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🫁 Semiologia Respiratória Tosse O que é: inspiração rápida e profunda → fechamento da glote → contração de músculos espiratórios = expiração forçada → saída de ar com mais velocidade e pressão Tipos: tosse seca ou improdutiva: origem fora da árvore brônquica (pode ser canal auditivo externo, faringe, seios paranasais, palato mole, pleura parietal e mediastino) tosse produtiva: acompanha de expectoração tosse rouca: comum em tabagistas, indica laringite crônica ou aguda tosse metálica: tosse de cachorro ou tosse ladrante, indica edema de laringe e tecidos circundantes tosse bitonal: paresia ou paralisia das cordas vocais tosse quintosa: surge em acessos, mais frequente na madrugada, acompanha vômitos e sensação de asfixia (sugestiva de coqueluche) tosse síncope: acompanhada de perda de consciência tosse crônica: persiste mais do que 3 meses O que perguntar: Início Intensidade - leve, moderada e grave (relação com interferência das atividades diárias e sua relação com outros sintomas como vômito) Duração Caráter ou tipo de tosse Timbre (agudo ou grave) Período do dia que ocorre mais Relação com decúbito Fenômenos que acompanham o sintoma Asma - tosse serosa Pneumonia - tosse purulenta Expectoração Normalmente consequência da tosse Tipos: Hialina Mucoide Purulenta Mucopurulenta (verde-amarelado) Sanguinolenta/hemoptise VAS/VAI Vômica (muito volume de expectoração) Tuberculose causa muita expectoração vômica O que perguntar: volume cor Semiologia Respiratória 1 odor transparência consistência Dispneia O que é: dificuldade para respirar (falta de ar, cansaço respiratório) Tipos: Ortopneia → dispneia que melhora em posição ortostática) Dispneia paroxística noturna → paciente acorda a noite com falta de ar, sufocado → insuficiência cardíaca congestiva Platipneia → dispneia que piora em posição ortostática O que perguntar: Intensidade (em repouso, média e grandes esforços → de acordo com tipo de esforço) Início - súbita, decorrente de outro sintoma Horário preferencial Evolução Frequência que ocorre 1 vez ao dia ou mais) Dor torácica O que perguntar: Origem: cardíaca, pulmonar, gastrointestinal Onde é a dor (descrever de acordo com limites e linhas anatômicas) Irradiação Intensidade Característica (queimação, pontada) Duração Horário preferencial Fator desencadeante Fator agravante Fator melhora Uso de Medicamentos Sibilância Quando o paciente refere a um ruído que ele pode perceber na fase expiratória, quase sempre acompanhada de dispneia (som de miado de gato) Resulta da redução do calibre da árvore brônquica por broncoespasmo ou edema da parede Pode ser uni ou bilateral Cornagem Dificuldade inspiratória por redução do calibre das vias respiratórias superiores (laringe) Manifesta com um ruído alto Paciente pode deslocar a cabeça para trás para facilitar entrada de ar Estridor Respiração ruidosa (parece com cornagem). Característica na laringite estridulosa de RN. Tiragem Aumento da retração dos espaços intercostais Pode ser na inspiração ou expiração Tipos: Semiologia Respiratória 2 intercostal subcostal na fúrcula Limites Anatômicos do Pulmão Regiões Torácicas Supraclavicular Clavicular Infraclavicular Mamária Inframamária Supraesternal Esternal Superior Esternal Inferior Axilar Infra-axilar Supraescapular Supraespinhosa Infraespinhosa Infraescapular Interescapulovertebral Pontos de Referência Anatômicos Linha hemiclavicular Linha escapular Linha axilar média anterior e posterior Regiões Anterior Posterior Lateral Subclavicular Clavicular Infracavicular Inframamária Supraescapular Interescapulo vertebral Tipos de Tórax Semiologia Respiratória 3 Tórax chato Tórax em tonel ou barril Tórax infundibuliforme (pectus excavatum) Tórax cariniforme (pectus carinatum) Tórax em sino ou piriforme Tórax cifótico Tórax escoliótico Tórax cifoescoliótico Ordem Inspeção estática Inspeção dinâmica Palpação Percussão Ausculta 🗣 Como falar: Tórax simétrico, com configuração e distribuição de pelos normais, sem retrações, abaulamentos, lesões ou cicatrizes. Movimentos respiratórios em ritmo normal, respiração preferencialmente torácica. Expansibilidade bilateral e simétrica. Frêmito toraco-vocal normal. Som claro pulmonar à percussão em todo o tórax. Murmúrio vesicular fisiológico, sem ruídos adventícios. Inspeção Estática Forma do tórax Pectus carinatum Pectus escavatum Escoliose Cifose Torax em tonel ou barril Deformidades da coluna Lordose Cifose Lesões elementares máculas, pápulas, bolhas Abaulamentos e retrações onde é localizado Implantação dos mamilos Semiologia Respiratória 4 Mobile User simétrico, se existe retração Cianose, cicatrizes avaliar localização Dinâmica Tipo respiratório Observa a movimentação do tórax e do abdome Respiração costal superior → comum em mulheres Respiração paradoxal → respiração abdominal Respiração toracoabdominal → comum em homens e crianças Ritmo respiratório Fisiológico → tempo inspiração menor que expiração 1 para 2 Dispneia → dificuldade de respirar (ex: insuficiência cardíaca, enfisema pulmonar, bronquite, pneumotórax) Platpneia → dificuldade de respirar em posição ereta, que alivia em posição deitada (ex: pneumectomia) Ortopneia → dificuldade de respirar mesmo em posição deitada Dispneia paroxística noturna → insuficiência cardíaca Trepopneia - mais confortável respirar em decúbito lateral (ex: ICC e derrame pleural) Respiração Cheyne-Stokes - dispneia periódica (pacientes pós AVC ciclos seguidos de momentos de apneia, não tem padrão respiratório Biot - irregular, característica por períodos de apneia. Modifica os movimentos respiratórios (ex: meningite) Kussmaul - ritmo respiratório amplo e rápidas inspirações interrompidas por períodos de apneia após as quais ocorrem expirações profundas e ruidosas, seguidas de apneia (ex: acetoacidose diabética) Semiologia Respiratória 5 Mobile User Amplitude da respiração Observa os movimentos respiratórios e avalia aumento ou redução de amplitude Respiração profunda Respiração superficial Frequência respiratória Eupineia- normal 16 a 20 Taquipneia - aumentado Bradipneia- diminuído Apneia - parada respiratória Semiologia Respiratória 6 Mobile User Uso de musculatura acessória Tiragem: intercostal ou subcostal Retração das fossas subclaviculares Batimento de asa de nariz Palpação do Tórax Pontos dolorosos Pode ser com a ponta dos dedos Expansibilidade Médico fica atrás do paciente, coloca uma mão do lado da outra (posição da camisa) avaliação sentido crânio-caudal Simétrico ou não simétrico Expansibilidade maior na base Atelectasia pode reduzir amplitude Derrame pleural → não é simétrico Frêmito Toracovocal Espalmar a mão no tórax do paciente e pedir para falar “33ˮ evitando os osso. Usa a mesma mão e faz comparativamente De cima para baixo de um lado para o outro É a reverberação do ar Frêmito maior na base do pulmão Na frente só faz análise infraclavicular Aumentado: Consolidação - infarto pulmonar e pneumonia Diminuído: derrame pleural, atelectasia, pneumotorax, enfisema → o líquido entre as pleuras faz com que haja a diminuição do som Percussão Técnica → dedo médio no dedo médio, somente duas percussões por espaço intercostal, evitar os ossos (anterior e posterior). De cima pra baixo e de um lado para o outro Na mulher pode fazer mais lateral, evitando as mamas Som normal - som claro pulmonar Som anormal - hipersonoridade em todo o pulmão - enfisema, pneumotórax Submacicez ou macicez - pneumonia, tuberculose, infarto pulmonar, atelectasia, derrame pleural Timpânico - pneumotórax, caverna tuberculosa Semiologia Respiratória 7 Ausculta do Tórax Começa com a ausculta traqueal, som forte de entrada e saída de ar Reconhecer os ruídos respiratórios normais, sons traqueais ou brônquicos, bronco-vesicular e murmúrio-vesicularDe cima para baixo Comparar um lado com o outro Instruir o paciente a respirar pela boca um pouco mais forte Posterior - evitar os ossos, cima pra baixo Broncofonia ou ressonância vocal falar "33ˮ enquanto percorre o tórax com o estetoscópio Patologias que diminuem o FTV também diminuem a ausculta da voz Sons anormais: Estertor ou criptante - som inspiratório, baixo, roçar o cabelo perto do ouvido, pneumonia → pneumonia Estridor - alto, obstrução via aérea superior → obstrução Ronco - sons mais graves e agressivos, bronquite, DPOC, paciente acamado → pneumonia Sibilo - som expiratório agudo, generalizado, obstrução das pequenas vias aéreas (asma, bronquite, pode ter na pneumonia) → asma Consolidação - criptação (estertores) e roncos 💡 Normal - murmúrios vesiculares presentes bilateralmente sem ruídos adventícios Semiologia Respiratória 8 Mobile User