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Resumo Política E Organização DA Educação Basica
Política e Organização da Educação Básica (Universidade Paulista)
Digitalizar para abrir em Studocu
A Studocu não é patrocinada ou endossada por nenhuma faculdade ou universidade
Resumo Política E Organização DA Educação Basica
Política e Organização da Educação Básica (Universidade Paulista)
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Baixado por Milena Anselmo (umalindamilena@gmail.com)
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POLÍTICA E ORGANIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO BASICA
UNIDADE I
OBJETIVOS DESTA UNIDADE
São objetivos desta unidade:
Conceituar e caracterizar o Estado.
Compreender o que é governo e seu papel na
sociedade.
Explicitar o conceito de políticas públicas e sua
aplicabilidade.
Explicitar o sentido das teorias econômicas
(neoliberalismo e marxismo) na educação.
Apresentar a LDB como política pública de educação.
ESTADO E SEU CONCEITO
Para Vieira e Albuquerque (2001), muitas são as
formas de entender o significado do conceito de
Estado.
Estado é entendido pela noção clássica como sendo o
“povo social e política e juridicamente organizado,
que, dispondo de uma estrutura administrativa, de um
governo próprio, tem soberania sobre determinado
território” (HOUAISS, 2009, p. 341).
Não é só isso, dada a complexidade do termo e o
sentido político que tem, o Estado foi estudado por
vários autores das mais diversas áreas do
conhecimento.
O Estado pode ser compreendido como sendo: uma
instituição organizada política, social e juridicamente,
que ocupa um território definido e, na maioria das
vezes, sua lei maior é a Constituição (DE CICCO;
GONZAGA, 2013, p. 25).
É dirigido por um governo soberano, reconhecido
interna e externamente, sendo responsável pela
organização e pelo controle social, pois detém o
monopólio legítimo do uso da força e da coerção
(Idem).
ELEMENTOS DO ESTADO
Segundo Bobbio (2007), os elementos do Estado são
de ordem material e formal. Do ponto de vista
material, temos a população e o território; do ponto
de vista formal, o governo.
E o que vêm a ser população e território?
Para Kelsen (2000), do ponto de vista material,
podemos entender por população o conjunto de
todos os habitantes do território do Estado. Por povo,
o conjunto dos cidadãos que mantêm vínculos
políticos e jurídicos com o Estado. Território é
entendido como o espaço para o qual apenas uma
ordem jurídica está autorizada a prescrever atos
coercitivos e onde podem ser executados.
CARACTERISTICAS DO ESTADO
As características do Estado são a soberania, a
nacionalidade e a finalidade.
Soberania: a capacidade de proclamar seu próprio
direito positivo de forma incontestável.
Nacionalidade: é o vínculo jurídico-político de direito
público interno, em que a pessoa se torna um dos
elementos da dimensão pessoal do Estado (MIRANDA,
2004). Atualmente, no Direito Constitucional,
nacionalidade e cidadania têm sentidos distintos.
Nacionalidade está mais ligada à origem, ao local de
nascimento, e cidadania às obrigações políticas e
jurídicas.
Finalidade: segundo Dallari (1990, p. 56), “é o bem
comum, ou seja, o conjunto de todas as condições de
vida social que consintam e favoreçam o
desenvolvimento integral da pessoa humana”.
O termo é escrito em letra maiúscula e representa um
governo próprio que, em seu território, tem
soberania. As teorias que tratam do Estado estudam
as suas funções tradicionais, que estão englobadas em
três grandes domínios de poder: Poder Executivo,
Poder Legislativo e Poder Judiciário.
As funções desempenhadas pelo Estado são as
políticas, as sociais e as econômicas.
ESTADO: DUAS VERTENTES
No campo da filosofia social há duas tradições para a
compreensão do papel do Estado na sociedade:
liberalismo e marxismo.
Liberalismo: proposta por Adam Smith, essa tradição
considera que apenas a valorização da liberdade
individual e a livre concorrência podem permitir que
as sociedades se tornem cada vez mais avançadas,
permitindo também o surgimento do bem-estar
social. O Estado, por sua vez (e ao contrário do
socialismo), deve ser mínimo e voltado,
principalmente, para a rígida aplicação das leis, sendo
todos os homens iguais perante a lei,
independentemente de classe social.
Baixado por Milena Anselmo (umalindamilena@gmail.com)
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Se a lei não for aplicada a todos, não podemos ter
esperanças nem no liberalismo e muito menos em
qualquer sociedade que queira evoluir.
Marxismo: Karl Marx realizou uma análise das
sociedades capitalistas e levantou várias questões que
vieram a influenciar muitos pensadores depois dele,
além de motivar várias revoluções e movimentos
sociais mundo afora. Entre suas ideias fundamentais
está a percepção de que a história da humanidade
tem sido a história da luta de classes. 
Após a ascensão da burguesia como classe dominante,
o capitalismo tomou uma forma sofisticada de
dominação abrangendo a religião e o Estado, que,
basicamente, agem em favor das classes dominantes.
Marx afirmou que “os filósofos interpretaram o
mundo, mas chegou a hora de transformá-lo”. E essa
transformação seria justamente a destituição da
burguesia por meio de uma revolução do proletariado,
que tomaria os meios de produção, fazendo surgir o
socialismo e, posteriormente, como fase final, o
comunismo, quando então não existiriam mais classes
sociais.
GOVERNO
De acordo com o Novo Aurélio (FERREIRA,1999, p.
1000), governo refere-se ao: “ato ou efeito de
governar; administração, gestão, direção; e, ainda,
administração superior, ministério, poder executivo e
também sistema político pelo qual se rege um país”.
Em outras palavras, o governo tem o papel de
administrar o Estado, com a função executiva, e, nesse
sentido, caracteriza-se como uma das instituições que
compõem o Estado: o Poder Executivo.
Essa administração é transitória e pode ser
representada pelos diversos partidos políticos
existentes.
PAPEL DO GOVERNO
O Poder Executivode um país, estado ou município
durante um período de tempo administra, chefia.
Quando falamos de governo, identificamos a pessoa
que o representa, o governante de uma esfera de
Poder Executivo (federal, estadual ou municipal) e
expressamos nossa opinião sobre seu desempenho,
por exemplo, dizendo que foi alguém que governou
bem no seu tempo, que provocou mudanças
favoráveis para o povo, e julgando sempre de acordo
com o tipo de sociedade que o Estado decidiu ser.
Atualmente estamos numa sociedade democrática.
CONCEITO DE NAÇÃO
Por nação entendemos um povo, agrupamento ou
organização de uma sociedade cujos membros
compartilham uma tradição histórica e que, por isso,
apresentam uma identidade, uma cultura própria que
os distingue de outros e que também os une.
Usamos cotidianamente as palavras Estado, governo e
nação como se fossem sinônimos, porém elas
representam aspectos bem diferentes da realidade
social, política e econômica brasileira.
POLÍTICAS PUBLICAS
No Dicionário Michaelis (2009), entre outras,
encontramos as seguintes definições da palavra
política: “Arte ou ciência de governar. [...] Arte ou
ciência da organização, direção e administração de
nações ou estados. [...] Aplicação desta arte nos
negócios internos (política interna) da nação ou nos
negócios externos (política externa)”.
Para entender melhor o sentido e as finalidades das
políticas públicas, faz-se necessário compreender o
sentido de público.
Quando pensamos no termo política, estamos nos
referindo àquilo que é próprio do homem, auxilia-o a
resolver problemas, conflitos e a organizar sua vida
social.
Para Padilha (2001), há várias definições para política,
mas o sentido que está mais presente é o das ações e
das relações humanas.
No caso da educação escolar, em sentido específico,
“pode representar a Administração do Estado pelas
autoridades e especialistas governamentais, ações da
coletividade em relação a tal governo” (PADILHA,
2001, p. 20).
Não existe um conceito apenas, uma definição para a
interpretação do conceito de políticas públicas, pois
ao longo das décadas esse conceito vem sendo
ressignificado.
A definição instituída por Thomas Dye (1984) é
sempre citada como aceitável quanto ao que seria
uma política pública, “o que o governo escolhe fazer
ou não fazer”.
A definição cunhada por Lasswell, anterior à de Dye é
também muito utilizada, surge em forma de
provocação: quem ganha o que, por que e que
diferença faz.
Baixado por Milena Anselmo (umalindamilena@gmail.com)
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Essas questões orientariam o estudo do que, de fato,
pode ser considerada uma política pública, assim
como daria um guia de orientação quanto às questões
que necessitariam ser respondidas para uma análise
mais elaborada (AGUM, RISCADO, MENEZES, 2015, p.
15).
Cumpre destacar que nosso enfoque nesta disciplina
recai sobre as políticas sociais, mais precisamente, as
políticas educacionais.
CONCEITO DE POLÍTICAS PUBLICAS
Políticas públicas significam, usando as definições
apontadas anteriormente:
diretrizes, princípios norteadores de ação do poder
público, regras e procedimentos que estabelecem as
relações entre o poder público e a sociedade;
as mediações entre a população e o Estado, ou seja,
cidadãos que representam a sociedade e o Estado.
POLÍTICAS PUBLICAS
As políticas públicas em educação traduzem e
sistematizam, em seu processo de elaboração, a
definição das necessidades educacionais brasileiras e
a forma de intervenção a ser adotada, a implantação e
a implementação de ações, projetos, programas, qual
população a ser atendida e os resultados esperados a
curto, médio e longo prazo.
OBJETIVOS DAS POLÍTICAS PUBLICAS
Os objetivos das políticas públicas estão voltados
principalmente aos setores marginalizados da
sociedade, que são considerados vulneráveis.
As políticas públicas visam a efetivar os direitos da
cidadania.
Identificamos as políticas públicas sociais e as políticas
públicas educacionais.
TIPOLOGIA DAS POLÍTICAS PUBLICAS
Quanto aos impactos que podem causar nas relações
sociais ou em seus beneficiários, as políticas públicas
podem ser: distributivas, quando distribuem
benefícios individuais; redistributivas, ao buscar
equidade redistribuindo os benefícios entre os grupos
sociais; e regulatórias, ao definir regras e
procedimentos para atender aos interesses gerais da
sociedade.
CRISE DO ESTADO DE BEM-ESTAR SOCIAL
Visão liberal: a visão da política liberal tem no
liberalismo seus fundamentos, que se traduzem no
“conjunto de ideias e doutrinas que visam a assegurar
a liberdade individual no campo da política, da moral,
da religião dentro da sociedade” (FERREIRA, 1999, p.
1.209).
O liberalismo político resultante da filosofia liberal,
defende a liberdade política do indivíduo em relação
ao Estado e à existência de oportunidades iguais para
todos.
GOVERNO
Visão social-democráta: concebe uma política de
atuação com benefícios sociais que visem à proteção
dos mais fracos, como uma maneira de dar igualdade
de condições a todos, em decorrência das diferenças
econômicas promovidas pela sociedade capitalista.
O Estado de Bem-Estar Social é o sistema que
representa a visão social-democrata, na qual as
políticas públicas têm um papel regulador das relações
econômico-sociais.
VISÃO SOCIAL-DEMOCRATA
Esse sistema cresce e leva a uma relativa distribuição
de renda e ao reconhecimento de uma série de
direitos sociais.
Fundos públicos são constituídos e utilizados em
investimentos em áreas estratégicas para o
desenvolvimento e em programas sociais, o que
acarreta um controle político e burocrático da vida dos
cidadãos consumidores de bens públicos.
A partir da década de 1970, esse modelo entrou em
crise, devido aos novos padrões introduzidos pelas
tecnologias nos processos de acumulação e nas
relações de trabalho.
Essa situação levou à falência do Estado protetor e ao
agravamento da crise social, em virtude do
esgotamento das possibilidades de atendimento às
necessidades crescentes da população, gerando o
burocratismo e a ineficiência do aparelho
governamental.
VISÃO NEOLIBERAL
O neoliberalismo veio responder a essas necessidades
sociais e econômicas que defendia a ação mínima do
Estado. O equilíbrio social é resultante do livre
funcionamento do mercado.
As noções de mercados abertos e tratados de livre-
comércio, redução do setor público e diminuição da
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intervenção estatal na economia e na regulação do
mercado resultaram em programas e políticas de
ajuste estrutural.
Nesse sistema modificam-se as formulações das
políticas públicas, pois com a ação mínima do Estado é
preciso que as regulamentações sejam mínimas e as
políticas distributivas compensem desequilíbrios
graves e passem, então, a ter um caráter seletivo de
atendimento a todos, ou seja, um atendimento não
universal.
NEOLIBERALISMO E GLOBALIZAÇÃO
O fenômeno da globalização do capitalismo influencia
a elaboração das políticas públicas, e os interesses
internacionais aparecem com grande poder de
interferência nas decisões, às vezes, ditados por
organismos multilaterais.
Cada país tem seu processo de formulação de políticas
públicas, e esses processos vêm se tornando cada vez
mais complexos.
O Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional
aparecem como instituições com grande poder de
influência, por meio de um conjunto de programase
políticas com vistas ao ajuste estrutural necessário ao
novo modelo econômico e social do Estado.
O modelo de ajuste e estabilização proposto é
baseado numa série de recomendações de políticas
públicas que tem como premissa a redução drástica
do gasto governamental, por meio da privatização das
empresas estatais, da liberalização dos salários e dos
preços e da reorientação das produções industrial e
agrícola para exportação.
POLÍTICA NEOLIBERAL
É proposta a diminuição da participação financeira do
Estado no fornecimento de serviços sociais, como
saúde, pensões, aposentadorias, transporte público,
habitação popular e educação, mediante sua
transferência para o setor privado.
As atividades do setor público são concebidas como
improdutivas e como desperdício social.
Assim também é entendida a educação e sua função
social, o que incide nas concepções do papel da
educação nos dias de hoje e nas políticas públicas na
área educacional.
CRITICA AO NEOLIBERALISMO
Educadores brasileiros, como Paulo Freire e Moacir
Gadotti, criticam o pensamento e a prática neoliberal,
pois consideram o neoliberalismo contrário à ética
integral do ser humano, à utopia e à educação como
ato democrático.
O neoliberalismo naturaliza a desigualdade e sustenta
a lógica do mercado. O homem é considerado como
força de trabalho. Para o neoliberalismo, a
globalização é considerada uma realidade definitiva, e
não uma categoria histórica.
LEGISLAÇÃO EDUCACIONAL: PRINCIPIOS E FINS DA
EDUCAÇÃO
A legislação se constitui numa política regulatória
porque “estabelece padrões de comportamento,
serviço ou produto para atores públicos e privados”
(SECCHI, 2012, p. 17).
Assim, tomarei como referência para tratar o assunto
a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, Lei Federal nº
9.394/1996.
Art. 1º. A educação abrange os processos formativos
que se desenvolvem na vida familiar, na convivência
humana, no trabalho, nas instituições de ensino e
pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da
sociedade civil e nas manifestações culturais.
§ 1º. Esta Lei disciplina a educação escolar, que se
desenvolve, predominantemente, por meio do ensino,
em instituições próprias.
§ 2º. A educação escolar deverá vincular-se ao mundo
do trabalho e à prática social (BRASIL, 1996).
PRINCIPIOS E FINS DA EDUCAÇÃO
Art. 2º. A educação, dever da família e do Estado,
inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de
solidariedade humana, tem por finalidade o pleno
desenvolvimento do educando, seu preparo para o
exercício da cidadania e sua qualificação para o
trabalho (BRASIL, 1996).
PRINCIPIOS ORIENTADORES PARA SE MINISTRAR O
ENSINO
Art. 3º. O ensino será ministrado com base nos
seguintes princípios:
I. igualdade de condições para o acesso e
permanência na escola;
II. liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar
a cultura, o pensamento, a arte e o saber;
III. pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas;
IV. respeito à liberdade e apreço à tolerância;
Baixado por Milena Anselmo (umalindamilena@gmail.com)
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V. coexistência de instituições públicas e privadas de
ensino;
VI. gratuidade do ensino público em estabelecimentos
oficiais;
DIREITO Á EDUCAÇÃO E DEVER DO ESTADO
O direito à educação e o dever do Estado estão
previstos no art. 4º, da LDB 9.394/1996.
Esse direito é manifestado mediante inúmeras
garantias como educação básica obrigatória e gratuita
dos 4 (quatro) aos 17 (dezessete) anos de idade, ou
oferta vaga na escola pública de Educação Infantil ou
de Ensino Fundamental mais próxima de sua
residência a toda criança a partir do dia em que
completar 4 (quatro) anos de idade (BRASIL, 1996),
por exemplo.
Esse artigo da LDB determina quais são os deveres do
Estado na oferta da educação escolar pública, por
meio de dez incisos.
Sete de seus incisos estão apresentados no art. 208 da
Constituição Federal e seus três parágrafos finais estão
contemplados em outras partes da Lei nº 9.394/96.
EDUCAÇÃO COMO DIREITO PUBLICO SUBJETIVO
Art. 5º. O acesso à educação básica obrigatória é
direito público subjetivo, podendo qualquer cidadão,
grupo de cidadãos, associação comunitária,
organização sindical, entidade de classe ou outra
legalmente constituída e, ainda, o Ministério Público,
acionar o Poder Público para exigi-lo.
POLÍTICA E ORGANIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO BASICA
UNIDADE II
OBJETIVOS DESTA UNIDADE
Explicitar o sistema de organização do ensino e a
estrutura escolar.
Compreender as incumbências dos sistemas de ensino
e dos profissionais da educação em relação ao ensino.
Apresentar a Base Nacional Comum Curricular (BNCC)
e analisar sua relação com a formação de profissionais
da educação.
SISTEMA DE ENSINO E ORGANIZAÇÃO ESCOLAR
Estrutura da educação básica:
O sistema escolar brasileiro compreende uma rede de
escolas e uma estrutura de sustentação.
A rede de escolas é composta de estabelecimentos de
ensino que atendem aos alunos, nos níveis de ensino
descritos a seguir.
Primeira etapa: Educação Infantil: creche, do 0 aos 3
anos; pré-escola, dos 4 aos 5 anos.
Segunda etapa: Ensino Fundamental: anos iniciais (dos
6 aos 10 anos); anos finais (dos 11 aos 14 anos).
Terceira etapa (final): Ensino Médio: dos 15 aos 17
anos (1ª a 3ª séries).
ORGANIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO NASCIONAL
A organização da educação nacional está prevista no
art. 8º, da LDB 9.394/1996, trazendo o seguinte texto:
a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios
organizarão, em regime de colaboração, os respectivos
sistemas de ensino.
§ 1º Caberá à União a coordenação da política
nacional de educação, articulando os diferentes níveis
e sistemas e exercendo função normativa,
redistributiva e supletiva (que supre uma falta ou
carência de algo) em relação às demais instâncias
educacionais.
§ 2º Os sistemas de ensino terão liberdade de
organização nos termos desta Lei (BRASIL, 1996).
INCUMBENCIA DA UNIÃO
As incumbências da União para com a educação estão
previstas no art. 9º, da LDDB 9.394/1996.
I. elaborar o Plano Nacional de Educação, em
colaboração com os estados, o Distrito Federal e os
municípios;
II. organizar, manter e desenvolver os órgãos e
instituições oficiais do sistema federal de ensino e o
dos territórios;
As incumbências da União para com a educação estão
previstas no art. 9º, da LDDB 9.394/1996.
III. prestar assistência técnica e financeira aos estados,
ao Distrito Federal e aos municípios para o
desenvolvimento de seus sistemas de ensino e o
atendimento prioritário à escolaridade obrigatória,
exercendo sua função redistributiva e supletiva;
IV. estabelecer, em colaboração com os estados, o
Distrito Federal e os municípios, competências e
diretrizes para a Educação Infantil, o Ensino
Fundamental e o Ensino Médio, que nortearão os
currículos e seus conteúdos mínimos, de modo a
assegurar formação básica comum;
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V. coletar, analisar e disseminar informações sobre a
educação;
VI. assegurar processo nacional de avaliação do
rendimento escolar no Ensino Fundamental, médio e
superior, em colaboração com os sistemas de ensino,
objetivando a definição de prioridades e a melhoria da
qualidade do ensino;
VII. baixar normas gerais sobre cursos de graduação e
pós-graduação;
VIII. assegurar processo nacional de avaliação das
instituições de educação superior, com a cooperação
dos sistemas que tiverem responsabilidade sobre este
nível de ensino;
IX. autorizar, reconhecer,credenciar, supervisionar e
avaliar, respectivamente, os cursos das instituições de
educação superior e os estabelecimentos do seu
sistema de ensino.
INCUMBENCIAS DOS ESTADOS
Art. 10. Os estados incumbir-se-ão de:
I. organizar, manter e desenvolver os órgãos e
instituições oficiais dos seus sistemas de ensino;
II. definir, com os municípios, formas de colaboração
na oferta do Ensino Fundamental, as quais devem
assegurar a distribuição proporcional das
responsabilidades, de acordo com a população a ser
atendida e os recursos financeiros disponíveis em cada
uma dessas esferas do Poder Público;
III. elaborar e executar políticas e planos educacionais,
em consonância com as diretrizes e planos nacionais
de educação, integrando e coordenando as suas ações
e as dos seus municípios;
IV. autorizar, reconhecer, credenciar, supervisionar e
avaliar, respectivamente, os cursos das instituições de
educação superior e os estabelecimentos do seu
sistema de ensino;
V. baixar normas complementares para o seu sistema
de ensino;
VI. assegurar o Ensino Fundamental e oferecer, com
prioridade, o Ensino Médio a todos [os] que o
demandarem, respeitado o disposto no art. 38 desta
Lei;
VII. assumir o transporte escolar dos alunos da rede
estadual.
Parágrafo único. Ao Distrito Federal aplicar-se-ão as
competências referentes aos estados e aos municípios
(BRASIL, 1996).
INCUMBENCIAS DOS MUICIPIOS
Art. 11. Os municípios incumbir-se-ão de:
I. organizar, manter e desenvolver os órgãos e
instituições oficiais dos seus sistemas de ensino,
integrando-os às políticas e planos educacionais da
União e dos estados;
II. exercer ação redistributiva em relação às suas
escolas;
III. baixar normas complementares para o seu sistema
de ensino;
Art. 11. Os municípios incumbir-se-ão de:
IV. autorizar, credenciar e supervisionar os
estabelecimentos do seu sistema de ensino;
V. oferecer a Educação Infantil em creches e pré-
escolas, e, com prioridade, o Ensino Fundamental,
permitida a atuação em outros níveis de ensino
somente quando estiverem atendidas plenamente as
necessidades de sua área de competência e com
recursos acima dos percentuais mínimos vinculados
pela Constituição Federal à manutenção e
desenvolvimento do ensino.
VI. assumir o transporte escolar dos alunos da rede
municipal.
Parágrafo único. Os municípios poderão optar, ainda,
por se integrar ao sistema estadual de ensino ou
compor com ele um sistema único de educação básica
(BRASIL, 1996).
INCUMBENCIAS DOS ESTABELECIMENTOS DE ENSINO
Art. 12. Os estabelecimentos de ensino, respeitadas as
normas comuns e as do seu sistema de ensino, terão a
incumbência de:
I. elaborar e executar sua proposta pedagógica;
II. administrar seu pessoal e seus recursos materiais e
financeiros;
III. assegurar o cumprimento dos dias letivos e horas-
aula estabelecidas;
IV. velar pelo cumprimento do plano de trabalho de
cada docente;
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V. prover meios para a recuperação dos alunos de
menor rendimento;
VI. articular-se com as famílias e a comunidade,
criando processos de integração da sociedade com a
escola;
VII. informar pai e mãe, conviventes ou não com seus
filhos, e, se for o caso, os responsáveis legais, sobre a
frequência e [o] rendimento dos alunos, bem como
sobre a execução da proposta pedagógica da escola;
VIII. notificar ao Conselho Tutelar do município, ao juiz
competente da Comarca e ao respectivo
representante do Ministério Público a relação dos
alunos que apresentem quantidade de faltas acima de
cinquenta por cento do percentual permitido em lei
(BRASIL, 1996).
INCUMBENCIAS DOS DOCENTES
Art. 13. Os docentes incumbir-se-ão de:
I. participar da elaboração da proposta pedagógica do
estabelecimento de ensino;
II. elaborar e cumprir plano de trabalho, segundo a
proposta pedagógica do estabelecimento de ensino;
III. zelar pela aprendizagem dos alunos;
IV. estabelecer estratégias de recuperação para os
alunos de menor rendimento;
V. ministrar os dias letivos e horas-aula estabelecidos,
além de participar integralmente dos períodos
dedicados ao planejamento, à avaliação e ao
desenvolvimento profissional;
VI. colaborar com as atividades de articulação da
escola com as famílias e a comunidade (BRASIL, 1996).
GESTÃO DEMOCRÁTICA DO ENSINO PUBLICO NA
EDUCAÇÃO BASICA
Art. 14. Os sistemas de ensino definirão as normas da
gestão democrática do ensino público na educação
básica, de acordo com as suas peculiaridades e
conforme os seguintes princípios:
I. participação dos profissionais da educação na
elaboração do projeto pedagógico da escola;
II. participação das comunidades escolar e local em
conselhos escolares ou equivalentes (BRASIL, 1996).
AUTONOMIA DA GESTÃO
Art. 15. Os sistemas de ensino assegurarão às
unidades escolares públicas de educação básica que
os integram progressivos graus de autonomia
pedagógica e administrativa e de gestão financeira,
observadas as normas gerais de direito financeiro
público (BRASIL, 1996).
NIVEIS E MODALIDADE DA EDUCAÇÃO E DO ENSINO
Art. 21. A educação escolar compõe-se de:
I. educação básica, formada pela educação infantil,
ensino fundamental e ensino médio;
II. educação superior.
Com relação às modalidades, temos: educação de
jovens e adultos, educação especial, educação
profissional e tecnológica, educação do campo,
educação indígena, educação a distância, educação
quilombola.
EDUCAÇÃO BASICA
Art. 22. A Educação Básica tem por finalidades
desenvolver o educando, assegurar-lhe a formação
comum indispensável para o exercício da cidadania e
fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e em
estudos posteriores (BRASIL, 1996).
Art. 23. A Educação Básica poderá organizar-se em
séries anuais, períodos semestrais, ciclos, alternância
regular de períodos de estudos, grupos não seriados,
com base na idade, na competência e em outros
critérios, ou por forma diversa de organização, sempre
que o interesse do processo de aprendizagem assim o
recomendar.
CURRICULO DA EDUCAÇÃO BASICA
Art. 26. Os currículos da educação infantil, do Ensino
Fundamental e do Ensino Médio devem ter base
nacional comum, a ser complementada, em cada
sistema de ensino e em cada estabelecimento escolar,
por uma parte diversificada, exigida pelas
características regionais e locais da sociedade, da
cultura, da economia e dos educandos.
§ 1º Os currículos a que se refere o caput devem
abranger, obrigatoriamente, o estudo da língua
portuguesa e da matemática, o conhecimento do
mundo físico e natural e da realidade social e política,
especialmente do Brasil.
§ 2º O ensino da arte, especialmente em suas
expressões regionais, constituirá componente
curricular obrigatório da educação básica.
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§ 3º A educação física, integrada à proposta
pedagógica da escola, é componente curricular
obrigatório da educação básica, sendo sua prática
facultativa ao aluno em alguns casos.
CURRICULO DA EDUCAÇÃO BASICA
6º As artes visuais, a dança, a música e o teatro são as
linguagens que constituirão o componente curricular
de que trata o § 2o deste artigo (Artes é um
componente
curricular obrigatório).
§ 7º A integralização curricular poderá incluir, a
critério dos sistemas de ensino, projetos e pesquisas
envolvendo os temas transversais de que trata o
caput.
§ 8ºA exibição de filmes de produção nacional
constituirá componente curricular complementar
integrado à proposta pedagógica da escola, sendo a
sua exibição obrigatória por, no mínimo, 2 (duas)
horas mensais.
O artigo 26 traz várias outras informações sobre o
currículo da Educação Básica.
EDUCAÇÃO INFANTIL
Art. 29. A Educação Infantil, primeira etapa da
Educação Básica, tem como finalidade o
desenvolvimento integral da criança de até 5 (cinco)
anos, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual
e social, complementando a ação da família e da
comunidade.
Art. 30. A Educação Infantil será oferecida em:
I. creches, ou entidades equivalentes, para crianças de
até três anos de idade;
II. pré-escolas, para as crianças de 4 (quatro) a 5
(cinco) anos de idade.
ENSINO FUNDAMENTAL
Art. 32. O Ensino Fundamental obrigatório, com
duração de 9 (nove) anos, gratuito na escola pública,
iniciando-se aos 6 (seis) anos de idade, terá por
objetivo a formação básica do cidadão, mediante:
I. o desenvolvimento da capacidade de aprender,
tendo como meios básicos o pleno domínio da leitura,
da escrita e do cálculo;
II. a compreensão do ambiente natural e social, do
sistema político, da tecnologia, das artes e dos valores
em que se fundamenta a sociedade;
III. o desenvolvimento da capacidade de
aprendizagem, tendo em vista a aquisição de
conhecimentos e habilidades e a formação de atitudes
e valores;
IV. o fortalecimento dos vínculos de família, dos laços
de solidariedade humana e de tolerância recíproca em
que se assenta a vida social.
ENSINO MEDIO
Art. 35. O Ensino Médio, etapa final da Educação
Básica, com duração mínima de três anos, terá como
finalidades:
I. a consolidação e o aprofundamento dos
conhecimentos adquiridos no Ensino Fundamental,
possibilitando o prosseguimento de estudos;
II. a preparação básica para o trabalho e a cidadania
do educando, para continuar aprendendo, de modo a
ser capaz de se adaptar com flexibilidade a novas
condições de ocupação ou aperfeiçoamento
posteriores;
III. o aprimoramento do educando como pessoa
humana, incluindo a formação ética e o
desenvolvimento da autonomia intelectual e do
pensamento crítico;
IV. a compreensão dos fundamentos científico-
tecnológicos dos processos produtivos, relacionando a
teoria com a prática, no ensino de cada disciplina.
EDUCAÇÃO PROFISSIONAL TECNICA DE NIVEL MEDIO
Art. 36 A. O ensino médio, atendida a formação geral
do educando, poderá prepará-lo para o exercício de
profissões técnicas.
Parágrafo único. A preparação geral para o trabalho e,
facultativamente, a habilitação profissional poderá ser
desenvolvida nos próprios estabelecimentos de ensino
médio ou em cooperação com instituições
especializadas em educação profissional.
Art. 36 B. A educação profissional técnica de nível
médio será desenvolvida nas seguintes formas:
I. articulada com o Ensino Médio;
II. subsequente, em cursos destinados a quem já
tenha concluído o Ensino Médio.
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MODALIDADE DE ENSINO: EDUCAÇÃO DE JOVENS E
ADULTOS
Art. 37. A Educação de Jovens e Adultos será
destinada àqueles que não tiveram acesso ou
continuidade de estudos no Ensino Fundamental e
Médio na idade própria.
§ 1º Os sistemas de ensino assegurarão gratuitamente
aos jovens e aos adultos, que não puderam efetuar os
estudos na idade regular, oportunidades educacionais
apropriadas, consideradas as características do
alunado, seus interesses, condições de vida e de
trabalho, mediante cursos e exames.
§ 2º O Poder Público viabilizará e estimulará o acesso
e a permanência do trabalhador na escola, mediante
ações integradas e complementares entre si.
§ 3º A Educação de Jovens e Adultos deverá articular-
se, preferencialmente, com a educação profissional.
EXAME SUPLETIVO
Art. 38. Os sistemas de ensino manterão cursos e
exames supletivos, que compreenderão a base
nacional comum do currículo, habilitando ao
prosseguimento de estudos em caráter regular.
§ 1º Os exames a que se refere este artigo realizar-se-
ão:
I. no nível de conclusão do Ensino Fundamental, para
os maiores de quinze anos;
II. no nível de conclusão do Ensino Médio, para os
maiores de dezoito anos.
§ 2º Os conhecimentos e habilidades adquiridos pelos
educandos por meios informais serão aferidos e
reconhecidos mediante exames (BRASIL, 1996).
MODALIDADE DE ENSINO: EDUCAÇÃO PROFISSIONAL
E TECNOLOGA
Art. 39. A Educação Profissional e Tecnológica, no
cumprimento dos objetivos da educação nacional,
integra-se aos diferentes níveis e modalidades de
educação e às dimensões do trabalho, da ciência e da
tecnologia.
§ 1º Os cursos de Educação Profissional e Tecnológica
poderão ser organizados por eixos tecnológicos,
possibilitando a construção de diferentes itinerários
formativos, observadas as normas do respectivo
sistema e nível de ensino.
2º A Educação Profissional e Tecnológica abrangerá os
seguintes cursos:
I. de formação inicial e continuada ou qualificação
profissional;
II. de educação profissional técnica de nível médio;
III. de educação profissional tecnológica de graduação
e pós-graduação.
MODALIDADE DE ENSINO: ESPECIAL
Art. 58. Entende-se por Educação Especial, para os
efeitos desta Lei, a modalidade de educação escolar
oferecida preferencialmente na rede regular de
ensino, para educandos com deficiência, transtornos
globais do desenvolvimento e altas habilidades ou
superdotação.
§ 1º Haverá, quando necessário, serviços de apoio
especializado, na escola regular, para tender às
peculiaridades da clientela de Educação Especial.
§ 2º O atendimento educacional será feito em classes,
escolas ou serviços especializados, sempre que, em
função das condições específicas dos alunos, não for
possível a sua integração nas classes comuns de
ensino regular.
PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO
Art. 61. Consideram-se profissionais da educação
escolar básica os que, nela estando em efetivo
exercício e tendo sido formados em cursos
reconhecidos, são:
I. professores habilitados em nível médio ou superior
para a docência na Educação Infantil e nos Ensinos
Fundamental e Médio;
II. trabalhadores em educação portadores de diploma
de Pedagogia, com habilitação em administração,
planejamento, supervisão, inspeção e orientação
educacional, bem como com títulos de mestrado ou
doutorado nas mesmas áreas;
III. trabalhadores em educação, portadores de
diploma de curso técnico ou superior em área
pedagógica ou afim.
FORMAÇÃO DE PROFESSORES
Art. 62. A formação de docentes para atuar na
educação básica far-se-á em nível superior, em curso
de licenciatura, de graduação plena, em universidades
e institutos superiores de educação, admitida, como
formação mínima para o exercício do magistério na
Educação Infantil e nos 5 (cinco) primeiros anos do
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Ensino Fundamental, a oferecida em nível médio na
modalidade normal. 
O curso de Pedagogia está regulamentado pelo
Parecer CNE/CP nº 3, de 21 de fevereiro de 2006, e
pela Resolução CNE/CP nº 1, de 15 de maio de 2006.
BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR E A
FORMAÇÃO DE PROFESSORES
A formação de professores no Brasil também será
pautada com base na BNCC, conforme determina a
Resolução CNE/CP nº 2, de 20 de dezembro de 2019,
que define as Diretrizes Curriculares Nacionais para a
Formação Inicialde Professores para a Educação
Básica e institui a Base Nacional Comum para a
Formação Inicial de Professores da Educação Básica
(BNC-Formação).
Art. 2º A formação docente pressupõe o
desenvolvimento, pelo licenciando, das competências
gerais previstas na BNCC-Educação Básica, bem como
das aprendizagens essenciais a serem garantidas aos
estudantes, quanto aos aspectos intelectual, físico,
cultural, social e emocional de sua formação, tendo
como perspectiva o desenvolvimento pleno das
pessoas, visando à Educação Integral.
Art. 3º Com base nos mesmos princípios das
competências gerais estabelecidas pela BNCC, é
requerido do licenciando o desenvolvimento das
correspondentes competências gerais docentes.
BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é um
documento de caráter normativo que define o
conjunto orgânico e progressivo de aprendizagens
essenciais que todos os alunos devem desenvolver ao
longo das etapas e modalidades da Educação Básica,
de modo a que tenham assegurados seus direitos de
aprendizagem e desenvolvimento, em conformidade
com o que preceitua o Plano Nacional de Educação
(PNE) (BRASIL, 2018).
Ao longo da Educação Básica, as aprendizagens
essenciais definidas na BNCC devem concorrer para
assegurar aos estudantes o desenvolvimento de dez
competências gerais, que consubstanciam, no âmbito
pedagógico, os direitos de aprendizagem e
desenvolvimento.
Conforme definido na Lei de Diretrizes e Bases da
Educação Nacional (LDB, Lei nº 9.394/1996), a BNCC
deve nortear os currículos dos sistemas e redes de
ensino das Unidades Federativas, como também as
propostas pedagógicas de todas as escolas públicas e
privadas de Educação Infantil, Ensino Fundamental e
Ensino Médio, em todo o Brasil.
A BNCC estabelece conhecimentos, competências e
habilidades que se espera que todos os estudantes
desenvolvam ao longo da escolaridade básica.
Orientada pelos princípios éticos, políticos e estéticos
traçados pelas Diretrizes Curriculares Nacionais da
Educação Básica, a BNCC soma-se aos propósitos que
direcionam a educação brasileira para a formação
humana integral e para a construção de uma
sociedade justa, democrática e inclusiva (BRASIL,
2018).
POLÍTICA E ORGANIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO BASICA
UNIDADE III
OBJETIVOS DESTA UNIDADE
Apresentar e analisar fontes e modos de
financiamento da educação básica no Brasil.
Fazer uma breve discussão sobre o Plano de
Desenvolvimento da Escola (PDE).
Apresentar o Plano Nacional de Educação (PNE) –
2014-2024 na perspectiva das políticas educacionais e
analisar suas principais metas.
COMEÇO DE CONVERSA
A institucionalização de recursos financeiros para
educação como política pública é, historicamente,
recente no Brasil.
No período do Brasil Colônia, com a expulsão dos
jesuítas, o governo de Portugal ficou responsável pela
educação no Brasil, atendendo menos de 5% da
população em idade escolar. Nessa época, a educação
era custeada por meio de um novo tributo que os
próprios brasileiros contribuíam, o “Subsídio Literário”
(BRASIL, 2006; CALLEGARI, 2008).
O Movimento dos Pioneiros da Educação foi
fundamental para o estabelecimento de recursos
financeiros para a educação na Constituição Federal.
Graças a esse movimento, pela primeira vez, na
Constituição de 1934, ficou estabelecido que a União
destinaria 10% de seus impostos para a educação, os
Estados e o Distrito Federal 20%; e para o ensino das
zonas rurais, a União destinaria 20% das cotas anuais
de educação (CALLEGARI, 2008).
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A REGULAMENTAÇÃO DOS RECURSOS FINANCEIROS
PARA EDUCAÇÃO
Em 1946, na Carta Magna, manteve os mesmos
percentuais de 1934, ficando estabelecido que a
União aplicaria anualmente, mas inova com a
expressão “nunca menos” de 10%; os Estados, o
Distrito Federal e os Municípios nunca menos de 20%
da renda resultante dos impostos na manutenção e
desenvolvimento do ensino (BRASIL, 2006).
As porcentagens sofreram modificação com a Lei de
Diretrizes e Bases de 1961 (LDB – Lei n. 4.024/61), que
previa que a União aplicaria 12%, enquanto os
Estados, o Distrito Federal e os municípios 20%, no
mínimo, de sua receita de impostos.
Com a aprovação da Emenda Constitucional de 1969,
a vinculação de recursos financeiros para educação
ficou limitada aos municípios. A União, que já vinha
descumprindo o dispositivo da antiga LDB (1961),
ficou liberada de qualquer obrigação (SANTOS; VIEIRA,
2017).
O FINANCIMAENTO DA EDUCAÇÃO: LUTAS E
CONQUISTAS
Em 1983, foi aprovada a Emenda Calmon, que previa a
aplicação de 13% pela União e 20% pelos Estados,
Distrito Federal e Municípios da receita proveniente
de impostos na manutenção e no desenvolvimento do
ensino (CALLEGARI, 2008). 
A Constituição Federal de 1988 e a Lei de Diretrizes e
Bases de 1996 dividem as competências e as
responsabilidades entre a União, os Estados e os
Municípios, o que também se aplica ao financiamento
e manutenção dos diferentes níveis da educação e do
ensino (BRASIL, 1996; SANTOS; VIEIRA, 2017).
Na Constituição de 1988 ficou estabelecido que a
União aplicaria, na manutenção e no desenvolvimento
do ensino, no mínimo, 18%; os Estados, o DF e os
municípios 25% da receita resultante de impostos,
incluindo a proveniente de transferências (BRASIL,
1988).
FINANCIAMENTO DA EDUCAÇÃO PUBLICA NO BRASIL
POLÍTICA REDISTRIBUTIVA
“Art. 212. A União aplicará, anualmente, nunca menos
de 18%, e os Estados, o Distrito Federal e os
Municípios 25%, no mínimo, da receita resultante de
impostos, compreendida a proveniente de
transferências, na manutenção e desenvolvimento do
ensino.”
O parágrafo primeiro do art. 211 determina que “a
União organizará o sistema federal de ensino e
financiará as instituições de ensino públicas, federais e
exercerá, em matéria educacional, função
redistributiva e supletiva, de forma a garantir
equalização de oportunidades educacionais e padrão
mínimo de qualidade do ensino mediante assistência
técnica e financeira aos Estados, ao Distrito Federal e
aos Municípios.”
MANUTENÇÃO E DESENVOLVIMENTO DO ENSINO
(MFE): O QUE É ISSO?
A expressão MDE diz respeito a ações específicas, que
focam diretamente o ensino. Essas ações são
especificadas pela LDB, artigo 70. São elas:
Remunerar e aperfeiçoar os profissionais da educação.
Adquirir, manter, construir e conservar instalações e
equipamentos necessários ao ensino (construção de
escolas, por exemplo).
Usar e manter serviços relacionados ao ensino, tais
como aluguéis, luz, água, limpeza etc.
Realizar estudos e pesquisas visando ao
aprimoramento da qualidade e da expansão do
ensino, planos e projetos educacionais.
Realizar atividades meio necessárias ao
funcionamento do ensino como vigilância, aquisição
de materiais.
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Conceder bolsas de estudo a alunos de escolas
públicas e privadas.
Adquirir material didático escolar.
Manter programas de transporte escolar.
OUTRAS FONTES DE FINANCIMENTO DA EDUCAÇÃO
Outra fonte importante de receitas que financia a
educação é o salário-educação, que é recolhido das
empresas, sobre o cálculo de suas folhas de
pagamento. Essa receita é dividida entre União,
Estados e Municípios.
Além do salário-educação, o FNDE possui verbas
oriundas de outras contribuições sociais.O Fundo
desenvolve alguns projetos importantes, por exemplo:
Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), Programa
Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), Brasil
Alfabetizado, Apoio ao Atendimento à Educação de
Jovens e Adultos (Fazendo Escola/Peja) e Programa
Nacional de Apoio ao Transporte Escolar (Pnate).
DO FUNDESF AO NOVO FUNDEB: UMA BREVE
RETROSPECTIVA
Fundef, criado em 1996 para manutenção e
desenvolvimento do Ensino Fundamental – 1996-2006
(10 anos).
Fundeb, substituindo o anterior a partir de 2007 e
visando à Educação Básica como um todo: validade
até 2020.
Novo Fundeb (2021) passou a ser um instrumento
permanente de financiamento da Educação Básica
pública brasileira.
Os fundos representam uma tentativa de
racionalização do gasto com a educação.
Maior financiamento da União: a complementação da
União passará de 10% para 23%, aumentando
gradativamente ao longo de 6 anos. Em 2021, serão
12% e, nos anos seguintes, aumentará 2 pontos
percentuais a cada ano até atingir 23% em 2026.
Essas alterações foram definidas com base na EC
108/2020.
PLANO DE ACÇÕES ARTICULADAS (PAR)
O Plano de Ações Articuladas (PAR) é uma estratégia
de assistência técnica e financeira iniciada pelo Plano
de Metas Compromisso Todos pela Educação,
instituída pelo Decreto n. 6.094, de 24 de abril de
2007, fundamentada no Plano de Desenvolvimento da
Educação (PDE).
PDE: Plano de Desenvolvimento da Educação, lançado
em 2007, foi um conjunto de programas que visou a
melhorar a educação no Brasil, em todas as suas
etapas.
PDE tinha um prazo de quinze anos para ser
completado, mas acabou descontinuado antes desse
prazo.
O PAR consiste em oferecer aos entes federados um
instrumento de diagnóstico e planejamento de política
educacional, concebido para estruturar e gerenciar
metas definidas de forma estratégica, contribuindo
para a construção de um sistema nacional de ensino.
PAR: PLANO DE TRABALHO COM FOFO NA MELHORIA
DO IDEB
O PAR é uma estratégia para o planejamento
plurianual das políticas de educação, em que os entes
subnacionais elaboram plano de trabalho a fim de
desenvolver ações que contribuam para a ampliação
da oferta, permanência e melhoria das condições
escolares e, consequentemente, para o
aprimoramento do Índice de Desenvolvimento da
Educação Básica (Ideb) de suas redes públicas de
ensino.
Assegurar o acesso dos estudantes às vagas escolares
disponibilizadas nas instituições de ensino, em
especial na Educação Básica, e sua permanência com
sucesso na escola depende do atendimento a uma
série de elementos estruturais e serviços, dentre os
quais se destacam: materiais didáticos e pedagógicos,
formação de profissionais, equipamentos e
infraestrutura escolar.
PLANO DE DESENVOLVIMENTO DA ESCOLA
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O Plano de Desenvolvimento da Escola (PDE Escola) é
um programa de apoio à gestão escolar baseado no
planejamento participativo e destinado a auxiliar as
escolas públicas a melhorar a sua gestão.
Para as escolas priorizadas pelo programa, o MEC
repassa recursos financeiros visando a apoiar a
execução de todo ou de parte do seu planejamento.
O PDE Escola é uma ferramenta de gestão DA escola e
PARA a escola. Só será útil, portanto, se ajudar a
comunidade escolar a identificar e a enfrentar os seus
problemas. 
Para isso, as respostas do diagnóstico devem
corresponder à realidade e devem ser pensadas
coletivamente.
PDDE INTERATIVO E O PDR ESCOLA
Há certa confusão a respeito da diferença entre o
programa Plano de Desenvolvimento da Escola (PDE
Escola) e o sistema PDDE Interativo.
O PDE Escola é um programa do MEC que atende às
escolas com baixo rendimento no Ideb, atuando no
planejamento estratégico e participativo com o
propósito de auxiliá-las em sua gestão.
O PDDE Interativo é o sistema criado para ser o
ambiente de execução do programa PDE Escola e, por
isso, sua estrutura foi baseada na metodologia e no
funcionamento desse programa.
Com a entrada de outras ações de repasse direto às
escolas (PDDE Campo, PDDE Água e esgotamento
sanitário, PDDE Sustentável, PDDE Acessível), o
sistema PDDE Interativo se tornou não só o ambiente
do PDE Escola, mas uma ferramenta de planejamento
e gestão da escola para todas essas ações.
O PDDE Interativo deixou de ser o sistema de um
programa para se tornar a plataforma de
planejamento e gestão de vários programas e ações
de PDDE.
PROGRAMA DINHEIRO DIRETO NA ESCOLA – PDDE
Criado em 1995, o Programa Dinheiro Direto na Escola
(PDDE) tem por finalidade prestar assistência
financeira para as escolas, em caráter suplementar, a
fim de contribuir para manutenção e melhoria da
infraestrutura física e pedagógica, com consequente
elevação do desempenho escolar.
Também visa a fortalecer a participação social e a
autogestão escolar.
O programa engloba várias ações que possuem
finalidades e públicos-alvo específicos, embora a
transferência e a gestão dos recursos sigam os
mesmos moldes operacionais do PDDE.
QUEM RECEBE O RECURSO DO PDDE
O PDDE se destina às escolas públicas da educação
básica das redes estaduais, municipais e do Distrito
Federal; às escolas privadas de educação especial
mantidas por entidades sem fins lucrativos,
registradas no Conselho Nacional de Assistência Social
(Cnas) como beneficentes de assistência social, ou
outras similares de atendimento direto e gratuito ao
público e aos polos presenciais do sistema
Universidade Aberta do Brasil (UAB) que ofertem
programas de formação inicial ou continuada a
profissionais da educação básica.
PDDE INTEGRAL
Mais Educação
Novo Mais Educação
PDDE ESTRUTURA 
Escola Acessível 
Água na Escola 
Escola do Campo 
Escolas Sustentáveis
PDDE QUALIDADE
Ensino Médio Inovador
Atleta na Escola
Mais Cultura na Escola
Mais Alfabetização
O PLANO DE EDUCAÇÃO (PNE) 2001 – 2010
O Plano Nacional de Educação (PNE) consiste num
conjunto de metas e estratégias para educação de
longo prazo (10 anos) em prol da melhoria do ensino.
Trata-se, portanto, de uma política pública de
educação.
A elaboração do PNE está prevista no artigo 214, da
Constituição Federal de 1988, e na LDB 9.394/96.
O Fórum Nacional em Defesa da Escola Pública, de
1997, deu andamento ao processo de discussão do
PNE que foi aprovado por meio da Lei n. 10.172/2001,
orientando e coordenando o sistema nacional de
educação até 2011.
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CONFERÊNCIA NACIONAL DE EDUCAÇÃO (CONAE)
O PNE que entraria em vigor em 2011 começou a ser
discutido na Conae de 2010.
O Ministério da Educação cumpriu o compromisso
institucional de sua organização, assumido, em 2008,
durante a Conferência Nacional de Educação Básica.
Duas publicações contribuíram para o debate sobre o
tema central da Conae: Conferência Nacional de
Educação (Conae 2010) – Reflexões sobre o Sistema
Nacional Articulado de Educação e o Plano Nacional
de Educação, do Instituto Nacional de Estudos e
Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e
Federalismo no Brasil, da Organização das Nações
Unidas para a Educação, Ciência e a Cultura (Unesco).
PNE – 2014 – 2024: DIRETRIZES
O PNE 2014 é aprovado por meio da Lei Federal n.
13.005/2014 e tem as seguintes diretrizes:
I. erradicação do analfabetismo;
II. universalização do atendimento escolar;
III. superação das desigualdadeseducacionais, com
ênfase na promoção da cidadania e na erradicação de
todas as formas de discriminação;
IV. melhoria da qualidade da educação;
V. formação para o trabalho e para a cidadania, com
ênfase nos valores morais e éticos em que se
fundamenta a sociedade;
VI. promoção do princípio da gestão democrática da
educação pública;
VII. promoção humanística, científica, cultural e
tecnológica do País;
VIII. estabelecimento de meta de aplicação de
recursos públicos em educação como proporção do
Produto Interno Bruto – PIB, que assegure
atendimento às necessidades de expansão, com
padrão de qualidade e equidade;
IX. valorização dos(as) profissionais da educação;
X. promoção dos princípios do respeito aos direitos
humanos, à diversidade e à sustentabilidade
socioambiental.
Obs.: reforça o artigo 214, da CF/1988.
O PNE ORIENTA OS DEMIAS PLANOS DE EDUCAÇÃO
O PNE é uma lei em vigência desde 25 de junho de
2014, em atendimento à Constituição Federal de
1988, que confere ao País a obrigação de planejar o
futuro de seu ensino, com o objetivo de oferecer uma
educação com mais qualidade para toda população
brasileira.
Os municípios, os estados e o Distrito Federal devem
aprovar planos que compreendam as suas realidades,
mas que sejam orientados ao PNE.
O PNE apresenta um conjunto de metas e estratégias
que contemplam desde a Educação Infantil até a Pós-
graduação no Brasil.
A seguir, vamos apresentar algumas metas e os
resultados parciais, tomando como base o
Observatório do PNE de Todos Pela Educação.
EDUCAÇÃO INFANTIL FUNDAMENTAL NO PNE:
METAS
Meta 1) Universalizar, até 2016, a Educação Infantil na
pré-escola para as crianças de 4 a 5 anos de idade e
ampliar a oferta de Educação Infantil em creches de
forma a atender, no mínimo, 50% das crianças de até 3
anos até o final da vigência desse PNE.
Resultado parcial: em 2019, 94,1% estavam na escola;
nesse mesmo ano, 37% das de 0 a 3 anos estavam na
escola.
Meta 2) Universalizar o Ensino Fundamental de 9 anos
para toda a população de 6 a 14 anos e garantir que,
pelo menos, 95% dos alunos concluam essa etapa na
idade recomendada até o último ano de vigência
desse PNE.
Resultado parcial: em 2020, 98% das crianças de 0 a
14 anos estavam na escola; nesse mesmo ano, 82,4%
dos jovens de 16 anos concluíram essa etapa do
ensino.
ENSINO MEDIO NO PNE
Meta 3) Universalizar, até 2016, o atendimento escolar
para toda a população de 15 a 17 anos e elevar, até o
final do período de vigência desse PNE, a taxa líquida
de matrículas no Ensino Médio para 85%.
Objetivo 1 da meta 3: matricular todos os jovens de 15
a 17 anos na escola até 2016.
Resultado parcial: 94,5% dos jovens de 15 a 17 anos
estavam na escola em 2020.
Objetivo 2 da meta 3: garantir, até 2024, que 85% dos
jovens de 15 a 17 anos estejam no Ensino Médio.
Resultado parcial: 75,4% dos jovens de 15 a 17 anos
cursaram essa etapa em 2020.
Baixado por Milena Anselmo (umalindamilena@gmail.com)
lOMoARcPSD|37946418
ALFABETIZAÇÃO NO PNE
Meta 5) Alfabetizar todas as crianças, no máximo, até
o final do 3º ano do Ensino Fundamental.
Objetivo: alfabetizar todas as crianças, no máximo, até
o 3º ano do Ensino Fundamental.
Resultado parcial 1: em 2016, 45,3% das crianças do
3º ano do Ensino Fundamental tinham aprendizagem
adequada em leitura.
Resultado parcial 2: em 2016, 66,1% das crianças do
3º ano do Ensino Fundamental tinham aprendizagem
adequada em escrita.
Resultado parcial 3: em 2016, 66,1% das crianças do
3º ano do Ensino Fundamental tinham aprendizagem
adequada em matemática.
EDUCAÇÃO INTEGRAL NO PNE
Meta 6) Oferecer educação em tempo integral em, no
mínimo, 50% das escolas públicas, de forma a atender,
pelo menos, 25% dos alunos da Educação Básica.
Objetivo 1: oferecer em, no mínimo, 50% das escolas
públicas jornadas diárias de sete horas ou mais até
2024.
Resultado parcial: 33% das escolas públicas ofertavam
a educação em tempo integral em 2019.
Objetivo 2: garantir que, no mínimo, 25% dos alunos
da Educação Básica sejam atendidos em jornadas
diárias de sete horas ou mais até 2024.
Resultado parcial: 14,2% das matrículas eram em
tempo integral em 2019.
FORMAÇÃO DE PROFESSORES
Meta 15) Garantir, em regime de colaboração entre a
União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios,
no prazo de 1 ano de vigência desse PNE, política
nacional de formação dos profissionais da educação
de que tratam os incisos I, II e III, do caput, do art. 61,
da Lei n. 9.394, de 20 de dezembro de 1996,
assegurado que todos os professores e as professoras
da Educação Básica possuam formação específica de
nível superior, obtida em curso de licenciatura na área
de conhecimento em que atuam.
Objetivo: até 2015 criar uma Política Nacional de
Formação de Profissionais da Educação.
Outro objetivo é que até 2024 todos os professores da
Educação Básica tenham curso superior obtido em
licenciatura na área em que lecionam.
Obs.: não há resultados parciais para essa meta.
VALORIZAÇÃO DO PROFESSOR
Meta 17) Valorizar os profissionais do magistério das
redes públicas da Educação Básica, a fim de equiparar
o rendimento médio dos demais profissionais com
escolaridade equivalente, até o final do 6º ano da
vigência desse PNE.
Objetivo da meta: até 2020, igualar o salário médio
dos professores à renda de outros profissionais com a
mesma escolaridade.
Resultado parcial: em 2020, os professores ganhavam
78,5% do salário médio de outros profissionais com a
mesma escolaridade.
GESTÃO DEMOCARÁTICA NO PNE
Meta 19) Assegurar condições, no prazo de 2 anos, 
para a efetivação da gestão democrática da educação, 
associada a critérios técnicos de mérito e 
desempenho e à consulta pública à comunidade 
escolar, no âmbito das escolas públicas, prevendo 
recursos e apoio técnico da União para tanto.
Não há resultados parciais dessa meta.
FINANCIAMENTO DA EDUCAÇÃO
Meta 20) Ampliar o investimento público em 
educação pública de forma a atingir, no mínimo, o 
patamar de 7% do Produto Interno Bruto (PIB) do País 
no 5º ano de vigência desta Lei e, no mínimo, o 
equivalente a 10% do PIB ao final do decênio.
Objetivo: até 2019, aumento do investimento da 
educação pública para 7% do Produto Interno Bruto 
(PIB) e, em 2024, para, no mínimo, 10% do PIB.
Obs.: não há resultados parciais dessa meta.
Baixado por Milena Anselmo (umalindamilena@gmail.com)
lOMoARcPSD|37946418
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