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Definição de ducto colédoco 
Estrutura tubular do sistema biliar extra-hepático formada pela união do ducto hepático 
comum com o ducto cístico. Conduz a bile do fígado e da vesícula biliar até a porção 
descendente do duodeno, onde desemboca na ampola de Vater, regulado pelo esfíncter 
de Oddi. Na qual sua função principal é facilitar o transporte da bile, para a digestão e 
absorção de lipídios. 
 
Estrutura e formação do ducto colédoco 
O ducto colédoco é um componente do sistema biliar extra-hepático, formado pela 
união do ducto hepático comum com o ducto cístico, geralmente localizado atrás do 
duodeno superior e da cabeça do pâncreas. Apresenta trajeto oblíquo em direção à 
parede medial da segunda porção do duodeno, onde se une ao ducto pancreático 
principal, formando a ampola hepatopancreática (ampola de Vater), que se abre na 
papila duodenal maior. Possui trajeto dividido em quatro porções: supraduodenal, 
retroduodenal, pancreática e intramural. O controle do fluxo biliar é regulado pelo 
esfíncter de Oddi, situado na porção terminal do ducto. 
 
Anatomia do ducto colédoco 
O ducto colédoco, também denominado ducto biliar comum, é uma estrutura tubular 
do sistema biliar extra-hepático, responsável por conduzir a bile do fígado e da vesícula 
biliar até o duodeno. Forma-se pela união do ducto hepático comum com o ducto 
cístico, situando-se normalmente atrás da primeira porção do duodeno. 
Seu trajeto é dividido em quatro porções anatômicas: 
• Supraduodenal: localizada no ligamento hepatoduodenal, anterior à veia porta e 
à direita da artéria hepática própria. 
• Retroduodenal: passa posteriormente ao duodeno. 
• Pancreática (ou intrapancreática): cruza a cabeça do pâncreas. 
• Intramural: atravessa a parede duodenal até desembocar na papila duodenal 
maior. 
 
Importância anatômica do ducto colédoco 
O ducto colédoco possui significativa importância anatômica, uma vez que representa 
a principal via de condução da bile desde o fígado e vesícula biliar até a porção 
descendente do duodeno. Sua função é essencial para o processo digestivo, 
especialmente na emulsificação de gorduras, por meio da liberação controlada da bile 
no lúmen intestinal. 
Anatomicamente, destaca-se por seu trajeto complexo, que o coloca em estreita 
relação com estruturas vasculares e viscerais, como a veia porta, artéria hepática 
própria e cabeça do pâncreas. Tais relações conferem ao ducto colédoco grande 
relevância em procedimentos cirúrgicos abdominais, particularmente nas 
colecistectomias e nas ressecções pancreatoduodenais. 
 
Relação anatômica do ducto Colédoco 
O ducto colédoco apresenta relações anatômicas e fundamentais. Estende-se desde a 
junção do ducto hepático comum com o ducto cístico até a porção descendente do 
duodeno, apresentando estreita relação com diversas estruturas abdominais. Na 
porção supraduodenal, o colédoco localiza-se no ligamento hepatoduodenal, à direita 
da artéria hepática própria e anteriormente à veia porta, compondo o chamado tríade 
portal. Na porção retroduodenal, o colédoco passa posteriormente à primeira porção do 
duodeno e anteriormente à veia cava inferior. Já na porção pancreática (ou 
intrapancreática), atravessa a cabeça do pâncreas, onde pode se relacionar com o 
ducto pancreático principal. Por fim, na porção intramural, o ducto perfura a parede 
medial do duodeno, desembocando na papila duodenal maior, em conjunto com o 
ducto de Wirsung, formando a ampola hepatopancreática. 
 
Condução da Bile: Ênfase no Ducto Colédoco 
Após sua produção nos lobos hepáticos, a bile é conduzida por uma rede de ductos 
intra-hepáticos que convergem nos ductos hepáticos direito e esquerdo, os quais se 
unem para formar o ducto hepático comum. Este, por sua vez, conecta-se ao ducto 
cístico, proveniente da vesícula biliar, formando o ducto colédoco – principal conduto 
de excreção biliar até o duodeno. 
O ducto colédoco é responsável pela fase terminal do trajeto da bile, conduzindo-a da 
vesícula e fígado até a luz duodenal. Seu trajeto anatômico é dividido em quatro porções: 
supraduodenal, retroduodenal, pancreática e intramural. Em sua porção terminal, une-
se frequentemente ao ducto pancreático principal (de Wirsung), formando a ampola 
hepatopancreática (ou de Vater), que se abre na papila duodenal maior, controlada pelo 
esfíncter de Oddi. 
Durante o jejum, a bile é direcionada para armazenamento na vesícula biliar. Em 
resposta à presença de gordura no intestino, a colecistocinina é liberada, promovendo 
a contração da vesícula e o relaxamento do esfíncter de Oddi, permitindo o fluxo biliar 
através do ducto colédoco até o duodeno. Assim, o ducto colédoco desempenha papel 
indispensável na regulação e condução da bile, sendo fundamental para o processo 
digestivo. 
 
Histologia do ducto colédoco 
O ducto colédoco, apresenta características histológicas compatíveis com sua função 
de condução da bile até o intestino delgado. Sua parede é composta por camadas 
histológicas que garantem resistência, flexibilidade e controle do fluxo biliar, além de 
proteção contra o conteúdo químico da bile. 
A camada mais interna é a mucosa, formada por epitélio colunar simples, com células 
dispostas longitudinalmente. Este epitélio possui microvilosidades que aumentam a 
superfície de contato, A mucosa repousa sobre uma lâmina própria de tecido conjuntivo 
frouxo, que contém vasos, fibras colágenas e células do sistema imune. 
Externamente à mucosa encontra-se uma camada muscular lisa, composta por fibras 
orientadas circular e longitudinalmente. No segmento terminal do ducto. Em sua porção 
final, a parede do colédoco apresenta fibras musculares mais espessas, relacionadas à 
regulação da liberação biliar. A camada mais externa é a adventícia, formada por tecido 
conjuntivo denso não modelado, responsável pela fixação do ducto às estruturas 
adjacentes. Nela, podem ser encontrados vasos linfáticos, nervos e pequenos vasos 
sanguíneos Essas características histológicas são fundamentais para anter a 
integridade do ducto colédoco frente ao trânsito constante da bile, além de permitir sua 
atuação funcional e resistência a processos inflamatórios ou obstrutivos. 
 
 
 
 
 
 
 
Referências 
 
Junqueira LC, Carneiro J. Histologia básica. 13. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 
2017. 
Ross MH, Pawlina W. Histologia: texto e atlas. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 
2016. 
Gartner LP, Hiatt JL. Color Atlas of Histology. 6th ed. Philadelphia: Wolters Kluwer; 2013. 
Moore KL, Dalley AF, Agur AMR. Anatomia orientada para a clínica. 7. ed. Rio de Janeiro: 
Guanabara Koogan; 2014. 
Amaral JG, Petroianu A. Aspectos clínicos e cirúrgicos do colédoco. J Bras Patol Med Lab. 
2011;47(4):385-92. 
Guyton AC, Hall JE. Tratado de fisiologia médica. 14. ed. Rio de Janeiro: Elsevier; 2021. 
 
 
 
	Condução da Bile: Ênfase no Ducto Colédoco

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