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1181Necessidades educacionais especiais Esperamos que, após o estudo do conteúdo desta aula, você seja capaz de: • Refl etir e analisar a caracterização, as diferentes modalidades de atendimento e a inclusão das pessoas com necessidades educacionais especiais. 16 ob jet ivo A U L A C E D E R J8 Educação Especial | Necessidades educacionais especiais INTRODUÇÃO Vamos nos aprofundar um pouco mais sobre os diferentes tipos de necessidades educacionais especiais, e o que, de um modo geral, deve ser feito para que essas pessoas sejam respeitadas e recebam um atendimento digno da sociedade. Quem são, afi nal de contas, as pessoas com necessidades educacionais especiais? Apenas quem tem algum tipo de defi ciência é considerado como uma pessoa com necessidades educativas especiais? Talvez seja interessante esclarecer tais dúvidas, aliás, muito comuns até mesmo entre professores e profi ssionais da área. DEFININDO NECESSIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS Lembramos que a expressão “necessidades educativas especiais”, nos documentos atuais, deve ser substituída por “necessidades educacionais especiais” atendendo a proposta de Mazzotta (1999) de substituir o termo “educativa” por “educacional”. De acordo com o autor este termo é mais adequado não apenas do ponto de vista semântico, mas também psicológico, pois signifi ca que o aluno tem uma necessidade educacional e não outra qualquer. Existem muitos e diferentes tipos de necessidades educacionais especiais. Por exemplo, as pessoas com altas habilidades (Aula 23) e disléxicas (Aula 24) também estão incluídas nesta categoria, embora, muitas vezes não apresentem nenhum tipo de Defi ciência Física (DF) ou Defi ciência Mental (DM). Mesmo antes do Parecer da Câmara de Educação Básica – CEB e do Conselho Nacional de Educação - CNE nº 17, de 3 de julho de 2001, eram consideradas pessoas com necessidades educacionais especiais: • portadores de defi ciência mental; • defi ciência físico-motora (pólio, amputados, defeitos genéticos ou adquiridos etc.); • defi ciência físico-sensorial (visual e auditiva); • defi ciência múltipla; • portadores de condutas típicas (problemas de conduta, autismo, síndromes etc.); ��portadores de altas habilidades (superdotados). SUGESTÃO DE SITE: www.appai.com.br C E D E R J 9 A U LA 1 6 M Ó D U LO 5 Vivemos um momento extremamente importante onde a Educação Especial, como modalidade de educação escolar, deve organizar-se visando a uma aproximação sucessiva dos pressupostos e da prática pedagógica social da educação inclusiva com a fi nalidade de cumprir os dispositivos legais e políticos da Constituição Federal, Título VII, da ORDEM SOCIAL. Documentos foram elaborados visando a atender às exigências de uma proposta inclusiva em termos de educação. Entrou em vigor no ano de 2001, conforme o Art. 21, do Parecer nº 17/2001 – Colegiado: CEB – Aprovado em 03.07.2001, que institui as Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica e sendo obrigatória a partir de 2002 (p. 68-79). Disponível em: . Acesso em: 2/4/2003. De acordo com as Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica (p. 44), são considerados educandos com necessidades educacionais especiais temporárias ou permanentes, vinculadas ou aos grupos já mencionados, aqueles que durante o processo educacional, apresentam: 1 - Difi culdades acentuadas de aprendizagem ou limitações no processo de desenvolvimento que difi cultem o acompanhamento das atividades curriculares, compreendidas em dois grupos: – aquelas não vinculadas a uma causa orgânica específi ca; – aquelas relacionadas a condições, disfunções, limitações ou defi ciências. 2 - Difi culdades de comunicação e sinalização diferenciadas dos demais alunos (surdez, cegueira, surdo-cegueira ou distúrbios acentuados de linguagem, necessitando de diferentes formas de ensino e adaptações de acesso ao currículo, com utilização de linguagens e códigos aplicáveis assegurando-lhe os recursos humanos e materiais necessários: – na área da defi ciência auditiva (DA), a escola deve providenciar aos surdos os recursos específi cos com o ensino em língua brasileira de sinais e em língua portuguesa; aos surdos cegos o ensino em língua de sinais digital, todoma (método de linguagem receptiva em que a pessoa surda-cega, através do tato, decodifi ca a fala do seu interlocutor) e outras técnicas. C E D E R J10 Educação Especial | Necessidades educacionais especiais – aos alunos cegos, cabe os sistemas de ensino disponibilizarem o material didático, bem como provas e o livro didático em Braille e, aos alunos de visão subnormal (baixa visão), os auxílios ópticos (recursos utilizados para facilitar a percepção visual), bem como provas em caracteres ampliados, material didático e livro didático. 3- Altas habilidades/superdotação, grande facilidade de aprendizagem que os levem a dominar rapidamente os conceitos, os procedimentos e as atitudes e que, por terem condições de aprofundar e enriquecer esses conteúdos, devem receber desafi os suplementares em classe comum, em sala de recursos ou em outros espaços defi nidos pelos sistemas de ensino, inclusive para concluir,em menor tempo, a série ou etapa escolar. De acordo com o sistema educacional brasileiro, o atendimento educacional especializado deve ser oferecido a todos os educandos portadores de necessidades especiais, reforçando a idéia de que é necessário investigar todas as possibilidades do aluno para que ele atinja o desenvolvimento máximo de suas potencialidades (Lei nº 9.394/96). A Educação Especial sempre foi considerada como um processo integral, que vai desde a estimulação do bebê até os graus superiores de ensino. Sob o enfoque sistêmico, a Educação Especial integra o sistema educacional vigente, identifi ca-se com sua fi nalidade de formar cidadãos conscientes, livres e participativos. Podemos considerar que duas abordagens têm norteado as ações e procedimentos na área de Educação Especial: Modelo médico: é o modelo centrado na doença. Nele a criança tem que se adaptar ao seu ambiente, como se ela “fosse culpada” de suas difi culdades, e apenas a ela coubesse a responsabilidade de se adaptar ao mundo. Neste modelo, considerava-se que o problema estaria na própria criança. Modelo pedagógico: o modelo educacional é centrado na pessoa, nas suas possibilidades, nas metodologias e estratégias educacionais, interferindo, portanto, na normalização das ofertas educativas e no processo de integração pessoal e social. Neste modelo a ênfase está nos problemas de comportamento e/ou de aprendizagem. C E D E R J 11 A U LA 1 6 M Ó D U LO 5 Na educação inclusiva, o modelo pedagógico, centrado no aluno e nas suas possibilidades, substituiu o modelo médico, que era centrado na doença e exigindo, assim, que o aluno se adaptasse ao meio ambiente como se essa responsabilidade fosse exclusiva dele. O modelo pedagógico ou educacional busca interferir na normalização das ofertas educativas e no processo de integração pessoal-social. O movimento de integração escolar que marcou a década de 1980, reforçava a segregação dos alunos, hoje denominados “educandos com necessidades educacionais especiais”. Nesse processo, o aluno tinha que se adequar à escola, que nem de longe pensava em se adaptar às necessidades desses alunos. Atualmente, rompendo com a ideologia da exclusão, uma nova mentalidade surge e todos são chamados à responsabilidade de contribuir para a reestruturação dos sistemas de ensino e para a preservação dos direitos dos cidadãos através de implementação de uma política nacional de Educação Especial. Como vocês viram no Módulo I, A Educação Especial, de acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDBEN, e obedecendo aos princípios da Declaração de Salamanca(1994), deve permear todos os níveis da educação e promover a inclusão de todos os alunos com necessidades educacionais especiais, através de recursos e estratégias específi cas e adequadas a cada caso, estabelecendo parcerias com outros órgãos da comunidade. É importante lembrar que existe a preocupação de adaptar a tradução do documento original de Salamanca à terminologia educacional brasileira. Assim as expressões”integrada” ou “integradora” serão alteradas para “inclusiva”. A atual Lei de Diretrizes e Bases para a Educação Nacional, Lei nº 9.394, de 20.12.1996, trata especifi camente, no capítulo V, da Educação Especial, defi nindo-a por modalidade de educação escolar, oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para pessoas com necessidades educacionais especiais. Desse modo, fi ca estabelecido que a Educação Especial deve perpassar todos os níveis de ensino, desde a educação infantil ao ensino superior. Considera-se esta modalidade de educação como um conjunto de recursos educacionais e de estratégias de apoio que estejam à disposição de todos os alunos, oferecendo diferentes alternativas de atendimento, promovendo e garantindo a inclusão. C E D E R J12 Educação Especial | Necessidades educacionais especiais Podemos considerar, portanto, que o aluno com necessidades educacionais especiais é aquele que apresenta necessidades próprias específi cas e diferentes dos demais alunos, no que diz respeito ao domínio das aprendizagens curriculares, demandando recursos pedagógicos e metodológicos educacionais específi cos. A partir de dispositivos legais e político-fi losófi cos (LDBEN p. 5, 6, 7) inspirados na Declaração Mundial de Educação para Todos, ocorrida em Jomtien, na Tailândia, em 1990, sintonizados com a Declaração de Salamanca (1994) que devem construir o sistema educacional inclusivo, deve-se estabelecer metas e desenvolver ações através das quais fi que assegurado às pessoas com necessidades educacionais especiais a igualdade de oportunidades e a valorização da diversidade no processo educativo. Espera-se, na verdade, que esses dispositivos se transformem em "...um compromisso ético-político de todos, nas diferentes esferas de poder, e em responsabilidades bem defi nidas para sua operacionalização na realidade escolar" (LDBEN, 2001, p. 18). A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por fi nalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualifi cação para o trabalho. É importante lembrar que a LDBEN/2001, trata dos princípios e fi ns da educação brasileira e no artigo 2º, garante (p. 5): ! C E D E R J 13 A U LA 1 6 M Ó D U LO 5 OS DIFERENTES TIPOS DE DEFICIÊNCIA Vocês sabem quem são as pessoas com deficiência física – DF? Será que todas as pessoas com DF apresentam o mesmo tipo de difi culdade? Bem, os tipos de defi ciência são muitos e algumas pessoas têm mais difi culdades que outras. É o caso, por exemplo, de quem necessita de uma cadeira de rodas para se locomover. De acordo com as estatísticas, entre os milhões de brasileiros portadores de defi ciência física, existem aqueles que andam com o auxílio de muletas ou bengalas canadenses e/ou aparelhos ortopédicos. Existem os amputados (perda de um membro); os lesados raqui- medular (lesão na parte inferior da coluna, geralmente causada por acidentes); os que sofrem de artrite; de insufi ciências cardíacas ou que têm problemas de locomoção provocados por falta de coordenação motora (paralisia cerebral), distrofi a muscular e outros. Quando se trata de adaptação visando à inclusão, precisamos lembrar também das pessoas de mobilidade restrita, decorrente de reumatismo, artrose e problemas de coluna. Não podemos esquecer das pessoas de idade avançada que também apresentam restrições de locomoção e, certamente, se benefi ciarão com algumas adaptações. A sinalização sonora e em braile nos postes, já adotada em algumas cidades brasileiras, é uma alternativa que benefi cia os defi cientes visuais. Em termos de adaptação, são benefi ciados também outros segmentos da população como obesos, gestantes, mães com carrinhos de bebê, acidentados e engessados, entre outros. E você já parou para refl etir por que ocorrem as defi ciências? É muito importante saber que, por vezes, é possível prevenir ou minimizar alguns tipos de defi ciência, as causadas por acidentes, por exemplo. Existem várias e diferentes espécies de defi ciências e as causas também variam bastante. Por isso, é essencial conhecermos as causas e, na medida do possível, preveni-las! Podemos associar algumas à má formação do cérebro no período pré (antes), peri (durante) ou pós-natal (depois do parto) por algum motivo qualquer. Nesse período, as células nervosas estão se formando e, provavelmente, pode ocorrer uma situação traumática fazendo com que grupos, celulares cerebrais e neurônios, fi quem sem sangue e morram. C E D E R J14 Educação Especial | Necessidades educacionais especiais Drogas, fumo, parto traumático, doenças, determinados tipos de remédios (talidomida) podem ser causas de algum tipo de defi ciência. Se as células morrem, não poderão desempenhar no futuro a função correspondente, e teremos, então, como conseqüência, pessoas com determinados tipos de defi ciência. Dependendo da área lesada, uma criança apresentará defi ciência física, mental, auditiva, visual, ou poderá apresentar mais de uma defi ciência (defi ciência múltipla). A verdade é que um conjunto desses elementos acabará formando uma pessoa portadora de síndromes neurológicas graves, como por exemplo, as paralisias cerebrais ou a síndrome de Down. Não podemos esquecer que a defi ciência não ocorre somente por ocasião do nascimento. Em qualquer época da vida, uma pessoa pode sofrer um acidente traumático e perder uma ou mais funções do seu corpo. Pode ocorrer, inclusive, a perda de membros (amputação). Fazem parte desse grupo as paraplegias e tetraplegias. Estas são as defi ciências por traumatismo. Existe ainda uma outra forma de seqüela que poderá limitar muito uma pessoa. Trata-se da hemiplegia (um lado do corpo fi ca prejudicado) que ocorre após a um AVC – acidente vascular cerebral. Mas afi nal, quem são os alunos atendidos pela Educação Especial? A educação especial não se destina apenas a educação de alunos com deficiências, mas, também, as chamadas condutas típicas de síndromes, ou, como são denominadas por estudiosos “Transtornos Invasivos do Comportamento” (FACION, 2002); e quadro neurológicos ou psiquiátricos e alunos com altas habilidades/ superdotação. Trabalhando atualmente com o conceito de necessidades educacionais especiais, a EE, defi nitivamente, deve selar seu compromisso com uma abordagem, no mínimo, desafi adora, que tem como meta a inclusão. Nessa abordagem, a ação da EE se amplia, contemplando alunos antes totalmente esquecidos por um sistema que se caracterizava como excludente (LDBEN, p. 20). Portanto o projeto pedagógico da escola, atendendo ao Artigo 2º, da LDBEN, se efetivará através de ações que tornem visível uma prática pedagógica cujo princípio norteador seja a "promoção do desenvolvimento da aprendizagem de todos os educandos, inclusive daqueles que apresentem necessidades educacionais especiais"(p. 20). C E D E R J 15 A U LA 1 6 M Ó D U LO 5 Desse modo, amplia-se, sem dúvida, o quadro de difi culdades de aprendizagem como a dislexia e disfunções correlatas; problemas de atenção, perceptivos, emocionais, de memória, cognitivos, psicolingüísticos, psicomotores, motores, de comportamento; e ainda fatores ecológicos (são aqueles ligados às condições ambientais)) e socioeconômicos, como as privações de caráter sociocultural e nutricional (LBDEN, p. 44). Muitas têm sido as tentativas no sentidode promover a inclusão, que de acordo com as Diretrizes Nacionais para a Educação especial na Educação Básica p. 20), signifi ca: [...] a garantia, a todos, do acesso contínuo ao espaço comum da vida em sociedade, sociedade essa que deve estar orientada por relações de acolhimento à diversidade humana, de aceitação das diferenças individuais, de esforço coletivo na equiparação de oportunidades de desenvolvimento, com qualidade em todas as dimensões da vida. Como parte integrante desse processo e contribuição essencial para a determinação de seus rumos, encontra- se a inclusão educacional (p. 20). Não podemos esquecer o enfoque sistêmico da Educação Especial. Ela é importante, necessária e não pode ser considerada isoladamente, mas articulada com todos os setores da sociedade. Todos que nela atuam, tem como objetivo promover o desenvolvimento das potencialidades das pessoas portadoras de defi ciências, condutas típicas ou de altas habilidades e abrange os diferentes níveis e graus do sistema de ensino. Está fundamentada em referenciais teóricos e práticos que estão de acordo com as necessidades específi cas dos alunos. Portanto de acordo com o Enfoque Sistêmico a Educação Especial faz parte da Educação geral, não se diferenciando da Educação comum nos aspectos fi losófi cos, mas na metodologia, ou seja, nas estratégias de ação, uma vez que atende a um número enorme e variado de pessoas. Quando falamos em enfoque sistêmico, signifi ca que não podemos esquecer que a Educação Especial não pode ser considerada de forma isolada, mas, como proposta que deverá estar articulada com todos os setores da sociedade, que caracteriza os serviços especializados realizados através de parceria entre as áreas de educação, saúde, assistência social e trabalho, conforme determina as Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica (p. 43). C E D E R J16 Educação Especial | Necessidades educacionais especiais Há pouco tempo atrás a tendência, que determinava o atendimento de alunos com necessidades educacionais especiais era uma prática segregativa, porque estes alunos eram atendidos em escolas e classes especiais. O movimento de integração escolar surgiu visando abolir o preconceito integrar os alunos nas escola s comuns através de duas modalidades: Integração parcial na classes especiais que, consistia em preparar o aluno para a Integração total na classe comum, permitida apenas aos alunos que conseguissem acompanhar o currículo desenvolvido na escola. Nesse processo o aluno tinha que se adequar à escola, que permanecia inalterada, sem nenhum compromisso com a mudança, com a transformação das metodologias, estratégias, adaptações físicas e ambientais. Os alunos (jovens e adultos) que não conseguiam alcançar níveis mais elevados de ensino eram excluídos do sistema educacional. Atualmente, na abordagem educacional inclusiva, a escola deve ser uma escola para todos, sem preconceito, sem discriminação. Todos devem ser educados juntos nas classes do ensino comum, onde alunos ditos normais e alunos com defi ciência ou não, serão acolhidos, terão garantido o acesso aos conteúdos básicos e a ênfase será sempre nas necessidades educacionais especiais. Na verdade a inclusão benefi cia a todos, sendo ou não defi cientes, porque a convivência, a troca de experiências, os tornarão seres humanos mais generosos, mais solidários, capazes respeitar as diferenças do outro e cooperar na construção de um mundo melhor. Em casos extraordinários, os serviços de educação especial deverão ser oferecidos em classes especiais, escolas especiais, classes hospitalares e em ambiente domiciliar. É fundamental que a escola comum ofereça serviços educacionais diversifi cados para atender às necessidades educacionais especiais de cada aluno. Estes serviços de apoio pedagógico especializado são desenvolvidos nas classes comuns por profi ssionais especializados e em sala de recursos onde os professores da educação especial faz a complementação e/ou suplementação curricular, utilizando equipamentos e materiais específi cos. C E D E R J 17 A U LA 1 6 M Ó D U LO 5 Para responder às necessidades dos alunos, a escola, como afi rma Mantoan: ...terá de buscar abordagens mais revolucionárias ainda, para garantir a cada ser uma experiência educacional que efetivamente corresponda aos ideais de um cidadão do mundo, do cosmos sem fronteiras (p. 46). É importante lembrar que a educação das pessoas portadoras de necessidades especiais deve ser compreendida em sua dimensão, não apenas educativa, mas também social, cujo objetivo é oferecer o desenvolvi- mento de suas potencialidades e de sua participação na comunidade. R E S U M O A Educação Especial é uma modalidade da educação escolar que, de acordo com a Lei nº 9.394/96, que estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional, deve perpassar todos os níveis de ensino. Todos os alunos com necessidades educativas especiais devem receber atendimento pedagógico especializado, norteado por uma pedagogia centralizada no aluno que, acima de tudo, respeite as diferenças e a dignidade de todos. Na perspectiva da inclusão, a educação deve garantir a todos, sem exceção, o acesso aos conteúdos básicos ,o direito a uma vida digna e o pleno exercício da cidadania. Nas próximas aulas estaremos falando sobre cada tipo de necessidade educacional especial. Neste momento, é importante que você saiba que existem vários tipos de defi ciências que são contempladas pela Educação Especial e que, ao abordarmos as necessidades educacionais especiais, estamos nos referindo, inclusive, aos alunos com altas habilidades/superdotados e difi culdades acentuadas de aprendizagem. C E D E R J18 Educação Especial | Necessidades educacionais especiais AUTO-AVALIAÇÃO Agora, que tal você verifi car o que aprendeu? 1. O que é Educação Especial? 2. Quem são os alunos considerados “educandos com necessidades educacionais especiais” e quais são suas características? 3. Qual a diferença entre o modelo médico e o modelo pedagógico ou educacional? 4. O que você entende por serviço de apoio pedagógico especializado? 5. O que signifi ca Enfoque Sistêmico? 6. Qual a diferença entre integração e inclusão? Em casos extraordinários onde deverão ser atendidos os alunos com necessidades educacionais especiais? Leia com muita atenção o material indicado nas referências bibliográfi cas. Lembre-se: As técnicas adequadas de estudo facilitam o aprendizado! !