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1 
 
 
POLÍTICAS PUBLICAS E REFERÊNCIAS 
CURRICULARES NA EDUCAÇÃO 
 
1 
 
Sumário 
 
NOSSA HISTÓRIA ............................................................................. 2 
INTRODUÇÃO ................................................................................... 3 
O CURRICULO ESCOLAR ................................................................. 4 
O QUE SÃO POLÍTICAS PÚBLICAS? ................................................. 6 
OBJETIVOS DAS POLÍTICAS PÚBLICAS ........................................... 8 
POLÍTICAS PÚBLICAS NA EDUCAÇÃO: QUAIS SÃO E O QUE FAZEM?
 ................................................................................................................... 9 
O QUE É LEGISLAÇÃO EDUCACIONAL ...........................................25 
AS LEIS QUE REGEM O SISTEMA EDUCACIONAL BRASILEIRO .....26 
AS LEIS SOBRE EDUCAÇÃO ...........................................................27 
CONCLUSÃO ...................................................................................45 
REFERÊNCIA...................................................................................46 
 
 
 
 
2 
 
NOSSA HISTÓRIA 
 
 
A nossa história inicia com a realização do sonho de um grupo de 
empresários, em atender à crescente demanda de alunos para cursos de 
Graduação e Pós-Graduação. Com isso foi criado a nossa instituição, como 
entidade oferecendo serviços educacionais em nível superior. 
A instituição tem por objetivo formar diplomados nas diferentes áreas de 
conhecimento, aptos para a inserção em setores profissionais e para a 
participação no desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua 
formação contínua. Além de promover a divulgação de conhecimentos culturais, 
científicos e técnicos que constituem patrimônio da humanidade e comunicar o 
saber através do ensino, de publicação ou outras normas de comunicação. 
A nossa missão é oferecer qualidade em conhecimento e cultura de forma 
confiável e eficiente para que o aluno tenha oportunidade de construir uma base 
profissional e ética. Dessa forma, conquistando o espaço de uma das instituições 
modelo no país na oferta de cursos, primando sempre pela inovação tecnológica, 
excelência no atendimento e valor do serviço oferecido. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3 
 
INTRODUÇÃO 
 
A aprendizagem escolar está vinculada ao documento curricular, que é 
um modo de organizar resumidamente dados relativos à formação acadêmica e 
profissional de uma pessoa podendo também conter informações adicionais que 
o mesmo achar necessário. O conceito de currículo é difícil de estabelecer, em 
face dos diversos ângulos envolvidos. É central para a escola e associa-se à 
própria identidade da instituição escolar, à sua organização e funcionamento e 
ao papel que exerce ou que deveria exercer, a partir das aspirações e 
expectativas da sociedade e da cultura em que se insere. Contém as 
experiências, bem como a sua planificação no âmbito da escola, colocadas à 
disposição dos alunos visando potencializar seu desenvolvimento integral, sua 
aprendizagem e a capacidade de conviver de maneira produtiva e construtiva 
dentro da sociedade. 
A legislação da educação é um conjunto de leis referentes que aborda o 
tema. Contribui para organização a instituição de ensino e demais questões, a 
título de exemplo, regula sobre a profissão do professor, a democratização de 
ensino dentre outras. 
As políticas públicas é um conjunto de ações sociais que compreende um 
esforço da sociedade principalmente das instituições para garantir de forma 
permanente, os direitos de cidadania a todos, fundamentalmente os mais 
necessitados que estão na zona de pobreza e esquecido pelos políticos. Daí a 
necessidade da promoção de políticas públicas adequadas, seja na saúde ou na 
educação, áreas que merecem uma atenção especial por ser questão de ordem 
social positivado constitucionalmente. 
A escola é uma instituição de grande importância na sociedade, que 
possui a responsabilidade de formação dos cidadãos, repassando informações 
básicas e repassando valores éticos, sendo dever do Estado garantir boas 
infraestrutura e qualidade de ensino nas escolas. 
 
4 
Insta salientar que a manutenção do ensino é responsabilidade de todos 
os entes federativos. 
O CURRICULO ESCOLAR 
 
 
A aprendizagem escolar está intrinsicamente ligada a grade curricular, 
que se mantém organizada para melhor orientação sobre suas ações docentes 
relacionadas aos mais diversos níveis de ensino, dentre outros. 
O currículo escolar é a base central de uma instituição, associando-se à 
própria identidade do estabelecimento de ensino, sua organização, 
funcionamento e ao papel que exerce, ou deveria exercer, a partir das aspirações 
e expectativas da sociedade e da cultura inserida. 
Contém as experiências bem como sua planificação no âmbito da escola, 
colocadas à disposição dos alunos visando potencializar seu desenvolvimento 
integral, sua aprendizagem e a capacidade de conviver de forma produtiva e 
construtiva na sociedade. 
Essas experiências representam o que o currículo exprime e busca 
concretizar as intenções dos sistemas educacionais e o plano cultural que eles 
personalizam (no âmbito das instituições escolares) como modelo ideal de 
escola defendido pela sociedade. 
Nessa concepção, o currículo é construído a partir do projeto pedagógico 
da escola e viabilizam a sua operacionalização, orientando as atividades 
educativas, as formas de executá-las e define suas finalidades. Deste modo, 
 
5 
pode ser visto como um guia, sugerindo sobre o que, quando e como ensinar; o 
que, como e quando avaliar. 
A concepção de currículo inclui, desde aspectos básicos que envolvem os 
fundamentos filosóficos e sociopolíticos da educação até os marcos teóricos e 
referenciais técnicos e tecnológicos que a concretizam dentro de uma sala de 
aula. Relaciona princípios e operacionalização, teoria e prática, planejamento e 
ação. 
Essas noções de projeto pedagógico da escola e de concepção curricular 
estão intimamente ligadas à educação para todos que se almeja conquistar. Em 
última instância, viabilizam a sua concretização. O projeto pedagógico tem um 
caráter político e cultural refletindo os interesses, aspirações, dúvidas e 
expectativas da comunidade escolar. Devem encontrar reflexo na cultura escolar 
e na expressão dessa cultura, ou seja, no currículo. 
A escola que é para todos requer uma dinamicidade curricular que permita 
ajustar o fazer pedagógico às necessidades dos alunos. 
Ver as necessidades especiais dos alunos atendidas no âmbito da escola 
regular requer que os sistemas educacionais modifiquem, não apenas as suas 
atitudes e expectativas em relação a esses alunos, mas também, que se 
organizem para construir uma real escola para todos, que dê conta dessas 
especificidades. 
O projeto pedagógico da escola, como ponto de referência para definir a 
prática escolar, deve orientar a operacionalização do currículo, como um recurso 
para promover o desenvolvimento e a aprendizagem dos alunos, considerando 
os seguintes aspectos: 
• atitude favorável da escola para diversificar e flexibilizar o processo de ensino-
aprendizagem, de modo a atender às individualidades dos alunos; 
• identificação das necessidades educacionais especiais para justificar a 
priorização de recursos e meios favoráveis à sua educação; 
• adoção de currículos abertos e propostas curriculares diversificadas, em lugar 
de uma concepção uniforme e homogênea de currículo; 
 
6 
• flexibilidade quanto à organização e ao funcionamento da escola, para atender 
à demanda diversificada dos alunos; 
• inclusão de professores especializados para prestar serviços de apoio dentre 
outros, não convencionais, para favorecer o processo educacional. 
Essa concepção coloca em destaque a adequação curricular como um 
elemento dinâmico da educaçãopara todos e sua viabilização para os alunos 
com necessidades especiais: não se fixar no que de especial possa ter a 
educação dos alunos, mas flexibilizar a prática educacional para atender a todos 
e proporcionar progressos em função de suas possibilidades e diferenças 
individuais. 
Pensar em adequação curricular significa considerar o cotidiano das 
escolas, levando em conta as necessidades e capacidades de seus alunos e 
valores que orientam a prática pedagógica. Para os alunos com necessidades 
especiais essas 
questões têm um 
significado 
particularmente importante. 
O QUE SÃO POLÍTICAS PÚBLICAS? 
 
 
 
 
 
 
 
7 
(Fonte: Google) 
“Políticas públicas” são diretrizes e princípios norteadores de ação do 
poder público; regras e procedimentos para as relações entre poder o público e 
sociedade, mediações entre atores da sociedade e do Estado. 
São nesses casos, políticas explicitadas, sistematizadas ou formuladas 
em documentos (leis, programas, linhas de financiamentos) que orientam ações 
que normalmente envolvem aplicações de recursos públicos. 
Nem sempre porém, há compatibilidade entre as intervenções e 
declarações de vontade e ações desenvolvidas. 
Devem ser consideradas também as “não-ações” ou omissões, como 
formas de manifestações políticas, pois representam opções e orientações dos 
que ocupam cargos. 
As políticas públicas traduzem no seu processo de elaboração, 
implantação e resultados, formas de exercício do poder político, envolvendo a 
distribuição e redistribuição de poder, o papel do conflito social nos processos 
de decisão e a repartição de custos e benefícios sociais. 
Como o poder é uma relação social que envolve vários atores com 
projetos e interesses diferenciados e até mesmo contraditórios, há necessidade 
de mediações sociais e institucionais, para que se possa obter um mínimo de 
consenso e assim, as políticas públicas possam ser legitimadas e obtenham 
eficácia. 
Elaborar uma política pública significa definir quem decide, o que, quando, 
as consequências e para quem. São definições relacionadas com a natureza do 
regime político em que se vive, com o grau de organização da sociedade civil e 
com política cultural vigente. 
Nesse sentido, cabe distinguir “Políticas Públicas” de “Políticas 
Governamentais”. Nem sempre “políticas governamentais” são públicas, embora 
sejam estatais, para serem “públicas”, é preciso considerar a quem se destinam 
os resultados ou benefícios, e se o seu processo de elaboração é submetido a 
um debate público. 
 
8 
A presença ativa da sociedade civil nas questões de interesse geral, torna 
a publicidade fundamental tratando os recursos públicos de forma direta, por 
meio de isenções fiscais ou de relação regular que envolve diretamente o 
interesse público. 
Elas se realizam num campo extremamente contraditório onde os 
interesses e visões de mundo entram em conflito e também onde os limites entre 
público e privado são de difícil demarcação. Assim surge a necessidade do 
debate público, da transparência, da sua elaboração em espaços públicos e não 
nos gabinetes governamentais. 
OBJETIVOS DAS POLÍTICAS PÚBLICAS 
 
 
 
 
 
 
 
(Fonte: Google) 
As políticas públicas visam responder demandas, principalmente dos 
setores marginalizados da sociedade. Essas demandas são interpretadas por 
aqueles que ocupam o poder, mas influenciadas por uma agenda que se cria na 
sociedade civil através da pressão e mobilização social. 
Visam ainda, ampliar e efetivar direitos de cidadania, também gestados 
nas lutas sociais e que passam a ser reconhecidos institucionalmente. 
Outras políticas tem por objetivo promover o desenvolvimento social 
criando alternativas para geração de empregos e rendas como forma 
compensatória dos ajustes criados por outras políticas de cunho mais 
estratégicos (econômicas). 
 
9 
 Ainda outras são necessárias para regular conflitos entre os diversos 
atores sociais que mesmo hegemônicos, têm contradições de interesses que 
não se resolvem por si mesmas ou pelo mercado e necessitam de mediação. 
O objetivo das políticas públicas possui referência valorativa e exprimem 
as opções e visões de mundo daqueles que controlam o poder, mesmo que, para 
sua legitimação, necessitem contemplar certos interesses de segmentos sociais 
dominados, dependendo assim da sua capacidade de organização e 
negociação. 
POLÍTICAS PÚBLICAS NA EDUCAÇÃO: QUAIS SÃO E 
O QUE FAZEM? 
As políticas públicas de educação são programas ou ações criadas pelo 
governo para colocar em prática medidas garantidoras para o acesso ao ensino 
para todos. 
Além dessa validação, também é função das políticas públicas avaliar e 
melhorar a qualidade das escolas no País, disponibilizando materiais de 
qualidade, ambiente seguro e arejado, saneamento básico, tratamento 
diferenciado para alunos com limites especiais dentre outros recursos que 
possam facilitar o acesso daqueles que precisam. 
 Quem faz as políticas públicas de educação? 
As políticas educacionais são propostas, estudadas e criadas a partir de 
leis que são votadas pelos membros Poder Legislativo (deputados federais e 
estaduais, senadores e vereadores) em cada uma das esferas de governo: 
federal, estadual e municipal. 
Os membros do Poder Executivo (presidente da República, governadores 
e prefeitos) também podem propor medidas que possam melhorar a educação. 
A população também pode participar da formação das políticas públicas 
de educação? 
Sim. Os cidadãos podem e devem participar da formação de políticas 
públicas, essa colaboração são realizadas através de reinvindicações da 
população, que lutam para que suas necessidades sejam atendidas, e é de 
 
10 
extrema valia tais solicitações, pois através delas o Poder Público pode ir 
diretamente no problema e ser mais célere na sua resolução. 
Uma das maneiras de participação na criação das políticas públicas 
estando presente nos conselhos de políticas públicas, tais reuniões são 
formados por governantes e pessoas inseridas naquela sociedade com profundo 
interesse em melhorias, é um espaço para discussão onde os cidadãos podem 
dar suas opiniões, destacar suas maiores necessidades e sugerir mudanças que 
possam trazer benefícios para a educação. 
Se na sua cidade não existe um conselho de políticas públicas é possível 
pedir a formação de um, já que a existência dos conselhos é um direito previsto 
na Constituição Federal. 
Política pública são ações sociais coletivas que têm por objetivo à garantia 
de direitos perante a sociedade, envolvendo compromissos e tomadas de 
decisões para determinadas finalidades. É importante saber como são definidas 
algumas atividades que requerem uma avaliação nas etapas de planejamento 
das políticas e instruções governamentais, que geram informações que 
possibilitam novas escolhas na análise para possíveis necessidades de 
reorientações de ações para se alcançar os objetivos traçados. 
Por isso é preciso compreender que: 
“Programa – é um conjunto de atividades constituídas para serem 
realizadas dentro de um cronograma e orçamento específicos disponíveis para 
a criação de condições que permitam o alcance de metas políticas desejáveis” 
(SILVA, 2002, p. 18). 
“Projeto – é um instrumento de programação para alcançar os objetivos 
de um programa, envolvendo um conjunto de operações, das quais resulta um 
produto final que concorre para a expansão ou aperfeiçoamento da ação do 
governo” (GARCIA, 1997, p. 6). 
 Políticas públicas de educação no Brasil 
Conheça alguns exemplos de políticas públicas de educação que existem 
no país. 
 
11 
 Programa Brasil Alfabetizado 
Desde de 2003, o Programa Brasil Alfabetizado (PBA) vem servindo 
como porta de acesso à cidadania para jovens, adultos e idosos; visando 
combater o analfabetismo no país. 
O programa, que funciona em todo o território nacional tem como seu 
objetivo reverter osíndices de analfabetismo, desde jovens de 15 anos a idosos, 
contribuindo com a universalização do Ensino Fundamental no Brasil. 
 
A principal finalidade do PBA é a promoção do combate ao analfabetismo 
entre adolescentes a partir de 15 anos, adultos e idosos. A intuição do programa 
reconhece a educação como direito humano e o donativo público da 
alfabetização como ingressão à escolarização de indivíduos ao longo da vida. 
O Brasil Alfabetizado, por meio de ações também oferece ações, por meio 
de apoios financeiros e técnicos de projetos de alfabetização a este público, 
apresentados pelas cidades, Estados e Distrito Federal. 
As secretarias de Educação dos Estados brasileiros, Distrito Federal e de 
municípios aderem ao programa através do Sistema Brasil Alfabetizado. 
Onde o Brasil Alfabetizado atua? 
O PBA está presente em todo o território nacional, com foco em atender 
aos municípios prioritários caracterizados pela alta taxa de analfabetismo. Boa 
parte das cidades ficam situadas na região Nordeste, abrangendo 90% dos 
locais atendidos. 
 
12 
Deste modo, os municípios recebem apoio técnico para implantar as 
ações do programa, sempre com a ideia de dar continuidade aos estudos de 
jovens e idosos na categoria de analfabetos. 
A adesão ao programa tem resoluções especificas, apresentadas pelo 
Diário Oficial da União em estados, municípios e no Distrito Federal. 
Números obtidos pelo PBA 
Desde sua criação, o programa vem apresentando bons números e 
alfabetizando milhares de brasileiros, com idade entre 15 até acima dos 60 anos, 
ajudando significativamente na busca de emprego, visto que a pessoa com o 
ensino médio completo tem mais chances dentro do mercado de trabalho. 
Até 2012 o Brasil Alfabetizado conseguiu atender mais de 14 milhões de 
jovens e adultos, quantidade essa atendida desde que o programa foi iniciado 
pelo Governo Federal. 
Importante frisar que somente esse ano, aproximadamente 1,2 milhões 
alfabetizando com idades variadas foram atendidos pelo PBA, podendo 
finalmente concluir sua formação. 
Os alfabetizadores 
O Governo Federal dá preferência em contratar professores da rede 
pública de ensino, que recebem uma bolsa auxílio por parte do Ministério da 
Educação. No entanto, qualquer cidadão interessado pode participar do PBA 
como alfabetizador, desde que tenha concluído o ensino médio. 
Para isso, professores e interessados devem efetuar um cadastro junto a 
prefeitura de seus municípios ou com a secretaria de Estado. Eles recebem 
formação adequada para poder trabalhar pelo programa. 
Em 2007 o sistema de bolsas foi reformulado, passando a ser pego pelo 
Governo Federal diretamente na conta corrente do bolsista, tanto para os 
alfabetizadores como também para aqueles que atuam como coordenadores do 
programa. 
 
13 
 
 
 
 
 
 
(Fonte: Google) 
 
As bolsas de remuneração são classificadas de I a V, com valores que 
variam de R$ 400,00 a R$ 750,00. O cargo mais alto dentro do programa é 
alfabetizador voltado as turmas em estabelecimentos penais, como a Fundação 
Casa, que se enquadra na bolsa classe V. 
O MEC ainda repassa recursos financeiros aos estados e municípios que 
participam do programa, para financiamento das ações desenvolvidas por que 
englobam a formação dos alfabetizadores, aquisição de material escolar para 
apoio do aluno e professor, itens para alimentação, entre outros. 
Além disso há algumas outras ações complementares voltadas a 
alfabetização e educação para jovens e adultos, como o Programa Educação 
nas Prisões. 
 Educação para Jovens e Adultos (EJA) 
 
14 
 
 
 
 
 
 
 
A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é uma modalidade de ensino, que 
perpassa todos os níveis da Educação Básica do país. Essa modalidade é 
destinada a jovens e adultos que não deram continuidade em seus estudos e 
para aqueles que não tiveram o acesso ao Ensino Fundamental e/ou Médio na 
idade apropriada. 
A Lei de Diretrizes e 
Bases da Educação 
(LDB 9394/96), em seu artigo 
37º § 1º diz: 
Os sistemas de 
ensino assegurarão 
gratuitamente aos jovens e 
aos adultos, que não puderam efetuar os estudos na idade regular, 
oportunidades educacionais apropriadas, consideradas as características do 
alunado, seus interesses, condições de vida e de trabalho, mediante cursos e 
exames. 
Os antigos Cursos Supletivos particulares, que até alguns anos eram a 
única opção para que jovens e adultos cursassem o Ensino Médio (2º grau na 
época), perderam espaço, embora algumas Instituições continuem sendo 
referência. 
Porém, algumas dessas Instituições (que se dizem reconhecidas pelo 
MEC) passaram a oferecer cursos relâmpagos (com o mesmo currículo do EJA), 
 
15 
não presencias, ou seja, a distância, com custos elevados. Ao final do prazo 
“prometido” pela Instituição, o educando presta os “exames”. Não são poucas as 
denúncias de fraudes e venda de diplomas falsos. 
Segundo a LDB, em seu artigo 38º, “os sistemas de ensino manterão 
cursos e exames supletivos, que compreenderão a base nacional comum do 
currículo, habilitando ao prosseguimento de estudos em caráter regular”. 
No mesmo artigo, é definida a idade mínima para a realização dos 
exames: 
 maiores de 15 anos podem prestar exames para a conclusão do Ensino 
Fundamental; 
 maiores de 18 anos podem prestar exames para a conclusão do Ensino 
Médio. 
Adolescentes com idades inferiores as estabelecidas acima devem 
frequentar as escolas regulares. 
As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação de Jovens e Adultos 
no Ensino Fundamental foram publicadas em três segmentos e estão disponíveis 
no site do MEC. Já o currículo para o EJA no Ensino Médio utiliza como 
referência a Base Nacional Comum, que deve ser complementada por uma parte 
que atenderá a diversidade dos estudantes. 
Muitas vezes as pessoas que se formam nessa modalidade de educação 
são vítimas de diversas espécies de preconceitos. É importante lembrar que a 
maioria das pessoas que frequentam a Educação de Jovens e Adultos são 
comprometidas com a aprendizagem, entendem a importância da educação, 
portanto estão lá por que desejam e/ou precisam. 
Geralmente as pessoas que se formam nessa modalidade de educação, 
assim como as formadas pelo ensino regular, podem apresentar desempenho 
satisfatório no mercado de trabalho, na continuidade dos estudos incluindo o 
Ensino Superior. 
 Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego 
(PRONATEC) 
 
16 
 
 
 
 
 
 
(Fonte: Pronatec) 
Programa Nacional de Acesso 
ao Ensino Técnico e Emprego 
(Pronatec) tem como objetivo 
expandir, interiorizar e democratizar a 
oferta de cursos técnicos e 
profissionais de nível médio, cursos 
de formação inicial e continuada para 
trabalhadores. 
A medida intensifica o programa de expansão de escolas técnicas em todo 
o país, visto que além das 81 unidades que estão em execução e devem ser 
inauguradas neste e no próximo ano, o Governo Federal deve anunciar nos 
próximos dias outras 120. 
Com as 140 existentes até 2002, mais as 214 inauguradas no governo 
anterior, a rede federal deverá contar com cerca de 600 unidades escolares 
administradas pelos 38 institutos federais de educação, ciência e tecnologia e 
um atendimento direto de mais de 600 mil estudantes, em todo o país. 
Além disso, o Pronatec visa a ampliação de vagas e expansão das redes 
estaduais de educação profissional. Ou seja, a oferta, pelos estados, de ensino 
médio concomitante com a educação profissional. 
Tal ação será abarcada pelo programa Brasil Profissionalizado, parte do 
Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), que teve a adesão das 27 
unidades da federação. 
 
17 
Os recursos serão repassados para construção, reforma, ampliação de 
infraestrutura escolar e de recursos pedagógicos, além da formação de 
professores. 
 Programa Universidade Para Todos (PROUNI) 
O PROUNI – Programa Universidade Para Todos promoveo acesso às 
universidades particulares brasileiras para estudantes de baixa renda que 
tenham estudado o ensino médio exclusivamente em escola pública, ou como 
bolsista integral em escola particular. 
 
 
 
 
(Fonte: Prouni) 
Criado em 2004 e oficializado em 13 de janeiro de 2005 pelo Governo 
Federal, com a Lei 11.096, o PROUNI realiza importante trabalho de inclusão 
social pela concessão de bolsas de estudos de 50% e de 100% em instituições 
de ensino superior privadas, em cursos de graduação e sequenciais de formação 
específica. 
Para o requerimento de uma bolsa do programa o candidato precisa 
prestar o ENEM – Exame Nacional de Ensino Médio (que avalia as habilidades 
e competências dos estudantes que concluíram o ensino médio) e obter média 
mínima de 450 pontos e nota maior que zero na redação. 
 
 MEDIOTEC 
 
18 
 
 
 
 
 
 
 
(Fonte: Google) 
É um programa que 
oferece cursos de ensino técnico dedicado aos estudantes que estão cursando 
ensino médio nas escolas públicas estaduais. 
O MEDIOTEC é uma ação do Pronatec/Bolsa Formação que visa a oferta 
de cursos técnicos concomitantes ao ensino médio para alunos regularmente 
matriculados nas redes públicas de educação. A oferta será realizada no contra 
turno em que o aluno cursa o ensino médio regular. 
Os alunos matriculados no Ensino Médio das escolas públicas de 22 
municípios mineiros já podem se inscrever para um dos 10 cursos técnicos que 
serão ofertados a distância pela Universidade Federal de Viçosa – Campus 
Florestal. Os cursos são gratuitos e serão realizados em concomitância com a 
Rede Estadual de Educação. 
A parceria faz parte do Programa MEDIOTEC lançado pelo Governo 
Federal, tendo como o Ministério da Educação responsável pela definição dos 
municípios e cursos que compõe a oferta de cada instituição. 
A Secretaria Estadual de Educação de Minas Gerais foi a responsável 
pela seleção dos alunos. 
 
 
 
http://www.ead.caf.ufv.br/wp-content/uploads/MEDIOTEC-FINAL-1.png
 
19 
 
 Programa Escola Acessível 
 
 
 
 
 
(Fonte: Google) 
O programa foi criado para aumentar a acessibilidade no ambiente escolar 
da rede pública de ensino, oferecendo informação e recursos de ensino para 
melhorar o aprendizado de estudantes com necessidades especiais. 
Objetivo: Promover condições de acessibilidade ao ambiente físico, aos 
recursos didáticos e pedagógicos e à comunicação e informação nas escolas 
públicas de ensino regular. 
Ações: O Programa disponibiliza recursos por meio do Programa 
Dinheiro Direto na Escola - PDDE, às escolas contempladas pelo Programa 
Implantação de Salas de Recursos Multifuncionais. No âmbito deste programa 
são financiáveis as seguintes ações: 
 adequação arquitetônica: rampas, sanitários, vias de acesso, instalação 
de corrimão e de sinalização visual, tátil e sonora; 
 aquisição de cadeiras de rodas, recursos de tecnologia assistiva, 
bebedouros e mobiliários acessíveis; 
 
Como acessar: As escolas contempladas, conforme relação anual 
publicada em Resolução FNDE/PDDE – Escola Acessível, efetivam cadastro no 
Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle do Ministério da 
Educação - SIMEC, onde inserem o plano de atendimento contendo o 
planejamento de utilização dos recursos. 
 
 
20 
 Apoio à Formação Superior e Licenciaturas Interculturais 
Indígenas (PROLIND) 
 
 
 
 
 
(Fonte: Google) 
O Programa de Apoio à Formação Superior e Licenciaturas Interculturais 
Indígenas (PROLIND) é um programa realizado pelo Ministério da Educação 
(MEC), numa iniciativa conjunta de duas de suas secretarias, a Secretaria de 
Educação a Distância, Alfabetização e Diversidade (Secad) e a Secretaria de 
Ensino Superior (SESU). 
O principal objetivo do programa é apoiar financeiramente cursos de 
licenciatura especificamente destinados à formação de professores de escolas 
indígenas, as chamadas licenciaturas indígenas ou licenciaturas interculturais. 
O processo de criação do programa envolveu a ação de diversos atores 
durante o início da década de 2000, a Comissão Nacional de Educação Escolar 
Indígena (CNEEI), na época denominada Comissão Nacional dos Professores 
Indígenas (CNPI) passou a reivindicar junto ao MEC a criação de políticas de 
apoio à formação universitária de professores de escolas indígenas. 
Tais reivindicações consistiam principalmente na demanda por introduzir 
no Programa Diversidade na Universidade (primeira iniciativa do MEC no sentido 
de criar uma política pública ligada ao acesso diferenciado de minorias étnico-
raciais, iniciado no ano de 2003 a partir da participação do governo brasileiro 
na Conferência de Durban no ano anterior) mecanismos de apoio à formação 
superior indígena, para além do financiamento de cursos pré-vestibulares a 
alunos indígenas realizado até então. 
 
21 
O movimento pela criação dessa política ganhou corpo no ano de 2004, a 
partir da contratação pela SESU de Renata Bondim, assessora da Organização 
das Nações Unidas, para a Educação, a Ciência e a Cultura 
(UNESCO) responsável por promover o debate com universidades, movimentos 
sociais e governo em torno do tema do ensino superior indígena e da criação, 
pelo MEC, da Comissão Especial para Formação Superior Indígena (CESI), 
composta por organizações governamentais e não governamentais. 
A comissão foi responsável por elaborar no ano de 2005 diretrizes político 
pedagógicas do PROLIND, que passou a vigorar a partir da publicação do edital 
n.º 5/2005/ SESU/Secad-MEC. 
O PROLIND não constitui uma política de apoio permanente, sendo a 
liberação de fluxos financeiros condicionada pela criação de editais que 
selecionam os projetos das universidades públicas interessadas. 
Foram lançados até hoje três instrumentos jurídicos desse tipo (o já 
mencionado edital de 2005, o edital de 2008 e o edital de 2009), que por sua vez 
já contemplaram 20 institutos de ensino superior. 
O MEC estima que 1564 professores indígenas estavam em formação no 
ano de 2010 em cursos financiados pelo PROLIND, tendo como Comitê Técnico 
Multidisciplinar representantes da FUNAI – Fundação Nacional do Índio, ABA - 
Associação Brasileira de Antropologia, ABRALIN - Associação Brasileira de 
Linguística do Fórum Brasileiro de Pró-Reitores de Graduação e, no edital de 
2005, pelo ex-conselheiro do Conselho Nacional de Educação (CNE), Jamil 
Cury. 
Inicialmente, o edital de 2005 previa também o apoio a projetos que 
visassem a permanência de estudante indígenas em cursos regulares, mas nos 
editais seguintes tal eixo de financiamento deixou de existir. 
Os recursos financeiros desse primeiro edital vieram, em parte do 
Programa Diversidade na Universidade, apoiado pelo Banco Interamericano de 
Desenvolvimento (BID), e em parte com recursos da SESU. 
No ano de 2006, o MEC realizou, juntamente com o Programa Trilhas de 
Conhecimentos, a FUNAI, a Universidade de Brasília (UnB), e outros parceiros, 
 
22 
o Seminário Nacional de Avaliação do PROLIND, onde foram discutidas as 
primeiras experiências de cursos de licenciatura indígena e elaboradas 
demandas para políticas públicas na área. 
 Programa Caminho da Escola 
 
(Fonte: Google) 
O Programa criado para melhorar e aumentar a frota de veículos que faz 
o transporte escolar nas redes de ensino estaduais e municipais. 
O programa Caminho da Escola objetiva renovar, padronizar e ampliar a 
frota de veículos escolares das redes municipal, do DF e estadual de educação 
básica pública. 
Voltado a estudantes residentes prioritariamente em áreas rurais e 
ribeirinhas, o programa oferece ônibus, lanchas e bicicletas fabricadas 
especialmente para o tráfego nestas regiões, sempre visando à segurança e à 
qualidade do transporte. 
A quem se destina? 
Estudantes da rede pública de educação básica. Gestores educacionais 
são os responsáveis pela aquisição dos veículos. 
Como acessar? 
Existem três formas para entesfederativos adquirirem veículos do 
Caminho da Escola: assistência financeira do FNDE no âmbito do Plano de 
Ações Articuladas (PAR), conforme disponibilidade orçamentária consignada na 
Lei Orçamentária Anual; recursos próprios; e linha de crédito do BNDES (exceto 
para bicicletas). 
 
23 
De qualquer forma, devem aderir à ata respectiva no Sistema de 
gerenciamento de Adesão a Registro de Preços – Sigarp 
(www.fnde.gov.br/sigarpweb). 
 
 Educação em Prisões 
 
 
 
 
 
 
(Fonte: Google) 
É um programa educativo de apoio financeiro e técnico para dar ensino a 
jovens e adultos que cumprem pena no sistema prisional, onde assegura à 
pessoa em situação de privação de liberdade o direito à educação básica. 
Este é o objetivo da Secretaria da Educação por meio do programa de 
Educação nas Prisões, tendo o ensino oferecido em unidades prisionais do 
Estado em parceria com a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP). 
A modalidade de ensino é a Educação de Jovens e Adultos (EJA), em 
consonância com a legislação nacional. São utilizados os materiais da EJA da 
rede estadual, “EJA Mundo do Trabalho”, em articulação com o Currículo do 
Estado de São Paulo. 
As classes de EJA, de Ensino Fundamental e Ensino Médio, que 
funcionam nas unidades prisionais são vinculadas a uma escola estadual mais 
próxima à unidade prisional, como prevê a Resolução Conjunta SE-SAP 2/2016. 
 
 
 
http://www.fnde.gov.br/sigarpweb
 
24 
 Programa Brasil Profissionalizado 
 
 
 
 
 
 
(Fonte: Google) 
O Programa Brasil Profissionalizado tem por objetivo conceder apoio 
financeiro às redes públicas de ensino dos estados e do Distrito Federal, com o 
intuito de contribuir para o fortalecimento e expansão da educação profissional 
e tecnológica. 
Por meio do Programa, é viabilizada a construção, reforma e 
modernização de unidades escolares, incluindo a aquisição de equipamentos, 
mobiliários e laboratórios. 
Além disso, propicia o financiamento de recursos pedagógicos e de 
formação e qualificação dos profissionais da educação. 
Todo o suporte do Programa tem por propósito criar as condições para a 
articulação entre formação geral e educação profissional no contexto dos 
arranjos produtivos e das vocações locais e regionais. 
Público: Criado em 2007, por meio do Decreto nº 6.302 de 12 de 
dezembro, seu público-alvo são os jovens e adultos que acessam escolas 
públicas estaduais e distritais ofertantes de ensino médio integrado com a 
educação profissional e tecnológica. 
Como funciona: O Programa presta assistência financeira às ações de 
expansão e fortalecimento das redes estaduais ofertantes do ensino médio 
integrado à educação profissional e tecnológica, mediante seleção e aprovação 
de propostas, formalizadas por meio de acordo, na forma da legislação aplicável, 
viabilizando: 
 
25 
 a construção e ampliação de unidades escolares; 
 a reforma e modernização de unidades escolares; 
 a aquisição de equipamentos, mobiliários e laboratórios e; 
 o financiamento de recursos pedagógicos e de formação e qualificação 
dos profissionais da educação. 
No âmbito de sua execução, cabe à Secretaria de Educação Profissional 
e Tecnológica do Ministério da Educação (Setec/MEC), a coordenação, 
monitoramento e avaliação das ações do Programa. 
Ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) compete a 
responsabilidade pelo acompanhamento da execução físico-financeira dos 
convênios. 
O QUE É LEGISLAÇÃO EDUCACIONAL 
 
 
 
 
 
 
 
 
(Fonte: Google) 
Conjunto de normas educacionais, legais e infralegais, leis e 
regulamentos, com instrução jurídica, relativas ao setor educacional. 
A legislação Educacional possui duas naturezas: uma reguladora e uma 
regulamentadora. 
 
26 
Ela é reguladora quando se manifesta através de leis, sejam federais, 
estaduais ou municipais. 
As normas constitucionais que tratam da educação são as fontes 
primárias da regulação e organização da educação nacional, pois são elas que 
definem as competências constitucionais e atribuições administrativas da União, 
dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. 
Abaixo das normas constitucionais, temos as leis federais, ordinárias ou 
complementares, que regulam o sistema nacional de educação. 
A legislação regulamentadora, ao contrário da legislação reguladora não 
é descritiva, mas prescritiva, volta-se à própria práxis da educação. Os decretos 
presidenciais, as portarias ministeriais e interministeriais, as resoluções e 
pareceres dos órgãos do Ministério da Educação, como o Conselho Nacional da 
Educação ou o Fundo de Desenvolvimento da Educação como serão 
executadas as regras jurídicas ou das disposições legais contidas no processo 
de regulação da educação nacional. A regulamentação não cria direito porque 
limita-se a instituir normas sobre a execução da lei, tomando as providências 
indispensáveis para o funcionamento dos serviços educacionais. 
A legislação educacional do Brasil enquanto nação independente tem seu 
início na Constituição Imperial de 1824 (a qual continha um artigo sobre 
educação escolar primária gratuita) e prossegue até a Constituição Federal de 
1988, considerando-se aí também as Constituições Estaduais, as Leis Orgânicas 
dos Municípios e toda a legislação ordinária, com ênfase especial na Lei de 
Diretrizes e Bases da Educação Nacional, nos diferentes momentos históricos 
em que elas ocorreram. 
AS LEIS QUE REGEM O SISTEMA EDUCACIONAL 
BRASILEIRO 
O sistema educacional no Brasil é baseado na Lei de Diretrizes e Bases 
da Educação Nacional (Lei 9394/96). No caso do ensino superior, existe uma 
vasta gama de normas, entre decretos, pareceres e leis, como aponta o 
coordenador-geral de Legislação e Normas da Secretaria de Educação Superior 
do Ministério da Educação (MEC), Marilson Santana, que faz uma ressalva, que 
 
27 
com a Reforma Universitária, haverá uma regulamentação mais robusta do 
ensino superior. 
A Lei 9131/95 criou o Conselho Nacional de Educação (CNE), composto 
por duas câmaras autônomas: a Câmara de Educação Superior e a Câmara de 
Educação Básica. Cabe ao CNE auxiliar o MEC na formulação e avaliação da 
política nacional de educação. 
Já o Plano Nacional de Educação foi instituído pela Lei 10172/01. Ele 
estabelece uma série de metas que deverão ser implementadas até 2010. 
A Lei 11096/05 criou o Programa Universidade para Todos (ProUni), por 
intermédio do qual alunos de baixa renda recebem bolsas para estudar em 
instituições privadas. O ProUni foi instituído inicialmente por medida provisória. 
O Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes) foi 
estabelecido pela Lei 10061/04, e o Fundo de Financiamento ao Estudante do 
Ensino Superior (Fies) é objeto da Lei 10260/01. Outra lei importante é a 
8958/94, que define a relação entre as fundações de apoio e as instituições de 
ensino superior e de pesquisa científica e tecnológica. 
O Decreto nº 9.235/17 que classifica as instituições de ensino superior, 
define suas regras de credenciamento e de autorização de cursos, entre outras. 
AS LEIS SOBRE EDUCAÇÃO 
 Constituição Federal de 1988 
Art. 205. A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será 
promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno 
desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua 
qualificação para o trabalho. 
Art. 206. O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios: 
I – igualdade de condições para o acesso e permanência na escola; 
Art. 208. O dever do Estado com a Educação será efetivado mediante a garantia 
de: 
III - atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, 
preferencialmente na rede regular de ensino; 
 
28 
IV - atendimento em creche e pré-escola às crianças de 0 a 6 anos de idade. 
Art. 213. Os recursos públicos serão destinados às escolas, podendo ser 
dirigidos a escolascomunitárias, confessionais ou filantrópicas, definidas em lei, 
que: 
I – comprovem finalidade não lucrativa e apliquem seus excedentes financeiros 
em educação. 
 Declaração Universal dos Direitos Humanos: 
Art. 26: 1. Toda pessoa tem direito à educação. A educação deve ser gratuita, 
pelo menos a correspondente ao ensino elementar fundamental. O ensino 
elementar é obrigatório. O ensino técnico e profissional deve ser generalizado; 
o acesso aos estudos superiores deve estar aberto a todos em plena igualdade, 
em função do seu mérito. 
2.A educação deve visar à plena expansão da personalidade humana e ao 
reforço dos direitos do Homem e das liberdades fundamentais e deve favorecer 
a compreensão, a tolerância e a amizade entre todas as nações e todos os 
grupos raciais ou religiosos, bem como o desenvolvimento das atividades das 
Nações Unidas para a manutenção da paz. 
3.Aos pais pertence a prioridade do direito de escolher o gênero de educação a 
dar aos filhos. 
 Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) Lei 8069 / 1990: 
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) é uma Lei Federal que 
veio para substituir a aplicação do Código de Menores, que tem como vertente 
principal assegurar a proteção das crianças e adolescentes. 
A legislação é extensa, com 267 artigos que tratam de temas como: direito 
à vida e à saúde, convivência familiar, educação, profissionalização, trabalho e 
cultura, implementando medidas como 
 atendimento aos jovens que cometem atos infracionais; 
 aplicação de medidas protetivas; 
 constituição dos Conselhos Tutelares e da Justiça da Infância e da 
Juventude; 
 
29 
O ECA considera criança e adolescente as pessoas que tenham até 12 
anos incompletos e adolescentes os que possuem entre 12 e 18 anos. 
 
 Direito à educação, à cultura, esporte e lazer 
Esses direitos são importantes para que as crianças e jovens tenham um 
desenvolvimento pleno, preparando-os para exercerem sua cidadania 
integralmente. 
O Estado deve garantir o acesso ao ensino fundamental obrigatório, 
ensino médio e outros níveis de ensino além de ofertar creches e pré-escolas 
para as crianças até 5 anos. 
Se forem constatados casos de maus-tratos, excesso de faltas à escola 
ou muitas repetências, estas situações devem ser comunicadas ao Conselho 
Tutelar. 
 Fundef Emenda Constitucional 14 / 1996 Lei 9424 /1996: 
 
 
(Fonte: Google) 
Em 1996, o Ministério da Educação criou o Fundo de Manutenção e 
Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério 
(Fundef) para atender o ensino fundamental. 
Os recursos para o Fundef vinham das receitas dos impostos e das 
transferências dos estados, Distrito Federal e municípios vinculados à educação. 
O Fundef vigorou até 2006, quando foi substituído pelo Fundo de 
Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos 
Profissionais da Educação (Fundeb). 
De tal modo, toda a educação básica sendo eles educandos da educação 
infantil, do ensino fundamental e médio e da educação de jovens e adultos, 
 
30 
passa a ser beneficiada com recursos federais. Um compromisso da União com 
a educação básica, que se estenderá até 2020. 
Tendo o objetivo de aumentar os recursos aplicados pela União, estados 
e municípios na educação básica pública e melhorar a formação e o salário dos 
profissionais da educação. 
Regulamenta o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação 
Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação - FUNDEB, de que trata 
o art. 60 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias; altera a Lei no 
10.195, de 14 de fevereiro de 2001; revoga dispositivos das Leis nos 9.424, de 
24 de dezembro de 1996, 10.880, de 9 de junho de 2004, e 10.845, de 5 de 
março de 2004; e dá outras providências. 
O FUNDEF é que o total arrecadado em cada estado é distribuído de 
acordo com o número de alunos matriculados na rede pública do ensino 
fundamental. Do total de recursos, pelo menos 60% devem ser destinados ao 
salário dos profissionais do magistério. 
Os créditos dos repasses para estados e municípios são feitos em conta 
específica do Fundef no Banco do Brasil, de outro modo o Fundo de Manutenção 
e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da 
Educação (FUNDEB) deverá financiar não só a educação fundamental, mas 
também a educação infantil, a média e a de jovens e adultos, atendendo toda a 
educação básica, da creche ao ensino médio. 
Substituto do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino 
Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef), que vigorou de 1997 a 
2006, o FUNDEB está em vigor desde janeiro de 2007 e se estenderá até 2020. 
Um dos objetivos do FUNDEB é a inclusão progressiva de todas as 
crianças da creche a pré-escola, assim como de todos os jovens e adultos que 
não concluíram o ensino médio. 
O acompanhamento e o controle social sobre a distribuição, a 
transferência e a aplicação dos recursos do programa são feitas através da 
União, estados e municípios. O FUNDEB propõe uma distribuição dos recursos 
com base nos critérios do número de matricula da educação, baseado no censo 
 
31 
escolar do ano anterior. Todavia, existe uma extrema desigualdade entre os 
recursos disponíveis nos três sistemas que permeia durante toda história. 
A história da vinculação obrigatória para o FUNDEB se deu da seguinte 
forma: 
 1934: União e municípios deveriam investir 10%; Estados e DF 20%. 
 1937: A vinculação foi suprimida pela ditadura militar. 
 1946: Retomou os percentuais de 34%, todavia, os municípios passou a 
investir 20%. 
 1969: Estados e União deixaram de aplicar o recurso. 
 1983: restabeleceu a vinculação, fixando um percentual mínimo de: União 
13%; Estados, Distrito Federal (DF) e municípios 25%. 
 1988: O percentual da União foi ampliado para 18%. 
 1990: Houve uma inflação dessa vinculação chegando a 30% a 40% ao 
mês. Com isso sugiram os problemas de renúncia fiscal generalizada, 
sonegação fiscal gigantesca e corrupção dos órgãos fiscalizadores. 
 2000: Foi criado o DRU (Desvinculação de Receita da União) que passou 
a desvincular 20% dos impostos federais, prejudicando o financiamento. 
 2004: O produto da arrecadação do salário-educação passou a compor a 
receita do tesouro nacional. 
 atualmente, a União deve aplicar no mínimo 18% e os Estados, DF e 
municípios 25%. 
 
 
 
 
 
 
 
32 
 
 FUNDEB, INCLUSÃO EM TODA A EDUCAÇÃO BÁSICA: 
 
(Fonte: Google) 
O FUNDEF (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino 
Fundamental e de Valorização do Magistério) foi instituído em 1996 e 
implementado em 1º de janeiro de 1998, constituído de recursos do Fundo de 
Participação dos Estados (FPE), Fundo de Participação dos Municípios (FPM), 
Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), Imposto sobre 
Produtos Industrializados e Exportações (IPIexp) e pela desoneração das 
exportações prevista na Lei Complementar nº 87, de 1996 (Lei Kandir). 
O secretário de Educação Básica do MEC e presidente do Conselho do 
Fundef na esfera da União, Francisco das Chagas, confirmou que quer mediar 
ao máximo os estudos sobre os dois fundos (FUNDEF e FUNDEB), para isso 
encontros regionais com os conselheiros do Fundef foram realizados:- 
“Discutimos amplamente com os conselhos municipais e estaduais a 
organização e o funcionamento dos conselhos e a redefinição do financiamento 
da educação em cima da proposta do Fundeb”. 
Lideranças da Frente Nacional dos Prefeitos (FNP) entregaram ao 
ministro Tarso Genro, dois estudos a respeito do conflito financeiro da criação 
do Fundeb sobre os municípios brasileiros. Na ocasião, o ministro afirmou que o 
MEC não apresentará nenhum projeto sem antes debater e interatuar com as 
prefeituras. 
 
33 
O ministério delineará o projeto do novo FUNDEB (Fundo Nacional de 
Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica) após extensos debates e 
pareceres da FrenteNacional dos Prefeitos. 
O que sabemos sobre o FUNDEF é que o total arrecadado em cada 
estado é distribuído de acordo com o número de alunos matriculados na rede 
pública do ensino fundamental. 
Do total de recursos, pelo menos 60% devem ser destinados ao salário 
dos profissionais do magistério. 
Os créditos dos repasses para estados e municípios são feitos em conta 
específica do Fundef no Banco do Brasil. Para este ano, a estimativa é que o 
Fundef destinará R$ 28 bilhões e 700 milhões para investimento no ensino 
fundamental, onde o governo federal fixou o valor mínimo R$ 537,71 por aluno 
de 1ª a 4ª série, e R$ 564,60 para os de 5ª a 8ª e da educação especial do ensino 
fundamental da rede pública. 
A deputada Fátima Bezerra comentou: -“ o FUNDEB vai herdar uma 
legislação melhor, providências serão tomadas para melhor controle social do 
fundo: os recursos serão repassados automaticamente para contas únicas e 
específicas dos governos estaduais, do Distrito Federal e dos municípios e será 
ampliado o número de conselheiros, de seis para 10 a nível federal; estaduais 
de sete para oito, e municipais de quatro para seis conselheiros. Haverá, ainda, 
maior representação da sociedade civil, principalmente de estudantes”. Está em 
estudo projeto de lei substitutivo, que altera a Lei nº 9.424, de 24/12/1996 (Lei 
do Fundef). 
Encontros estaduais sobre o Fundeb para ouvir especialistas no assunto 
e analisar as características dos gastos com educação nos estados serão 
realizados até julho, em São Paulo foi agendado para o dia 5 de julho. 
"O Fundeb contribui para assegurar a inclusão em toda a educação 
básica, reduzir as desigualdades e melhorar a qualidade do ensino", explicou 
Paulo Egon Wiederkehr, diretor do Fundef, ainda Segundo ele, há prioridades 
nas discussões, como a definição das fontes dos recursos do Fundeb e a 
 
34 
contribuição dos municípios ao Fundo. "Discutir e criar o Fundeb é uma 
prioridade do MEC e do governo federal", explicou. 
O FUNDEB substituirá o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do 
Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (FUNDEF). O encontro, 
denominado Colóquio de Representação Nacional sobre o FUNDEB, foi aberto 
pelo ministro Tarso Genro. 
O FUNDEB deverá financiar não só a educação fundamental, mas 
também a educação infantil, a média e a de jovens e adultos, com esse fundo os 
percentuais, para o ensino médio seriam de R$ 1.342. 
O fundo trabalhará as desigualdades regionais. A proposta, segundo o 
ministro da Educação, Tarso Genro, não está finalizada. a posição é aberta e 
pode mudar. 
 
 Plano Nacional de Educação 
 
 
 
 
 
 
(Fonte: Google) 
O Plano Nacional de Educação (PNE) deve vigorar de 2011 a 2020, 
apresentando diretrizes e metas para a educação no Brasil, estabelecendo 
iniciativas e estratégias para todos os níveis, modalidades e etapas educacionais 
e dando ênfase na elaboração dos currículos em todas as modalidades de 
ensino e diversidade de conteúdos curriculares, prevendo a correção de fluxo e 
o combate a discrepância entre a idade e a série do aluno. 
 
35 
Para isso, são elaboradas metas para aumentar as taxas de alfabetização 
e de escolaridade, tornando universal o ensino fundamental de nove anos para 
todos os indivíduos de 6 a 14 anos e redimensiona a oferta de ensino médio nos 
turnos diurno e noturno. 
Propõe também, a inclusão de alunos com deficiência do campo em 
regime de liberdade assistida, de comunidades indígenas e quilombolas. Outro 
objetivo desse plano é proporcionar uma formação continuada para os 
professores e profissionais da educação, além de estimular a expansão dos 
estágios. Tem como proposta expandir a oferta de matriculas gratuita em 
instituições particulares de ensino, além de investir em equipamentos educativos 
e expansão da estrutura física. 
Outra proposta é a manutenção e ampliação de programas que 
acompanhe individualmente cada estudante com baixo rendimento escolar, 
adotando para isso, práticas como aulas de reforço no turno complementar, 
estudos de recuperação e progressão parcial. 
O documento determina que em 2015 o investimento do poder público em 
educação seja de no mínimo de 7% do produto interno bruto (PIB) do país, cabe 
a União promover pelo menos duas conferências nacionais de educação até o 
final da década, sendo o intervalo entre elas de no máximo quatro anos com 
intervalo de até quatro anos entre elas, como forma de avaliar e monitorar a 
execução do PNE. 
O PNE destaca a importância da autonomia no interior das escolas, mas, 
cumpre-nos alertar que tal autonomia tem sido restrita, já que o poder público 
impõe determinados planejamentos que retiram da escola sua autonomia em 
protagonizar seu projeto educativo. 
Além da desburocratização e a descentralização da gestão financeira, o 
PNE propõe o mesmo para as dimensões pedagógicas e administrativas. Dessa 
forma, a escola passa a contar com um repasse de recursos para o 
desenvolvimento de sua proposta pedagógica e para as despesas de seu 
cotidiano. 
 
36 
O plano propõe a implantação de Conselhos em que a comunidade 
educacional participe do processo ativamente nas escolhas de diretores e na 
construção da proposta pedagógica, associando competência e compromisso. 
 
Meta do Plano Nacional de Educação: 
 Meta 1 – Educação Infantil 
Universalizar até 2016 a educação infantil na pré-escola para as crianças 
de 4 a 5 anos de idade e ampliar a oferta de educação infantil em creches de 
forma a atender, no mínimo, 50% das crianças de até 3 anos até o final da 
vigência deste PNE. 
 Meta 2 – Ensino Fundamental 
Universalizar o ensino fundamental de 9 anos para toda a população de 6 
a 14 anos e garantir que pelo menos 95% dos alunos concluam essa etapa na 
idade recomendada, até o último ano de vigência deste PNE. 
 Meta 3 – Ensino Médio 
Universalizar até 2016 o atendimento escolar para toda a população de 
15 a 17 anos e elevar, até o final do período de vigência deste PNE, a taxa líquida 
de matrículas no ensino médio para 85%. 
 Meta 4 – Inclusão 
Universalizar para a população de 4 a 17 anos com deficiência, 
transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, o 
acesso à educação básica e ao atendimento educacional especializado, 
preferencialmente na rede regular de ensino, com a garantia de sistema 
educacional inclusivo, de salas de recursos multifuncionais, classes, escolas ou 
serviços especializados, públicos ou conveniados. 
 Meta 5 – Alfabetização Infantil 
Alfabetizar todas as crianças, no máximo, até o final do 3º ano do ensino 
fundamental. 
 
37 
 Meta 6 – Educação Integral 
Oferecer educação em tempo integral em, no mínimo, 50% das escolas 
públicas, de forma a atender, pelo menos, 25% dos(as) alunos(as) da educação 
básica. 
 Meta 7 – Qualidade da Educação Básica/IDEB 
Fomentar a qualidade da educação básica em todas as etapas e 
modalidades, com melhoria do fluxo escolar e da aprendizagem de modo a 
atingir as seguintes médias nacionais para o Ideb: 6,0 nos anos iniciais do ensino 
fundamental; 5,5 nos anos finais do ensino fundamental; 5,2 no ensino médio. 
 Meta 8 – Elevação da escolaridade/Diversidade 
Elevar a escolaridade média da população de 18 a 29 anos, de modo a 
alcançar, no mínimo, 12 anos de estudo no último ano de vigência deste Plano, 
para as populações do campo, da região de menor escolaridade no País e dos 
25% mais pobres, e igualar a escolaridade média entre negros e não negros 
declarados à Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. 
 Meta 9 – Alfabetização de jovens e adultos 
Elevar a taxa de alfabetização da população com 15 anos ou mais para 
93,5% até 2015 e, até o final da vigência deste PNE, erradicar o analfabetismo 
absoluto e reduzir em 50% a taxa de analfabetismo funcional. 
 Meta 10 – EJA Integrada 
Oferecer, no mínimo, 25% das matrículas de educação de jovense 
adultos, nos ensinos fundamental e médio, na forma integrada à educação 
profissional. 
 Meta 11 – Educação Profissional 
Triplicar as matrículas da educação profissional técnica de nível médio, 
assegurando a qualidade da oferta e pelo menos 50% da expansão no segmento 
público. 
 Meta 12 – Educação Superior 
 
38 
Elevar a taxa bruta de matrícula na educação superior para 50% e a taxa 
líquida para 33% da população de 18 a 24 anos, assegurada a qualidade da 
oferta e expansão para, pelo menos, 40% das novas matrículas, no segmento 
público. 
 Meta 13 – Qualidade da Educação Superior 
Elevar a qualidade da educação superior e ampliar a proporção de 
mestres e doutores do corpo docente em efetivo exercício no conjunto do 
sistema de educação superior para 75%, sendo, do total, no mínimo, 35% 
doutores. 
 Meta 14 – Pós-Graduação 
Elevar gradualmente o número de matrículas na pós-graduação stricto 
sensu, de modo a atingir a titulação anual de 60 mil mestres e 25 mil doutores. 
 Meta 15 – Profissionais de Educação 
Garantir, em regime de colaboração entre a União, os Estados, o Distrito 
Federal e os Municípios, no prazo de 1 ano de vigência deste PNE, política 
nacional de formação dos profissionais da educação de que tratam os incisos I, 
II e III do caput do art. 61 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, 
assegurado que todos os professores e as professoras da educação básica 
possuam formação específica de nível superior, obtida em curso de licenciatura 
na área de conhecimento em que atuam. 
 Meta 16 – Formação 
Formar, em nível de pós-graduação, 50% dos professores da educação 
básica, até o último ano de vigência deste PNE, e garantir a todos(as) os(as) 
profissionais da educação básica formação continuada em sua área de atuação, 
considerando as necessidades, demandas e contextualizações dos sistemas de 
ensino. 
 Meta 17 – Valorização dos Profissionais do Magistério 
Valorizar os(as) profissionais do magistério das redes públicas de 
educação básica de forma a equiparar seu rendimento médio ao dos(as) demais 
 
39 
profissionais com escolaridade equivalente, até o final do 6º ano de vigência 
deste PNE. 
 Meta 18 – Planos de Carreira 
Assegurar, no prazo de 2 anos, a existência de planos de carreira para 
os(as) profissionais da educação básica e superior pública de todos os sistemas 
de ensino e, para o plano de Carreira dos(as) profissionais da educação básica 
pública, tomar como referência o piso salarial nacional profissional, definido em 
lei federal, nos termos do inciso VIII do art. 206 da Constituição Federal. 
 Meta 19 – Gestão Democrática 
Assegurar condições, no prazo de 2 anos, para a efetivação da gestão 
democrática da educação, associada a critérios técnicos de mérito e 
desempenho e à consulta pública à comunidade escolar, no âmbito das escolas 
públicas, prevendo recursos e apoio técnico da União para tanto. 
 Meta 20 – Financiamento da Educação 
Ampliar o investimento público em educação pública de forma a atingir, 
no mínimo, o patamar de 7% do Produto Interno Bruto – PIB do País no 5º ano 
de vigência desta Lei e, no mínimo, o equivalente a 10% do PIB ao final do 
decênio. 
 Piso Salarial Lei 11738 / 2008 
O que é? 
Em 16 de julho de 2008 foi sancionada a Lei 11.738, que instituiu o piso 
salarial profissional nacional para os profissionais do magistério público da 
educação básica, regulamentando disposição constitucional (alínea ‘e’ do inciso 
III do caput do artigo 60 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias). 
O piso salarial profissional nacional é o valor abaixo do qual os entes 
federativos (União, Estados, Distrito Federal e Municípios) não poderão fixar o 
vencimento inicial das carreiras do magistério público da educação básica, para 
a jornada de, no máximo, 40 (quarenta) horas semanais. 
 
 
40 
 
 Qual o valor do Piso? 
O valor do piso salarial profissional nacional para os profissionais do 
magistério público da educação básica com formação em nível médio na 
modalidade Normal foi fixado pela Lei em R$ 950,00 (novecentos e cinquenta 
reais). 
Governadores de alguns estados moveram Ação Direta de 
Inconstitucionalidade (ADI) contra a lei. Em decisão cautelar, o Supremo Tribunal 
Federal (STF) definiu que o termo “piso” deve ser entendido como a 
remuneração mínima a ser recebida pelos professores. 
Esse valor pode incluir gratificações ou outras vantagens 
pecuniárias? 
De acordo com o artigo 2o da Lei 11.738/2008, até 31 de dezembro de 
2009 admite-se que para atingir o valor do piso sejam computadas as vantagens 
pecuniárias pagas a qualquer título. Após essa data, ainda segundo a lei, o valor 
do piso deverá corresponder ao vencimento inicial da carreira. 
Até que o STF analise a constitucionalidade da norma, no julgamento de 
mérito, os professores das escolas públicas terão a garantia de não receber 
abaixo de R$ 950,00, podendo ser somados aí o vencimento básico (salário) e 
as gratificações e vantagens. Esse entendimento deverá ser mantido até o 
julgamento final da ADI 4167. 
Deve-se destacar que a definição do piso nacional não impede que os 
entes federativos tenham pisos superiores ao nacional. De qualquer forma, 
devem ser resguardadas as vantagens daqueles que percebam valores acima 
do referido na Lei. Assim, se um professor recebe atualmente uma remuneração 
mensal superior a R$ 950,00, seja ela composta de salário, gratificação ou outras 
vantagens, a implementação do piso poderá fazer com que tais vantagens sejam 
incorporadas ao seu vencimento, mas não poderá reduzir sua remuneração total. 
 
 
 
41 
Para que profissionais o Piso se aplica? 
O valor de R$ 950,00 do piso se aplica para profissionais do magistério 
público da educação básica com formação em nível médio na modalidade 
Normal com jornada de 40 horas semanais. 
Quais são os profissionais do magistério público da educação 
básica? 
Por profissionais do magistério público da educação básica entendem-se 
aqueles que desempenham as atividades de docência ou as de suporte 
pedagógico à docência, isto é, direção ou administração, planejamento, 
inspeção, supervisão, orientação e coordenação educacionais, exercidas no 
âmbito das unidades escolares de educação básica, em suas diversas etapas e 
modalidades, com a formação mínima determinada pela legislação federal de 
diretrizes e bases da educação nacional. 
Qual o valor do Piso para profissionais de nível superior? 
A Lei não fixa valor para a remuneração de profissionais de nível superior. 
O valor do Piso fixado para profissionais com formação em nível médio 
deve servir de ponto de partida para a fixação dos vencimentos dos profissionais 
de nível superior ou com outros graus de formação, a critério de cada ente 
federativo. 
 
O que a Lei prevê em relação à carga horária dos profissionais do 
magistério? 
A lei prevê que o piso de R$ 950,00 seja aplicado para uma jornada de 40 
(quarenta) horas semanais. 
Além disso, prevê que na composição da jornada de trabalho o limite 
máximo para desempenho das atividades de inteiração com os educandos é de 
dois terços dessa carga horária. 
Em decisão cautelar da ADI 4167, movida pelos governadores, o STF 
declarou inconstitucional a regra que determina o cumprimento de no máximo 
dois terços da carga dos professores para desempenho de atividades em sala 
 
42 
de aula. Esse entendimento deverá ser mantido até o julgamento final da ADI 
4167. 
 Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira 
 
 
 
 
 
 
(Fonte: Google) 
As políticas de educação são garantidas pela Constituição Federal e por 
outras leis, como a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (lei nº 
9.394/96). 
O direito dos cidadãos de ter acesso à educação é garantido pela 
Constituição Federal no artigo 205: 
Art. 205. A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será 
promovida e incentivada com a colaboraçãoda sociedade, visando ao pleno 
desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua 
qualificação para o trabalho. 
A (LDB 9394/96) é a legislação que regulamenta o sistema educacional 
(público ou privado) do Brasil (da educação básica ao ensino superior). 
Na história do Brasil essa é a segunda vez que a educação conta com 
uma Lei de Diretrizes e Bases da Educação que regulamenta todos os seus 
níveis. A primeira LDB foi promulgada em 1961 (LDB 4024/61). 
A LDB 9394/96 reafirma o direito à educação, garantido pela Constituição 
Federal. Estabelece os princípios da educação e os deveres do Estado em 
relação à educação escolar pública, definindo as responsabilidades, em regime 
de colaboração, entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios. 
 
43 
Segundo a LDB 9394/96, a educação brasileira é dividida em dois níveis: a 
educação básica e o ensino superior. 
Educação básica: 
 educação Infantil – creches (de 0 a 3 anos) e pré-escolas (de 4 e 5 
anos) – É gratuita, mas não obrigatória. Competência dos municípios. 
 ensino Fundamental – anos iniciais (do 1º ao 5º ano) e anos finais 
(do 6º ao 9º ano) – É obrigatório e gratuito. A LDB estabelece que, 
gradativamente, os municípios serão os responsáveis por todo o ensino 
fundamental. Na prática os municípios estão atendendo aos anos iniciais 
e os Estados os anos finais. 
 ensino Médio – O antigo 2º grau (do 1º ao 3º ano). É de 
responsabilidade dos Estados. Pode ser técnico profissionalizante, ou 
não. 
Ensino Superior: 
 é de competência da União, podendo ser oferecido por Estados e 
Municípios, desde que estes já tenham atendido os níveis pelos quais é 
responsável em sua totalidade. Cabe a União autorizar e fiscalizar as 
instituições privadas de ensino superior. 
A educação brasileira conta ainda com algumas modalidades de 
educação, que perpassam todos os níveis da educação nacional. São elas: 
 Educação Especial – Atende aos educandos com necessidades 
especiais, preferencialmente na rede regular de ensino. 
 Educação a distância – Atende aos estudantes em tempos e espaços 
diversos, com a utilização de meios e tecnologias de informação e 
comunicação. 
 Educação Profissional e Tecnológica – Visa preparar os estudantes a 
exercerem atividades produtivas, atualizar e aperfeiçoar conhecimentos 
tecnológicos e científicos. 
 
44 
 Educação de Jovens e Adultos – Atende as pessoas que não tiveram 
acesso à educação na idade apropriada. 
 Educação Indígena – Atende as comunidades indígenas, de forma a 
respeitar a cultura e língua materna de cada tribo. 
Além dessas determinações, a LDB 9394/96 aborda temas como os 
recursos financeiros e a formação dos profissionais da educação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
45 
 
CONCLUSÃO 
 
A educação brasileira está longe de chegar ao objetivo de se igualar ao 
patamar mundial, mas é necessário que todos façam a sua parte da forma que 
entender como adequada, sempre levando em consideração a razoabilidade e 
proporcionalidade pressionando deste modo, as autoridades que compõe o 
poder público brasileiro para fazer valer as legislação que abordam sobre a 
educação e que se encontram positivadas no ordenamento jurídico, incluindo a 
Constituição Federal. 
Muitos programas estão sendo criados pelo governo, para facilitar o 
acesso à educação no País, mudando os rumos de toda uma sociedade, porém 
ainda existe um longo caminho a ser seguido, infelizmente a educação brasileira 
carece de atenção a evolução caminha a passos lentos, porém com as reformas 
educacionais apresentadas durante o estudo da apostila, fica evidente que pode 
haver evoluções ao longo dos anos. 
Destarte que a educação é um direito de todos, e um dever do estado, 
que deve promove-la com responsabilidade e respeito aos cidadãos. 
Por fim, as políticas públicas e as legislações vigentes estão sendo 
moldadas para se adequar a atual situação do país e com isso cenários que 
sempre foram motivo de grande preocupação, não só pro País mas para todo o 
mundo pode ter uma significativa melhora, como desigualdade social e 
desemprego. 
Importante ressaltar, um País com condições de vida similares para todos 
que abitam é um País feliz. 
 
 
 
 
 
46 
REFERÊNCIA 
24 MEC – Ministério da Educação. Apresenta informações sobre a estrutura do 
sistema educacional brasileiro. Disponível em: http://portal.mec,gov.br/sesu/. 
Acesso em: 25 jun. 08. 
BONAMINO, A. Et. Al (2002). Eficácia e equidade na educação brasileira: 
evidencias baseadas nos dados do SAEB 2001. PUC-RIO: Departamento de 
Economia. 
BRASIL, Ministério da Educação. Parâmetros curriculares nacionais para o 
ensino médio. 2001. 
BRASIL. Lei de diretrizes e bases da educação nacional, Lei nº 9.394 de 20 de 
dezembro de 1996. 
BRASIL. Conselhos escolares: uma estratégia de gestão democrática da 
educação pública. 2004. Acesso em: 08 jul 2011. Disponivel em 

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