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FACULDADE KURIOS – FAK
CURSO: LICENCIATURA EM PEDAGOGIA
AFETIVIDADE NA EDUCAÇÃO INFANTIL
MARIA HILDECY GOMES DE OLIVEIRA
ALTO SANTO
JUNHO 2017
FACULDADE KURIOS – FAK
CURSO: LICENCIATURA EM PEDAGOGIA
MARIA HILDECY GOMES DE OLIVEIRA
AFETIVIDADE NA EDUCAÇÃO INFANTIL
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de Licenciatura em Pedagogia, como requisito parcial para obtenção do Certificado do Curso de Licenciatura em Pedagogia pela Faculdade KURIOS – FAK sob Orientação da Professora Francisca Taneide Santos de Medeiros.
ALTO SANTO
JUNHO 2017
Monografia apresentada para a Disciplina Orientação do Trabalho de Conclusão de Curso de Pedagogia da Faculdade Kuriós, como pré-requisito de Formação. Orientador: Francisca Taneide Santos de Medeiros
_________________________________________
MARIA HILDECY GOMES DE OLIVEIRA
Data de entrega: _____/_____/______.
ORIENTADOR:
_________________________________________
Professor/Orientador; Taneide Medeiros
Avaliado por:
_________________________________________
Avaliador 1
_________________________________________
Avaliador 2
Conceito geral: _______
_________________________________________
Coordenador Cleison Rabelo 
DEDICATÓRIA
Dedico esse trabalho em especial a minha família que sempre esteve ao meu lado, incentivando e apoiando nessa caminhada e que permanece firme e dedicada, dando-me apoio sempre nos momentos em que mais preciso.
AGRADECIMENTOS
Agradeço a Deus, pois o que seria de mim sem a fé que eu tenho nele.
A minha mãe querida, seu cuidado e dedicação foi que deu em alguns momentos a esperança para seguir.
Agradeço, enfim, a todos aqueles que de alguma forma estiveram próximos de mim, fazendo esta vida valer cada vez mais a pena.
“Talvez não tenha conseguido fazer o melhor, mas lutei para que o melhor fosse feito. Não sou o que deveria ser, mas graças a Deus, não sou o que era antes”.
Marthin Luther King
AFETIVIDADE NA EDUCAÇÃO INFANTIL
RESUMO
Este trabalho pretende abordar a afetividade como fator imprescindível no processo de ensino aprendizagem, pois age de forma positiva na vida educacional. Através do afeto, o aluno adquire todas as condições necessárias para se sentir seguro e protegido. Assim, para que tenha um desenvolvimento saudável e adequado dentro do ambiente escolar é necessário estabelecer relações positivas, para se atingir os objetivos educativos. A relação afetiva entre aluno/professor que é de extrema importância para o desenvolvimento de aprendizagem saudável entre os educandos, e adaptação dos mesmos ao meio físico e social. O desenvolvimento do aluno tem um valor imprescindível para o processo de construção de conhecimentos e da realidade em que ele vive. Percebe-se que o afeto é um grande laço que liga o professor e aluno, é um conjunto onde estão relacionados á autoestima, amor, sentimentos e valores, são essas relações entre educador e educando que faz uma aprendizagem agradável e sadia. A afetividade é a mistura do todo, de todos esses sentimentos, que ensina aprender e cuidar adequadamente de todas essas emoções é que vai proporcionar ao sujeito uma vida emocional plena e equilibrada.
Palavras-chave: Aprendizagem – Desenvolvimento – Afetividade – Escola.
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO	6
1.	AFETIVIDADE E A EDUCUCAÇÃO INFANTIL	8
1.1.EDUCAÇÃO INFANTIL E A AFETIVIDADE COMO FATOR DE APRENDIZAGEM	11
1.2.	A RELAÇÃO PROFESSOR ALUNO QUANTO A AFETIVIDADE	15
2.	A AFETIVIDADE COMO FATOR DE QUALIDADE NO DESENVOLVIMENTO INFANTIL..	23
2.1.	A INFLUÊNCIA DA AFETIVIDADE NA APRENDIZAGEM	25
2.2.	A FAMÍLIA NA VIDA ESCOLAR DA CRIANÇA	28
3.	A AFETIVIDADE E O PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM	32
3.1.	ANÁLISE GERAL DO ESTUDO	37
CONSIDERAÇÕES FINAIS	42
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS	44
INTRODUÇÃO
Esse trabalho trata da importância da afetividade para os educandos da Educação Infantil, por entender que o indivíduo que é tratado com afeto pode transformar-se em um ser humano capaz de enfrentar os problemas da vida e tem maior possibilidade de tornar-se uma pessoa mais solidária, mais centrada. Nesse contexto observamos também que o educador tem que fazer sua parte, procurando estar emocionalmente equilibrado, para poder intervir nos conflitos que surgem em sua sala de aula. Um bom relacionamento entre professor e aluno, pautado no respeito e no carinho favorece essa mediação.
Ao perceber a importância de uma relação afetiva positiva entre professor/aluno para o processo e desenvolvimento da aprendizagem da criança, percebemos a necessidade da afetividade, o fortalecimento entre ambos contribui para um melhor rendimento escolar. Acreditamos que o professor não apenas transmite conhecimentos, mas também pode estabelecer uma relação afetiva com seus alunos, o que facilitaria o processo de aprendizagem.
A criança deseja e necessita ser amada, aceita, acolhida e ouvida para que possa despertar para a vida da curiosidade e do aprendizado. E o professor é que prepara e organiza o microuniverso da busca e do interesse das crianças. A postura desse profissional se manifesta na percepção e na sensibilidade aos interesses das crianças que, em cada idade, difere em seu pensamento e modo de sentir o mundo.
A afetividade envolvida na educação infantil revela que o educando serve de continente para a criança, para que ela possa depositar seus sentimentos, onde ela se sinta acolhida, protegida, e o professor deve lhe demonstrar paciência e atenção para que a criança possa ter mais interesse em aprender e a lidar com as pessoas que estão ao seu redor.
Na teoria de Jean Piaget, o desenvolvimento intelectual é considerado como tendo dois componentes: o cognitivo e o afetivo ao desenvolvimento cognitivo estão o desenvolvimento afetivo. Afeto inclui sentimentos, interesses, desejos, tendências, valores e emoções em geral.
A escola, por ser o primeiro agente socializador fora do círculo familiar da criança, torna-se a base da aprendizagem se oferecer todas as condições necessárias para que ela se sinta segura e protegida. Portanto, não nos restam dúvidas de que se torna imprescindível a presença de um educador que tenha consciência de sua importância não apenas como um mero reprodutor da realidade vigente, mas sim como um agente transformador com uma visão sócio crítica da realidade.
A todo o momento, a escola recebe crianças com autoestima baixa, tristeza, dificuldades em aprender ou em se entrosar com os coleguinhas e as rotulamos de complicadas, sem limites ou sem educação e não nos colocamos diante delas o seu favor, não compactuamos e nem nos aliamos a elas, não as tocamos e muito menos conseguimos entender o verdadeiro motivo que as deixou assim. A escola facilita o papel da educação nos tempos atuais, que seria construir pessoas plenas, priorizando o ser e não o ter, levando o aluno a ser crítico e construir seu caminho.
1. AFETIVIDADE E A EDUCUCAÇÃO INFANTIL
De acordo com o dicionário Aurélio (1994), o verbete afetividade está definido da seguinte forma:
“Psicol. Conjunto de fenômenos psíquicos que se manifestam sob a forma de emoções; sentimentos e paixões, acompanhados sempre da impressão de dor ou prazer, de satisfação ou insatisfação, de agrado ou desagrado, de alegria ou tristeza”.
Portanto, a afetividade exerce um papel fundamental nas correlações psicossomáticas básicas, além de influenciar decisivamente a percepção, a memória, o pensamento, à vontade e as ações, e ser assim, um componente essencial da harmonia e do equilíbrio da personalidade humana. Ambas, existe acentuada confusão terminológica em relação à afetividade e ao grande número de vocábulos associados ao seu conceito. Os estados afetivos fundamentais são as emoções, os sentimentos, as inclinações e as paixões. A palavra emoção vem do latim movere, mover-se para fora, externalizar-se. É a intensidade máxima do afeto.
O que ocorre para Jean Piaget, que a afetividade é uma espécie de “temperatura”, ou seja, intensidade, qualidade, modalidade,processos cognitivos. A escola e a família muitas vezes ignoram a importância da afetividade na educação infantil. E é na Educação Infantil que a criança adquire suas primeiras experiências de vida escolar e serão essas experiências que levarão as crianças a sentirem prazer ou desprazer pela escola. São muitas as contribuições da relação afetiva para o processo de aprendizagem, compreendendo assim como acontece o favorecimento das relações sócio – afetivas no processo de desenvolvimento da criança. O ambiente escolar será o primeiro agente socializador fora do círculo familiar da criança, e deve oferecer todas as condições necessárias para que ela se sinta segura e protegida. Cuidar e Educar são atos de amor, de dedicação, que requerem tempo e disponibilidade. Assim, para que a criança tenha um desenvolvimento saudável e adequado em sua vida social, intelectual e escolar é necessário que haja um estabelecimento de relações interpessoais positivas entre a família e a escola, sem essa parceria, dificilmente haverá um resultado positivo. É importante que todos falem a mesma língua, para que, aquilo que os pais ensinam em casa, não seja diferente do que a criança aprende na escola.
A Educação Infantil é hoje a modalidade que mais exige atenção e preocupação por parte das principais instituições de ensino, uma vez que é direito de todas as crianças irem à escola e receber um atendimento pedagógico de qualidade desde pequenas, pois quando a criança nasce, precisa de alguém que cuide dela e a ensine, pois ela é um ser que merece atenção, carinho, respeito, afeto e muito amor, para que consiga desenvolver seus traços de personalidade de forma integral, como um ser social do bem. Por isso, a Educação Infantil é considerada parte integrante da educação básica, por ser responsável pela oferta dos primeiros caminhos de formação e socialização da criança fora do círculo familiar, tornando-se a base da aprendizagem, que será responsável por oferecer as condições básicas e necessárias para que a criança sinta-se segura e protegida
A afetividade é um dos fatores que colaboram para o sucesso do processo de ensino aprendizagem, assim, o tema “Afetividade na Educação Infantil” apresenta-se como algo de extrema relevância no ambiente educacional, pois a afetividade estimula a capacidade de desenvolver o conhecimento voltado para o conhecer e o aprender, de maneira que vão os vínculos e aprendizados vão construindo-se a partir das trocas estabelecidas entre o sujeito e o meio. Sabemos que o sentido da aprendizagem é único e particular na vida de cada um, pois o desenvolvimento da aprendizagem é um processo contínuo e a afetividade possui um papel imprescindível nesse processo de desenvolvimento do aluno, uma vez que a ausência de uma educação, que deixa de abordar a emoção (aspectos afetivos) em sala de aula e na família, poderá ocasionar prejuízos incalculáveis no desenvolvimento cognitivo dessa criança.
É sempre muito importante falar da importância afetiva na Educação Infantil, atentando-se para a qualidade de vida humana, pois a afetividade deve estar presente desde a vida intra - uterina, até os últimos dias de vida, se manifestando como uma fonte geradora de potência e energia e sendo o alicerce sobre a qual se constrói o conhecimento racional. Por isso, a Educação Infantil compreende um período de grande importância na formação intelectual e emocional do indivíduo, sendo considerada parte integrante da educação básica.
Nessa modalidade de ensino, qualquer aprendizagem deve estar intimamente ligada à vida afetiva, integrando as funções do cuidar e do educar com o desenvolvimento integral da criança, assim, com base na LDB e nas pesquisas bibliográficas realizadas para a elaboração desse artigo, podemos afirmar que a Educação Infantil tem como objetivo contribuir para a formação global e harmônica da criança, de maneira afetiva e lúdica, de maneira que a afetividade e cognição são inseparáveis.
Sendo assim, a família e o professor, como educadores que são, devem compreender que possuem uma missão, que é construir um ser humano, e isso somente acontecerá pela obra do amor e da afetividade, que será responsável por fazer nascer um verdadeiro ser humano, em um mundo, onde a agressividade é absolutamente assustadora e a solução está somente no afeto. Portanto, o amor e o afeto tornam-se a solução para uma boa educação, pois acreditamos em uma educação mais humana, que adote uma pedagogia do amor, que tenha a capacidade de influenciar em nossas próprias vidas, em nossa família, nas escolas e, principalmente nas salas de aula, favorecendo novos conhecimentos, novos desafios e conquistas, que se darão através de um trabalho realizado por meio de uma parceria séria entre a família e a escola, votado para a promoção do afeto, que objetivará no desenvolvimento integral da criança a partir do trabalho pautado na afetividade.
A relação entre a afetividade e a aprendizagem tem influência fundamental que garantem ao aluno um ensino de qualidade. A participação da família e a presença do professor ajudam no aprendizado, no comportamento, na socialização, no respeito, na autoestima para que o desenvolvimento da criança na inserção na escola seja efetivo. O afeto e amor são as principais chaves para uma boa aprendizagem, e os educadores precisam estar atentos para que o fator afetivo entre o educador e o educando seja essencial para que o próprio sujeito envolva valores e o caráter para o desenvolvimento integral. Além disso, os educadores têm que se preocupar com a participação e a formação para que as crianças sejam críticas, solidárias, atuantes, criativas e felizes, onde os vínculos afetivos promovam pontos positivos no processo de aprendizagem e socialização.
O vínculo de afeto quanto ao professor e educando é estimulada através da vivência que garantem um envolvimento maior e emocional de envolver a aprendizagem. O estímulo desse laço proporciona uma maneira eficaz do educando se desenvolver melhor com a presença do lúdico no seu cotidiano, que estimulam e enriquecem um total processo de aprendizagem, garantindo ao educando uma forma de expressar seus sentimentos e de talvez ver o mundo de um jeito que ela não imagina. É preciso também integrar a participação dos pais e da família na vida escola do educando e trabalhar com o afeto nas relações familiares.
O professor deve se ver em questão não só de estar ali para ensinar, mas que é preciso que os sentimentos como o afeto, amor, carinho, atenção e respeito, estejam presentes em um conjunto chamado aprendizagem, e o educando assim pode-se sentir que o educador é seu amigo que tem e espera respeito.
Acredita-se que as dificuldades, os conflitos, as guerras, a intolerância são resultados da inversão de valores que predomina na sociedade. Assim, cabe aos pais, como os primeiros educadores, terem plena consciência do seu papel e reivindicar os sentimentos, valores e atitudes que poderão renovar a confiança em dias melhores.
Educar com amor é ensinar a criança a amar, e ter atitudes positivas, a viver em valores, tudo é válido para a criança que está aprendendo a conhecer o mundo, mas é importante saber que isto acontece através dos olhos dos pais, ou seja, a criança grava toda imagem emitida, sendo ela negativa ou positiva.
O corpo, a fala, os gestos, o olhar, o modo de se expressar e se apresentar no mundo, tudo é linguagem, tudo comunica, tudo compõe a história que dia a dia o ser humano escreve sem se dar conta. É um complexo sistema de comunicação que emite sinais de códigos, os quais originam informações diversa, que muitas vezes fazem a diferença na vida de outrem.
Os pais devem ter consciência de que são os primeiros, os principais e insubstituíveis educadores de seus filhos. Educar não é apenas ensinar a ler e escrever, educar é participar ativamente da vida de seus filhos, orientá-los, exortá-los quando preciso, acompanhar seu crescimento e desenvolvimento; mas tudo isto deve ser feito com amor. A afetividade, presente em vários momentos de nossa vida, ou melhor, emtodo o nosso cotidiano, vem sempre acompanhada de algum tipo de sentimento.
Os pais são os primeiros educadores de seus filhos, são o espelho inicial deles, e a efetividade tem um papel imprescindível nesta educação, nesta situação. Educar com amor é ensinar a criança a amar, agir, respeitar a viver, tudo é válido para a criança que está aprendendo a enxergar o mundo com os olhos de seus pais, que devem ser olhos de amor. Portanto, não só os pais, como também os professores, devem perceber a importância da afetividade em todo o processo de educação o que inclui também a relação ensinante x aprendente.
É importante ver o aluno como ser individual, pensante, que constrói o seu mundo e espaço, que conhece sua afetividade, suas percepções, sua expressão, sua crítica, sua imaginação, seus sentidos. A afetividade no ambiente escolar contribui eficazmente para o processo de ensino-aprendizagem. É interessante lembrar que o professor não deve apenas transmitir conhecimentos, mas também ouvir os alunos e ainda estabelecer uma relação de troca para com eles. Deve dar-lhe a atenção devida e cuidar para que aprendam a expressar-se, expondo opiniões, dando resposta e fazendo opções pessoais.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
É sempre muito importante falar da importância afetiva na Educação Infantil, atentando-se para a qualidade de vida humana, pois a afetividade deve estar presente desde a vida intra-uterina, até os últimos dias de vida, se manifestando como uma fonte geradora de potência e energia e sendo o alicerce sobre a qual se constrói o conhecimento racional. Por isso, a Educação Infantil compreende um período de grande importância na formação intelectual e emocional do indivíduo, sendo considerada parte integrante da educação básica. 
Nessa modalidade de ensino, qualquer aprendizagem deve estar intimamente ligada à vida afetiva, integrando as funções do cuidar e do educar com o desenvolvimento integral da criança, assim, com base na LDB e nas pesquisas bibliográficas realizadas para a elaboração desse artigo, podemos afirmar que a Educação Infantil tem como objetivo contribuir para a formação global e harmônica da criança, de maneira afetiva e lúdica, de maneira que a afetividade e cognição são inseparáveis. 
Sendo assim, a família e o professor, como educadores que são, devem compreender que possuem uma missão, que é construir um ser humano, e isso somente acontecerá pela obra do amor e da afetividade, que será responsável por fazer nascer um verdadeiro ser humano, em um mundo, onde a agressividade é absolutamente assustadora e a solução está somente no afeto. Portanto, o amor e o afeto tornam-se a solução para uma boa educação, pois acreditamos em uma educação mais humana, que adote uma pedagogia do amor, que tenha a capacidade de influenciar em nossas próprias vidas, em nossa família, nas escolas e, principalmente nas salas de aula, favorecendo novos conhecimentos, novos desafios e conquistas, que se darão através de um trabalho realizado por meio de uma parceria séria entre a família e a escola, votado para a promoção do afeto, que objetivará no desenvolvimento integral da criança a partir do trabalho pautado na afetividade.
Todas as relações, quer sejam familiares, profissionais ou pessoais, devem ser permeadas pela afetividade, e esta pode ser validada por todos, em qualquer faixa etária e em qualquer nível social e cultural. 
A afetividade está sempre presente nas experiências vividas pelas pessoas, no relacionamento com o outro, por toda a vida, desde seu nascimento. 
Todo ser humano precisa de limites, mas de carinho e amor também. Um educando aprende o que é respeito e respeita a partir do momento em que vê o educador como um amigo que tem e espera respeito, como alguém que se preocupa de verdade com ele e que lhe mostra os caminhos.
Nota-se claramente que a afetividade é fundamental para a vida humana e que representa um dos aspectos mais significativos na construção de pessoas mais saudáveis, mais capazes de tomar decisões sábias e inteligentes, principalmente a importância que tem a afetividade na vida da criança e como essa relação vai influenciar não só na sua formação, mas em toda sua vida adulta, sua relação com o mundo. 
Acreditamos que os aspectos afetivos e cognitivos formam um par inseparável. No interior da vida escolar, principalmente na Educação Infantil, os alunos precisam vivenciar momentos que potencialmente geram crescimento, que vão ter implicações afetivamente marcantes em seu desempenho pedagógico. Numa época de crises, tragédias e separações como a nossa, é necessário começarmos a pôr em prática nas escolas, idéias mais humanistas, que valorizem desde cedo à importância das emoções. 
Concluindo, as instituições escolares, e neste caso específico, as de Educação Infantil, devem ser sempre um lugar de investigação por parte do professor de sua própria prática pedagógica. Devem ser também, um espaço dinâmico e vivo, no qual as crianças alcancem o pleno desenvolvimento de suas capacidades e potencialidades corporais, cognitivas, afetivas, emocionais, éticas, de relação interpessoal e inserção social. As instituições de Educação Infantil que primam pela qualidade da educação e propiciam interações sociais afetivas, contribuem para a formação de crianças saudáveis, inteligentes e, acima de tudo, felizes.
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image1.jpegetc. por afetividade entendemos os sentimentos, prazer e desprazer, simpatia e antipatia, propriamente ditos e, em particular as emoções e as diversas tendências aí compreendidas, como as tendências superiores e, em particular, a vontade. “Como se vê, a afetividade é fator fundamental, na socialização do ser humano”. 
Pois, a afetividade se manifesta pelos interesses, pela motivação, pelo grau de dinamismo e pelo dispêndio de energia. Jean Piaget, admite que desregulações de caráter afetivo podem obstruir o funcionamento da atividade cognitiva, da mesma forma como as motivações afetivas intensificam a operacionalidade intelectual. Mas a volta á normalidade, na área afetiva, não dispensa a recuperação dos prejuízos causados na área cognitiva.
A emoção é definida assim, pelo Dicionário Aurélio: “Psicol. Reação intensa e breve do organismo a um lance inesperado, a qual se acompanha de um estado afetivo de conotação penosa ou agradável”. A afetividade é uma das forças mais profunda e complexa de que o ser humano pode participar. É um sentimento que se inicia a partir do momento em que um sujeito se liga a outro pelo amor, que traz no seu núcleo, um complexo e profundo medo da perda. Quanto maior o amor, maior o medo da separação, da perda e da morte, o que acaba desencadeando outros sentimentos, como ciúme, ódio, a inveja, e saudade...
A afetividade é a mistura do todo, de todos esses sentimentos, que ensina aprender e cuidar adequadamente de todas essas emoções é que vai proporcionar ao sujeito uma vida emocional plena e equilibrada. Muitas vezes somos movidos pelo impulso em direção ao prazer. Por isso o viver é um sentimento doloroso, como a raiva ou o medo, é natural reagirmos à situação que provoca dor. Entretanto, ao fazê-lo não temos consciência de estar bem destruindo a fonte do prazer, do amor. É neste momento que o sujeito necessita de um cuidador, outro sujeito (já cuidado) que vai estabelecer os limites necessários impedindo-o de destruir a sua fonte de amor.
Esse sujeito cuidador, em nome do afeto que sente pelo jovem, vai ajudá-lo a não destruir a própria fonte do amor impedindo-o de agir em nome da raiva ou do medo. Deve-se permitir a manifestação do sentimento, pôr impedir de desprazer. Pode-se sentir medo e/ou raiva; pode-se expressá-los através do choro ou palavras; só não se pode destruir a fonte de tais sentimentos, pois ela é também a fonte de seu prazer maior: o amor. 
Na verdade, quando falamos de emoções e sentimentos, estamos falando de ativação, de atividade do simpático e do parassimpático, ramos do sistema neurovegetativo. Mas, é evidente que não podemos reduzir esses fenômenos a um nível estritamente fisiológico. Emoções e sentimentos são estados psicológicos que acompanham o estado motivacional, e manifestam-se por reações tão complexas que geralmente é preferível descrever a situação antes de tentar compreender o estado afetivo pelas expressões faciais e pela mímica da pessoa. Mas, é claro todos nós estamos interessados em saber o que ocorre com o organismo de uma pessoa quando há uma sensível alteração, como quando reage emocionalmente.
É a Afetividade que dá valor e a representa nossa realidade. Essa afetividade também é capaz de representar um ambiente cheio de gente como se fosse ameaçador, é capaz de nos fazer imaginar que pode existir uma cobra dentro do quarto ou ainda, é capaz de produzir pânico ao nos imaginar que podemos morrer de repente. 
Sabendo-se que a afetividade valoriza tudo em nossa vida, tudo aquilo que está fora de nós, como exemplos os fatos e acontecimentos, bem como que está dentro de nós (causas subjetivas), como nossos medos, nossos conflitos, nossos anseios, etc.
A afetividade também valoriza os fatos e acontecimentos de nosso passado e nossas perspectivas futuras. Para que se possa compreender de forma mais ampla o tema da Afetividade na Educação Infantil. Primeiramente faz-se necessário tratar da psicologia do desenvolvimento infantil, especialmente o desenvolvimento cognitivo estudado por Jean Piaget.
A infância é uma etapa biologicamente útil, que se caracteriza como sendo o período de adaptação progressiva ao meio físico e social. A adaptação, aqui, é “equilíbrio”, cuja conquista dura toda a infância e adolescência e defina a estruturação própria destes períodos existenciais. Se tratando da educação infantil no contexto da educação moderna é preciso considerar quatro pontos fundamentais:
A significação da infância, a estrutura do pensamento da criança, as leis de desenvolvimento e o mecanismo da vida social infantil. Ele concluiu pela existência de quatro estágios ou fases do desenvolvimento da inteligência. Em cada estágio há um estilo característico através do qual a criança constrói seu conhecimento.
A criança, segundo Marly Santos Mutschele (1994), ao entrar na escola pela primeira vez precisa ser muito bem recebida, porque nessa ocasião dá-se um rompimento de sua vida familiar para iniciar-se uma nova experiência, e esta deverá ser agradável, para que haja um reforço da situação.
Assim, quando a criança nota que a professora gosta dela, e que a professora apresenta certas qualidades como paciência, dedicação, vontade de ajudar e atitude democrática, a aprendizagem torna-se mais facilitada; ao perceber os gostos da criança, o professor deve aproveitar ao máximo suas aptidões e estimulá-la para o ensino. Ao contrário, o autoritarismo, inimizade e desinteresse podem levar o aluno a perder a motivação e o interesse por aprender, já que estes sentimentos são consequentes da antipatia por parte dos alunos, que por fim associarão o professor à disciplina, e reagirão negativamente a ambos.
Num apropriado comentário de Chardelli (2002): 
A todo momento, a escola recebe crianças com auto estima baixa, tristeza, dificuldades em aprender ou em se entrosar com os coleguinhas e as rotulamos de complicadas, sem limites ou sem educação e não nos colocamos diante delas a seu favor, não compactuamos e nem nos aliamos a elas, não as tocamos e muito menos conseguimos entender o verdadeiro motivo que as deixou assim. A escola facilita o papel da educação nos tempos atuais, que seria construir pessoas plenas, priorizando o ser e não o ter, levando o aluno a ser crítico e construir seu caminho.
 
1.1.EDUCAÇÃO INFANTIL E A AFETIVIDADE COMO FATOR DE APRENDIZAGEM
Afetividade é o termo usado para designar o que vem a ser a relação de amor, e carinho ou cuidado que se tem com alguém íntimo ou querido. É uma situação psicológica que permite as pessoas demonstrar os seus sentimentos e emoções a outro ser ou objetos.
A afetividade é de suma importância na educação, para uma escola construída a partir do respeito, compreensão e autonomia de ideias. A partir da educação afetiva podem-se desenvolver sujeitos conscientes no gozo de seus direitos e deveres. Sujeitos críticos que tem opinião própria, honestos em suas atividades, responsáveis por seus atos.
A escola está diretamente relacionada dentro desse contexto, pois aprendizagem está intimamente ligada à afetividade, pois, sem afetividade, não há motivação para melhor desempenho do conhecimento.
Na educação infantil a afetividade contribui para o desenvolvimento cognitivo e moral. Não existe estado afetivo sem um meio cognitivo, assim como não existe comportamento somente cognitivo. A afetividade não se manifesta apenas em gestos de carinho físico, mas também em uma preparação para o desenvolvimento cognitivo, pois é fundamental na relação das pessoas que estão em contato direto nas diversas fases do desenvolvimento infantil da criança. A afetividade faz com que se desenvolva um sujeito crítico, autônomo, e responsável. Ela deve permear em todos os momentos do desenvolvimento da vida da criança, em qualquer lugar ou momento que ela esteja, ela se desenvolve como ser humano através de suas experiências vividas, a afetividade deve estar presente em todos os momentos.
A afetividade tem grande função no processo de desenvolvimento da personalidade de uma criança, e é formada a partir da ação do meio social em quese está inserida, pois assim como a inteligência ela é construída ao longo de uma história podendo se modificar de um período a outro.
Através da afetividade na Educação infantil é possível ir além do ensino tradicional em busca de relações concretas que auxiliam a aprendizagem da criança, uma vez que ela não possui capacidade de abstração que permita um ensino mais conteudista. É fundamental abordar que a relação pedagógica deve nortear a relação afetiva que terá influência no desenvolvimento do aluno, tendo em vista diferenças individuais e comportamentais inerentes ao ser humano.
Para entender a temática afetividade é necessário entender a perspectiva da afetividade e a teoria do desenvolvimento cognitivo.
Para que se possa compreender de forma mais ampla o tema da afetividade na educação infantil, entendemos que primeiramente faz-se necessário tratar rapidamente sobre a educação infantil. 
A Educação Infantil foi vista durante um grande tempo como uma forma de cuidar, sendo assim deixada em segundo plano, não contando com nenhuma preocupação no que diz respeito ao caráter pedagógico que está inserido em todo contexto educacional. 
Nos dias atuais busca-se, entendimentos para desenvolver um bom trabalho na educação infantil, tendo ainda a finalidade do desenvolvimento integral da criança. Conforme a LDB – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei Federal n.º 9394/96) – colocando-a na mesma importância com o Ensino Fundamental e Médio sobre a Educação Infantil, especificamente, a LDB s xpressa assim.
“A educação infantil, primeira etapa da educação básica, tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança até seis anos de idade, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade.” (LDB, CAP.II; SEÇÃOII; ART.29- LDB)
Percebemos que a questão da afetividade passa a fazer parte da rotina e cotidiano educacional, onde fica claro que a afetividade está ligada intimamente ao aprendizado infantil, sendo que as emoções e os sentimentos foram muito estudados por importantes teóricos. 
Segundo La Taille (1992), Jean Piaget (1896-1980) foi um dos primeiros autores que questionou as teorias sobre a afetividade e a cognição como aspectos funcionais separados. 
Segundo Jean Piaget, “o desenvolvimento intelectual é considerado como tendo dois componentes: o cognitivo e o afetivo”. Paralelo ao desenvolvimento cognitivo está o desenvolvimento afetivo. Afeto inclui sentimentos, interesses, desejos, tendências, valores e emoções em geral. Conforme Piaget (1995) elas são inseparáveis, pois, defende que toda ação e pensamento comportam um aspecto cognitivo, representado pelas estruturas mentais, e um aspecto afetivo, representado por uma energética, que é a afetividade. Ou seja, “a afetividade constitui aspecto indissociável da inteligência, pois ela impulsiona o sujeito a realizar as atividades propostas”. Segundo La Taille (1992) “os educandos alcançam um rendimento infinitamente melhor quando se apela para seus interesses e quando os conhecimentos propostos correspondem às suas necessidades”. 
Ainda enfatiza que Vygotsky (apud LA TAILLE, 1992), propôs a construção de uma nova psicologia, fundamentada no materialismo histórico e dialético. Aprofundou seus estudos sobre o funcionamento dos aspectos cognitivos, mais precisamente as funções mentais e a consciência, ele ainda usa o termo função mental para referir-se a processos como pensamento, memória, percepção e atenção. A organização dinâmica da consciência aplica-se ao afeto e ao intelecto. 
Conforme Oliveira (1992, p. 76), Vygotsky explica que o pensamento tem sua origem na esfera da motivação, a qual inclui inclinações, necessidades, interesses, impulsos, afeto e emoção. 
Diante disso observamos que a compreensão completa do pensamento humano só é possível quando se compreende sua base afetivo-volitiva, e assim Vygotsky evidencia a importância das conexões entre as dimensões cognitiva e afetiva do funcionamento psicológico humano, propondo uma abordagem unificadora das referidas dimensões. 
Continuando esse pensamento diz que a dimensão afetiva está no centro de tudo, tanto do ponto de vista da construção da pessoa quanto do conhecimento, onde a afetividade é fator fundamental no desenvolvimento da pessoa, é por meio dela que o aluno exterioriza seus desejos e suas vontades. 
Em toda sua trajetória o ser humano utiliza a emoção para comunicar-se com o mundo, antes mesmo da aquisição da linguagem, a utilização dos movimentos de expressão, choro, que é uma produção cultural, e os movimentos e gestos são carregados de significados afetivos, sendo expressões da necessidade alimentar e do humor. 
Assim como diz Dantas (1992), “O ato mental se desenvolve a partir do ato motor; personalismo ocorre dos três aos seis anos”. Nesse estágio desenvolvesse a construção da consciência de si mediante as interações sociais, reorientando o interesse das crianças pelas pessoas.
Henri Wallon foi o primeiro a levar não apenas o corpo da criança, mas também suas emoções, para dentro da sala de aula. Suas ideias foram baseadas em quatro elementos básicos que se comunicam o tempo todo: a afetividade, o movimento, a inteligência e a formação do eu como pessoa. 
Assim ele completa que a afetividade é anterior ao desenvolvimento, e as emoções têm papel predominante no desenvolvimento da pessoa, é por meio delas que o aluno exterioriza seus desejos e suas vontades. As transformações fisiológicas de uma criança revelam traços importantes de caráter e personalidade. 
As emoções vividas como a raiva, a alegria, o medo, a tristeza têm funções importantes na relação da criança com o meio, a emoção causa impacto no outro e tende a se propagar no meio social, pois é altamente orgânica. Desta forma, nessa teoria, acredita-se que a afetividade é um ponto de partida para o desenvolvimento do indivíduo. 
Ele ainda destaca a alternância existente entre as funções razão (cognitiva) e emoção (afetividade), apresentadas no decorrer do desenvolvimento da pessoa. A razão e a emoção estão imbricadas, ou seja, uma não acontece sem a outra, mas sempre uma se sobrepõe à outra. 
Segundo Dantas (1992) enfatiza que, além de ser uma das dimensões da pessoa, a afetividade é também a mais arcaica fase do desenvolvimento. Afirma que no início da vida, afetividade e inteligência estão misturadas com predomínio da primeira. Conclui que o ser humano, desde o nascimento, é um ser afetivo, e que gradativamente, esta afetividade inicial vai diferenciando-se em vida racional. 
Wallon, Vygotsky e Piaget afirmam que não se pode separar afetividade e cognição. Apontando os estudos feitos por eles, pode-se afirmar que a afetividade é vital em todos os seres humanos, de todas as idades, mas, especialmente, no desenvolvimento infantil. 
A afetividade está sempre presente nas experiências vividas pelas pessoas, no relacionamento com o “outro social”, por toda sua vida, desde seu nascimento. 
Quando a criança entra na escola, torna-se ainda mais evidente o papel da afetividade na relação professor-aluno.
1.2. A RELAÇÃO PROFESSOR ALUNO QUANTO A AFETIVIDADE
Educar vai além a afetividade repassar informações ou mostrar um caminho de julga-se o certo ou o errado. Educar é ajudar o aluno a tomar consciência de si mesmo, dos outros, da sociedade em que vive e o seu papel dentro dela. É saber aceitar-se como pessoa e principalmente aceitar ao outro com seus defeitos e qualidades, tendo a afetividade como meio de sucesso tendo alguns autores que vêm, ao longo da história, defendendo que o afeto é indispensável para o ato de ensinar. 
Embora os fenômenos afetivos sejam de natureza subjetiva, isso não os torna independentes da ação do meio sociocultural, pois pode-se afirmar que estão diretamente relacionados com a qualidade das interações e relações entre sujeitos, enquanto experiências vivenciadas. 
Para Rubem Alves (2000) enfatiza que o professor, aquele que ensina com alegria, que ama sua profissão, não morre jamais. Ele diz: 
“Ensinar é um exercício deimortalidade. De alguma forma continuamos a viver naquele cujos olhos aprenderam a ver o mundo pela magia da nossa palavra. O professor, assim, não morre jamais...” (ALVES, 2000 p.5) 
É na sala de que se descobre o verdadeiro papel do professor, direcionando o olhar para a relação que se desenvolve entre professor e aluno. 
As interações em sala de aula são construídas por um conjunto de variadas formas de atuação, que se estabelecem entre partes envolvidas, a mediação do professor em sala de aula, seu trabalho pedagógico, sua relação com os alunos, tudo faz parte desse papel. A afetividade não se limita a carinho físico, muitas vezes se dá em forma de elogios superficiais, ouvir o aluno, dar importância às suas ideias. É importante destacar essa forma de afetividade, pois às vezes nem percebemos que pequenos gestos e palavras são maneiras de comunicação afetiva. 
Assim também SILVA (2001) concorda quando dia a importância do professor para que os alunos sintam-se mais seguros, criando, assim, um ambiente de aprendizado tranquilo, pois a afetividade se faz presente no cotidiano da sala de aula, seja pela postura do professor, pela dinâmica de seu trabalho ou nas interações entre sujeitos. 
Todas as ações são mediadas pela afetividade do professor e percebe-se que as decisões tomadas por ele têm respaldo da afetividade, constituindo o afeto como fator fundante das relações que se estabelecem entre os alunos, os conteúdos escolares e os professores.
A cumplicidade entre professor/aluno a construção da afetividade, tendo em vista que um necessita do outro para a hora da aprendizagem. Cabe ao professor planejar e executar suas aulas para que seus alunos criem vínculos positivos entre si e os conteúdos. Quando um professor apenas transmite um conteúdo, sem nexo, sem que o aluno assimile afetivamente o conteúdo, nada será aprendido, pois o professor tem de tornar os conteúdos interessantes aos olhos dos alunos. 
Exercitar gestos como como sorrir, escutar, refletir, respeitar são, entre tantos outros, necessidades que levam o sujeito a investir na afetividade, que é o “combustível” necessário para a adaptação, a segurança, o conhecimento e o desenvolvimento da criança, envolvendo a aprendizagem de forma a contribuir para o crescimento da criança.
Em se tratando da educação infantil, a relação do professor com os alunos é constante, dá-se o tempo todo, na sala, durante as atividades, no pátio, e por essa proximidade afetiva é que se dá interação com objetos e a construção do conhecimento. 
SALTINI (2008, p.100) afirma que, “essa inter-relação é o fio condutor, o suporte afetivo do conhecimento.” 
O referido autor complementa: 
“Neste caso, o educador serve de continente para a criança. Poderíamos dizer, portanto, que o continente é o espaço onde podemos depositar nossas pequenas construções e onde elas são acolhidas e valorizadas, tal qual um útero acolhe um embrião. A criança deseja e necessita ser amada, aceita, acolhida e ouvida para que possa despertar para a vida da curiosidade e do aprendizado.” (SALTINI, 2008, p.100) 
As experiências afetivas nos primeiros anos de vida são determinantes para que a pessoa estabeleça padrões de conduta e formas de lidar com as próprias emoções, a qualidade dos laços afetivos é muito importante para o desenvolvimento físico e cognitivo da criança. A relação interpessoal positiva que o aluno constrói com o professor, como aceitação e apoio, possibilita o sucesso dos objetivos educativos. 
O professor precisa manter-se tranquilo e paciente, e sempre dialogar com o aluno, em que se possa perceber o que está acontecendo, usando tanto o silêncio quanto o corpo, para que o estresse as vezes adquiridos não seja transmitidos aos alunos. Conforme recomenda Saltini (2008 p.102) compartilhar com os demais da classe os sentimentos que estão sendo evidenciados é dar oportunidade para a criança colocar seus sentimentos na escola, não apenas sua inteligência. 
O afeto é muito importante para que o profissional seja considerado um bom professor e mais ainda, para que o aluno se sinta importante e valorizado. O professor deve entender seus sentimentos, buscar soluções para as diversas dificuldades que os alunos apresentam, preocupar-se com seus alunos por inteiro, tendo sensibilidade para entendê-los, buscar ações que os valorizem, independentemente de seu grau de desenvolvimento. 
Dessa forma, a criança interioriza suas vivências, principalmente pelo contato social com outras pessoas, mostrando seu círculo e mostrando carinho, reconhecendo seus direitos e se mostranndo atencioso, a criança interiorizará um bem-estar emocional, sentindo-se protegida e segura de seu espaço dentro do grupo. 
Ainda Wallon (apud La Taille, 1992), em sua teoria da emoção, considera a afetividade e inteligência fatores misturados, e defende que a educação da emoção deve ser incluída entre os propósitos da ação pedagógica. 
E assim no início da vida, a afetividade se sobressai. Ele coloca grande importância na afetividade. E reafirma sua teoria, ao dizer que: 
“Ela incorpora de fato as construções da inteligência, e, por conseguinte tende-se racionalizar. As formas adultas de afetividade, por esta razão, podem diferir enormemente das suas formas infantis.” (DANTAS, apud, LA TAILLE, 1992, p.90) 
Percebemos, portanto que a afetividade é de suma importância desde o início do desenvolvimento humano. As mudanças no homem vão acontecendo de acordo com o seu meio e com as pessoas à sua volta, familiares, amigos e professores. 
O afeto deve estar presente na relação entre professor e alunos dentro do ambiente escolar. É de acordo com o grau de afeto apresentado entre as duas partes que a interação se realiza e constrói-se um conhecimento altamente envolvente. 
Para entendermos melhor observamos dizer CURY (2003) os professores precisam deixar de serem bons e se tornarem fascinantes para que suas aulas e conteúdos façam sentido e possam ser assimilados por seus alunos. A confiança é tudo para os alunos, é uma ferramenta para a participação no sucesso e na conquista de seu educando. O professor é o referencial, o líder, o que orienta e auxilia o aluno em suas atividades, seus sonhos e projetos. Por outro lado, o professor também cresce e se realiza quando percebe que conseguiu passar todo o ensinamento para o aluno de uma forma tranquila, com amizade e serenidade, sem castigos, sem punições. O professor tem que estar apto para construir, se dedicar aos alunos, vibrando com suas conquistas. 
Ja para FREIRE (1996) "... quem forma se forma e reforma ao formar e quem é formado forma-se e forma ao ser formado", confirmando a necessidade de uma educação global, visando o completo desenvolvimento do indivíduo e a compreensão do docente de que o processo de ensino e aprendizagem não está centrado no conhecimento do professor, mas que deve ser construído e produzido a partir da interação deste com o educando. A criança deve ser estimulada em todas as habilidades e, para isso, o professor deve estar ciente de que ensinar é uma especificidade humana, não é transferir conhecimento, e exige a participação de todos os segmentos envolvidos. 
Entendemos dessa forma que a relação entre professor e aluno depende, fundamentalmente, do modo estabelecido pelo professor, com seus alunos, de sua capacidade de ouvir, refletir e discutir o nível de compreensão dos alunos e da criação das pontes entre o seu conhecimento e o deles, vendo também, que o professor, deve sempre buscar educar para as transformações, para a autonomia, e para a liberdade para uma vida social e igualitária dos alunos e para a formação de um cidadão consciente de seus deveres e de suas responsabilidades sociais. 
Os educadores têm que se preocupar com a participação e a formação para que as crianças sejam críticas, solidárias, atuantes, criativas e felizes, onde os vínculos afetivos promovam pontos positivos no processo de aprendizagem e socialização.
O vínculo de afeto quanto ao professor e educando é estimulada através da vivência que garantem um envolvimentomaior e emocional de envolver a aprendizagem. O estímulo desse laço proporciona uma maneira eficaz do educando se desenvolver melhor com a presença do lúdico no seu cotidiano, que estimulam e enriquecem um total processo de aprendizagem, garantindo ao educando uma forma de expressar seus sentimentos e de talvez ver o mundo de um jeito que ela não imagina. É preciso também integrar a participação dos pais e da família na vida escola do educando e trabalhar com o afeto nas relações familiares.
O professor deve se ver em questão não só de estar ali para ensinar, mas que é preciso que os sentimentos como o afeto, amor, carinho, atenção e respeito, estejam presentes em um conjunto chamado aprendizagem, e o educando assim pode-se sentir que o educador é seu amigo que tem e espera respeito.
A sociedade acaba influenciando no desenvolvimento psíquico do aluno. O professor deve estar atento e consciente de sua responsabilidade de educador. O ambiente de sala de aula, que muitas vezes pode se mostrar frio, severo e hostil aos educandos, deve ser recolocado, e reapresentado aos mesmos de forma mais amena e amigável. Quando a maioria das tarefas de sala de aula exige que a criança fique parada e estática, com uma atenção direcionada ao que é exposto pelo professor, certamente este local não será um dos mais atraentes a ela. Não é difícil, dentro desse clima, surgir hostilidade da criança em relação ao professor e ao ambiente escolar. 
Dentro dessas situações de conflito facilmente observadas nas escolas, o professor pode fazer toda a diferença. Ele precisa compreender o aluno e seu universo em que vive. Mas conhecer esse aluno implica em uma pré-disposição em demostrar gestos de carinho para com o mesmo. Cabe ao professor investigar mais esse aluno e, ao longo de sua formação, não deixar que esse educando acumule raivas ou questionamentos. Hoje muito se sabe que o lado intelectual caminha de mãos dadas com o lado afetivo.
O relacionamento entre professor e aluno deve ser de amizade, de respeito mútuo, de troca de solidariedade, não aceitando de maneira alguma um ambiente hostil e opressor que semeie o medo e a raiva no contexto de sala de aula. A prática pedagógica deve sempre prezar o bem estar do aluno, assim como do professor, para isso um relacionamento afetivo torna o aprendizado muito mais prazeroso.
Segundo Freire (2002, p.73)
“O professor autoritário, o professor licencioso, o professor competente, sério, o professor incompetente, irresponsável, o professor amoroso da vida e das gentes, o professor mal-amado, sempre com raiva do mundo e das pessoas, frio, burocrático, racionalista, nenhum deles passa pelos alunos sem deixar sua marca”.
Diante disso podemos ver que existem vários tipos de professores que fazem usos de métodos de ensino diferentes, mas todos têm algo em comum, marcam a vida de seus alunos seja de forma positiva ou negativa, dependendo da forma com que são tratados e transmitidos o conhecimento. E todos também visam aos seus alunos um ensino de qualidade e um bom relacionamento entre os educandos, pois isso é fundamental no processo de ensino aprendizagem, tanto a escola como professor deve trabalhar a parte afetiva, tornando a escola um ambiente menos autoritário e hostil.
Um meio de trabalhar a afetividade em sala de aula principalmente na educação infantil é trabalhando o lúdico, dessa forma tornando as aulas menos cansativas e ao mesmo tempo divertidas. A utilização dessa metodologia propicia as crianças um desafio constante, estimulando a busca do conhecimento, tornando a aprendizagem prazerosa. É importante que o professor faça parte das atividades, assim aproximando-se dos alunos e estreitando o relacionamento, de carinho e confiança, estimula o processo de inclusão, possibilitando a interação entre as crianças, o acolhimento e estimula o convívio com as diferenças, tornando as relações mais afetivas e amigáveis.
Dessa forma precisamos entender que a escola é um espaço para aprender, é um espaço de construção do conhecimento e também de socialização do saber. É onde a criança pode (e deve) compartilhar as suas experiências e adquirir/desenvolver hábitos, atitudes e valores como respeito, solidariedade, compaixão, etc. lembrando que em todas as culturas, a criança adquiri e modifica padrões de comportamento, conhecimento e atitudes por meio da observação e imitação dos adultos, inclusive de seus professores.
O papel da escola não é apenas transmitir conteúdos e ensinar conceitos, mas também ensinar procedimentos que ajudem a criança a aprender, desenvolvendo sua autonomia, independência, inteligência, emoção e socialização, tornando-se um cidadão com identidade própria, responsável e consciente.
No âmbito escolar encontra-se crianças com uma diversidade incrível. São crianças de diferentes raças, credos, culturas, ambientes familiares, espaços econômicos, sociais e afetivos, com diferentes pensamentos, hábitos, sonhos e expectativas de vida..., e cabe a escola mediá-la e conduzi-las a bons relacionamentos e uma boa socialização. A .escola deve receber a todos, sem distinções, com amor, respeito, carinho e muita afetividade, pois essa contribui para uma boa aprendizagem.
É importante que o professor seja consciente e reflexivo em suas ações, apto a trabalhar com afetividade em sala de aula, podendo assim, desenvolver o lado emocional no seu aluno, dando-lhe o direito de se expressar e ser compreendido. Proporcionando assim, à formação de alunos mais felizes, satisfeitos e interessados pelos estudos.
Os educadores precisam, não só entender como se dá o desenvolvimento, mas também como a cognição e a afetividade estão implicadas nesse processo. E que a afetividade (um tipo de expressão do amor) ajuda o desenvolvimento da cognição. É certo que se aprende melhor quando há algum vínculo afetivo entre o ensinante e o aprendente.
A questão afetiva sempre teve uma relação com a educação, tanto que normalmente o papel do educador era considerado pertinente à mulher, acredita-se que o lado feminino está inserido no papel essencial no crescimento e desenvolvimento físico, cognitivo e emocional da criança. É na família, que a criança recebe as primeiras informações, os primeiros ensinos, enfim, a base da educação.
Hoje, ainda percebe-se, no dia a dia, a importância dos laços afetivos durante o processo educacional. Por isso, muitas pesquisas são feitas neste campo, com vista ao entendimento e compreensão da maneira pela qual se relaciona a afetividade com a educação.
2. A AFETIVIDADE COMO FATOR DE QUALIDADE NO DESENVOLVIMENTO INFANTIL
A infância é um período em que a criança vive um processo de adaptação progressiva ao meio físico e social. Nesse momento, dá-se um rompimento da vida familiar da criança para iniciar-se uma nova experiência. Dessa forma, para que a criança tenha um desenvolvimento saudável em todos os aspetos – cognitivo, biológico, cognitivo e sócio afetivo – é necessário que ela se sinta segura e acolhida. O ambiente o qual a criança será submetida, seja ele qual for, deverá proporcionar relações interpessoais positivas e os educadores devem buscar uma abordagem integrada, enxergando a criança em sua totalidade.
A palavra afeto vem do latim affectur (afetar, tocar) e constitui o elemento básico da afetividade. A afetividade é parte da função psíquica do indivíduo e para entender e educar o ser humano temos que considerar a importância dos afetos. Trata-se de um aspecto importante na constituição da pessoa, bem como na determinação da orientação do seu comportamento. Na literatura, muitas vezes, encontra-se a utilização dos termos afeto, emoção e sentimento como sinônimos. Entretanto o termo emoção, segundo Sérgio Leite e Elvira Tassoni, encontra-se relacionado ao componente biológico do comportamento humano, são processos psíquicos que acompanham manifestações orgânicas. Já a afetividade é utilizada com uma significação mais ampla, referindo-se às vivências dos indivíduos e às formas de expressão mais complexas e essencialmente humanas. Segundo Krueger (2003),os estados afetivos fundamentais são as emoções, os sentimentos e as paixões. Ela afirma ainda que a afetividade influencie a percepção, a memória, o pensamento e as ações do indivíduo sendo, portanto, um componente essencial para a harmonia do ser humano.
Henri Wallon (1879-1962), filósofo, médico e psicólogo francês, reconheceu na vida orgânica as raízes da emoção, trazendo contribuições significativas acerca da temática. Wallon se debruçou sobre a dimensão afetiva que concebe as emoções seja, como reações incoerentes e tumultuadas, seja como reações positivas. Wallon rompe com uma visão valorativa das emoções, buscando compreendê-las a partir da apreensão de suas funções, e atribuindo-lhes um papel central na evolução da consciência de si. Em suas postulações concebe as emoções como um fenômeno psíquico e social, além de orgânico.
Nessa perspectiva, pode-se falar na indissociabilidade entre o biológico, o cognitivo e o social ou afetivo. Para Wallon (apud Galvão 1995) o desenvolvimento humano é descontínuo, alternado em etapas ora com foco na cognição, ora com foco na afetividade. Segundo ele o desenvolvimento humano progride continuamente por meio das emoções e da relação com o meio, independente da maturação orgânica, já que as funções psíquicas podem prosseguir em um permanente processo de especialização e sofisticação.
 Wallon (apud Almeida, 1999) destaca que "a afetividade e a inteligência constituem um par inseparável na evolução psíquica, pois ambas têm funções bem definidas e, quando integradas, permitem à criança atingir níveis de evolução cada vez mais elevados" (p. 51)
Esse novo ambiente fora do vínculo familiar o qual a criança será inserida possibilita interações diversas entre parceiros, ao mesmo tempo em que proporciona situações e experiências propícias para a construção do indivíduo como pessoa. O ambiente pedagógico tem de ser, entre outros, um lugar de fascinação e inventividade. Motivar a criança para que o processo de aprendizagem e de socialização aconteça da forma mais prazerosa possível.
É fundamental que cada criança seja vista e tratada como pessoa única, respeitada na sua singularidade, nas suas aptidões, e também em suas limitações. Isto significa garantir o direito ao colo e ao carinho, bem como o respeito ao ritmo de cada criança. É igualmente importante propiciar às crianças momentos de privacidade, autonomia e criatividade.
O primeiro autor a considerar aspectos da afetividade e da cognição inseparáveis foi o biólogo e epistemólogo suíço Jean Piaget (1896-1980). O autor adverte sobre o fato de que, apesar de diferentes em sua natureza, a afetividade e a cognição são inseparáveis, indissociáveis em todas as ações simbólicas e sensório-motoras. Ele postulou que toda ação e pensamento comportam um aspecto cognitivo, representado pelas estruturas mentais, e um aspecto afetivo, representado por uma energética, que é a afetividade. Complementando, todos os objetos de conhecimento são simultaneamente cognitivos e afetivos, e as pessoas, ao mesmo tempo que são objeto de conhecimento, são também de afeto.
Em geral, nas situações de Educação Infantil as manifestações de afeto têm sido reduzidas meramente a beijos e abraços, isso quando ocorrem. No entanto, para se desenvolver uma relação afetiva com o educando é preciso estabelecer um vínculo verdadeiro e profundo. Além disso, à medida que a criança se desenvolve cognitivamente suas necessidades afetivas tornam-se mais exigentes. Por conseguinte, manifestar afeto inclui não apenas beijar, abraçar, mas também conhecer, ouvir, conversar, se interessar e se envolver, de fato, com a criança e ser sensível a seus sentimentos e às suas necessidades.
Ao educador cabe apoiar emocionalmente as crianças, compreendendo-as, conhecendo-as. Enfim observando e respeitando as particularidades de cada criança. O educador afetivo deve garantir, em sua sala de aula, um ambiente acolhedor e seguro a criança. Cabe ao educador conscientizar-se das emoções e dos sentimentos, facilitando o desenvolvimento infantil tanto nos aspectos afetivos como nos cognitivos.
Ao educador cabe, ainda, o papel de construir um ambiente pedagógico voltado para um momento de convivência e de aprendizagem. Proporcionar uma atividade libertadora e afetiva, com preparação, respeito, entrega, troca e amor.
2.1. A INFLUÊNCIA DA AFETIVIDADE NA APRENDIZAGEM
A afetividade é um dos fatores que colaboram para o sucesso do processo de ensino aprendizagem, assim, o tema “Afetividade na Educação Infantil” apresenta-se como algo de extrema relevância no ambiente educacional, pois a afetividade estimula a capacidade de desenvolver o conhecimento voltado para o conhecer e o aprender, de maneira que vão os vínculos e aprendizados vão construindo-se a partir das trocas estabelecidas entre o sujeito e o meio. 
Sabemos que o sentido da aprendizagem é único e particular na vida de cada um, pois o desenvolvimento da aprendizagem é um processo contínuo e a afetividade possui um papel imprescindível nesse processo de desenvolvimento do aluno, uma vez que a ausência de uma educação, que deixa de abordar a emoção (aspectos afetivos) em sala de aula e na família, poderá ocasionar prejuízos incalculáveis no desenvolvimento cognitivo dessa criança. 
Na teoria de Jean Piaget, o desenvolvimento intelectual é considerado como tendo dois componentes: o cognitivo e o afetivo, ou seja, paralelo ao desenvolvimento cognitivo está o desenvolvimento afetivo. Segundo Piaget (1975) “[...] os aspectos cognitivos e afetivos são inseparáveis e irredutíveis [...]” 
Na perspectiva de Vygotsky (1998, p. 42): A afetividade é um elemento cultural que faz com que tenha peculiaridades de acordo com cada cultura. Elemento importante em todas as etapas da vida da pessoa, a afetividade tem relevância fundamental no processo ensino aprendizagem no que diz respeito à motivação, avaliação e relação-professor e aluno. 
Sendo assim, Piaget e Vygotsky definem e afirmam que a aprendizagem se dá paralela aos aspectos afetivos, de maneira que a afetividade será determinante para a construção da aprendizagem, e os pais, professores e a escola devem entender que possuem um papel importante nesse processo, que é colaborar para a formação de um ser humano, e isso somente acontecerá pela obra do amor, do afeto, que se torna a chave para educação.
A afetividade está sempre presente nas experiências empíricas vividas pelos seres humanos, no relacionamento com o “outro social”, por toda a sua vida, desde seu nascimento.
Sabe-se que a aprendizagem é um processo que, uma vez iniciado com o nascimento, só finda com a morte. Isso significa que em qualquer etapa, em qualquer situação, ou em qualquer momento, o indivíduo está aprendendo, sendo que, à medida que aprende varia seu comportamento, seu desempenho, sua ótica, seus enfoques. 
Quando se fala em aprendizagem, como uma mudança relativamente aparente, significa que o aprendido deve estar incorporado ao indivíduo não só em situação temporária, mas por um tempo razoável. À medida que novas aprendizagens surgem, vão sendo incorporadas às já existentes, propiciando o surgimento de novos enfoques, ideias e atitudes.
Segundo Piaget (1982), na medida em que os aspectos cognitivos se desenvolvem, há um desenvolvimento paralelo da afetividade. Os mecanismos de construção são os mesmos. As crianças assimilam as experiências aos esquemas afetivos do mesmo modo que assimilam as experiências às estruturas cognitivas.
Como já foi dito no item anterior:
O aspecto afetivo tem uma profunda influência sobre o desenvolvimento intelectual. Ele pode acelerar ou diminuir o ritmo do desenvolvimento. Ele pode determinar sobre que conteúdos a atividade intelectual se concentrará (WADSWORTH, 1997, p.23)
Quando a criança ingressa na escola torna-se ainda mais evidente o papel da afetividade na relação professor-aluno. A escola é a primeira aprendizagem no meio social da criança e ela traz consigo muitas experiências afetivas.
No decorrer do desenvolvimento, os vínculos afetivos vao ampliando-se e a figurado professor surge como grande importância em relação de ensino e aprendizagem.
A criança ingressa na escola carregada de emoções, sentimentos, inclusive o de medo, daí a importaria do período adaptativo das crianças com o mundo escolar. Sendo que o tempo que ela necessitará para envolver-se neste novo universo é diferente entre cada criança e dependerá das relações afetivas que terá como sua professora.
Nesse sentido, para a criança, torna-se importante e fundamental o papel do vínculo afetivo, que inicialmente apresenta-se na relação pai-mãe-filho e depois vai se ampliando para a figura do professor.
De acordo com Guillot (2008), uma criança não é um ser de pura razão, os afetos, as emoções e os sentimentos são essenciais para a construção do indivíduo.
A criança pequena não aprende desvinculada de afeto, ela aprende investindo sua corporeidade, sua sensibilidade e seu imaginário. Para Guillot (2008, p.12), “o professor é um mediador entre os valores éticos universais, entre a criança e a lei, entre a criança e a aprendizagem, entre a criança e a ação”. A criança é um ser de emoção e ação. A criança precisa ser amada como ela é, com atenção no que ela produz, nas suas próprias atividades e não com expectativas seus resultados.
Segundo Maturana (2004), durante seu desenvolvimento a criança adquire, através das interações com sua mãe e outros membros da comunidade em que vive, as emoções próprias de sua família e cultura. Assim, o emocionar se dá nas relações sociais como algo natural e cultural. 
Mas também ocorrem os “desencontros emocionais” sem as interações com a família ou cultura. Quando o interagir em desencontro emocional torna-se cotidiano em uma família pode gerar conflitos emocionais. 
Se esse desencontro emocional ocorre na relação mãe-filho a criança não cresce de modo natural, tanto em seu desenvolvimento sensomotor como no desenvolvimento de sua consciência corporal e autoconsciência. Ela cresce como uma criança incapaz de participar de relações interpessoais naturais de mútua aceitação e respeito na vida adulta (Maturana, 2004, p. 150). 
2.2. A FAMÍLIA NA VIDA ESCOLAR DA CRIANÇA
A família é um núcleo de convivência, estruturado e unido por laços afetivos, que devem ser cultivados sempre com muito amor. Segundo Chalita (2001 p. 23), 
“A família tem como função primordial a de proteção, tendo, sobretudo, potencialidades para dar apoio emocional para a resolução de problemas e conflitos [...]” 
Podemos dizer que a família tem a função de preparar o emocional da criança, principalmente nos primeiros anos escolares, pois o meio familiar em que a criança está inserida é o seu primeiro ambiente de aprendizagem. Por isso, a função da família está vinculada aos cuidados e proteção, em dar suporte e ajudá-las no processo de escolarização, para que possam ser crianças capazes de estabelecer vínculos afetivos que favoreçam para a construção do ser humano. 
Almeida (1999, p. 50) diz que: “[...] as relações familiares e o carinho dos pais exercem grande influência sobre a evolução dos filhos em que a inteligência não se desenvolve sem a afetividade.” A afetividade é o princípio central da família, por isso é que a família deve estar presente em todos os momentos da vida estudantil da criança. 
Qualquer instituição escolar precisa e depende da participação da família. Para Gabriel Chalita (2001, p. 17) esta participação poderá ser “[...] em alguns momentos, apenas como incentivo; em outros, de uma participação efetiva no aprendizado, ao pesquisar, ao discutir, ao valorizar a preocupação que o filho traz da escola.” 
Complementando, e, ao mesmo tempo, justificando a ideia de Chalita (2001), podemos abordar as ideias das autoras Claudia Davise e Zilma de Oliveira (1994, p. 23), que afirmam que “o aluno não aprende apenas na escola, mas através da família, de pessoas que ele considera significativas, das experiências do cotidiano”. 
Diante do exposto, notamos que por melhor que seja uma escola, por mais preparados que estejam seus professores, estes nunca irão suprir a carência deixada por uma família ausente. Seja a mãe, o pai, avós, tios, quem quer que tenha a responsabilidade pela educação da criança, deverá dela participar efetivamente e afetivamente, pois a preparação para a vida, a formação da pessoa, a construção do ser são responsabilidades da família. 
Sabemos que a influência da família no desenvolvimento da criança é incontestável. Mas o que podemos dizer do papel e do perfil do professor de Educação Infantil nesse contexto? O educador infantil precisa estar fundamentado em quatro questões básicas: sensibilidade, flexibilidade, conhecimento e afeto, exercendo assim, uma função não menos importante do que a da família, que é a responsabilidade do cuidar e do educar para o desenvolvimento integral da criança, pois segundo Carmem e Glaúdes (2001, p. 31), organizadores da obra “Educação Infantil: pra que te quero?”, vemos que “O papel do adulto frente ao desenvolvimento infantil, é proporcionar experiências diversificadas e enriquecedoras, a fim de que as crianças possam fortalecer sua auto-estima e desenvolver suas capacidades.” Baseando-se nessa ideia, podemos dizer que o educador é um grande agente do processo educacional, de acordo com a ideia de Chalita (2001, p. 161) a seguir:
A alma de qualquer instituição de ensino [...]. Por mais que se invista em equipamentos, em laboratório, bibliotecas, anfiteatros, quadras esportivas - sem negar a importância negar a de todo esse instrumental, tudo isso não se configura mais do que aspectos materiais se comparados ao papel e a importância do professor.
O educador infantil deverá estar consciente do seu papel e da sua importância nesse processo, pois, junto com os pais, os professores são responsáveis pelo encorajamento ao crescimento e desenvolvimento integral das crianças. Para lidar com crianças na educação infantil, o educador precisa ser sensível às suas emoções, estar apto para lidar com situações que exijam paciência, compreensão e técnica, tendo capacidade para lidar com imprevistos que requerem flexibilidade e criatividade, além disso, deve usar sempre o conhecimento e a sociabilidade ligada aos aspectos afetivos, para o bem do aluno e tranquilidade dos pais. Ainda de acordo com as ideias de Chalita, o Educador de Educação Infantil deve ter:
[...] luz própria e caminhar com pés próprios. Não é possível que ele pregue a autonomia sem ser autônomo; que fale de liberdade sem experimentar a conquista da independência que é saber, que ele queira que seu aluno seja feliz, sem demonstrar afeto. E para que possa transmitir afeto é preciso que sinta afeto, que viva o afeto. Ninguém dá o que não tem.
O Professor que trabalha com crianças na educação infantil precisa ter uma competência polivalente, pois irá trabalhar com conteúdo de natureza diversa, que abordarão desde cuidados básicos essenciais, até conhecimentos específicos das diversas áreas do conhecimento, por isso terá que ter embasamentos teóricos também diversos. Dessa forma, se faz necessária uma formação qualificada e ampla desse profissional, de maneira que consiga refletir sobre sua prática e procure estar em constante aperfeiçoamento.
Segundo CHALITA (2001 p. 162): 
A formação é um fator fundamental para o professor. Não apenas a graduação universitária ou após graduação, mas a formação continuada, ampla, as atualizações e o aperfeiçoamento [...]. Para que um professor desempenhe com maestria ele precisa conhecer as demais matérias, os temas transversais que devem perpassar todas elas e acima tudo, conhecer o aluno.
Diante das idéias de Chalita, podemos ressaltar que tudo que se refere ao educando deve ser de interesse do educador, pois ninguém ama o que não conhece e o aluno precisa ser amado e é dever do professor se capacitar para tal tarefa. 
O professor que atua na Educação Infantil deve ter uma preocupação sobre como lidar com essa faixa etária no cotidiano escolar, pois se trata de alunos iniciantes no convívio escolar, e nesse nível de ensino é propício o surgimentode situações diferentes e inesperadas em relação às demais fases escolares. 
De fato, a Educação Infantil exige e requer dos profissionais desta área uma integração dos serviços para as crianças de forma afetiva, e um dos profissionais habilitados para trabalhar com o ensino de Educação Infantil é o Pedagogo, pois segundo Maria Lucia Machado (2002, p. 108 – 109):
“a formação do profissional infantil deve estar inserida em cursos universitários como o de pedagogia [...]. O Curso de Pedagogia visa formar profissionais habilitados ao nível de educação; educação infantil e anos iniciais [...]”. 
E o desenvolvimento deste profissional para a Educação Infantil se trata de uma caminhada que envolve crescer, ser, sentir e agir, pois deverá ter um preparo especial, porque para a infância se exige o melhor. O afeto do professor e a sua sensibilidade irão influenciar na maneira de agir de seus alunos, pois quando a criança nota que o professor gosta dela, e que esse educador apresenta certas qualidades como paciência, dedicação, vontade de ajudar e atitudes democráticas, a aprendizagem torna-se mais facilitada. 
Por essa razão, se não existir os aspectos afetivos na relação educador-educando, correremos o risco de estar somente focando na construção do real, do conhecimento, deixando de lado o trabalho da constituição do ser humano, que envolve valores e o próprio caráter necessário para o desenvolvimento integral da criança. Sendo assim, o amor e o afeto tornam-se a solução para a educação através da valorização do aluno como sujeito da educação. Acreditamos em uma educação mais humana que adote uma pedagogia do amor, que influencie em nossas famílias, escolas e salas de aulas, onde possa favorecer em novos conhecimentos, novos desafios e novas conquistas através do afeto levar o educador e a criança a desenvolve-se através da afetividade. 
Segundo Augusto Cury (2003, p. 72): 
“Ser um mestre inesquecível é formar seres humanos que farão a diferença no mundo”. Sendo assim, podemos perceber que o tempo pode passar e as necessidades podem surgir, mas as sementes de um professor que marcam a vida de seu aluno jamais serão destruídas.
3. A AFETIVIDADE E O PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM
Ao perceber a importância da relação afetiva positiva entre professor-aluno para o processo e desenvolvimento da aprendizagem a criança, sentimos a necessidade de desenvolver uma pesquisa a fim de verificar se o fortalecimento das relações afetivas entre ambos contribui para um melhor rendimento escolar. Acreditamos que o professor não apenas transmite conhecimentos, mas também pode estabelecer uma relação afetiva com seus alunos, o que facilitaria o processo de aprendizagem.
A afetividade tem grande função no processo de desenvolvimento da personalidade de uma criança, e é formada a partir da ação do meio social em que se está inserida, pois assim como a inteligência ela é construída ao longo de uma história, podendo se modificar de um período a outro.
Através da afetividade na Educação infantil é possível ir além do ensino tradicional em busca de relações concretas que auxiliam a aprendizagem da criança, uma vez que ela não possui capacidade de abstração que permita um ensino mais conteudista. É fundamental abordar que a relação pedagógica deve nortear a relação afetiva que terá influência no desenvolvimento do aluno, tendo em vistas diferenças individuais e comportamentais inerentes ao ser humano.
Para entender a temática afetividade é necessário entender a perspectiva da afetividade e a teoria do desenvolvimento cognitivo. A sociedade acaba influenciando no desenvolvimento psíquico do aluno. O professor deve estar atento e consciente de sua responsabilidade de educador. O ambiente de sala de aula, que muitas vezes pode se mostrar frio, severo e hostil aos educandos, deve ser recolocado, e representado aos mesmos de forma mais amena e amigável. Quando a maioria das tarefas de sala de aula exige que a criança fique parada e estática, com uma atenção direcionada ao que é exposto pelo professor, certamente este local não será um dos mais atraentes a ela. Não é difícil, dentro desse clima, surgir hostilidade da criança em relação ao professor e ao ambiente escolar. Dentro dessas situações de conflito facilmente observadas nas escolas, o professor pode fazer toda a diferença. Ele precisa compreender o aluno e seu universo em que vive. Mas conhecer esse aluno implica em pré-disposição em demonstrar gastos de carinho para com o mesmo. Cabe ao professor investigar mais esse aluno e, ao longo de sua formação, não deixar que esse educando acumule raivas ou questionamentos. Hoje muito se sabe que o lado intelectual caminha de mãos dadas com o lado afetivo. 
O relacionamento entre professor e aluno deve ser de amizade, de respeito mútuo, de troca de solidariedade, não aceitando de maneira alguma um ambiente hostil e opressor que semeie o medo e a raiva no contexto de sala de aula. A prática pedagógica deve sempre prezar o bem estar do aluno, assim como do professor, para isso um relacionamento afetivo torna o aprendizado muito mais prazeroso. 
Educar não significa apenas repassar informações ou mostrar um caminho a trilhar, que o professor julga ser o certo. Educar é ajudar o educando a tomar consciência de si mesmo, dos outros e da sociedade em que vive, bem como de seu papel dentro dela. É saber aceitar-se como pessoa e principalmente aceitar ao outro com seus defeitos e qualidades. 
Muitos autores vêm. Ao longo da história, defendendo que o afeto é indispensável para o ato de ensinar. Embora os fenômenos afetivos sejam de natureza subjetiva, isso não os torna independentes da ação do meio sociocultural, pois pode-se afirmar que estão diretamente relacionados com a qualidade das interações e relações entre sujeitos, enquanto experiências vivenciadas. 
Rubem Alves (2000) enfatiza que o professor, aquele que ensina com alegria, que ama sua profissão, não morre jamais. Ele diz: 
“Ensinar é um exercício de imortalidade. De alguma forma continuamos a viver naquele cujos olhos aprenderam a ver o mundo pela magia da nossa palavra. O professor, assim, não morre jamais...” (ALVES, 2000 p.5)
Em sala de aula tenta-se descobrir qual é o papel do professor, direcionando o olhar para a relação que se desenvolve entre professor e aluno.
As interações em sala de aula são construídas por um conjunto de variadas formas de atuação, que se estabelecem entre partes envolvidas, a mediação do professor em sala de aula, seu trabalho pedagógico, sua relação com os alunos, tudo faz parte desse papel. A afetividade não se limita a carinho físico, muitas vezes se dá em forma de elogios superficiais, ouvir o aluno, dar importância às sua idéias.
É importante destacar essa forma de afetividade, pois às vezes nem percebemos pequenos gestos e palavras são maneiras de comunicação afetiva. 
SILVA (2001) enfatiza a importância do professor para que os alunos sintam-se mais seguros, criando, assim, um ambiente de aprendizado tranquilo, pois a afetividade se faz presente no cotidiano da sala de aula, seja pela postura do professor, pela dinâmica de seu trabalho ou nas interações entre sujeitos. 
Todas as ações são mediadas pela afetividade do professor e percebe-se que as decisões tomadas por ele têm respaldo da afetividade, constituindo o afeto como fator primordial nas relações que se constituem entre os alunos, os conteúdos escolares e os professores.
O ato de ensinar e de aprender envolve e exige certa cumplicidade do professor, tal cumplicidade se constrói nas intervenções, através do que é falado, do que é entendido, do que é transmitido e captado. 
Cabe ao professor planejar e executar suas aulas para que seus alunos criem vínculos positivos entre si e os conteúdos. Quando um professor apenas transmite um conteúdo, sem nexo, sem que o aluno assimile afetivamente o conteúdo, nada será aprendido pois o professor tem de tornar os conteúdos interessantes aos olhos dos alunos. 
Pequenos gestos como sorrir, escutar, refletir, respeitar são, entretantos outros, necessidades que levam o sujeito a investir na afetividade, que é o “combustível” necessário para a adaptação, a segurança, o conhecimento e o desenvolvimento da criança. 
Em se tratando da educação infantil, a relação do professor com os alunos é constante, dá-se o tempo todo, na sala, durante as atividades, no pátio, e por essa proximidade afetiva é que se dá interação com objetos e a construção do conhecimento. 
SALTINI (2008, p.100) afirma que, “essa inter-relação é o fio condutor, o suporte afetivo do conhecimento.
” O referido autor complementa: 
“Neste caso, o educador serve de continente para a criança. Poderíamos dizer, portanto, que o continente é o espaço onde podemos depositar nossas pequenas construções e onde elas são acolhidas e valorizadas, tal qual um útero acolhe um embrião. A criança deseja e necessita ser amada, aceita, acolhida e ouvida para que possa despertar para a vida da curiosidade e do aprendizado.” (SALTINI, 2008, p.100) 
As experiências afetivas nos primeiros anos de vida são determinantes para que a pessoa estabeleça padrões de conduta e formas de lidar com as próprias emoções, a qualidade dos laços afetivos é muito importante para o desenvolvimento físico e cognitivo da criança. A relação interpessoal positiva que o aluno constrói com o professor, como aceitação e apoio, possibilita o sucesso dos objetivos educativos. Quando ocorrem explosões de raiva, o professor precisa ter muita habilidade e paciência e seria ótimo manter um diálogo com o aluno, em que se possa perceber o que está acontecendo, usando tanto o silêncio quanto o corpo. Conforme recomenda Saltini (2008 p.102) compartilhar com os demais da classe os sentimentos que estão sendo evidenciados é dar oportunidade para a criança colocar seus sentimentos na escola, não apenas sua inteligência.
O afeto é muito importante para que o profissional seja considerado um bom professor e mais ainda, para que o aluno se sinta importante e valorizado. O professor deve entender seus sentimentos, buscar soluções para as diversas dificuldades que os alunos apresentam, preocupar-se com seus alunos por inteiro, tendo sensibilidade para entendê-los, buscar ações que os valorizem, independente de seu grau de desenvolvimento.
Nessa visão, a criança interioriza suas vivências, principalmente pelo contato social com outras pessoas. Sendo assim, se seu círculo social tratá-la com carinho, reconhecer seus direitos e se mostrar atencioso, a criança interiorizará um bemestar emocional, sentindo-se protegida e segura de seu espaço dentro do grupo.
Wallon (apud La Taille, 1992), em sua teoria da emoção, considera a afetividade e inteligência fatores misturados, e defende que a educação da emoção deve ser incluída entre os propósitos da ação pedagógica.
Esse estudioso analisou que no início da vida, a afetividade se sobressai. Ele coloca grande importância na afetividade. E reafirma sua teoria, ao dizer que:
“Ela incorpora de fato as construções da inteligência, e, por conseguinte tende-se racionalizar. As formas adultas de afetividade, por esta razão, podem diferir enormemente das suas formas infantis.” (DANTAS, apud, LA TAILLE, 1992, p.90)
Como se percebe, a afetividade é de suma importância desde o início do desenvolvimento humano. As mudanças no homem vão acontecendo de acordo com o seu meio e com as pessoas à sua volta, familiares, amigos e professores.
O afeto deve estar presente na relação entre professor e alunos dentro do ambiente escolar. É de acordo com o grau de afeto apresentado entre as duas partes que a interação se realiza e constrói-se um conhecimento altamente envolvente.
Conforme CURY (2003) os professores precisam deixar de serem bons e se tornarem fascinantes para que suas aulas e conteúdos façam sentido e possam ser assimilados por seus alunos. 
A confiança é tudo para os alunos, é uma ferramenta para a participação no sucesso e na conquista de seu educando. O professor é o referencial, o líder, o que orienta e auxilia o aluno em suas atividades, seus sonhos e projetos. Por outro lado, o professor também cresce e se realiza quando percebe que conseguiu passar todo o ensinamento para o aluno de uma forma tranquila, com amizade e serenidade, sem castigos, sem punições. O professor tem que estar apto para construir, se dedicar aos alunos, vibrando com suas conquistas. 
Para FREIRE (1996) "... quem forma se forma e re-forma ao formar e quem é formado forma-se e forma ao ser formado", confirmando a necessidade de uma educação global, visando o completo desenvolvimento do indivíduo e a compreensão do docente de que o processo de ensino e aprendizagem não está centrado no conhecimento do professor, mas que deve ser construído e produzido a partir da interação deste com o educando. A criança deve ser estimulada em todas as habilidades e, para isso, o professor deve estar ciente de que ensinar é uma especificidade humana, não é transferir conhecimento, e exige a participação de todos os segmentos envolvidos.
A relação entre professor e aluno depende, fundamentalmente, do clima estabelecido pelo professor, da relação empática com seus alunos, de sua capacidade de ouvir, refletir e discutir o nível de compreensão dos alunos e da criação das pontes entre o seu conhecimento e o deles. Indica também, que o professor, deve buscar educar para as mudanças, para a autonomia, para a liberdade possível numa abordagem global, trabalhando o lado positivo dos alunos e para a formação de um cidadão consciente de seus deveres e de suas responsabilidades sociais.
Todas as relações quer sejam familiares, profissionais ou pessoais, devem ser permeadas pela afetividade, e esta pode ser validada por todos, em qualquer faixa etária e em qualquer nível social e cultural. 
A afetividade está sempre presente nas experiências vividas pelas pessoas, no relacionamento com o outro, por toda a vida, desde seu nascimento. 
Todo ser humano precisa de limites, mas de carinho e amor também. Um educando aprende o que é respeito e respeita a partir do momento em que vê o educador como um amigo que tem e espera respeito, como alguém que se preocupa de verdade com ele e que lhe mostra os caminhos.
Nota-se claramente que a afetividade é fundamental para a vida humana e que representa um dos aspectos mais significativos na construção de pessoas mais saudáveis, mais capazes de tomar decisões sábias e inteligentes, principalmente a importância que tem a afetividade na vida da criança e como essa relação vai influenciar não só na sua formação, mas em toda sua vida adulta, sua relação com o mundo. 
Acreditamos que os aspectos afetivos e cognitivos formam um par inseparável. No interior da vida escolar, principalmente na Educação Infantil, os alunos precisam vivenciar momentos que potencialmente geram crescimento, que vão ter implicações afetivamente marcantes em seu desempenho pedagógico. 
Numa época de crises, tragédias e separações como a nossa, é necessário começarmos a pôr em prática nas escolas, idéias mais humanistas, que valorizem desde cedo a importância das emoções. 
Concluindo, as instituições escolares, e neste caso específico, as de Educação Infantil, devem ser sempre um lugar de investigação por parte do professor de sua própria prática pedagógica. Devem ser também, um espaço dinâmico e vivo, no qual as crianças alcancem o pleno desenvolvimento de suas capacidades e potencialidades corporais, cognitivas, afetivas, emocionais, éticas, de relação interpessoal e inserção social. As instituições de Educação Infantil que primam pela qualidade da educação e propiciam interações sociais afetivas, contribuem para a formação de crianças saudáveis, inteligentes e, acima de tudo, felizes.
3.1. ANÁLISE GERAL DO ESTUDO
A afetividade vem sendo debatida e defendida há alguns anos por grandes teóricos educacionais, psicólogos, pedagogos, psicopedagogos e profissionais da educação em geral. As relações afetivas não podem ser ignoradas, pois estão presentes no desenvolvimento, fazem parte da natureza humana e podem interferir de forma positiva nos

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