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DISTÚRBIOS DO POTÁSSIO: 
VOCÊ SABE MANEJAR 
ADEQUADAMENTE?
DISTÚRBIOS 
DO POTÁSSIO
VINHETA DE ABERTURA
VINHETA DE ABERTURA
CASO CLÍNICO
੦ Marcos 
੦ 70 anos
CASO CLÍNICO
੦ HAS 
੦ insuficiência cardíaca classe 2 AHA
੦ dislipidêmico
੦ DRC estágio 3B
੦ medicações em uso
• losartana 50 mg 2x dia
• AAS 100 mg/dia
• sinvastatina 20 mg/dia
• espironolactona 50 mg/dia
• carvedilol 12,5 mg 2x dia
CASO CLÍNICO
੦ chega ao PS por queixa de mal-estar 
inespecífico e dor nas pernas (sic)
੦ sem intercorrências relevantes recentemente, 
porém com ganho de peso; relata abuso de 
frutas (sic)
੦ quanto às medicações, o cardiologista associou 
espironolactona recentemente, coincidindo com 
seu mal-estar
CASO CLÍNICO
Exames laboratoriais do PS
੦ creatinina 1,7 mg/dL
੦ ureia 60 mg/dL
੦ K 6,8 mEq/L
੦ Na 142 mEq/L
੦ Hb 12,8 g/dL; leuco 4.500
੦ PCR 1,1
੦ bicarbonato 24,4 mEq/L
੦ urina tipo I – sem alterações relevantes
੦ CPK 350
CASO CLÍNICO
੦ PA 130x75 mmHg
੦ FC 60 bpm
੦ afebril
੦ sem edemas
੦ hidratado – sem sinais de depleção volêmica
੦ contactuante, orientado
੦ sem alterações relevantes ao exame físico do PS
CASO CLÍNICO
EQUILÍBRIO DO POTÁSSIO
Essencial para diversas funções celulares
Importância no potencial de repouso das membranas
celulares
Cátion predominantemente intracelular
70% potássio corporal está nos compartimentos musculares
 15 mEq/L) – principais causas de 
hipocalemia
1. diuréticos de alça e tiazídicos
2. ATB – aminoglicosídeos, anfotericina
3. excesso de aldosterona – hiperaldosteronismo
4. hipomagnesemia
5. nefropatias perdedoras de sal
HIPOCALEMIA – ASPECTOS GERAIS
Perdas gastrointestinais (Ku 5,5 mEq/L
Mecanismos
Consumo excessivo – alimentos ricos em potássio, 
principalmente em pacientes com DRC em estágio
avançado
Redução da eliminação renal
1. DRC em estágios avançados
2. medicações – iECA/BRA/espironolactona
3. hipoaldosteronismo
HIPERCALEMIA – ASPECTOS GERAIS
Injúria celular maciça
1. rabdomiólise
2. isquemia
3. hemólise maciça
4. lise tumoral
HIPERCALEMIA – ASPECTOS GERAIS
Mecanismos de redistribuição (shift) de potássio
do intracelular para o extracelular
1. acidose metabólica
2. betabloqueadores
3. hiperglicemias
Célula
Acidose
Hiperglicemia
B-bloqueadores
K do 
intracelular 
para o plasma
#IMPORTANTE
HIPERCALEMIA – DROGAS COMUMENTE ASSOCIADAS
੦ digitálicos
੦ espironolactona
੦ betabloqueadores
੦ inibidores de enzima conversora de angiotensina 
(iECASs) 
੦ bloqueadores dos receptores da angiotensina II 
(BRAs)
੦ ciclosporina
RETOMANDO O CASO CLÍNICO
K 6,8 mEq/L – fatores de risco para a instalação do 
distúrbio
Doença renal crônica – principal fator de risco para 
hipercalemia
Medicações – diurético poupador de potássio 
(espironolactona), BRA (losartana) e betabloqueador 
(carvedilol)
Ingesta excessiva de frutas
É raro ocorrer hipercalemia 
sem disfunção renal
HIPERCALEMIA – QUADRO CLÍNICO
Gravidade da apresentação clínica tem relação
com velocidade de instalação e intensidade da 
hipocalemia (> 6,0 mEq/L)
Assintomáticas
Sintomas musculares (afeta contração muscular) –
dores, cãibras etc.
Alterações no sistema de condução cardíaco –
gravidade relacionada à possibilidade de arritmias
fatais **
#CAI NA PROVA
HIPERCALEMIA – ALTERAÇÕES 
ELETROCARDIOGRÁFICAS
Alterações ECG
Complexo QRS
K sérico aproximado 
(mmol/L)
Alterações ECG
4-5 Normal
6-7 Onda T apiculada
7-8
Achatamento de onda P,
Prolongamento intervalo 
PR
Depressão segmento ST
Onda T apiculada
8-9
Prolongamento QRS
Taquiarritmias complexas
>9
Taquiarritmias complexas
Ritmo sinusoidal
#CAI NA PROVA
HIPERCALEMIA – TRATAMENTO
PRINCÍPIOS GERAIS DO TRATAMENTO
SEMPRE realizar ECG quando houver hipercalemia
3 diferentes mecanismos
੦ cardioproteção – gluconato de Ca++
੦ medidas de shift celular – transferência de 
potássio do extra para o intracelular
੦ medidas de espoliação
TRATAMENTO
GLUCONATO DE CÁLCIO 10%
Aplicar 10 mL (1 ampola) em 10 minutos – dose 
pode ser repetida até a reversão das alterações de 
ECG associadas a hipercalemia
SEMPRE utilizar quando houver alteração de ECG.
Efeito cardioprotetor – altera o limiar do potencial
de ação das fibras de condução cardíaca. 
Não altera a [K] sérico.
Início de ação: 1 a 3 minutos.
Tempo de duração: 30 a 60 minutos.
Glicoinsulinoterapia (glicose 50% + insulina)
Medida de translocação do K do extra para o 
intracelular
Dose: 10 U.I. de insulina regular + 50 mL de G50%
Início de ação: 15 a 30 minutos
Tempo de duração: 4 a 6 horas
Risco de hipoglicemia
Evitar em crises hiperglicêmicas agudas
TRATAMENTO – MEDIDAS DE TRANSLOCAÇÃO
Beta-2 agonista inalatório (fenoterol)
Medida de translocação do K do extra para o 
intracelular
Dose: 5 a 10 mg (10 a 20 gotas) via NBZ
Início de ação: 15 a 30 minutos
Tempo de duração: 2 a 4 horas
Atenção ao risco de taquicardia, especialmente em 
cardiopatas
TRATAMENTO– MEDIDAS DE TRANSLOCAÇÃO
Bicarbonato de sódio 8,4% (1mL = 1mEq)
Medida de translocação do K do extra para o 
intracelular
Dose: 1 mEq/Kg (50 a 100 mEq) via EV
Início de ação: 15 a 30 minutos
Tempo de duração: 1 a 2 horas
Atenção ao risco de hipervolemia, especialmente em 
pacientes com DRC oligúricos e não respondedores a 
diuréticos
Associado também na presença de acidose
TRATAMENTO – MEDIDAS DE TRANSLOCAÇÃO
Diurético de alça (furosemida)
Medida de expoliação de K via tubular (renal)
Dose: 20 a 40 mg, via EV, a cada 6 horas
Início de ação: de 30 minutos a 2 horas
Tempo de duração: 1 a 2 horas
Indicado para pacientes hipervolêmicos
Evitar em pacientes com depleção hídrica 
(desidratados), já que essa pode ser uma das causas da 
hipercalemia
Evitar em DRC estágio 5 anúricos, já em diálise
TRATAMENTO – MEDIDAS DE EXPOLIAÇÃO
Poliestirenosulfonato de cálcio
Medida de expoliação de K via intestinal, eliminando 1 
molécula de K em troca da absorção de Ca
Dose: 30 a 60 g, via oral, enteral ou retal, a cada 6 a 8 
horas
Início de ação: 1 a 2 horas
Tempo de duração: 4 a 6 horas
Medida de não urgência
TRATAMENTO – MEDIDAS DE EXPOLIAÇÃO
Hemodiálise
Medida mais efetiva de expoliação de K
Início de ação: 15 a 30 minutos de HD
Remoção de K por sessão: 200 - 300 mEq
Medida urgência, especialmente em DRC estágio 5, 
dialítico anteriormente ou não
Refratariedade das outras medidas
Anúricos
TRATAMENTO – MEDIDAS DE EXPOLIAÇÃO
CASO CLÍNICO
੦ Marcos 
੦ 70 anos
DESCOMPLICANDO
Hospitalar
੦ alteração eletrocardiográfica – administração de 
gluconato de cálcio 10%, 1 ampola via EV 
(reversão da onda T apiculada)
੦ poliestireno sulfonato de cálcio
੦ inalação com B-2-agonista (fenoterol)
੦ glicoinsulinoterapia
੦ K após medidas = 5,1 mEq/L
CONDUTA PARA A HIPERCALEMIA
DESCOMPLICANDO
Ajustes para a alta hospitalar
੦ suspensão do espironolactona/a princípio 
manutenção das demais medicações
੦ encaminhamento para acompanhamento 
nutricional/atenção com a ingesta excessiva de 
frutas
੦ seguimento nefrológico especializado
CONDUTA PARA A HIPERCALEMIA
DISTÚRBIOS DO POTÁSSIO: 
VOCÊ SABE MANEJAR 
ADEQUADAMENTE?

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