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As tecnologias integradas ao 
currículo e à formação do docente
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As tecnologias integradas ao currículo e à formação do docente • 2/16
Objetivos de Aprendizagem
• Compreender como se dá o vínculo entre a formação dos professores e a
inserção das tecnologias em suas práticas.
As tecnologias integradas ao currículo e à formação 
do docente
Conteúdo organizado por Natasha Young Buesa em 2022 do livro 
Convergências entre Currículo e Tecnologias, publicado em 2019 por Siderly 
do Carmo Dahle de Almeida.
https://player.vimeo.com/video/734137222
As tecnologias integradas ao currículo e à formação do docente • 3/16
Introdução 
Levando em consideração todas as mudanças que vêm ocorrendo com a inserção das 
tecnologias digitais de informação e comunicação no ensino, é necessário que todos 
os atores do processo educativo sejam envolvidos, portanto, não poderíamos deixar 
de lado os docentes.
Essas transformações fazem com que seja imperativo progredir nas políticas de 
implementação dessas tecnologias ao currículo, interligando-as às diferentes instâncias 
do processo. Vale ressaltar que todos os níveis da educação, Educação Básica, Educação 
Superior e Educação Profissional precisam estar envolvidos e dispostos a realizar essa 
mudança.
A efetiva transformação, com a inserção tecnológica ao currículo ocorrendo de fato, 
vai além da mera incorporação das tecnologias. Devem ser oferecidas oportunidades 
para que os professores se familiarizem com as TICs, de modo que seja possível inseri-
las em suas práticas cotidianas. Dessa forma, com essas competências, serão capazes 
de analisar por quê, para quê, com o quê, como e quando integrar esse novo 
conhecimento em suas práticas pedagógicas.
Então, vamos conhecer um pouco melhor sobre as características desse processo de 
incorporação das NTICs no trabalho dos docentes.
A formação dos professores e as tecnologias
É importante que todos os envolvidos no processo educacional, como gestores, docentes, 
discentes, equipe pedagógica, membros do Conselho da escola, prontifiquem-se a 
juntos elaborarem um plano que conecte recursos físicos, infraestrutura, recursos 
financeiros, tempo e espaço da escola.
Dessa forma, cabe à gestão liderar a inserção das tecnologias digitais no currículo 
escolar após os objetivos serem analisados, debatidos, avaliados e aceitos por todos 
os envolvidos. Além de zelar pela incorporação das informações no sistema de ensino, 
cabe ao gestor e à sua equipe analisar e usar as informações para realizar um diagnóstico 
da instituição e fomentar a tomada de decisão compartilhada, estabelecendo diálogo 
com a comunidade local, recorrendo a diferentes meios, inclusive às redes sociais.
As tecnologias integradas ao currículo e à formação do docente • 4/16
Essa interação exige que a interatividade seja efetivamente inserida na educação, 
modificando a forma como os professores pensam e aplicam seus conhecimentos em 
sala de aula, oferecendo diferentes modelos e possibilidades, novas ideias e recursos 
para que consigam atingir todos os alunos, conforme suas necessidades, considerando 
as potencialidades dos recursos tecnológicos aos quais têm acesso.
Devemos destacar que as tecnologias já fazem parte da vida dos estudantes (e dos 
docentes), e é por isso mesmo que se faz imperativo repensar de que maneira as 
tecnologias digitais podem e devem ser inseridas nos currículos.
A autora, baseada em seus 18 anos de experiência com a educação básica e com 
a formação de professores, incluindo pesquisas realizadas por ela, cita o que os 
professores que atuam na educação básica dizem a respeito da inserção da tecnologia 
no currículo:
● que permite a interação entre professor e aluno, aluno e professor e aluno com
aluno;
● que oferece informações diversificadas, superficiais ou profundas, sobre todos
os assuntos;
● que faz com que a aula fique mais agradável e que gere mais interesse nos alunos;
● que amplia a aprendizagem para fora das paredes da escola;
● que possibilita a socialização dos conhecimentos; e
● que ajuda na inclusão digital de alunos e professores.
Porém, ela acrescenta que os professores apresentam muitas dificuldades para 
organizar seus planos de aula com o uso de tecnologias.
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Figura 1 - Dificuldades dos docentes no uso das tecnologias em sala de aula
Fonte: Almeida, 2019, p. 111
Observa-se que algumas dessas dificuldades poderiam ser solucionadas com a 
capacitação e treinamento dos docentes. Outras, no entanto, precisam de outros 
tipos de ações.
Com relação ao número insuficiente de computadores e ao uso restrito dos laboratórios 
com agendamento, fica clara a dependência da aquisição de mais equipamentos e de 
espaço, ou de uma melhor organização da escola para que todos tenham acesso aos 
computadores.
Quanto à falta de conhecimento para o uso dos equipamentos, bastaria oferecer um 
bom curso, e haver interesse dos professores em fazer esse curso. Porém, no caso 
dos problemas técnicos, seria necessário que existisse nas escolas uma equipe de 
manutenção.
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A terceira dificuldade está diretamente ligada à formação dos professores. Cabe a 
cada instituição oferecer aos seus professores cursos e preparo, mas também cabe a 
cada docente correr atrás de sua educação continuada e quantos mais cursos fizer, 
quantas mais ferramentas conhecer, mais apto estará para trabalhar com as diferentes 
ferramentas e tecnologias e mais seguro se sentirá. Compartilhar informações com 
seus pares também é de suma importância, porque as experiências dos outros 
docentes podem nos ajudar a escolher as melhores estratégias para aplicarmos em 
nossas próprias práticas.
Sobre o acesso a informações incompletas ou inadequadas para a faixa etária dos 
alunos, é preciso que, ao usar as tecnologias, o professor relacione esses recursos 
ao que pretende ensinar, visto que conforme as necessidades, o perfil e o estilo de 
aprendizagem, cada turma pode aprender de forma diferente e para tanto é necessário 
um planejamento prévio, e se possível, a experimentação do recurso tecnológico que 
se pretende utilizar.
Agora, no que se refere à cópia de trabalhos por parte dos alunos, é preciso lembrar 
que esse tipo de subterfúgio já acontecia antes mesmo da inserção dos recursos 
tecnológicos. A diferença é que antes o aluno tinha o trabalho de ao menos copiar 
o texto no papel para entregar ao professor. Hoje basta um ‘copia e cola’ e a cópia é 
entregue, muitas vezes sem ao menos o aluno se dar ao trabalho de alterar o formato 
ou cor da letra de onde saiu aquela cópia. Boa parte dos alunos ou não sabe como 
fazer ou não quer fazer boas pesquisas. Só que isso não é ‘culpa’ das tecnologias, mas 
do comportamento inerente àquele estudante.
Tal fato pode ser resolvido com a proposta, pelo professor, aos alunos, de pesquisas 
que requeiram um pouco mais do que uma simples busca. O docente pode solicitar 
aos alunos algum tipo de reflexão sobre aquela pesquisa, ou um confronto de ideias 
entre os vários pesquisadores do assunto.
Ressaltamos que vale a pena ensinar aos alunos a forma como colocar no ‘papel’ o 
resultado dessas pesquisas, estimulando a comparação entre o que os diferentes 
autores falam a respeito de tal ou qual assunto, ou nos insights que os estudantes 
podem desenvolver enquanto realizam aquele trabalho. Esse também pode ser um 
foco de aula para os alunos.
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De qualquer forma, mesmo superando as dificuldades, para que as potencialidades 
das NTICs possam surtir efeito no processo de ensino e aprendizagem, é essencial 
que o docente esteja qualificado, e mais, que essa formação seja atual, visto que os 
conhecimentos precisam ser revistose atualizados. Por exemplo, um docente que ficou 
alguns anos distante da sala de aula, pode ser que ao retornar precise passar por um 
processo de reciclagem para resgatar os conteúdos aprendidos e apreender novos 
saberes de sua área de atuação, mais modernos e condizentes com as necessidades 
atuais.
Vamos conhecer alguns dos fatores necessários para a formação docente visando a 
inserção das tecnologias digitais aos currículos:
1.	 bom embasamento teórico sobre a qualidade da educação necessária para a 
inserção de tecnologias;
2.	 experimentação da tecnologia;
3.	 orientações sobre o uso do software que será empregado para ministrar 
determinado conteúdo;
4.	 debate entre os participantes antes e após o curso;
5.	 análise sobre os desafios, os limites e as possibilidades de uso das diferentes 
tecnologias.
O vínculo bem estreito entre a tecnologia e o processo de ensino e aprendizagem no 
processo de formação docente possibilita que a escola e os agentes envolvidos possam 
avançar na construção e compartilhamento do conhecimento e no oferecimento de 
aulas mais dinâmicas e motivadoras para os alunos. (Almeida, 2019)
As tecnologias integradas ao currículo e à formação do docente • 8/16
Saiba Mais
Escola 2.0 foi um seriado jovem brasileiro, produzido e exibido pela 
TV Cultura, entre 25 de setembro de 2010 e 4 de novembro de 2011, 
semanalmente, mesclando temáticas educativas com teledramaturgia 
do dia-a-dia dos adolescentes. É interessante assistir alguns capítulos 
por apresentar tanto cenários cheios de tecnologias quanto um prédio 
de uma escola tradicional, mostrando que elementos antagônicos 
podem ser complementares. A série também mostra que os alunos não 
precisam ter uma disciplina específica no currículo para usar tecnologia 
no aprendizado. Amplie seus conhecimentos e acesse o endereço 
eletrônico da TV Cultura.
https://tvcultura.com.br/busca/?q=escola+2.0 Acessado em 06 de 
outubro de 2023. 
https://tvcultura.com.br/busca/?q=escola+2.0
https://player.vimeo.com/video/734137555
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Um pouco mais sobre a formação do professor para o uso das 
TICs em sala de aula
Podemos refletir então sobre a necessidade de reorientar o trabalho do professor 
para que deixe de utilizar a apresentação tradicional, sequencial e linear, com o uso de 
algum recurso tecnológico como o datashow, apenas como um instrumento, que não 
reflete, de fato uma aprendizagem significativa plena, para que passe a estimular 
a relação entre diversas disciplina e recursos, gerando um conhecimento em rede.
Vamos enumerar agora quatro papéis que professores e alunos podem assumir em 
diversas situações de ensino-aprendizagem nas quais podem ser utilizadas tecnologias: 
(Laurillard, 1995, como citado em Tezani, 2017)
1. o professor como contador de histórias: o professor pode ser substituído 
por algum recurso audiovisual, como um vídeo, uma videoconferência ou até 
mesmo um podcast.
2. o professor como mediador: baseado em um conteúdo disponibilizado 
extraclasse, o ensino em sala de aula acontece por meio do debate sobre o 
conteúdo passado previamente, como um tipo de sala de aula invertida, na qual 
o docente atua como parceiro e intermediário dos alunos para com o material.
3. o aluno como pesquisador: o aluno é o responsável por interagir com os 
diferentes materiais/recursos, para descobrir, para apreender o saber. O docente 
apenas passa os comandos, organizando a atividade.
4. o professor e o aluno como colaboradores: ambos exploram juntos os 
recursos multimidiáticos, criando um novo espaço de ensino e aprendizagem, 
agora ressignificado. Isso pode ocorrer no uso de ferramentas colaborativas, 
como Wikis e blogs.
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Vale ainda destacar que alguns docentes que optaram pelo uso das tecnologias 
em suas práticas reclamam da baixa qualidade da internet e dos programas, das 
dificuldades de acesso, dos equipamentos, entre outros, porque existe um fetiche 
de que as tecnologias são a solução para todos os problemas no processo de ensino 
e aprendizagem. A questão é que parte dos problemas não está nos programas, 
mas nas equipes que fazem esses programas ou que compram esses programas, que 
muitas vezes não estão diretamente ligadas à prática pedagógica, no dia a dia. Alguns 
softwares de baixa qualidade são adquiridos por escolas sem que tenham, de fato, 
um bom resultado.
Talvez uma maneira de sanar esse problema seria que as equipes de produção de 
softwares tivessem entre seus integrantes, educadores. Porém, para que isso seja 
possível, seria necessário que os professores tivessem em suas formações essas 
competências, para que pudessem ser agentes, produtores, operadores e críticos dessa 
nova educação mediada por tecnologias eletrônicas de informação e comunicação. 
(Tezani, 2017)
Em Resumo
Aprendemos, nesta aula, que os docentes, de maneira geral, enxergam com bons 
olhos a inserção das tecnologias nas práticas educativas, visto que permitem uma 
melhor interatividade entre professores e alunos (e entre os alunos), oferecem 
conhecimentos diversificados, com aulas mais agradáveis e interessantes, 
extrapolando as paredes da escola, possibilitando a socialização do saber e a 
inclusão de estudantes e alunos. Porém, é nítido que existem certas dificuldades 
enfrentadas por eles que precisam ser superadas e que se referem a problemas 
com infraestrutura ou falta de recursos nas escolas, falta de informações que 
embasem suas práticas de maneira mais certeira, falta de conhecimento sobre o 
uso de alguns recursos e metodologias, dentre outras. Aprendemos que no dia a 
dia escolar, professores e alunos podem assumir o papel de contador de história, e 
de mediador, no caso do professor, de pesquisador, no caso do aluno, e de 
colaborador no caso do docente e também do estudante.
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Aplicação na Prática
Pense se a escola onde trabalha (ou na qual estuda ou estudou caso não 
seja professor) passou por alguma reforma ou atualização nos últimos 
anos de forma a inserir novos recursos e tecnologias no currículo. Faça 
suas anotações aqui e procure refletir e compartilhar com seus colegas. 
Pode usar o fórum da semana 4 que está para começar.
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Na ponta da língua
Referências Bibliográficas
Almeida, Siderly do Carmo Dahle de. (2019). Convergências entre currículo e 
tecnologias. [livro eletrônico]. Curitiba: InterSaberes.
Tezani, Thaís. (2017) Tecnologias da Informação e comunicação no ensino. São Paulo: 
Pearson Education.
https://player.vimeo.com/video/734137763
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LIVRO DE REFERÊNCIA:
Convergências entre Currículo e Tecnologias
Siderly do Carmo Dahle de Almeida.
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