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Carrinho de emergência 
 
 
 
Indispensável para facilitar os atendimentos emergenciais nos prontos-
socorros, centros cirúrgicos, UTI, e outras alas hospitalares, o uso de carrinho 
de emergência é cada vez mais procurado pela área da saúde. Ele é 
caracterizado por ser um móvel que tem a função de armazenar medicamentos 
e equipamentos necessários para socorrer com facilidade pacientes em estado 
de urgência. Por ter uma disposição padronizada, os técnicos, enfermeiros e 
médicos conseguem identificar de forma rápida cada objeto e realizar um 
trabalho seguro. O tamanho desse estoque vai depender da demanda específica 
de cada local. Mas, para que seu uso seja funcional, é preciso que os 
profissionais de saúde conheçam com propriedade o carrinho de 
emergência para UTI e priorizar a organização e reposição dos materiais 
alocados nele. 
Do que é constituído o carrinho de emergência? 
Podemos defini-lo com uma estrutura móvel de alumínio extrudado 
composta por gavetas, semelhante a um pequeno armário, e com rodinhas em 
sua base – para que os profissionais possam movê-lo com facilidade. Além 
disso, ele tem elementos como compartimento inferior, ponteiras de proteção, 
tabua auxiliar para massagem cardíaca, repartimentos, tampo, pedestal de 
alumínio, suporte para soro e cilindros. Atrás, há tomadas, trava única e uma 
alça para auxiliar na locomoção. A nomenclatura técnica do carrinho de 
emergência, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), é 
carro de parada. Alguns profissionais da área chamam no dia a dia de CE (carro 
de emergência) ou CP (carro de parada). 
Parâmetros de padronização do carrinho de emergência 
Por ser tão indispensável diante de casos que precisam de socorro 
urgente, a uniformização do CE (Carrinho de Emergência) é conduzida para 
maximizar essa execução. Compatibilidade, reprodutibilidade, segurança e 
qualidade são outros pontos positivos oferecidos por esse método. De acordo 
com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, os critérios a serem seguidos são: 
- Faixa etária do paciente: infantil e/ou adulto; 
- Locação do equipamento: UTI, pronto socorro, emergência, ambulatório e etc. 
É com base no único protocolo, reconhecido de forma mundial, para este 
propósito que se sabe que o CE deve estar segmentado por prioridade, e no total 
são 4: check-up investigativo; contenção dos canais respiratórios para 
introdução venal; monitoramento de fármaco para pronto-atendimento. 
Outro ponto importante é a localização do equipamento, pois isso vai 
impactar diretamente na facilidade do acesso. O CE deve sempre estar 
estacionado em um local de fácil acesso e deslocamento, com áreas amplas e 
portas largas para entrar e sair rapidamente. 
 
 
O que deve ter em cada gaveta do carrinho de emergência? 
1ª gaveta: nesse primeiro compartimento estão os medicamentos mais 
manipulados em situações de urgência clínica. Entre eles estão os diluidores, 
como água e soro fisiológico; Atropina; ampolas de bicarbonato de sódio; cloreto 
de potássio; amiodarona; Adrenalina; Diazepam; Dopamina; Hidantal; glicose 
hipertônica, Lidocaína, Adalat, gluconato de cálcio e outros. 
2ª gaveta: já a segunda prateleira deve ser destinada aos materiais de intubação 
emergencial. No caso, o Ressuscitador Manual (AMBU), tubos endotraqueais de 
todos os tamanhos, lâminas, laringoscópio, fio guia, cânula de guedel de todos 
os tamanhos, óculos de proteção individual, eletrodos para a monitorização, 
máscara descartável, cadarço para a fixação de tubo, óculos de proteção e 
umidificadores. 
3ª gaveta: a terceira parte é reservada para agulhas, sonda nasoenteral, 
seringas, sonda nasogástrica, agulhas, e abbocaths. Vale ressaltar que esses 
materiais precisam estar disponíveis em todos os calibres, para atender ao maior 
número de pacientes possível. Ainda nessa gaveta, é preciso de filme 
transparente estéril para fixação de acesso venoso, kit de aspiração de 
emergência, xilocaína em gel, cânulas, equipos macro e microgotas. 
4ª gaveta: por fim, essa é a gaveta destina a todos os tipos de soros. Entre eles, 
o glicosado a 5%, bicarbonato a 5%, fisiológico a 0,9%, Ringer Lactato e Voluven 
em uma gama completa de miligramas. 
Quais os setores que precisam de um carrinho de emergência? 
Em geral, perto das áreas onde os pacientes se encontram em constante 
observação, o uso do equipamento se faz extremamente necessário. Você pode 
conferir algumas delas logo abaixo: 
• Unidade de Terapia Intensiva (UTI); 
• Centro Cirúrgico; 
• Pronto Socorro; 
• Unidade de Internação; 
• Ambulatórios; 
• Hemodinâmica; 
• Centros Emergenciais; 
• Unidades Coronariana. 
A checagem do carrinho de emergência deve ser realizada por qual 
profissional? 
No geral, os profissionais de enfermagens são os responsáveis pela 
verificação do CE, mas isso pode variar de acordo com cada Instituição. 
Conforme a Lei 5.991 de 17 de dezembro de 1979, é preciso que essa atitude 
de checagem seja realizada periodicamente. 
• Médico: fazer a prescrição dos medicamentos, produtos e equipamentos 
utilizados. 
• Enfermeiro: direcionar os receituários e check-list para a farmácia, além 
de repor e lacrar o carrinho. 
• Farmacêutico: conferir o número de medicamentos e materiais 
armazenados no CE, bem como a validade dos produtos. Pedir trocas e 
reposições quando necessário. 
• Auxiliar de farmácia: com base na check-list, dispensar os remédios e 
materiais vencidos, fazer a reposição das mercadorias e atualizar a lista 
de estoque do equipamento com lote e validade. 
Vale lembrar que o prazo de validade corresponde a vida útil do produto, 
baseados nos estudos de estabilidade específicas, e geralmente se encontram 
nas embalagens. Já o medicamento vencido é aquele cuja validade, indicada 
pelo próprio fabricante, foi expirada. 
5 recursos essenciais para a conferência do carrinho de emergência: 
1. Receituário médico; 
2. Guia de materiais hospitalares; 
3. Ficha de composição do CE com lote e validade; 
4. Relatório de padronização de remédios e matérias por setor 
5. Formulário “Conferência do carrinho de emergência – Controle Anual de 
Validade de Medicamentos e Materiais”

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