bioestatistica 1
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1.1
1) Bioestatística. Campos e Funções da Estatística.
A Bioestatística é a aplicação de estatística ao campo biológico e médico. Ela é essencial ao planejamento, coleta, avaliação e interpretação de todos os dados obtidos em pesquisa na área biológica e médica. É fundamental à epidemiologia, à ecologia, à psicologia social e à medicina baseada em evidência.
Uma boa definição de estatística é a de ser um conjunto de métodos especialmente apropriados à coleta, à apresentação (organização, resumo e descrição), à análise e à interpretação de dados de observação, tendo como objetivo a compreensão de uma realidade específica para a tomada da decisão. 
Não existem estatísticas especiais, como bioestatística e estatística econômica, mas sim aplicações específicas de estatística em determinadas áreas, o que leva a dividir a estatística especificamente para questões didáticas.
Tipos de Estatística:
- Estatística descritiva: é a parte que procura os melhores métodos para coletar, ordenar e sumarizar os dados dos experimentos.
- Estatística experimental: é a parte que fornece os métodos de análise e interpretação dos resultados dos experimentos.
Funções:
-A coleta, a organização, a sintetização e a apresentação de dados;
-A medição da variação nos dados e levantamento de dados;
-A estimativa dos parâmetros da população e a determinação da precisão das estimativas;
-A aplicação dos testes de hipótese em relação aos parâmetros;
-A análise da relação entre duas ou mais variáveis.
Campos:
- Nas ciências exatas e tecnologia, em especial na melhoria da qualidade;
- Na área de biometria (medicina, biologia, agronomia, psicologia, etc.);
- Nas ciências humanas.
2) População e Amostra.
População:
Conjunto de elementos que tem pelo menos uma característica em comum. Esta característica deve delimitar corretamente quais são os elementos da população.
Amostra: 
Subconjunto de elementos de uma população, que são representativos para estudar a característica de interesse da população. A seleção dos elementos que irão compor a amostra pode ser feita de várias maneiras e irá depender do conhecimento que se tem da população e da quantidade de recursos disponíveis.
3) Dados e Variáveis.
Dados:
Para qualquer estudo e sob qualquer esquema de amostragem, as informações necessárias serão obtidas a partir de um conjunto de dados. Estes dados podem ser classificados em dois grandes grupos:
Categóricos (QUALITATIVOS) e Numéricos (QUANTITATIVOS), e a natureza deles leva à escolha certa de métodos estatísticos de análise.
- Dados Qualitativos: são aqueles cujos valores possíveis são categorias ou características não numéricas. Estes dados podem ser divididos em ordinais ou nominais dependendo da existência ou não de uma ordem entre os valores possíveis. 
Como exemplo:
Dados ordinais: tem-se o estágio de uma doença.
Dados nominais: o sexo de um indivíduo e o tipo sanguíneo. 
- Dados Quantitativos: Também chamados de quantitativos assumem valores numéricos, podendo ser discretos ou contínuos.
Dados discretos: resultam de contagens de eventos. Exemplo: número de filhos, número de batimentos cardíacos por minuto.
Dados contínuos: estes dados são obtidos de algum tipo de medição: altura, peso, pressão arterial, temperatura corporal.
Variável
É uma característica de interesse a ser medida em cada unidade da amostra. Esta variável pode ser numérica (Variável Quantitativa) ou representar uma qualidade (Variável Qualitativa) do indivíduo amostrado.
4) Amostragem.
O método de amostragem é o procedimento que se deve seguir para selecionar uma amostra da população. Considerando a estrutura e os procedimentos de seleção, podem-se distinguir dois tipos de amostragem e dentro de cada um deles diferentes métodos de amostragem. Os dois tipos são: amostragem não aleatória e amostragem aleatória probabilística. 
- Amostragem não aleatória: Este tipo de amostragem não se fundamenta na teoria matemática estatística, ou seja, depende do conhecimento e da opinião pessoal do pesquisador, para identificar aqueles elementos da população que deverão ser incluídos na amostra. 
- Amostragem aleatória probabilística: Este tipo de amostragem é rigorosamente científico, no qual as amostras se determinam de forma aleatória, isto é, todas as unidades ou elementos da população têm a mesma possibilidade de ser incluídos na amostra. Existem diversos procedimentos para a amostragem aleatória, os quatro métodos mais utilizados são: amostragem aleatória simples, amostragem estratificada, amostragem sistemática e amostragem por conglomerados. 
5) Estudos Observacionais e ensaios Clínicos (experimentos).
Os estudos observacionais podem ser Transversais ou longitudinais.
-Estudos observacionais: Pretendem avaliar se existe associação entre um determinado fator e um desfecho sem, entretanto, intervir diretamente na relação analisada.
Os estudos clínicos podem ser prospectivos ou retrospectivos
- Ensaios Clínicos: Tem como objetivo testar a eficácia de uma intervenção terapêutica ou preventiva sobre determinada doença. Existem 2 tipos: 1º Randomização e 2º Duplamente-cega.
6) Tipos de estudos (prospectivo, retrospectivo, transversal, longitudinal, cohort).
 
- O estudo prospectivo: é aquele que ocorre baseado em um protocolo de pesquisa e inclui pacientes após a idealização do protocolo. Ou seja, só após se conceber um plano de pesquisa é que se inicia o recrutamento de pacientes. 
-O estudo retrospectivo: se baseia em dados que foram acumulados antes de sua concepção. Por exemplo, com pacientes tratados com uma droga específica ou de uma forma especial durante certo período de tempo em uma dada instituição. 
-Estudos Transversais ou de Prevalência: usados em saúde pública para avaliar e planejar programas de controle de doenças. Dados levantados num determinado ponto no tempo, especificamente para a obtenção de informações desejadas de grandes populações. São fáceis e econômicos, com duração de tempo relativamente curta.
-Estudo longitudinal: é um método de pesquisa que visa analisar as variações nas caraterísticas dos mesmos elementos amostrais (indivíduos, empresas, organizações, etc.) ao longo de um longo período de tempo. Os estudos longitudinais são muito usados na Psicologia, e também na Economia e Sociologia.
Bibliografia:
HOSSNE, William Saad. Metodologia Cientifica: para a área da saúde. São Paulo, Unicamp, 1984.
ROSENBAUM, Paul R.. Estudos Observacionais. 2nd ed. New York: Springer-Verlag, 2002.
WITTE, John S.; WITTE, Robert S. Estatística. LTC. 7a edição 2005. 506p
BUSSAB, Wilton. Estatística Básica. Saraiva. 5a edição 2006. 540p
Diego Ferrer
Diego Ferrer fez um comentário
Material muito interressante
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Diego Ferrer
Diego Ferrer fez um comentário
Material muito bom
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