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Cariologia 30/01/2025 – EDIANE 
FATOR E PREDITOR DE RISCO, TIPOS DE FATORES DE RISCO E CLASSIFICAÇÃO. 
Cárie: doença biofilme açúcar depende. É multifatorial porque tem os fatores de risco. Com isso, 
consegue –se explicar o porquê de não apenas o biofilme, a dieta, o açúcar, e o carboidrato 
fermentável atuar na progressão e desenvolvimento da cárie dentária. Assim, temos os fatores de 
risco para o desenvolvimento da cárie, ex. fator de risco para diabetes, as doenças crônicas não 
transmissíveis. Ex. cárie (mas vai ter alguns fatores) LEMBRANDO QUE É ESSENCIAL TER 
BIOFILME E AÇUCAR. 
Cárie: começa em nível microscópico, mancha branca. 
 Fator etiológico primário  biofilme (sempre vai desenvolver, mas se vai tornar patogênico 
ou não aí depende do paciente). 
 Fator determinante  saliva, dieta, flúor (saliva e flúor determinante de proteção, e a dieta 
determina o desenvolvimento da lesão. 
 Fatores confundidores  condições socioeconômicas, ambientais, culturais, 
comportamentais… 
Por isso envolve os fatores de risco de onde o indivíduo se encontra. Ex. estudei em escola pública, 
não tem saneamento na minha rua, vou ter cárie por isso? Não, isso é preditor de risco, a chance 
de desenvolvimento vai ser maior, mas não posso afirmar que o indivíduo vai ter cárie. 
Ao falar de cárie dentária percebe – se o seu declínio ao longo do tempo. Hoje é ruim, mas já foi 
muito pior. Hoje em dia (Narvai et. al. 2006), há uma baixa prevalência de cárie no Brasil, devido: 
 exposição à água fluoretada e dentifrícios fluoretados 
 atividades de promoção de saúde bucal 
 melhoria nas condições e qualidade de vida 
 melhoria no diagnóstico 
 
 
 
 
 
Aumentou o número de dentes perdidos, crianças mais cariados do que perdidos, obturados 
aumenta em um momento mas depois baixa porque foi perdido devido a cárie. Independente 
da idade tem a progressão na questão da desmineralização da perda da estrutura e do 
elemento, existe uma polarização da distribuição da doença cárie dentária, quando encontramos 
nichos de pessoas com essas características, normalmente avalia –se pelo índice CPOD. E 
quando ver isso, geralmente observa –se que essas pessoas estão submetidas a fatores ou 
preditores de risco. 
Distribuição da doença → polarização → a simples contagem de CPOD/CPOS parece não ser 
suficiente para estabelecer os padrões de acometimento da cárie e relacionar os fatores de 
risco. A identificação precoce desses grupos permite que as autoridades de saúde planejem 
medidas preventivas e utilizem as formas mais eficientes de recursos → estudos fornecem 
informações sobre esses altos índices de cárie. 
RISCO  probabilidade de um evento ocorrer em um determinado período de tempo. 
Fatores de risco  é uma variável ambiental, comportamental, ou biológica, usualmente 
confirmada por sequência temporal em estudos longitudinais (acompanha por um tempo), que, 
se presente, aumenta diretamente a probabilidade de ocorrência da doença e, se ausente, ou 
removida, reduz a probabilidade. 
“é parte ou expõe o hospedeiro à cadeia causal da doença”, ou seja, não pode dizer que aquilo 
faz parte do indivíduo como um todo, mas ele está atrelado aos fatores de risco da doença. 
A presença/ausência dos fatores de risco aumenta/diminui a ocorrência da doença. 
Critérios: 
 associação estatística com o desenvolvimento da doença 
 presença do fator deve preceder a ocorrência da doença 
 excluir-se o acaso ou erro amostral 
Por isso é estudo longitudinal. 
O risco é expressado pela incidência que indica a força ou a intensidade de progressão ou recuo 
da doença na população. 
Preditores de risco  risco elevado da doença, mas não faz parte da cadeia causal dela. 
EX. biofilme – fator porque faz parte da cadeia causal da doença. 
Nível sócio econômico – preditor (não faz parte da cadeia causal da doença) 
Saneamento- preditor 
Bactéria – fator 
Exemplo: o maior preditor é a experiência prévia de cárie 
 
Fator de risco biológico – bactéria, biofilme, saliva. 
Preditor – experiência de cárie, não é porque a pessoa teve cárie que eu vou afirmar que ela vai 
ter novamente, 
Fator de risco comportamental 
Fator – Dieta 
Preditor – higiene ?? fiquei em dúvida 
Fator de risco socioeconômico 
Preditor – escolaridade, renda, moradia, saneamento. 
Hipoplasia do esmalte → fator / preditor (não existe consenso na literatura). 
Fator - Higiene bucal deficiente 
Precisamos avaliar a dieta do paciente, tipo, quantidade e frequência para ter noção da quantidade 
de sacarose consumida. 
A avaliação do risco é um processo dinâmico, o paciente pode mudar completamente em uma 
semana, é preciso sempre investigar o que está acontecendo. 
 
Tabela 1. 
Fatores de risco considerado pela associação americana, onde tem a classificação de baixo risco, 
risco moderado e alto risco, onde é considerado as condições clínicas, ambientais e gerais de 
saúde. 
IMPORTANTE LER ESSA TABELA!! 
OBS: basta apenas um fator para o paciente ser considerado em um desses indicadores. 
Ex. usa aparelho ortodôntico  alto risco. 
Converse com o paciente e absorva todas as informações possíveis. 
 
Tabela 2. 
IMPORTANTE LER ESSA TABELA. 
A diferença é que na primeira considera as condições especiais e comportamentais, na tabela 2 só 
considera condições clínicas. 
Resumo: 
Tem diferença de fator de risco e preditor de risco. 
A classificação de risco pode ser baixa, moderada e alta. 
Tem a classificação clínica e a classificação que olha a condição clínica, comportamental e 
ambiental do paciente.

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