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MEMBRANA CELULAR ANIMAL 
 
➔ Estrutura que delimita a célula, arcabouço que contém todo o material celular 
➔ Semipermeável (tamanho da molécula/carga elétrica/polaridade) e seletiva (controle 
ativo/especificidade) 
 
 
 
MOSAICO FLUIDO: deslocamento lateral das moléculas presentes na membrana, permite que a célula 
mude sua forma e se adapte às condições 
 
● Proteínas integrais: atravessam totalmente a MP, possuem regiões hidrofóbicas e hidrofílicas 
➢ Transmembranas ou monotópicas 
- Transporte passivo para substâncias hidrossolúveis (íons, glicose, ureia, …) 
- Transporte ativo 
 
● Proteínas periféricas: associadas à superfície interna ou externa da MP 
- Ancoragem, transdução de sinais, atividade enzimática 
 
● Carboidratos de membrana 
- Localizados no lado exterior 
- Maioria com carga negativa (carboxilatos e fosfatos), conferem carga negativa às PTN 
- Pontos de ligação entre diferentes céls, adesão (ex: caderina) e reconhecimento celular 
- Receptores hormonais, podendo emitir segundos mensageiros p/ cascata de reações 
- Podem funcionar como marcadores imunológicos de membrana 
 
Passagem de substâncias pela membrana 
➢ Subst. lipossolúveis: através da bicamada lipídica 
➢ Subst. hidrossolúveis: através das PNT da membrana 
 
Canais iônicos 
➢ Passivos: permanecem permeáveis à passagem de íons 
indefinidamente, difusão nas duas direções. 
➢ Ativos: voltagem-dependentes 
➢ Inativos: com partícula inativadora que fecha o canal 
indepentemente da voltagem 
OBS: TODO canal inativo é voltagem-dependente 
 
Seletividade do canal iônico 
1) Cargas do canal e do íon OPOSTAS 
2) Camada de solvatação e diâmetro efetivo do íon 
3) Compatibilidade entre a camada de solvatação e o ponto de contato do canal 
 
 
 
 
Canal de K+ Canal de Na+ 
 
 
Bomba de Na+/K+ ATPase: mantém o gradiente de íons 
➢ Move os íons CONTRA O GRADIENTE DE CONCENTRAÇÃO com gasto de ATP 
● Expulsa 3 íons de Na⁺ para o meio externo e traz 2 íons K⁺ para o citoplasma 
➢ Controla o influxo de água 
● Na⁺ atrai as moléculas de água para o meio externo 
OBS: a bomba independe da voltagem, irá atuar caso haja disponibilidade de ATP 
 
Potencial de equilíbrio de difusão passiva: não há movimento líquido do íon 
➔ Exemplo: Na⁺ (principal íon extracelular) 
1) Na⁺ entra passivamente na célula por canais de difusão 
2) Com a entrada dos íons positivos, o meio extracelular fica cada vez mais negativo, gerando uma 
força elétrica no sentido contrário da difusão 
3) Quanto mais Na+ entra, mais o meio externo fica negativo, até que FORÇA DE ATRAÇÃO = 
FORÇA DO GRADIENTE (com direções opostas) 
4) Concentrações finais de íons Na⁺ intra e extracelulares não são iguais devido ao equilíbrio das 
forças, impedindo que mais íons Na⁺ entrem na célula 
 
 
OBS: sem gasto energético para que o ponto de equilíbrio seja alcançado 
 
E ⁺= -80 mV (proporção 1:20 - 5mM no EXTERIOR e 100 mM no INTERIOR) 
➔ A partir de -81 mV (mais negativo): entrada de K⁺ 
➔ A partir de -79 mV (mais positivo): saída de K⁺ 
 
Eᴺᵃ⁺= 62 mV (proporção 10:1 - 150 mM no EXTERIOR e 15 mM no INTERIOR) 
➔ A partir de 61 mV (mais negativo): entrada de Na⁺ 
➔ A partir de 63 mV (mais positivo): saída de Na⁺ 
 
OBS: caso o potencial de membrana seja MAIS POSITIVO que o potencial de equilíbrio de um íon, o 
gradiente químico favorece a SAÍDA do íon. Quanto maior a diferença, maior o grad 
 
Potencial de membrana 
❖ Todas as membranas celulares têm um potencial de membrana que é utilizado para: 
➔ condução de impulsos elétricos (ex: neurônios) 
➔ gerar impulsos elétricos (ex: céls no nodo sinusal) 
➔ tornar-se excitável ao estímulo elétrico (ex: céls musculares) 
● Constante e estável em uma cél em repouso 
● O potencial de memb é dado pela diferença de voltagem entre o meio interior e meio o exterior 
(Vmemb = Vint - Vext) 
➔ Se o valor for NEGATIVO, o meio interno está mais negativo que o exterior 
 
❖ Potencial de repouso típico: -65mV, mantido quando a cél não está gerando impulso 
 
Potencial de Ação 
➢ Impulso elétrico (variação de voltagem), limitado no tempo, que é conduzido através da membrana 
de um neurônio para a transmissão de sinais. 
● Fases: repouso, despolarização (lenta e rápida), repolarização e hiperpolarização 
 
 
I. Repouso 
● Constante e estável até que um PA proveniente de outra parte da membrana celular chegue até 
ele. 
● Mantido por dois fatores: potencial de equilíbrio de difusão passiva dos íons e bomba de sódio e 
potássio ATPase 
 
II. Despolarização 
● Primeira fase efetiva do PA, fase de crescimento 
● Fator que desencadeia: entrada de grande quantidade de íons Na⁺ para o interior da cél 
 
❖ Despolarização lenta: 
 
- Quando um PA se aproxima de um local da membrana em repouso, o excesso de Na⁺ presente na 
região já afetada PA passa para o segmento seguinte do axônio por difusão a favor do gradiente de 
concentração e do gradiente elétrico. 
- A elevação da concentração do Na⁺ no segmento seguinte causa um lento aumento do potencial (mais 
positivo). 
- Isso ocorre até que se alcance o Limiar para o disparo do Potencial de Ação, onde os canais de sódio 
voltagem-dependentes se abrem, provocando uma entrada maciça de íons Na⁺ no meio intracelular. 
 
 
 
❖ Despolarização rápida 
- Fase em que todos os canais voltagem-dependente de sódio estão abertos sem a ação da partícula 
inativadora, a entrada de sódio é rápida e intensa. 
- Em um determinado ponto, normalmente com a DDP significativamente positiva, o sódio para de entrar 
na célula devido ao acúmulo de cargas positivas no seu interior, cessando a ascensão da onda elétrica 
do potencial de ação. 
 
III. Repolarização 
● Fator que desencadeia: inativação dos canais de Na⁺ e saída de íons K⁺ pelos canais 
● Os canais voltagem-dependentes de K⁺ começam se abrir pouquíssimo tempo após os de Na⁺, mas de 
maneira lenta e gradual, estando totalmente abertos depois que a despolarização já ocorreu 
● A repolarização termina quando a membrana atinge seu potencial de repouso novamente 
 
IV. Hiperpolarização 
● A célula perde mais cargas positivas de íons K⁺ do que deveria para atingir o repouso 
● Isso ocorre porque os canais voltagem-dependentes de K⁺ são lentos para fecharem-se, causando um 
extravasamento adicional de cargas positivas para o meio externo. 
 
OBS: no final do PA, os gradientes de [ ] dos íons estão completamente fora dos padrões normais. Para que 
haja um retorno às [ ] normais é necessário o funcionamento da bomba de Na⁺ e K⁺, eliminando o excesso de 
Na⁺ e trazendo íons de K⁺ para o meio intracelular. 
 
Período refratário: período de tempo no qual uma fibra excitável não consegue ser ativada (despolarizada) 
➔ os canais de sódio voltagem-dependente, responsáveis pela ativação do PA, estão abertos, porém se 
encontram inativados pela partícula inativadora 
 
 
● Absoluto: nenhum PA pode ser 
produzido, por maior que seja o 
estímulo elétrico. 
● Relativo: fase onde estímulos 
normais não geram um novo PA, 
pelo fato de que alguns canais 
voltagem dependente de sódio 
ainda estão inativados, mas, um 
estímulo maior pode gerar um PA, 
pois alguns canais voltagem 
dependentes de sódio já se 
encontram sem a partícula de 
inativação. 
 
 
Propagação do potencial de ação na membrana celular 
 
❖ Potencial graduado: uma diminuta mudança no potencial da membrana que é proporcional ao 
tamanho do estímulo, percorrem curtas distâncias na membrana neuronal e eventualmente 
desaparecem. 
❖ Tudo-ou-nada: o PA pode ou não ocorrer, mas, quando ocorre, será sempre do mesmo tamanho 
(amplitude invariável) 
 
➔ Quanto maior o diâmetro do axônio, maior a velocidade de condução do estímulo 
 
Bainha de mielina: formada pela membrana celular de uma célula de Schwann., que dá várias voltas e 
envolve a fibra neuronal. Composição lipídica = ISOLANTE ELÉTRICO. 
 
➢ Nódulos de Ranvier: regiões 
desprovidas de mielina e com 
alta densidade de canais de 
sódio voltagem-dependentes. 
➢ A bainha demielina impede o 
fluxo de íons pela membrana 
axonal; aumento da 
resistência transmembranar e 
diminuição da perda de 
corrente iônica através da 
membrana 
➢ Nos nódulos de ranvier, 
canais se abrem com a 
chegada da corrente elétrica 
passiva, em resposta à 
despolarização local 
➢ A abertura dos canais permite o 
influxo de Na+ e a 
regeneração do PA, 
mantendo sua amplitude e velocidade. 
 
TRANSMISSÃO SINÁPTICA 
 
 
Por que a transmissão sináptica é essencial? 
↪ Mesmo os comportamentos mais simples envolvem transmissão de informação de um neurônio para 
outro (ou para outro tipo celular) 
 
REFLEXO PATELAR 
Estiramento da musculatura -> neurônio sensoriais são sensibilizados, são despolarizados e disparam o 
PA, que é enviado para a medula 
 
Sinapse: área de junção entre duas células (entre dois neurônios ou entre um neurônio e órgão alvo). 
estrutura FÍSICA. 
Transmissão sináptica: quando ocorre a transmissão de informação. ATIVIDADE. 
 
Sinapse elétrica (transmissão direta): 
● Íons transmitidos de uma cél para outra diretamente. 
● Contato direto entre os citoplasmas de duas células por meio de proteínas (conexinas), junções 
abertas (“gap junctions”)/junções comunicantes - presentes nos músculos liso e cardíaco, células 
gliais e pouco frequentes em neurônios; mais frequentes no desenvolvimento e são substituídas no 
SNC posteriormente. 
● Alta velocidade de transferência de informações 
● Maioria excitatória (a resposta na célula pós-sináptica é de despolarização, a aproximando do limiar 
de disparo para geração do potencial de ação) 
● 1 PA na fibra pré sináptica = 1 PA na fibra pós sináptica 
● Permanentemente abertas, mas podem fechar em algumas situações patológicas (ex: excesso de 
cálcio) 
 
Sinapse química (mediador químico): 
● Mediada por neurotransmissores 
● Fenda sináptica sem contato direto entre o citoplasma das células 
● Excitatória (despolarizante) ou inibitória (hiperpolarizante) 
● 1 PA na fibra pré-sináptica nem sempre equivale a 1 PA na fibra pós-sináptica -> a somação 
(espacial ou temporal) de despolarizações oriundas de vários axônios podem originar o disparo do 
potencial de ação numa única célula. A mesma cél pode receber estímulos excitatórios e inibitórios, 
com pequenas intensidades de despolarização e hiperpolarização. Uma parte dos cátions que 
entram na célula são difundidos e “se perdem” mas uma parte chega na zona de disparo, que irá 
gerar o PA caso haja íons suficientes. 
● ZONA DE GATILHO (cone axonal): possuem canais de sódio dependentes e canais de potássio 
para a ativação do potencial de ação. Os íons chegam na zona de gatilho pela energia cinética 
iônica e pelo movimento aleatório dos íons. 
● Quanto menos neurotransmissores, menor a intensidade da resposta 
 
 
 
OBS: Um mesmo neurotransmissor pode ser excitatório ou inibitório 
OBS: Em geral, não há potencial de ação no dendrito e nem no corpo celular. 
 
> Na cel pré-sináptica, existem vesículas com membrana lipídica que englobam os neurotransmissores. O 
neurotransmissor é liberado na fenda sináptica e liga-se a proteínas de membrana da célula pós sináptica, 
que sai do repouso e pode (ou não) disparar o potencial de repouso. 
> As vesículas ficam ancoradas no citoesqueleto 
 
> As sinapses inibitórias desempenham diferentes funções no SN, como o relaxamento de músculos 
antagonistas para a contração de um músculo para o movimento, e na transmissão e modulação da dor 
(neurônios causam a hiperpolarização para “atrapalhar” o caminho dos potenciais de ação do órgão 
sensitivo até o córtex pré-frontal) 
 
> Anestésicos, como a beta-endorfina (endógena), é liberada pelo corpo em certas situações, como nos 
exercícios físicos. Ela causa a hiperpolarização neuronal e diminui a intensidade da dor, por isso uma 
lesão ocorrida durante o exercício pode ser percebida apenas após o final da atividade. 
 
> A inibição da contração muscular é feita pela acetilcolinesterase (enzima hidrolase que degrada o ACh em 
colina e ácido acético, ocorre na fenda sináptica), evitando espamos ou paralisia. Utilizados em condições 
como a doença de Alzheimer, miastenia gravis e glaucoma. 
 
OBS: Uma das classes de agrotóxicos é a de organofosforados (2ª classe a ser produzida) foi banida pois 
matam em altas doses, são usados nas lavouras e resquícios chegam na dieta humana, sem interferência. 
O mecanismo de ação é a inibição da AChe, provocando um excesso de ACh na fenda sináptica, 
hiperestimulando células colinergicas 
Síndrome colinérgica: ativação muito forte do SNA 
 
Praticamente todas as regiões dos neurônios podem gerar sinapses 
- Axodendrítica (1ª + comum) 
- Axossomática (2ª + comum) 
 
- Axoaxônica: entre dois axônios, grande intensidade por estar localizado no início do axônio e 
próximo à zona de disparo 
 
> Anestésicos imitam neurotransmissores (são agonistas, se ligam no mesmo receptor) para causar uma 
resposta inibitória 
> Analgésicos não atuam diretamente na redução da dor, mas reduzem a resposta inflamatória e, 
consequentemente, a liberação de substâncias químicas (como citocinas inflamatórias) que estimulam o 
desenvolvimento da dor no córtex 
 
Neuroplasticidade: capacidade de um neurônio de se modificar em resposta a um estímulo. 
> A sinapse pode ser fortalecida com o aumento de receptores. 
 
ETAPAS ENVOLVIDAS NA TRANSMISSÃO SINÁPTICA 
 
Eventos pré sinapticos 
1) Síntese e armazenamento de neurotransmissores 
- Peptídeos: síntese e armazenamento em vesículas ocorre no corpo celular (soma), vesículas 
transportadas por transporte axonal até o terminal axonal, até a hora de serem liberados 
- Monoaminas e aas: síntese e armazenamento em vesículas ocorre no terminal axonal 
OBS: em alguns neurotransmissores, as etapas finais de síntese ocorrem dentro da própria vesícula 
 
2) Liberação de neurotransmissores 
- Chegada do PA no terminal axonal para que ocorra a liberação do neurotransmissor 
 
> Abertura dos canais de sódio 
> Abertura dos canais de cálcio voltagem-dependentes 
> Entrada do cálcio no terminal axonal 
> Liberação de vesículas do citoesqueleto 
> Migração das vesículas para a membrana do terminal (zonas ativas, mais densas e com altas 
concentração de PTN para a fusão da vesícula c o terminal) 
> Fusão da vesícula com a membrana e liberação dos neurotransmissores na fenda sináptica 
> Reciclagem da vesícula para reenchimento 
 
 
v-SNARE: PTN que possui prolongamentos que auxiliam na fusão da vesícula com a membrana do 
terminal. Também existem t-snares no terminal. 
sinapsina: PTN que liga uma vesícula na outra ou a vesícula no citoesqueleto, mantém sua ancoragem 
 
> o cálcio ativa a CAMK-II, proteína quinase dependente de cálcio e calmodulina (obtida na dieta e 
presente no meio intracelular), responsável pela fosforilação da sinapsina, que tem uma alteração de suas 
interações químicas e elétricas e, consequentemente, uma mudança conformacional. Assim, ela 
“desprende” a vesícula do citoesqueleto. 
 
Botulismo 
● Bactéria produz no seu metabolismo uma toxina que é captada pelo neurônio na junção 
neuromuscular, a qual extravasa para o citoplasma e cliva as t-SNARES e as v-SNARES. Assim, 
não há a fusão da vesícula com a membrana e a liberação de neurotransmissores (acetilcolina) na 
fenda sináptica, impedindo a contração muscular. 
● Afeta o neurônio motor inferior (último da cadeia), resposta de flacidez, impede a liberação da ACh 
(acetilcolina) 
 
> Toxina botulínica utilizada na medicina: p/ pacientes com sudorese excessiva (reduz a contração da 
glândula sudorípara), pacientes com paralisia cerebral (para cessar contrações involuntárias e reduzir a 
dor) e na estética no BOTOX (atua na musculatura adjacente para reduzir rugas que aparecem 
naturalmente por contração repetitiva; reaplicado periodicamente pois o organismo demora meses para 
metabolizar e eliminar a toxina) 
 
Tétano 
● Causa a degradação da SNARE pela toxina tetânica 
● Afeta o neurônio motor superior, em céls inibitórias do SNC● Causa espasmos e contrações musculares (resposta excitatória) 
● Bloqueia os neurotransmissores GABA e glicina 
 
> a resposta motora é resultado do balanço das sinapses inibitórias e excitatórias 
 
Destino dos neurotransmissores 
1) Remoção da fenda sináptica 
➢ Difusão: Pode se difundir e sair da fenda sináptica, caindo na circulação sanguínea. Não estimula 
a célula subsequente 
➢ Degradação enzimática: ao ser degradado, os produtos da reação não conseguem atuar na célula 
➢ Recaptação: quanto o neurotransmissor cai na fenda sináptica, um dos seus trajetos é se ligar ao 
transportador pré-sináptico e ser transportado novamente para a célula que o liberou, onde será 
reutilizado 
➢ Captação : podem ser captados por outra célula. 
 
Por que mecanismos de remoção de neurotransmissores são necessários? 
Evitar resposta excessiva na célula pós-sináptica (hiperestimulacao ou hiperinibicao) 
Regula as respostas dos neurotransmissores, garantindo que só haja resposta enquanto haja estímulo 
 
Inibidores de ACh também são utilizados no tratamento de pacientes com demência 
Anti-colinesterásicos: inibem a AChe 
O aumento de ACh na fenda sináptica diminui os efeitos da perda de neurônios colinergicos, auxiliando na 
restauração dos níveis fisiológicos 
 
Usuários de metanfetamina têm seus transportadores de dopamina bloqueados, impedindo que o 
neurotransmissor seja receptado e gerando um excesso de dopamina na fenda sináptica e hiperestimulo 
 
A longo prazo, mecanismos endógenos tentam regular esse processo, como a invaginação de receptores, 
diminuindo a quantidade. Caso a pessoa pare de usar a droga, os níveis de dopamina voltam ao normal, 
mas, com a invaginação de receptores, níveis normais não causam a mesma resposta na membrana pós 
sináptica, sendo necessária uma dose maior -> TOLERÂNCIA 
 
Anti-depressivo inibidor seletivo da recaptacao de serotonina (ISRS) 
Uma parte dos pacientes tem uma deficiencia no sistema sertoninergico e uma forma de tentar mitigar é 
aumentando a quantidade de serotonina na fenda 
Bloqueio do transportador, então a serotonina fica mais tempo da fenda sináptica 
 
O glutamato não tem transportar para ser devolvido à célula, as células de gula metabolizam o glutamato e 
o devolvem para a célula pré sináptica para reutilização 
 
2) Ligações com receptores pré-sinápticos (autorreceptores - automodulação - e heterorreceptores 
-outro neurônio libera neurotransmissor que se liga a um receptor de outra célula -): quando o 
neurot cai na fenda, se liga a essa proteína e não é transportado de volta para a célula, mas atua 
ativando o mecanismo de feebdback 
- negativo: reduz a liberação de neurotransmissores 
- Positivo: aumenta a liberação de neurotransmissores 
 
O que define se o modulador vai causar uma resposta inibitória ou excitatória? 
O próprio receptor pós sináptico. Caso o receptor estimule a despolarização, a entrada de cations, a 
resposta será estimulatória e vice-versa 
 
3) Ligação com receptores pós-sinápticos 
- quanto o NT se liga na cel pós sináptica, a cel sai do repouso 
 
Neurotransmissores (NT): Subst produzida pelo neurônio, que é liberada na fenda sináptica que afeta 
outra célula (neurônio ou fibra muscular) de modo específico e localizado 
 
Principais tipos 
 
Monoaminas (c/ grupamento amina NH2) 
Serotonina: diferentes papéis a depender da região onde está expressa, atua tb no sistema digestivo. No 
SNC, tem papel na modulação do humor, motivação, prazer 
Histamina: presente tb no sistema imuno (envolvido em processos alérgicos), presente no SNC como NT e 
inibe a transmissão sináptica de neurônios que produzem histamina, sistema ativador reticular ascendente, 
dificulta a vigília 
IBS: alguns anti-histamínicos não causam sono pois não atravessam a barreira hemato-encefalico, só 
exercem efeito na área periferica 
Catecolaminas- 
dopamina: afetada pelas drogas de abuso 
noradrenalina: presente no SNC 
adrenalina 
 
Aminoácidos 
Glutamato: resposta excitatória 
Glicina: resposta inibitoria 
Aspartato 
Ácido gama-aminobutirico (GABA): resposta inibitória 
 
Peptídeos (+50) 
 
Encefálicas 
Substância P 
Vasopressina 
Endorfina 
Ocitocina: contração uterina e facilita a formação de conexões emocionais entre pessoas 
Gastrina 
Somatostatina 
 
Outras 
Acetilcolina, ATP, Adenina 
 
Na doença de Parkinson, os neurônios que liberam dopamina não conseguem completar o circuito 
nigroestriatal 
 
Eventos pós sinapticos 
 
1) ligações dos neurotransmissores com receptores pós-sinapticos 
2) Abertura de canais iônicos e alteração do potencial pós-sináptico 
3) Geração ou não de potencial de ação 
 
Tipos de resposta 
 
Excitatória = despolarização 
Geração de PPSE (potencial os sináptico excitatorio) 
ex: abertura de canais de Na+/K+ (sódio entra na celular, despolarização lenta), Ca++, Na+ 
 
Inibitória = hiperpolarizacao 
Geração de PPSI 
Abertura de canais de Cl- ou K+ 
 
Mecanismos de abertura ou fechamento do canal 
 
1) direto.p: macromolécula que forma o receptor é também o canal iônico (ionotropico) 
 
Ex: sistema colinergico 
-NT: ACh 
- Receptor: colinergico nicotinico 
> o receptor eh um canal. Quando o ACh se liga, o canal eh aberto e há a passagem de cations (como o 
Na), havendo a despolarização 
 
Sistema GABAegico 
NT: GABA 
Receptor: GABAaR (pós sinaptico) 
Dois sítios de ligação para o GABA, quando estão ocupados, a conformação do canal muda, abre e 
permite a passagem d e íons, principalmente Cl, hiperpolarizacao a célula 
Caso haja muita inibição do sistema, há perda de consciência e coma 
Pouca inibição causa convulsão (excesso de atividade do SN) 
Etanol se liga no receptor para GABA e aumenta a transmissão gabaergica (entrada de cloro), deprimindo 
o sistema nervoso 
Benzodiazepinicos são medicamentos utilizados para pessoas com insônia, reduzem níveis de ansiedade 
(p ex., Rivotril); não se ligam ao mesmo sítio de ligação do GABA, aumentam a frequência de abertura do 
canal 
 
Barbitúricos são anti convulsionantes, sedativos, aumentam a duração de abertura do canal (p. ex., 
fenobarbital) 
 
2) Indireto: macromolécula que forma o receptor ativa indiretamente o canal (receptor metabotrópico) 
- NT se liga ao receptor e indiretamente abre um canal 
- Exemplo: receptores colinergicos muscarinicos e adrenergicos 
- Receptor ligados a uma proteína g (dependente de GPT), PTN G cliva o GTP e libera energia. Uma 
de suas unidades se desloca e ativa uma outra enzima (adenilato ciclose), que converte moléculas 
de ATP em AMP cíclic (cAMP), a qual ativa a PTN quinase A, a qual fosforila o canal de potássio, 
fechando-o. Se o canal de K+ tá fechado, os íons que iam sair ficam presos e a célula, que estava 
em repouso, despolarização 
1° mensageiros: NT 
2° mensageiros: molécula(s) intermediária(s) 
VIAS DE SINALIZAÇÃO INTRACELULAR 
 
ACh > muscarinico indireto M1/M3/M5 ou M2/M4 e nicotinico direto 
 
A transmissão sináptica faz mais do que mudar o potencial de memb e transmitir informação 
Sinapse química modifica a atividade de célula pós sináptica 
 
Quando o neurotransmissor se liga ao receptor, o Na+ e o Ca2+ entram na célula, ativam quinases e 
fosforilam substratos e inserem receptores adicionais (auxiliam no deslocamento da vesícula com 
receptores que foram produzidos e armazenados, não expressos ) na membrana pós sináptica -> maior 
número de NT na célula e fortalecimento da sinapse, ampliação da resposta -> maior atividade e maior 
aprendizado 
Em vias pouco usadas, há o processo de redução da força da sinapse, como a invaginação de receptores. 
 
Sinapse química modula a transcrição gênica 
Fator de transcrição- molécula que interfere no processo de transcrição, pode aumentar ou diminuir 
Proteína quinase A fosforila fator de transcrição CREB que, fosforilado, se liga no DNA e modifica a 
transcrição gênica 
Se há a modificação da expressão de RNA, há a modificação celular (como aumento de receptores de 
membrana e fortalecimento da sinapse etc) 
Formaçãode novo botão sináptico 
 
Neuroplasticidade: capacidade da celular nervoso modificar sua função e sua estrutura 
- modificar a função de conexões já existentes 
- Estabelecimento de novas conexões ou remoção 
Transpõe as limitações impostas pelo genoma e permite adaptação às pressões ambientais, mudanças 
fisiológicas e experiências 
Ex: gêmeos idênticos não são idênticos, tornam-se indivíduos diferentes ao longo do tempo ainda que o 
DNA seja igual 
 
No córtex motor primário, existe um mapa das diferentes mapas do corpo, ou seja, cada região envia 
comando para regiões específicas 
 
Tipos de sinapse 
 
Sinapse neuromuscular 
Proporção fibra pós sináptica / fibra pós pré sináptica: 1 fibra muscular / 1 motoneurônio 
Apenas sinapses excitatórias 
Apenas 1 neurotransmissores (ACh) e 1 receptor (nicotinico) 
 
1 PA pré sináptico = 1 PA pós sináptico 
 
Sinapse no sistema nervoso central 
Proporção fibras pós sináptica / pós sináptica: 1 neurônio pode receber até 10.000 sinapses 
Diferentes tipos (excitatórias e inibitórias) 
Vários neurotransmissores e receptores 
A resposta depende da integração dos sinais 
 
Sistema nervoso autônomo 
 
Meio interno e homeostase