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RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS 
ENSINO DIGITAL 
 
RELATÓRIO 02 
DATA: 
 
______/______/______ 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RELATÓRIO DE PRÁTICA 
Levi Carneiro de Araújo 
01437034 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS 
ENSINO DIGITAL 
 
RELATÓRIO 02 
DATA: 
 
______/______/______ 
 
 
 
 
RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS: CUIDADO INTEGRAL AO PACIENTE NAS 
DOENÇAS INFECTO- PARASITÁRIAS 
 
DADOS DO(A) ALUNO(A): 
 
NOME: Levi Carneiro de Araújo MATRÍCULA: 01437034 
CURSO: Enfermagem POLO: São Luís/ MA 
PROFESSOR(A) ORIENTADOR(A): Ramon Silva De Sousa 
 
 
 
TEMA DE AULA: Assistência de enfermagem ao paciente com HIV e AIDS 
 
 
 
RELATÓRIO 
 
1. SOBRE OS SINTOMAS DO PACIENTE: 
 
A. Quais sintomas são mais comuns na fase aguda da infecção pelo HIV? 
Na fase crônica e aguda da infecção pelo vírus HIV, ela geralmente ocorre entre duas ou a 
quatro semanas após a contaminação com o vírus, geralmente os sinais e sintomas que são mais 
comumente apresentados e que assemelham-se aos de uma síndrome gripal, dentre eles 
incluem: 
 
• Náuseas, vômitos e diarreia; 
• Suor noturno; 
• Mialgia (dor muscular) e artralgia (dor articular); 
• Febre; 
• Linfadenopatia (inchaço dos gânglios linfáticos); 
• Dor de garganta; 
• Fadiga; 
• Exantema (erupção cutânea); 
• Úlceras orais ou genitais. 
 
Esses sinais e sintomas podem durar desde entre a alguns dias a algumas semanas e, em 
alguns casos específicos e isolados, podem passar até mesmo despercebidos. 
 
 
RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS 
ENSINO DIGITAL 
 
RELATÓRIO 02 
DATA: 
 
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B. Descreva quais sintomas o paciente apresentou. 
De repente, Celso apresentou um quadro febril persistente por em torno de três semanas, com 
sinal aparente de suor noturno, emagrecimento brusco com a perca de aproximadamente 7,9 kg 
em dois meses, além de diarreia intermitente, fadiga intensa e “leucoplasia oral”, (sugestivas de 
candidíase oral), assim com “linfonodos” aumentados no pescoço e axilas. 
Diante desta avaliação física podemos constatar que estes sinais e sintomas podem ser 
compatíveis tanto com a fase evoluída da infecção pelo HIV (fase sintomática), quanto com 
qualquer das doenças oportunistas associadas à imunossupressão. 
 
C. De acordo com os sinais e sintomas apresentados pelo paciente, citar alguns 
diagnósticos diferenciais. 
Os queixas, assim como as características aparentes do paciente podem estar associados a 
diversas condições, de alguma forma sendo necessário a avaliação por meio deum diagnóstico 
diferenciado e cuidadoso. Para um prognóstico mais preciso se faz necessário a avaliação de 
algumas possibilidades, nas quais dentre elas incluem: 
• Doenças gastrointestinais crônicas (Doença celíaca, doença inflamatória intestinal, 
amebíase crônica); 
• Toxoplasmose; (Geralmente, a doença é assintomática, mas pode causar sintomas leves 
como fadiga e inchaço nos gânglios linfático); 
• Linfoma (perda de peso, linfonodomegalia); 
• Tuberculose; (febre prolongada, sudorese noturna, emagrecimento) 
• Mononucleose infecciosa; (Epstein-Barr vírus) 
• Infecção pelo citomegalovírus; (CMV) 
• Sífilis secundária. (lesões orais e linfonodos aumentados) 
 
Diante do quadro clínico e do histórico de uma possível exposição da vítima ao vírus (HIV), 
podemos concluir que é imprescindível a testagem para a verificação se há de fato a presença 
ou confirmação do vírus, além de exames específicos para avaliar possíveis infecções 
oportunistas. 
 
 
RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS 
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RELATÓRIO 02 
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D. Tanto o paciente quanto seu parceiro relatou sintomas semelhantes inicialmente. O que 
poderia explicar a progressão mais grave no caso deste paciente? 
A evolução mais aguda do quadro clínico de Celso, ocasionando o rebaixamento da sua 
condição de saúde, pode ser decorrente da causa, ou seja, por diversos fatores: 
 
1. Coinfecções não tratadas: Se João teve uma IST anterior, que fora tratada apenas com 
antibióticos, mas sem acompanhamento e acaso ele tenha contraído sífilis ou alguma outra 
infecção bacteriana crônica, isso pode também, de alguma forma ter impactado seu sistema 
imunológico, desta feita contribuindo assim para a vulnerabilidade e a fragilidade do mesmo. 
2. Condições socioeconômicas: A desnutrição e a falta de saneamento básico podem agravar 
o quadro, reduzindo a capacidade do organismo de combater infecções. 
3. Estado imunológico comprometido: Se Celso já vive com HIV há um longo período sem 
tratamento, sua imunidade pode estar severamente afetada, facilitando infecções oportunistas. 
4. Histórico de uso de drogas injetáveis: Isso pode ter aumentado seu risco de infecção e 
afetado sua resposta imunológica. 
5. Fatores genéticos e virais: Algumas variantes do vírus “HIV” são mais agressivas, e certas 
características genéticas podem influenciar o agravamento da doença. 
A testagem sorológica e exames laboratoriais são essenciais para avaliar sua condição 
imunológica e estabelecer um plano terapêutico. 
 
2. QUAIS MEDIDAS PODEM SER TOMADAS PARA EVITAR A TRANSMISSÃO 
DO HIV? 
 
INDIVIDUAIS: 
• Uso regular de preservativos em todas as relações sexuais. 
• Tratamento imediato e adesão ao antirretroviral (TARV) em caso de diagnóstico positivo, 
reduzindo a carga viral a níveis indetectáveis e impedindo a transmissão. 
• Testagem frequente para HIV e outras ISTs, principalmente em pessoas com múltiplos 
parceiros sexuais. 
• Profilaxia Pós-Exposição (PEP) em casos de exposição de risco, dentro de 72 horas. 
• Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) para pessoas com maior risco de infecção. 
• Não compartilhar seringas, agulhas ou objetos perfurocortantes. 
 
 
 
 
 
 
 
RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS 
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RELATÓRIO 02 
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COLETIVAS: 
• Treinamento de profissionais de saúde para abordagem humanizada e manejo adequado da 
infecção; 
• Campanhas educativas sobre formas de transmissão e prevenção do HIV; 
• Distribuição gratuita de preservativos e materiais de redução de danos; 
• Disponibilização de testagem rápida para HIV e ISTs na Atenção Primária à Saúde; 
• Apoio psicossocial e combate ao estigma contra pessoas vivendo com HIV/AIDS; 
• Acesso facilitado ao tratamento antirretroviral (TARV) pelo SUS. 
 
 
 
 
 
3. CUIDADOS DE ENFERMAGEM 
 
 
A. Descreva no mínimo 2 diagnósticos de enfermagem para o paciente com suspeita de 
HIV/AIDS. 
 
(1) • Déficit Nutricional relacionado à perda de peso significativa e fadiga intensa, 
evidenciado por emagrecimento de 8 kg em dois meses e dificuldade em manter as atividades 
diárias. 
 
• INTERVENÇÕES: 
• Monitorar sinais de desnutrição e déficit de vitaminas. 
• Orientar sobre a importância de uma alimentação equilibrada para fortalecimento do sistema 
imunológico. 
• Avaliar o estado nutricional do paciente e encaminhar para suporte nutricional. 
 
(2) • Risco de Infecção relacionado à possível imunossupressão, evidenciado por febre 
persistente, sudorese noturna e lesões orais. 
 
• INTERVENÇÕES: 
• Monitorar sinais e sintomas de infecções oportunistas. 
• Orientar o paciente sobre a necessidade de evitar contato com agentes infecciosos, como 
locais com alta circulação de doenças transmissíveis. 
• Manter cuidados de higiene oral para prevenir complicações como candidíase oral severa. 
 
 
 
 
B. Você concorda que o paciente necessita de cuidados emergenciais? Explique sua 
resposta. 
 
Sim, pois o paciente acometido deste rebaixamento no quadro de saúde, necessita de cuidados 
emergenciais específicos e pontuais, pois o mesmo apresenta sinais e sintomas sugestivos de 
um prognóstico avançado de imunossupressão, incluindo sudorese noturna, febre noturna, 
 
 
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DATA: 
 
______/______/______linfonodomegalia e emagrecimento acentuado. Além disso, sua condição socioeconômica 
insuficiente e também alto índice de desnutrição severa podem agravar ainda mais sua saúde. 
Além disto o retardo no diagnóstico preciso e objetivo, ainda no início do tratamento, pode 
aumentar os riscos de complicações graves, assim como de infecções oportunistas, por exemplo 
podemos citar a pneumonia por “Pneumocystis jirovecii” e a tuberculose, que podem ser fatais. 
Por isto, o paciente deverá ser encaminhado imediatamente para o centro de testagem e 
avaliação médica de um especialista, além de iniciar suporte clínico adequado. 
 
 
 
C. Um paciente com suspeita de infecção pelo HIV deve procurar o serviço de saúde 
imediatamente? Você sendo enfermeira (o) da atenção básica, quais orientações 
forneceria a um paciente com suspeita de infecção aguda pelo HIV? 
 
Sim, diante de uma simples suspeita de infecção pelo vírus “HIV”, o indivíduo deverá procurar 
o serviço de saúde imediatamente, ou o mais rápido possível, para testagem e acompanhamento. 
Pois a confirmação precoce de resultado positivo para o mesmo, poderá viabilizar ou seja, 
permitir o inicio do “tratamento antirretroviral” (TARV), o mais rapidamente possível, 
prevenindo assim complicações bem como reduzindo o risco de transmissão. 
 
 
Orientações para um paciente com suspeita de infecção aguda pelo HIV: 
 
• Realizar o teste rápido de HIV na unidade de saúde, que oferece um resultado em poucos 
minutos; 
• Evitar relações sexuais desprotegidas até a confirmação do diagnóstico. 
• Caso tenha tido exposição recente ao HIV (últimas 72 horas), buscar imediatamente a PEP 
(Profilaxia Pós-Exposição), que pode reduzir significativamente o risco de infecção. 
• Manter uma alimentação equilibrada e cuidar da saúde geral, pois o corpo pode estar lidando 
com um processo infeccioso. 
• Caso o teste seja positivo, iniciar acompanhamento imediato com equipe multiprofissional, 
incluindo médico, enfermeiro e assistente social, para iniciar o tratamento e suporte psicológico. 
 
 
D. Por que alguns medicamentos são contraindicados para pacientes com HIV/AIDS 
sem acompanhamento adequado? 
 
A razão pela qual alguns medicamentos são contraindicados ou msmo, exigem cautela quanto 
ao uso por pacientes que testaram positivo para o vírus “HIV/AIDS”, sem acompanhamento 
adequado, é que os mesmos podem implicar: 
 
1. Mascarar sintomas de infecções oportunistas – Corticoides, por exemplo, podem suprimir a 
resposta imune e agravar infecções subjacentes, como tuberculose; 
2. Interagir com antirretrovirais (ARVs) – Certos fármacos, como rifampicina, fenitoína e erva-
de-São-João, podem reduzir a eficácia dos ARVs, comprometendo o tratamento; 
3. Aumentar o risco de toxicidade – Medicamentos como anti-inflamatórios não esteroides 
(AINEs) podem causar toxicidade hepática ou renal em pacientes imunossuprimidos; 
 
 
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4. Induzir resistência viral – O uso inadequado de ARVs pode levar ao desenvolvimento de 
cepas resistentes do HIV, dificultando o controle da infecção. 
 
Por isso, todo tratamento medicamentoso para pacientes vivendo com HIV deve ser prescrito 
e acompanhado por profissionais especializados, garantindo segurança e eficácia. 
 
 
E. Nesse caso, uma das medidas inclui a notificação ao SINAN. Qual ficha de notificação 
é recomendada e qual o período que o profissional tem para realizar essa notificação 
 
Recomenda-se que seja preenchida a Ficha de Notificação de Agravos de Notificação (FAN), 
também conhecida como Ficha Individual de Notificação (FIN). Nela o profissional de saúde 
terá um prazo de aproximadamente 24 horas para realizar essa notificação, a partir do momento 
em que toma conhecimento do caso. 
 
F. Quais são os benefícios da prescrição por enfermeiros da PREP – profilaxia pré 
exposição ao HiV e PEP – profilaxia pôs exposição ao HIV a pacientes com risco ou 
suspeita de HiV. 
 
A prescrição da PrEP e da PEP por enfermeiros amplia o acesso à prevenção do HIV, 
garantindo uma abordagem rápida e eficaz na Atenção Primária à Saúde. Os benefícios 
incluem: 
 
1. Agilidade no atendimento – Enfermeiros podem avaliar o risco e iniciar a profilaxia sem 
necessidade de encaminhamento médico inicial, reduzindo o tempo de espera. 
2. Maior cobertura populacional – Com a ampliação da oferta, mais pessoas em situação de 
vulnerabilidade podem ser protegidas contra o HIV. 
3. Prevenção de novas infecções – O uso da PrEP reduz em mais de 90% o risco de infecção 
pelo HIV, e a PEP, se iniciada em até 72 horas, pode prevenir a infecção após exposição de 
risco. 
4. Descentralização dos serviços de saúde – Permite que unidades básicas de saúde (UBSs) 
ofereçam prevenção de forma acessível, reduzindo a sobrecarga dos serviços especializados. 
5. Empoderamento do paciente – Com a orientação adequada, os usuários entendem melhor 
os métodos preventivos e assumem um papel ativo no cuidado à própria saúde. 
 
A regulamentação da prescrição de PrEP e PEP por enfermeiros contribui significativamente 
para o controle da epidemia do HIV, tornando a prevenção mais acessível e eficaz. 
 
 
 
 
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REFERÊNCIAS: 
 
CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM (COFEN). Atuação da enfermagem na 
prevenção e assistência ao HIV/AIDS. Brasília: COFEN, 2020. Disponível em: 
http://www.cofen.gov.br. Acesso em: 15 abril de 2025. 
 
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS). Diretrizes para o tratamento do HIV: 
recomendações consolidadas sobre o uso de medicamentos antirretrovirais para o 
tratamento e a prevenção da infecção pelo HIV. Genebra: OMS, 2021. Disponível em: 
https://www.who.int. Acesso em: 16 abril de 2025. 
 
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Protocolo Clínico e 
Diretrizes Terapêuticas para Manejo da Infecção pelo HIV em Adultos. Brasília: 
Ministério da Saúde, 2022. Disponível em: https://www.gov.br/saude. Acesso em: 17 abril de 
2025. 
 
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Guia de Manejo Clínico 
do Paciente com HIV na Atenção Primária à Saúde. Brasília: Ministério da Saúde, 2021. 
Disponível em: https://www.gov.br/saude. Acesso em: 18 abril de 2025. 
 
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Recomendações para 
Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) e Pós-Exposição (PEP) ao HIV. Brasília: Ministério da 
Saúde, 2021. Disponível em: https://www.gov.br/saude. Acesso em: 19 abril de 2025. 
 
 
 
 
 
http://www.cofen.gov.br/
https://www.who.int/
https://www.gov.br/saude
https://www.gov.br/saude
https://www.gov.br/saude

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