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Historicamente, o termo tecido é equivocadamente interpretado como um sinônimo de pele ou tegumento e o corpo humano é composto por uma variedade significativa de diferentes tipos de células, as quais possuem diferentes formas e funções específicas. Essas células encontram-se organizadas e distribuídas em grupos, atuando do ponto de vista fisiológico e de maneira integrada, desempenhando determinadas funções, desde que não haja algum evento (por exemplo, uma lesão ou trauma) que possa impedi-la de realizar sua atividade. Esses grupos de células especiais são nominados de tecidos. As células compõem as menores unidades estruturais e funcionais dos seres vivos, agrupam-se no formato de tecidos e estes, por sua vez, devido a sua replicação, transformam-se em órgãos. Segundo as características morfológicas dessas estruturas e suas propriedades funcionais, há quatro tipos básicos de tecidos, os quais são identificadas ou classificados como: tecido epitelial, tecido conjuntivo, tecido muscular e tecido nervoso (GUYTON; HALL, 2017). Para melhor compreendermos o significado e função de cada grupo, a seguir estarão descritos alguns conceitos para facilitar o seu entendimento acerca de cada segmento. A PELE A pele, na visão de Sherwood (2011), é composta essencialmente de três grandes camadas de tecidos, são elas: a mais superior/externa (epiderme); a intermediária (derme); e a mais profunda (hipoderme ou tecido celular subcutâneo). A pele humana é o maior órgão do corpo humano e serve como barreira protetora contra o ambiente externo. Ela é composta por três camadas principais: a epiderme, a derme e a hipoderme. EU INDICO 1 1 É o maior órgão do corpo humano, constituindo um aglomerado de células formando camadas sobrepostas de tecidos, as quais possibilitam a interação do nosso organismo entre si e com o meio externo. Segundo Sherwood (2011), essa estrutura representa cerca de mais de 16% do peso corpóreo. Toda sua superfície é constituída e revestida por sulcos e saliências, estando mais expressiva ou presente em determinadas partes do corpo, particularmente nas regiões palmoplantares e nas extremidades distais dos dedos, onde possuem representatividade individual e peculiar, permitindo não somente sua utilização na identificação dos indivíduos por meio da datiloscopia, como também auxiliando na diagnose de enfermidades genéticas pelas impressões palmoplantares, os chamados dermatóglifos. Os dermatóglifos compreendem padrões individuais de cada indivíduo, são os desenhos formados pelas papilas teciduais (elevações da pele), presentes nas polpas dos dedos das mãos identificadas popularmente como “impressões digitais”.