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6 FAI – FACULDADE DE IPORÁ BACHARELADO EM ENFERMAGEM GABRIELLY CASTRO DE OLIVEIRA CARRINHO DE EMERGÊNCIA IPORÁ – GO 2022 GABRIELLY CASTRO DE OLIVEIRA CARRINHO DE EMERGÊNCIA Trabalho desenvolvido para a disciplina de Estágio Supervisionado II hospitalar, como parte da avaliação referente ao 9º Período do curso superior de Enfermagem. Docente: Kárita Araújo IPORÁ – GO 2022 SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO................................................................................................................. 3 2. COMO SÃO DIVIDIDAS AS GAVETAS DO CARRINHO?...................................... 3 3. CUIDADOS COM O CARRINHO DE EMERGÊNCIA.............................................. 4 4. OBJETIVOS DO CARRO DE EMERGÊNCIA............................................................. 5 5. INFRAESTRUTURA FÍSICA.......................................................................................... 5 6. QUANDO ABRIR O CARRINHO DE URGÊNCIA?.................................................... 6 7. REFERÊNCIAS.................................................................................................................. 7 1. INTRODUÇÃO O carrinho de emergência (CE) ou carrinho de parada é uma estrutura móvel, um armário hospitalar composto por gavetas providas com materiais, medicamentos, fármacos e equipamentos necessários, indispensáveis para o atendimento do paciente em situações de urgências, médicas, socorros imediatos, principalmente em casos de reanimação cardiorrespiratória. Os setores que devem obter estes carrinhos são: * Unidade de Internação; * Pronto Socorro; * Unidade de Terapia Intensiva; * Unidade Coronariana; * Centro Cirúrgico; * Unidade Ambulatorial; * Hemodinâmica. 2. COMO SÃO DIVIDIDAS AS GAVETAS DO CARRINHO? A disposição de medicamentos e equipamentos também é separada. * Primeira gaveta: Nesta encontra-se os equipamentos mais utilizados. Todos os medicamentos devem ser organizados, de preferência em ordem alfabética e seus diluentes. * Segunda gaveta: São encontrados materiais de punção e sondas nesta gaveta. A disposição encontra-se materiais necessários para uma intubação emergencial: material para punção venosa, venóclise, manipulação de mediação, entre outros. * Terceira gaveta: encontra-se nestes materiais de intubação. Contém as agulhas e equipos necessários para um acesso venoso, material para sondagem e para aspiração de secreções. Alguns hospitais optam por ter kits para facilitar o atendimento sem alguma intercorrencia. Ex: Kit noradrelalina, kit nipride, kit amiodarona, kit Tridil. * Última gaveta: encontram-se soros fisiológicos, glicosados e todos os tipos de soro necessários para emergência. Na primeira gaveta deve conter alguns itens: ABD (ampolas com 5ml e 10ml) e Cloreto de sódio (ampola de 10ml a 20%). - Aminofilina (24mg/ml) - Bicarbonato de sódio (ampola de 10 ml a 8,4) - Diazepam; - Dopamina; - Epinefrina; - Sulfato de magnésio; - Heparina; - E entre outros. Na segunda gaveta deve constar os seguintes itens: - Agulhas (de 25 x 7 e 40 x 12); - Jelco (nº18, 20 e 22); - Equipo microgotas e macrogotas; - Cateteres; - Sondas uretrais de variados tipos; - Sonda nasogástrica; - Lâmina de bisturi; - Nylon com agulha; - Seringas; - Xilocaína. Na terceira gaveta deve possuir os seguintes medicamentos e itens: - Bicarbonato de sódio 5%; - Eletrodos; - Luvas cirúrgicas; - Soro glicosado; - Tubos. Na quarta e última gaveta: - Ambu; - Cânula de Guedel; - Tubo; - Lâmina para laringo de variados tipos; - Laringoscópio; - Látex; - Máscara e óculos para proteção. 3. CUIDADOS COM O CARRINHO DE EMERGÊNCIA * Mantê-lo sempre organizado de maneira ordenada, reposto e a equipe deve está familiarizada; * Excesso de material que dificulte a localização deve ser retirado; * Ao lado do carrinho deve estar a tábua de reanimação; * Critérios de identificação podem ser: ordem alfabética (mais indicado), numérica crescente ou padronização por cores de diferentes contrastes; * Gavetas com chaves soam contraindicadas, com exceção a guarda dos psicotrópicos; * O local onde fica o carrinho deve ser de fácil acesso, sem obstáculos no caminho para sua locomoção. * Deve ser revisado por enfermeiros diariamente e após cada utilização. * Toda equipe de enfermagem e médica deve ter reconhecimento de cada material armazenado; * Medicamentos e materiais com prazo de validade a vencer até 3 meses deverão ser substituídos. 4. OBJETIVOS DO CARRO DE EMERGÊNCIA * Padronização os medicamentos, materiais e equipamentos constituintes do carro de emergência; * Padronização de rotinas de organização, checagem, testagem e limpeza do carro de emergência e de seus componentes acessórios (desfibrilador, laringoscópios e outros) * Definir responsabilidades; * Assistência, eficiente e de qualidade dos clientes. 5. INFRAESTRUTURA FÍSICA * O Serviço de Urgência e Emergência deve dispor de infraestrutura física dimensionada de acordo a demanda, complexidade e perfil assistencial da unidade, garantindo a segurança e a continuidade da assistência ao paciente. * O Serviço de Urgência e Emergência deve garantir, conforme o perfil assistencial, o acesso independente para pediatria. * O Serviço de Urgência e Emergência deve possuir de acordo com o perfil de atenção, os seguintes ambientes: - Área externa coberta para entrada de ambulâncias; - Sala de recepção e espera, com banheiros para usuários; - Sala para arquivo de Prontuários ou Fichas de Atendimento do Paciente; - Sala de classificação de risco; - Área para higienização; - Consultórios; - Sala para assistente social; - Sala de procedimentos com área para sutura, recuperação, hidratação, e administração de medicamentos; - Área para nebulização; - Sala para reanimação e estabilização; - Salas para observação e isolamento; - Posto de enfermagem; - Banheiro completo; - Depósito para resíduos sólidos; - Depósito para resíduos sólidos; - Depósito para material de limpeza; - Vestiários e banheiros para profissionais; - Farmácia; - Almoxarifado. 6. QUANDO ABRIR O CARRINHO DE URGÊNCIA? Deve-se lembrar que o carrinho de urgência tem por objetivo principal apenas o atendimento de situações de urgência e emergência nas unidades, e que o mesmo e seus componentes não devem ser utilizados para atendimentos de rotina que não se enquadram em nestas situações. As situações para abertura do carrinho de urgência são: * Convulsões; * Crises hipertensivas; * Edema agudo de pulmão; * Parada cardiorrespiratória; * Comprometimento nas vias aéreas/ventilação; * Choque e Instabilidade hemodinâmica; * Perda súbita do nível de consciência; * Outras urgências e emergências. 7. REFERÊNCIAS BRASIL, Ministério da Saúde. Organização do material de emergência nos serviços de unidades de saúde. Orientação da direção geral de saúde, n. 8, p. 1-11, Brasília, 2011. 2. CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DE SÃO PAULO (COREN). Parecer COREN-SP Ementa: Carro de emergência: composição, responsabilidade pela montagem, conferência e reposição. COREN, São Paulo, 2013. 3. FARIAS, D. C. et al. Acolhimento e Resolubilidade das Urgências na Estratégia Saúde da Família. Revista Brasileira de Educação Médica. V.1, p. 79-87, 2015. OLIVEIRA, E. L. Recomendações para o controle e reposição dos medicamentos e materiais de emergência para um Centro de Saúde do Sul do Brasil. Florianópolis, 2014.