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20 FACULDADE KURIOS – FAK COORDENAÇÃO – INSTITUTO PE. GUILIANO HABILITAÇÃO EM PEDAGOGIA – LICENCIATURA PLENA FABIANA MARIA JUVINO FREIRE FRANCISCO EDER PAULINO BESSA EDUCAÇÃO FÍSICA E A REDUÇÃO DA OBESIDADE INFANTIL NAS ESCOLAS PÚBLICAS DO MUNICÍPIO DE IRACEMA – CE IRACEMA 2015 FRANCISCO EDER PAULINO BESSA EDUCAÇÃO FÍSICA E A REDUÇÃO DA OBESIDADE INFANTIL NAS ESCOLAS PÚBLICAS DO MUNICÍPIO DE IRACEMA – CE Monografia apresentada para a Disciplina Orientação do Trabalho de Conclusão de Curso – Habilitação em Pedagogia – Licenciatura Plena da Faculdade Kuriós, como pré-requisito de Formação. Orientador: Ms. Eracyldo Viana Pessoa. IRACEMA 2015 TERMO DE APROVAÇÃO FACULDADE KURIOS – FAK HABILITAÇÃO EM PEDAGOGIA – LICENCIATURA PLENA EDUCAÇÃO FÍSICA E A REDUÇÃO DA OBESIDADE INFANTIL NAS ESCOLAS PÚBLICAS DO MUNICÍPIO DE IRACEMA – CE Monografia apresentada para a Disciplina Orientação do Trabalho de Conclusão de Curso – Habilitação em Pedagogia – Licenciatura Plena da Faculdade Kuriós, como pré-requisito de Formação. Orientador: Ms. Eracyldo Viana Pessoa. Data de entrega: _____/_____/______. ORIENTADOR: _________________________________________ Professor Ms. Eracyldo Viana Pessoa Avaliado por: _________________________________________ Professor Ms. Eracyldo Viana Pessoa _________________________________________ Professor Ms. Eracyldo Viana Pessoa Conceito geral: AGRADECIMENTOS A Deus, pela fé que me conduz. Aos meus familiares e amigos pela força, motivação e carisma. A escola como um todo pelos conhecimentos adquiridos. Aos colegas e professores pelo empenho e paciência. Dedico esse trabalho a todas as crianças que fazem parte das escolas públicas de Iracema-Ce, pelo empenho e alegria que nos passam no seu jeito inocente de viver. “Ninguém é sujeito da autonomia de ninguém. Ninguém amadurecia de repente. A gente vem amadurecendo todo dia ou não”. Paulo Freire EDUCAÇÃO FÍSICA E A REDUÇÃO DA OBESIDADE INFANTIL NAS ESCOLAS PÚBLICAS DO MUNICÍPIO DE IRACEMA – CE RESUMO: Esse trabalho tem como foco de estudo a “Educação Física e a redução da obesidade infantil nas Escolas Públicas do Município de Iracema – Ce., poia a obesidade infantil vem aumentando nos últimos anos e está sendo considerada um problema de saúde dentro ou fora da escola. As principais causas da obesidade são a alta ingestão energética e a inatividade física. Tendo em vista o crescimento e os riscos associados à obesidade, fazem-se necessárias ações que objetivam seu combate e sua prevenção. A Educação Física Escolar torna-se um dos poucos locais para a prática de atividade física durante a infância, e de acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais, a escola é o espaço essencial a prática pedagógica durante as aulas de educação física. Alguns autores conceituam o trabalho partindo da premissa justificada que a obesidade gera transtornos e revela-se como causa latente para complicações referentes à saúde física e psicológica, que refletirá tanto na infância quanto na idade adulta, justifica-se a preocupação em elencar atividades físicas voltadas ao controle e prevenção do sobrepeso de gordura no universo infantil. Palavras-chave: Educação Física – Escola – Obesidade – Criança. SUMÁRIO I. INTRODUÇÃO 9 I CAPÍTULO – EDUCAÇÃO FÍSICA 11 II CAPÍTULO – SEDENTARISMO – OBESIDADE 16 III CAPÍTULO – ANÁLISE E DISCURSÕES SOBRE O ESTUDO E A PESQUISA FEITA 19 CONSIDERAÇÕES FINAIS 30 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 32 I. INTRODUÇÃO A obesidade infantil é um problema que tem adquirido proporções epidêmicas em todo o mundo. A escola tem sido enfatizada como um dos locais mais adequados para a realização de levantamentos do estado nutricional de crianças e adolescentes, porque a maior parte dessa população frequenta a escola, é influenciada pelos professores, que por sua vez têm bastante contato com seus alunos, durante a maior parte do ano. Muitos estudos têm sido realizados nesses ambientes mas poucos relatam terem informado os seus resultados aos escolares, seus pais e pessoal da escola. Além disso, faltam dados atualizados e permanentes de avaliação do estado nutricional, que sirvam de base para implementação de políticas públicas de saúde através da educação, destacando-se a implementação do programa de alimentação escolar. A antropometria é considerada um importante método diagnóstico em estudos populacionais, embora variem os critérios utilizados. O objetivo deste trabalho foi problematizar como professores de educação física atuantes em escolas públicas da cidade de Iracema – Ce compreendem a relação Educação Física Escolar e como tem contribuído para que a obesidade seja amenizada e/ou prevenida através do desenvolvimento das aulas dadas. Tendo em vista a concepção de educação física, aqui defendida (em concordância com diversos autores: NAHAS, 2001; MENESTRINA, 2000; GUEDES, 2006), que trata a educação física como uma disciplina incentivadora da saúde e que utiliza das práticas corporais diversas como meio de buscar a construção de um estilo de vida saudável. Acreditando que os professores em questão devem estar, sim, atentos ao problema, bem como, contribuir eficazmente para a construção da melhoria de vida das crianças, dessa forma a educação física escolar significa a construção de um estudo de vida saudável. Entendendo que, é a partir dessa compreensão, que os indivíduos serão levados à prática autônoma de exercícios, os quais são vistos como meio para manter a boa saúde e o bem estar. A obesidade é uma doença multifatorial que é caracterizada pelo acúmulo anormal de gordura corporal, e diversos riscos estão associados à mesma, como hipertensão arterial, diabetes mellitus, doenças coronarianas, arterosclerose, entre outros. A incidência de sobrepeso e obesidade durante a infância é uma crescente na população mundial, tanto em países desenvolvidos quanto em países em desenvolvimento. Esse mal atinge os indivíduos, independentemente da classe econômica, e estudos demonstram que uma criança obesa possui grandes possibilidades de tornar-se um adulto obeso. A falta de espaços públicos para prática de atividade física, o maior acesso à tecnologia, juntamente com o consumo, cada vez maior, de alimentos hipercalóricos, contribuem para o aumento da incidência de obesidade infantil no país. A mudança no estilo de vida, o combate ao sedentarismo e aos maus hábitos alimentares seriam os possíveis caminhos para a prevenção e/ou tratamento de tal patologia. A criança passa boa parte do tempo na escola, tornando essa instituição de fundamental importância no desenvolvimento intelectual, social, afetivo, emocional e físico das mesmas. Portanto, as aulas de Educação Física Escolar são um elo direto entre as crianças e a prática de atividade física. Contudo, o profissional dessa área deve assumir o papel de mediador desse desenvolvimento. Os PCN’s trazem como um de seus temas transversais a Saúde, portanto, é papel da escola, por meio de trabalhos multidisciplinares, abordar questões relacionadas à saúde, e a obesidade seria um desses temas. O presente estudo apresenta algumas formas de se trabalhar esse tema durante as aulas, o que pode auxiliar os professores da área no sentido de direcionarem seu trabalho para orientação e prevenção dessa doença. O presente estudo buscou através de uma pesquisa básica, ampliar os conhecimentos teóricos sobre o tema, além de ter caráter descritivo, bibliográfico e interdisciplinar, visando única e exclusivamente destacar a importância que as aulas de educação física exercem no combate a Obesidade infantil. O método utilizado foi de revisão de literatura em livros, artigos, sites e revistas, relacionados à obesidade infantil, educação física escolar e qualidade de vida na infância. I CAPÍTULO – EDUCAÇÃO FÍSICA A escola deve entrar também como grande colaboradora na tarefa de prevenir o sedentarismo e, consequentemente, a obesidade, acrescentando classes de educaçãofísica em seu currículo, com uma frequência de, pelo menos, três vezes por semana. É preciso ainda que escolas, professores e programas educativos na televisão invistam em divulgar, de uma forma apropriada à idade, os princípios de Nutrição Saudável. A informação é um caminho eficiente também para os pequenos. O esforço conjunto de autoridades escolares, o esclarecimento dos pais, a persuasão positiva do marketing de alimentos saudáveis, aliados a campanha governamental contra a obesidade e a inatividade física, irá levar a resultados lentos, mas positivos. Vale a pena lembrar que 50% dos adultos com obesidade foram crianças obesas. É por aqui que devemos começar a buscar soluções para a obesidade. A uma grande variabilidade interindividual na necessidade energética diária, dependendo do tamanho corpora, idade, sexo e nível de atividade diária. Atletas, grávidas, idosos, crianças e adolescentes, tem necessidades especificas que devem ser consideradas (NAHAS, 1999). Antes da realização das atividades físicas deve-se observar sempre o princípio da individualidade, quer dizer, considerar cada pessoa como um caso específico. A atividade física deve ser vista como uma expressão individual de cada sujeito, que sofre influências genéticas e ambientais, que podem interferir na desenvoltura de cada indivíduo. Crianças que praticam exercícios aeróbicos sem restrição calórica têm maior aderência ao tratamento e tem redução maior do peso do que crianças submetidas a restrição calórica somente (HALPERN A.; MANCINI, 2002, p. 277). A atividade física é uma grande aliada no controle e prevenção da obesidade além de melhorar a saúde física porque, entre seus benefícios estão o de reduzir doenças como o diabetes, doenças cardíacas, doenças cardiovasculares, reduz a pressão arterial e auxilia na manutenção de ossos e articulações, promove bem estar e reduz o peso. A política da escola pode promover ou desencorajar dietas saudáveis e atividade física. É muito importante que seja incorporado ao currículo formal das escolas, em diferentes séries, o estudo de nutrição e hábitos de vida saudável, pois neste local e momento é que pode começar o interesse, o entendimento e mesmo a mudança dos hábitos dos adultos, por intermédio das crianças e dos adolescentes. Atividade física é qualquer movimento corporal produzido pela musculatura esquelética que resulte em gasto de energia acima dos níveis de repouso (Caspersen et al., 1985). O gasto energético geralmente é referido em múltiplos do equivalente metabólico (MET). A atividade física também pode ser medida através de parâmetros de duração, intensidade e frequência de atividades específicas e acontece em contextos (domínios) de lazer, trabalho, atividades domésticas e locomoção (OPAS/OMS, 2003). Os termos atividade física, exercício físico e aptidão física são intrinsecamente relacionados. Os exercícios físicos (EF) referem-se a práticas de AF que são realizadas de forma planejada, estruturada, com envolvimento de movimento corporal repetitivo e são feitos para melhorar ou manter um ou mais componentes da aptidão física (Caspersen et al., 1985). A aptidão física é o resultado de um conjunto de atributos pessoais que podem ser melhorados ou adquiridos, relacionados com a capacidade de realizar AF. Neste estudo, as AF e EF considerados serão aqueles realizados como forma de lazer. Quando a referência é feita à inatividade física (IF), relaciona-se geralmente a uma baixa qualidade de vida e mais especificamente a uma questão de saúde pública. Quanto ao sedentarismo, a referência se faz a níveis aquém do mínimo recomendado para produzir efeitos benéficos à saúde (Nahas, 2003). Atividade de lazer representa um conjunto de atividades realizadas por vontade própria para repousar, divertir-se, entreter-se, recrear, desenvolver informação ou formação desinteressada, participação social voluntária ou desenvolver a capacidade criadora após o cumprimento das obrigações profissionais, familiares e -sociais (Dumazedier, 1973). A Educação Física é uma área de conhecimento que trata pedagogicamente, na escola, dos grandes temas da cultura corporal, como os esportes, as danças, as ginásticas, os jogos e as lutas (SOARES et al., 1992). Dentro desse universo de temas, podemos trabalhar com diferentes conteúdos e metodologias de acordo com as turmas e com os objetivos pré-estabelecidos. Um exemplo dessa situação encontra-se no conteúdo JOGOS, no qual se podem programar atividades que envolvam aqueles oriundos da comunidade em que a escola esteja inserida, os jogos populares e, ainda aqueles que podem ser inventados e modificados pelos alunos. Nas aulas em que o tema seja as Lutas, pode-se elaborar atividades que deem conta, além dos aspectos técnicos de execução de alguns golpes, de questões sociais, culturais, raciais e de violência. Atentamos assim para o que diz Souza, Favero, 2010, onde enfatiza que a escola e as aulas de educação física, além de ser desenvolvida uma prática gratuita, o que para muitos já é uma vantagem, também é dirigida por um profissional graduado, onde os alunos têm a oportunidade de se exercitar, tais exercícios devem ser destinados a todos sem exceção, onde as atividades proposta nas escolas devem primar pela participação em massa de todos os alunos, os educadores físicos precisam planejar suas aulas utilizando da riqueza de possibilidades que a educação física escolar disponibiliza, onde a utilização de temas transversais de forma lúdica pode ser uma saída e deve ser um facilitador para trazer benefícios para crianças obesas e ou com sobrepeso, visto que, a utilização de temas atuais e que fujam apenas de aptidões física e meios tecnista são mais atraentes e prazerosas para alunos que geralmente ficam excluídos das aulas. Sabemos que o movimento corporal é fundamental na manutenção da saúde, onde o educador físico, que hoje é considerado um profissional da saúde tem condições de acatar estratégias que trabalhe na identificação, prevenção e tratamento de enfermidades, dentre elas a obesidade infantil, o mesmo deve dispor de uma atenção especial e ter ciência de responsabilidade, na medida em que já é comprovado que o sedentarismo está entre as principais causas do aumento dos índices de obesos no Brasil. Para trabalhar com crianças nas aulas de educação física é preciso explorar ao máximo as atividades que envolvam brincadeiras mais dinâmicas, como os diferentes piques e jogos que envolvem grande movimentação, porque, de certa forma, os alunos estarão praticando alguma atividade mais intensa, proporcionando uma queima calórica, apesar de sabermos que esse procedimento por si só não modificará os índices de obesidade em escolares. Lembrando sempre que não temos a intenção de combater a obesidade infantil durante as aulas de Educação Física Escolar, este seria apenas um dos meios possíveis para motivar e buscar autoestima através de prazer, de forma que o mesmo venha adotar hábitos de vida saudáveis, tais atividades inseridas nas aulas de educação física devem primar pela independência dos alunos, onde a mesma tem que criar a prática de atividades físicas agradáveis, o foco não deve ser única e exclusivamente voltado para métodos tecnista, para que dessa forma alunos se sintam à vontade para sua prática. Diante do que diz Oliveira, 2009, estamos de acordo, pois a sua tese vem de encontro ao que realmente pensamos quando conceitua que: as aulas atinjam a classe que mais precisas de atividades físicas (crianças obesas ou com sobrepeso) e para que as mesmas possam adotar o uso frequente da prática de exercícios, as aulas não poderão de forma alguma exigir um alto índice motor e ou de habilidade físicas, pois se as atividades não propiciar prazer esses alunos poderão se inibir e não praticar a atividade, nem durante as aulas e nem além dos anos escolares. Portanto, fica claro que a prática de aulas de educação física desde que planejada e que fuja dos tradicionais métodos já ultrapassados, podem interferir positivamente no balanço energético, e também prevenir e trataro quadro de fatores de risco associados à obesidade. Segundo Nahas, (...) “é preciso oportunizar a pratica regular de atividades físicas, melhorando o ambiente físico e modificando leis ou normas que deem ao cidadão comum o direito a atividade física regular em seu lazer” (1999, p. 71). Quem tem incluído na sua rotina, a prática de atividades e exercícios físicos, vive melhor e tem mais chances de ser feliz por levar uma vida ativa e integrando-se em jogos que exijam uma equipe como basquete, vôlei e futebol, por exemplo (SABA, 2008). O ser humano depende da atividade física para melhorar sua qualidade de vida e, muitas vezes, por isso, as aulas ministradas para crianças, fazem com que cresçam conscientes do que realmente precisam. Seguindo essa linha de raciocino enfatiza Colaço, 2010 quando comenta, que nenhum exercício físico será incorporado aos hábitos regulares se este não trouxer alguma forma de prazer ou recompensa. Toda a atividade física quando iniciada com sacrifício ou obrigação será, possivelmente abandonada, por mais consciente que o indivíduo possa estar do seu benefício para a saúde. Em virtude disso ao adotar atividades diferenciadas o educador de certa forma estará contribuindo e trazendo de volta uns dos maiores benefícios que a educação física pode agregar aos alunos. Assim, Santos (1998) sugere que as atividades das aulas de educação física, necessariamente, não devem explicitar objetivos referentes à promoção da saúde, mas sim objetivos no âmbito do adequado desenvolvimento da cultura esportiva. Segundo o autor uma adequada formação desportiva pressupõem estilo de vida ativo que, por consequência, acarretaria em níveis de aptidão física referenciada à saúde, nessa linha Sobral (1988) coloca que uma educação desportiva corretamente orientada pode estabelecer hábitos positivos de vida para todo o sempre. Para isso, a escola tem de transmitir aos positivos de vida para todo o sempre. Para isso, a escola tem de transmitir aos jovens as competências básicas, garantir a cada educando o repertório de atividades que lhes permita gerir a sua aptidão física e seu bem-estar geral. O estilo de vida da criança se reflete diretamente no seu peso. Criança que prefere atividades sedentárias, gasta menos energia em relação a mais ativa, potencializando o surgimento de depósito de gordura. É importante estimular os pequenos a fazer atividades em ambientes ao ar livre, além de saber que se o ambiente for favorável, ou seja, se houver bons hábitos alimentares e prática regular da atividade física, a obesidade dificilmente será desenvolvida, mesmo que há predisposição genética. Em 1997 a Educação brasileira passou por algumas mudanças nos parâmetros curriculares nacionais, na qual, algumas questões sofrem modificações para que pudessem se adequar a realidade da sociedade. Entre essas mudanças o parâmetro afirma: “Cabe à escola trabalhar com repertório cultural local, permitindo de experiências vividas, mas também garantir o acesso a experiências que não teriam fora da escola. Essa diversidade de experiências precisa ser considerada pelo professor quando organiza atividades, toma decisões sobre encaminhamentos individuais e coletivos e avalia procurando ajustar sua prática as reais necessidades da aprendizagem dos alunos”. (BRASIL, 1997) II CAPÍTULO – SEDENTARISMO – OBESIDADE Conforme Greenspan e Strewler, a obesidade, como maioria das outras enfermidades humanas crônicas, é um distúrbio multifatorial: ou seja, há vários fatores que influenciam o desenvolvimento ou não da obesidade ou um aumento anormal da gordura corporal (2000, p.522). Dentro destes fatores entram a genética, o sedentarismo, a má alimentação e problemas psicológicos. Existem diferentes classificações para a obesidade. Anatomicamente, a obesidade pode ser localizada ou generalizada. O tipo localizado consiste no acúmulo de gordura restrito a uma ou mais áreas corpóreas. Por sua vez, o tipo generalizado caracteriza-se pelo excesso de gordura homogeneamente distribuído pelo corpo. O padrão de distribuição de tecido adiposo, independente da gordura corporal total, altera os riscos para a saúde induzidos pela obesidade. Mais especificamente, relações da cintura-quadril que ultrapassam 0,80 para mulheres e 0,95 para homens, estão associadas com o maior risco de morte por coronariopatias e outras enfermidades. A obesidade pode ser definida como uma síndrome que consiste de alterações funcionais, de composição bioquímica, do metabolismo, da estrutura corporal, caracterizadas pela expansão do acúmulo subcutâneo de gordura com aumento do peso corporal (DE ANGELIS, 2003, Cap. 1). A tendência ao sedentarismo pode ser a causa e ao mesmo tempo a consequência da obesidade. A criança e o adolescente tendem a ficarem obesos quando sedentários, sendo esse um dos fatores que atrapalham ainda mais o “tratamento”, pois a obesidade os torna ainda mais sedentários. A atividade física é essencial para que aumente o gasto calórico e a massa óssea, que previne a osteoporose e a própria obesidade (MELLO et.al, 2004). Normalmente a criança tem como exemplo mais a família, que deve preferencialmente mostrar hábitos saudáveis e práticas de atividades físicas, o que motivará a criança a acompanhá-la, diminuindo a chance de se tornar obesa. Adotar alguns hábitos podem auxiliar na prevenção da obesidade infantil, como subir escadas ao invés de usar a escada rolante ou elevadores, trocar os passeios de carro por passeios a pé sempre que possível, praticar algum esporte como futebol, handebol, basquete em substituição ao videogame, até mesmo em tarefas domésticas irão aumentar o gasto energético, provocando uma mudança positiva no comportamento, assim contribuindo para uma vida mais ativa e menos sedentária. A obesidade infantil está diretamente associada ao sedentarismo, pois as crianças quase não têm acesso à prática de atividades físicas no seu dia, diante disso vale salientar que um dos únicos lugares que os mesmo ainda fazem tais atividades é nas aulas de Educação Física, portanto o Educador Físico não deve achar que as aulas são somente jogar bola, o mesmo deve ter consciência dos objetivos históricos e atuais da Educação Física, objetivo esses que nas últimas décadas assumiram diferentes identidades que se sucederam e acabaram por receber a denominação de tendências. Porém independente das definições creditada às aulas de educação física escolar, a mesma deve ser pautada sempre no movimento (MELO, 2008). O sedentarismo facilita o surgimento de um grupo de complicações denominadas hipocinéticas, dentre as quais a obesidade vem se tornando a mais prevalente já é diagnosticada como uma doença, uma epidemia em desenvolvimento que recebe, ou deveria receber, atenção especial dos profissionais da área de saúde e educação, visto que ela certamente será a precursora de outros agravos na idade adulta. A obesidade infantil vem apresentando um rápido aumento nas últimas décadas, isso é preocupante, pois algumas de suas complicações, como por exemplo o colesterol elevado, hipertensão arterial e diabetes do tipo II, que eram mais evidentes em adultos, hoje já podem ser observadas em crianças e adolescentes, o estilo de vida sedentário é um dos males do nosso país, além de ser, em grande parte dos casos, o responsável direto pelo desenvolvimento da obesidade em crianças, por essa razão o exercício físico deveria ser reconhecido como componente essencial em medidas profiláticas. Araújo; Brito; Silva (2010) “afirmam que um dos fatores responsáveis pela maior prevalência da obesidade é, sem dúvida, o sedentarismo ou a insuficiente prática de atividade regular”. Os professores de Educação Física, ao acatar estratégias para combater o sedentarismo, contribuem de maneira satisfatória para a promoção de saúde de seus alunos. Logo, parece-nos razoável considerar que o exercício, o desporto e a aptidão física aparecem como conteúdos essenciais da Educação Física escolar. Não se trata somente de justificar a aptidão física apenas como um estado de adaptação biológicaem curto prazo, mas vê-la como um processo que representa todo o envolvimento do indivíduo com as valiosas experiências educacionais, através das práticas de atividades físicas que devem ser utilizadas durante toda a vida”. Por ter a educação física escolar a vantagem de ser uma disciplina que atua diretamente sobre a totalidade do desenvolvimento humano, não pode ela deixar que suas ações se restrinjam às práticas mecanicistas/esportivistas como ainda vem acontecendo em muitas escolas (o esporte como um fim em si próprio). Qual será o papel da educação física escolar ao priorizar esses conteúdos? Será que é apenas isso o que a educação física tem a ensinar aos alunos? Cabe ao professor compreender que existe um leque de possibilidades para se atingir os objetivos da disciplina, assim como, reconhecer a existência de uma proposta de educação física voltada para a saúde em moldes que ampliam a perspectiva higienista4 construída anos atrás. (DARIDO, 2003). De acordo com Franklin (2010) a obesidade é um distúrbio nutricional traduzido por um aumento de tecido adiposo, resultante de balanço positivo de energia na relação ingestão e gasto calórico, que frequentemente causa prejuízo à saúde”. Para o autor o excesso de peso na criança predispõe as mais variadas complicações, abrangendo as esferas psicossociais, pois há o isolamento e afastamento das atividades sociais devido à discriminação e a aceitação diminuída pela sociedade. Atualmente dados alarmantes dão conta da gravidade e da importância de se buscar alternativas para o combate a esta enfermidade onde a obesidade tem se caracterizado como a disfunção orgânica que mais apresenta aumento em seus números, não apenas em países industrializados, mas particularmente nos países em desenvolvimento. Em virtude disso, identificar alunos com tendências a sobrepeso ou obesas para que o educador possa desenvolver e criar atividades com contemplem à grande maioria dos alunos buscando minimizar tais malefícios é o grande desafio, pois na grande maioria as pessoas que são responsáveis em identificar esse mal não o fazem, nem sempre por que não o querem fazer, mais na grande maioria por haver um despreparo e falta de informação no que tange ao assunto. III CAPÍTULO – ANÁLISE E DISCURSÕES SOBRE O ESTUDO E A PESQUISA FEITA Através da pesquisa feita nas Escolas Públicas de Iracema – Ce, a aplicação de questionários com vinte alunos que tem o peso inadequado, tanto para a idade como para o tamanho, obtivemos os resultados diante as respostas que foram dadas as dez perguntas feitas. Quando se fala em obesidade, seja ela infantil ou adulta, deve-se levar em consideração alguns conceitos relevantes para seu entendimento, como a diferente entre obesidade e sobrepeso. Oliveira et.al. (2003) classifica obesidade coo o excesso de gordura corporal relacionado à massa magra, e sobrepeso, uma proporção relativa de peso maior que a desejável para a altura. 1. IDADE? A idade dos alunos obesos está na sua maioria com 10 anos. 2. SEXO? Devido à mudança no estilo de vida atual a obesidade se coloca como fato marcante no dia-a-dia das crianças, assim sendo percebe-se à necessidade de sugerir alternativas para evitar que os maus hábitos alimentares aliados ao sedentarismo a infância uma etapa. A maioria das crianças entrevistadas são do sexo feminino, ou seja, 12 desses aluno. 3. PESO? Observe que a maioria dos alunos está com o peso muito além do que devia, ou seja, 55% deles no total 11 alunos que o excesso de gordura corporal traz malefícios diversos à saúde, pois a obesidade trata-se de uma doença não transmissível que oferece riscos para outras doenças como o diabetes, as doenças cardiovasculares, a hipertensão, sem falar na “doença psicossocial” que o indivíduo obeso está susceptível a sofrer (BOUCHARD, 2002; NAHAS, 2001; SILVA et.al.2007). 4. PRATICA ALGUM TIPO DE ATIVIDADE FÍSICA NA ESCOLA? Alguns desses alunos no total 12 deles não praticavam nenhuma atividade física, sendo que as meninas são as mais sedentárias, já que os meninos gostam mais de jogar e correr. Outro fator que contribui significativamente para o aumento da obesidade seria a diminuição de atividades que demandam esforços físicos sistematizadas por parte da população em geral (SOCIEDADE BRASILEIRA DE CARDIOLOGIA, 2002). A prescrição da atividade física para a diminuição do percentual de gordura e conscientização corporal é essencial, porém deve ser implantada de forma que se adeque ao perfil do obeso, evitando abandono. A solução seria trabalhar exercícios sempre do mais simples para os mais complexos, de acordo com a assimilação do aluno e seus gostos, esse preferencialmente deve ver a atividade física de forma benéfica e prazerosa e não como uma obrigação. Trabalhar em grupo pode ajudar no trabalho, pois, cria-se um vínculo de amizade, onde todos estão no local pelo mesmo motivo, um pode incentivar o outro e trocar experiências. Optar por atividades preferencialmente aeróbias de baixa e moderna intensidade, e de média a longa duração, que envolvam grandes grupos musculares, de preferência realizada de maneira contínua, com o mínimo de impacto possível, visando o fortalecimento muscular, ósseo, articular, e principalmente a diminuição da quantidade de gordura corporal, minimizando o risco de lesão e o agravamento e/ou aparecimento de doenças, relacionadas ao sedentarismo e obesidade. 5. GOSTARIA DE PRATICAR ATIVIDADES FÍSICAS QUE SEJAM DIFERENCIADAS NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA? Diante da pergunta feita apenas dois alunos responderam que gostaria somente de jogar bola e que não queria outro tipo de atividade, se trabalhar com educação física escolar, independentemente do conteúdo em questão, as aulas devem proporcionar aos alunos uma constante discussão relacionada ao mundo que se tem hoje no qual eles estão inseridos. As crianças na maioria das vezes, tem como espaço para prática de alguma atividade física orientada apenas as aulas de educação física escolar, que, apesar de serem frequentadas durante poucas horas por semana (geralmente duas aulas de 50 minutos), podem servir como um lugar onde se obtém informações sobre esse assunto e de orientação para sua prevenção. Sabemos que é muito difícil, alterar os componentes da composição corporal em aulas de Educação Física Escolar, realizadas 2 vezes por semana, com uma duração de 50 minutos cada uma, e com um número grande de alunos por turma. Ou seja, o tratamento extrapola os limites de atuação dos professores dessa disciplina neste ambiente específico que é a escola. Nesse sentido, ao invés de pensarmos em tratamento durante as aulas, deve-se pensar em ações concretas de prevenção e esclarecimento. Essas ações, com certeza, auxiliariam o entendimento sobre a obesidade infantil, orientando os alunos a se cuidarem e a se posicionarem criticamente frente a este tema. Para agir de forma efetiva no combate a obesidade infantil as aulas de educação física devem adotar metodologias diferenciadas, primando pela busca e utilização de atividade lúdicas, simples e prazerosa, fazendo uso nas aulas de temas atuais trabalhando transversalidade, aonde no entendimento vimos que só dessa forma será alcançado um considerável nível de participação dos alunos e com isso conscientizando as crianças que o hábito saudável da prática de atividades física regular trará benefícios, onde tais benefícios atuaram no combate as enfermidades relacionadas ao ganho de peso e dessa forma colaborando com a sua saúde do aluno no futuro 6. EM CASA SEUS FAMILIARES (PAI, MÃE, IRMÃOS) COSTUMAM PRATICAR ATIVIDADES FÍSICAS? A maioria das crianças responderam que os familiares não tem o hábito de fazer nenhum tipo de atividade física. As iniciativas de prevenção do sobrepeso e obesidade deve ser iniciadas antes da idade escolar e mantida durante a infância e a adolescência, para que se tornem mais eficazes. Deve haver um esforço significativo no sentido de direcioná-las à prevenção já na primeira década de vida, pois neste momento é que pode começar o interesse, o entendimentoe mesmo a mudança dos hábitos dos adultos, por intermédio das crianças e adolescentes (SAHOTA, et.al, 2001). O ambiente familiar compartilhado e a influência dos pais nos padrões de estilo de vida dos filhos, incluindo a escolha dos alimentos, indicam o importante papel da família em relação ao ganho de peso infantil. Uma revisão dos programas de prevenção da obesidade para crianças mostrou que as intervenções que produziram maiores efeitos incluíram a participação dos pais. Na publicação sobre os determinantes do excesso de peso em crianças e adolescentes do National Institutes of Health (Estados Unidos), a família é considerada como sendo o principal gerador da alimentação adequada para crianças e adolescentes. Ela é, também, o centro das atenções para o desenvolvimento de ações efetivas visando à redução do excesso de peso. Os conhecimentos nessa área referem-se não propriamente à prevenção, mas a esquemas de abordagem familiar para o tratamento de crianças já obesas. Embora os pais representem uma parcela significativa na influência da conduta da criança, eles raramente recebem suporte ou treinamento para este papel. Contudo, para Camp-bell et al. os pais possuem conhecimento nutricional e são capazes de avaliar a adequação dietética da dieta de seus filhos. Contudo, estudos mostram que os pais possuem conhecimento nutricional e são capazes de avaliar a adequação dietética da dieta de seus filhos. Resultados de uma metanálise mostraram que as intervenções com um componente de conduta familiar produziram efeitos maiores do que os grupos alternativos de tratamento, demonstrando que a inclusão da família no tratamento deve ser estimulada, bem como ações preventivas com enfoque familiar. Dessa forma, o fator que afeta diretamente o desenvolvimento das crianças é o microambiente familiar, sendo os hábitos de vida dos pais determinantes nesse sentido (OLIVEIRA & FISBERG, 2003). Por exemplo, pais fisicamente ativos tendem a estimular a prática de atividade física dos filhos, ou então, pais cuja alimentação é saudável têm filhos que seguem seus padrões alimentares. Filhos de pais sedentários e com maus hábitos alimentares possuem maior tendência de desenvolver a obesidade infantil. Tento em vista o aumento da prevalência de obesidade infantil no Brasil e suas complicações, fazem-se necessárias ações que objetivem a prevenção e o combate dessa patologia, sendo a escola um dos espaços possíveis para tal intervenção. 7. FAZEM ALGUM TIPO DE RESTRIÇÃO A ALIMENTAÇÃO? Apenas algumas crianças tentam comer coisas mais saudáveis, as outras no caso 90% delas comem frituras, doces, refrigerantes, tanto em casa como na escola. Para Souza (2006, p. 7), “a obesidade é um grupo de condições crônicas caracterizadas pelo excesso de gordura corporal, atribuídas a um desequilíbrio energético, de origem multifatorial”. Entre as origens da obesidade estão o mau hábito alimentar, lesão hipotalâmica, fatores genéticos, hipernutrição infantil, inatividade física (sedentarismo) e fatores ambientais. Além disso, a obesidade pode desencadear outras doenças como hipertensão arterial, diabetes mellitus, doenças coronarianas, arterosclerose, entre outras (GUYTON & HALL, 2002; COUTINHO, 2007). Monteiro, Mondini & Costa (2000) demonstram que a elevação do consumo de gorduras, principalmente gorduras saturadas, associada à diminuição ou até mesmo a ausência de consumo de grãos, vegetais, frutas e carboidratos complexos, além do aumento do consumo de açúcares simples, seriam as possíveis causas para o aumento da obesidade. É necessário manter os princípios de que cada refeição seja adequada, suficiente, harmônica e que esteja de acordo com as condições de saúde e nutrição das pessoas e das populações. Profissionais da saúde aconselham a reeducação alimentar e a programação de atividade física constate e regular. Porém, os pequenos pacientes muitas vezes, queixam-se ou não se sentem motivados a cumprir estas metas. Sobre a alimentação, as orientações visam diminuir alimentos gordurosos, excluindo-se as frituras do cardápio e utilizando pouco óleo na preparação dos alimentos. O teor de gordura deve ultrapassar 25% do total da alimentação da criança e o consumo de doces e açucares e de alimentos industrializados do tipo “fast food” deve ser minimizado. 8. TENTARAM MUDAR O HÁBITO ALIMENTAR? As crianças dizem tentar mudar o hábito alimentar mais não conseguem. Em relação à obesidade, um estilo de vida não saudável parece ser um dos principais fatores para a causa e suas consequências relacionadas. A ausência de atividade física e a dieta inadequada estão fortemente associadas à obesidade (SICHIERI, 1998). No caso das crianças, o mundo atual tem oferecido uma série de opções que facilitariam esse resultado: alimentos industrializados, “fast-foods”, televisões, videogames, computadores, entre outros, podem constituir um ambiente bastante favorável ao aumento da prevalência da obesidade (ROBINSON, 1999). É importante que as mudanças de comportamento propostas para as crianças e obesos, sejam estruturadas adequadamente para evitar distúrbios alimentares posteriores, como os encontrados em adultos que apresentam dificuldades de reduzirem o peso corporal. Segundo Oliveira et.al. (2003), as preferencias alimentares das crianças, assim como atividades físicas são práticas relacionadas diretamente pelos hábitos dos pais, que persistem frequentemente na vida adulta o que reforça a hipótese de que fatores ambientais são decisivos na manutenção ou não do peso saudável. Segundo, Batebam e Silva (2003), a hipótese de que o aleitamento materno teria um efeito protetor a obesidade não é recente. Contudo, resultados controversos têm sido encontrados, e o tema permanece extremamente atual, principalmente frente ao importante aumento que vem sendo observado na prevalência da obesidade. 9. A ESCOLA OFERECE MEIO DE PRÁTICAS DE ATIVIDADE FÍSICAS E DE MELHORIA DA ALIMENTAÇÃO? As crianças responderam que a escola ajuda para diminuição do peso. O Educador Físico não deve achar que as aulas são somente jogar bola, o mesmo deve ter consciência dos objetivos históricos e atuais da Educação Física, objetivo esses que nas últimas décadas assumiram diferentes identidades que se sucederam e acabaram por receber a denominação de tendências. Porém independente das definições creditada às aulas de educação física escolar, a mesma deve ser pautada sempre no movimento (MELO, 2008). Dentro dessas considerações, os profissionais em questão procuram intervir, por meio da Educação Física Escolar, de forma a construírem, juntos a seus alunos, uma autonomia em relação à construção de um estilo de vida ativo. Para tanto, utilizam como meio, em suas aulas, a aquisição da experiência do movimento corporal, pois acreditam que, assim, os alunos despertarão a independência e o prazer pela prática da atividade física. Considerando a busca por uma vida de qualidade como fator impar na sociedade de hoje, e reconhecendo a escola como espaço que visa mudanças sociais, podemos inferir que tal espaço deve contribuir para que seus frequentadores caminhem em direção a uma vida saudável e de qualidade. A alimentação equilibrada e balanceada é um dos fatores fundamentais para o bom desenvolvimento físico, psíquico e social do ser humano e para isso Radaeli (2001) explica que exigem algumas recomendações diárias. 10. OS PROFESSORES DE EDUCAÇÃO FÍSICA AJUDAM OS ALUNOS A MATER A FORMA? Os alunos acreditam e confiam nos professores de Educação Física. Entendendo então a educação física como promotora da saúde e diante do problema exposto neste estudo: a obesidade; podemos esperar que os professores da disciplina construam meios preventivos à doença, informando seus alunos conceitos sobre aptidão física5 e saúde, e levando a eles subsídios que proporcione a construção de uma perspectiva de vida mais longa e autônoma (NAHAS, 2001). Com tantas possibilidades de atividades, é bastante nítido que as aulas de Educação Física Escolar, hoje em dia, não se prende apenas aos gestos corporaismecanizados, técnicos e aos conhecimentos táticos de alguns esportes, pois as possibilidades pedagógicas são muitas e, quando se pensa em aulas para escolares, deve-se ter em mente que o ser humano está incluído numa sociedade e que ele faz parte desta. Nesse sentido, abordar questões contemporâneas é necessário quando se pensa na educação de crianças mais críticas e envolvidas socialmente, pois, ao mesmo tempo em que fazem parte dessa sociedade e são influenciadas por ela, elas também a influenciam. CONSIDERAÇÕES FINAIS Diante do exposto vimos que a atividade física é fator determinante na prevenção da obesidade e que as práticas corporais são objeto direto da educação física. Infere-se, portanto, a necessidade de se abrir discussões a respeito da melhora da qualidade de vida por meio da educação física escolar e de se criar programas de intervenção nesse sentido, os quais atribuem valor à importância de se formar uma consciência corporal saudável e de construir melhores hábitos de vida. Para tanto, este estudo objetivou colocar o professor de educação física em destaque na medida em que, como foco de discussão, temos suas ações em particular. Dessa maneira, lhes possibilitamos refletir sobre seu trabalho e sobre o modo de como a educação para a saúde tem-se feito cada vez mais necessária dentro do ambiente escolar, o que certamente servirá de incentivo para que esses agentes educacionais provoquem mudanças positivas em suas atuações. Ao final da discussão, chegamos à conclusão de que a educação física escolar tem importância na educação das crianças de hoje. Embora seja uma das variáveis que podem e deveriam ser tratadas na escola, como a psicologia e a nutrição. A pesquisa deixa clara a relação da Educação Física escolar com a qualidade de vida e seus métodos de promoção, embora não seja, ainda, totalmente aplicada na realidade, ficando em muitos casos apenas na teoria. Com essa pesquisa, espera-se que o assunto possa ser profundado, difundido e aplicado pelos profissionais da educação escolar, como forma de prevenir a presença futura das doenças hipocinéticas, educado a sociedade em geral, para um estilo de vida mais ativo e longe dos fatores de risco. Analisamos o crescimento da obesidade infantil considerando possíveis causas desse crescimento e fornecendo sugestões que possam gerar alterações no quadro através da inserção da atividade física e mudanças de hábitos nesse meio, identificando a obesidade e qual o público foi os alunos da escola pública de Iracema. Observamos que as iniciativas de prevenção do sobrepeso e obesidade devem ser iniciadas antes da idade escolar e mantidas durante a infância e a adolescência, para que se tornem mais eficazes. Portanto a função proposta aos professores de educação física é a de incorporarem nova postura frente à estrutura educacional, procurando adotar em suas aulas, não mais uma visão de exclusividade à prática de atividades esportivas e recreativas, mas, fundamentalmente, alcançarem metas voltadas à educação para a saúde, mediante seleção, organização e desenvolvimento de experiências que possam propiciar aos educandos não apenas situações que os tornem crianças e jovens ativos fisicamente, mas, sobretudo, que os conduzam a optarem por um estilo de vida saudável ao longo de toda a vida. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS _______. Parâmetros curriculares nacionais: Educação Física / Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC/SEF, 1998a. _______. Parâmetros curriculares nacionais: ensino médio. Brasília: MEC/SEF, 2000. _______. Parâmetros curriculares nacionais: terceiro e quarto ciclos: apresentação dos Temas transversais / Secretaria de Educação Fundamental. – 1995. ABRANTES, M. 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IDADE Feminino Masculino 11 anos 12 anos 0.2 0.5 0.15 0.15 SEXO Feminino Maculino 0.6 0.4 PESO 30 à 40 kg 40 à 50 kg 50 à 60kg 0.05 0.4 0.55000000000000004 pratica algum tipo de atividade física na escola Sim Não 0.4 0.6 gostaria de praticar atividades físicas que sejam diferencidas as aulas de educação física Sim Não 0.9 0.1 EM CASA SEUS FAMILIARES (PAI, MÃE, IRMÃOS) COSTUMAM PRATICAR ATIVIDADES FÍSICAS Sim Não 0.2 0.8 FAZEM ALGUM TIPO DE RESTRIÇÃO A ALIMENTAÇÃO? Não Sim 0.9 0.1 TENTARAM MUDAR O HÁBITO ALIMENTAR Sim Não 0.6 0.4 A ESCOLA OFERECE MEIO DE PRÁTICAS DE ATIVIDADE FÍSICAS E DE MELHORIA DA ALIMENTAÇÃO Sim Não 0.8 0.2 OS PROFESSORES DE EDUCAÇÃO FÍSICA AJUDAM OS ALUNOS A MATER A FORMA? Não Sim 0.9 0.1