Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

ESTUDO DIRIGIDO DE DOR PSICOSSOMÁTICA/PSICOGÊNICA 
 
Prof. Mestrando Fernando da Silva Oliveira 
Discentes: André Araújo de Moura, Andressa Gonçalves, Érica Liberato e Rômulo Júnior. 
 
DOR PSICOSSOMÁTICA 
1. DEFINIÇÃO: 
• Dada à grande divergência de opiniões no que tange o conceito de “dor psicogênica”, 
seu conceito continua sendo controverso mesmo nos dias atuais, o que propiciou sua 
retirada das classificações diagnósticas oficiais. Dito isso, alguns conceitos são aceitos 
mais amplamente. 
• Levando em consideração o conceito de dor da IASP, há alguns autores que defendem 
que a dor psicogênica nada mais é que uma dor sem nocicepção. 
• O American Heritage Medical Dictionary conceitua a dor psicogênica (ou psicalgia) 
como uma dor somática que se origina, acentua ou se perpetua por fatores 
comportamentais, emocionais e mentais. Os autores defendiam que as queixas 
dolorosas dos pacientes se apresentavam de forma subjacente à outra condição. 
• Em síntese, após muitos anos de discussão acerca do tema, os especialistas e 
estudiosos entraram em um consenso muito mais relevante: deve-se buscar avaliar e 
determinar qual é o grau de fatores ou processos psicológicos que em dado momento 
predispõe o surgimento da dor psicogênica e como eles podem ser alterados e 
modificados o longo do tempo. 
 
2. EPIDEMIOLOGIA: 
• Dada a diminuição de estudos atuais e específicos direcionados à essa condição, 
apresenta prevalência, incidência e demais dados populacionais incertos. Contudo, na 
atenção primária constitui cerca de 25% dos casos de pacientes que apresentam 
sintomas físicos sem atribuir causa psicológica, o que pode incluí-la. Dentre suas 
diversas formas, estima-se que apenas a lombalgia psicogênica cause algum tipo de 
incapacidade laboral em cerca de 10-15% dos adultos nos Estados Unidos. 
27/04/25 
 
T5 (MED 1A) 
 
 
 
 
 
• É um tipo de dor observado em distúrbios psicológicos, como na depressão e na 
ansiedade generalizada, tendo em vista que ambas interagem na percepção da dor via 
mecanismos inibitórios e facilitatórios. 
• Os hábitos comportamentais, cognitivos e relacionados ao meio ambiente, influenciam 
no surgimento e na manutenção do quadro álgico. Dito isso, deve-se considerar a dor 
psicogênica não apenas na ausência de fenômenos físicos que justifiquem a dor, mas 
sempre que um paciente com dor crônica refere mudanças nos hábitos de vida em 
função dela. 
 
3. FISIOPATOLOGIA: 
• O mecanismo da dor psicossomática é complexo e envolve vários sistemas, incluindo 
o sistema nervoso central, o sistema endócrino e o sistema imunológico. 
• O estresse emocional ativa o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal (HPA), que libera 
hormônios como cortisol e adrenalina. 
• A serotonina é conhecida por seu papel na modulação da dor. Estudos indicam que 
baixos níveis de serotonina estão associados a uma maior sensibilidade à dor. A 
serotonina atua em várias regiões do cérebro e da medula espinhal para inibir a 
transmissão de sinais de dor, ajudando a reduzir a percepção da dor. 
• Noradrenalina/norepinefrina: outro neurotransmissor crucial na modulação da dor. Ela 
é liberada em resposta ao estresse e desempenha um papel importante na resposta de 
"luta ou fuga". Na medula espinhal, a noradrenalina pode inibir a transmissão de sinais 
de dor, ajudando a reduzir a percepção da dor. 
• Em suma, há uma sensibilização nociceptiva ocasionada pela alteração das vias 
noradrenérgicas e serotoninérgicas, com ativação retrógrada por fibras eferentes 
simpáticas e/ou tensão muscular, o que desencadeia o conflito patológico. 
 
4. DIAGNÓSTICO E QUADRO CLÍNICO: 
• Dado o vasto e inespecífico quadro clínico apresentado pela dor psicogênica, Alfvén 
e Andersson (2021) estabeleceram sete requisitos fundamentais para que se 
compreenda a relação entre a dor persistente e o estresse, sendo possível identificar os 
casos em que o estresse atua como agente de manutenção ou amplificação do quadro 
doloroso. 
 
 
 
 
• De uma forma geral, o estabelecimento desses critérios revelou um padrão de pontos 
gatilhos de estresse, geralmente localizados em músculos como o trapézio, peitoral 
maior e abdome. Crianças apresentaram uma maior sensibilidade e resposta à dor 
profunda. 
• A pesquisa apontou alterações neurobiológicas significativas, como a hiperatividade 
da amígdala e a redução do controle do córtex pré-frontal, o que explica a 
intensificação da tensão muscular e dor em resposta ao estresse crônico. A presença 
de desequilíbrio hormonal também foi notada, apontando redução da ocitocina e 
elevação do cortisol, além de modificações nos padrões de ácidos graxos, o que sugere 
mecanismos metabólicos subjacentes à dor (Alfvén; Andersson, 2021). 
• Por fim, o diagnóstico consiste basicamente em um diagnóstico de exclusão. 
• Lim (1994) definiu alguns critérios preditivos de dor psicogênica: dor difusa, que não 
interfere no sono do paciente, de intensidade variável a depender do estado de humor, 
que geralmente não alivia sob o uso de analgésicos, mas é aliviada por antidepressivos 
e sedativos e geralmente estão associadas a transtornos de personalidade. 
 
5. TRATAMENTO: 
• O principal fator preventivo da progressão da doença para quadros mais graves é a 
identificação precoce do diagnóstico de dor psicogênica. 
• Dito isso, os tratamentos que se baseiam em abordagens centradas à pessoa, como 
terapia comportamental, fisioterapia e alteração nos hábitos de vida são os que tendem 
a inferir uma melhora mais rápida e assertiva. 
• Atividade física, alimentação balanceada, terapia cognitivo-comportamental (TCC), 
terapias de relaxamento e controle do estresse e terapias alternativas, como 
acupuntura, quiropraxia, massagens e hipnose tendem a surtir efeito positivo no 
quadro clínico do paciente. 
• O uso de fármacos psicotrópicos, como antidepressivos, é aplicado em quadro agudos 
até que haja estabilização do paciente, com melhora progressiva da dor. O uso 
contínuo ou início da retirada medicamentosa, deve ser guiado pelo estado de saúde 
atual do mesmo, bem como sua evolução e aderência as terapias não farmacológicas 
pontuadas anteriormente. 
 
 
 
 
REFERÊNCIAS 
1 SANTOS, A. F. Paralisia cerebral: uma revisão da literatura. Rev. Unimontes Científica, 
Montes Claros, v. 16, n.2 - jul./dez. 2014. Disponível em: 
https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/unicientifica/article/view/1984/2099 
2 ALFVÉN, Gösta; ANDERSSON, E. Nova compreensão da dor psicossomática. Journal of Pain 
Management and Medicine, v. 7, n. 3, 2021. DOI: 10.1002/ejp.1057. 
3 MINSON, Fabiola Peixoto; MORETE, Marcia Carla; MARANGONI, Marco Aurélio (Coord.). 
Dor. 1. ed. São Paulo: Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein, 2021. 
(Manuais de Especialização, v. 10). 
4 BÉJAR, Victoria R. Dor psíquica, dor corporal. São Paulo: Editora Blucher, 2017. E-book. 
ISBN 9788521211396. Disponível em: 
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788521211396/. 
5 ROENN, Jaime H V.; PAICE, Judith A.; PREODOR, Michael E. CURRENT Dor. Porto 
Alegre: ArtMed, 2010. E-book. ISBN 9788580550177. Disponível em: 
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788580550177/. 
https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/unicientifica/article/view/1984/2099

Mais conteúdos dessa disciplina