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CASO CLÍNICO – DPOC
Assistência de enfermagem aos portadores de afecções do 
sistema respiratório
Aula Prática - PPCSA
Profª Maira Gabriela Perego
DOENÇA PULMONAR OBSTRITUVA 
CRÔNICA (DPOC)
 A DPOC caracteriza-se por limitação do fluxo de ar, que não é totalmente reversível, 
geralmente progressiva e associada à resposta inflamatória do pulmão a partículas ou 
gases nocivos;
 A limitação ao fluxo de ar resulta em estreitamento das vias respiratórias, hipersecreção 
de muco e alterações na vascularização pulmonar;
 O tabagismo, a poluição do ar ambiente e a exposição ocupacional (p. ex., carvão, 
algodão, grãos) constituem fatores de risco importantes para DPOC;
 As complicações da DPOC variam, mas incluem: insuficiência e falência respiratórias 
(principais complicações) e pneumonia, atelectasia (colapso pulmonar) e 
pneumotórax (entrada de ar através da pleura). 
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
 A DPOC caracteriza-se por tosse crônica, produção de escarro e dispneia aos esforços e, com 
frequência, agrava-se com o passar do tempo;
 É classificada nos estágios I a IV, dependendo da gravidade, que é 
medida pelas provas de função pulmonar (espirometria), e da 
gravidade dos sintomas;
 Perda de peso é comum;
 A hiperinsuflação crônica observada no enfisema pode levar ao 
desenvolvimento de uma configuração de “tórax em barril”; pode-se 
observar o uso dos músculos acessórios durante a inspiração.
MANEJO CLÍNICO
 Cessação do tabagismo, quando apropriado;
 Broncodilatadores (fenoterol, ipatrópio), corticosteroides (budenosida) e outros medicamentos 
(p. ex., antibióticos, agentes mucolíticos [xarope, expectorantes], agentes antitussígenos, 
vasodilatadores e narcóticos [morfina]); 
 As vacinas são possivelmente efetivas para reduzir a morbidade grave devido a influenza e 
pneumonia;
 Oxigenoterapia, incluindo oxigênio à noite.
A oxigenoterapia é variável nos clientes com DPOC; seu objetivo na DPOC consiste em obter um 
nível aceitável de oxigênio, sem queda do pH (hipercapnia crescente).
CASO CLÍNICO
Valores de referência exames:
Hb: 12 à 16 g/dl
Ht: 36 à 46 %
Leucócitos: 5.000 à 10.000 mm3
PH: 7,35 à 7,45
PaO2: 80 à 100
PaCO2: 35 à 45
BIC: 35 à 45
SatO2: > 94% (pacientes com DPOC 
meta de saturação de 88-92%).
CASO CLÍNICO
Budenosida
Aminofilina
TERAPIA 
MEDICAMENTOSA
Quais os 
problemas de 
enfermagem 
deste caso?
Quais são as principais 
necessidades humanas 
básicas afetadas?
Quais os problemas de 
enfermagem 
prioritários?
Necessidades Humanas Básicas 
comprometidas:
- Oxigenação
- Exercício
- Regulação
- Hidratação
- Nutrição
Problemas de Enfermagem 
Prioritários:
- Dispneia
- Uso de musculatura acessória
- Respiração superficial
- Saturação O2 90%
- Sibilos e roncos
- Torpor
- Gases arteriais anormais 
DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM
Domínio 3 – Eliminação e Troca
Classe 4 – Função Respiratória
Diagnóstico – Troca de Gases Prejudicada
Caracterizado por:
Relacionado à:
– Troca de Gases Prejudicada, caracterizada por dispneia, gasometria arterial anormal, 
hipercapnia, hipóxia, padrão respiratório anormal, ph arterial anormal e taquicardia e 
relacionado à desequilíbrio na relação ventilação perfusão e alterações na membrana 
alvéolo capilar (DPOC).
DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM
DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM
Domínio – Atividade/Repouso
Classe 4 – Respostas Cardiovasculares/Pulmonares
Diagnóstico – Padrão Respiratório Ineficaz
Caracterizado por:
Relacionado à:
– Padrão Respiratório Ineficaz, caracterizada por dispneia, padrão respiratório anormal, 
taquipneia, uso da musculatura acessória para respirar e relacionado à fadiga, 
hiperventilação e fadiga da musculatura acessória.
DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM
INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM
- Monitorar o padrão respiratório constantemente (F.R, expansibilidade, uso de musculatura 
acessória, ritmo, saturação, profundidade); 2/2 horas; ENF. 
- Monitorar os sinais vitais (F.R, P, TºC, P.A e dor); 3/3 horas; ENF. 
- Realizar a ausculta respiratória , observando área de ventilação diminuída e a presença 
de ruídos adventícios; 2/2 horas; ENF. 
- Avaliar valores de gasometria arterial; 12/12 horas; ENF. 
- Monitorar o nível de consciência através da escala de coma de Glasgow; 6/6 horas; ENF. 
- Elevar o decúbito para a posição Semi-Fowler ou Fowler; constantemente; T.E.
- Monitorar exames laboratoriais (hemograma, leucograma) e de imagem (RX); 
12/12 horas; ENF. 
- Observar e registar aspecto das secreções da vias aéreas; 6/6 horas; T.E. 
- Realizar aspiração de vias aéreas; 6/6 horas; ENF. 
- Administrar e monitorar o uso de broncodilatadores, corticoesteróides e ATB CPM; 
nos horários prescritos; T.E e ENF.
- Administrar e monitorar a oxigenoterapia CPM, com preferência para uso de 
máscara de Venturi; nos horários prescritos; T.E e ENF.
INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM
RESULTADOS ESPERADOS
 Troca gasosa de O2 e CO2 adequadas;
 Sinais vitais dentro do padrão de normalidade;
 Passagem traqueobrônquica livre para a troca de ar.
REFERÊNCIAS
 BRUNNER & SUDDARTH. Manual de enfermagem médico-cirúrgica / revisão técnica Sonia 
Regina de Souza; tradução Patricia Lydie Voeux. – 13. ed. – Rio de Janeiro: Guanabara 
Koogan, 2015.
 JOHNSON M. et al. Ligações entre NANDA, NOC e NIC. Diagnósticos, resultados e intervenções 
de enfermagem. Editora Artmed, 2ª edição. 2009.
 NANDA Internacional. Diagnósticos de Enfermagem da NANDA. Definições e Classificação. 11ª 
edição. Artmed, 2018-2020.
OBRIGADA!

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