Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

ANATOMIA HUMANA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Prezado(a) aluno(a), 
 
O osso é considerado um tecido vivo, em processo de 
desenvolvimento, sofre alterações nas proporções de osso e cartilagem, 
mesmo então o movimento funcional e as forças mecânicas destes 
influenciam sistema de remodelação óssea. 
Já as articulações contribuem significativamente para a homeostase do 
corpo humano, pois, além de manterem os ossos unidos, também permitem 
o movimento e a flexibilidade. Embora as articulações sinoviais sejam mais 
comuns em nosso organismo, existem vários tipos de articulações, 
classificadas de acordo com a quantidade de movimento permitido, tipo e 
tamanho do osso, forma de contato entre as superfícies articulares e planos 
e eixos de movimento. 
Nesta aula, você aprenderá como explanar a origem de suas células 
dos sistemas esquelético, articulares, conhecer a formação histológica dos 
tecidos cartilaginoso e ósseo e saber reconhecer processos ossificação 
intramembranosa e endocondral. 
 
Bons estudos! 
 
 
 
 
 
AULA 4 – SISTEMAS ÓSSEO 
E ARTICULAR 
 
 
4 SISTEMAS ÓSSEOS E ARTICULAR 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: https://bit.ly/41lCGAh 
 
Os ossos possuem materiais orgânicos e inorgânicos em sua composição. 
Nesse sentido, os orgânicos conferem elasticidade aos ossos, enquanto os 
inorgânicos conferem rigidez e força (LIPPERT, 2018). Como tecido, podem ser 
considerados como um tipo de tecido conjuntivo mais vivo, rígido e especializado. 
Logo é o tecido de sustentação do corpo. 
Os ossos de um esqueleto adulto fornecem e representam uma série de 
funções como sustentar o corpo e suas cavidades vitais; proteção para estruturas 
importantes (por exemplo, coração, pulmões); serve como base mecânica do 
movimento, proporcionando alavancagem; tem características de armazenamento e 
sais (por exemplo, cálcio) (TORTORA; DERRICKSON, 2018); e um fornecimento 
constante de novas células sanguíneas, produzidas por medula óssea na cavidade 
medular de muitos ossos (MOORE; DALLEY; AGUR, 2014). 
Durante os estágios do desenvolvimento humano, as proporções do osso e 
cartilagem em seu esqueleto mudam à medida que seu corpo cresce, portanto, quanto 
mais jovem o indivíduo, mais cartilagem ele possui. Consequentemente, os ossos de 
um bebê são macios e flexíveis, porque são feitos principalmente de cartilagem 
(MOORE; DALLEY; AGUR, 2014). 
 
 
Os ossos com maior afinidade pela cinesiologia estrutural são os ossos 
endocondrais, que se desenvolvem a partir de cartilagem hialina. No caminho do 
desenvolvimento humano, desde a infância, a massa desta cartilagem cresce 
rapidamente, resultando na formação de estruturas semelhantes aos ossos. Esse 
processo é conhecido como ossificação ou ossificação endocondral, onde células 
especializadas chamadas osteoblastos depositam camadas de tecido ósseo sobre a 
cartilagem, conferindo-lhe maior resistência e função estrutural. 
Esse processo de formação óssea é crucial para o desenvolvimento e 
crescimento do esqueleto durante a infância e adolescência, esse crescimento 
continua e, gradativamente, sofre alterações para seu crescimento e se transformam 
em ossos (FLOYD, 2016). 
Os ossos continuam a crescer longitudinalmente em humanos desde que as 
placas epifisárias não tenham sido consolidadas ou abertas, que são constituídas ou 
encerradas até aos 18 anos, podem, por vezes, permanecer o mesmo por 25 anos. 
O diâmetro ósseo continua a se desenvolver ao longo da vida, graças à 
formação contínua de camadas concêntricas pelo periósteo, uma camada interna do 
osso. Ao mesmo tempo, ocorre a reabsorção óssea na cavidade medular, permitindo 
o aumento do diâmetro do osso. Esse processo de remodelação óssea ocorre de 
forma contínua para manter a integridade e a força dos ossos. Então, existem células 
especializadas que constituem o osso e aqueles que o reabsorvem, denominadas 
osteoclastos e osteoblastos, respectivamente. 
Essas ações de escultura óssea são essenciais para continuar crescimento, 
ajustar a forma dos ossos, ajustá-los às tensões e repará-los. Os processos de 
formação óssea são essenciais para a continuidade do crescimento, auxiliando no 
ajuste da forma dos ossos, de modo que fiquem adaptados às tensões para, 
posteriormente, serem reparados (FLOYD, 2016). Portanto, a matriz óssea 
mineralizada passa por um processo cíclico de produção e reabsorção óssea, este 
ciclo varia ao longo da vida devido a isso, por exemplo, na infância e adolescência, a 
formação predomina sobre a reabsorção óssea, nos quais os osteoblastos são mais 
ativos que os osteoclastos. 
Já na idade adulta, os dois processos ainda equilibram entre a produção e 
reabsorção de massa óssea; entre 45 e 50 anos, principalmente em mulheres, a 
 
 
reabsorção óssea predomina sobre a formação óssea, portanto, os osteoclastos são 
mais ativos que os osteoblastos (PESSOA et al., 1997). 
4.1 Constituição do sistema ósseo. 
Os ossos do esqueleto humano são formados, principalmente, a partir dos 
carbonatos de cálcio, fosfato de cálcio, colágeno e água. Nesse sentido, o colágeno 
promove flexibilidade e força de resistência à sobrecarga. Deve-se notar que o 
envelhecimento causa sua perda gradual e amplia a fragilidade dos ossos, levando a 
uma maior probabilidade de fratura (FLOYD, 2016). Os ossos possuem propriedades 
de remodelação, que consistem em respostas às tensões mecânicas que sofre, 
modificando seu volume, formato e estrutura segundo a lei de Wolff (RASCH, 1991). 
Essa lei estabelece que os ossos de uma pessoa saudável se adaptam às 
cargas às quais são submetidos. Ao longo do tempo, eles passam por remodelação, 
tornando-se mais fortes para suportar essas cargas específicas. Nesse processo, a 
porção cortical do osso se torna mais espessa. No entanto, o oposto também é 
verdadeiro. Quando a carga sobre o osso diminui, ele sofre prejuízos estruturais. 
(FLOYD, 2016). 
A remodelação acontece quando os minerais são depositados nas áreas 
necessários para, posteriormente, serem reabsorvidos quando cumprem seu papel, 
não apenas levando em conta a lei de Wolff, além de aspectos como genética, 
nutrição, fatores e perfis bioquímicos e hormonais, bem como possíveis processos de 
doença (RASH, 1991). 
O movimento humano é um elemento importante no processo deformação e 
adaptação do osso, pelo que se sabe, o seu desenvolvimento em cultura do tecido in 
vitro se adequa às forças artificiais impostas a essa cultura. A reparação óssea e o 
seu crescimento após a fratura adaptam-se a restrições (FLOYD, 2016). Nesse 
sentido, constantes pressões desagradáveis, como deformidades posturais, causam 
atrofias ósseas, mas atividades dos músculos que produzem forças transversais são 
significativamente expandidas, permite que os ossos recebam uma carga maior e 
absorvam mais energia antes que ocasione a fratura (RASCH, 1991). 
A teoria de Wolff pode ser provada na ausência de esforços, ou em ossos 
atrofiados que param de crescer, como quando as forças do músculo e da função são 
 
 
inibidas devido à paralisia neuromuscular-tendinosa. Outro exemplo que certifica essa 
regra e a atrofia óssea são os processos procedimentos de imobilização temporária, 
como o uso de gesso após uma fratura (RASH, 1991). 
O aumento da massa óssea é um processo que requer suporte total de certos 
fatores, como proteínas (constituição osteoide); cálcio e fósforo; atividade muscular; 
exercício físico; e fatores hormonais (hormônios de hipófise, tireoide, paratireoide, 
gônadas e fatores de crescimento (PESSOA et al., 1997). 
Portanto, o treinamento físico atua como um fator exógeno (ambiental) para 
fazer uma contribuição significativa no desenvolvimento dos ossos, principalmente em 
crianças e adolescentes (SILVA FILHO et al., 2015). Quanto maior a massa óssea 
adquirida durante a infância eadolescência ou pico de massa acumulada na idade 
adulta, mais difícil é atingir o limiar da fratura, tanto precoce quanto em idades 
avançadas, ou em mulheres na pós-menopausa (OCARINO; SERAKIDES, 2006; 
PESSOA et al., 1997). 
Consequentemente, o treinamento físico é um bom motivo para propiciar o 
incremento sobre o sistema esquelético, devido às consequências decorrentes das 
imobilizações de segmentos do corpo que proporcionam à ausência de tensões, cria 
deformidades ósseas e enfraquece os ossos (CARVALHO; FONSECA; PEDROSA, 
2004). 
No entanto, nem todos os tipos de exercícios propiciam efeitos benéficos no 
sistema esquelético. Por exemplo, estudos com mulheres na pós-menopausa provam 
que o exercício reduz a carga de peso moderadamente, como caminhar e correr 
proporcionam o aumento do conteúdo mineral em seus ossos. O oposto foi observado 
em mulheres na pós-menopausa, submetidas aos exercícios de baixa carga de peso, 
como natação, demonstrou aumentar a aptidão cardiovascular, mas não o conteúdo 
mineral do esqueleto (OCARINO; SERAKIDES, 2006). 
Foi observado em estudos que o exercício físico promove alterações no 
metabolismo ósseo por efeitos diretos e indiretos, sendo o primeiro deles a força 
mecânica e o segundo devido a fatores hormonais. Força mecânica, quando aplicada 
ao osso, formam sinais endógenos que interferem remodelação óssea, registrada por 
um sistema mecanossensorial, em que os osteócitos são responsáveis por traduzi-la 
em sinais bioquímicos e regular o turnover ósseo. O exercício também promove, 
 
 
ainda, um aumento nas conexões dos osteócitos, aumentando a viabilidade da matriz 
óssea (OCARINO; SERAKIDES, 2006). 
A atividade física afeta a cartilagem de crescimento dos ossos, que o estresse 
mecânico regula a homeostase da cartilagem não apenas durante o crescimento 
endocondral, mas também no reparo das fraturas. O mecanismo pelo qual a força 
mecânica regula esse crescimento interfere na proliferação, maturação, hipertrofia e 
morte programada dos condrócitos, não foi completamente elucidado, mas há estudos 
que sugerem que esta força suporta a deformação da matriz da cartilagem, efeitos 
eletrocinéticos, alterações na pressão hidrostática e aumento do fluxo de líquido 
intersticial. Alguns estudos relacionados à cartilagem de crescimento dos ossos 
incluem: 
 
➢ Estudo da ossificação endocondral: A ossificação endocondral é o processo 
pelo qual a cartilagem hialina é gradualmente substituída por tecido ósseo 
durante o crescimento ósseo. Os estudos nessa área buscam compreender os 
mecanismos moleculares e celulares envolvidos nesse processo, bem como os 
fatores que influenciam a proliferação e diferenciação das células 
cartilaginosas. 
➢ Estudo da placa de crescimento: A placa de crescimento, também conhecida 
como disco epifisário, é uma área de cartilagem de crescimento presente nas 
extremidades dos ossos longos em crescimento. Essa região desempenha um 
papel crucial no crescimento ósseo longitudinal. Os estudos nessa área 
investigam os processos regulatórios e os fatores de crescimento envolvidos 
na atividade da placa de crescimento. 
➢ Pesquisa sobre distúrbios do crescimento ósseo: Alguns distúrbios, como 
a displasia esquelética e a acondroplasia, estão relacionados a alterações na 
cartilagem de crescimento e resultam em um crescimento ósseo anormal. 
Estudos nessa área buscam entender as bases genéticas e moleculares 
desses distúrbios, bem como desenvolver estratégias terapêuticas para corrigir 
ou mitigar os efeitos dessas condições. 
➢ Estudo do crescimento ósseo em condições patológicas: Algumas 
condições patológicas, como tumores ósseos e infecções, podem afetar o 
crescimento ósseo e a cartilagem de crescimento. Pesquisas nessa área visam 
 
 
entender os mecanismos pelos quais essas condições interferem no processo 
de crescimento ósseo e desenvolver abordagens terapêuticas para restaurar o 
crescimento normal em pacientes afetados. 
Ainda há estudos que apoiam a ideia de que os canais iônicos, especialmente 
os de cálcio, responsáveis pela transmissão de sinais mecânicos aos condrócitos, 
promovem sua proliferação, maturação e hipertrofia (OCARINO; SERAKIDES, 2006). 
O exercício físico tem um efeito positivo na manutenção e/ou melhoria massa óssea, 
mostrando seus efeitos benéficos nos tecidos tanto em sujeitos normais como com 
sinais de osteoporose (SILVA; FERREIRA; VIRTUOSO JÚNIOR, 2008; OCARINO; 
SERAKIDES, 2006). 
Embora não haja consenso na literatura científica sobre exercícios e seus 
parâmetros para essa finalidade, como intensidade, frequência e volume, entre seus 
tipos mais indicados para a osteogênese, são os exercícios resistidos, graças a um 
programa que promove a sobrecarga gradual e controlada (SILVA; FERREIRA; 
VIRTUOSO JÚNIOR, 2008). 
Então, quando está bem regulado, após avaliar a função cinética, o exercício 
beneficia o sistema esquelético, especialmente a mineralização óssea, tanto em 
pessoas saudáveis quanto em pessoas com osteoporose, nesse aspecto, é um 
importante adjuvante no seu tratamento. 
Esses exercícios também contribuem no fortalecimento das articulações 
responsáveis pela união de dois ou mais ossos em sua superfície da junção. As 
células do sistema articular também se desenvolvem mediante as células 
mesenquimatosas. Um aglomerado de células mesenquimatosas dão origem a 
cartilagem. Essas células formam um aglomerado celular e começa a se alongar. As 
células adquirem uma forma arredondada desenvolvem os condroblastos e tem 
função de produção da matriz de cartilagem (GARCIA; GARCÍA FERNANDEZ, 2012). 
4.2 Composições das articulações 
Todas as articulações são de origem mesenquimal. Existem dois tipos de 
articulações: sinartroses, com pouco ou nenhum movimento, e diartroses, com 
movimentação livre. As sinartroses são encontradas na sínfise pubiana, nas suturas 
 
 
do crânio e na linha epifisária. As diartroses são encontradas nas articulações do 
joelho, por exemplo. 
 No desenvolvimento das diartroses, pode identificar inicialmente a região pré-
cartilaginosa evoluindo para um mesênquima menos condensado: o disco 
intercondral. os tendões são oriundos de um fragmento distinto do somito, 
denominada sindétomo (GARCIA; GARCÍA FERNANDEZ, 2012). Existem vários 
locais no corpo humano que promovem esses mecanismos, como: quadril 
(coxofemoral), joelho, cotovelo, ombro (glenoumeral), esternoclavicular, 
intervertebrais e temporomandibular. 
Temporomandibular: Nesta articulação multiaxial, o processo condilar da 
mandíbula articula a fossa mandibular do osso temporal. Um disco de fibrocartilagem 
situa-se entre os ossos que formam a ATM, dividindo a articulação em espaços 
articulares superior e inferior (VANPUTTE; REGAN; RUSSO, 2016). O resultado da 
articulação temporomandibular relata, na verdade, são duas articulações sinoviais, 
uma entre a fossa mandibular do osso temporal e o disco articular, e a segunda entre 
o disco articular e processo condilar da mandíbula. 
Além disso, essas articulações estão envolvidas pela cápsula reforçada pelos 
ligamentos laterais e acessórios. A articulação temporomandibular é, acima de tudo, 
um gínglimo, mas a cápsula articular frouxa e a superfície articular é relativamente 
plana, pois permite pequenos movimentos de deslizamento e rotação. Esses 
movimentos secundários são significativas para a posição dos alimentos para que os 
dentes possam triturar (MARTINI; TIMMONS; TALLITSCH, 2009). 
Intervertebrais: as articulações que ocorrem entre os processos articulares 
superior e inferior das vértebras são classificadas como articulações planas porque 
há um pequeno deslizamento entre corpos vertebrais adjacentes. Além do mais, 
permite pequenos movimentos envolvidos, como a flexão anterior (inclinação para a 
frente), extensão (inclinação para trás), flexão lateral (inclinação para o lado), e 
rotação da coluna vertebral. Do axis ao sacro,os corpos vertebrais são separados e 
revestidos com cartilagem fibrosa chamada discos intervertebrais. 
Esternoclavicular: É uma articulação que fica entre a extremidade do esterno 
da clavícula e a manúbrio do esterno. Considerado um ingrediente funcional da 
articulação do ombro, que serve como ponto de ancoragem entre a escápula e o 
esqueleto axial. Como na ATM, o disco articular divide a cavidade articular em dois 
 
 
compartimentos diversos. A articulação esternoclavicular é, essencialmente, uma 
articulação plana, mas as fibras capsulares permitem uma rápida rotação e 
circundação da clavícula (MARTINI; TIMMONS; TALLITSCH, 2009). 
Ombro ou glenoumeral: É uma articulação rasa e frouxa associada à maior 
amplitude de movimento encontrada em uma articulação do corpo. Esta articulação é 
classificada como esferoide, formada pela articulação da cabeça do úmero com a 
cavidade glenoidal da escápula. Os movimentos de flexões, extensões, abduções, 
adução, rotações e circundação podem acontecer na articulação ombro. A cápsula 
desta articulação estende-se desde o colo da escápula até o colo anatômico do úmero, 
contribuindo para a extensão da amplitude de movimento dessa articulação que é 
representada por dois sacos sinoviais, a subescapular e a subacromial. 
Além disso, os ossos do cíngulo do membro superior promovem certa 
estabilidade, pois o acrômio e o processo coracoide se projetam lateralmente acima 
da cabeça do úmero. Todavia, as estruturas responsáveis pela maior estabilidade são 
os ligamentos (glenoumeral, umeral transverso, coracoumeral e coracoacromial), 
músculos esqueléticos (manguito rotador) e tendões associados (VANPUTTE; 
REGAN; RUSSO, 2016). 
Cotovelo: É uma articulação classificada como gínglimo, que inclui a 
articulação umeroulnar, entre o úmero e a ulna, e a articulação umerorradial, entre o 
úmero e o rádio. Estas juntas permitem dobrar e estender o cotovelo. Esses 
movimentos se combinam com as articulações radioulnares proximal e distal 
analisadas, permitindo posicionamento das mãos, permitindo uma ampla variedade 
de atividades, como alimentação, cuidados pessoais ou defesa, modificando a 
posição da mão em relação ao tronco (MARTINI; TIMMONS; TALLITSCH, 2009). A 
articulação do cotovelo é cercada por uma cápsula de articulações e são reforçadas 
por ligamentos (colateral ulnar, colateral radial e anular radial). Uma bolsa olecraniana 
subcutâneo cobre as superfícies proximal e posterior do olécrano da ulna 
(VANPUTTE; REGAN; RUSSO, 2016). 
Quadril ou coxofemoral: Nesta articulação, a cabeça femoral se articula com 
o acetábulo do osso do quadril. Esta junta é classificada como esferoide, porque a 
cabeça femoral parece uma esfera completa. O quadril tem uma ampla gama de 
movimentos, incluindo flexão, extensão, abdução, adução, rotação e circundução. 
Uma cápsula articular muito poderosa, reforçada por diversos ligamentos, estende-se 
 
 
desde a borda do acetábulo ao colo do fêmur. Porém, a luxação do quadril pode 
ocorrer quando o fêmur é empurrado para trás enquanto o quadril é flexionado, como 
ocorre quando uma pessoa sentada em um veículo se envolve em um acidente. 
 Normalmente, a cabeça fêmur move-se posteriormente ao acetábulo, 
rompendo o lábio do acetábulo (borda de fibrocartilagem), cápsula fibrosa e ligamento. 
As fraturas do fêmur e do osso coaxial são frequentemente associadas a 
deslocamento do quadril (VANPUTTE; REGAN; RUSSO, 2016). Uma cápsula articular 
extremamente forte, reforçada por múltiplos ligamentos (acetábulo transverso, 
iliofemoral, pubofemoral, isquiofemoral e da cabeça do fêmur), estende-se desde a 
borda do acetábulo até o colo do fêmur. Além disso, o lábio do acetábulo, os 
ligamentos do quadril e os músculos circundantes fazendo articulação do quadril ter 
mais estabilidade, mas menos mobilidade do que articulação do ombro (VANPUTTE; 
REGAN; RUSSO, 2016). 
Joelho: trata-se de uma articulação tradicionalmente classificada como 
articulação em gínglimo modificada, localizada entre o fêmur e a tíbia. Todavia, é uma 
junta elíptica complexa que permite flexão, extensão e uma pequena rotação da 
perna. A extremidade distal do fêmur articulado com a extremidade proximal da tíbia, 
as margens da tíbia consiste em discos articulares espessos de fibrocartilagem, 
conceituadas de meniscos. 
Durante este tempo, a fíbula só se articula com a lateral da tíbia, sem contato 
com o fêmur. Os principais ligamentos que fornecem estabilidade à articulação do 
joelho são os ligamentos cruzados (anterior e posterior) e colaterais (lateral e medial). 
Além disso, as bolsas suprapatelar, infrapatelar profunda, subcutânea pré-patelar, 
poplítea, subcutânea infrapatelar e gastrocnêmica que revestem o joelho, facilitando 
a movimentação e amortece os impactos (VANPUTTE; REGAN; RUSSO, 2016). 
Os meniscos articulares são discos de fibrocartilagem que podem dividir a 
cavidade articular, direcionar o fluxo do líquido sinovial, possibilitar variações na forma 
das faces da junta ou restringir a movimentação na articulação. Além disso, melhoram 
o encaixe entre as pontas dos ossos que se articulam, tornando a junta mais estável 
e também minimizando o desgaste nas superfícies articulares. 
Existem discos articulares no joelho, mandíbula e algumas outras articulações. 
Quando ocorre a ruptura de uma dessas estruturas, a cirurgia artroscópica, pode ser 
efetuada, permitindo que o cirurgião veja dentro da articulação, reparar ligamentos 
 
 
ou remover pedaços de cartilagem mediante uma, ou mais pequenas fendas, 
minimizando assim o dano tecidual (MARIEB; HOEHN, 2009). 
O sistema ósseo e o articular são muito importantes tanto para sustentação e 
também a homeostasia, flexibilidade e movimentação do organismo humano, sendo 
um dos componentes básicos na formação de todo o corpo. No próximo módulo 
retrataremos sobre o sistema muscular e circulatório que possuem também funções 
muito significativas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
CARVALHO, C. M. R. G.; FONSECA, C. C. C.; PEDROSA, J. I. Educação para a 
saúde em osteoporose com idosos de um programa universitário: repercussões. 
Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 20, n. 3, p. 719–726, 2004. 
FLOYD, R. T. Manual de cinesiologia estrutural. 19. ed. Barueri: Manole, 2016. p. 
448. 
GARCIA, S. M. L.; GARCÍA FERNÁNDEZ, C. Embriologia. 3. ed. Porto Alegre: 
Artmed, 2012. 
LIPPERT, L. S. Cinesiologia clínica e anatomia. 6. ed. Rio de Janeiro: Guanabara 
Koogan, 2018. 424 p. 
MARIEB, E. N.; HOEHN, K. Anatomia e fisiologia. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2009. 
MARTINI, F. H.; TIMMONS, M. J.; TALLITSCH, R. B. Anatomia humana. 6. ed. Porto 
Alegre: Artmed, 2009. (Coleção Martini). 
MOORE, K. L.; DALLEY, A. F.; AGUR, A. M. R. Anatomia orientada para a clínica. 
7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014. 1114 p. 
OCARINO, N. M.; SERAKIDES, R. Efeito da atividade física no osso normal e na 
prevenção e tratamento da osteoporose. Revista Brasileira de Medicina do 
Esporte, São Paulo, v. 12, n. 3, p. 164–168, jun. 2006. 
PESSOA, J. H. L. et al. Densidade mineral óssea: correlação com peso corporal, 
estatura, idade óssea e fator de crescimento símile à insulina. Jornal de Pediatria, 
Rio de Janeiro, v. 73, n. 4, p. 259–264, 1997. 
RASCH, P. J. Cinesiologia e anatomia aplicada. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara 
Koogan, 1991. 204 p. 
SILVA FILHO, J. N. et al. Efeitos do exercício físico de força sobre o desenvolvimento 
ósseo em crianças e adolescentes: uma revisão sistemática. Revista Brasileira de 
Prescrição e Fisiologia do Exercício, São Paulo. v. 9. n. 51. p. 40–47, jan.-fev. 2015. 
SILVA, J. S; FERREIRA, A. N. S.; VIRTUOSO JÚNIOR, J. S. Efetividade do exercício 
físico no controle da massa óssea em pessoas idosas. Educación Física y Deportes, 
Buenos Aires, año 13, n. 124, sep. 2008. 
TORTORA, G. J.; DERRICKSON, B. Corpohumano: fundamentos de anatomia e 
fisiologia. 10. ed. Porto Alegre: Artmed, 2018. 704 p. 
VANPUTTE, C.; REGAN, J.; RUSSO, A. Anatomia e fisiologia de Seeley. 10. ed. 
Porto Alegre: AMGH, 2016.

Mais conteúdos dessa disciplina