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Os impactos da tecnologia na 
educação escolar
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Os impactos da tecnologia na educação escolar • 2/16
Objetivos de Aprendizagem
• Entender o vínculo existente entre a tecnologia, a educação e a interatividade.
• Compreender o que é o web currículo.
• Conhecer as diferentes tecnologias empregadas no ensino presencial, no
ensino a distância e no ensino híbrido.
Os impactos da tecnologia na educação escolar
Conteúdo organizado por Natasha Young Buesa em 2022 do livro 
Convergências entre Currículo e Tecnologias, publicado em 2019 por Siderly 
do Carmo Dahle de Almeida.
https://player.vimeo.com/video/734136275
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Introdução 
Um dos principais desafios da educação moderna é atingir as necessidades pessoais 
e sociais dos estudantes, dos professores, dos gestores e demais responsáveis pelo 
processo educativo, e essa tarefa não está sendo fácil, visto que as necessidades são 
muitas, as desigualdades existentes também são muitas, e muitas vezes adotar uma 
mesma postura, escolher um padrão, não é cabível em função dessas diferenças.
Em uma sociedade repleta de informações que vêm de todos os meios, é fundamental 
refletir sobre como as novas tecnologias de informação e comunicação (NTICs) estão 
impactando nessas necessidades e gerando outras, novas.
Sendo a escola um dos mais importantes espaços promovedores e disseminadores de 
conhecimento, claro que não poderia ficar alheia aos recursos digitais. Parece-me que 
vale a pena entendermos essa noção de ‘novas’ tecnologias. Basta relembrarmos que 
a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394 de 1996), estudada por 
nós, já citava a questão tecnológica, portanto, atualmente traz-se uma nova roupagem 
para as novas metodologias e tecnologias usadas em sala de aula. (Wunsch, 2018)
Tecnologia, Educação e Interatividade
Como estudado, sabemos que o uso das TICs em sala de aula vem mudando a forma 
como aprendemos e como ensinamos. E a medida que novas necessidades surgem, 
novas modificações serão necessárias, de forma a sempre buscarmos o conhecimento 
significativo.
Ao inserir as TICs em nosso cotidiano escolar, aprendemos a lidar com a diversidade, 
com a abrangência e com a rapidez de acesso que temos às informações, e ainda 
com as novas formas de comunicar e interagir fomentando novas maneiras de 
produzir conhecimento.
O propósito é criar uma rede de saberes que favoreça a democratização do acesso 
às informações, a troca de conhecimentos e experiências, a compreensão e reflexão 
crítica da realidade e o desenvolvimento humano, social, cultural e educacional, na 
tentativa de criar uma sociedade mais justa e igualitária.
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A aprendizagem colaborativa precisa de planejamento, atitudes, recebimento, 
seleção e envio de informações, conexões, reflexão em conjunto, desenvolvimento da 
interaprendizagem, capacidade para resolver problemas em conjunto, e a autonomia 
para procurar e fazer por si.
O estudante passa a ser o autor do processo de construção de conhecimento, 
enquanto o professor é o responsável por propor atividades que estimulem a livre 
participação, a interação e a articulação das informações, objetivando a construção 
do saber, agindo como um mediador, como um facilitador, como um incentivador 
da própria prática, seja individual ou em grupos, exercendo a autoria quando se 
posiciona como um parceiro dos alunos, respeitando a maneira de trabalhar de cada 
um, seu ritmo e suas necessidades.
No entanto, há que se ressaltar que usar as TICs nas instituições de ensino requer 
ousadia para superar todos os obstáculos e dificuldades que aparecem, articulando 
conhecimentos, integrando tecnologias diferentes, linguagem hipermídia, teorias 
educacionais, construindo, executando uma mudança, de fato, tanto no ambiente 
escolar quando na sociedade. (Tezani, 2017)
Web Currículo
A ideia de currículo, conforme estudamos, origina-se na proposta de objetivar e 
organizar a cultura, o conhecimento, em uma série de conteúdos. Passou por várias 
ressignificações, transformando-se em polissêmico.
Com a disseminação das tecnologias digitais nas escolas, a partir da década de 1980, 
os computadores ficaram restritos a serem utilizados nos laboratórios de informática, 
exclusivamente para aulas de informática, em horário restritivo, sem alterar o cotidiano 
das escolas. Foi a partir dos anos 2000 que essa prática passou a ser questionada. E 
desde então elas passaram a reconfigurar a prática pedagógica, permitindo a abertura 
e flexibilidade do currículo favorecendo a coautoria entre docentes e estudantes.
Mediante a midiatização das NTICs o desenvolvimento dos currículos vai além das 
fronteiras espaço-temporais das escolas, superando a prescrição dos conteúdos 
curriculares dos livros e materiais, relacionando-se com as diferentes áreas do saber e 
acontecimentos da vida em sociedade, transformando as experiências, os valores, os 
conhecimentos públicos.
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Almeida e Valente (2012, como citado em Almeida, 2019) explicam que o web 
currículo pode ser entendido como a relação existente entre linguagens e sistemas de 
signos diferentes, que são usados para midiatizar as práticas sociais fomentadas pelas 
TICs. Essa integração forma uma totalidade que se transforma reciprocamente. O web 
currículo é uma construção conceitual na qual as tecnologias digitais são entendidas 
como linguagens que estruturam os modos de pensar, fazer, agir, comunicar, se 
relacionar com o mundo e representar o saber. Com ele, há uma expansão dos tempos 
e espaços educativos, envolvendo a busca, a organização, a interpretação, a escolha 
de informações, a reflexão crítica sobre elas, o compartilhamento de experiências e a 
produção de novos conhecimentos. (Tezani, 2017)
Vale ressaltar que o que define a qualidade da aprendizagem não são os recursos 
existentes nas instituições, mas os profissionais que estão envolvidos nesse processo 
e o seu compromisso, a gestão, as interações e o projeto pedagógico estipulado.
Saiba Mais
Para aprofundar seus estudos sobre o web currículo, acesse o 
seguinte texto e aproveite. Tem muita novidade a esse respeito. Seja 
curioso e procure inovar em suas práticas.
Arquer. O que é o webcurrículo. O impacto do uso das tecnologias no 
aprendizado. O que é o webcurrículo. O impacto do uso das tecnologias 
no aprendizado. – + Informações (arquer.com.br) Acessado em 06 
de outubro de 2023. 
https://www.arquer.com.br/educacao-e-cultura/webcurriculo/
https://www.arquer.com.br/educacao-e-cultura/webcurriculo/
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A Escola nos dias atuais
Os avanços tecnológicos causam mudanças rápidas na sociedade, porém a instituição 
escolar pouco mudou. Moran (2015, como citado em Tezani, 2017) informa que é 
necessário que a escola reaprenda para se transformar em uma instituição significativa 
e empreendedora, visto que tem ficado previsível e burocrática, afastando professores 
e alunos.
Contudo, é preciso relembrar que não há uma fórmula rápida e fácil para modificar 
essa realidade. O ato de educar requer saber acolher, motivar, estimular, engajar, 
mostrar valores, impor limites e propor atividades desafiadoras. 
Por outro lado, as tecnologias, em especial a móvel, ou seja, o m-learning, que é a 
aprendizagem móvel, que ocorre quando a interação se dá por meio de dispositivos 
móveis como celulares, smartphones, laptops, iPods e outros nos levam a pensar 
em uma nova forma de organizar o processo de ensino para que seja interessante 
e motivador para os alunos, já seja na escola, ou fora dela, para que os ambientes 
presencial e remoto sejam bem produtivos.
https://player.vimeo.com/video/734136611
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Umaeducação inovadora e integral precisa estar baseada em algumas características:
1. conhecimento integrador e inovador para todos os envolvidos;
2. desenvolvimento de autoestima e autoconhecimento, de forma que haja uma
valorização de todos;
3. fomento de alunos empreendedores, que sejam criativos e que tenham iniciativa;
e
4. desenvolvimento de alunos-cidadãos, que tenham estabelecido seus valores
individuais e sociais. (Moran, 2015, como citado em Tezani, 2017)
Refletir sobre os avanços que estão ocorrendo na educação é reexaminar o passado, 
analisando o que pode ser mantido e o que deve ser modificado, conforme o atual 
estágio de desenvolvimento do ser humano. Lembrando que também é necessário 
‘desaprender’ visto que alguns ensinamentos passados em determinado momento 
precisam ser revisitados, uma vez que surgem novas necessidades e alguns conteúdos 
ultrapassados podem ser desnecessários hoje.
Dessa forma, a educação se mostra como sendo um processo contraditório, complexo 
e permanente que visa a formação de pessoas menos narcisistas e materialistas e mais 
amorosas, perceptivas, empáticas e realizadas.
Na sala de aula moderna, é preciso que os docentes sejam mais orientadores do 
que produtores de conteúdos, que as aulas estejam mais direcionadas à pesquisa e à 
experimentação, que a escola fomente as redes conectadas de aprendizagem entre 
professores e alunos, para que possam aprender estando na escola, ou fora dela.
Para finalizar, vamos estudar algumas tecnologias que podem ser utilizadas nas diversas 
modalidades de ensino. (Tezani, 2017)
Tecnologias no ensino presencial
Algumas pesquisas recentes mostram que integrar as tecnologias ao ensino presencial 
ainda é um desafio, visto ser uma inovação que não está completamente ligada aos 
recursos em si, mas sim à metodologia empregada e à formação docente.
Para saber se esses recursos são deveras significativos é necessário que os professores 
se perguntem: 
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1. são realmente fontes de apoio para a transmissão do conhecimento ou servirão
apenas para digitalizar o que já é realizado?
2. quais os desafios que deverão ser superados para utilizar esse recurso em salas
de aula com 20, 30, 40 ou mais alunos simultaneamente? É possível superá-los?
3. esse recurso pode auxiliar o professor a realmente melhorar a comunicação
com os alunos?
Em pesquisa realizada por Wunsch (2013), verificou-se que a maioria dos professores 
acredita nas potencialidades das ferramentas tecnológicas na aula presencial, porém 
geralmente recorrem a elas apenas para a apresentação dos conteúdos, como o Power 
Point.
A autora percebeu em suas pesquisas, que para o planejamento das aulas é preciso 
que os professores destinem mais tempo para prepará-las, empregando ferramentas 
de pesquisa, de imagem, de áudio e de vídeo, inserindo, deveras, novas tecnologias 
em sala de aula.
Na aplicação das aulas, caso os recursos estejam de acordo com os objetivos, e forem 
usados de forma atrativa, podem servir como impulsionadores para o desenvolvimento 
da criatividade, da criticidade, da comunicação e da colaboração, podendo assumir 
um caráter mais ‘face-to-face’, ou seja, cara a cara, por meio do desenvolvimento de 
projetos, dinâmicas, análises de casos, resolução de problemas ou mesmo para as 
aulas expositivas, porém com mais interatividade.
No caso da avaliação, podem ser realizadas análises baseadas nos resultados das 
pesquisas, na autoria dos conteúdos desenvolvidos e no compartilhamento de 
produções.
Tecnologias no ensino a distância
Principalmente realizado no ensino superior, foi ganhando espaço nos outros níveis 
de ensino. É necessário compreender que nos dias atuais a sala de aula já não se 
encontra exclusivamente nos espaços físicos, entre as paredes de uma escola. Portanto, 
é preciso redesenhar as fronteiras do ensino.
Essa linha de ensino permite que as instituições ofereçam estudos e serviços on-line, 
para uma sociedade mais dinâmica e conectada.
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Os cenários virtuais de aprendizagem possibilitam que os participantes façam 
perguntas, discutam temas, e se beneficiem do apoio e orientação recebidos 
remotamente. Ferramentas de planejamento, de aplicação e de avaliação também 
são usadas nesta modalidade, ainda que estejam inseridas nos Ambientes Virtuais de 
Aprendizagem (AVA), que contêm ferramentas, comunidades e serviços, e possibilitam 
que os estudantes sejam direcionados à aprendizagem.
E como fica o professor nessa modalidade? Ele atua como tutor, moderador de 
discussões em encontros síncronos (que são os que ocorrem no momento da sua 
programação) e assíncronos (são os que ocorrem em qualquer momento, sem que 
haja uma data e horário marcados especificamente para tal), e ainda como analista 
dos trabalhos e atividades realizadas pelos estudantes.
Na autoaprendizagem on-line, as atividades incluem momentos de autoestudo, de 
forma que os estudantes possam ser autônomos em seu processo de aprendizagem e 
que possam definir os próprios objetivos mediante as leituras indicadas ou estimuladas, 
bem como as tarefas recomendadas pelos professores. (Wunsch, 2018)
Tecnologias no blended learning (semi-presencial)
O ensino semipresencial é organizado de forma híbrida, mista, na qual os alunos 
participam de uma parte das aulas de forma presencial e de outra parte de forma 
remota. É mais uma modalidade que vem expandindo a autoaprendizagem.
Nas situações em que as aulas são presenciais, existe a presença, normalmente, de 
um tutor, e atividades desenvolvidas por workshops. No restante da aprendizagem, 
o estudante dita o seu próprio ritmo, acessando os conteúdos disponibilizados no
AVA, interagindo assincronamente.
Podemos dizer que essa modalidade vem sendo empregada em 3 abordagens que 
podem ser convergentes: a autoaprendizagem, as práticas interativas e as simulações 
e testes. (Wunsch, 2018)
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Em Resumo
Aprendemos, nesta aula, que não tem sido fácil tentar inserir as TICs nas 
instituições de ensino, visto que muitos são os obstáculos que precisam ser 
superados com relação à infraestrutura e recursos, mas também muitas são as 
dificuldades que os professores sentem para realizar essa inserção. Há que se 
transformar o processo de ensino e aprendizagem e isso requer coragem e 
ousadia. Também vimos que a educação inovadora e integral precisa inserir 
conhecimentos integradores, desenvolver a autoestima e o autoconhecimento 
dos estudantes, fomentar o empreendedorismo, a criatividade e a iniciativa e 
desenvolver alunos cidadãos. Aprendemos que no ensino presencial, muitas vezes, 
apesar de o professor acreditar nas potencialidades dos recursos tecnológicos, 
não os utiliza ou não sabe utilizá-los além de meramente para a apresentação de 
seus conteúdos, como quando usam o datashow em suas aulas expositivas. No 
caso do ensino remoto, os ambientes virtuais de aprendizagem possibilitam que os 
participantes façam perguntas, discutam temas, e se beneficiem do apoio e 
orientação recebidos virtualmente. Ferramentas de planejamento, de aplicação e 
de avaliação também são usadas nesta modalidade. Já no que se refere ao ensino 
híbrido, vimos que parte das aulas ocorre de maneira presencial e parte remota, e 
dessa forma o aluno vai ditando seu próprio ritmo, porém, sem estar 
completamente ‘por sua conta’.
Saiba Mais
Caso tenha ficado curioso e queira conhecer um pouco mais sobre 
o modalidade de ensino remoto, leia os seguintes textos:
Carvalho, Rafael. (2016). O que é e como funciona o blended learning? 
https://www.edools.com/blended-learning/ Acessado em 06 de 
outubro de 2023. 
Iberdrola. ‘Blended learning’: como funciona a aprendizagem 
semipresencial? https://www.iberdrola.com/talentos/o-que-
e-blended-learning Acessado em 06 de outubro de 2023. 
https://www.edools.com/blended-learning/
https://www.iberdrola.com/talentos/o-que-e-blended-learninghttps://www.iberdrola.com/talentos/o-que-e-blended-learning
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Na ponta da língua
Referências Bibliográficas
Tezani, Thaís. (2017) Tecnologias da Informação e comunicação no ensino. São Paulo: 
Pearson Education.
Wunsch, Luana Priscila. (2018) Tecnologias na Educação: conceitos e práticas. Curitiba: 
InterSaberes.
https://player.vimeo.com/video/734137060
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LIVRO DE REFERÊNCIA:
Convergências entre Currículo e Tecnologias
Siderly do Carmo Dahle de Almeida.
Intersaberes

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