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Linfoma canino e em espécies exóticas

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UNIVERSIDADE TÉCNICA DE LISBOA 
 
Faculdade de Medicina Veterinária 
 
 
 
 
 
 
LINFOMA CANINO E EM ESPÉCIES EXÓTICAS 
 
 
 
MARTA MARIA FERREIRA DOS SANTOS LEITE VIEIRA 
 
 
 
 
 
 
 
 
CONSTITUIÇÃO DO JÚRI ORIENTADOR 
Doutora Maria da Conceição C. V. Peleteiro Dr.ª Maria João C. N. Costa 
Doutor José Henrique Duarte Correia 
Dr. Nuno Manuel M. F. Santos Félix CO-ORIENTADOR 
Dr.ª Maria João Carvalho Neto Costa Dr. Nuno Manuel M. F. S. Félix 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2008 
 
LISBOA 
 
 
 
 
UNIVERSIDADE TÉCNICA DE LISBOA 
 
Faculdade de Medicina Veterinária 
 
 
 
 
 
 
LINFOMA CANINO E EM ESPÉCIES EXÓTICAS 
 
 
 
MARTA MARIA FERREIRA DOS SANTOS LEITE VIEIRA 
 
 
 
 DISSERTAÇÃO DE MESTRADO EM MEDICINA VETERINÁRIA 
 
 
 
 
 
 
 
CONSTITUIÇÃO DO JÚRI ORIENTADOR 
Doutora Maria da Conceição C. V. Peleteiro Dr.ª Maria João C. N. Costa 
Doutor José Henrique Duarte Correia 
Dr. Nuno Manuel M. F. Santos Félix CO-ORIENTADOR 
Dr.ª Maria João Carvalho Neto Costa Dr. Nuno Manuel M. F. S. Félix 
 
 
 
 
 
 
 
 
2008 
 
LISBOA 
 
 
 
i 
Agradecimentos 
 
À Dr.ª Maria João Costa pela disponibilidade demonstrada para me receber na Clínica 
Veterinária de Telheiras, pela paciência, dedicação e amizade que demonstrou ao 
longo do estágio e de todo este trabalho. 
 
Ao Dr. Nuno Félix, por ter aceitado ser meu co-orientador, apesar das inúmeras 
ocupações que já tem, e pelo apoio dado ao longo da realização do trabalho. 
 
A toda a equipa da Clínica Veterinária de Telheiras: D. Fátima, Isabel, Dulce, João, 
Rita e Raquel por me receberem tão bem e por todo o apoio que me deram ao longo 
do estágio. 
 
Aos meus pais por me permitirem chegar até aqui e por acreditarem que eu era capaz. 
 
Às minhas avós por, apesar de tudo, aceitarem e apoiarem aquilo que eu quis. 
 
Ao meu irmão por estar sempre do meu lado quando outros duvidavam. 
 
À Bete, por todos estes anos de amizade incondicional, mesmo estando longe. 
 
Às minhas vizinhas, Rita, Sílvia, Vera e Patrícia por todos os bons e maus momentos 
partilhados que nunca esquecerei. 
 
À Sílvia pelos momentos partilhados nas aulas e fora delas. 
 
À Joana pela ajuda neste trabalho e pelos bons momentos passados ao longo dos 
anos da faculdade. 
 
À Mariana pela imensa disponibilidade e paciência para responder sempre às minhas 
dúvidas. 
 
Ao Dr. Hugo Piçarra pelos esclarecimentos prestados e cedência das fotos. 
 
A ti, Rui pelo apoio diário, principalmente nas piores fases. 
 
Um agradecimento muito especial. 
 
ii 
Linfoma canino e em espécies exóticas 
 
O linfoma, linfoma maligno ou linfossarcoma é uma neoplasia hematopoiética maligna 
com origem em células linforeticulares localizando-se inicialmente em órgãos linfóides 
como os linfonodos, o fígado ou o baço. Afecta a maior partes das espécies 
domésticas, incluindo animais exóticos. 
A sua etiologia é multifactorial pois pensa-se que exista a influência de factores 
genéticos, ambientais, alimentares (Moore, 2007) e de vírus oncogénicos no caso dos 
gatos (FeLV) (Morrison, 2007) e dos galináceos (Vírus da Doença de Marek) 
(Harrisson & Lightfoot, 2006). 
O diagnóstico definitivo de linfoma pode ser feito por punção aspirativa de agulha fina 
(PAAF) mas o gold standard para diagnóstico é a biopsia excisonal de um linfonodo, 
preferencialmente o poplíteo (Moore, 2005). 
O linfoma pode ser classificado em termos anatómicos, citológicos, histológicos, e 
imunohistoquímicos. 
O seu estadiamento deve ser efectuado pois ajuda na escolha do protocolo de 
quimioterapia e em termos de prognóstico. 
Existem inúmeros protocolos de quimioterapia descritos para o tratamento do linfoma 
nas diferentes espécies. No entanto, na generalidade estes dividem-se em protocolos 
de agente único ou protocolos combinados. A maioria compreende uma fase de 
indução da remissão e uma fase de manutenção. 
Quando o animal manifesta resistência a um determinado protocolo este deve ser 
mudado para um que utilize agentes com diferentes mecanismos de acção para que 
se reinduza a remissão. 
Qualquer que seja o tratamento preconizado, em qualquer espécie, o objectivo 
fundamental não é a cura mas o aumento do tempo de vida com qualidade. 
Associados ao linfoma podem coexistir síndromes paraneoplásicas como a caquexia e 
a hipercalcémia, com a primeira a ser comum em todas as espécies animais. 
Para tentar travar a caquexia, o animal deve ser alimentado com dietas ricas em 
gorduras e proteínas e com baixo teor de hidratos de carbono pois estes últimos são 
usados pelo tumor de forma mais eficiente para produzir energia. 
Para finalizar são apresentados três casos clínicos em diferentes espécies: cão (Canis 
lupus familiaris), furão (Mustela putorius furo) e papagaio cinzento (Psittacus erithacus 
congolensis). 
 
Palavras-chave: linfoma, cão, animais exóticos, Canis lupus familiaris, Mustela 
putorius furo, Psittacus erithacus congolensis. 
 
iii 
Canine lymphoma and lymphoma in exotic species 
 
The lymphoma (malignant lymphoma or lymphossarcoma) are a common 
hematopoietic neoplasm with origin in the lymphoreticular system and initially found in 
lymphoid organs like lymph nodes, liver or spleen. It affects the majority of domestic 
species, including exotic animals. 
It has multifactorial aetiology as its development and progression suffers the influence 
of genetic, environmental and alimentary factors, in addition to oncogenic viruses in 
cats (FeLV) (Morrison, 2007) and chickens (Marek’s disease virus) (Harrisson & 
Lightfoot, 2006). 
Definitive diagnosis of lymphoma can be achieved by fine needle aspirate cytology. 
However, the gold standard for its diagnosis remains excisional biopsy of a lymph 
node, preferably from popliteal lymph node (Moore, 2005). 
Lymphoma can be classified accordingly to its anatomical localization and cytological, 
histological or imunohistochemical analysis. 
It is essential to conduct an appropriate staging of the disease, in order to help 
choosing the chemotherapy protocol and establishing the prognosis. 
There are several chemotherapy protocols described in literature to treat lymphoma on 
different species, but generically they fall into two categories: single agent 
chemotherapy and multiple agent chemotherapy. Most of them consist in an induction 
and a maintenance phase. When the animal develops signs compatible with multiple 
drug resistance to one protocol, the latter one should be changed to other that includes 
agents with different mechanisms of action in order to reinduce remission. 
Whatever chosen treatment, in any species, its main goal is not to obtain the cure but 
to maintain the pet’s quality of life for as long as possible. 
Associated with lymphoma paraneoplastic syndromes can develop such as cachexia 
and hypercalcemia. The former constitutes the most common paraneoplastic syndrome 
of lymphoma in all animal species. In order to fight the development of cachexia, the 
animal should be fed with lipids and proteins enriched food and also low in 
carbohydrates to take advantage of the specific metabolic pathway of the tumour. In 
fact the later are most efficiently used by the tumour for energy production than 
proteins or lipids. 
To finish my thesis I will present three clinical cases of lymphoma in different species: 
the dog (Canis lupus familiaris), the ferret (Mustela putorius furo) and the African grey 
(Psittacus erithacus congolensis). 
Key words: lymphoma, dog,