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Tratamento Restaurador em Dentes Tratados Endodonticamente
Baseado em: Lopes & Siqueira (2015); Soares & Goldberg (2011); Versiani (2015); Lemos (Endo-e.com)
Apresentação: Ana Clara Bricard
1
Introdução
Sucesso do Tratamento
O sucesso do tratamento endodôntico depende da restauração coronária adequada.
Fragilidade Estrutural
Dentes tratados endodonticamente tornam-se mais frágeis devido à perda de estrutura dental.
Objetivo Restaurador
O objetivo do tratamento restaurador é reestabelecer a função, a estética e a vedação coronária, prevenindo a reinfecção do canal.
2
Fatores que Influenciam a Restauração
Estrutura Remanescente
Quantidade de estrutura dentária remanescente.
Tipo e Localização
Tipo e localização do dente.
Carga Mastigatória
Carga mastigatória.
Tipo de Restauração
Tipo de restauração definitiva planejada (direta ou indireta).
Cúspides Enfraquecidas
Presença de cúspides enfraquecidas.
Vedamento Imediato
Vedamento coronário imediato após o tratamento endodôntico.
3
Importância do Selamento Coronário
O selamento coronário imediato evita a contaminação do canal por saliva e bactérias.
Mesmo após a obturação, a microinfiltração coronária pode levar à falha do tratamento endodôntico.
O ideal é restaurar o dente no mesmo dia do término da endodontia (Lopes & Siqueira, 2015).
4
Fragilidade Estrutural Pós-Endodontia
Perda de Estrutura
A perda de estrutura dental (tecido coronário e dentina interna) reduz a resistência à fratura.
Acesso Endodôntico
O acesso endodôntico e a instrumentação removem dentina do teto da câmara e das paredes, o que compromete a integridade.
Proteção Cuspídea
Dentes posteriores com cúspides delgadas devem ser recobertos com coroas para evitar fraturas cuspídeas.
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Opções de Restauração
Restauração Direta
Indicação: pequena perda de estrutura.
Materiais: resina composta ou ionômero reforçado.
Vantagens: baixo custo, preservação de estrutura dental.
Restauração Indireta
Indicação: grande destruição coronária.
Materiais: cerâmica, metalocerâmica ou resina indireta.
Vantagem: maior resistência mecânica e vedamento marginal.
6
Núcleos e Pinos Intraradiculares
Quando há perda extensa de estrutura, pode ser necessário instalar um pino para retenção.
Metálico Fundido
Alta resistência, mas rigidez excessiva.
Fibra de Vidro
Módulo de elasticidade semelhante à dentina → melhor distribuição de forças.
Segundo Lopes & Siqueira (2015), o pino não reforça o dente, apenas retém o material restaurador.
7
Critérios para Uso de Pino
Retenção Necessária
Necessário apenas quando não há estrutura suficiente para reter o material restaurador.
Comprimento Ideal
O comprimento ideal do pino é de ⅔ do comprimento radicular ou o equivalente à altura da coroa clínica.
Selamento Apical
Deve sempre permanecer no mínimo 4 mm de material obturador apical para garantir o selamento endodôntico.
Considerações Biomecânicas
A resistência depende da quantidade e qualidade da dentina remanescente.
Dentes com paredes finas são mais propensos a fraturas verticais.
O uso de pino de fibra distribui as forças de modo mais homogêneo, reduzindo tensões internas (Versiani, 2015).
8
Selamento e Cimentação
O cimento deve promover adesão e vedamento hermético.
Cimentos Resinosos Dual
São os mais indicados para pinos de fibra.
Adesão Crucial
Evitar cimentos à base de óxido de zinco e eugenol, pois interferem na adesão.
9
Prognóstico e Manutenção
Sucesso
O sucesso depende da qualidade da endodontia e da restauração final.
Longevidade
A ausência de infiltração e a boa adaptação marginal garantem longevidade ao dente tratado.
Revisões
Revisões periódicas são essenciais para avaliar integridade e oclusão.
Referências
LEMOS, M. E. Anatomia Interna. Disponível em: endo-e.com
SOARES, I. J.; GOLDBERG, F. Configuração interna do elemento dental. In: Endodontia: técnicas e fundamentos. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2011.
VERSIANI, M. A. The Root Canal Anatomy Project.
LOPES, H. P.; SIQUEIRA Jr., J. F. Endodontia: biologia e técnica. 4. ed. Rio de Janeiro: Medsi, 2015.
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