apartado e, depois de apresentado o 
laudo, será apensado aos autos principais 
[art.153]. Apresentando sintomas que demonstrem dúvida sobre a integridade mental o juiz das 
garantias determina o exame para aferir a higidez mental do investigado. Na fase do inquérito, a 
autoridade policial deve apresentar uma representação ao juiz das garantias [§1o], ou seja, o 
delegado não pode determinar de ofício. O órgão do Ministério Público, investigado, defensor, 
curador, além do ascendente, descendente, irmão ou cônjuge do acusado, também podem 
requerer ao juiz das garantias o a exame médico-legal. A dúvida sobre a higidez pode decorrer dos 
sintomas decorrentes do comportamento do investigado a partir de prova testemunhal 
[depoimentos de parentes], documental [diagnóstico médico] ou outro meio O juiz das garantias 
deve nomear curador ao investigado e suspender o inquérito policial por analogia ao §2o, que 
determina a suspensão do processo. Juiz de garantias - Ações Diretas de Inconstitucionalidade 
(ADIs 6298, 6299, 6300 e 6305). 
n) INTERNAÇÃO PROVISÓRIA: Há que se considerar sobre a possibilidade de decretação de medida 
cautelar de internação provisória [art.319, VII] no incidente de insanidade mental se houver risco 
de reiteração [requisito cautelar], quando investigado praticar crime com violência ou grave 
ameaça e o exame médico-legal concluir pela inimputabilidade ou semi-imputabilidade. No 
entanto, é evidente que a medida cautelar de internação provisória somente poderá ser decretada 
excepcionalmente quando presentes o fumus commissi delicti e o periculum libertatis da prisão 
preventiva. Ou seja, ao invés de se decretar a preventiva, evita-se as agruras da prisão e 
proporciona ao investigado um tratamento desde o inquérito por profissionais da área da saúde 
[psiquiatras e psicólogos] no Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico. Portanto, ausentes os 
requisitos do fumus commissi delicti e o periculum libertatis da prisão preventiva não se pode 
decretar a internação provisória. Diante da cautelaridade, se houver necessidade pode-se 
determinar a internação provisória a partir de uma constatação médica provisória até que seja 
encaminhado o exame médico-pericial definitivo.
Livramento condicional
É um benefício que permite a um condenado cumprir o restante da pena em liberdade, desde que 
cumpra determinadas condições. Deve haver bom comportamento, não cometimento de falta grave, 
bom desempenho no trabalho, aptidão de honestidade, comprovação de que não irá cometer 
novamente os crimes 
Art.83 - O juiz poderá conceder livramento condicional ao condenado a pena privativa de liberdade igual 
ou superior a 2 anos, desde que: 
I - cumprida mais de um terço da pena se o condenado não for reincidente em crime doloso e tiver bons 
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I - cumprida mais de um terço da pena se o condenado não for reincidente em crime doloso e tiver bons 
antecedentes; 
II - cumprida mais da metade se o condenado for reincidente em crime doloso; 
III – comprovado (Lei 13.964/19): 
a) bom comportamento durante a execução da pena; 
b) não cometimento de falta grave nos últimos 12 (doze) meses; 
c) bom desempenho no trabalho que lhe foi atribuído; 
d) aptidão para prover a própria subsistência mediante trabalho honesto; 
IV - tenha reparado, salvo efetiva impossibilidade de fazê-lo, o dano causado pela infração; 
V - cumpridos mais de dois terços da pena, nos casos de condenação por crime hediondo, prática de 
tortura, tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, tráfico de pessoas e terrorismo, se o apenado não 
for reincidente específico em crimes dessa natureza. 
Parágrafo único - Para o condenado por crime doloso, cometido com violência ou grave ameaça à 
pessoa, a concessão do livramento ficará também subordinada à constatação de condições pessoais que 
façam presumir que o liberado não voltará a delinquir. 
Art.84 - As penas que correspondem a infrações diversas devem somar-se para efeito do livramento. 
Revogação do livramento 
Art.86 - Revoga-se o livramento, se o liberado vem a ser condenado a pena privativa de liberdade, em 
sentença irrecorrível: 
I - por crime cometido durante a vigência do benefício; 
II - por crime anterior, observado o disposto no art. 84 deste Código. 
Revogação facultativa 
Art.87 - O juiz poderá, também, revogar o livramento, se o liberado deixar de cumprir qualquer das 
obrigações constantes da sentença, ou for irrecorrivelmente condenado, por crime ou contravenção, a 
pena que não seja privativa de liberdade. 
Efeitos da revogação 
Art.88 - Revogado o livramento, não poderá ser novamente concedido, e, salvo quando a revogação 
resulta de condenação por outro crime anterior àquele benefício, não se desconta na pena o tempo em 
que esteve solto o condenado. 
Extinção 
LEI DE EXECUÇÃO PENAL 
Art.131. O livramento condicional poderá ser concedido pelo Juiz da execução, presentes os requisitos do 
artigo 83 do Código Penal, ouvidos o Ministério Público e Conselho Penitenciário. 
Art.132. Deferido o pedido, o Juiz especificará as condições a que fica subordinado o livramento. 
§1º Serão sempre impostas ao liberado condicional as obrigações seguintes: 
a) obter ocupação lícita, dentro de prazo razoável se for apto para o trabalho; 
b) comunicar periodicamente ao Juiz sua ocupação; 
c) não mudar do território da comarca do Juízo da execução, sem prévia autorização deste. 
§2° Poderão ainda ser impostas ao liberado condicional, entre outras obrigações, as seguintes: 
a) não mudar de residência sem comunicação ao Juiz e à autoridade incumbida da observação cautelar e 
de proteção; 
b) recolher-se à habitação em hora fixada; 
c) não frequentar determinados lugares. 
Art.138. Ao sair o liberado do estabelecimento penal, ser-lhe-á entregue, além do saldo de seu pecúlio e 
do que lhe pertencer, uma caderneta, que exibirá à autoridade judiciária ou administrativa,sempre que 
lhe for exigida.
DECRETO 10.189/19 
[art. 84, inc.XII, CF] 
Art.1º Será concedido indulto natalino às pessoas nacionais ou estrangeiras condenadas que, até 
25/12/19, tenham sido acometidas: 
I - por paraplegia, tetraplegia ou cegueira, adquirida posteriormente à prática do delito ou dele 
consequente, comprovada por laudo médico oficial, ou, na sua falta, por médico designado pelo juízo da 
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consequente, comprovada por laudo médico oficial, ou, na sua falta, por médico designado pelo juízo da 
execução; 
II - por doença grave permanente, que, simultaneamente, imponha severa limitação de atividade e exija 
cuidados contínuos que não possam ser prestados no estabelecimento penal, comprovada por laudo 
médico oficial, ou, na sua falta, por médico designado pelo juízo da execução; 
III - por doença grave, como neoplasia maligna [câncer] ou síndrome da deficiência imunológica 
adquirida (aids), em estágio terminal e comprovada por laudo médico oficial, ou, na sua falta, por médico 
designado pelo juízo da execução. 
Art. 2º Será concedido indulto natalino também aos agentes públicos que compõem o sistema nacional 
de segurança pública, nos termos do disposto na Lei 13.675/18, que, até 25/12/19, no exercício da sua 
função ou em decorrência dela, tenham sido condenados: 
I - por crime na hipótese de excesso culposo prevista no parágrafo único do art. 23 do Código Penal; 
II - por crimes culposos e tenham cumprido um sexto da pena. 
§1º Aplica-se o disposto no caput aos agentes públicos que compõem o sistema nacional de segurança 
pública que tenham sido condenados por ato cometido, mesmo que fora do serviço, em face de risco 
decorrente da sua condição funcional ou em razão do seu dever de agir. 
§ 2º O prazo do cumprimento da pena a que se refere o inciso II do caput será reduzido pela metade 
quando o condenado for primário. 
Art. 3º Será concedido indulto natalino aos militares das Forças Armadas, em operações de Garantia da 
Lei e da Ordem, conforme o disposto no art. 142 da Constituição e na Lei Complementar nº 97/99, que 
tenham sido condenados por crime na hipótese de excesso culposo prevista no art. 45 do Código Penal 
Militar. 
Art.4º O indulto natalino concedido nos termos do disposto neste Decreto não abrange os crimes: 
I - considerados hediondos ou a eles equiparados, nos termos do disposto na Lei 
nº 8.072/90; II - previstos: a) na Lei nº 9.455, de 7 de abril de 1997; b) na Lei nº 12.850, de 2 de agosto de 
2013; c) na Lei nº 13.260, de 16 de março de 2016; d) no § 12 do art. 129 e nos art. 215, art. 215-A, art. 
216-A, art. 218, art. 218-A, art. 312, art. 316, art. 317, art. 318, art. 319, art. 332 e art. 333 do Decreto-Lei 
nº 2.848, de 1940 - Código Penal; e) nos art. 240, art. 241, art. 241-A, art. 241-B, art. 241-C e art. 241-D 
da Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990 - Estatuto da Criança e do Adolescente; f) no art. 1º, caput, § 1º e 
§ 2º, da Lei nº 9.613, de 3 de março de 1998; eg) nos art. 33, caput, § 1º e § 4º, e art. 34 ao art. 37 da Lei 
nº 11.343, de 23 de agosto de 2006; III - previstos no Decreto-Lei nº 1.001, de 1969 - Código Penal 
Militar, quando correspondentes àqueles a que se referem os incisos I e II. 
art.5º O indulto natalino não será concedido às pessoas que: I - tenham sofrido sanção, aplicada pelo 
juízo competente em audiência de justificação, observados os princípios do contraditório e da ampla 
defesa, em razão da prática de infração disciplinar de natureza grave, nos doze meses anteriores à data 
de publicação deste Decreto; II - tenham sido incluídas no regime disciplinar diferenciado em 
qualquer momento do cumprimento da pena; III - tenham sido incluídas no Sistema Penitenciário Federal 
em qualquer momento do cumprimento da pena, exceto na hipótese em que o recolhimento se 
justifique por interesse do próprio preso, nos termos do disposto no art. 3º da Lei nº 11.671, de 8 de 
maio de 2008; ou 
IV - tenham descumprido as condições estabelecidas para a prisão albergue domiciliar, com ou sem 
monitoração eletrônica, ou para o livramento condicional, observados os princípios do contraditório e da 
ampla defesa. 
Art. 6º O indulto natalino de que trata este Decreto é cabível ainda que: I - a sentença tenha transitado 
em julgado para a acusação, sem prejuízo do julgamento de recurso da defesa por instância superior; II -
haja recurso da acusação de qualquer natureza após o julgamento em segunda instância; III - a pessoa 
condenada esteja em livramento condicional; IV - a pessoa condenada seja ré em outro processo 
criminal, mesmo que o objeto seja um dos crimes a que se refere o art. 4º; eV - não tenha sido expedida 
a guia de recolhimento. 
DECRETO 9.246/17 
Art. 1º O indulto natalino coletivo será concedido às pessoas nacionais e estrangeiras que, até 25/12/17, 
tenham cumprido: 
I - um quinto da pena, se não reincidentes, e um terço da pena, se reincidentes, nos crimes praticados 
sem grave ameaça ou violência a pessoa; 
II - um terço da pena, se não reincidentes, e metade da pena, se reincidentes, nos crimes praticados com 
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II - um terço da pena, se não reincidentes, e metade da pena, se reincidentes, nos crimes praticados com 
grave ameaça ou violência a pessoa, quando a pena privativa de liberdade não for superior a quatro 
anos; 
III - metade da pena, se não reincidentes, e dois terços da pena, se reincidentes, nos crimes praticados 
com grave ameaça ou violência a pessoa, quando a pena privativa de liberdade for superior a quatro e 
igual ou inferior a oito anos; 
IV - um quarto da pena, se homens, e um sexto da pena, se mulheres, na hipótese prevista no §4º, art.33 
Lei 11.343/06 , quando a pena privativa de liberdade não for superior a oito anos; 
V - um quarto do período do livramento condicional, se não reincidentes, ou um terço, se reincidentes, 
desde que a pena remanescente, em 25/12/17, não seja superior a oito anos, se não reincidentes, e seis 
anos, se reincidentes; 
VI - um sexto da pena, se não reincidentes, ou um quarto, se reincidentes, nos casos de crime contra o 
patrimônio, cometido sem grave ameaça ou violência a pessoa, desde que haja reparação do dano até 
25/12/17, exceto se houver inocorrência de dano ou incapacidade econômica de repará-lo; ou 
VII - três meses de pena privativa de liberdade, se comprovado o depósito em juízo do valor 
correspondente ao prejuízo causado à vítima, exceto se houver incapacidade econômica para fazê-lo, no 
caso de condenação a pena privativa de liberdade superior a dezoito meses e não superior a quatro anos, 
por crime contra o patrimônio, cometido sem grave ameaça ou violência a pessoa, com prejuízo ao 
ofendido em valor estimado não superior a um salário mínimo. 
Parágrafo único. O indulto natalino será concedido às pessoas condenadas a pena privativa de liberdade 
que, no curso do cumprimento da sua pena, tenham sido vítimas de tortura, nos termos da Lei 9.455,/97, 
reconhecida por decisão colegiada de segundo grau de jurisdição. 
Art. 3º O indulto natalino ou a comutação de pena não será concedido às pessoas condenadas por crime: 
I - de tortura ou terrorismo; II - tipificado nos art. 33, caput e §1º , art.34 , art.36 e art.37 Lei 11.343/06 , 
exceto na hipótese prevista no art. 1º, caput , inciso IV, deste Decreto; III - considerado hediondo ou a 
este equiparado, ainda que praticado sem grave ameaça ou violência a pessoa, nos termos da Lei 
8.072,/90; IV - praticado com violência ou grave ameaça contra os militares e os agentes de segurança 
pública, de que tratam os art. 142 e art. 144 da Constituição , no exercício da função ou em decorrência 
dela; V - tipificado nos art. 240 , art. 241 e art. 241-A , caput e § 1º, da Lei nº 8.069, de 13 de julho de 
1990 ; ou VI - tipificado nos art. 215 , art. 216-A , art. 218 e art. 218-A do Decreto-Lei nº 2.848 , de 7 de 
dezembro de 1940 - Código Penal. 
Art. 4º O indulto natalino ou a comutação não será concedido às pessoas que: I - tenham sofridosanção, 
aplicada pelo juízo competente em audiência de justificação, garantido o direito aos princípios do 
contraditório e da ampla defesa, em razão da prática de infração disciplinar de natureza grave, nos doze 
meses anteriores à data de publicação deste Decreto; II - tenham sido incluídas no Regime Disciplinar 
Diferenciado, em qualquer momento do cumprimento da pena; III - tenham sido incluídas no Sistema 
Penitenciário Federal, em qualquer momento do cumprimento da pena, exceto na hipótese em que o 
recolhimento se justifique por interesse do próprio preso, nos termos do art. 3º da Lei nº 11.671, de 8 de 
maio de 2008 ; ou IV - tenham descumprido as condições fixadas para a prisão albergue domiciliar, com 
ou sem monitoração eletrônica, ou para o livramento condicional, garantido o direito aos princípios do 
contraditório e da ampla defesa. 
Art. 7º A COMUTAÇÃO (substituição) da pena privativa de liberdade remanescente, aferida em 25/12/17, 
será concedida, nas seguintes proporções: 
I - à pessoa condenada a pena privativa de liberdade: 
a) em um terço, se não reincidente, e que, até 25/12/17, tenha cumprido um quarto da pena; e 
b) em um quarto, se reincidente, e que, até 25/12/17, tenha cumprido um terço da pena; 
II - em dois terços, se não reincidente, quando se tratar de mulher condenada por crime cometido sem 
grave ameaça ou violência a pessoa, que tenha filho ou neto menor de quatorze anos de idade ou de 
qualquer idade se considerado pessoa com deficiência ou portador de doença crônica grave e que 
necessite de seus cuidados, e que, até 25/12/17, tenha cumprido um quinto da pena; e 
III - à metade, se reincidente, quando se tratar de mulher condenada por crime cometido sem grave 
ameaça ou violência a pessoa, que tenha filho ou neto menor de quatorze anos de idade ou de qualquer 
idade se considerado pessoa com deficiência ou portador de doença crônica grave e que necessite de 
seus cuidados, e que, até 25/12/17, tenha cumprido um quinto da pena.
Regras Mínimas das Nações Unidas para o Tratamento de Reclusos (Regras de Nelson Mandela) 
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Regras Mínimas das Nações Unidas para o Tratamento de Reclusos (Regras de Nelson Mandela) 
Estabelecer “bons princípios e práticas no tratamento dos reclusos e na gestão dos estabelecimentos 
prisionais”. RESUMO 
I. REGRAS DE APLICAÇÃO GERAL 
Princípios básicos 
Regra 1 
Todos os reclusos devem ser tratados com o respeito inerente ao valor e dignidade do ser humano. 
Nenhum recluso deverá ser submetido a tortura ou outras penas ou a tratamentos cruéis, desumanos ou 
degradantes. 
Regra 2 
1. Estas Regras devem ser aplicadas com imparcialidade. Não deve haver nenhuma discriminação em 
razão da raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou outra. 
Regra 3 
Detenção→sistema prisional não deve agravar o sofrimento inerente a esta situação, exceto em casos 
pontuais (separação seja justificável ou p/manter a disciplina). 
Regra 4 
1. Objetivos da pena de prisão ou outra medida restritiva da liberdade são, prioritariamente, proteger a 
sociedade contra criminalidade e reduzir a reincidência. 
Regra 5 
1. Administração prisional ajustar p/garantir ao recluso portador de deficiência física, mental ou outra 
acesso completo e efetivo à vida prisional em igualdade. 
Registos -Regra 6 
Em todos os locais em que haja pessoas detidas, deve existir um sistema uniformizado de registo dos 
reclusos. 
Regra 7 - Nenhuma pessoa deve ser admitida num estabelecimento prisional sem uma ordem de 
detenção válida. 
Separação de categorias - Regra 11 
As diferentes categorias de reclusos devem ser mantidas em estabelecimentos prisionais separados ou 
em diferentes zonas de um mesmo estabelecimento prisional, tendo em consideração o respetivo sexo e 
idade, antecedentes criminais, razões da detenção e medidas necessárias a aplicar. 
Alojamento - Regra 12 
1. As celas ou locais destinados ao descanso noturno não devem ser ocupados por mais de um recluso. 
Regra 13 - Dormitório do recluso deve satisfazer higiene, saúde, condições climatéricas, cubicagem de ar, 
espaço mínimo, iluminação, aquecimento e ventilação. 
Regra 14 - Locais destinados p/ viver ou trabalhar 
Janelas devem ser amplas p/possibilitar leitura ou trabalho c/luz natural e permitir a entrada de ar 
fresco, haja ou não ventilação artificial. 
Higiene pessoal - Regra 18 
1. Deve ser exigido a todos os reclusos que se mantenham limpos e, para este fim, ser-lhes-ão fornecidos 
água e os artigos de higiene necessários à saúde e limpeza. 
Vestuário e roupas de cama - Regra 19 
1. Garantia de vestuário adaptado às condições climatéricas e não deve ser degradante ou humilhante. 
Vestuário deve estar limpo e em bom estado. 
Excepcionalmente, se houver licença p/sair do estabelecimento, deve ser autorizado a vestir as suas 
próprias roupas ou roupas que não chamem a atenção. 
Alimentação - Regra 22 
1. Deve fornecer, a hora determinada, alimentação c/valor nutritivo adequado à saúde e c/qualidade. 
Possibilidade de se prover c/água potável. 
Exercício e desporto -Regra 23 
1. Todos os reclusos que não efetuam trabalho no exterior devem ter pelo menos uma hora diária de 
exercício adequado ao ar livre quando o clima o permita. 
Serviços Médicos -Regra 24 
1. A prestação de serviços médicos aos reclusos é da responsabilidade do Estado. 
Regra 27 - 1. Todos os estabelecimentos prisionais devem assegurar o pronto acesso a tratamentos 
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Regra 27 - 1. Todos os estabelecimentos prisionais devem assegurar o pronto acesso a tratamentos 
médicos em casos urgentes. 
Regra 29 
1. A decisão que permite à criança ficar com o seu pai ou com a sua mãe no estabelecimento prisional 
deve ser baseada no melhor interesse da criança. 
Restrições, disciplina e sanções - Regra 36 
A ordem e a disciplina devem ser mantidas c/firmeza, sem impor mais restrições do que as necessárias 
p/manutenção da segurança e organização da vida comunitária. 
Regra 37 
Devem ser determinados por lei/regulamento: infrações disciplinares; sanções disciplinares (duração e 
tipo); autoridade competente p/pronunciar as sanções. 
Regra 39 
1. Punição só c/base nas leis ou regulamentos [Regra 37] e nos princípios de equidade e de processo 
legal; e nunca duas vezes pela mesma infração. 
Regra 43 
1. Não se admitem sanções que tipifiquem tortura, tratamento cruel, desumano ou degradante; são 
proibidas: confinamento solitário indefinido ou prolongado; detenção em cela escura ou constantemente 
iluminada; castigos corporais ou redução da alimentação ou água potável do recluso; castigos coletivos. 
Revistas aos reclusos e inspeção de celas 
Regra 51 
As revistas e inspeções não serão utilizadas para assediar, intimidar ou invadir desnecessariamente a 
privacidade do recluso. 
Regra 52 
1. Revistas íntimas invasivas devem ser feitas apenas quando forem absolutamente necessárias. 
2. As revistas das partes íntimas devem ser conduzidas apenas por profissionais de saúde qualificados ou 
por pessoal treinado por profissional de saúde em relação aos padrões de higiene, saúde e segurança. 
Direito de reclamação - Regra 56 
1. Todo o recluso deve ter a oportunidade de, em qualquer dia, formular pedidos ou reclamações ao 
diretor do estabelecimento prisional ou ao membro do pessoal prisional autorizado a representá-lo. 
Contatos com o mundo exterior - Regra 58 
1. Reclusos devem ser autorizados, sob a necessária supervisão, a comunicar periodicamente c/famílias e 
amigos: Por correspondência e utilizando, se possível, meios de telecomunicação, digitais, eletrônicos e 
outros; e Através de visitas. 
Biblioteca - Regra 64 
Estabelecimento deve ter biblioteca p/uso de todas as categorias de reclusos, c/ livros recreativos e de 
instrução e os reclusos devem ser incentivados a utilizá-la. 
Religião - Regra 65 
1. Se o estabelecimento prisional reunir um número suficiente de reclusos da mesma religião, deve ser 
nomeado ou autorizado um representante qualificado dessa religião. Seo número de reclusos o justificar 
e as circunstâncias o permitirem, deve ser encontrada uma solução permanente. 
Notificações - Regra 68 
Recluso tem a oportunidade e meios de informar imediatamente família ou qq. outra pessoa sobre 
detenção, transferência para outro estabelecimento ou sobre doença ou ferimento graves. 
Transferência de reclusos - Regra 73 
1. Na transferência p/outro estabelecimento, o recluso deve ser vistos o menos possível pelo público e 
ser protegido de insultos, curiosidade e de qq. publicidade. 
2. Proibido o transporte em veículos c/eficiente ventilação ou iluminação ou que os possa sujeitar a 
sacrifícios físicos desnecessários. 
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Pessoal do estabelecimento prisional - Regra 82 
1. Os funcionários dos estabelecimentos prisionais não devem, nas suas relações com os reclusos, usar 
de força, exceto em legítima defesa ou em casos de tentativa de fuga ou de resistência física ativa ou 
passiva a uma ordem baseada na lei ou nos regulamentos. Os funcionários que tenham de recorrer à 
força não devem usar senão a estritamente necessária e devem comunicar imediatamente o incidente ao 
diretor do estabelecimento prisional. 
2. Os membros do pessoal prisional devem receber formação técnica especial que lhes permita dominar 
os reclusos violentos. 
Reclusos condenados - Regra 87 
Antes do termo da execução de uma pena ou de uma medida é desejável que sejam adotadas as 
medidas necessárias para assegurar ao recluso um regresso progressivo à vida na sociedade. 
Regra 89 
1. A realização destes princípios exige a individualização do tratamento e, para este fim, um sistema 
flexível de classificação dos reclusos por grupos; é por isso desejável que esses grupos sejam colocados 
em estabelecimentos prisionais separados, adequados ao tratamento de cada um deles. 
Regra 90 
O dever da sociedade não cessa com a libertação de um recluso. Necessário trazer ao recluso em 
liberdade auxílio pós-penitenciário eficaz, tendente a diminuir os preconceitos a seu respeito e a 
permitir-lhe a sua reinserção na sociedade. 
Tratamento - Regra 91 
O tratamento dos condenados deve criar vontade e aptidões que as tornem capazes, após a sua 
libertação, para viverem no respeito pela lei e de prover às suas necessidades. 
Regra 92 
1. Para este fim, prevê assistência religiosa, instrução, orientação e formação profissionais, assistência 
social direcionada, aconselhamento profissional, desenvolvimento físico e educação moral. 
Classificação e individualização - Regra 93 
1. As finalidades da classificação devem ser: separar os reclusos pelo passado criminal ou personalidade 
(exercer influência negativa); repartir os reclusos por grupos tendo em vista facilitar o seu tratamento 
p/reinserção social. 
2. Há que dispor de estabelecimentos separados ou de secções distintas dentro de estabelecimento para 
o tratamento das diferentes categorias de reclusos. 
Privilégios - Regra 95 
Instituir no estabelecimento sistema de privilégios adaptado às diferentes categorias de reclusos e aos 
diferentes métodos de tratamento, c/objetivo de encorajar o bom comportamento, de desenvolver o 
sentido da responsabilidade e de estimular o interesse e a cooperação dos reclusos no seu próprio 
tratamento. 
Trabalho - Regra 96 
1. Condenados devem ter a oportunidade de trabalhar ou participar ativamente na sua reabilitação, em 
conformidade com as suas aptidões física e mental, de acordo com a determinação do médico ou de 
outro profissional de saúde qualificado. 
Regra 103 
1. O trabalho dos reclusos deve ser remunerado de modo equitativo. 2. O regulamento deve permitir aos 
reclusos a utilização de pelo menos uma parte da sua remuneração para adquirir objetos autorizados, 
destinados ao seu uso pessoal, e para enviar outra parte à sua família. 
3. O regulamento deve prever igualmente que uma parte da remuneração seja reservada pela 
administração prisional de modo a constituir uma poupança que será entregue ao recluso no momento 
da sua libertação.
Educação e lazer - Regra 104 
1. Devem ser tomadas medidas no sentido de melhorar a educação de todos os reclusos que daí 
tirem proveito, incluindo instrução religiosa nos países em que tal for possível. 
Assistência pós-prisional - Regra 108 
1. Os serviços que prestam assistência a reclusos em liberdade p/reestabelecerem na sociedade, devem 
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1. Os serviços que prestam assistência a reclusos em liberdade p/reestabelecerem na sociedade, devem 
assegurar que sejam facultados aos reclusos libertados documentos de identificação apropriados, que 
lhes sejam garantidas casas adequadas e trabalho, vestuário apropriado ao clima e à estação do ano e 
recursos suficientes para chegarem ao seu destino e para subsistirem no período imediatamente 
seguinte à sua libertação. 
Reclusos com transtornos mentais e com problemas de saúde - Regra 109 
1. Os inimputáveis não devem ser detidas em prisões. Devem ser tomadas medidas p/transferir 
p/estabelecimento para doentes mentais o mais depressa possível. 2. Se necessário, os demais reclusos 
que sofrem de outras doenças ou anomalias mentais devem ser examinados e tratados em instituições 
especializadas, sob vigilância médica. 
3. O serviço médico ou psiquiátrico dos estabelecimentos prisionais deve proporcionar tratamento 
psiquiátrico a todos os reclusos que o necessitem. 
Reclusos detidos ou a aguardar julgamento - Regra 111 
As pessoas detidas preventivamente presumem-se inocentes e como tal devem ser tratadas. 
Regra 112 
1. As pessoas detidas preventivamente devem ser mantidas separadas dos reclusos condenados. 
Regra 119 
1. Todo o recluso tem o direito a ser imediatamente informado das razões de sua detenção e sobre 
quaisquer acusações apresentadas contra si. 
2. Se uma pessoa detida preventivamente não tiver um advogado da sua escolha, ser-lhe-á designado um 
defensor oficioso pela autoridade judicial, ou outra autoridade. 
Presos civis - Regra 121 
Na Prisão por dívidas, os reclusos não devem ser submetidos a maiores restrições nem ser tratados com 
maior severidade do que for necessário para manter a segurança e a ordem. O seu tratamento não deve 
ser menos favorável do que o dos detidos preventivamente, sob reserva, porém, da eventual obrigação 
de trabalha 
Pessoas presas ou detidas sem acusação Regra 122 
Deve ser concedida às pessoas presas ou detidas sem acusação a proteção conferida nos termos da 
secção C, Partes I e II desta Regra. As disposições relevantes da secção A da Parte II, desta Regra, serão 
igualmente aplicáveis sempre que a sua aplicação possa beneficiar esta categoria especial de reclusos, 
desde que não seja tomada nenhuma medida que implique a reeducação ou a reabilitação de pessoas 
não condenadas por uma infração penal.
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