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1 UNIVERSIDADE PAULISTA UNIP CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE CURSO DE FARMACIA. CITOLOGIA CLÍNICA RELATÓRIO DE LABORATÓRIO Prof. (a) LUCILEIDE MOREIRA. ALUNO= MARIO LOBATO=B502649 Manaus/Am 23 de Setembro de 2015 2 RELATÓRIO DE CITOLOGIA CLÍNICA Prof. (a) LUCILEIDE MOREIRA. ALUNO= MARIO LOBATO=B502649 Manaus/Am 23 de Setembro de 2015 Relatório desenvolvido para avaliação do conteúdo de citologia Clínica. Sendo a elaboração deste, referente à aula prática de Farmácia sobre citologia normais e alteradas de exame Papanicolau realizada no período do segundo semestre deste corrente ano na Turma A34 do 7 e 8 período de farmácia da Universidade Paulista UNIP. 3 SUMÁRIO Capa de rosto .......................................................................................................................pág-1 Contra capa...........................................................................................................................pág-2 Sumario.................................................................................................................................pág- 3 Introdução.............................................................................................................................pág- 4 Objetivos...............................................................................................................................pág-8 Materiais e métodos.............................................................................................................pág-8 Resultados e discussões.....................................................................................................pág-13 Conclusões...........................................................................................................................pág-14 Referências bibliográficas...................................................................................................pág-14 4 1 INTRODUÇÃO O exame citológico é uma das grandes ferramentas para auxiliar o médico no diagnóstico, prognóstico e na tomada de decisões frente a casos clínicos. Assim, a citologia clínica oferece inúmeras vantagens, uma vez que as técnicas de obtenção do material são muito simples, de baixo custo e muitas vezes proporciona resposta diagnóstica rápida, porém como toda técnica, nem sempre o parecer é definitivo. A grande maioria dos exames citológicos deve ser confirmada por exame histopatológico, devido à possibilidade do material colhido ser pouco representativo e também há restrições quanto à avaliação prognóstica, pois tal exame avalia somente as características de células isoladas ou em blocos, ao passo que o exame histopatológico permite avaliar a arquitetura do tecido como um todo, ou seja, a interrelação entre células, demonstrando grau de invasividade e avaliação de margens cirúrgicas, para exemplificar: obtenção de amostra somente do componente inflamatório de uma neoplasia infectada por bactérias. Uma terapêutica adequada é realizada após a interpretação correta dos exames laboratoriais (colpocitológico e histológico). Para isso, nunca deve-se definir diagnóstico com apenas um método, sendo necessários a realização de três métodos complementares (Colposcopia, citologia e histologia). A Colposcopia, por exemplo, têm como finalidade direcionar o local mais apropriado para a realização de biópsia e não definir o diagnóstico. Em uma lâmina histológica o processo de coloração facilita o reconhecimento dos compostos celulares. Como regra os núcleos captam os elementos basófilos dos corantes assumindo uma cor azul ou tom azulado. O citoplasma pode assumir uma cor rosa (eosinofílico) ou azul (cianofílico). Um dos métodos mais utilizados na citologia ginecológica é coloração de Papanicolaou. O diagnóstico citológico cervico-vaginal é feito através do Bethesda System, que é uma classificação “descritiva” da citologia cervico-vaginal que se propõe a fornecer interpretações de uma amostra citológica em termos diagnósticos não ambíguos. A inovação consiste em considerar como lesões intra epiteliais de baixo grau tanto as alterações celulares devidas ao papilovírus como a displasia leve (NIC I), e em unificar sobre o termo de lesões intra epiteliais de alto grau a displasia moderada (NIC II), a displasia acentuada (NIC II) e o carcinoma in situ (NIC III). FIGURA 1= mostram as lesões neoplásicas em ordem e normal. 5 A interpretação é realizada de acordo com a adequação das lâminas, as quais devem apresentar satisfatória ou insatisfatória. Para que seja satisfatória, a amostra deve apresentar identificação apropriada na lâmina, informações clínicas relevantes, número adequado das células epiteliais escamosas bem preservadas e bem visualizadas; um adequado componente endocervical zona de transformação. E quando a amostra apresentar ausência de identificação da paciente e/ou forma de requisição, lâmina quebrada e que não pode ser reparada, componente epitelial insuficiente, presença de sangue, inflamação, fixação deficiente, contaminação e outros componentes que prejudiquem a interpretação de aproximadamente 75% ou mais das células epiteliais, esta será designada como insatisfatória, o que indica que a amostra não é confiável na detecção de anormalidades epiteliais cervicais. ANATOMIA E HISTOLOGIA DO APARELHO GENITAL FEMININO • O aparelho genital feminino é constituído por vulva, vagina, útero (colo e corpo), trompas uterinas e ovários. • Possuem diversos tecidos que a permeiam e constituem, estes compreendem revestimento epiteliais dos diferentes órgãos e tecido de sustentação subjacente. • Epitélio Mapighiano ou Pavimentoso estratificado queratinizado � similar ao epitélio cervicovaginal a diferença reside na formação de uma camada superficial de células fortemente queratinizadas e anucleadas. Encontradas a nível de vulva,em alguns casos vagina,endométrio,colo.Tecido de sustentação rico em glândulas sudoríparas,sebáceas e folículos pilosos. • Epitélio Malpighiano ou Pavimentoso estratificado não queratinizado� encontrado nos lábios menores da vulva, e vagina e na exócervice, dividido em três camadas: o Profundas � duas fileiras de células basais, de forma arredondada, núcleo relativamente volumoso e citoplasma pouco abundante. o Intermediaria -�o mais espesso, com núcleo arredondado com cromatina finamente granulosa, citoplasma cianófilo com glicogênio. o Superficiais� com células grandes na última etapa de maturação celular, núcleos picnóticos, se contraem e são envolvidos por uma zona citoplasmática clara circular e estreita. • Epitélio cilíndrico endocervical �com células de forma cilíndrica que na fase proliferativa possui núcleo alongado e na porção basal do citoplasma, elaboram uma secreção chamada Muco cervical (claro abundante na fase estrogênica com hidratação e cristalização em folha de samambaia com ápice no período ovulatório, após fica viscoso, escasso e não mais permeável a esperma) • Junção exo-endocervical(JEC) junção escamo –colunar,é a junção entre células cilíndricas e escamosas,onde se avalia da melhor forma qualquer possível anormalidade. • Metaplasia malpighiana ou epidermóide é uma substituição total ou parcial onde a transformação acontece na junção (JEC). 6 •Células de sustentação de origem mesenquimatosa com fibroblastos de núcleo fusiforme. CITOLOGIA DO APARELHO GENITAL FEMININO • Células malpighianas superficiais possuem núcleo muito denso e picnóticos circulado por um halo claro e estreito provocado pela retratação as vezes possui grânulos citoplasmáticos pré-nucleares de pequeno tamanho,e natureza lipídica,pode se observar também células escamosas correspondendo ao desaparecimento do núcleo,com queratinização do citoplasma causando uma coloração amarelada. • Células malpighianas intermediárias como núcleo vesicular, arredondado ou ovalar com cromatina finamente granulosa,citoplasma cianófilo de forma elíptica.Na gravidez aparece uma célula navicular (forma de barco)por excesso de glicogênio assume coloração amarela por Papanicolau,também encontrada na menopausa. • Células malpighianas parabasais com núcleo que ocupa maior parte da célula com forma arredonda,núcleo vesicular,o citoplasma cianófilo tem contornos bem marcados,essas células são raramente encontradas pois requerem raspagem total. • Células malpighianas metaplásicas são geralmente parabasais isoladas ou agrupadas e sua abundância dependente da extensão,com citoplasma denso ou por vezes vacuolizado.A cromatina é finamente granulosa com acumulo de heterocromatina.As células metaplásicas são acompanhadas por células cilíndricas endocervicais. • Células cilíndricas endocervicais vistas pelo pólo apical com aspecto que compara a alvéolos de abelhas (parecem uma coméia), a aparência depende da fase do ciclo menstrual. • Células endometriais possuem células cilíndricas e do sistema glandular e a célula estroma,durante a menstruação elementos isolados ou de aglomerados de diversos tamanhos,os núcleos são pouco aparentes de tamanho superior a um linfócito. • Células acompanhando as células epiteliais são macrófagos de várias formas,fibroblastos são raros,leucócitos,plasmócitos e hemácias. • Flora vaginal normal possui microorganismos aeróbicos,anaeróbicos e facultativos que são saprofíticos,mas podem se tornar patogênicos. TÉCNICAS DE COLHEITA DE FIXAÇÃO E DE COLORAÇÃO • Recomenda-se não fazer o exame no período menstrual, não fazer lavagens, nem usar drogas vaginais, não ter relações sexuais 48h antes. • Lâmina fosca com identificação do paciente, e o esfregaço da esquerda para direita com fixador para se enviado a análise. 7 • Esfregaço vaginal � colhe a secreção do fundo de saco vaginal posterior com o abaixador de língua, sua vantagem é a diversidade de células encontradas, é primariamente indicado para mulheres com mais de 45 anos. Esfregaço cervical �realizado com a espátula de Ayre, atingindo a ectocévice e a endocérvice, na ectocévice se remove o excesso de muco, em rotação com a espátula • Obtêm a JEC, espalha na lamina e fixa-se. Na endocérvice geralmente faz uso da escova, com movimentos rotatórios gentilmente, do mesmo modo espalha sobre a lamina e fixa imediatamente. • A identificação do esfregaço deve ser realizada no momento da coleta, constando; nome, idade, última menstruação, relato de menopausa, anamese, antecedentes. • A noção da colheita correta tem que ter uma quantidade de células suficiente e do local adequado, evitando hemácias ou células do estroma por abrasão excessiva. • Para avaliação da função hormonal, faz-se colheita do terço superior da parede vaginal lateral, evitando-se a contaminação da amostra com material vulvar ou cervical. • Se a paciente for histerectomizada, faz-se raspado das paredes vaginais, e se virgem faz-se colheita do fluido vaginal com swab. • Fixação e fixadores: o principal objetivo da fixação é preservar o estado citomorfologico da célula e reter alguns elementos citoquímicos essenciais para coloração. • O agente fixador deve ser atóxico, ou volátil e seu preço deve ser razoável Pode ser: o Úmida como álcool a 95% serve de desidratante por desnaturar proteínas e as ácidos nucléicos tornando-os insolúveis e estáveis, onde o tempo mínimo de fixação é 15’. o Fixadores de cobertura, tem dupla função, fixam as células e quando secam promovem o aparecimento de um fino filme protetor, são de grande vantagem para transporte, e necessitam ser retirados quando for fixar. o A seco como o carbowax (álcool isopropilico e glicol o polietileno), que ao secar protege as células,mias usado pelo SUS,por praticidade e custo no fim do processo,possui uma película ao secar por ação do glicol,e o álcool é o fixador,resistem a uma semana de armazenagem sem perda significativas.Pode provocar também uma retração celular exagerada resultando em condensação da cromatina e perda dos detalhes nucleares. • Coloração todas são baseadas no mesmo princípio, são corantes nucleares que é a hematoxilina que por oxidação do oxido de mercúrio se transforma em hematéina, A hematoxilina cora de azul o núcleo. 8 • O Orange G a eosina, o verde luz e marrom de Bismark são corantes citoplasmáticos. O corante de Shorr confere contraste mais marcante no citoplasma das células escamosas (citologia hormonal), onde a células superficiais coram em laranja –avermelhado, as parabasais de verde –azulado e núcleo de vermelho. • Coloração por Papanicolau a hematoxilina por oxidação se transforma em hematéina corando o núcleo de azul. • Para montagem da lamina depois da coloração coloca-se entre a lamina e lamínula o balsamo e observa-se na objetiva de 10 se tiver algo que chame atenção observa na de 40, e circula para observar novamente, lendo a lamina em zique –zaque. • Depois se observa se no arquivo do laboratório possui algum exame, se tiver armazenar junto, só deve ser recebida se possuir no mínimo idade, última menstruação anamese. • Apenas células da zona atípica são submetidas a objetivas de 40x e o exame deve ser mais minucioso, as anomalias celulares devem ser realçadas na lamina através de marcação com tinta insolúvel na água. 2 OBJETIVOS: Identificar alterações colpocitopatológicas e anatomopatológicas da citologia clínica; Interpretar um laudo colpocitopatológico e Anatomopatológico. 3 MATERIAIS E METODOS: 3.2 Práticas 3.2.1 • Microscópio • Lâminas citológicas biblioteca da faculdade. • Critérios citomorfologico de malignidade observados na lâmina: • Citoplasma com afinidade tintorial diferente; • Células de formados anômalos; • Vacuolizações atípicas → coilocitose → HPV; • Células em anel de sinete; • Nucléolos evidentes e múltiplos; • Cariomegalia; • Hipercromazia; • Aglomerados de células; • Células alongadas (morfologia alterada); • Membrana nuclear grosseira e irregular. 9 3.2.2 Lâminas Metaplasia Escamas córneas São células escamosas superficiais anucleadas encontradas em esfregaços vaginais onde existe processo de queratinizarão, prolapso uterino e leucoplasia. Podem ser observadas na contaminação vulvar pelo espículo ou na bolsa rota de gravidez com o feto maduro. Este achado é preocupante em mulheres grávidas, indicando o rompimento da bolsa. Células provenientes da zona de transformação ou JEC. A metaplasia é um processo fisiológico e comum em mulheres menacmes (mais velhas, acima de 30 anos) e são encontradas estas células até o 12º dia do ciclo menstrual. A presença destas células não indicam a necessidade de tratamento ou cuidado especial. 10 Pérolas córneas Hipercromazia Núcleos alterados ao centro da imagem São grupamento concêntricos de células escamosas bastante eusinofílicas, em geral associadas ao processo de metaplasia escamosa madura. São desprovidas de significado diagnóstico;exceto se houver atipia nuclear onde são relacionadas com o carcinoma de células escamosas. Estas células são mais estudadas na histopatologia e são processos resultantes de traumas (hiperqueratinização). 11 Atipias inflamatórias: NIC1: Esfregaço endocervical. Células endocervicais apresentando pequenos vacúolos citoplasmáticos e núcleos discretamente aumentados, presumivelmente como consequência da inflamação. Na NIC 1 existe camada de células basais bem definidas; diferenciação escamosa para superfície; estratificação horizontal; mitoses e figuras mitóticas acima da lamina basal 12 NIC2 E NIC3: 3.2.3 Prática 1 – Visualização de células normais: Células intermediárias (em verde) Adequabilidade do material: Satisfatória Epitélios representados na amostra: escamoso, glandular, metaplásico. Alterações celulares benignas reativas ou reparativas: inflamação, metaplasia escamosa imatura. Células parabasais com núcleo aumentado, contornos nucleares irregulares, com anisocariose e anisocitose em uma população homogênea de células 13 FIGURA= células superficiais, intermediárias, parabasais, metaplásicas; Conclusão: negativo para neoplasia. 4- Resultados e discussões: Foram vistos no laboratório de microscopia as principais lâminas de exames citológicos de Papanicolau com achados de células epiteliais sadias, assim como, as comprometidas com estágios diferentes de neoplasia nic1 nic2 e nic3 foram achados também vestígios hemorrágicos, Hipercromazia e aglutinações de células deste tipo trazendo um sugerido resultado positivo para o câncer de colo do útero para algumas lâminas. 14 5- Conclusões: A evolução ao longo dos anos nos estudos das classificações das lesões, da nomenclatura e das terapias de diagnóstico foi de suma importância para a conduta no tratamento das lesões. Os programas de prevenção do câncer de colo uterino e a divulgação se tornam fundamentais na tentativa de diminuir as lesões que acometem a cérvice uterina. No entanto este relatório elucidou as principais diferenças citomorfológicas entre as lesões de baixo e alto grau e de células normais. 6- Referências bibliográficas: � Citologia clínica: disponível em: http://www.ebah.com.br/content/ABAAABIUUAA/citologia-clinica � Citologia - Relatório de aula prática disponível em: http://www.ebah.com.br/content/ABAAABDVoAJ/citologia-relatorio-aula-pratica# � ASPECTOS CITOMORFOLÓGICOS E HISTOMORFOLÓGICOS DAS LESÕES INTRA-EPITELIAL ESCAMOSA DE BAIXO GRAU (LSIL) E DAS LESÕES INTRA-EPITELIAL ESCAMOSA DE ALTO GRAU (HSIL) Disponível em : http://www.ccecursos.com.br/img/resumos/citologia/05.pdf.