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UNIVERSIDADE NILTON LINS 
CURSO DE PSICOLOGIA 
DISCIPLINA TCC I 
 
 
 
 
WEIDA AGUIAR DA SILVA 
 
 
 
 
 
 
GRUPOTERAPIA INFANTIL: INTERVENÇÕES E DESAFIOS PERANTE UMA 
PERSPECTIVA ANALÍTICA EM UMA CLÍNICA-ESCOLA NA CIDADE DE 
MANAUS-AM. 
(PROJETO DE PESQUISA) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MANAUS 
 2017 
 
 
WEIDA AGUIAR DA SILVA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GRUPOTERAPIA INFANTIL: INTERVENÇÕES E DESAFIOS PERANTE 
UMA PERSPECTIVA ANALÍTICA EM UMA CLÍNICA-ESCOLA NA CIDADE DE 
MANAUS-AM. 
 
 
Projeto de Pesquisa apresentado à Universidade Nilton Lins como 
requisito parcial para a obtenção do grau de Psicóloga. 
 
Linha de Pesquisa: Psicologia e processos de prevenção e promoção 
de saúde. 
 
 
 
Orientadora Temática: Profª. MSC. Valdeni Terezinha Soares da Silva 
Metodológica: Profª. Esp. Jaida Souza da Costa 
 
 
 
MANAUS 
2017 
 
 
SUMÁRIO 
 
 
 
 
 
 
1 TEMA 
2 DELIMITAÇÃO DO TEMA 
4 
4 
3 OBJETIVOS 4 
3.1 Geral 4 
3.2 Específicos 4 
4 FORMULAÇÃO DO PROBLEMA 
5 QUESTÕES NORTEADORAS 
6 JUSTIFICATIVA 
4 
5 
5 
7 EMBASAMENTO TEÓRICO 7 
7.1 Teoria de Base 7 
7.2 Revisão da Literatura 9 
7.2.1 Grupoterapia de orientação analítica e seus percursores 9 
 7.2.1.1 A grupoterapia com crianças 11 
7.2.2 Intervenções expressivas no atendimento infantil 13 
7.2.3 Psicodiagnóstico interventivo de compreensão analítica 15 
 7.2.3.1 Visita escolar 17 
 7.2.3.2Visita domiciliar 18 
 7.2.3.3 Psicodiagnóstico interventivo em grupoterapia na 
clínica-escola 
18 
7.2.4 Desafios no atendimento com crianças em clínica-escola 19 
8 METODOLOGIA 21 
8.1 Tipo de Pesquisa 21 
8.2 Local da Pesquisa 22 
8.3 Participante da Pesquisa 22 
8.4 Instrumentos da Pesquisa 22 
8.5 Tratamento e Análise de Dados 23 
8.6 Aspectos Éticos da Pesquisa 24 
9 CRONOGRAMA 25 
10 ORÇAMENTO DA PESQUISA 25 
REFERÊNCIAS 26 
APÊNDICES 30 
ANEXOS 33 
4 
 
PROJETO DE PESQUISA 
 
1TEMA 
 Grupoterapia infantil 
 
2 DELIMITAÇÃO DO TEMA 
 Grupoterapia infantil: intervenções e desafios perante uma perspectiva analítica 
em uma clínica-escola na cidade de Manaus-AM. 
 
3 OBJETIVOS 
3.1 Objetivo Geral 
 Avaliar os resultados obtidos em um grupo terapêutico infantil em uma clínica-
escola. 
 
3.2 Objetivos Específicos 
Verificar a utilização das intervenções expressivas como fator terapêutico no 
processo de externalização das emoções; 
Expor como a utilização do psicodiagnóstico interventivo enquanto instrumento 
terapêutico pode dinamizar os atendimentos na clínica infantil; 
 Descrever quais são os benefícios e desafios da grupoterapia no atendimento 
infantil. 
 
4 FORMULAÇÃO DO PROBLEMA 
O grupo é uma forma de experimentar algo com os componentes e encontrar 
possibilidades diferentes, segundo Rossi et. Al (2009), construindo assim novas 
alternativas, modos de subjetivação e existência. Bleichmar (1995) descreve o 
dispositivo grupal como algo que proporciona a criança por um lado um continente, 
um lugar de projeção e de expressão, e por outro lado, um enquadre figurativo, uma 
armação simbólica dos sistemas de relação com o semelhante. E, portanto, a função 
dos terapeutas como operadores de grupo estaria centrada em favorecer ao máximo 
esses objetivos. 
Ressalta-se a ideia do grupo como forma de trabalhar a subjetividade 
contemporânea infantil, e de prevenção à saúde. Pensando na diversidade e 
singularidade dessas crianças rompendo com o paradigma cartesiano/biomédico que 
5 
 
busca a cura dos sintomas através de modelos classificatórios e com o foco na 
doença, acarretando numa rotulação, discriminação, medicalização e patologização 
precoces (ROSSI et. Al, 2009). 
Para Pena (2014) o grupo terapêutico encontra-se numa interação constante, 
pelo que é um local de partilha de afetos, emoções e opiniões, quer pessoais, quer 
grupais. A partir da vivência prática em uma clínica-escola, a grupoterapia no 
atendimento infantil apresenta benefícios às crianças em processo de 
desenvolvimento? 
 
5 QUESTÕES NORTEADORAS 
As intervenções expressivas podem ser utilizadas como instrumento terapêutico no 
atendimento de grupoterapia infantil? 
O psicodiagnóstico interventivo pode realmente ser um método dinamizador nos 
atendimentos infantis em grupo? 
A grupoterapia pode proporcionar um espaço facilitador para o amadurecimento 
emocional da criança? 
 
6 JUSTIFICATIVA 
A grupoterapia infantil é entendida como um dispositivo terapêutico coletivo, e 
tem sido apontada como um aspecto importante para o desenvolvimento físico, 
psíquico e social das relações que cercam as crianças, responsável por viabilizar 
várias problemáticas que são trazidas. 
No campo grupal ocorrem movimentos como as identificações, ressonâncias, 
troca de papeis, transferências, entre outros, onde cada criança que compõe este 
grupo terapêutico expressa e narra a sua intersubjetividade, inclusive através da 
relação estabelecida uns com os outros. Oportunizando, por meio deste, a 
identificação do desenvolvimento das relações sociais das crianças advindo da 
transgeracionalidade familiar, sendo demonstrada tanto no âmbito escolar quanto no 
setting terapêutico grupal, realizando intervenções necessárias. 
O estágio curricular proporcionou e proporciona a graduanda vivenciar mais do 
que a teoria ensinada na sala de aula, permite conciliar a teoria, a prática e a 
construção de um alicerce profissional sólido. A experiência em grupoterapia ainda 
enquanto acadêmica apresenta ampla relevância, e foi aceita com toda 
respeitabilidade para com os pacientes e consigo, vencendo os desafios impostos por 
6 
 
este fazer, sendo vista como um privilégio, recebendo incentivos e suporte durante a 
supervisão de estágio o qual oportuniza a ampliação dos conhecimentos partilhados 
e que contribuíram para o crescimento da acadêmica enquanto pessoa, estagiária e 
futura profissional. 
A escolha deste tema pela pesquisadora deu-se durante o estágio 
supervisionado na clínica-escola, pois na grupoterapia observou-se as transferências 
positiva advindas dos pacientes, o que resultou efetivamente para o desenvolvimento 
do tratamento; identificando ainda a possibilidade de avaliar a socialização satisfatória 
entre crianças de diferentes níveis sócio-culturais, utilizando intervenções expressivas 
e o psicodiagnóstico interventivo, que veio reassegurar a acadêmica que o fazer do 
profissional da psicologia abrange outras redes e sair do setting, como abrir dialógo 
com outros profissionais e pais ou responsáveis, contribuindo fidedignamente para o 
bem-estar do paciente, e não se acomodar apenas no setting terapêutico, prática esta 
que vem sendo confirmada com a teoria. 
Pretende-se registrar por meio deste projeto as contribuições e os benefícios 
da terapia de grupo para criança no que diz respeito aos fazeres e as intervenções 
expressivas que vem sendo realizadas a partir da constatação empírica e teórica, 
tornando-o público para contribuição de outros pesquisadores. 
Salienta-se que a partir da elaboração e concretização deste projeto, os 
pacientes atendidos na clínica-escola, onde será executado, serão cada vez mais 
beneficiados no tratamento psicoterapêutico, pois pretende-se apresentar discussões 
e reflexões, com o objetivo de os leitores compreenderem em decorrência da prática 
que o grupoterapêutico infantil e as intervenções expressivas apresentam legitimidade 
no tratamento, bem como a utilização do psicodiagnóstico interventivo. Assim como a 
clínica-escola ganha visibilidade e seriedade pelo trabalho desenvolvido, levado à 
escola, seja privada ou pública, devido a importância que os responsáveis da 
instituição de ensino dão diante de tal trabalho. 
 
 
 
 
 
 
 
7 
 
7 EMBASAMENTO TEÓRICO 
7.1 Teoria de Base 
Dentro da abordagem psicanalítica existem diversasconfidencialidade e, portanto, ninguém mais terá conhecimento sobre 
sua participação. 
Embora a natureza desta pesquisa apresente baixo muito baixo de ansiedade após o 
atendimento, você tem a garantia de indenização por parte da instituição promotora da 
pesquisa, do investigador, se acontecer dano (s) a sua integridade psicológica em decorrência 
da pesquisa, você receberá assistência psicológica imediatamente por parte do pesquisador 
responsável; e sua decisão de participar do estudo não está de maneira alguma associada a 
qualquer tipo de recompensa financeira ou outra espécie. Os gastos necessários para a sua 
participação na pesquisa serão assumidos pelos pesquisadores e você poderá ser ressarcido 
de eventuais despesas, tais como transporte e alimentação, quando for o caso. 
41 
 
Sempre que for necessário esclarecer alguma dúvida sobre o estudo, você deverá buscar 
contato com a responsável pela pesquisa Professora Psicóloga Msc. Valdeni Terezinha Soares 
da Silva, RG 302202021-3, CPF 376.435.680-49, CRP: 20/02108, tel. (92) 98829-3332, e-mail 
valdenitss@gmail.com. Para quaisquer informações, fica disponibilizado o endereço do Comitê 
de Ética em Pesquisa (CEP) da Universidade Nilton Lins, localizado na Av. Professor Nilton 
Lins nº 3259 – Parque das Laranjeiras, CEP 69.058-030, Manaus-AM, que funciona de 2ª a 6ª 
Feira, das 14:30 às 20:30 horas, telefone (92)3643-2170, e-mail: cep@niltonlins.br 
Este documento será emitido em duas vias, sendo que uma será entregue ao participante 
e a outra via ficará com a pesquisadora, conforme resolução 466̸12. 
 
 
C O N S E N T I M E N T O 
 
 Li tomei conhecimento, entendi os aspectos da pesquisa e, voluntariamente, concordo 
em participar do estudo. 
 
EU ___________________________________________________________________ 
RG ________________, ESTADO CIVIL ______________, IDADE ______________ 
RESIDENTE NA ________________________________________________________ 
BAIRRO, _____________________________________, CIDADE ________________ 
TELEFONE ___________________ 
 
 
 
____________________________________________ 
Assinatura ou Impressão Datiloscópica do Responsável 
 
 
 
 
 
 
Manaus – AM, _____/______/______ 
 
 
 
 
mailto:cep@niltonlins.br
42 
 
ANEXO F – TERMO DE ASSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO 
 
 
Você está sendo convidado (a) a participar deste estudo intitulado “GRUPOTERAPIA 
INFANTIL: INTERVENÇÕES E DESAFIOS PERANTE UMA CLÍNICA-ESCOLA NA 
CIDADE DE MANAUS-AM”, porque você tem perfil e preenche os critérios para, na condição 
de sujeito, participar desta pesquisa. Tem idade entre 9 e 12 anos, não faz uso de medicamentos 
controlados. Participante da Pesquisa é a expressão dada a todo ser humano que, de livre e 
espontânea vontade e após ser devidamente esclarecido, concorda em participar de pesquisa. 
As crianças participarão em sessões de atendimento grupo terapêutico e concedendo entrevista 
semiestruturada. Este estudo tem por objetivos: a) avaliar os resultados obtidos em um grupo 
terapêutico infantil em uma clínica-escola; b) verificar a utilização das intervenções expressivas 
como fator terapêutico no processo de externalização das emoções; c) expor como a utilização 
do psicodiagnóstico interventivo enquanto instrumento terapêutico pode dinamizar os 
atendimentos na clínica infantil; d) descrever quais são os benefícios e desafios da grupoterapia 
no atendimento infantil. 
Este estudo justifica-se pela importância das relações interpessoais na grupoterapia 
infantil, pois este é compreendido como um dispositivo terapêutico coletivo, e tem sido 
apontada como um aspecto importante para o desenvolvimento físico, psíquico e social das 
relações que cercam as crianças, responsável por viabilizar várias problemáticas que são 
expressadas no setting. 
Neste estudo você será submetido (a) a atendimento em sessões de grupoterapia e uma 
entrevista semiestruturada com o objetivo de fornecer informações do assunto em questão, 
possibilitando a você atendimento psicológico com benefícios para a sua saúde psíquica. 
Também, você terá toda liberdade para se retirar do estudo a qualquer momento, sem prejuízo 
de qualquer natureza. Tanto sua pessoa quanto os dados por vocês fornecidos serão mantidos 
sob absoluta confidencialidade e, portanto, ninguém mais terá conhecimento sobre sua 
participação. 
Embora a natureza desta pesquisa apresente baixo muito risco, você tem a garantia de 
indenização por parte da instituição promotora da pesquisa, do investigador, se acontecer dano 
(s) a sua integridade psicológica em decorrência da pesquisa, você receberá assistência 
psicológica imediatamente por parte do pesquisador responsável; e sua decisão de participar 
do estudo não está de maneira alguma associada a qualquer tipo de recompensa financeira o 
em outra espécie. Os gastos necessários para a sua participação na pesquisa serão assumidos 
43 
 
pelos pesquisadores e você poderá ser ressarcido de eventuais despesas, tais como transporte 
e alimentação, quando for o caso. 
Sempre que for necessário esclarecer alguma dúvida sobre o estudo, você deverá buscar 
contato com a responsável pela pesquisa Professora Psicóloga Msc. Valdeni Terezinha Soares 
da Silva, RG 302202021-3, CPF 376.435.680-49, CRP: 20/02108, tel. (92) 98829-3332, e-mail 
valdenitss@gmail.com. Para quaisquer informações, fica disponibilizado o endereço do Comitê 
de Ética em Pesquisa (CEP) da Universidade Nilton Lins, localizado na Av. Professor Nilton 
Lins nº 3259 – Parque das Laranjeiras, CEP 69.058-030, Manaus-AM, que funciona de 2ª a 6ª 
Feira, das 14:30 às 20:30 horas, telefone (92)3643-2170, e-mail: cep@niltonlins.br 
Este documento será emitido em duas vias, sendo que uma será entregue ao participante 
e a outra via ficará com a pesquisadora, conforme resolução 466̸12. 
 
 
 
 
C O N S E N T I M E N T O 
 
 Li tomei conhecimento, entendi os aspectos da pesquisa e, voluntariamente, concordo 
em participar do estudo. 
 
 
EU ___________________________________________________________________ 
RG ________________, ESTADO CIVIL ______________, IDADE ______________ 
RESIDENTE NA ________________________________________________________ 
BAIRRO, _____________________________________, CIDADE ________________ 
TELEFONE ___________________ 
 
 
 
 
____________________________________________ 
Assinatura pais/responsável 
 
 
mailto:cep@niltonlins.br
44 
 
 
 
____________________________________________ 
Assinatura do menor 
 
 
 
 
 
 
Manaus – AM, _____/______/______ 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
45 
 
ANEXO G – CURRÍCULO LATTES 
 
Valdeni Terezinha Soares da Silva – Endereço para acessar este CV: 
http://lattes.cnpq.br/5962787669617089 
 
Jaida Souza da Costa – Endereço para acessar este CV: http://lattes.cnpq.br/7709876304835203 
 
Weida Aguiar da Silva - Endereço para acessar este CV: http://lattes.cnpq.br/5429752434872444ramificações e teóricos 
que contribuíram para os seus desenvolvimentos. Neste trabalho foi escolhido pela 
pesquisadora, à luz da teoria Winnicottiana, cujo teórico era pediatra e psicanalista. 
Donald Woods Winnicott surgiu após a fase da psicanálise freudiana, ganhou um 
espaço significativo e, atualmente, neste contexto tem sido um dos percussores pós 
freudiano mais estudado destacando-se por promover a integração médica com a 
extensa prática clínica, onde sua teoria aborda principalmente a essência das relações 
a qual dá-se inicialmente entre mãe e bebê. 
 Grande parte de suas contribuições deu-se durante a Segunda Guerra Mundial 
com crianças separadas de suas famílias, desenvolvendo trabalhos relevantes para o 
repertório da psicanálise com as noções de espaço potencial, objeto transicionais, 
verdadeiro e falso self (ROCHA, 2006). 
Winnicott desenvolveu seu trabalho a partir do que nomeou de dependência do 
bebê em relação ao meio ambiente (mãe) para esclarecer como um indivíduo se 
desenvolve e caminha, “descreve o amadurecimento como uma jornada que vai da 
dependência absoluta (estágios primitivos), passando pela dependência relativa 
(estágio do consentimento), até a independência relativa (estágio das relações 
interpessoais)” (MORAES, 2005, p. 106). 
Então, interessou-se pelo estudo da relação mãe-bebê através do que ele 
próprio chamou de ‘ambiente facilitador’, pressuposto da teoria do desenvolvimento 
emocional, descrevendo em três estágios os quais foram citados anteriormente. O 
crescimento aqui está relacionado com a possibilidade de o bebê vir a se relacionar 
com o objeto e com o mundo externo, através do princípio da realidade (ROCHA, 
2006). Uma vez que tal ambiente apresenta-se como o responsável pelo vir a existir 
do indivíduo. 
Os estágios agregam tarefas específicas, para que sejam experienciadas 
necessitam de um ambiente facilitador a fim de que possa provir passagem, e a cada 
etapa alcançada o indivíduo amadurece ao desempenhar as tarefas próprias de cada 
estágio, sendo assim, o indivíduo se constitui a partir de tais experiências. Winnicott 
assinala a este respeito: 
 
8 
 
Todos os estágios do desenvolvimento emocional podem ser mais ou menos 
datados. Presumivelmente todos os estágios do desenvolvimento têm uma 
data em cada criança. A despeito disso, essas datas não apenas variam de 
criança para criança, mas também, ainda que fossem conhecidas com 
antecipação no caso de uma certa criança, não poderiam ser utilizadas para 
predizer o desenvolvimento real da criança por causa do outro fator, o 
cuidado materno (WINNICOTT, 1960c, apud, ROCHA, 2006, p. 14). 
 
A dependência absoluta é definida como uma relação dual, onde mãe e bebê 
estão unidos de tal forma que, “a mãe é o bebê, e ele é a mãe” (WINNICOTT, 1947b, 
apud, ROCHA, 2006, p. 3). Loparic (2005) diz que a condição inicial do bebê é “de um 
ser humano frágil, insuperavelmente finito, que precisa de um outro ser humano para 
continuar existindo” (Ibid, p. 46). 
Ao longo dos dois anos de idade o bebê vai gradativamente passando pelos 
processos de maturação e com isso deixando a situação de total dependência para 
uma dependência relativa, não necessitando completamente dos cuidados maternos. 
Inicia-se a conscientização dessa dependência materna, o que reduz a ansiedade 
causada pela ausência da mãe. (WINNICOTT, 1983, apud, COSTA; HORTIZ; 
SANTOS, 2013). 
Na medida em que amadurece, o bebê adquire a capacidade de expressar suas 
necessidades e, desta forma, caminha para a dependência relativa do ambiente. 
Nesse estágio de desenvolvimento emocional ocorre uma falha gradual da adaptação 
materna. Aos poucos, com a desadaptação gradativa do ambiente, o bebê vive uma 
independência relativa, pois, segundo Winnicott, “enquanto estiver vivo, o indivíduo 
estará sempre dependente do ambiente e das pessoas que o compõem” (ROCHA, 
2006, p. 14-15). 
Objetivando o amadurecimento saudável na teoria Winnicottiana e o caminhar 
nos estágios de dependência absoluta rumo à independência relativa, faz-se 
necessário o crescimento maturacional do bebê. Para que isto ocorra, Winnicott 
preconiza a importância do ambiente confiável e os cuidados de uma ‘mãe 
suficientemente boa’, assim como a adaptação por parte do ambiente-mãe às 
necessidades do bebê. 
 Rocha (2006) reitera sobre o conceito Winnicottiano e diz que os cuidados 
maternos estão atrelados a mãe suficientemente boa capaz de facilitar o processo de 
maturação, acrescenta que: 
 
 
9 
 
[...] à adaptação da mãe, ou seja, aquela capaz de suprir as necessidades do 
bebê, no período de dependência, à medida que elas se apresentam. A mãe 
suficientemente boa ainda provê cuidados no período de dependência 
relativa, mas também frustra o bebê de maneira proveitosa e dá condições 
para ele caminhar em direção à independência (Ibid, 2006, p. 11). 
 
 
Entende-se que a mãe suficientemente boa apresenta-se como a cuidadora 
que oferece o holding, handling e apresentação do objeto. Moraes (2005) reassegura 
esta ideia, afirmando que precisam ser oferecidos pelo ambiente-mãe, os quais 
passam pelas tarefas de segurar, manejar e apresentar os objetos, e são aspectos 
fundamentais para que o bebê realize as tarefas iniciais de integração no tempo e no 
espaço, da psique no corpo e o relacionamento com os objetos. 
Entretanto, Winnicott ainda aborda, que quando o ambiente não possui essas 
qualidades, não sendo favorável ou o acontecimento de imprevistos o indivíduo 
enfrenta dificuldades e “diferentes consequências podem surgir em termos de 
interrupção do amadurecimento ou de distorções na estrutura da personalidade e na 
organização do eu” (MORAES, 2005, p. 109). 
 
 
7.2 Revisão da Literatura 
7.2.1 Grupoterapia de orientação analítica e os seus percursores 
 O ser humano é visto e compreendido como um ser grupal, pois o mesmo está 
inserido em grupo desde o início da vida com as primeiras relações no âmbito familiar 
e perpassa durante as diferentes etapas do desenvolvimento na jornada existencial, 
considerando a sua necessidade de pertencer e de vinculação com o meio. 
Para a compreensão de como desenvolve o tratamento em grupo terapêutico 
faz-se necessário contextualizar a historicidade deste fazer e os seus principais 
percussores. 
Encontrava-se em Freud estudos a respeito da psicologia inserida no 
funcionamento dos grupos e na produção da cultura, por meio de alguns trabalhos 
como Totem e Tabu (1913), Psicologia das Massas e Análise do ego (1921) e Mal-
estar na civilização (1930). Nessas obras, trouxera descobertas significativas para a 
compreensão dos grupos humanos como, por exemplo, o fato de que, por meio de 
processos e rituais grupais, onde prepondera o funcionamento de mecanismos 
inconscientes, a sociedade transmite suas leis sociais, regras e a ordem, diz Scatena 
(2010). 
10 
 
Calil (2001, p. 92) cita o trabalho de Grinberg et. Al. assinalando que Freud 
realizou três importantes contribuição para melhor compreensão indivíduo-sociedade. 
A primeira é referente ao reconhecimento da influência que o meio ambiente 
apresenta no desenvolvimento emocional do indivíduo desde sua infância; em seguida 
seria a teoria relacionada ao superego, onde Freud aponta que as figuras de 
autoridade e sociedade, são introjetadas na estrutura da personalidade do indivíduo 
por intermédio de mecanismos de projeção, identificação e a internalização dos 
objetos parentais, dando-se a partir do processo edípico; por fim, daria através do 
próprio método analítico na relação transferencial, pois o indivíduo pode integrar, de 
forma compreensiva, sua história passada e seu presente, diz Calil (2001). 
Apesar de o campo psicanalítico ser delimitado entre analista e paciente, a 
mesma ainda situa o indivíduo dentro do contexto sócio-cultural que está inserido. 
Scatena (2010) cita uma das contribuições de Freud (1921): 
 
A oposição entre psicologiaindividual e psicologia social ou coletiva, que à 
primeira vista pode parecer-nos muito profunda, perde grande parte de sua 
significação enquanto a submetemos a mais detido exame. A psicologia 
individual se dedica, certamente, ao indivíduo e investiga os caminhos pelos 
quais o mesmo objetiva alcançar a satisfação de seus instintos, porém, 
somente poucas vezes e sob determinadas condições excepcionais, lhe é 
concedido prescindir das relações do indivíduo com seus semelhantes. Na 
vida anímica individual aparece integrado sempre, efetivamente, ‘o outro’, 
como modelo, objeto, auxiliar ou adversário, e deste modo, a psicologia 
individual é ao mesmo tempo e desde o princípio, psicologia social, num 
sentido amplo, mas plenamente justificado (p. 7). 
 
 
 Anos mais tarde surgiram outros praticantes, como: E. James Anthony, 
S.H.Foulkes, Wilfred R. Bion, Joshua Bierer e John Rickman. Depois em 1945, com 
Siegmund H. Foulkes, líder mundial da Psicoterapia analítica de grupo. Em 1950 
Ezriel; em 1959 Bion, e na década de 60 com Psicanalistas Franceses, Argentinos e 
Brasileiros. Joseph Hersey Pratt (1922) trouxe a primeira experiência grupoterápica 
registrada na literatura especializada (SCATENA, 2010). 
 Na década de 50, a literatura mostrou a aplicabilidade do tratamento de grupo 
a uma ampla gama de settings clínicos, inclusive hospitais gerais e psiquiátricos, 
clínicas ambulatoriais, programas de reabilitação e instituições correcionais. 
Do grupo de autores britânicos, Wilfred R. Bion (1959) salientou os processos 
ambivalentes dos membros individuais uns com os outros e com o líder de um grupo. 
Os fenômenos descritos por Bion referem-se ao líder do grupo. Ele não postulou um 
11 
 
instinto gregário ou mente grupal, antes acreditava que as ideias da forma que se 
desenvolvem em grupo, são os produtos da regressão dentro dos membros 
individuais que ocorre quando as pessoas são ameaçadas por uma perda de sua 
distinção individual (SCATENA, 2010). 
Zimerman (2004) diz que Bion observou que os grupos em sua presença, 
invariavelmente pareciam terem se reunido para dois propósitos: funcionar como 
grupo de trabalho ou funcionar como grupo de pressupostos básicos. Dessa última 
categoria três processos distintos foram inferidos: dependência, luta e fuga, e 
acasalamento. 
 No percurso da escola francesa na década de 60, observou-se por meio de 
conceitos oriundos da influência de teorias como o psicodrama e da teoria 
psicanalítica, onde no início alguns autores adaptaram a técnica psicanalítica ao 
psicodrama grupal, e vem se desenvolvendo até os dias atuais contribuindo 
significativamente para a compreensão do funcionamento grupal (CALIL, 2001). 
Na América Latina o autor Zimerman, de nacionalidade brasileira, contribuiu 
consideravelmente para os psicoterapeutas que dedicavam-se a trabalhar com 
grupoterapia trazendo os fundamentos básicos para a compreensão clínica 
psicodinâmica. Para Zimerman (1971): 
 
os conceitos de Freud e Melaine Klein aplicados a terapêutica de grupo se 
consistituem no melhor instrumento de trabalho clínico, permitindo não só a 
compreensão do trabalho grupal como também, e especialmente, seu manejo 
técnico adequado, tornando-se, assim um método apropriado de tratamento 
de pacientes psiconeuróticos (p.19). 
 
 
7.2.1.1 A grupoterapia com crianças 
Scatena (2010) em seu trabalho fez um levantamento histórico a respeito do 
atendimento infantil grupal, inicia explanando sobre Anna Freud, que também 
trabalhou com grupos de crianças, a partir de 1945, quando publicou suas ideias sobre 
a indicação para análise infantil, houve uma grande difusão e aumento da 
credibilidade e da eficiência sobre a ludoterapia, seja em nível individual, seja grupal. 
 Conforme a mesma autora o primeiro a trabalhar com grupos psicoterápicos 
infantis foi Slavson em 1951, ele acredita que “o processo grupal favorecia a catarse 
e o fortalecimento do ego, com consequente diminuição da ansiedade” (SCATENA, 
2010, p. 23). Nessa mesma época, ele dizia que não emergiam “sintomas grupais”, 
12 
 
mas somente individuais, sendo trabalhado com os indivíduos inseridos num grupo e 
desenvolvia-se dentro de um grupo, mas o tratamento dava-se individual. 
 Speler (1959) em Buenos Aires realizou os primeiros atendimentos grupo 
terapêuticos com crianças, seguindo os critérios de Slavson, entretanto, preocupava-
se em buscar a compreensão do significado simbólico que a criança expressava no 
grupo. 
 A partir destas contribuições cresceu cada vez mais o interesse de 
psicanalistas referente ao fundamento da dinâmica grupal, objetivando a trabalhar o 
todo, e não apenas com indivíduos, Winnicott (1976) foi um dos teóricos que dedicou 
a experiências grupais com crianças, dentro de instituições. 
Deakin (2008) afirma que a psicoterapia com crianças pode ser definida como 
uma intervenção que visa atender problemas diversos, que causam estresse 
emocional, interfere no dia-a-dia da criança, dificultam o desenvolvimento das 
habilidades adaptativas e/ou ameaçam o bem-estar da criança e dos outros à sua 
volta. Mais especificamente, a psicoterapia psicanalítica com crianças é derivada da 
psicanálise e pode ser conceituada como uma forma de tratamento interpretativo que 
tem por base a compreensão psicanalítica. 
Ainda segundo a mesma autora, este objetiva a resolução de sintomas, a 
modificação do comportamento, certo grau de mudança estrutural da personalidade e 
o retorno da criança aos impulsos desenvolvimentais normais. As técnicas da 
psicoterapia incluem a interpretação utilizada junto à verbalização, o esclarecimento 
e as mudanças manipulativas do comportamento, assim como uma experiência 
emocional corretiva de um novo objeto. 
Nesse sentido a grupoterapia com crianças está associada a uma técnica 
clínica psicológica especializada, exigindo de quem a pratica, no mínimo o interesse 
por compreender melhor o mundo infantil e o ser humano diante dos fenômenos 
grupais. 
Visto que: 
Efetivamente, as grupalidades são formas clínicas de maior importância para 
as crianças. Não só pela importância dela vivenciar aquilo que uma 
grupalidade possibilita, como, principalmente, pelo fato da relação com o 
adulto, por mais boa vontade que este tenha, exige da criança um esforço de 
significação e o sentimento inevitável de que não está sendo apreendida, 
devido a presença do recalcamento a linguagem do adulto vai ficando cada 
vez mais impermeável às manifestações da alma infantil, a condição e o 
exercício básico para quem lida com criança é manter a capacidade de 
sonhar.” (VESCHI, 2000, apud, SCATENA, 2010, p. 25). 
 
13 
 
 No grupo com crianças deve-se também considerar a homogeneidade a 
respeito da faixa etária e ao tipo de patologia, assim como a participação de dois 
terapeutas, pois poderá haver um desgaste do terapeuta que neste contem as 
necessidades grupal, o que difere significativamente do atendimento individual. 
 Scatena (2010) esclarece que no grupo deve ser observada a linguagem 
motora e lúdica. No setting é necessário contar com material que propicie o uso de 
jogos, brinquedos e brincadeiras. Sendo fundamental a função de holding (processo 
maturacional e a facilitação do meio no desenvolvimento das crianças, segundo a 
teoria psicanalítica de Winnicott) e de empatia por parte do grupoterapeuta. Também 
é necessário o acompanhamento paralelo dos pais das crianças, de preferência em 
grupo. 
 A mesma autora acrescenta dizendo que o funcionamento mental da criança 
ainda é concreto, suas atuações e expressões ocorrem na maior parte através da 
motricidade, ou seja, o trabalho com crianças acontece muito mais rápido. Além disso, 
este tratamento é constituído a partir da tríade analista-analisando-pais. Um trabalho 
complexo, onde o analista deve lidar com as tranferências e contratransferências, pois 
no setting desperta particularidades do mundo interno e externo dos envolvidos– 
criança e analista - . 
 
7.2.2 Intervenções expressivas no atendimento infantil 
 Na contemporaneidade as intervenções expressivas são conhecidas como 
uma forma criativa de auxiliar o paciente em diversas questões emocionais, e consiste 
em possibilitar um ambiente facilitador disponibilizando de técnicas expressivas, seja 
através da dança, teatro, música, literatura, canto, artes plásticas, ou de intervenções 
lúdicas (jogos e o brincar). 
Um ambiente onde o paciente consiga sentir a liberdade para expressar-se, 
sendo ainda proporcionado um clima terapêutico de aceitação, de tolerância, de 
abertura às iniciativas e opções do paciente, tal fato exige do terapeuta um estudo 
aprofudado e supervisionado (FERRAZ, 2007). 
Pode-se dizer que este ambiente é uma analogia ao conceito de espaço 
potencial, nomeado por Winnicott, caracterizado pelo espaço que podem acontecer a 
imaginação e o brincar do bebê, surgindo quando a mãe pode esperar o gesto 
espontâneo do bebê, acolher, e só então oferecer algo que venha ao encontro de suas 
necessidades (SOUZA, 2011). 
14 
 
 Entende-se que no momento em que a criança está em sofrimento ao entrar 
em contato consigo mesma e com o outro que é capaz de contê-la, ela pode 
expressar-se e externalizar suas angústias de diversas maneiras. Bucho (2011) 
empodera: 
Tudo aquilo que sente, pensa e sabe pode ser expresso através de múltiplas 
formas de linguagem, pelo olhar, pelo movimento, gesto, choro, riso, mímica, 
desenho, pintura, modelagem, escultura, pelo teatro, pela música, pela 
dança, pela escrita, pela poesia. A expressão é parte integrante da vida de 
uma pessoa, de um povo, de uma sociedade, de uma cultura. Todo o ser 
humano tem potencial para se expressar, quer seja através da expressão 
artística, quer através de jogos e brincadeiras, o essencial é descobrir como 
e ampliarmos essa capacidade (Ibid, p.20). 
 
 Desta forma, entende-se que o universo das terapias expressivas se interessa 
pela expressão em si e a criatividade das atividades desenvolvidas, assim como as 
consequências emocionais desencadeadas por esta experiência, utilizados para fins 
terapêuticos, a fim de promover o bem-estar biopsicossocial. 
Pena (2014) afirma que: 
 
Estes benefícios são essenciais na intervenção terapêutica em grupo de 
adolescentes em sofrimento mental, uma vez que estes na maioria das vezes, 
apresentam dificuldades em exprimir-se verbalmente, quer pelas suas 
próprias características pessoais, quer pelo processo de doença. Para além 
disso, o facto de ter por base uma participação lúdica, do jogo e da livre 
expressão, irá permitir ao adolescente em sofrimento mental, desenvolver a 
sua criatividade, ser capaz de criar o mundo e reinventá-lo, passando pelos 
momentos de maior vulnerabilidade, sem que se perca (p. 27). 
 
 Podemos verificar a externalização através do uso da argila, esclarecido por 
Bucho (2011) assinalando que a argila: 
Por si só convida à manipulação e desperta o estímulo das potencialidades 
criadoras, latentes em todo o ser [...] Quando a matéria se encontra nas 
nossas mãos e o desejo se transforma em imagens, estas vão-se fazendo, 
vão-se construindo e desconstruindo de forma livre espontânea e imaginária 
(p. 3). 
 Assim como também no brincar e jogos, a criança com sua própria narrativa 
expressa, simbolicamente, por meio destes seus anseios, angústias, entre outras 
experiências. Aberastury (1982) diz que: 
[...] a criança, embora impossibilitada de expressar-se totalmente com 
palavras, era capaz de entender o que lhe era dito pelo adulto. De modo que 
compreende o significado latente de seus jogos, desenhos, sonhos [...] a 
interpretação seria tão eficaz como o era no tratamento de adultos (p. 33). 
 
7.2.3 Psicodiagnóstico interventivo de compreensão analítica 
15 
 
A aplicação do psicodiagnóstico interventivo vem sendo utilizada, desde a 
década de 90, por alguns profissionais da área de psicologia. Em alguns atendimentos 
foram constatadas mudanças nos pacientes após serem submetidos ao processo 
psicodiagnóstico sem a intenção de interferência. Esses acontecimentos levaram os 
profissionais a questionar, se simplesmente o fato do contato paciente-terapeuta, já 
não provocaria situações que propiciariam a reorganização mental do paciente. 
Desde então, alguns psicólogos se interessaram pelo assunto e, nas últimas 
décadas, começaram a surgir estudos a respeito desse tipo de psicodiagnóstico. 
Winnicott, em 1971, escreveu sobre resultados positivos obtidos com a interpretação 
da fala dos pacientes nas primeiras consultas. Walter Trinca (1998) escreveu sobre o 
psicodiagnóstico compreensivo, técnica em que o terapeuta interage com os 
pacientes de forma empática e obtém um conhecimento profundo sobre o 
funcionamento mental deles. Nos últimos anos, cada vez mais, os profissionais da 
psicanálise se aproximam de seus pacientes tentando abstrair aspectos de suas 
personalidades, com a finalidade de um trabalho de melhor qualidade. 
De acordo com Santiago (1995) é bastante controverso o fato de fazer ou não 
assinalamentos e interpretações nas entrevistas durante o psicodiagnóstico. 
Encontramos profissionais que são contra essa prática e que consideram que nessa 
fase, o psicólogo deve ater-se a fazer uma investigação. Outros consideram que o 
profissional deve intervir apenas para alcançar o objetivo da entrevista, dando ênfase 
ao vínculo do paciente com o psicólogo. E outros, ainda, aceitam realizar um trabalho 
conjunto com o paciente, e reconhecem a necessidade de utilizar apontamentos e 
devoluções durante o processo psicodiagnóstico. 
O psicodiagnóstico interventivo não se configura apenas como um processo 
de investigação diagnóstica, mas também, como um lugar em que poderá haver 
intervenções que podem trazer mudanças e bem estar para o paciente da mesma 
forma que a psicoterapia trará (LAZZARI; SCHMIDT, 2008). 
No psicodiagnóstico interventivo não há uma organização sequencial, com 
passos a serem seguidos, e o número de sessões não é predeterminado. Além disso, 
o profissional psicanalítico, como ‘objeto subjetivo’ deve proporcionar ao paciente a 
possibilidade, através da vivência emocional, de retomar seu desenvolvimento. É de 
extrema importância esse profissional ser visto e sentido como aquele que pode 
ajudar (BARBIERI, 2010). 
16 
 
De acordo com Barbieri (2009, p. 7), “a teoria que melhor fundamenta o 
psicodiagnóstico interventivo é a teoria psicanalítica, que entende a estrutura da 
personalidade como inseparável das fantasias do indivíduo”. Se levarmos em 
consideração os pontos comuns entre a psicanálise e o psicodiagnóstico interventivo, 
sobressai-se a dificuldade em separar a investigação da intervenção. A integração 
entre essas duas vertentes possibilita ao paciente se apropriar do que nele existe de 
mais criativo. Assim “[...] a investigação psicanalítica pode ser transposta para 
qualquer situação em que exista um processo de associação livre (p. 7)”. Ela ainda 
afirma que o psicanalista deve procurar muitas explicações para “eventos únicos” e, 
depois de integrá-las, organizá-las e então usá-las nas intervenções direcionadas ao 
paciente. 
As intervenções podem ser feitas já no início do psicodiagnóstico, é preciso que 
o psicólogo se mantenha atento para apreender o material significativo que emerge 
durante a sessão terapêutica. Com as técnicas projetivas como ferramenta, o 
psicólogo usando seu raciocínio clínico fará as intervenções, de forma a dar 
significado à vivência do paciente (PAULO, 2006). 
Segundo Mishima e Barbieri (2009) e Barbieri (2008 e 2009), no 
psicodiagnóstico interventivo, os instrumentos de avaliação são subordinados a 
métodos que não são estruturados, como, por exemplo, as técnicas projetivas, que 
são usadas como estratégias para a comunicação entre o psicólogo e o paciente. 
Essa pouca estruturação, somada às atitudes do profissional e acrescidas de suamaleabilidade psíquica, proporcionam a percepção e organização de dados 
importantes e significativos. Portanto, as técnicas projetivas proporcionam um 
resultado diagnóstico mais seguro e fidedigno, possibilitando se verificar as mudanças 
que o psicodiagnóstico interventivo provoca na personalidade e quais pacientes 
possuem as características que proporcionariam benefícios com o uso do mesmo. 
Como requesito do psicodiagnóstico interventivo é realizado a visita domiciliar 
e escolar, bem como a aplicação de testes, caso seja necessário. 
. 
7.2.3.1 Visita escolar 
 Sabe-se que a maior parte das queixas apresentadas no encaminamento de 
crianças para o atendimento psicoterápico emergem no âmbito escolar, seja a 
dificuldades na aprendizagem ou a agressividade, após a observação de dos 
professores. 
17 
 
 Neste contexto sua função está associada ao ensino e a formação do aluno, e 
ao mesmo tempo sendo um ambiente que proporciona a interação social entre 
professores, alunos e os demais que compõem este. O psicodiagnóstico interventivo 
tem como pressuposto compreender a criança no seu contexto, do qual faz parte a 
escola (BORGES; GHIRINGHELLO, 2014). Deve-se tomar cuidado para que a criança 
não seja exposta diante dos colegas, caso não queira que seja feito a identificação. 
 As autoras corroboram no sentido de que realiza-se a visita escolar 
independente de qual seja a queixa, com o intuito de abrir novas possibilidades para 
a compreensão de como a criança está relacionada a queixa, ao processo de ensino-
aprendizagem e como se relaciona no contexto escolar, Machin (2006) também 
concorda e recomenda que durante a visita o foco seja nas relações sociais 
estabelecida pela criança com os colegas e professores. 
 Assim como Silva (2014) também acredita que: 
 
os métodos instrumentais são importantes como fontes de análise e origem 
dos fatos, contudo, é importante que exploremos melhor as queixas 
escolares, e não apenas classificar os alunos apenas pelo seu desempenho 
cognitivo, do sucesso ou do fracasso escolar; não é possível e simplista 
concluir que o não aprender esteja relacionado a um déficit cognitivo (Ibid, p 
78). 
 
Sendo proposto por Avoglia (2006): 
Fazer uma entrevista com a professora para saber como a criança se 
comporta em sala de aula e como é o seu relacionamento com ela e com os 
colegas. Sugere também que se procure compreender, na perspectiva da 
professora, como os pais acompanham a escolaridade do filho, se e como 
participam de festividades e reuniões pedagógicas [...] também como a 
professora se conduz diante das dificuldades apresentadas pela criança 
(AVOGLIA, 2006, apud, BORGES; GHIRINGHELLO, 2014). 
 
7.2.3.2 Visita domiciliar 
 Referente a proposta de visita domiciliar, Lopes (2014) contribuiu 
significativamente para este fazer. Ela diz que essa proposta, inserida no processo 
psicodiagnóstico interventivo, transforma a visita domiciliar em um recurso de suma 
relevância, uma vez que estende o olhar do psicólogo para além da observação da 
dinâmica das relações familiares. 
É mais do que perceber o movimento de cada membro da família e a forma 
como se relacionam, é preciso olhar com atenção ao redor e ‘ouvir’ as histórias que 
os objetos existentes na casa podem lhe contar, momento este, que a dimensão 
reveladora da visita acontece. 
18 
 
O objetivo desta é ampliar a compreensão da relações estabelecidas e suas 
particularidades dentro do contexto familiar, portanto, não se trata de incluir no 
processo uma narrativa sobre a casa. O relato realizado em consultório, por mais 
minucioso que seja, jamais fornecerá o que será captado durante uma observação 
presencial nesse ambiente (LOPES, 2014). 
A experiência compartilhada entre familiares e psicólogo, na casa da criança, 
produz efeitos em todos; provoca movimentos em cada um: do lado do psicólogo, 
novas compreensões que acarretam intervenções e estas, por sua vez, suscitam, nos 
pacientes, outros entendimentos sobre eles mesmos (LOPES, 2014). 
 Embora haja alterações nos comportamentos habituais da familia referente a 
presença de um “estranho” e mascarando informações, Lopes (2014) cita Ackerman 
(1986), afirmando que as mudanças se dão em grau e não na qualidade, sendo assim, 
“podemos não ver a mãe perder a paciência com o filho em casa nem no consultório, 
mas, seja seu comportamento estritamente típico ou não, podemos observar a 
qualidade de suas atitudes e relações com o filho (p. 113)”. 
 
7.2.3.3 Psicodiagnóstico interventivo em grupoterapia na clínica-escola 
 Os trabalhos desenvolvidos em clínicas-escola são realizados por estagiários, 
acadêmicos de psicologia, que estão preparando-se para os seus fazeres da futura 
profissão, para isto, são orientados por supervisores da clínica-escola, aprimorando o 
conhecimento e tencionando discutir em grupo as questões de casos atendidos na 
neste âmbito, desenvolvendo estratégias para o atendimento e a utilização de técnicas 
terapêuticas. 
 Ancona-Lopez (1995) esclarece que para ser realizado o psicodiagnóstico 
grupal infantil em instituições de atendimento psicológico, faz-se necessário organizar 
as triagens, seguindo os critérios de faixa etária e similaridade de queixas, e levantam-
se as possibilidades horárias dos clientes para então defini-lá. Após, convidam-se os 
pais ou responsáveis para a primeira sessão, pedindo que se apresente e digam o por 
que procuram o serviço para maior esclarecimento da queixa e como essas mães 
compreendem os filhos até o momento. Havendo um terapeuta e co-terapeuta para 
os atendimentos grupal. 
 
Diferenciar as demandas da mãe, da criança, da escola ou de outro 
profissional que tiver solicitado o estudo é um modo de trabalhar com o 
psicodiagnóstico considerando-o um espaço de influência de diferentes 
sentidos. Expressar essas diferenças e fazê-las circular no grupo é uma das 
19 
 
tarefas do psicólogo na busca de um efeito de recolocações dos significados 
(ANCONA-LOPEZ, 1995). 
 
Inicialmente, para obter partes do que se almeja adentrando o olhar na 
dinâmica familiar, Ancona-Lopez propõe entregar as mães ao final da primeira sessão 
uma anamnese para ser preenchida em casa, recolhendo-a e posteriormente sendo 
discutida com o responsável, e então inicia-se depois da anamnese o atendimento em 
grupo. 
As etapas do psicodiagnóstico interventivo são: entrevista com os pais, a hora 
lúdica, visita escolar, visita domiciliar, devolutivas com os pais ou responsáveis e, 
havendo a necessidade, faz-se a aplicação de testes. O processo de atendimento de 
grupo terapêutico segue os mesmos moldes. 
As devolutivas, intervenções ou orientações com os pais, acontecem paralelas 
aos atendimentos, ao que se emerge enquanto problemática ou não. Becker et. al. 
(2014), salientam que as devoluções parciais durante todo o processo tem caráter 
terapêutico, assim, durante este processo dinamizador, os pais passam a 
compreender os filhos e “começam a experimentar novas formas de relacionamento 
com o filho” (ANCONA-LOPEZ, 1995, p. 129). 
 
7.2.4 Desafios no atendimento com crianças em clínica-escola 
As clínicas–escola são serviços de atendimento que funcionam nas instituições 
de ensino superior, como nos cursos de psicologia, enquanto locais que são 
destinados ao atendimento à saúde pública e cujos objetivos primordiais são voltados 
às questões de ensino-aprendizagem e de pesquisa (YOSHIDA, 2005) 
A Clínica-escola tem como principal finalidade possibilitar o exercício 
profissional de alunos mediante a aplicação dos conhecimentos teóricos adquiridos 
em sala de aula. Esta prática contribui, de maneira significativa, para a formação de 
profissionais, adequadamente habilitados e capazes de expandir as práticas 
psicológicas em consonância com as novas realidades e demandas sociais, políticas 
e culturais da atualidade (RIBEIRO; BRANDÃO; RIBEIRO; SAVIOTTI, s.d). 
Tendo esta afirmação, compreende-seque dentre os desafios, encontra-se as 
atividades que são destinadas ao estagiário da psicologia, precisando articular teoria 
e prática, principalmente, objetivando construir o seu pensamento clínico e 
aprendendo o real sentido da escuta na psicologia. 
20 
 
Campezatto e Nunes (2007) afirmam que as clínicas-escola possuem dupla 
função: possibilita realizar a prática clínica supervisionada, assim como permite que a 
universidade cumpra o papel social de prestação de serviço a comunidade; Isto posto, 
se faz necessário investigar o público que busca o atendimento psicológico nestas 
instituições; como vive, quem são, o que procuram, com a finalidade de integrar 
ensino, pesquisa e extensão. 
As demandas mais procuradas dentro da clínica-escola é pelo atendimento 
infantil, entretanto um dos desafios comumente encontrado é a dificuldade de 
conseguir estabelecer uma aliança com os pais ou responsáveis e, por conseguinte, 
a sua colaboração no processo terapêutico da criança, também produz no terapeuta 
um sentimento de impotência e solidão. Não que o processo somente com a criança 
não possa avançar, mas, sem dúvida, a colaboração dos pais ou responsáveis 
aumenta as chances de aproveitamento (COSTA; DIAS, 2005). 
Por vezes, depara-se com situações em que os pais são nocivos aos 
atendimentos, o que na maioria das vezes, pode ser visto como empecilho para o 
desenvolvimento satisfatório do tratamento, portanto, este é mais um dos desafios 
encontrados. 
Assim, como também, encontra-se no atendimento infantil, outro aspecto difícil: 
manter e compreender a linguagem infantil. Sabe-se que a criança tem seu próprio 
mundo, e o modo de narrar as suas angústias e receios que nem semrpre são verbais, 
expressando-se principalmente através do brincar com jogos e todas as formas 
expressivas disponíveis no setting, desta forma narrando o simbolismo e significância. 
À vista disso, Costa e Dias (2005) ratificam que é importante estabelecer uma 
comunicação efetiva entre terapeuta e criança, devendo dar importância à sua própria 
linguagem, disponibilizando-se a sair do mundo adulto e intelectualizado para alcançar 
o mundo lúdico da criança, com todo o seu simbolismo. 
Referente a este aspecto Oaklander (1980) salienta que o psicoterapeuta tem 
que ter a habilidade de não ser invasor, de ser leve e delicado sem ser 
demasiadamente passivo. 
Axiline (2000) afirma: 
O valor terapêutico deste tipo de ajuda psicológica é baseado na experiência 
da própria criança, como ser capaz, como uma pessoa responsável em um 
relacionamento que tenta comunicar-lhe duas verdades básicas: que 
ninguém conhece realmente tanto do mundo interior de um ser humano 
quanto o próprio indivíduo; e que a liberdade responsável cresce e 
desenvolve-se a partir do interior da pessoa. A criança deve, antes de tudo, 
21 
 
aprender a respeitar-se a si mesma e a experimentar um sentimento de 
dignidade que desabrocha do seu crescente autoentendimento (ibid, p. 87). 
 
 
 Em suma, ressalta-se a partir das contribuições dos autores, principalmente ao 
estagiário que inicia esta prática, aprender a lidar com as próprias ansiedades, 
ansiando que de imediato a criança fale e/ou da maneira que seja conveniente à sua 
compreensão, respeitando a maneira que cada uma tem de se expressar e o seu 
tempo, transparencendo confiança e acolhedor quanto às necessidades da criança, 
embora não seja uma tarefa facilmente desenvolvida. 
 
8 METODOLOGIA 
8.1 Tipo de Pesquisa 
 Levando em consideração o objetivo deste projeto, foi adotada a abordagem 
qualitativa descritiva, caracterizada como pesquisa de campo. Minayo (2009) 
esclarece que a abordagem qualitativa se aplica ao estudo da história, das relações 
das representações, das crenças, das percepções e das opiniões, produtos das 
interpretações que os humanos fazem a respeito como vivem, sob a ótica dos autores, 
de relações e para análise de discursos e de documentos. 
 A pesquisa descritiva exige do investigador uma série de informações sobre o 
que deseja pesquisar. Esse tipo de estudo pretende descrever os fatos e fenômenos 
de determinada realidade (TRIVIÑOS, 1987, apud, GEHARDT et. al., 2009, p. 35). 
 Conforme a mesma autora, a pesquisa de campo consiste na prática empírica 
combinada com instrumentos de observação, entrevistas ou outras modalidades de 
comunicação e interlocução com os pesquisadores (MINAYO, 2009). Objetivando 
interpretar os fenômenos que foram observados e os dados que foram levantados, 
sendo assim, faz-se necessário que os elementos sejam fidedignos, sem qualquer 
tipo de interferência ou alteração (FURASTÉ, 2006). 
 
8.2 Local da Pesquisa 
 Esta pesquisa ocorrerá no Serviço de Psicologia Aplicada - SEPA, na 
Universidade Nilton Lins, localizada na Avenida Professor Nilton Lins, Nº 3259, Bairro 
Parque das Laranjeiras referente as sessões de atendimento em grupoterapia. Vista 
que a pesquisa é composta por 8 crianças, será realizado 08 visitas domiciliares 
conforme a concordância dos pais ou responsáveis pelas crianças. No que concerne 
22 
 
ao levantamento de material para embasar o levantamento de dados, ocorrerá na 
biblioteca da Universidade citada e ainda através de pesquisas em sites científicos. 
 
8.3 Participantes da Pesquisa 
O presente estudo apresenta duas categorias de participantes que 
caracterizam estudos de caso múltiplo, consistindo em 16 participantes. No seu 
conjunto participam 8 crianças de ambos os sexos, com 9 a 12 anos e 8 pais ou 
responsáveis dos menores. 
 
Critérios de Inclusão: 
• Os critérios de inclusão da amostra são crianças de ambos os sexos, 
de 9 a 12 anos, em atendimento no Serviço de Psicologia Aplicada 
(SEPA), clinica-escola em Manaus- AM, que não façam uso de 
medicamentos controlados, não possuam outras deficiências e que não 
tenham idade inferior ou superior às idades limites determinados; 
• A segunda categoria são os pais ou responsáveis das crianças que 
devem autorizar a participação de seus filhos nesta pesquisa e ter 
disponibilidade para participar da entrevista semiestruturada, de acordo 
com a Resolução 466/12 e a concordância através do TCLE (Termo de 
Compromisso Livre e Esclarecido). 
 
Critérios de Exclusão: 
• Crianças com idade inferior a 09 anos e superior a 12 anos e que não 
estão em atendimento psicoterápico grupal. Serão excluídos ainda 
aqueles que se recusarem a assinar o Termo de Consentimento Livre 
Esclarecido (TCLE) e Termo de Assentimento Livre e Esclarecido em 
concordância com os princípios éticos que sustentam esta pesquisa. 
 
Riscos: 
• Poderão apresentar sintomas de ansiedade após o atendimento em 
grupoterapia, fazendo-se necessário acompanhamentos posteriores ao 
encerramento, que será devidamente realizado, atendendo os critérios 
da Resolução 466/12.. 
23 
 
Benefícios: 
• Neste estudo na primeira categoria, as 8 crianças participarão de 
sessões em grupoterapia, visto que este é compreendido como um 
dispositivo terapêutico coletivo, possibilitando o desenvolvimento físico, 
psíquico e social das relações que cercam as crianças, promovendo a 
socialização entre ambos e o amadurecimento emocional, e uma 
entrevista semiestruturada com o objetivo de fornecer mais informações 
do assunto em questão. 
• Na segunda categoria com os pais ou responsável (8), o benefício está 
intimamente relacionado a participação da criança em atendimento 
grupo terapêutico, tencionando melhor compreensão no 
desenvolvimento da criança e o relacionamento intersubjetivo com os 
mesmos, bem como a entrevista semiestruturada subsidiará com dados 
pessoais das crianças, importante no campo grupal e familiar. 
• Todos os participantes terão toda liberdade para se retirar do estudo a 
qualquer momento, sem prejuízo de qualquer natureza. Tanto sua 
pessoa quanto os dados fornecidos serão mantidos sob absoluta 
confidencialidade e, portanto, ninguém mais terá conhecimentosobre 
sua participação, conforme a Resolução 466/12. 
• Tendo a garantia de indenização por parte da instituição promotora da 
pesquisa, do investigador, se acontecer dano (s) à sua integridade 
psicológica em decorrência da pesquisa, você receberá assistência 
psicológica imediatamente por parte do pesquisador responsável; e sua 
decisão de participar do estudo não está de maneira alguma associada 
a qualquer tipo de recompensa financeira o em outra espécie. Os gastos 
necessários para a sua participação na pesquisa serão assumidos 
pelos pesquisadores e você poderá ser ressarcido de eventuais 
despesas, tais como transporte e alimentação, quando for o caso, de 
acordo com a Resolução 466/12. 
 
8.4 Instrumentos da Pesquisa 
 Nesta pesquisa será feito o uso de duas entrevistas semiestruturadas, uma 
para os oito participantes do grupo terapêutico e outra para os oito pais ou 
responsáveis, desenvolvidas pelo próprio pesquisador, e ainda a observação 
24 
 
participante da pesquisadora nas sessões do atendimento grupoterápico com o intuito 
de coletar os dados necessários para responder os objetivos traçados. 
 Segundo Minayo (apud, Guerra 2007), as entrevistas podem ser consideradas 
conversas com finalidade e se caracterizam pela sua forma de organização. 
Especificamente na semiestruturada, Guerra (2014) esclarece que em seu roteiro 
roteiro pode haver perguntas fechadas, geralmente de identificação ou classificação, 
mas possui, principalmente, perguntas abertas, dando ao entrevistado a possibilidade 
de falar mais livremente sobre o tema proposto. 
 Em relação a observação consiste em ver, ouvir e examinar fatos ou 
fenômenos, levando em consideração que não será o número de observações 
realizadas que define a credibilidade dos dados de uma pesquisa, mas sim a 
profundidade e a amplitude alcançadas ao longo do processo de coleta de dados 
(GUERRA, 2014). 
 A mesma autora afirma que a “observação participante é recomendada quando 
o pesquisador julgar que sua participação direta no evento ou fato a ser observado 
gerará maior profundidade na compreensão do mesmo (ibid, p. 31)”. 
 
8.5 Tratamento e Análise de Dados 
Para a análise dos dados desta pesquisa será utilizado a técnica de análise de 
conteúdo desenvolvida por Bardin (2011), a autora esclarece que análise do conteúdo 
é compreendida como um conjunto de técnicas de pesquisa cujo objetivo é atingir 
indicadores que possam oportunizar a análise do referido conteúdo através de 
procedimentos sistemáticos e objetivos de descrição do conteúdo. 
A autora ainda diz que pode-se aplicar em todas as formas de comunicação e 
narrativa, onde o pesquisador busca compreender as características, estruturas ou 
modelos, que estão nas entrelinhas ou nos fragmentos de mensagens narradas, 
tornando-as consideráveis para o processo de análise, visando a sua interpretação. 
Bardin (2011) indica que a utilização da análise de conteúdo prevê três fases 
fundamentais: pré-análise, exploração do material e tratamento dos resultados - a 
inferência e a interpretação. 
 
8.6 Aspectos Éticos da Pesquisa 
O presente projeto de pesquisa será submetido à análise e aprovação do 
Comitê de Ética e Pesquisa (CEP) da Universidade Nilton Lins. Os participantes da 
25 
 
pesquisa deverão assinar o Termo Do Compromisso De Utilização De Dados – TCUD 
(Anexo D) e Termo de Consentimento Livre e Esclarecido – TCLE (Anexo E) para a 
execução do estudo. 
A pesquisa obedecerá os critérios estabelecidas pela Resolução nº 466, de 12 
de Dezembro de 2012, do CONSELHO NACIONAL DE SAÚDE (CNS), no que tange 
o respeito pela dignidade humana e pela especial proteção devida aos participantes 
das pesquisas científicas envolvendo seres humanos, considerando o 
desenvolvimento e o engajamento ético. 
Assim, a pesquisa também fundamenta-se fidedignamente nos princípios ético 
da Resolução de nº 05/010, de 21 de Julho de 2005, do CONSELHO FEDERAL DE 
PSICOLOGIA (Código de Ética do Psicólogo), no que concerne as práticas de conduta 
do pesquisador. Ressaltando aqui os seguintes aspectos do conteúdo do Art. 16: 
a) Avaliará os riscos envolvidos, tanto pelos procedimentos, como pela divulgação dos 
resultados, com o objetivo de proteger as pessoas, grupos, organizações e 
comunidades envolvidas; 
b) Garantirá o caráter voluntário da participação dos envolvidos, mediante 
consentimento livre e esclarecido, salvo nas situações previstas em legislação 
específica e respeitando os princípios deste Código; 
c) Garantirá o anonimato das pessoas, grupos ou organizações, salvo interesse 
manifesto destes; 
d) Garantirá o acesso das pessoas, grupos ou organizações aos resultados das 
pesquisas ou estudos, após seu encerramento, sempre que assim o desejarem. 
(CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL DO PSICÓLOGO, 2005). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
26 
 
9. CRONOGRAMA 
 
ANO – 2017 
 JUL AGO SET OUT NOV DEZ 
Revisão da Literatura X 
Elaboração do Projeto X 
Solicitação da Anuência X 
Entrega do Projeto ao 
Comitê 
 X 
Submissão do projeto à 
PB 
 X 
Coleta dos Dados X X 
 Análise de Dados e 
Interpretação 
 X X 
Discussão dos Dados X 
Redação do Relatório 
Final 
 X 
Revisão Ortográfica X 
Apresentação dos 
Resultados 
 X 
Publicação dos 
Resultados 
 X 
 
 
10. ORÇAMENTO DA PESQUISA 
 
DESCRIÇÃO QUANTIDADE 
VALOR 
UNITÁRIO 
VALOR 
TOTAL 
MATERIAIS DE CONSUMO 
Resma de papel ofício 01 R$ 16,00 R$ 16,00 
Recarga de Cartucho 02 R$ 10,00 R$ 20,00 
Caneta 04 R$ 2,00 R$ 8,00 
SERVIÇOS 
Encadernação espiral 03 R$ 3,50 R$ 10,50 
Crédito na carteirinha Mensal R$ 1,50 R$ 60,00 
MATERIAIS PERMANENTES 
Notebook e impressora R$ 1.650,00 R$ 1.650,00 
 R$ 1.765,50 
27 
 
REFERENCIAL BIBLIOGRÁFICO 
 
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Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo. Ribeirão Preto, São Paulo, 2010. 
 
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Aprendizagem Específica – DAE. Dissertação (Mestrado em Educação Especial). 
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30 
 
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31 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
APÊNDICES 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
32 
 
APÊNDICE A – ENTREVISTA SEMI-ESTRUTURADA PARA A CRIANÇA 
 
 
 
ROTEIRO DE ENTREVISTA SEMI-ESTRUTURADA PARA A CRIANÇA 
 
DADOS SÓCIOS DEMOGRÁFICOS 
 
Nome (só as iniciais): ......................................................... Sexo............................. 
Idade atual: ............................................. Escolaridade............................................... 
 
ENTREVISTA SEMI-ESTRUTURADA 
 
1. Como foi para você participar do tratamento de grupo? E como você se sentiu? 
2. Ao utilizar os brinquedos disponíveis, por exemplo a argila, massinha de modelar, pintura e 
etc, como você se sentiu? 
3. Como foi para você a visita da terapeuta em sua casa e na escola? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
33 
 
APÊNDICE B – ENTREVISTA SEMI-ESTRUTURADA PARA OS PAIS 
 
 
 
ROTEIRO DE ENTREVISTA SEMI-ESTRUTURADA PARA OS PAIS 
 
DADOS SÓCIOS DEMOGRÁFICOS 
 
Nome (só as iniciais): Sexo: 
Idade: 
 
ENTREVISTA SEMI-ESTRUTURADA INICIAL 
 
1. Descreva como era o seu filho ao chegar para o atendimento em grupoterapêutico e como 
você o vê atualmente. 
2. Como foi para vocês, enquanto pais, a visita em sua residência? Após a visita houve alguma 
mudança no relacionamento com o seu filho? Fale sobre ela. 
3. Atualmente como está o relacionamento com o seu filho? 
4. Você tem acompanhado o desenvolvimento escolar do seu filho, como está? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
34 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ANEXOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
35 
 
ANEXO A – CARTA DE ACEITAÇÃO DA ORIENTADORA 
 
 
 
 
 
 
 
Manaus, 27 de Julho de 2017 
 
De: Profª. Msc. Valdeni Terezinha Soares Silva 
Para: Profª. Esp. Jaida Souza da Costa 
 
 
Prezada Professora MSc. 
 
Venho por meio desta informar a V,Sa., a aceitação para orientar a acadêmica Weida 
Aguiar da Silva, do 9° período do Curso de Psicologia da Universidade Nilton Lins no 
desenvolvimento do projeto de pesquisa intitulado: “Grupoterapia infantil: intervenções e 
desafios perante uma perspectiva analítica em uma clínica-escola na cidade de Manaus-AM” 
como exigência parcial para a obtenção do grau de Psicóloga, sob a minha orientação (eixo 
temático) e da V.Sa. Profª. Esp. Jaida Souza da Costa (eixo metodológico), cuja a coleta de 
informações deverá ser realizada a partir dos meses de Agosto, Setembro e Outubro/2017, após 
parecer favorável do Comitê de Ética em Pesquisa desta Universidade. 
Contato com a referida professora: 98829-3332 Profª. Msc. Valdeni Terezinha Soares 
Silva. 
 
Cordialmente, 
 
Professora Valdeni Terezinha Soares Silva 
Curso de Psicologia- UNL 
Av. Professor Nilton Lins,3259 – Parque das Laranjeiras – CEP 69058-030 
 
36 
 
ANEXO B – CARTA DE ENCAMINHAMENTO PARA O LOCAL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Manaus, 27 de julhode 2017 
 
De: Coordenação do curso de psicologia – Universidade Nilton Lins 
Para: Srª. Jaida de Souza da Costa – Coordenadora do Serviço de Psicologia Aplicada 
(SEPA). Situado na Av. Professor Nilton Lins, 3259, Parque das Laranjeiras, CEP 69058-030. 
 
Prezada Senhora, 
Solicitamos a vossa autorização para a aluna de graduação, do Curso de Psicologia da 
Universidade Nilton Lins, Weida Aguiar da Silva possa desenvolver a pesquisa intitulada 
“GRUPOTERAPIA INFANTIL: INTERVENÇÕES E DESAFIOS PERANTE UMA 
PERSPECTIVA ANALÍTICA EM UMA CLÍNICA-ESCOLA NA CIDADE DE MANAUS-
AM.”, no SERVIÇO DE PSICOLOGIA APLICADA (SEPA), como exigência parcial para 
obtenção do grau de Psicólogo, sob orientação da Profª. Msc. Valdeni Terezinha Soares Silva 
(eixo temático), e Profª. Esp. Jaida Souza da Costa (orientadora metodológica), com execução 
prevista de agosto, setembro a outubro de 2017, após parecer favorável do Comitê de Ética em 
Pesquisa desta Universidade. 
Contatos com os referidos Professores: 98829-3332 da Profª. Msc. Valdeni Terezinha 
Soares Silva, e 993053620 Profª. Esp. Jaida Souza da Costa. 
 
 Cordialmente, 
 
Profª Jaida Souza da Costa 
Coordenadora do curso de psicologia – UNL 
Av. Professor Nilton Lins, 3259 – Parque das Laranjeiras – CEP 69058-030 
37 
 
ANEXO C – CARTA DE ACEITAÇÃO DO LOCAL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Manaus, 27 de julho de 2017 
 
De: Jaida de Souza da Costa – Coordenadora do Serviço de Psicologia Aplicada (SEPA). 
Para: Professora MSc Valdeni Terezinha Soares Silva. 
 
 
Prezada Professora, 
 
Venho por meio desta informar a V, sa., a aceitação e autorização para a aluna de 
graduação, do Curso de Psicologia da Universidade Nilton Lins, Weida Aguiar da Silva possa 
desenvolver sua pesquisa intitulada “GRUPOTERAPIA INFANTIL: INTERVENÇÕES E 
DESAFIOS PERANTE UMA PERSPECTIVA ANALÍTICA EM UMA CLÍNICA-ESCOLA 
NA CIDADE DE MANAUS-AM.”, no SERVIÇO DE PSICOLOGIA APLICADA (SEPA), 
como exigência parcial para obtenção do grau de Psicólogo, sob orientação da Profª. Msc 
Valdeni Terezinha Soares Silva (eixo temático), e Profª. Esp. Jaida Souza da Costa (orientadora 
metodológica), com execução prevista de agosto, setembro e outubro de 2017, após parecer 
favorável do Comitê de Ética em Pesquisa desta Universidade. 
Contatos com os referidos Professores: 98829-3332 da Profª. Msc. Valdeni Terezinha 
Soares Silva, e 993053620 Profª. Esp. Jaida Souza da Costa. 
 
Cordialmente, 
 
 Profª Jaida Souza da Costa 
 Coordenadora do curso de psicologia – UNL 
 Av. Professor Nilton Lins, 3259 – Parque das Laranjeiras – CEP 69058-030 
38 
 
ANEXO D – TERMO DO COMPROMISSO DE UTILIZAÇÃO DE DADOS (TCUD) 
 
Eu, Weida Aguiar da Silva, acadêmica da Universidade Nilton Lins, no curso de 
Psicologia, no âmbito do projeto de pesquisa intitulado “GRUPOTERAPIA INFANTIL: 
INTERVENÇÕES E DESAFIOS PERANTE UMA PERSPECTIVA ANALÍTICA EM UMA 
CLÍNICA-ESCOLA NA CIDADE DE MANAUS-AM’’. Este estudo tem por objetivos: a) 
avaliar os resultados obtidos em um grupo terapêutico infantil em uma clínica-escola; b) 
verificar a utilização das intervenções expressivas como fator terapêutico no processo de 
externalização das emoções; c) expor como a utilização do psicodiagnóstico interventivo 
enquanto instrumento terapêutico pode dinamizar os atendimentos na clínica infantil; d) 
descrever quais são os benefícios e desafios da grupoterapia no atendimento infantil. 
Este estudo justifica-se pela importância das relações interpessoais na grupoterapia 
infantil, pois este é compreendido como um dispositivo terapêutico coletivo, e tem sido 
apontada como um aspecto importante para o desenvolvimento físico, psíquico e social das 
relações que cercam as crianças, responsável por viabilizar várias problemáticas que são 
expressadas no setting. 
 Comprometo-me com a utilização dos dados contidos nas sessões de atendimento em 
grupoterapia, entrevista semiestruturada com os pais ou responsável e entrevista 
semiestruturada com as crianças, a fim de obtenção dos objetivos previstos, e somente após 
receber a aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa desta Universidade. 
Comprometo-me a manter a confidencialidade dos dados coletados nos documentos do 
Serviço de Psicologia e privacidades dos seus conteúdos. 
Esclareço que os dados a serem coletados se referem a informações de intervenção 
psicológica, que são destinados a estudos do período de agosto de 2017 a novembro de 2017. 
Declaro entender que é minha responsabilidade de cuidar da integridade das 
informações e de garantir a confidencialidade dos dados e a privacidade do indivíduo que terão 
seus dados acessados 
Também é minha responsabilidade de não repassar dados da sua integra, ou parte dele, 
a pessoas não envolvidas na equipe de pesquisa. 
Por fim comprometo-me com a guarda, cuidado e utilização das informações para o 
cumprimento dos objetivos previsto nesta pesquisa aqui referida. Qualquer outra pesquisa em 
39 
 
que eu precise coletar informações serão submetidas a apreciação do Comitê de Ética em 
Pesquisa. 
Sempre que for necessário esclarecer alguma dúvida sobre o estudo, você deverá buscar 
contato com a responsável pela pesquisa Professora Psicóloga Msc. Valdeni Terezinha Soares 
da Silva, RG 302202021-3, CPF 376.435.680-49, CRP: 20/02108, tel. (92) 98829-3332, e-mail 
valdenitss@gmail.com. Para quaisquer informações, fica disponibilizado o endereço do Comitê 
de Ética em Pesquisa (CEP) da Universidade Nilton Lins, localizado na Av. Professor Nilton 
Lins nº 3259 – Parque das Laranjeiras, CEP 69.058-030, Manaus-AM, que funciona de 2ª a 6ª 
Feira, das 14:30 às 20:30 horas, telefone (92)3643-2170, e-mail: cep@niltonlins.br 
Este documento será emitido em duas vias, sendo que uma será entregue ao participante 
e a outra via ficará com a pesquisadora, conforme resolução 466̸12. 
 
 
 
 Manaus, 26 de julho de 2017 
 
 
 
___________________________________________ 
Assinatura e carimbo do pesquisador responsável 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
mailto:cep@niltonlins.br
40 
 
ANEXO E – TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO – TCLE 
 
 
TERMO DE ASSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO – TCLE 
 
Você está sendo convidado (a) a participar deste estudo intitulado “GRUPOTERAPIA 
INFANTIL: INTERVENÇÕES E DESAFIOS PERANTE UMA CLÍNICA-ESCOLA NA 
CIDADE DE MANAUS-AM”, porque seu filho tem perfil e preenche os critérios para, na 
condição de sujeito, participar desta pesquisa, tem idade entre 9 e 12 anos, não faz uso de 
medicamentos controlados. Participante da Pesquisa é a expressão dada a todo ser humano que, 
de livre e espontânea vontade e após ser devidamente esclarecido, concorda em participar de 
pesquisa. Os pais ou responsáveis participarão desta pesquisa concedendo entrevista 
semiestruturada. Este estudo tem por objetivos: a) avaliar os resultados obtidos em um grupo 
terapêutico infantil em uma clínica-escola; b) verificar a utilização das intervenções expressivas 
como fator terapêutico no processo de externalização das emoções; c) expor como a utilização 
do psicodiagnóstico interventivo enquanto instrumento terapêutico pode dinamizar os 
atendimentos na clínica infantil; d) descrever quais são os benefícios e desafios da grupoterapia 
no atendimento infantil. 
Este estudo justifica-se pela importância das relações interpessoais na grupoterapia 
infantil, pois este é compreendido como um dispositivo terapêutico coletivo, e tem sido 
apontada como um aspecto importante para o desenvolvimento físico, psíquico e social das 
relações que cercam as crianças, responsável por viabilizar várias problemáticas que são 
expressadas no setting. 
Também você terá toda liberdade para se retirar do estudo a qualquer momento, sem 
prejuízo de qualquer natureza. Tanto sua pessoa quanto os dados por vocês fornecidos serão 
mantidos sob absoluta