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1181Necessidades educacionais 
especiais
Esperamos que, após o estudo do conteúdo desta 
aula, você seja capaz de:
• Refl etir e analisar a caracterização, as diferentes 
modalidades de atendimento e a inclusão das 
pessoas com necessidades educacionais especiais.
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Educação Especial | Necessidades educacionais especiais
INTRODUÇÃO Vamos nos aprofundar um pouco mais sobre os diferentes tipos de necessidades 
educacionais especiais, e o que, de um modo geral, deve ser feito para que essas 
pessoas sejam respeitadas e recebam um atendimento digno da sociedade.
Quem são, afi nal de contas, as pessoas com necessidades educacionais 
especiais? Apenas quem tem algum tipo de defi ciência é considerado como 
uma pessoa com necessidades educativas especiais? Talvez seja interessante 
esclarecer tais dúvidas, aliás, muito comuns até mesmo entre professores e 
profi ssionais da área.
DEFININDO NECESSIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS
Lembramos que a expressão “necessidades educativas especiais”, 
nos documentos atuais, deve ser substituída por “necessidades 
educacionais especiais” atendendo a proposta de Mazzotta (1999) 
de substituir o termo “educativa” por “educacional”. De acordo 
com o autor este termo é mais adequado não apenas do ponto de vista 
semântico, mas também psicológico, pois signifi ca que o aluno tem uma 
necessidade educacional e não outra qualquer.
Existem muitos e diferentes tipos de necessidades educacionais 
especiais. Por exemplo, as pessoas com altas habilidades (Aula 23) e 
disléxicas (Aula 24) também estão incluídas nesta categoria, embora, 
muitas vezes não apresentem nenhum tipo de Defi ciência Física (DF) ou 
Defi ciência Mental (DM).
Mesmo antes do Parecer da Câmara de Educação Básica – CEB e 
do Conselho Nacional de Educação - CNE nº 17, de 3 de julho de 2001, 
eram consideradas pessoas com necessidades educacionais especiais:
• portadores de defi ciência mental;
• defi ciência físico-motora (pólio, amputados, defeitos 
genéticos ou adquiridos etc.);
• defi ciência físico-sensorial (visual e auditiva);
• defi ciência múltipla;
• portadores de condutas típicas (problemas de conduta, 
autismo, síndromes etc.);
��portadores de altas habilidades (superdotados).
SUGESTÃO DE SITE:
www.appai.com.br
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Vivemos um momento extremamente importante onde a 
Educação Especial, como modalidade de educação escolar, deve 
organizar-se visando a uma aproximação sucessiva dos pressupostos e 
da prática pedagógica social da educação inclusiva com a fi nalidade de 
cumprir os dispositivos legais e políticos da Constituição Federal, Título 
VII, da ORDEM SOCIAL. 
Documentos foram elaborados visando a atender às exigências de 
uma proposta inclusiva em termos de educação. Entrou em vigor no ano 
de 2001, conforme o Art. 21, do Parecer nº 17/2001 – Colegiado: CEB –
Aprovado em 03.07.2001, que institui as Diretrizes Nacionais para a 
Educação Especial na Educação Básica e sendo obrigatória a partir de 
2002 (p. 68-79). Disponível em: . Acesso em: 2/4/2003.
De acordo com as Diretrizes Nacionais para a Educação Especial 
na Educação Básica (p. 44), são considerados educandos com necessidades 
educacionais especiais temporárias ou permanentes, vinculadas ou aos 
grupos já mencionados, aqueles que durante o processo educacional, 
apresentam:
1 - Difi culdades acentuadas de aprendizagem ou limitações no 
processo de desenvolvimento que difi cultem o acompanhamento das 
atividades curriculares, compreendidas em dois grupos:
– aquelas não vinculadas a uma causa orgânica específi ca;
– aquelas relacionadas a condições, disfunções, limitações ou 
defi ciências.
2 - Difi culdades de comunicação e sinalização diferenciadas dos 
demais alunos (surdez, cegueira, surdo-cegueira ou distúrbios acentuados 
de linguagem, necessitando de diferentes formas de ensino e adaptações 
de acesso ao currículo, com utilização de linguagens e códigos aplicáveis 
assegurando-lhe os recursos humanos e materiais necessários:
– na área da defi ciência auditiva (DA), a escola deve providenciar 
aos surdos os recursos específi cos com o ensino em língua brasileira de 
sinais e em língua portuguesa; aos surdos cegos o ensino em língua de 
sinais digital, todoma (método de linguagem receptiva em que a pessoa 
surda-cega, através do tato, decodifi ca a fala do seu interlocutor) e 
outras técnicas. 
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Educação Especial | Necessidades educacionais especiais
– aos alunos cegos, cabe os sistemas de ensino disponibilizarem o 
material didático, bem como provas e o livro didático em Braille e, aos 
alunos de visão subnormal (baixa visão), os auxílios ópticos (recursos 
utilizados para facilitar a percepção visual), bem como provas em 
caracteres ampliados, material didático e livro didático. 
3- Altas habilidades/superdotação, grande facilidade de 
aprendizagem que os levem a dominar rapidamente os conceitos, os 
procedimentos e as atitudes e que, por terem condições de aprofundar 
e enriquecer esses conteúdos, devem receber desafi os suplementares em 
classe comum, em sala de recursos ou em outros espaços defi nidos pelos 
sistemas de ensino, inclusive para concluir,em menor tempo, a série ou 
etapa escolar.
De acordo com o sistema educacional brasileiro, o atendimento 
educacional especializado deve ser oferecido a todos os educandos 
portadores de necessidades especiais, reforçando a idéia de que é 
necessário investigar todas as possibilidades do aluno para que ele atinja 
o desenvolvimento máximo de suas potencialidades (Lei nº 9.394/96).
A Educação Especial sempre foi considerada como um processo 
integral, que vai desde a estimulação do bebê até os graus superiores de 
ensino. Sob o enfoque sistêmico, a Educação Especial integra o sistema 
educacional vigente, identifi ca-se com sua fi nalidade de formar cidadãos 
conscientes, livres e participativos.
Podemos considerar que duas abordagens têm norteado as ações 
e procedimentos na área de Educação Especial:
Modelo médico: é o modelo centrado na doença. Nele a criança 
tem que se adaptar ao seu ambiente, como se ela “fosse culpada” 
de suas difi culdades, e apenas a ela coubesse a responsabilidade 
de se adaptar ao mundo. Neste modelo, considerava-se que o 
problema estaria na própria criança.
Modelo pedagógico: o modelo educacional é centrado na 
pessoa, nas suas possibilidades, nas metodologias e estratégias 
educacionais, interferindo, portanto, na normalização das ofertas 
educativas e no processo de integração pessoal e social. Neste 
modelo a ênfase está nos problemas de comportamento e/ou de 
aprendizagem.
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Na educação inclusiva, o modelo pedagógico, centrado no aluno 
e nas suas possibilidades, substituiu o modelo médico, que era centrado 
na doença e exigindo, assim, que o aluno se adaptasse ao meio ambiente 
como se essa responsabilidade fosse exclusiva dele. O modelo pedagógico 
ou educacional busca interferir na normalização das ofertas educativas 
e no processo de integração pessoal-social.
O movimento de integração escolar que marcou a década de 1980, 
reforçava a segregação dos alunos, hoje denominados “educandos com 
necessidades educacionais especiais”. Nesse processo, o aluno tinha 
que se adequar à escola, que nem de longe pensava em se adaptar às 
necessidades desses alunos.
Atualmente, rompendo com a ideologia da exclusão, uma nova 
mentalidade surge e todos são chamados à responsabilidade de contribuir 
para a reestruturação dos sistemas de ensino e para a preservação dos 
direitos dos cidadãos através de implementação de uma política nacional 
de Educação Especial.
Como vocês viram no Módulo I, A Educação Especial, de acordo 
com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDBEN, e 
obedecendo aos princípios da Declaração de Salamanca(1994), deve 
permear todos os níveis da educação e promover a inclusão de todos os 
alunos com necessidades educacionais especiais, através de recursos e 
estratégias específi cas e adequadas a cada caso, estabelecendo parcerias 
com outros órgãos da comunidade.
É importante lembrar que existe a preocupação de adaptar 
a tradução do documento original de Salamanca à terminologia 
educacional brasileira. Assim as expressões”integrada” ou “integradora” 
serão alteradas para “inclusiva”.
A atual Lei de Diretrizes e Bases para a Educação Nacional, 
Lei nº 9.394, de 20.12.1996, trata especifi camente, no capítulo V, da 
Educação Especial, defi nindo-a por modalidade de educação escolar, 
oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para pessoas com 
necessidades educacionais especiais.
Desse modo, fi ca estabelecido que a Educação Especial deve 
perpassar todos os níveis de ensino, desde a educação infantil ao 
ensino superior. Considera-se esta modalidade de educação como um 
conjunto de recursos educacionais e de estratégias de apoio que estejam 
à disposição de todos os alunos, oferecendo diferentes alternativas de 
atendimento, promovendo e garantindo a inclusão.
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Educação Especial | Necessidades educacionais especiais
Podemos considerar, portanto, que o aluno com necessidades 
educacionais especiais é aquele que apresenta necessidades próprias 
específi cas e diferentes dos demais alunos, no que diz respeito ao domínio 
das aprendizagens curriculares, demandando recursos pedagógicos e 
metodológicos educacionais específi cos.
A partir de dispositivos legais e político-fi losófi cos (LDBEN p. 5, 6, 
7) inspirados na Declaração Mundial de Educação para Todos, ocorrida 
em Jomtien, na Tailândia, em 1990, sintonizados com a Declaração de 
Salamanca (1994) que devem construir o sistema educacional inclusivo, 
deve-se estabelecer metas e desenvolver ações através das quais fi que 
assegurado às pessoas com necessidades educacionais especiais a 
igualdade de oportunidades e a valorização da diversidade no processo 
educativo.
Espera-se, na verdade, que esses dispositivos se transformem em 
"...um compromisso ético-político de todos, nas diferentes esferas de 
poder, e em responsabilidades bem defi nidas para sua operacionalização 
na realidade escolar" (LDBEN, 2001, p. 18). 
A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios 
de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por fi nalidade 
o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da 
cidadania e sua qualifi cação para o trabalho.
É importante lembrar que a LDBEN/2001, trata dos 
princípios e fi ns da educação brasileira e no artigo 2º, 
garante (p. 5):
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OS DIFERENTES TIPOS DE DEFICIÊNCIA
Vocês sabem quem são as pessoas com deficiência física – DF?
Será que todas as pessoas com DF apresentam o mesmo tipo de difi culdade? 
Bem, os tipos de defi ciência são muitos e algumas pessoas têm mais 
difi culdades que outras. É o caso, por exemplo, de quem necessita de 
uma cadeira de rodas para se locomover. De acordo com as estatísticas, 
entre os milhões de brasileiros portadores de defi ciência física, existem 
aqueles que andam com o auxílio de muletas ou bengalas canadenses 
e/ou aparelhos ortopédicos.
Existem os amputados (perda de um membro); os lesados raqui-
medular (lesão na parte inferior da coluna, geralmente causada por 
acidentes); os que sofrem de artrite; de insufi ciências cardíacas ou que 
têm problemas de locomoção provocados por falta de coordenação 
motora (paralisia cerebral), distrofi a muscular e outros.
Quando se trata de adaptação visando à inclusão, precisamos 
lembrar também das pessoas de mobilidade restrita, decorrente de 
reumatismo, artrose e problemas de coluna. Não podemos esquecer 
das pessoas de idade avançada que também apresentam restrições de 
locomoção e, certamente, se benefi ciarão com algumas adaptações. 
A sinalização sonora e em braile nos postes, já adotada em algumas 
cidades brasileiras, é uma alternativa que benefi cia os defi cientes visuais. 
Em termos de adaptação, são benefi ciados também outros segmentos 
da população como obesos, gestantes, mães com carrinhos de bebê, 
acidentados e engessados, entre outros.
E você já parou para refl etir por que ocorrem as defi ciências? 
É muito importante saber que, por vezes, é possível prevenir ou 
minimizar alguns tipos de defi ciência, as causadas por acidentes, por 
exemplo. Existem várias e diferentes espécies de defi ciências e as causas 
também variam bastante. Por isso, é essencial conhecermos as causas e, 
na medida do possível, preveni-las!
Podemos associar algumas à má formação do cérebro no período 
pré (antes), peri (durante) ou pós-natal (depois do parto) por algum 
motivo qualquer. Nesse período, as células nervosas estão se formando e, 
provavelmente, pode ocorrer uma situação traumática fazendo com que 
grupos, celulares cerebrais e neurônios, fi quem sem sangue e morram.
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Educação Especial | Necessidades educacionais especiais
Drogas, fumo, parto traumático, doenças, determinados tipos de 
remédios (talidomida) podem ser causas de algum tipo de defi ciência. 
Se as células morrem, não poderão desempenhar no futuro a função 
correspondente, e teremos, então, como conseqüência, pessoas com 
determinados tipos de defi ciência.
Dependendo da área lesada, uma criança apresentará defi ciência 
física, mental, auditiva, visual, ou poderá apresentar mais de uma 
defi ciência (defi ciência múltipla). 
A verdade é que um conjunto desses elementos acabará formando 
uma pessoa portadora de síndromes neurológicas graves, como por 
exemplo, as paralisias cerebrais ou a síndrome de Down. 
Não podemos esquecer que a defi ciência não ocorre somente por 
ocasião do nascimento. Em qualquer época da vida, uma pessoa pode 
sofrer um acidente traumático e perder uma ou mais funções do seu 
corpo. Pode ocorrer, inclusive, a perda de membros (amputação). Fazem 
parte desse grupo as paraplegias e tetraplegias. Estas são as defi ciências 
por traumatismo.
Existe ainda uma outra forma de seqüela que poderá limitar muito 
uma pessoa. Trata-se da hemiplegia (um lado do corpo fi ca prejudicado) 
que ocorre após a um AVC – acidente vascular cerebral.
Mas afi nal, quem são os alunos atendidos pela Educação Especial? 
A educação especial não se destina apenas a educação de alunos 
com deficiências, mas, também, as chamadas condutas típicas de 
síndromes, ou, como são denominadas por estudiosos “Transtornos 
Invasivos do Comportamento” (FACION, 2002); e quadro neurológicos 
ou psiquiátricos e alunos com altas habilidades/ superdotação.
Trabalhando atualmente com o conceito de necessidades 
educacionais especiais, a EE, defi nitivamente, deve selar seu compromisso 
com uma abordagem, no mínimo, desafi adora, que tem como meta a 
inclusão. Nessa abordagem, a ação da EE se amplia, contemplando 
alunos antes totalmente esquecidos por um sistema que se caracterizava 
como excludente (LDBEN, p. 20). 
Portanto o projeto pedagógico da escola, atendendo ao Artigo 
2º, da LDBEN, se efetivará através de ações que tornem visível uma 
prática pedagógica cujo princípio norteador seja a "promoção do 
desenvolvimento da aprendizagem de todos os educandos, inclusive 
daqueles que apresentem necessidades educacionais especiais"(p. 20).
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Desse modo, amplia-se, sem dúvida, o quadro de difi culdades 
de aprendizagem como a dislexia e disfunções correlatas; problemas 
de atenção, perceptivos, emocionais, de memória, cognitivos, 
psicolingüísticos, psicomotores, motores, de comportamento; e ainda 
fatores ecológicos (são aqueles ligados às condições ambientais)) e 
socioeconômicos, como as privações de caráter sociocultural e nutricional 
(LBDEN, p. 44).
Muitas têm sido as tentativas no sentidode promover a inclusão, 
que de acordo com as Diretrizes Nacionais para a Educação especial na 
Educação Básica p. 20), signifi ca:
[...] a garantia, a todos, do acesso contínuo ao espaço comum 
da vida em sociedade, sociedade essa que deve estar orientada 
por relações de acolhimento à diversidade humana, de aceitação 
das diferenças individuais, de esforço coletivo na equiparação 
de oportunidades de desenvolvimento, com qualidade em todas 
as dimensões da vida. Como parte integrante desse processo e 
contribuição essencial para a determinação de seus rumos, encontra-
se a inclusão educacional (p. 20).
Não podemos esquecer o enfoque sistêmico da Educação Especial. 
Ela é importante, necessária e não pode ser considerada isoladamente, 
mas articulada com todos os setores da sociedade. Todos que nela atuam, 
tem como objetivo promover o desenvolvimento das potencialidades 
das pessoas portadoras de defi ciências, condutas típicas ou de altas 
habilidades e abrange os diferentes níveis e graus do sistema de ensino. 
Está fundamentada em referenciais teóricos e práticos que estão de acordo 
com as necessidades específi cas dos alunos.
Portanto de acordo com o Enfoque Sistêmico a Educação Especial 
faz parte da Educação geral, não se diferenciando da Educação comum 
nos aspectos fi losófi cos, mas na metodologia, ou seja, nas estratégias de 
ação, uma vez que atende a um número enorme e variado de pessoas.
Quando falamos em enfoque sistêmico, signifi ca que não podemos 
esquecer que a Educação Especial não pode ser considerada de forma 
isolada, mas, como proposta que deverá estar articulada com todos os 
setores da sociedade, que caracteriza os serviços especializados realizados 
através de parceria entre as áreas de educação, saúde, assistência social e 
trabalho, conforme determina as Diretrizes Nacionais para a Educação 
Especial na Educação Básica (p. 43).
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Educação Especial | Necessidades educacionais especiais
Há pouco tempo atrás a tendência, que determinava o atendimento 
de alunos com necessidades educacionais especiais era uma prática 
segregativa, porque estes alunos eram atendidos em escolas e classes 
especiais. O movimento de integração escolar surgiu visando abolir 
o preconceito integrar os alunos nas escola s comuns através de duas 
modalidades: Integração parcial na classes especiais que, consistia em 
preparar o aluno para a Integração total na classe comum, permitida 
apenas aos alunos que conseguissem acompanhar o currículo desenvolvido 
na escola. Nesse processo o aluno tinha que se adequar à escola, que 
permanecia inalterada, sem nenhum compromisso com a mudança, 
com a transformação das metodologias, estratégias, adaptações físicas 
e ambientais. Os alunos (jovens e adultos) que não conseguiam alcançar 
níveis mais elevados de ensino eram excluídos do sistema educacional.
Atualmente, na abordagem educacional inclusiva, a escola deve 
ser uma escola para todos, sem preconceito, sem discriminação. Todos 
devem ser educados juntos nas classes do ensino comum, onde alunos 
ditos normais e alunos com defi ciência ou não, serão acolhidos, terão 
garantido o acesso aos conteúdos básicos e a ênfase será sempre nas 
necessidades educacionais especiais. Na verdade a inclusão benefi cia 
a todos, sendo ou não defi cientes, porque a convivência, a troca de 
experiências, os tornarão seres humanos mais generosos, mais solidários, 
capazes respeitar as diferenças do outro e cooperar na construção de 
um mundo melhor.
Em casos extraordinários, os serviços de educação especial deverão 
ser oferecidos em classes especiais, escolas especiais, classes hospitalares 
e em ambiente domiciliar. É fundamental que a escola comum ofereça 
serviços educacionais diversifi cados para atender às necessidades 
educacionais especiais de cada aluno.
Estes serviços de apoio pedagógico especializado são desenvolvidos 
nas classes comuns por profi ssionais especializados e em sala de recursos 
onde os professores da educação especial faz a complementação e/ou 
suplementação curricular, utilizando equipamentos e materiais específi cos.
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Para responder às necessidades dos alunos, a escola, como afi rma 
Mantoan:
...terá de buscar abordagens mais revolucionárias ainda, para 
garantir a cada ser uma experiência educacional que efetivamente 
corresponda aos ideais de um cidadão do mundo, do cosmos sem 
fronteiras (p. 46). 
É importante lembrar que a educação das pessoas portadoras de 
necessidades especiais deve ser compreendida em sua dimensão, não 
apenas educativa, mas também social, cujo objetivo é oferecer o desenvolvi-
mento de suas potencialidades e de sua participação na comunidade.
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A Educação Especial é uma modalidade da educação escolar que, de acordo com 
a Lei nº 9.394/96, que estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional, deve 
perpassar todos os níveis de ensino.
Todos os alunos com necessidades educativas especiais devem receber atendimento 
pedagógico especializado, norteado por uma pedagogia centralizada no aluno 
que, acima de tudo, respeite as diferenças e a dignidade de todos. Na perspectiva 
da inclusão, a educação deve garantir a todos, sem exceção, o acesso aos conteúdos 
básicos ,o direito a uma vida digna e o pleno exercício da cidadania.
Nas próximas aulas estaremos falando sobre cada tipo de necessidade educacional 
especial. Neste momento, é importante que você saiba que existem vários tipos de 
defi ciências que são contempladas pela Educação Especial e que, ao abordarmos 
as necessidades educacionais especiais, estamos nos referindo, inclusive, aos alunos 
com altas habilidades/superdotados e difi culdades acentuadas de aprendizagem.
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Educação Especial | Necessidades educacionais especiais
AUTO-AVALIAÇÃO
Agora, que tal você verifi car o que aprendeu?
1. O que é Educação Especial? 
2. Quem são os alunos considerados “educandos com necessidades educacionais 
especiais” e quais são suas características?
3. Qual a diferença entre o modelo médico e o modelo pedagógico ou 
educacional?
4. O que você entende por serviço de apoio pedagógico especializado?
5. O que signifi ca Enfoque Sistêmico?
6. Qual a diferença entre integração e inclusão? Em casos extraordinários onde 
deverão ser atendidos os alunos com necessidades educacionais especiais?
Leia com muita atenção o material indicado nas 
referências bibliográfi cas.
Lembre-se: As técnicas adequadas de estudo 
facilitam o aprendizado!
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