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Apostila de Dentística II – Odontologia – UNITPAC 
Túlio Rosa - @in.cisivo 
1 
 
 
 
 
Apostila de Dentística II – Odontologia – UNITPAC 
Túlio Rosa - @in.cisivo 
2 
 
 
 
 
 
 
Oi, colega! 
 
Primeiramente, gostaria de agradecer pela confiança em 
adquirir minha apostila de estudo, a qual foi desenvolvida com 
muito carinho e dedicação. Tenho certeza que ela vai ajudar nos 
seus estudos da mesma forma que me ajudou. 
Além disso, vale ressaltar que durante o processo de estudo, 
caso venha a surgir alguma dúvida ou divergência de outros 
materiais complementares, por favor, entrar em contato comigo 
ou com algum professor da disciplina de Dentística II. 
Devido o resumo ter sido elaborado em determinados livros, 
apostilas e materiais disponibilizados pelo professor da disciplina 
(todos referenciados), é plausível que algum desses autores 
possam apresentar pontos diferentes em relação a outros 
materiais. Entretanto, vale salientar que isso não quer dizer que 
eu, baseado nos autores citados, ou você estejamos errados. 
E, por fim, mas não menos importante, esse material de 
estudo não pode ser vendido por terceiros, plagiado e indexado 
a plataformas de venda. Plágio, bem como, venda sem 
autorização do responsável, é crime e fere aos direitos autorais 
defendidos pela Lei 9.610/98 dos Direitos Autorais e o Art. 198 do 
Código Penal Brasileiro. 
 
Para possíveis dúvidas, questionamentos, sugestões, elogios e 
outros, segue o email para contato: incisivostudygram@gmail.com 
– Túlio Silva Rosa. 
Se possível, no momento dos seus estudos utilizando esse 
material de apoio você postar uma foto/vídeo no storie do 
Instagram, me marque no @in.cisivo, para que assim eu possa 
estar vendo a marcação e repostar sua interação. E não esqueça 
de indicar para os amigos! 
Agradeço desde já., obrigado por adquirir essa apostila. E, 
claro, se precisar de ajuda, saiba que pode contar comigo. Bons 
estudos! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Att., Túlio Rosa – Acadêmico de Odontologia no UNITPAC. 
 
 
mailto:incisivostudygram@gmail.com
Apostila de Dentística II – Odontologia – UNITPAC 
Túlio Rosa - @in.cisivo 
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1. Resinas Compostas ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------- 4 
2. Lesões Cervicais Não Cariosas (LCNC) ---------------------------------------------------------------------------------------- 8 
3. Sistema Adesivos (SA) ------------------------------------------------------------------------------------------------------------ 12 
4. Complexo Dentino-Pulpar -------------------------------------------------------------------------------------------------------- 17 
5. Núcleo de Preenchimento e Fundido ---------------------------------------------------------------------------------------- 26 
6. Doença Cárie e seu Diagnóstico ---------------------------------------------------------------------------------------------- 29 
7. Preparo INLAY – MOD ---------------------------------------------------------------------------------------------------------- 33 
8. Preparo ONLAY – MOD -------------------------------------------------------------------------------------------------------- 39 
9. Facetas Estéticas ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------- 45 
10. Referências --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- 49 
 
 
 
 
 
 
Apostila de Dentística II – Odontologia – UNITPAC 
Túlio Rosa - @in.cisivo 
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As resinas compostas foram desenvolvidas a partir dos 
estudos de Bowen no final da década de 1950. 
Em 1962 juntou a resina epóxica com a resina acrílica obtendo 
uma resina com matriz de BIS-GMA (Bisfenol glicidil metacrilato). 
Este material propiciava uma menor contração de 
polimerização com menor quantidade de bolhas em relação às 
resinas acrílicas. 
 
• 1955 – Técnica do condicionamento ácido (Buonocore) 
• 1958 – Dimetilmetacrilatos (Bis-GMA) e partículas inorgânicas 
silanizadas investigadas como materiais restauradores diretos 
• 1964 – Comercialização de resinas compostas contendo BIS-
GMA – Quimicamente ativadas. 
• 1973 – Resinas compostas de dimetracrilato fotopolimerizáveis 
com Luz UV. 
• 1977 – Resinas fotopolimerizadas com Luz Halógena – Resinas 
de macropartículas. 
 
 
 
 
 
• 1978 – Resinas compotas microparticuladas 
• 1979 – Resinas compostas híbridas 
• Década de 1990 – Resinas microhíbridas 
• Década de 2005 – Resinas nanoparticuladas 
 
 
• Matriz orgânica 
• Matriz inorgânica 
• Ativadores e iniciadores de polimerização 
• Inibidor de polimerização 
• Pigmentos 
• Opacificadores 
• Radiopacificadoeres 
 
 
• Matriz orgânica 
o Constituída por monômeros 
 
→ BIS-GMA (bisfenol-A glicidil metacrilato) 
- Mais frequentemente empregado 
 
→ UDMA (uretano dimetracrilato) 
- Menos empregado 
 
o Podem ser considerados o corpo da resina composta. 
o 
• Matriz Inorgânica 
o Promove estabilidade dimensional à matriz resinosa 
o Melhora as propriedades 
→ Menor sorção de água 
→ Aumenta a resistência à: 
- Tração 
- Compressão 
- Abrasão 
 
o Partículas inorgânicas: 
→ Quartzo ou Vidro 
→ Sílica coloidal 
→ Bário 
→ Estrôncio 
 
• Agentes Iniciadores e Ativadores 
o Agentes químicos que excitados dão início ao processo 
de polimerização. 
→ Nos sistemas quimicamente ativados o peróxido de 
benzoila é o agente iniciador ativado por uma amina 
terciária – ativador. 
 
o Sistema fotopolimerizáveis 
- O ativador é a luz Halógena ou a LED 
 
→ Iniciadores: 
- Cânforoquinona (mais utilizada) ou diquetona 
- Luz visível (ativador) com comprimento de onda 
que varia entre 420 a 450 nm que irá excitar os 
iniciadores. 
 
• Inibidores de Polimerização 
o Acrescenta-se hidroquinona para que não aconteça o 
processo de fotopolimerização prematura. 
 
o A ação da luz, temperatura e tempo podem causar a 
polimerização espontânea da matriz orgânica, diminuindo 
assim suas propriedades. 
 
• Pigmentos 
• Essenciais para a mimetização proporcionando reproduzir 
as cores da estrutura dental. 
 
As resinas compostas são classificadas pelo sistema de 
ativação, podendo ser: 
 
• Resinas compotas quimicamente ativadas 
• Resinas compostas fotoativadas 
 
 
º
Obs.: Um dos problemas da luz Halógena era o seu potencial de 
polimerização, pois não chegava totalmente ao incremento. Além 
disso, tinha característica de esquentar. 
Apostila de Dentística II – Odontologia – UNITPAC 
Túlio Rosa - @in.cisivo 
5 
 
 
 
• Macropartículas 
• Micropartículas 
• Híbridas 
• Micro-híbridas 
• Nanoparticuladas – 3M 
• Nanohibrídas 
• Macropartículas 
o Partículas de 15 a 100 micrômeros 
o Contém, geralmente, entre 70% a 80% em peso de 
carga inorgânica (50% a 60% de volume). 
o Alta resistência mecânica 
o Alta rugosidade superficial 
o Péssimo polimento 
o Alto grau de manchamento 
o Radiopacidade menor que a da dentina 
 
• Micropartículas 
o Partículas de 0,01 a 0,06 micrômetros 
- Média de 0,04 nm 
 
o Alto grau de polimento e a manutenção do mesmo. 
o Baixa resistência mecânica. 
o Grande quantidade de matriz orgânica. 
o Alto grau de sorpção de pigmentos. 
o Grandes porções de manchamento, principalmente, em 
margens delgados. 
o Durafill Vs (Kulzer) e Renamel Microfill (Cosmedent). 
 
• Híbridas 
o Partículas entre 0,6 a 3,0 micrômeros 
o Maior resistência mecânica 
o Reativo polimento superficial 
o Dificuldade de oferecer e de manter o polimento 
o Charisma (Kulzer); Filtek Z100 e Filtek Z250 (3M ESPE); 
Tetric Ceram (Ivoclar Vivadent); Herculite XRV (SDS 
Kerrs). 
 
• Microhíbridas 
o Partículas entre 0,4 a 1,0 micrômeros 
- Média de 0,6 micrômetros 
o Maior capacidade de manutenção de polimento que as 
híbridas. 
o 4 Seasons (Ivoclar vivadent); Esthet X (Denstyply);restauração inserido 
no conduto radicular para reter e estabilizar um componente 
coronário. 
 
• Função: 
- Retenção para o material do núcleo de preenchimento 
ou restauração. 
- Distribuir as tensões para as raízes. 
 
• Indicação: 
- Dentes tratados endodonticamente. 
- Dentes amplamente destruídos ou fragilizados, para serem 
preparados por restaurações diretas ou indiretas. 
 
• Pré-fabricados: 
- Metálicos – quase não são utilizados 
- Fibras de vidro / carbono 
- Zircônia (cerâmico) 
 
• Personalizados: 
- Metal 
- Cerâmico 
- Pino de fibra personalizado com resina 
- Pino anatômico – modelado dentro do conduto radicular. 
 
• Planejamento para escolha do pino: 
- Remanescente coronário 
- Condição do tratamento endodôntico 
- Condição da raiz e morfologia do canal 
 
 
Figura 41: Tipos de situações clínicas. Fonte: REZENDE, P., 2021. 
 
 
 
 
 
 
Obs.: Atualmente contraindica seu uso em dentes anteriores. 
Sua indicação fica limitada a dentes posteriores que possuam 
pelo menos 40º de estrutura coronária sadia. 
Figura 40: As situações radiográficas 
também irão determinar a escolha do 
material. 
Fonte: REZENDE, P., 2021. 
 
Apostila de Dentística II – Odontologia – UNITPAC 
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• Diâmetro do pino: 
- Pino com melhor adaptação ao conduto radicular, 
entretanto, com uma folga, de forma que, posteriormente, 
possa ser modelado dentro do conduto. 
- Espessura mínima de 1,5 de parede 
radicular. 
→ 
- Diâmetro excessivo 
 - Enfraquecimento radicular 
 
- Diâmetro pequeno 
 - Pino sujeito a distorção ou quebra 
 
 
 
• Comprimento do pino: 
- Quanto maior o comprimento do pino > sua retenção. 
- O comprimento deve ser, no mínimo, igual ao da coroa 
clínica. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Um importante ponto a ser sempre lembrado é a presença 
da guta percha no 1/3 apical, pois será ele o responsável em 
manter essa região vendada. A sua ausência proporcionará a 
contaminação do conduto radicular. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Obs.: A espessura da dentina radicular irá contribuir para a 
escolha do material, se será uma metálica ou cerâmica. 
Figura 42: Apesar da dentina 
radicular apresentar espessura 
favorável, escolheu-se utilizar pino 
cerâmico. 
Fonte: REZENDE, P., 2021. 
 
Figura 43: Observa-se que a dentina 
radicular apresenta bastante delgada, 
por essa condição, escolheu-se um 
pino anatômico – que foi modelado. 
Fonte: REZENDE, P., 2021. 
 
Figura 44: Para melhor acomodamento, o pino 
deve preencher 1/3 do diâmetro do conduto 
radicular. 
Fonte: REZENDE, P., 2021. 
 
Figura 45: 
A – Comprimento da coroa clínica; 
B – Comprimento do pino; 
C – Selamento apical; 
D – Comprimento da raiz. 
Fonte: REZENDE, P., 2021. 
 
Obs.: C: 3 a 5 mm; B – 2 a 3 cm. 
Figura 46: Divisão do dente em terços. Sendo: 
A – Remanescente de Guta Percha; 
B – Segmento radicular do pino; 
C – Comprimento da coroa clínica. 
Fonte: REZENDE, P., 2021. 
 
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A cárie dentária é uma das principais doenças bucais que 
acometem diferentes populações ao longo da vida, com cunho 
comportamental e sob grande influência das condições 
socioeconômico-culturais das populações. 
Apesar de muito se ter trabalhado na prevenção da doença, 
ainda é altamente prevalente e impactante, em especial naquelas 
populações socialmente menos favorecidas, e pode ter efeitos 
negativos na qualidade de vida das pessoas, devido a: 
• Perda de função 
• Comprometimento estético 
• Presença de dor 
• Alto custo de tratamento. 
 
No passado, entendia-se que a doença cárie dentária era 
infecciosa e transmissível, devido ao envolvimento de 
microrganismos e à possibilidade de estes serem transferidos via 
saliva de um indivíduo ao outro. Atualmente, entende-se que os 
microrganismos podem ser transferidos, mas isso não é sinônimo 
de transferência da doença, uma vez que, a cárie dentária tem 
um forte cunho comportamental, o qual é influenciado por 
questões sociais. 
 
 
Figura 47: Etiologia multifatorial da cárie dentária, envolvendo prioritariamente a 
influência da dieta (ingestão frequente de sacarose) na mudança ambiental que induz 
à disbiose na relação entre biofilme e dente, com o consequente aumento das 
espécies acidogênicas e acidúricas que causam a doença, cujos cofatores envolvem 
variáveis individuais e aspectos sociais. Fonte: MAGALHÃES, 2021. 
 
Portanto, a cárie dentária é uma doença dinâmica, multifatorial 
e mediada por biofilme, que resulta em processos de 
desmineralização e remineralização dos tecidos dentários, 
culminando com o sinal clínico a lesão cariosa. Além disso, a 
doença cárie é influenciada por outros fatores de risco, como 
genética, estilo de vida e aspectos socioeconômico-culturais. 
O biofilme dentário nada mais é que um aglomerado de 
microrganismos que colonizam a superfície dentária, incorporados 
em uma matriz rica em polímeros de carboidratos produzidos 
pelos próprios microrganismos, além de proteínas, DNA, íons e 
água, também conhecido como placa dentária. Quando em 
simbiose (equilíbrio) com o hospedeiro, esse biofilme traz poucas 
consequências às estruturas dentárias ou aos tecidos de suporte, 
pois tem, predominantemente, espécies inócuas ao hospedeiro 
como Streptococcus salivarius e S. oralis. No entanto, mediante 
mudanças nas condições ambientais locais, por exemplo, pelo 
consumo frequente de açúcar (em especial a sacarose), há 
alteração no balanço da microbiota residente no biofilme 
supragengival, processo chamado disbiose (desequilíbrio), o que 
pode levar ao desenvolvimento da doença – a cárie dentária. 
Essa disbiose do biofilme dentário vem acompanhada pelo 
domínio de bactérias acidogênicas (produtoras de ácidos a partir 
do metabolismo anaeróbico do açúcar), acidúricas (vivem bem em 
ambiente ácido) e produtoras de polissacarídios extracelulares 
(PECs). 
Os PECs: 
• Aumentam o potencial de aderência entre bactérias 
• Servem como reserva energética 
• Protegem as bactérias contra agentes antimicrobianos 
• Dificultam a sua remoção mecânica pela escovação. 
 
Algumas espécies já têm sido associadas com o 
desenvolvimento da cárie dentária, entre elas: 
• Streptococcus mutans 
• Scardovia wiggsiae 
• Slackia exígua 
• Bifidobacteriaceae 
• Algumas espécies de Lactobacilos e Candida albicans 
 
Os ácidos são os principais produtos metabólicos dessas 
espécies sendo esses produtos metabólicos causadores dos 
danos ao tecido dentário, com: 
• Ác. lático 
• Ác. acético 
• Ác. Propiônico 
• Ác. fórmico 
 
No esmalte, os minerais em equilíbrio são mantidos na forma 
de cristais organizados em prismas e, na dentina, são mantidos 
estabilizados pela matriz orgânica (colágeno). 
A saliva e o fluido tanto do tecido como do biofilme dentário 
representam o ambiente que circunda os cristais de apatita. 
O equilíbrio não é um fenômeno estático, mas sim 
determinado por dois eventos importantes que acontecem de 
forma alternada, sendo: 
• Desmineralização (perda de minerais do tecido dentário 
para o ambiente circulante) 
• Remineralização (ganho de minerais oriundos do ambiente 
circulante pelo tecido dentário) 
 
O desenvolvimento da lesão pela desmineralização da 
estrutura dentária pode ser entendido sob três diferentes 
perspectivas: bioquímica, ultraestrutural e clínica. 
 
º
Apostila de Dentística II – Odontologia – UNITPAC 
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• Esmalte 
• Dentina 
• Cemento 
 
É possível analisar e classificar as lesões de cárie de acordo com: 
 
 
Figura 48: Classificação da lesão de cárie. Fonte: MALTZ, M., 2016 
. 
• Cárie ativa: lesão progressiva. 
• Cárie inativa: lesão interrompida (remineralizada ou 
crônica). 
• Mancha branca: estágio inicial, podendo está associada a 
cárie secundária. 
• Rampante – diversas lesões ativas. 
• Oculta – visualizada somente em exames de imagens. 
 
• Lesão de cárie com cavitação:- Envolve a intervenção operatória na forma de 
restauração. 
- Não trata as causas, mas ajuda na higiene oral. 
 
• Lesão de cárie sem cavitação: 
- Tratadas pelos meios não operatórios. 
 
• Lesão ativas 
- Não cavitadas – tratadas profissionalmente 
 - Lesões interrompidas pela remoção diária do 
biofilme e uso de dentifrício fluoretado. 
 - Auxílio da profilaxia profissional. 
 - Aplicação tópica de flúor em pacientes com diversas 
lesões ativas não cavitadas. 
 
• Lesão inativas ou interrompidas: 
- Não requer intervenção profissional pois a atividade 
metabólica do biofilme é improvável de resultar em perda 
de mineral. 
- O paciente é fundamental no tratamento do processo 
carioso. 
- Quanto mais cedo uma lesão for detectada, melhor a 
possibilidade de intervenção não operatória bem-sucedida. 
 
 
 
• Áreas como: 
- Margem gengival 
- Fissuras oclusais 
• Crianças pré-escolares 
- Distal do 1º M. decíduo 
- Mesial do 2º M. decíduo 
• Crianças com 1º e 2º molares em erupção 
• Adolescentes 
- Distal do 2º P.M. 
- Mesial do 2º M. 
 
 
Diante de novas tecnologias, o método mais completo, de 
menor complexidade de uso, maior acesso, maior aplicabilidade e 
de bom desempenho é o exame visual-tátil. O exame radiográfico, 
por sua vez, é um exame complementar importante e também 
adequado quanto a sua aplicabilidade, conforme será discutido a 
seguir. 
O exame visual-tátil ainda é o melhor método de detecção 
das lesões de cárie. Por meio dele o profissional conseguirá 
observar todos os parâmetros que devem ser julgados na lesão, 
tais como: 
• Localização 
• Estimativa da profundidade 
• Integridade da superfície ou perda de estrutura (cavidade) 
• Potencial de retenção de biofilme 
• Coloração 
• Textura 
 
 Obs.: Esses três últimos são importantes sinalizadores da 
atividade da lesão de cárie. 
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Apesar do exame visual-tátil ser extremamente simples, três 
cuidados são essenciais para sua correta execução: 
• Limpeza 
• Secagem 
• Iluminação do dente/superfície a ser examinado. 
 
 
Figura 49: Guia para o planejamento odontológico integrado individual. Fonte: PEREIRA et al. 2014. 
 
 
Figura 50: Esquema do processo de tomada de decisão de tratamento de pacientes com lesões cariosas. Fonte: PEREIRA et al. 2014. 
 
 
• Radiografias 
Tem sido estimado que apenas o exame clínico detecta 
menos de 50% do total de lesões proximais encontradas quando 
os diagnósticos clínicos e radiográficos são combinados, enquanto 
o exame bitewing geralmente detecta mais de 90% do número 
total de lesões proximais. 
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› Vantagens: 
› 
- Superfície inacessíveis ao exame tátil-visual. 
- A profundidade da lesão proximal pode ser verificada e 
sua relação com a polpa estimada. 
- Método não invasivo. 
- Pode ser arquivada e examinada novamente. 
 
 
 
› Desvantagens: 
 
- Válida em lesões precoces é baixa. 
- A radiografia, geralmente, subestima a profundidade da 
lesão. 
- Pelo menos duas radiografias são necessárias para 
verificação da atividade da cárie. 
- A interpretação da radiografia pode variar entre 
examinadores 
 
 
Figura 51: Parâmetros de avaliação da polpa dentária. Fonte: PEREIRA et al. 2014. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
.
Apostila de Dentística II – Odontologia – UNITPAC 
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Restauração indireta é aquela confeccionada sobre um 
modelo de gesso (polimerização/fundição ou resina) e que 
envolve mais de uma sessão clínica. 
 
 
• Pode ser metálica ou estética (resina ou cerâmica). 
• São realizadas nas faces proximais e oclusal SEM 
envolvimento de cúspides. 
• Preparos com paredes divergentes, pois caso contrário, 
não tem como cimentar a restauração. 
• Sem cobertura de cúspide. 
 
 
• São indicadas para dentes com estruturas remanescentes 
sadia suficiente sem a necessidade de proteção de 
cúspide, visando restaurar a estrutura perdida. 
 
 
• Tempo maior (procedimento, protético, paciente). 
• Necessidade de um protético qualificado. 
• Custo operacional. 
 
 
• Anatomia oclusal é melhor definida. 
• Ponto de contato é mais facilmente conseguido. 
• Acabamento e polimento completam as vantagens. 
• Melhor resistência a fratura. 
 
 
• Respeito a técnica, em especial no preparo e cimentação. 
• Custo laboratorial. 
• Maior desgaste. 
• Necessidade de restauração provisória. 
 
 
 
 
Figura 52: Brocas e pontas diamantadas utilizadas no preparo da cavidade. 
Fonte: MONDELLI, 2016. 
 
 
 
 
 
 
 
• 
 
› Caixa oclusal 
 
Delimita-se a forma de contorno com a lapiseira, envolvendo 
todos os defeitos estruturais do dente. 
 
 
Figura 53: Delimitação da forma de contorno oclusal. Fonte: MONDELLI, 2016. 
 
Inicialmente, a broca no 170L é colocada na fossa central, com 
inclinação de aproximadamente 45° para distal, executando a 
penetração inicial em profundidade correspondente a 1/3 da ponta 
ativa da broca. 
 
º
Obs.: É importante utilizar pontas diamantadas adequadas, para 
que assim obtenha um término plano e com bodas arredondadas 
(obtenção de ângulos internos suaves) e a angulação de 12º (cerca 
de 6º em cada lado) em relação ao longo eixo. 
Apostila de Dentística II – Odontologia – UNITPAC 
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Figura 54: Broca carbide no 170L em posição para efetuar a penetração inicial. 
Fonte: MONDELLI, 2016. 
 
A broca é mantida firme e paralela ao eixo longitudinal da 
coroa do dente e movimentada mesial e distalmente, até 
estabelecer o início da caixa oclusal. Assim, a inclinação correta 
das paredes vestibular e lingual corresponde ao próprio grau de 
inclinação das lâminas cortantes laterais da broca. 
A abertura vestibulolingual no nível das vertentes, sendo igual 
ou ligeiramente maior do que o diâmetro da broca, determina 
uma dimensão conservadora de aproximadamente 1/4 entre os 
vértices cuspídeos. Completando a forma de contorno, a broca é 
movimentada para os sulcos secundários vestibular e lingual que 
se irradiam da fossa central e das fossetas mesial e distal. 
 
 
Figura 55: A expulsividade das paredes V e L da caixa oclusal proporciona bordas 
metálicas da restauração em ângulo de 40°. Fonte: MONDELLI, 2016. 
 
O contorno cavitário deve ser obtido por determinações de 
curvas suaves, circundando as cúspides, sem invadir suas 
vertentes. 
 
 
Figura 56: Caixa oclusal envolvendo as áreas de suscetibilidade e parte das cristas 
marginais. Fonte: MONDELLI, 2016. 
 
A parede pulpar deve ser absolutamente plana; devido à 
ligeira expulsividade das paredes circundantes, a união com a 
parede pulpar determina ângulos definidos, porém ligeiramente 
obtusos. 
A instrumentação, a caixa oclusal é estendida nos sentidos 
mesial e distal, incluindo parte das respectivas cristas marginais, 
deixando-as com a menor espessura possível de “esmalte”, sem, 
no entanto, rompê-las. 
Enquanto é feita essa extensão no sentido proximal, deve-se 
alargar progressivamente a caixa oclusal na região das fossetas, 
ao longo dos sulcos secundários, até se obter dimensão 
antecipada da largura vestibulolingual desejada da caixa proximal 
que, em média, corresponde a 1/4 da dimensão vestibulolingual da 
face proximal respectiva. 
 
› Caixa proximal 
 
Com a mesma broca (170L) paralela ao eixo longitudinal da 
coroa, inicia-se a confecção de um túnel de penetração, a partir 
da junção da parede pulpar com o remanescente da crista 
marginal, em direção gengival. A seguir, a broca é movimentada 
no sentido vestibular e lingual, esboçando-se assim a caixa 
proximal anteriormente planejada, que deve ser determinada com 
paredes vestibular e lingual expulsivas no sentido cérvico-oclusal. 
 
 
Figura 57: Esboço das caixas proximais por meio dos canais de penetração. 
Fonte: MONDELLI, 2016. 
 
Em sequência, a extremidade ativa da broca é inclinadaem 
direção à face proximal, rompendo-a ligeiramente abaixo do 
ponto de contato. Com o auxílio de uma colher de dentina e ação 
de alavanca, fratura-se o remanescente da crista marginal, que 
até então servia como proteção ao dente vizinho. 
 
 
Figura 58: Perfuração do esmalte proximal abaixo do contato. Fratura do 
remanescente da crista marginal com colher de dentina. Fonte: MONDELLI, 2016. 
 
 
 
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35 
 
 
 
Executam-se os biséis proximais iniciando-se pela parede 
lingual e metade da parede gengival da caixa mesial. A ponta 
diamantada troncocônica com extremidade em forma de ponta 
de lápis nº 3203 ou em forma de chama nº 1111 é colocada no 
interior da caixa mesial paralela à diretriz de inserção desta e, 
depois, ligeiramente inclinada para distal, de modo que sua 
extremidade ativa fique apoiada no centro da parede gengival. 
 
 
Figura 59: Ponta diamantada com extremidade em forma de ponta de lápis, inclinada 
para distal (B) e posicionada para efetuar os biséis gengiva 
Fonte: MONDELLI, 2016. 
 
Nesse momento, aciona-se o motor de baixa velocidade e a 
ponta diamantada inclinada para distal é guiada no sentido lingual 
e gêngivo-oclusal, de modo que sua extremidade em forma de 
chama ou ponta de lápis bisele a metade lingual da parede 
gengival e, na sequência, execute o bisel da parede lingual – 
movimento de “pincelamento” ou pêndulo. 
 
 
Figura 60: Realizando o bisel na distal do dente. 
Fonte: MONDELLI, 2016. 
 
Com esse movimento pendular ou de “pincelamento” para 
executar os biséis, ganha-se acesso à ameia lingual e ao terço 
gengivolingual, pela separação que se consegue da margem 
lingual e metade da gengival com relação ao dente adjacente; 
consegue-se também o efeito de expulsividade ou afloramento 
(alargamento para fora em forma de sino) no sentido axioproximal 
e gêngivo-oclusal e, consequentemente, em todo o segmento 
proximal da cavidade. 
 
 
 
 
 
 
Para evitar essa superextensão, deve-se permitir que apenas 
a extremidade afilada da ponta diamantada (não a porção lateral, 
que apresenta maior diâmetro) atue no sentido gêngivo-oclusal 
durante o biselamento da parede vestibular. 
Após esses procedimentos, devido ao pequeno diâmetro do 
extremo das pontas diamantadas nº 1111 ou 3203, há necessidade 
de se aprofundar o bisel da caixa proximal, formando uma 
angulação de 40° entre as paredes (vestibular, lingual ou gengival) 
e o perfil da futura restauração após a fundição. 
Para a complementação do bisel gengival, a extremidade de 
uma ponta diamantada em forma de chama com maior diâmetro 
é apoiada no centro do bisel gengival, paralela ao eixo longitudinal 
da coroa, e a seguir movimentada para vestibular e lingual. 
 
 
Figura 61: Ponta diamantada em forma de chama proporcionando inclinação adequada 
ao bisel gengival. Fonte: MONDELLI, 2016. 
 
Todos os procedimentos citados para se obter o afloramento 
da caixa mesial pelos biséis são repetidos na caixa proximal distal, 
invertendo-se, porém, a posição da ponta diamantada, que deverá 
ser inclinada para mesial e assim mantida na confecção dos três 
biséis, vestibular, lingual e gengival. 
Após a confecção dos biséis vestibulares, linguais e gengivais 
das duas caixas proximais, obtém-se margem contínua, uniforme 
e ininterrupta em toda a periferia desses segmentos proximais, 
de modo que, quando vistos por oclusal, apresentem uma forma 
semicircular paralela à superfície externa convexa do dente 
vizinho. 
 
 
 
› Sulcos nas caixas proximais 
 
Os sulcos nas caixas proximais são determinados a expensas 
das paredes vestibular e lingual na forma cônica e têm grande 
valor retentivo no sentido axioproximal e gêngivo-oclusal, devido, 
respectivamente, à fricção que se origina em razão de seu 
diâmetro e à grande altura gêngivo-oclusal, agindo também como 
obstáculo mecânico ao deslocamento proximal devido à deflexão. 
São preparados aos pares e opostos aos da outra caixa, para 
estabelecer o equilíbrio da cavidade e possibilitar o efeito de 
umidade e/ou retenções recíprocas. 
Esses sulcos são determinados nas paredes vestibular e lingual 
proximal nos diedros linguo-vestibuloaxiais, com broca 
troncocônica no 169 ou 169L, em baixa velocidade. 
 
Obs.: Essa etapa também é aplicável para a caixa 
proximal oposta. Sendo que, podem ser obtidas 
subsequentemente, sem mesmo a interrupção do motor. 
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36 
 
 
Figura 62: Broca no 169L efetuando os sulcos vestibular e lingual. 
Fonte: MONDELLI, 2016. 
 
A broca deve ser mantida paralela à inclinação das paredes 
vestibulares e linguais e, em consequência, os sulcos ficarão 
determinados à custa delas e paralelos à diretriz de inserção e 
de remoção da cavidade. 
Para conseguir o paralelismo dos sulcos da caixa mesial com 
os da distal, procede-se do seguinte modo: depois de posicionar 
o lado da broca paralelamente à parede vestibulomesial, junto ao 
ângulo axiovestibular, com a extremidade apoiada na parede 
gengival, determina-se o primeiro sulco, sem desgastar ou cortar 
as paredes axial e gengival; em seguida a broca é transferida na 
mesma posição para a caixa distal, a fim de determinar o sulco 
na parede vestibular correspondente. 
 
› Dupla inclinação da parede gengival 
 
São executadas retenções adicionais na parede gengival, 
tornando-a inclinada para apical em direção às paredes axiais, com 
duplo propósito: 
 
→ Impedir o deslocamento proximal dos segmentos 
mesial e distal quando a restauração, submetida a 
cargas axiais de compressão, sofrer deflexão do 
segmento oclusal. 
→ Coadjuvar o efeito de estabilidade recíproca 
determinada entre as paredes axiais opostas (união 
dos segmentos proximais pelo oclusal), para que a 
restauração não se incline ou se desloque no sentido 
mesiodistal quando solicitada por cargas oblíquas ou 
tangenciais incidentes na altura de uma das cristas 
marginais. 
 
 
Figura 63: Corte esquemático mesiodistal mostrando os biséis linguais (BL) e a dupla 
inclinação gengival (DIG). Fonte: MONDELLI, 2016. 
 
A inclinação da parede gengival que torna o ângulo 
axiogengival agudo é obtida com recortadores de margem 
gengival movimentados de vestibular para lingual e vice-versa, 
invertendo-se a ponta do instrumento quando for duplo. 
 
Figura 64: Recortador de margem realizando a inclinação da 
parede gengival para apical. Fonte: MONDELLI, 2016. 
 
Os recortadores duplos empregados nessa manobra 
executam também (e logo a seguir) o arredondamento do ângulo 
axiopulpar, invertendo-se a ordem de sua utilização. 
 
 
 
Considerando a forma de resistência da caixa oclusal com 
relação à estrutura dentária remanescente, pode-se ter como 
orientação geral o seguinte: 
 
→ Parede pulpar plana, perpendicular ao eixo longitudinal 
da coroa e estabelecida a aproximadamente 2,0 mm 
de profundidade na região das vertentes. 
→ Paredes vestibular e lingual ligeiramente expulsivas 
para oclusal, formando ângulos ligeiramente obtusos 
com a parede pulpar. 
→ A dimensão vestibulolingual do segmento oclusal da 
cavidade deve situar-se entre 1/3 a 1/4 da distância 
entre os vértices de cúspides, para manter o dente 
resistente aos esforços mastigatórios. 
 
 
 
Quando houver necessidade de refinamento, serão utilizados 
enxada monoangulada para alisar as paredes circundantes e de 
fundo da caixa oclusal, e, nas paredes da caixa proximal, machado 
para esmalte. 
Durante esses procedimentos, deve-se eliminar qualquer 
vestígio de retenções positivas na cavidade, que dificultariam a 
remoção sem distorções do padrão para fundição e, 
consequentemente, a adaptação precisa da restauração. 
Realiza-se também, caso necessário, o refinamento com 
pontas de formato identifico as já utilizadas, mas de granulação 
FINA e EXTRAFINA, de forma que possa: 
 
▪ Corrigir defeitos do preparado; 
▪ Remover irregularidades 
▪ Aumentar a lisura superficiaisdas paredes; 
 
 
 
 
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› Caixa oclusal 
Passa-se rapidamente e com leve pressão uma broca 
multilaminada ou pontas diamantadas de granulação fina ao longo 
das margens de esmalte vestibular e lingual, tomando cuidado 
para não alterar suas inclinações e não executar bisel 
convencional, junto ao ângulo cavossuperficial, mas passar apenas 
o suficiente para eliminar os prismas fragilizados. 
 
› Caixa proximal 
 
Nas paredes vestibular e lingual das caixas proximais, executa-
se um bisel que não alcance toda a espessura das paredes de 
“esmalte”, de modo que elas fiquem expulsivas nas direções 
axioproximal e gêngivo-oclusal (afloramento ou afunilamento). 
A largura desse bisel é diferente ao longo da extensão 
gêngivo-oclusal dessas paredes, ou seja, maior no terço oclusal e 
menor no terço médio, diminuindo ligeiramente até encontrar o 
bisel determinado na parede gengival, caracterizando um aspecto 
afunilado das caixas mesial e distal quando vistas por proximal. 
Assim, as caixas proximais devem receber bisel de modo 
contínuo, abrangendo as “paredes de esmalte” vestibulares, 
linguais e gengivais. Esses biséis das caixas proximais fazem com 
que as paredes vestibular e lingual da caixa oclusal fiquem 
harmoniosamente contínuas às homônimas das caixas proximais. 
Os biséis proximais das paredes vestibulares, linguais e 
gengivais são obtidos simultaneamente nas caixas mesial e distal, 
com ponta diamantada troncocônica, com extremidade em forma 
de chama no 1111 ou ponta de lápis (no 3203), quando em baixa 
velocidade e trabalhando em manequim. 
 
 
› Caixa oclusal 
 
› Abertura vestibulolingual com aproximadamente 1/4 
da distância entre as pontas de cúspides na altura do 
istmo. 
› Parede pulpar plana e perpendicular ao eixo 
longitudinal da coroa do dente. 
› Paredes vestibular e lingual ligeiramente expulsivas, 
correspondentes ao próprio grau de inclinação das 
lâminas cortantes laterais da broca. 
- A expulsividade é para permitir a inserção da 
restauração confeccionada extraoralmente. 
› Ângulos internos arredondados, para que minimize a 
concentração de estresse, que poderá levar à fratura 
do remanescente ou da restauração. 
› Ângulo cavossuperficial com bisel curto, englobando 
apenas 1/4 da espessura do esmalte, ou em função 
da maior inclinação das vertentes cuspídeas e da 
expulsividade das paredes vestibular e lingual. 
› Ausência de áreas de fragilidade no remanescente, 
sejam elas relacionadas à presença de esmalte sem 
suporte ou à pouco espessura de estrutura dental. 
 
› Caixa proximal 
 
› Paredes vestibular e lingual expulsivas no sentido 
gêngivo-oclusal, correspondentes ao próprio grau de 
inclinação das lâminas cortantes da broca. 
› Abertura VL da caixa proximal correspondente a 1/4 
da dimensão vestibulolingual da face correspondente. 
› Parede axial plana vestibulolingualmente e 
ligeiramente expulsiva no sentido gêngivo-oclusal. 
› Parede gengival plana no sentido vestíbulolingual, 
enquanto no sentido mesiodistal apresenta duas 
inclinações sem porção plana na parte média. 
› Ângulo axiopulpar arredondado. 
› Margem contínua, uniforme e ininterrupta, de modo 
que, quando vista por oclusal, apresente forma 
semicircular paralela à superfície externa convexa do 
dente vizinho. 
 
 
Figura 65: Aspecto final da cavidade. Fonte: MONDELLI, 2016. 
 
 
A moldagem pode ser utilizando a técnica da dupla 
mistura em tempo único, tendo assim a inserção do material 
leve sobre o preparo + material denso na moldeira. 
Para melhor fidelidade do processo de moldagem, usa-
se dois fios retratores para: 
 
▪ 1º - Controlar o fluido crevicular; 
▪ 2º - Afastar lateralmente o tecido gengival 
 
 
 
 
Nesse momento, o molde e quaisquer informações 
referente à cor e as particularidades desejadas, seja pelo 
cirurgião-dentista ou paciente, na futura restauração 
anotadas e enviadas ao laboratório. 
 
 
 
 
 
Obs.: Após a remoção do segundo fio, executa-se a moldagem 
com silicona de adição. 
Obs.: Para melhor estética do paciente, uma restauração provisória 
pode ser confeccionada com resina Fotopolimerizável. 
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Figura 66: Procedimento de moldagem de Inlay. Fonte: Autor desconhecido. 
 
Após as etapas laboratoriais, realiza-se: 
 
▪ Prova da peça; 
▪ Ajustes necessários; 
▪ Cimentação da peça. 
 
 
 
 
 
 
Após a cimentação, deve ser avaliado a intensidade e o 
padrão de distribuição dos contatos oclusais (utilizando papel 
carbono). 
 
 
Figura 67: Etapas de cimentação. Fonte: Autor desconhecido. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Obs.: Não deve ocluir durante a prova da peça (cerâmica friável). 
Além disso, toda a superfície da cerâmica deve ser ajustada, assim 
como, deve repoliar para evitar possíveis trincas. 
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São usadas na reconstrução parcial de um dente, de uma 
forma estética. Dentes com grande destruição, seja ele por cárie 
ou fratura, precisam de reconstrução estética e funciona. 
Além disso, deve-se avaliar a quantidade e a qualidade da 
estrutura dental remanescente, de forma que possa permitir a 
escolha de uma técnica compatível com as necessidades do caso. 
São copias da estrutura que foi destruída, feitas em 
laboratórios, devolvendo a forma original do elemento. 
 
 
Figura 68: Características gerais do preparo. NOGUEIRA, C., 2021. 
 
 
• Abertura vestibulolingual de 1,5 a 2 mm. 
• Parede pulpar plana e perpendicular ao eixo longitudinal da 
coroa do dente. 
• Profundidade da parede pulpar de aproximadamente 2,0 mm. 
• Ângulos internos arredondados. 
 
 
• Troncocônicas com extremo arredondado. 
- Nº 2135, 2136, 3139 e 4137 
 
• Troncocônicas com extremidade em ponta de lápis ou em 
forma de chama. 
- Nº 3203, 1111 e 3113 
 
• De granulação fina ou com extremo arredondado. 
- Nº 2135F, 4137F 
 
 
Figura 69: Instrumentos cortantes rotatórios e manuais utilizados no preparo da 
cavidade. Fonte: MONDELLI, 2016. 
 
 
Em cavidades com proteção de cúspides ou onlays para 
cerâmica, a redução das cúspides deverá proporcionar espessura 
mínima de 1,5 mm para cúspides não funcionais e de 2,0 mm 
para cúspides funcionais, principalmente em molares. 
O preparo da caixa oclusal segue a mesma instrumentação 
para cerâmica tipo caixa (inlay). 
 
 
 
Deve-se salientar que a profundidade da caixa oclusal deverá 
ter 1,0 mm, uma vez que a redução oclusal pode atingir até 2,0 
mm. 
 
 
Figura 71: Delimitação a lápis do contorno da caixa oclusal. B. Preparo da caixa oclusal 
com ponta diamantada no 2135 ou 2136. Fonte: MONDELLI, 2016. 
 
º
Figura 70: A - Ponta diamantada no2135 
confeccionando os canais de orientação. 
B - Visão oclusal. C – Vestibular após a 
redução das cúspides. 
Fonte: MONDELLI, 2016. 
 
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40 
 
Do mesmo modo, o preparo das caixas proximais segue a 
mesma técnica de instrumentação para cerâmica tipo caixa e os 
mesmos 10° de expulsividade, nas paredes V e L. 
 
 
Figura 72: Determinação das paredes vestibular (C) e lingual (D) da caixa proximal, 
com expulsividade de 10°, mais acentuada que a porção lateral da ponta diamantada 
no 2136. Fonte: MONDELLI, 2016. 
 
• Proteção de Cúspides 
 
A proteção do tipo calçamento é determinada na cúspide 
vestibular pela própria redução oclusal, o que propicia uma borda 
com volume suficiente (1,5 mm) para a cerâmica. Esse calçamento 
deve ser indicado quando, após o preparo da caixa oclusal, houver 
pequena espessura vestibulolingual da cúspide vestibular, o que 
inviabilizaria uma terminação em forma chanfrada ou ombro 
definido. Em condições favoráveis de espessura da cúspide 
vestibular, a linha de terminaçãochanfrada ou côncava da 
proteção poderá ser estendida para a face vestibular do dente. 
Para essa redução deve ser empregada uma ponta 
diamantada Nº 2135, determinando-se os sulcos de orientação e 
o desgaste palatino e acompanhando a inclinação da superfície 
externa correspondente. Define-se, assim, um desgaste axial de 
1,0 mm de profundidade na face palatina. 
 
 
Figura 73: Ponta diamantada troncocônica de extremo arredondado no 2135 (A) 
determinando canais de orientação, subsequente obtenção do desgaste 
compensatório palatino (B) Fonte: MONDELLI, 2016. 
 
Ao estender esses desgastes para as faces proximais e 
encontrar as paredes linguais das caixas mesial e distal, forma-se 
um chanfrado que se torna contínuo com as paredes linguais 
dessas caixas. 
 
 
Figura 74: A. Contrabisel ou contradesgaste palatino determinado de forma 
chanfrada com ponta diamantada nº 4137. B. Visão proximal do chanfro palatino e 
redução (calçamento) da cúspide vestibular. Fonte: MONDELLI, 2016. 
 
• Acabamento da cavidade 
 
O acabamento das paredes axiais com ponta diamantada nº 
2135F. Esse acabamento engloba o chanfrado vestibular e lingual 
com ponta diamantada nº 2136 ou broca multilaminada em forma 
de ovo nº 9406. 
 
 
Figura 75: A. Acabamento das paredes axiais da cavidade sendo efetuado com 
ponta diamantada troncocônica de extremo arredondado e granulação fina no 
2135F. Acabamento do chanfrado vestibular com ponta diamantada no 2136 (B) ou 
broca multilaminada no 9406 (C) alisando o chanfrado palatino. 
Fonte: MONDELLI, 2016. 
 
Observa-se a modificação no preparo de tal modo que o 
chanfrado da caixa proximal seja contínuo com os chanfrados 
vestibular e lingual, o que em inúmeras condições clínicas é de 
mais fácil execução. 
Ao se planejar o contorno de uma cavidade de classe II para 
restaurações indiretas, que englobará a superfície proximal de 
molares e pré-molares. 
O desgaste proximal chanfrado, feito com pontas diamantadas 
de extremo arredondado ou ogival, elimina a retenção dos 
contornos naturais proximais e possibilita bordas espessas e 
resistentes às restaurações de cerâmica ou resina de laboratório, 
sem superestender o contorno cavitário externo proximal. 
A forma semicircular (sentido vestibulolingual) e afunilada 
(sentido cérvico-oclusal) dos segmentos proximais possibilita 
expor os prismas transversalmente e obter uma linha de inserção 
e remoção, necessários para um material duro e quebradiço 
como as cerâmicas odontológicas empregadas em 
procedimentos indiretos. Assim, os segmentos mesial e distal, 
quando vistos por proximal, têm forma de sino ou afunilada e, 
quando vistos por oclusal, apresentam forma semicircular, 
acompanhando a superfície externa do dente vizinho. 
 
 
Figura 76: Fonte: MONDELLI, 2016. 
 
A. Uma ponta diamantada nº 2136 (ou nº 4137), dependendo do 
tamanho da lesão, poderá ser empregada para salientar e/ou 
aprofundar o chanfrado proximal. 
B. Acabamento do preparo com ponta diamantada nº 2136FF. 
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C. Visão oclusal para mostrar as áreas semicirculares 
acompanhando a convexidade das faces proximais dos dentes 
vizinhos e a necessária separação destes, para acomodar as 
papilas e permitir espaço de higienização. 
D. Esquema que mostra a configuração semicircular dos 
contornos proximais acompanhando a convexidade dos 
dentes contíguos, determinando, também, a separação de 0,5 
a 1,0 mm das margens gengivais da cavidade em relação aos 
dentes vizinhos. 
 
 
Figura 77: Fonte: MONDELLI, 2016. 
 
A. A eliminação das áreas de contato e de parte das 
convexidades proximais pode ser realizada com ponta 
diamantada com extremidade em ponta de lápis. 
B. Visão proximal da ponta diamantada utilizada para romper o 
ponto de contato proximal. 
C. Ponta diamantada nº 2136 determinando a forma chanfrada do 
segmento proximal no caso de lesões menos extensas. 
D. Ponta diamantada com mesmo formato, porém de 
granulometria extrafina, dando acabamento nos limites 
cervical, vestibular e lingual do segmento proximal da cavidade. 
 
 
Figura 78: Fonte: MONDELLI, 2016. 
 
A. Ponta diamantada no4137 salientando e/ou aumentando a 
profundidade do desgaste proximal, no caso de lesões mais 
extensas. 
B. As paredes axiais da proteção cuspídea e do segmento 
proximal são alisadas com o lado da ponta diamantada 
no4137F, enquanto o seu extremo arredondado do 
instrumento atua no término chanfrado. 
C. Visão oclusal da cavidade, que mostra as áreas semicirculares 
proximais e todo o limite marginal com chanfrado mais 
profundo para apoio da cerâmica. 
 
 
• Aplicação do ácido hidrofluorídrico; 
• Lavagem; 
• Secagem; 
• Aplicação de silano; 
• Adesivo; 
• Cimentação; 
• Acabamento e Polimento. 
 
• Aplicação do ácido hidrofluorídrico; 
- O condicionamento ácido não so aumenta a área de 
superfície, mas também resulta na união micromecânica do 
cimento resino à restauração cerâmica; 
- Após o condicionamento, deve verificar a superfície interna 
da restauração, para a confirmação do condicionamento, 
assim, terá a aparência de branco-opaco (semelhante ao do 
ácido do esmalte); 
- O tempo de aplicação depende do tipo de material 
cerâmico a ser utilizado; 
 
 
Figura 79: Aplicando ácido hidrofluorídrico na superfície interna da onlay cerâmica. 
Depois, deve-se enxaguar e secar as superfícies condicionadas. Essas devem ter 
aparência de branco opaco. Fonte: HEYMANN 2013. 
 
• Lavagem; 
• Secagem; 
 
Tiras de matriz de plástico transparente podem ser usadas 
em cada área proximal fixadas com cunhadas. 
 
 
Figura 80: Se desejado, tiras de matriz de poliéster transparentes são inseridas e 
presas com cunhadas antes do condicionamento e cimentação. 
Fonte: HEYMANN 2013. 
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A inlay ou onlay (técnica usualmente utilizada para ambas) é 
provada novamente para que a adaptação possa ser verificada. 
 
 
Figura 81: O assentamento da onlay é verificado com a matriz e as 
cunhadas no lugar. Fonte: HEYMANN 2013. 
 
As superfícies do preparo são condicionadas com ácido 
fosfórico e tratados com os componentes de um sistema de 
adesivo apropriado. 
 
 
Figura 82: Esmalte e dentina são condicionados com ácido fosfórico. 
Fonte: HEYMANN 2013. 
 
Tipicamente, o passo final do sistema adesivo é aplicado 
também na superfície interna da restauração previamente 
condicionada e silanizada. 
Um cimento resinoso de presa dual é misturado e inserido no 
preparo com uma espátula ou uma seringa. As superfícies 
internas da restauração também são revestidas com uma camada 
do cimento resinoso. 
 
 
Figura 83: O cimento resinoso de presa dual é aplicado na onlay. Após a 
aplicação do sistema adesivo, o cimento é aplicado ao preparo. 
Fonte: HEYMANN 2013. 
 
Utilizando uma leve pressão, a restauração é imediatamente 
inserida no dente preparado. 
 
 
 
Figura 84: O onlay cerâmica é adaptada ao preparado. 
Fonte: HEYMANN 2013. 
 
O excesso de cimento resino é removido com instrumentos 
para resina composta com ponta fina (explorador), mas também 
pode ser microbrushes. 
 
 
Figura 85: Deve-se realizar antes da polimerização do cimento resino, o excesso é 
removido com explorador ou outros instrumentos adequados. Fonte: HEYMANN 2013. 
 
O cimento é fotoativado com várias direções de exposições 
nas faces oclusal, vestibular e lingual, de acordo com as 
recomendações do fabricante para o cimento específico e de 
acordo com a fonte de luz utilizada. 
 
 
Figura 86: O cimento resino é fotoativado por O, V e L. Fonte: HEYMANN 2013. 
 
 
 
 
 
 
 
• Aplicação do ácido hidrofluorídrico; 
 
Após a fotoativação do cimento, as tiras matriz de poliéster 
e as cunhas (se utilizadas) são removidas, e a presa do cimento 
resino é verificada. 
 
 
Obs.: Deve-se tomar cuidado para evitar a interferência das 
cunhadas com o assentamento da restauração.Obs.: Um brunidor de formato esférico ou um instrumento similar 
é utilizado com um leve movimento de vibração, o suficiente para 
o assentamento da restauração. 
Obs.: O Cirurgião-dentista deve ter cuidado para não remover 
todo o cimento da interface marginal entre o dente e a 
restauração, uma vez que o material cerâmico atenua a 
intensidade da polimerização. 
Obs.: Todas as margens do dente são verificadas com um 
explorador fino, de forma que possa avaliar se houve, de fato, a 
polimerização total. 
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Pontas diamantadas em alta rotação de granulação média e 
fina são usadas inicialmente para remover qualquer excesso de 
cimento resino nas margens. 
 
­ Deve-se tomar cuidado para que a superfície glaseada 
das restaurações cerâmicas seja preservada o máximo 
possível. 
 
As pontas em formato de chama afiladas são usadas na região 
interproximal. 
 
 
Figura 87: Ponta diamantada afilada de fina granulação em formato de chama é usada 
para remover o excesso ao longo das margens V e L da onlay cerâmica. 
Fonte: HEYMANN 2013. 
 
Na superfície oclusal, são utilizadas a mais oval ou com formas 
cilíndricas. Depois de usar as pontas diamantadas de fina 
granulação, broas carbide multilaminada com 30 lâminas de 
acabamento podem ser usadas para obter um acabamento mais 
liso. 
 
 
Figura 88: Brocas multilaminada de 30 lâminas para o acabamento são 
utilizadas para alisar as áreas que foram ajustadas com as pontas 
diamantadas. Fonte: HEYMANN 2013. 
 
Na interproximal, uma lâmina de bisturi nº 12 pode ser usada 
para remover o cimento resino em excesso quando o acesso é 
permitido. 
 
 
Figura 89: Removendo o excesso de cimento resinoso com uma lâmina 
cirúrgica. Fonte: HEYMANN 2013. 
 
Tiras abrasivas de granulação sucessivamente mais finas 
podem também ser utilizadas para remover pequenos excessos 
interproximais 
 
 
Figura 90: Alisando a área interproximal com uma fita abrasiva de acabamento. 
Fonte: HEYMANN 2013. 
 
Com cuida e instrumentação apropriada, as restaurações 
cerâmicas podem ser polidas para obter uma superfície tão lisa 
como quando glaseadas, seguindo a abrasiva: 
 
 
Pasta diamantada para polimento
Sequência de pontas de borracha 
abrasivas para polimento de porcelana
Brocas multilaminadas com 30 lâminas
Pontas diamantadas de granulação 
média a fina em alta rotação.
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Um acabamento adiciona é realizado com uma série de 
pontas e taças de borrachas abrasivas utilizadas em baixa rotação 
com spray de ar-água. 
 
 
Figura 91: Depois de usar pontas diamantadas extrafinas e broas carbides de 30 
lâminas de acabamento para ajustar contornos e margens, pontas de borracha 
abrasivas e taças de diferentes abrasividades cada vez mais finas são usadas em 
baixa velocidade. Fonte: HEYMANN 2013. 
 
O polimento final da restauração de cerâmica apode ser 
conseguido através da aplicação de uma pasta diamantada com 
uma escova de cerdas ou outro instrumento adequado. 
 
 
Figura 92: Polimento final promovido pela pasta diamantada aplicada com as 
cerdas de escova. Fonte: HEYMANN 2013. 
 
As restaurações cerâmicas adequadamente polidas com esta 
série de instrumentos apresentam uma superfície brilhante e 
consideravelmente lisa. 
 
 
Figura 93: Vista oclusal da onlay cerâmica polida. Fonte: HEYMANN 2013. 
 
Após o término do polimento, deve-se realizar e avaliar: 
• Remoção do lençol de borracha cuidadosamente; 
• Avaliação da integridade marginal; 
• Verificação da oclusão; 
- Caso haja contatos prematuros, pode ser ajustado 
utilizando pontas diamantadas de granulação fina, seguidas 
por brocas multilaminada com 30 lâminas (seguindo os 
passos apropriados de acabamento e polimento). 
 
 
Os procedimentos clínicos possuem uma técnica 
relativamente sensível/delicado, por isso, a seleção apropriada do 
caso, a habilidade do operador e a atenção aos detalhes são 
fundamentais para o sucesso clínico. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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• Diretas 
 
São restaurações estéticas realizadas diretamente na boca, 
com resina composta e cobrem completamente a face vestibular, 
sem etapa laboratorial. 
As facetas diretas de resinas compostas são uma opção de 
restauração que pode ser confeccionada em uma única sessão, 
diminuindo o custo e o tempo necessário na confecção de uma 
faceta de cerâmica. Para sua execução, o profissional precisa de 
habilidade manual e conhecimentos de anatomia que lhe permitam 
restabelecer a estética perdida. 
 
• Indiretas 
 
São restaurações estéticas realizadas pelo protético ou pelo 
dentista usando cerâmicas ou cerômeros sobre um modelo de 
gesso e exigem etapa laboratorial. 
Após a fase clínica de preparo, moldagem e confecção de 
facetas provisórias, há a fase laboratorial para confecção das 
facetas por um técnico em prótese e uma outra fase clínica para 
a cimentação. 
 
• Dentes com alterações de cor (vitais ou tratados 
endodonticamente). 
• Dentes com alterações de posicionamento (girovertidos e 
lingualizados). 
• Dentes com fraturas amplas. 
• Dentes com amplas lesões cervicais. 
• Dentes com amplas lesões de cárie envolvendo a face 
vestibular. 
• Dentes com alteração de forma (conoide e fechamento de 
diastema) 
• Dentes com muitas restaurações. 
 
 
• Dentes muito escurecidos. 
• Pacientes com hábitos parafuncionais. 
• Pacientes fumantes. 
• Pacientes que ingerem frequentemente alimentos com 
corantes. 
• Dentes muito apinhados ou girovertidos. 
• Dentes com danos amplos nas faces palatinas ou língua.l 
• Dentes vestibularizados. 
 
 
 
 
• Técnica de preparo pelo método em silhueta 
 
­ Pode ser confeccionada em uma única sessão. 
­ Diminui o custo clínico e do paciente. 
­ Diminuição do tempo. 
­ Exige habilidade manual e conhecimento da anatomia para 
restabelecer a estética perdida. 
 
 
Figura 94: Instrumentos rotatórios empregados para os preparos. 
Fonte: MONDELLI, 2016. 
 
Após a seleção de cor, delimita-se com lápis o término 
periférico do preparo cavitário, que deverá estender-se cerca de 
0,5 mm supragengivalmente e passar pelas arestas longitudinais 
vestibuloproximais mesial e distal. 
 
 
Figura 95: Preparo empregando técnica de silhueta. Delimitação do término periférico 
do preparo para faceta. Fonte: MONDELLI, 2016. 
 
Com a ponta diamantada esférica no1014, executa-se uma 
canaleta com profundidade de 0,2 a 0,3 mm, acompanhando a 
delimitação anteriormente estabelecida. 
 
º
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Figura 96: Determinação do sulco periférico com ponta diamantada esférica 
(profundidade de 0,2 a 0,3 mm). Fonte: MONDELLI, 2016. 
 
A seguir, delimitam-se com lápis sulcos de orientação 
vestibulares cervicoincisais, e com a ponta diamantada 
troncocônica de extremo arredondado no 2135 efetuam-se dois 
sulcos de orientação no sentido gengivoincisal, com profundidade 
de 0,2 a 0,6 mm, sendo um no centro da face vestibular e o 
outro próximo à aresta mesial. 
 
 
Figura 97: Marcação dos sulcos de orientação cervicoincisal na metade 
mesiovestibular do dente. Fonte: MONDELLI, 2016. 
 
 
Figura 98: Com a ponta diamantada no 2135 confeccionam-se sulcos de orientação 
no sentido cervicoincisal acompanhando a convexidade do terço cervical (1a 
inclinação). Sulcos de orientação cervical. Fonte: MONDELLI, 2016. 
 
Sulcos de orientação vestibulares são concluídos 
acompanhando a convexidade da face vestibular. 
 
 
Figura 99: Confecção dos sulcos nos terços médio e incisal (2a inclinação). Sulcos de 
orientação cervicais finalizados. Fonte: MONDELLI, 2016. 
 
Em seguida, a ponta diamantada troncocônica no 2135 é 
posicionada de forma inclinada e movimentada nos sentidos 
cervicoincisal e mesiodistal,acompanhando a curvatura vestibular 
do dente, unindo os sulcos na região mesial do dente. Assim, 
obtém-se a silhueta do preparo. 
 
 
Figura 100: União dos sulcos de orientação com ponta diamantada no 2135 inclinada. 
Fonte: MONDELLI, 2016. 
 
 
Figura 101: Aspecto após a união dos sulcos de orientação na região mesial do dente. 
Visão lateral na qual podem-se observar a silhueta do preparo e as espessuras nos 
terços cervical, médio e incisal. Fonte: MONDELLI, 2016. 
 
As mesmas fases executadas para o desgaste da metade 
mesial são igualmente realizadas para o preparo da metade distal 
do dente. 
 
 
Figura 102: Confecção de sulco de orientação na metade distal do dente, seguindo as 
inclinações da superfície vestibular. Desgaste vestibular finalizado. 
Fonte: MONDELLI, 2016. 
 
O preparo proximal é realizado com ponta diamantada no 2135 
posicionada com inclinação de 60 a 70° em relação ao eixo 
longitudinal do dente. 
 
 
Figura 103: Ponta diamantada no 2135 utilizada para o preparo das proximais com 
inclinação de 60 a 70º em relação ao eixo longitudinal do dente. P. Mesma ponta 
diamantada realizando o preparo proximal distal. Fonte: MONDELLI, 2016. 
 
A ponta diamantada nº 2135 é utilizada para a confecção do 
término cervical. 
 
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Figura 104: Preparo subgengival com ponta diamantada no 2135. Fonte: MONDELLI, 
2016. 
 
O acabamento pode ser realizado com ponta diamantada de 
granulação extrafina no 2135FF ou com broca multilaminada 1171L 
e recortadores de margens gengivais. 
 
 
Figura 105: Preparo finalizado. Fonte: MONDELLI, 2016. 
 
• Características do preparo 
 
­ Redução vestibular acompanhando a convexidade da face 
vestibular e com profundidade entre 0,2 e 0,6 mm. 
­ Limite gengival situado até 0,5 mm subgengivalmente. 
­ Extensão proximal envolvendo metade da distância 
vestibulolingual. 
­ Terminação do preparo cavitário em forma de chanfrado. 
 
 
 
 
 
 
 
• Técnica de preparo com redução incisal 
 
O envolvimento incisal é indicado sempre que há presença 
de restaurações extensas na incisal, necessidade de modificação 
do comprimento do dente ou de obtenção de translucidez incisal. 
As reduções das superfícies vestibular e proximais são 
realizadas da mesma forma descrita anteriormente, tanto com 
uso de ponta diamantada anelada ou técnica de silhueta. 
A redução incisal deverá ser de aproximadamente 1,0 a 1,5 
mm, acompanhando a inclinação da borda incisal. Inicialmente, 
executam-se três a quatro sulcos de orientação com o auxílio da 
ponta diamantada troncocônica no 2135. 
 
Figura 106: Preparo com envolvimento incisal e terminação palatina reta. Confecção de 
sulcos de orientação com o auxílio da ponta diamantada troncocônica 2135. Notar a 
inclinação em relação ao eixo longitudinal da coroa. Sulcos de orientação finalizados. 
Fonte: MONDELLI, 2016. 
 
Em seguida, unem-se esses sulcos com a mesma ponta 
diamantada. 
 
 
Figura 107: União dos sulcos de orientação. Fonte: MONDELLI, 2016. 
 
Após a redução incisal deve-se avaliar a espessura da borda 
incisal remanescente. Caso essa espessura seja menor que 2,0 
mm, indica-se uma terminação reta. Após a eleição do tipo de 
término palatino realiza-se o acabamento do preparo. Inicia-se pelo 
acabamento incisal com disco de lixa. 
 
 
Figura 108: Acabamento incisal com disco de lixa. Fonte: MONDELLI, 2016. 
 
O acabamento é finalizado com ponta diamantada de 
granulação extrafina no 2135FF ou com broca multilaminada no 
1171L e recortadores de margens gengivais. 
 
 
Figura 109: Acabamento vestibular com ponta diamantada no 2135FF. 
Fonte: MONDELLI, 2016. 
Obs.: Um elemento dental natural é policromático, onde a região 
cervical é mais escura, diminuindo gradativamente em direção ao 
terço incisal, em pacientes jovens é translúcido. 
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Caso a espessura incisal após a redução seja de 2,0 mm 
pode-se indicar uma terminação palatina em chanfrado com 
aproximadamente 0,5 mm de espessura. Assim, a terminação da 
redução incisal por lingual em forma de chanfro é executada com 
a ponta diamantada no 2135 posicionada paralelamente ao eixo 
longitudinal da coroa, com espessura de 0,5 a 1,0 mm. 
 
 
Figura 110: Preparo finalizado. Visão palatina da redução incisal. 
Fonte: MONDELLI, 2016. 
 
• Características do preparo 
 
­ Redução vestibular acompanhando a convexidade da 
respectiva face, com profundidade de 0,5 mm. 
­ Limite gengival situado ± 0,5 mm subgengivalmente. 
­ Extensão proximal envolvendo metade da distância 
vestibulolingual. 
­ Terminação do preparo em forma de chanfrado. 
­ Envolvimento da borda incisal com 1,0 a 2,0 mm de 
desgaste. 
­ Término palatino reto ou com chanfrado de 0,5 a 1,0 mm. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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1. AMARAL, Simone de Macedo et al. Lesões não cariosas: o desafio do diagnóstico multidisciplinar. Arquivos Internacionais de 
Otorrinolaringologia, v. 16, n. 1, p. 96-102, 2012. 
2. BARATIERI, Luiz Narciso et al. Odontologia restauradora: fundamentos e possibilidades. In: Odontologia restauradora: fundamentos 
e possibilidades. 2002. p. 739-739. 
3. Cariologia: da base à clínica / [Alberto Carlos Botazzo Delbem ... [et al.]]; editoras Ana Carolina Magalhães ... [et al.]. - 1. ed. - Barueri 
[SP]: Manole, 2021. 
4. Cariologia: da base à clínica / [Alberto Carlos Botazzo Delbem ... [et al.]]; editoras Ana Carolina Magalhães ... [et al.]. - 1. ed. - Barueri 
[SP]: Manole, 2021. 
5. CARVALHO, Eric Costa et al. Análise de interfaces de sistemas restauradores diretos em esmalte e em dentina humanos. Matéria 
(Rio de Janeiro), v. 24, n. 3, 2019. 
6. DE OLIVEIRA, Naiara Araújo et al. Sistemas adesivos: Conceitos atuais e aplicações clínicas. Revista Dentística on line-ano, v. 9, n. 
19, 2010. 
7. Dentística [recurso eletrônico] : uma abordagem multidisciplinar / José Carlos Pereira, Camillo Anauate-Netto, Silvia Alencar 
Gonçalves. – Dados eletrônicos. – São Paulo: Artes Médicas, 2014 
8. HEYMANN, H.O.; SWIFT, J.R.E.J.; RITTER, A.V. Studervant arte e ciência da dentística operatória. 6ªed. Rio de Janeiro: Elsevier; 
2013 
9. KINA, Mônica et al. Lesões cervicais não cariosas: protocolo clínico. Archives of health investigation, v. 4, n. 4, 2015. 
10. MANDARINO, Fernando. Adesivos Odontológicos. Dentística Restauradora – FORP/USP, 2003. Disponível em: 
. Acesso em: 27 de fev. de 2021. 
11. Material didático da professora da disciplina de Dentística II do UNITPAC – Patrícia Rezende 
12. Mondelli, J. E Colaboradores; Dentística: Procedimentos Pré-Clínicos – 2ª Ed. – São Paulo – Editora Santos, 2017. 
13. NAGEM FILHO, Halim et al. Sistemas adesivos-classificação. Full dent. sci, p. 641-646, 2014. 
14. REIS, Laryssa Ellen Vargas Pereira dos; MORAIS, Andréa Pereira de. Capeamento pulpar em dentes decíduos cariados. Rev. 
Odontol. Araçatuba (Impr.), p. 49-52, 2017. 
15. REIS, Laryssa Ellen Vargas Pereira dos; MORAIS, Andréa Pereira de. Capeamento pulpar em dentes decíduos cariados. Rev. 
Odontol. Araçatuba (Impr.), p. 49-52, 2017. 
16. SILVA, A. F.; RG, Lund. Dentística restauradora: Do planejamento à execução. Rio de Janeiro: Santos, 2016. 
 
http://www.forp.usp.br/restauradora/dentistica/temas/adesivos/adesivos.htmPoint 
4 (SDS Kerr); Vit-L-Escense (Ultradent), Amelogen Plus 
(Ultradent); Opallis (FGM). 
 
• Nanoparticuladas 
o Partículas de aproximadamente 5 a 70 nanômetros. 
o Filtek Supreme e Z350 (3M ESPE). 
o Excelente polimento, lisura superficial e manutenção do 
brilho. 
o Bastante resistente nas forças axiais (dentição anterior) 
como também as forças oclusais (dentes posteriores). 
 
• Nanohíbridas 
o Partículas entre 0,04 e 3,0 manômetros 
o Resultado da inclusão de nanopartículas em resinas 
microhíbridas 
o Característica muito próximas às resinas microhíbridas 
o Grandio (VOCO) e Premise (SDS Kerr) 
 
 
 
• Resinas Composta Fluida 
o Possuem grande escoamento 
- Baixa viscosidade 
 
 
 
- Baixa resistência ao desgaste 
 
o Possuem pequena quantidade de carga inorgânica, com 
partículas de tamanho semelhante às resinas 
microhíbridas. 
o Indicada para regularização da parede pulpar e caixa 
proximal. 
- Melhor vedamento 
 
• Resinas Composta Bulk Fill 
o Resina composta que se propõe a serem utilizadas em 
uma só incremento de até 4 a 5 mm de espessura. 
o Menos contração e menos intensidade 
o Não exige que haja cobertura 
o Translucidas 
o Boa viscosidade 
- Favorece para o momento de escultura 
 
• Resinas Composta Bulk Fill Flow 
o É uma versão nela “fluida” 
o Indicada para preenchimento de cavidades em até 4mm 
o Bastante utilizada em cavidades amplas de classe I ou II 
o É utilizada para que fique confinada na cavidade 
- Vai servir como base ou forramento, para que 
posteriormente seja recoberto por uma resina 
convencional. 
 
• Resinas Composta Compactável 
o Menor contração de polimerização 
o Alto conteúdo de carga inorgânica com partículas de 
tamanho semelhantes às resinas microhíbridas 
o Alta viscosidade e resistência ao desgaste 
o Indicada apenas para dentes posteriores 
o Pequena gama de cores 
 
 Indicações das resinas compostas 
Resinas / Dentes Dentes Ant. Dentes Post. 
Macroparticuladas X 
Microparticuladas X 
Híbridas X 
Microhíbridas X X 
Nanohíbridas X X 
Nanométricas X X 
 
Obs.: Não é aconselhável a coloca em regiões de contatos oclusais. 
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Obs.:.É aconselhável a utilização de resinas macroparticuladas 
em dentes posteriores, pois apresentam alta resistência. 
Entretanto, por sua dificuldade em polimento, não são 
utilizadas em dentes anteriores. 
 
 
 
• Resistência ao desgaste 
• Lisura superficial 
• Contração de polimerização 
• Infiltração marginal 
• Expansão higroscópica 
• Estabilidade de cor 
• Radiopacidade 
 
• Resistência ao desgaste 
o É uma das maiores desvantagens das resinas compostas. 
o A presença de placa bacteriana porque os ácidos que 
promovem o amolecimento da matriz resinosa. 
o Quanto maior o conteúdo de carga > a resistência. 
 
• Lisura superficial 
o Relacionada com a natureza e tamanho da partícula 
o Quantopor tensões de tração e compressão. O termo abfração 
é usado para descrever uma forma de defeito em aparência de 
cunha na região cervical dos dentes afetados. 
Acredita-se as microfraturas se propagam, com o tempo, 
perpendicularmente, ao logo do eixo dos dentes sob pressão até 
o esmalte e a dentina serem “quebrados”. 
 
• Fatores etiológicos: 
- Forças oclusais mal dirigidas ou exageradas 
- Contato prematura ou em posições incorretas 
- Ausência de guia anterior e canino 
- Dente em trauma 
- Parafunção 
 
• Características clínicas: 
- Forma de cunha 
- Profunda 
- Bordas bem definidas 
- Ocasionalmente subgengival 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
º
Obs.: Sempre que possível, orientar o paciente em relação as 
técnicas de escovação, de forma que evite ou agrave esse dano 
aos dentes. 
Figura 2: Clinicamente como a abfração 
se comporta. 
Fonte: KINA, 2015. 
 
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• Diagnóstico diferencial entre abrasão e abfração 
São as principais características clínicas das lesões cervicais 
de abrasão: 
- Mais frequentes na superfície vestibular. 
- Margens mais agudas e bem definidas. 
- Apresentam superfície dura e polida. 
- Pode apresenta na superfície “arranhões”. 
- Geralmente, são livre de placa bacteriana. 
- Envolve vários dentes. 
- Não apresentam descoloração. 
 
São as principais características clínicas das lesões cervicais 
de abfração: 
- A forma em cunha afiada da lesão. 
- Localização subgengival ocasional de toda a lesão ou parte 
dela. 
- Localização ocasional da lesão em dente portador de coroa 
total. 
- Presença isolada da lesão em um único dente da arcada. 
 
 
O termo erosão dentário é usado para descrever o resultado 
físico de uma perda patológica, crônica, localizada e indolor de 
tecido dental duro submetido quimicamente ao ataque ácido, sem 
envolvimento bacteriano. 
Vale salientar que a erosão dentaria ocorre em locais sem 
placa bacteriana. 
A erosão dentária pode ser classificada de várias maneiras, 
entretanto, a classificação mais comum é aquela feita de acordo 
com a etiologia, em que é denominada erosão: 
 
• Extrínseca 
• Intrínseca 
• Idiopática 
 
• Mecanismo de ação: 
- Consumo de alimentos e bebidas ácidas ou o contato com 
o suco gástrico levam a perda de mineral. 
- O processo é acentuado pela frequência desses desafios 
erosivos. 
- Com o enfraquecimento, o esmalte não consegue mais 
atuar como uma camada de proteção natural dos dentes. 
 
o Desmineralização das camadas mais superficiais do 
esmalte. 
- Amolecimento da superfície do dente 
o Desmineralização de uma maior parte de estrutura dental. 
- Dissolução da estrutura dental afetada. 
 
 
• Fatores extrínsecos 
A erosão extrínseca é o resultado da ação de ácidos 
exógenos. Os ácidos provenientes da dieta, são o principal fator 
causativo para a erosão dental extrínseca. 
Os ácidos erosivos mais frequentemente consumidos são: 
- Frutas (princ. Cítricos) 
- Sucos de frutas 
- Refrigerantes 
- Ác. Ascórbico (vitamina C) 
 
Figura 3: Vista palatina do dente lateral. Observa-se o desgaste da superfície incisal do 
dente como se estivesse sendo “lavada” pelo ácido. Fonte: BARATIERI, 2002. 
 
• Fatores intrínseca 
A erosão intrínseca é o resultado da ação do ácido endógeno, 
ácido hidroclorídrico. Este é o ácido gástrico que entra em 
contato com so dentes durante o vômito recorrente a 
regurgitação ou o refluxo. Isto é possível tendo em vista o fator 
de que o valor do pH do ácido gástrico é de 1 a 1,5 e portanto, 
muito abaixo do nível crítico de 5,5 para a dissolução do esmalte 
dental. 
Desordens alimentares de origem psicossomática 
(autoinduzidos), tais como: 
- Vômito nervoso 
- Anorexia nervosa (bulimia) 
 
Enquanto as causas de origem somática incluem: 
- Gravidez 
- Alcoolismo 
- Desordens gastrointestinais 
- Refluxo gastroesofágico 
 
o Características clínicas: 
- Rasa 
- Ampla 
- Sem bordas definidas 
- Aspecto arredondado 
 
 
Figura 4:Visão por oclusal da região dos P.M. e C. superior direito com destaque para os 
desgastes oclusal e lingual. Observa-se a área de exposição pulpar na região de canino. 
Fonte: BARATIERI, 2002. 
 
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• Fatores idiopática 
A erosão idiopática é o resultado da ação de ácidos de 
origem desconhecida, isto é, uma patologia semelhante a erosão, 
em que nem os testes nem a anamnese são capazes de 
oferecer uma explicação etiológica precisa. 
 
• Diagnóstico das L.C.N.C. 
É necessário elencar algumas características clínicas como 
marcantes e comuns em indivíduos que apresentam erosão 
dentária, sendo: 
- Perda do brilho normal dos dentes. 
- Exposição de dentina nas superfícies V/L. 
- Mais desgaste dental em um arco do que no outro. 
- Sensibilidade persistente. 
- Incisivos encurtados e com relação largura/comprimento 
desproporcional. 
- Exposição pulpar. 
 
• Proteção mecânica das superfícies erodidas 
A criação de uma barreira mecânica contra a ação dos ácidos 
pode ser obtida com: 
- Uso de selantes de superfície associado a técnicas adesivas. 
- Uso de verniz com fluoreto de sódio. 
- Execução de restaurações adesivas diretas ou indiretas. 
 
• Medidas preventivas profissionais executadas pelo dentista: 
- Informar e instruir o paciente sobre a causa da erosão. 
- Aconselhar o paciente quanto a produtos e técnicas 
apropriadas para a higiene oral. 
- Aplicação de verniz fluoretado sobre as lesões erosivas 
incipientes, 4 vezes por ano ou mais vezes se a lesão estiver 
progredindo. 
- Monitoramento do progresso das lesões a cada 4 meses. 
• Conselhos aos pacientes que apresentam erosão dental: 
- Diminuir a frequência do consumo de bebidas e alimentos 
ácidos. 
- Restringir os alimentos ácido às principais refeições. 
- Beber bebidas ácidas rapidamente ou com um canudo. 
- Enxaguar os dentes com água após o consumo de bebidas 
ou alimentos ácidos. 
 
 
A hipersensibilidade dentinária cervical está diretamente ligado 
as lesões cervicais não cariosas, pois sempre haverá a exposição 
dos túbulos dentinários. Por essa condição, apresenta: 
- Dor aguda 
- Intensidade variável 
- Sensibilidade frente à um estimulo 
- Reaparece após a remoção do mesmo 
 
 
 
 
• Teoria hidrodinâmica 
- Exposição dos túbulos dentinários 
- Presença de prolongamentos odontoblastos 
- Excitação dos fluídos dentinários por estímulos 
 - Mecânico 
 - Físico 
 - Químico 
 
 
 
 
 
 
Figura 5: Diagrama de tratamento da lesão cervical. Fonte: PEREIRA et al. 2014. 
 
Obs.: A dor propriamente dita é diferente da HD. 
Face vestibular (90%) / P.M. (54%), seguido dos C. 
Adultos jovens (25-40 anos) relata maior intensidade de dor 
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11 
 
• Queixa da sensibilidade:
- Dieta 
- Histórico de bulimia 
- Distúrbios gástricos 
- Cirurgia bariátrica 
 
 
• Diagnóstico:
- Avaliar lesões de cáries 
- Restaurações fraturadas e desadaptadas 
- Dentes fraturados ou trincados 
- As dimensões da lesão e proximidade pulpar 
 - Mais próximo da polpa > chances de dores 
- Avaliação oclusão 
 - Fratura de esmalte 
 - Facetas de desgaste 
 - Mobilidade 
 - Padrão oclusal 
 - Hábitos parafuncionais 
 
 
• Diagnóstico:
- Exame de percussão, palpação... (verificar sintomatologia) 
- Sondagem: avaliar lesões subgengivais ou fraturas 
- Teste de sensibilidade pulpar 
 - Analisar a intensidade vai auxiliar no tratamento 
- Radiografias 
 - Auxiliar no diagnóstico diferencial das lesões 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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O maior problema da Dentística Restauradora era a falta de 
adesão dos materiais restauradores às estruturas dentárias, a qual 
permitiauma infiltração marginal, que leva à descoloração marginal, 
fraturas marginais, reincidência de cárie, sensibilidade pós-operatória 
e reações pulpares. No entanto, através da introdução da técnica 
do condicionamento ácido do esmalte por Buonocore, em 1955, 
criou-se uma nova perspectiva nos procedimentos restauradores 
dando início à Odontologia Adesiva. 
 
 
Os adesivos dentários são soluções, geralmente, de 
monômeros (líquido) resinosos de diferentes pesos moleculares e 
viscosidades, diluentes resinosos e solventes orgânicos (acetona, 
etanol ou água), que possibilitam a interação e/ou solidificação do 
substrato dentário (neste caso, esmalte ou dentina) com a resina, 
sendo ainda capaz de transferir uma carga de um substrato para o 
outro. 
Os monômeros podem ser do grupo: 
 
• Hidrofílico: 
Esse grupo permite que o adesivo seja compatível com a 
umidade natural do substrato dentinário. 
 
• Hidrofóbicos 
Grupo com maior peso molecular, são mais viscosos e 
conferem maior resistência mecânica e estabilidade ao 
material 
 
 
 
 
Composição do tecido dental 
Componentes Esmalte Dentina 
Parte inorgânica (> hidroxiapatita) - % 94 - 96% 50 - 70% 
Proporções de fosfato de cálcio 1.64 1.56 
Parte orgânica (> colágeno) - % 4-5 20-30 
Água 1-4 10-20 
 
 
O esmalte dental é um tecido mineralizado poroso de 
estrutura basicamente prismática. 
A porção inorgânica constitui 96%, formada principalmente 
por fosfato de cálcio na forma de hidroxiapatita. Ainda está 
composto por 3% de água, e o material orgânico, formado 
principalmente por proteínas. 
Em relação aos sistemas adesivos, o esmalte apresenta: 
 
• Substrato homogêneo 
• Superfície ideal para adesão 
 
 
A dentina é composta por 70% de substância inorgânicas 
(hidroxiapatita), 20% de substância orgânica(colágeno) e 10% de 
água. 
As entidades estruturais básicas da dentina são: 
• Prolongamentos odontoblásticos 
• Túbulos dentinário 
• Espaço periodontoblástico 
• Dentina peritubular 
• Dentina intertubular 
 
Esse importante tecido mineralizado, a dentina, deve ser visto 
como uma extensão anatômica e fisiológica da polpa, 
apresentando componentes estruturais básicos. 
Em relação aos sistemas adesivos, a dentina apresenta: 
 
• Processo mais complexo 
• Composição com mais matéria orgânica 
• Umidade nos túbulos dentinários 
• Smear layer 
 
O termo “smear layer” é mais usado para descrever os 
microfragmentos ou microdetritos deixados sobre a dentina 
durante o preparo cavitário. O termo também se aplica a qualquer 
tipo de fragmento produzido iatrogenicamente pelo corte ou 
desgaste, não somente da dentina, mas também do esmalte, 
cemento e mesmo da dentina do canal radicular. 
 
 
Figura 6: Análise de smear layer repousado sobre a superfície dentinária. 
Fonte: MANDARINO, Fernando, 2003. 
 
 
Figura 7: Análise de smear layer obstruindo o túbulo dentinário dentinária. 
Fonte: MANDARINO, Fernando, 2003. 
º
Obs.: A contaminação do substrato por saliva ou sangue reduz 
a energia do mesmo e impede uma molhabilidade efetiva. 
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Figura 8: Imagem micrográfica da interface dentina/resina, corte sagital e técnica 
autocondicionante. Imagem MEV. Fonte: CARVALHO, Erick Costa, 2019. 
 
A formação da camada hibrida acontece através do 
condicionamento deste substrato com a utilização de um 
desmineralizante, sendo o ácido fosfórico em concentrações que 
variam entre 30 a 37% os mais utilizados, durante um intervalo 
de tempo de aplicação de 15 a 30 segundos. 
Dessa forma, a camada híbrida é resultante da infiltração de 
monômeros resinosos entre as fibras colágenas expostas, devido 
à remoção total da “smear layer” e da maioria dos “smear plugs” 
e da dentina peritubular e intertubular. 
A utilização do condicionamento proporciona um aumento da 
porosidade da superfície exposta ao químico mediante a 
desmineralização, criando assim microporosidades, onde o sistema 
adesivo se infiltrará e será fotopolimerizado. 
 
 
A adesão pode ser compreendida como a união de duas 
faces por intermédio de um sistema adesivo. Essa união cria uma 
interface que pode apresentar-se de duas maneiras: 
- Uma das faces é o próprio adesivo se unindo a uma 
superfície, constituindo, assim, uma interface adesiva simples 
- O adesivo é o material intermediário ligando duas faces entre 
si, caracterizando a formação de uma interface adesiva complexa. 
 
Figura 9: Esquema demonstrando os dois tipos de interface adesiva: a simples, em 
que o adesivo é aderido a apenas uma superfície (A); e a complexa, aderindo a 
duas superfícies (B). Fonte: SILVA, A. F., 2016. 
A maioria dos procedimentos adesivos envolve a formação 
de uma interface adesiva complexa. Para isso, o adesivo necessita 
apresentar algumas características básicas para desempenhar a sua 
função com propriedade, sendo: 
• Aderência, conquistada com a limpeza superficial do substrato 
dentário 
• Molhamento, ou seja, facilidade em se espalhar 
superficialmente 
• Adaptação íntima, evitando o encapsulamento de ar ou de 
outros materiais no seu interior 
• Resistência física, química e mecânica 
• Nível de polimerização, minimizando os processos de 
degradação higroscópica e hidrolítica. 
 
Figura 10: Características ideais em um agente de união. A. -Aderência. 
B - Molhamento. C - Adaptação íntima. D - Resistências física, química 
mecânica. E. - Boa polimerização. Fonte: SILVA, A. F., 2016. 
 
Os adesivos dentários não apresentam uma classificação 
simples que englobam todos os produtos. Entretanto, 
didaticamente podem ser estudados de acordo com sua evolução 
e trabalho, como: 
 
• Gerações 
• Tratamento da smear layer 
• Técnica de aplicação 
 
Os adesivos são classificados em dois grandes grupos, sendo-
os: 
 
• Condicionamento total ou condicionamento convencional 
- É o tipo que o ácido precede a aplicação do primer e do 
adesivo – obrigatoriamente necessita do uso do ácido. 
 
• Autocondicionanete 
- Quando o ácido está incorporado ao primer ou 
primer/adesivo, portanto, o ácido não é empregado 
isoladamente para fazer o condicionamento dentário. 
 
 
• Convencionais 
• Autocondicionantes 
• Universais ou multimodas 
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14 
 
 
Os adesivos de condicionamento total (total-etching) são 
classificados em: 
 
- Três passos como se trata na quarta geração 
- Dois passos semelhantes à quinta geração 
Nesses sistemas o ácido apresenta-se em frasco separado. 
 
 
 
 
• Três passos 
 
 
Figura 11: Representação esquemática da apresentação do sistema adesivo do tipo 
total/convencional de 3 etapas, sendo que corresponde a 4º geração. 
Fonte: Autoria própria. 
 
 
Figura 12: Sistema adesivo convencional de três passos Scotchbond™ Multi-
Purpose, da 3M ESPE. Fonte: SILVA, A. F., 2016. 
 
Este sistema é caracterizado pela aplicação do ácido, 
geralmente o gel de ácido fosfórico a 37%, e posterior lavagem 
com água, seguido da aplicação do primer e depois do adesivo 
em soluções separadas, como representado na figura 4. 
O primer, com uma composição hidrófila, facilita a infiltração 
do adesivo na dentina úmida e, portanto, deve ser aplicado 
separadamente deste último. 
Recomenda-se aplicar o primer (com um pincel microbrush) 
sobre a dentina por aproximadamente 20 segundos. Em seguida, 
com um jato de ar afastado cerca de 10 cm da cavidade, deve-se 
secá-la, facilitando, assim, a evaporação do solvente e da água 
residual. 
A dentina e o esmalte são condicionados por um ácido em 
solução ou na forma de gel com intenção de remover totalmente 
a camada de smear layer e desmineralizar a maioria dos cristais 
superficiais de hidroxiapatita, aumentando assim a permeabilidade 
do substrato dentário. 
As fibrilas de colágeno da dentina praticamente encotram-se 
descobertas, devido ao entrelaçamento micromecânico com os 
monômeros da resina adesiva e formam uma camada híbrida de 
finaespessura. 
O sistema geralmente se apresenta com uma seringa e dois 
frascos. 
 
 
 
 
 
• Dois passos 
 
 
Figura 13: Representação esquemática da apresentação do sistema adesivo do tipo 
total/convencional de 2 etapas, sendo que corresponde a 5º geração. 
Fonte: Autoria própria. 
 
 
Figura 14: Sistemas adesivos convencionais de dois passos: Prime & Bond 2.1, da 
Dentsply®; Adper™ Single Bond 2, da 3M ESPE; e Magic Bond DE, da 
Vigodent®. Fonte: SILVA, A. F., 2016. 
 
Este sistema é caracterizado pela combinação do primer com 
a sistema adesivo em um único frasco. 
Antes a aplicação do ácido como agente condicionador é 
necessária, seguida de lavagem com água para obtenção de uma 
superfície ótima para a adesão. Após a secagem, administra-se a 
solução composta primer/adesivo. 
Este sistema é a 5ª geração e compõe-se de uma seringa e 
um frasco 
 
 
 
 
 
 
Os autocondicionantes, com a designação do sistema self- 
etching possuem o primer acidificado e não requer lavagem, 
norinse, e secagem. Esse sistema pode ser classificado em: 
 
- Dois passos como se trata na sexta geração tipo I 
- Um passo como se trata na sexta geração II 
- Um passo como se trata na sétima geração 
 
 
Nesse sistema adesivo o smear layer é removido. 
Nesse sistema adesivo o smear layer é modificado / 
incorporado (camada híbrida). 
O tempo de aplicação recomendada: 
- Esmalte: 30 segundos 
- Dentina: 15 segundos 
Desvantagens dos convencionais 
- Sensibilidade da técnica 
- Tempo de trabalho prolongado. 
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• Dois passos 
 
 
Figura 15: Representação esquemática da apresentação do sistema adesivo do tipo 
autocondicionante de 2 etapas, sendo que corresponde a 6º geração do tipo I. 
Fonte: Autoria própria. 
 
 
Figura 16: Sistema adesivo autocondicionante de dois passos Clearfil SE Bond®, da 
Kuraray Medical Inc, constituído de um primer ácido e um adesivo de cobertura. 
Vigodent. Fonte: SILVA, A. F., 2016. 
 
Os sistemas autocondicionantes de dois passos, também 
denominados de primers autocondicionantes, exprimem a 
associação do primer com o ácido aplicado primeiramente, 
seguido da aplicação do adesivo. 
Nestes o primer e o ácido estão reunidos em um só frasco, 
em fórmula aquosa. 
Nesse o primer é constituído de: monômeros ácidos, cuja 
função é desmineralizar a estrutura dental; monômeros hidrófilos, 
que atuam na infiltração resinosa pelo colágeno exposto; e 
solventes, responsáveis pela remoção das moléculas de água 
residuais do preparo cavitário e por manter os componentes em 
solução homogênea. 
 
 
 
 
 
Essa classe de adesivos apresenta caráter altamente 
hidrofílico contribuindo para maior susceptibilidade de permeação 
de água após a polimerização resinosa. 
 
 
 
 
 
• Único passo 
 
 
Figura 17: Representação esquemática da apresentação do sistema adesivo do 
tipo autocondicionante de 2 etapas, sendo que corresponde a 6º geração do 
tipo II e 7º geração. Fonte: Autoria própria. 
 
Figura 18: Sistema adesivo autocondicionante de passo único Adper™ Prompt™, 
da 3M ESPE, cuja mistura do líquido A com o líquido B resulta na etapa única de 
aplicação. Fonte: SILVA, A. F., 2016. 
 
Esses sistemas são apresentados de duas maneiras: frasco 
único e dois frascos. 
Quando encontrado em duas soluções em dois frascos são 
misturadas no momento do uso (2 componentes: ácido e primer/ 
adesivo). São dispensadas em volumes iguais do ácido/ primer e 
do adesivo, gotejadas em um pote dappen, misturadas e utilizadas 
imediatamente (6ª geração tipo II - dois frascos e uma etapa). 
Uma única solução com todos os componentes em um só 
frasco. Aplicação única do ácido-primer–adesivo, todos juntos (7ª 
geração - um frasco - denominado de “all-in-one”. 
 
 
Figura 19: O sistema de passo único pode ser aplicado via frasco único (com todos 
os componentes misturados) ou via dois frascos, que devem ser misturados 
previamente à aplicação do adesivo. Fonte: SILVA, A. F., 2016. 
 
A intensidade da interação entre os sistemas adesivos 
autocondicionantes com a dentina é essencialmente dependente 
da acidez e da agressividade do primer utilizado. A incorporação 
crescente de monômero ácido está associada a uma diminuição 
exponencial do pH de primers autocondicionantes. 
Os sistemas de passo único têm a vantagem de reduzir 
significativamente os passos operatórios, o que é interessante ao 
profissional para economia de tempo clínico. No entanto, os 
resultados obtidos com esses adesivos são bastante variados, pois 
a mistura de monômeros ácidos com solventes e monômeros de 
diferentes composições químicas provoca instabilidade físico-
química. 
 
O ácido/prime deve ser aplicado por aproximadamente 20 
segundos, sendo agitado previamente. 
Deve-se realizar a secagem da superfície por no mínimo 
10 segundos. 
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• Classificação de acordo com a acidez: 
 
o Fortes (pH 2,5) 
- Desmineralização superficial 
- Hidroxiapatita ligada às fibras colágenas 
- Porosidade criada na superfície é suficiente para garantir 
a hibridização 
 
 
Seguem o mesmo conceito do adesivos “all-in-one”. Além 
disso, apresentam pH semelhante aos autocondicionantes suaves 
e muito suaves. 
Estes adesivos foram desenvolvidos sob o conceito dos 
adesivos de passo único autocondicionantes, mas possuem a 
versatilidade de ser adaptáveis à situação clínica, podendo ser 
aplicados de três formas principais: 
• Com condicionamento ácido prévio em dentina e esmalte 
(condicionamento total) 
• Com condicionamento ácido prévio apenas em esmalte 
(condicionamento seletivo) 
• Sem condicionamento ácido prévio (autocondicionante) 
 
 
 
Protocolo de aplicação de um sistema adesivo convencional 
de três passos. 
 
 
Figura 20: Fonte: SILVA, A. F., 2016. 
 
• Preparo cavitário; 
• Condicionamento ácido do esmalte por 15 segundos; 
• Condicionamento ácido da dentina por 15 segundos e mais 15 
segundos do esmalte; 
 
 
Figura 21: Fonte: SILVA, A. F., 2016. 
 
• D. Lavagem do ácido por no mínimo 15 segundos. Secagem 
da dentina com papel absorvente e do esmalte com jato de 
ar; 
- Obs.: Note o aspecto branco/opaco do esmalte 
 
• E.. Aparência levemente úmida da dentina; 
• F. Aplicação do primer em esmalte e dentina por 20 segundos 
 
 
Figura 22: Fonte: SILVA, A. F., 2016. 
 
• G. Secagem com jato de ar por 10 segundos; 
• H. Aplicação do adesivo de cobertura por 10 segundos; 
• I. Fotoativação de acordo com as recomendações do 
fabricante; 
 
 
Figura 23: Fonte: SILVA, A. F., 2016. 
 
• J. Aspecto brilhante da superfície dentária; 
• K. Confecção da restauração com resina composta; 
• L. Aspecto final do dente. 
 
A aplicação de um sistema adesivo convencional de dois 
passos é semelhante; porém, deve-se aplicar o adesivo conforme 
as recomendações do fabricante, com secagem depois de cada 
camada aplicada e fotoativação somente após a aplicação da 
última camada. 
 
 
Figura 24: Resumo esquemático sobre os sistemas adesivos. Fontes: Autoria própria. 
 
 
 
 
 
 
 
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A dentina e a polpa são tecidos que apresentam inter-relação 
estrutural e funcional durante toda a vida do órgão dental. 
Responsáveis pela síntese e deposição da matriz de dentina, as 
células da polpa, denominadas odontoblastos, permanecem com 
seus prolongamentos citoplasmáticos no interior dos túbulos 
dentinários. Será a polpa responsável em que proporcionar 
nutrição á dentina através dos prolongamentos odontoblásticos, 
os quais conduzem os elementos nutritivos encontrados no 
líquido tecidual.A inter-relação dentina/polpa tem início na odontogênese. 
Durante a fase de botão, a condensação das células do 
ectomesênquima estimulam que essa fase assuma a forma de 
capuz. Essa nova estrutura repousa sobre a papila dentária, 
recebendo o nome de “Órgão dentário”, cujo a morfologia 
determina a nova fase da odontogênese, estágio de capuz. Ao 
redor dessa estrutura e da papila dentária (região precursora da 
polpa), um grupamento significante de células do tecido se 
organiza para originar o folículo dentário (região precursora do 
periodonto de sustentação). 
Nesse momento, o germe dentário passa a ser composto de: 
• Órgão dentário - dará origem ao esmalte 
• Papila dentária - responsável pela formação da dentina e 
da polpa 
• Folículo dentário – dará origem aos tecidos de suporte 
do elemento dentário, como o osso alveolar, o ligamento 
periodontal e o cemento. 
 
Diversos fenômenos acontecem durante o período da 
odontogênese para que tenha a deposição dos tecidos dentais 
de forma homeostática. 
 
 
A dentina é considerada um tecido parcialmente mineralizado, 
formado quase em sua totalidade por: 
• Matriz orgânica – 18% 
• Minerais - cristais de hidroxiapatita – 70% 
• Fluido – 12% (água) 
 
O tecido dentinário é depositado pelos odontoblastos por toda 
a vida do órgão dental. 
Didaticamente, o dente humano é constituído por cinco tipos 
de dentina, que serão depositados ao longo da vida ou mediante 
estímulos. 
• Primária: 
Depositada rapidamente durante o desenvolvimento do dente 
até a formação do forame apical 
 
• Secundária: 
Depositada ao redor da polpa em ritmo muito mais lento do 
que a primária. 
Obs.: Depositada depois que a anatomia do dente está 
estabelecida 
 
• Terciária: 
Apresenta com estrutura irregular, é formada em zonas 
subjacentes às áreas de irritação externa, a partir das células 
diretamente afetadas pelos estímulos patológicos. Subdivide-se 
em: 
- Reacional: quando a lesão é leve e a deposição de dentina 
subjacente é regulada pelos odontoblastos (p. ex., em atrição 
dentária) 
 
- Reparativa quando, mediante intensa agressão, ocorre dano 
irreversível aos odontoblastos diretamente afetados, e as 
células progenitoras diferenciam-se para promover a 
deposição de tecido mineralizado subjacente à lesão (p. ex., 
cárie de rápida progressão). 
 
 
Figura 25: Diferença entre dentina reacional e reparativa. Fonte: SILVA, A. F., 2016. 
 
• Esclerosada: 
Caracteriza-se pela existência de túbulos dentinários 
obliterados com material calcificado, processo que é acelerado 
frente a determinados estímulos, como abrasão. 
 
 
 
Alguns fatores são determinantes para determinar o número 
e diâmetros dos túbulos dentinários. Esses fatores são: 
º
Figura 26: Caso clínico de abrasão. 
Fonte: SILVA, A. F., 2016. 
 
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• Idade 
• Estimulo ao dente 
• Região dentinária exposta 
 
A quantidade de túbulos na superfície dentinária é variável, 
pois, quanto mais profunda a porção de dentina, maior o número 
de túbulos por mm2. 
Essa característica justifica maior preocupação com a 
proteção do complexo dentinopulpar quando o preparo cavitário 
é mais profundo. 
 
 
Figura 27: Há 45.000 túbulos/mm2 próximo à polpa, e 20.000 
túbulos/mm2 próximo ao limite amelodentinário (LAD). Fonte: SILVA, A. F., 2016. 
 
 
A polpa é um tecido conjuntivo altamente especializado, que 
se situa na câmara pulpar e se estende pelos canais radiculares. 
É responsável pela vitalidade do dente e está intimamente 
conectada, pelo feixe vasculonervoso, aos tecidos periapicais e ao 
sistema circulatório a partir do forame apical. 
O metabolismo pulpar envolve: 
• Dentina tubular 
• Pré-dentina (matriz orgânica rica em colágeno) 
• Camada odontoblástica 
Composta pelos odontoblastos, que são células altamente 
diferenciadas responsáveis pela formação de dentina 
 
• Zona acelular de Weil 
- Zona rica em células e tecido pulpar profundo (no qual se 
concentram fibroblastos, células mesenquimais indiferenciadas, 
vasos sanguíneos, fibras colágenas e fibras nervosas). 
 
A polpa realiza 5 funções primordiais para o dente, sendo: 
 
• Indutiva 
- Odontogênese: induz a diferenciação do epitélio em lâmina 
dental e a formação em órgão do esmalte. 
 
• Formativa 
- Produção de dentina 
 
• Nutritiva 
- Conduzir metabólitos essenciais até a dentina por meio dos 
prolongamentos odontoblásticos. 
 
• Protetora 
- Promove respostas dolorosas mediantes a estímulos físico-
químicos. 
 
• Defesa / reparadora 
- Mediante a estímulo, iniciar, respectivamente, processo de 
esclerose dos túbulos dentinários ou formação de dentina 
reparadora. 
 
Alguns fatores podem ser determinantes para as injurias à 
polpa, sendo: 
 
• Cárie 
• Preparo cavitário (broca imprópria, extensão e profundidade) 
• Desidratação (não utilização de irrigação durante o preparo) 
• Limpeza 
• Vibrações 
• Interferência oclusal (má oclusão) 
• Espessura da dentina remanescente 
• Instrumentos de corte novo 
• Pressão exacerbada a superfície (intermitente) 
• Seringa de ar 
 
 
• Condição pulpar 
Com base nas informações de sintomatologia obtidas com a 
anamnese do paciente associada aos testes de sensibilidade pulpar 
e ao exame radiográfico, que devem ser realizados nos dentes a 
serem tratados, obtém-se um prognóstico clínico. 
Em lesões cariosas extensas e de rápida evolução, a polpa 
encontra-se debilitada, com processo inflamatório agudo que 
pode ou não ser revertido. A conduta adotada diante de um caso 
clínico como esse será determinada durante a abertura da 
cavidade. 
A câmara pulpar de pessoas idosas apresente sua 
conformação diminuída, em decorrência da deposição de dentina 
secundária depositada, frente à reação fisiológica natural do 
elemento dentário em função, pacientes jovens podem 
apresentar dentes senis, com câmara pulpar reduzida e tecido 
pulpar “envelhecido”. 
 
Figura 28: Ilustração de câmara pulpar jovem (A) e senil (B). 
Fonte: SILVA, A. F., 2016. 
 
• Profundidade da cavidade 
A profundidade da cavidade é determinada pela quantidade 
de tecido dentinário perdido no processo carioso e no preparo 
cavitário. É o fator que, isoladamente, tem maior relevância na 
intensidade do processo inflamatório desencadeado na polpa. 
Assim, quanto mais profunda for a cavidade resultante do 
processo operatório, maior será o número e a extensão das 
células odontoblásticas lesadas, o que determinará a intensificação 
do processo inflamatório previamente instalado. 
 
https://jigsaw.minhabiblioteca.com.br/books/9788527728782/epub/OEBPS/Text/chapter07.html?create=true#rref2
https://jigsaw.minhabiblioteca.com.br/books/9788527728782/epub/OEBPS/Text/chapter07.html?create=true#rref2
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19 
 
As cavidades podem ser classificadas como: 
• Superficiais: ficam aquém, no nível ou ultrapassam 
ligeiramente o limite amelodentinário. São obtidas em 
remoções de defeito do esmalte, por exemplo. 
• Rasas: são obtidas em lesões incipientes, quando a parede de 
fundo encontra-se de 0,5 a 1,0 mm abaixo do limite 
amelodentinário. 
• Médias: envolvem até a metade da espessura da dentina 
remanescente (1 a 2 mm abaixo do limite amelodentinário). 
Em geral, são resultantes da troca de restauração ou de 
lesões cariosas de evolução lenta. 
• Profundas: mantêm apenas 0,5 mm de dentina remanescente. 
• Muito profundas: nesse caso, o assoalho da cavidade conta 
com menos de 0,5 mm de dentina até a polpa, podendo 
apresentar zonas róseas que evidenciam a proximidade 
pulpar. 
 
Figura 29: Profundidade da cavidade. Fonte: SILVA, A. F., 2016. 
 
 
Mesmo com diversas evoluções dos materiais odontológicos, 
a biocompatibilidade dos restauradores ainda não é a ideal, 
tornando relevante a utilização de agentes protetores, os quais, 
por sua vez, correspondem a mais um passo clínico a ser seguido, 
com sua sensibilidade de técnicae propriedades a serem 
consideradas. 
Portanto, para a utilização de determinados materiais 
protetores, esses necessitam ter as características: 
• Ser isolante térmico e elétrico 
• Ser bactericida e/ou bacteriostático 
• Estimular: 
- Remineralização da dentina descalcificada 
- Esclerose dentinária subjacente à zona da lesão 
- Formação de dentina reparadora nas lesões profundas 
 
• Ser biocompatível 
• Promover selamento dos túbulos dentinários 
• Ter resistência mecânica capaz de suportar a condensação 
dos materiais restauradores. 
• Evitar infiltração dos elementos tóxicos dos materiais 
restauradores e cimentantes e de microrganismos para o 
interior dos túbulos dentinários. 
• Ser insolúvel no ambiente bucal 
• Não descolorir facilmente 
• Ser anódino 
 
 
 
 
Os materiais protetores são classificados em: 
 
• Selantes cavitários 
• Bases cavitárias 
• Forradores cavitário 
 
Figura 30: Classificação dos materiais protetores. Fonte: SILVA, A. F., 2016. 
 
Os selantes cavitários promovem o vedamento da 
embocadura dos túbulos dentinários e das paredes circundantes 
da cavidade, objetivando tornar o preparo cavitário o menos 
permeável possível a fluidos e bactérias. 
São indicados para as cavidades: 
• Rasas 
• Médias 
 
Os selantes cavitários são utilizados em locais em que a 
remoção de tecido cariado é feita por completo e viabiliza-se um 
tratamento restaurador convencional, sem proximidade ou 
exposição pulpar. 
São classificados como selantes os: 
• Vernizes cavitários – amálgama 
• Sistemas adesivos – resina composta 
 
Basicamente, o mecanismo de adesividade e, 
consequentemente, o selamento ocorrem após a infiltração de 
monômeros resinosos através da camada superficial de dentina 
previamente desmineralizada e sua polimerização, formando uma 
camada de íntima inter-relação da trama colágena exposta com 
o monômero, denominada camada híbrida. 
 
Os agentes utilizados como base cavitária apresentam-se, em 
geral, na composição pó/líquido e têm por função: 
• Proteger o material usado para forramento da cavidade 
• Repor parte da dentina perdida 
• Ajustar o preparo cavitário de acordo com a necessidade 
• Diminuir o volume de material restaurador definitivo 
 
De forma que não interfira na resistência do remanescente 
dentário e da restauração definitiva, é recomendado utilizar em 
cavidades com profundidade: 
• Média 
• Grande 
 
Os principais materiais com essa aplicação são 
Obs.: Embora nenhum material protetor preencha todos esses 
requisitos, a aplicação e a associação dos que há disponíveis no 
mercado, se bem indicados, desempenham bons resultados. 
 
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20 
 
• Cimento à base de óxido de zinco e eugenol 
• Cimentos de ionômeros de vidro 
- Convencionais 
- Modificados por resina 
 
• Cimento de ionômero de vidro - CIV
 - Adesividade as estruturas dentárias. 
 - Compatibilidade biológica. 
 - Liberação de flúor. 
 - Convencional – não usar rotatória após a presa. 
 - Modificado – mais resistente. 
 - Coeficiente de expansão térmica linear próximo ao da 
estrutura dentária. 
 - Bom desempenho como base cavitária. 
Os forradores apresentam-se, em geral, na forma de pó e 
líquido ou na forma de pasta. 
Após sua manipulação e inserção na cavidade, formam uma 
fina camada que funciona como: 
• Barreira protetora 
• Estimula a formação de ponte de dentina quando a polpa 
é exposta. 
 
Por apresentarem baixa resistência mecânica é indicado para 
aplicações em cavidades: 
• Profundas (com grande proximidade) 
• Exposição pulpar 
 
Além disso, esses forradores cavitários devem contar com 
propriedades que: 
• Auxiliem na cicatrização da polpa 
• Amenizem os efeitos irritantes e tóxicos dos materiais 
restauradores definitivos 
• Desempenhar ação bactericida e/ou bacteriostática 
Consagradamente, o material mais utilizado como agente 
forrador nas suas diferentes apresentações é o: 
• Hidróxido de cálcio 
• Agregado trióxido mineral - MTA 
 
• Hidróxido de cálcio 
 
Os produtos à base de hidróxido de cálcio são atualmente 
bastante difundidos e grandemente utilizados, graças à sua 
comprovada propriedade de estimular a formação de dentina 
esclerosada, reparadora e proteger a polpa contra os estímulos 
termoelétricos e a ação dos agentes tóxicos de alguns materiais 
restauradores. 
O hidróxido de cálcio é considerado o padrão-ouro para 
testes de biocompatibilidade. 
o Vantagens do hidróxido de cálcio: 
- Inicialmente, bactericida e bacteriostático 
- Promove cicatrização e reparo a partir do seu pH 
- Neutraliza o pH dos ácidos 
- Estimula sistemas enzimáticos 
- Baixo custo 
- Fácil manipulação / utilização 
 
o Desvantagens do hidróxido de cálcio:
- Alta solubilidade ao meio 
- Baixa resistência mecânica 
 
O hidróxido de cálcio pode ser utilizado em diferentes formas 
de apresentação tais como: 
• Cimento de hidróxido de cálcio 
• Pasta de hidróxido de cálcio 
• Pó de hidróxido de cálcio 
• Suspensão de hidróxido de cálcio 
• Solução de hidróxido de cálcio 
 
• Cimento de hidróxido de cálcio 
 
Apresentam relativa dureza e resistência mecânica, são 
também impermeáveis aos ácidos existentes em alguns materiais 
restauradores. São também eficazes contra estímulos térmicos e 
elétricos sob restaurações metálicas a amálgama, fundidas ou a 
ouro em folha. 
Sob o ponto de vista biológico, quando aplicado sobre a 
dentina possibilita a formação de dentina reacional e evidências 
de reparo pulpar e parece conduzir a resultados satisfatórios 
quando aplicado sobre pequenas exposições pulpares acidentais. 
 
 
Figura 31: Sequência de manipulação do hidróxido de cálcio. A. - Pasta base e 
pasta catalisadora proporcionadas. B. - Manipulação do material. C. - Inserção do 
cimento na cavidade. Fonte: SILVA, A. F., 2016. 
 
• Pasta de hidróxido de cálcio 
 
Diferem dos cimentos na composição e consistência e 
constitui-se basicamente de hidróxido de cálcio pró-análise 
dissolvido em água destilada (não endurecem após a sua 
colocação na cavidade). 
Possuem outros constituintes como o cloreto de sódio, 
potássio, cálcio e carbonato de cálcio ou então com a adição de 
sulfato de bário que torna a pasta radiopaca. 
Devido à capacidade de estimular a formação de dentina 
reparadora quando colocadas sobre a polpa, estas pastas são 
principalmente indicadas nos casos de proteção direta, quando 
ocorre uma exposição acidental. 
 
• Pó de hidróxido de cálcio 
 
Opção prática e de baixo custo, que não requer preparo 
prévio e, consagradamente, auxilia na proteção pulpar, tanto para 
formação da camada mineral de dentina como para promoção 
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21 
 
de hemostasia nos casos de exposição, curetagem ou excisão 
parcial da polpa. 
Para facilitar sua aplicação, pode-se lançar mão do aplicador 
de hidróxido de cálcio. 
 
• Suspensão de hidróxido de cálcio 
 
Consiste numa suspensão de hidróxido de cálcio em solução 
aquosa de metilcelulose a qual deve ser agitado antes do uso. 
Este produto vem munido de dispositivo apropriado com uma 
cânula que permite gotejar a suspensão dentro da cavidade. 
Geralmente uma ou duas gotas de suspensão é suficiente para 
um forramento adequado, após a colocação da gota, esta deve 
ser seca com leve jato de ar até que se forme uma película 
forradora branca e fosca em toda superfície preparada. 
 
• Solução de hidróxido de cálcio 
 
A quantidade de 10 a 20 gramas de hidróxido de cálcio P. A. 
em 200ml de água destilada. Esta mistura deverá ser mantida em 
repouso, para que o excesso de hidróxido de cálcio fique 
sedimentado no fundo do recipiente. Não há necessidade de 
agitá-lo, para o uso, pois a solução alcalina fica acima da deposição, 
numa concentração de aproximadamente 0,2% de hidróxido de 
cálcio. 
Esta solução alcalina ou água de hidróxido de cálcio é útil para 
todos os tipos de cavidades, qualquer que seja asua profundidade, 
devendo-se lavá-las com esta solução antes que a proteção 
pulpar e restauração sejam colocadas. 
Além da limpeza que proporciona, a solução de hidróxido de 
cálcio atua: 
• Neutralizando a acidez da cavidade 
• Agente bacteriostático 
• Estimula a calcificação dentinária 
• Hemostático (nos casos de exposições pulpares) 
 
 
• Capeamento pulpar indireto (Tratamento expectante) 
• Capeamento pulpar direto 
• Curetagem pulpar 
• Pulpotomia 
 
 
• Sinais e sintomas 
- Exame clínico 
- Palpação 
- Percussão 
- Teste de sensibilidade pulpar (frio, calor, elétrico e outros) 
• História da dor 
• Interpretação radiográfica 
 
 
Esta terapia consiste na remoção de toda a dentina infectada 
(amolecida) e posterior forramento da parede pulpar da cavidade 
dentária sem que tenha ocorrido exposição da polpa, mas 
podendo ser observada por translucidez. 
Os princípios de Black dizem que não há justificativa para 
deixar cárie dentro da cavidade, porém a dentina afetada pode 
ser deixada no local e esta não causa nenhum efeito adverso à 
polpa dental. 
 
 
 
 
 
Quando se realiza o teste de curetagem, esse tecido 
remanescente oferece resistência, embora nele ainda possam 
existir bactérias dentro dos túbulos (dentina contaminada). 
Como sequência de menor complexidade e 
comprometimento do complexo dentinopulpar, têm-se as 
proteções indiretas em preparos cavitários superficiais, rasos ou 
médios. 
A técnica operatória da proteção pulpar indireta em cavidade 
profunda e/ou muito profunda consiste nas etapas: 
 
• Paciente anestesiado + dente isolado + remoção do tecido 
cariado (se possível, escavador manual) e/ou restaurador 
• Limpeza da cavidade: deve-se lavar com solução bactericida 
- Digliconato de clorexidina a 2% 
- Solução de hidróxido de cálcio 
 
• 1º Opção – Cavidades profundas ou muito profundas em 
dentina sem esclerose: 
- 1º - Aplicar agente forrador 
- 2º - Base cavitária 
- 3º - Selante cavitário 
- 4º - Material restaurador 
 
• 2º Opção – Cavidades profundas ou muito profundas em 
dentina com esclerose: 
- 1º - Aplicar base cavitária 
- 2º - Selante cavitário 
- 3º - Material restaurador 
 
Obs.: o hidróxido de cálcio depositado no fundo do recipiente 
constitui uma ótima pasta para proteções diretas. 
Obs.: Essa condição clínica pode ocorrer, por exemplo, em 
casos de classe III, nos quais a parede vestibular dificulta a 
observação pelo clínico, e em troca de restaurações extensas. 
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22 
 
 
Figura 32: Exemplo de caso clínico de cavidade com dentina esclerosada 
(endurecida) que não requer proteção de um agente forrador, apenas de uma base. 
Fonte: SILVA, A. F., 2016. 
 
• Deverão ser feitas reavaliações clínicas e radiográficas por, no 
mínimo, 2 anos. 
 
 
Esta terapia consiste no recobrimento direto de polpa 
dentária exposta por acidentes operatórios, como, por exemplo, 
na troca de restaurações extensas ou em casos de traumatismo 
dentário. 
Seu objetivo é restabelecer a saúde da polpa e resguardá-la 
de agentes irritantes adicionais, mantendo sua vitalidade e 
estimulando a formação de dentina reparadora, também 
denominada ponte de dentina. Radiograficamente, não deve haver 
patologias externas e reabsorção radicular interna. 
A técnica operatória da proteção pulpar direta consiste nas 
etapas: 
 
• Paciente anestesiado + dente isolado 
• Limpeza da cavidade: pode ser realizado com: 
- Soro fisiológico 
- Digluconato de clorexidina a 2% 
- Solução de hidróxido de cálcio 
 
• Ampliação do preparo 
- Com broca de corte ou esférica lisa, ampliar a área da 
exposição apenas para regularização das margens 
 
• Nova limpeza da cavidade 
- Observar a coloração da polpa e hemostasia 
- Aplicação do material de proteção 
• 1º Opção 
- 1º - Pasta ou pó de hidróxido de cálcio 
- 2º - Cimento de hidróxido de cálcio 
- 3º - Base cavitária 
- 4º - Material selador (ex. sistema adesivo) 
- 5º - Material restaurador 
 
• 2º Opção 
- 1º - Cimento de hidróxido de cálcio ou MTA 
- 2º - Base cavitária 
- 3º - Material selador (ex. sistema adesivo) 
- 4º - Material restaurador 
 
› Caso clínico com restauração de proteção pulpar direta 
 
Figura 33: A - Exposição pulpar. B - Agente forrador aplicado. 
Fonte: SILVA, A. F., 2016. 
 
Figura 34: C - Capeamento. D – Restauração final. Fonte: SILVA, A. F., 2016. 
 
 
 
 
 
 
 
Consiste na remoção superficial da polpa coronária que 
eventualmente tenha sido exposta durante o tratamento 
conservador, possivelmente contaminada por microrganismos do 
meio bucal. 
 
 
 
 
 
 
A técnica operatória da curetagem pulpar consiste nas etapas: 
 
• Paciente anestesiado + dente isolado 
• Abertura do orifício com brocas carbides 
• Remove-se de 1,5 a 2,0 mm de profundidade da polpa exposta 
- Buscando extirpar toda a porção contaminada e 
irreversivelmente inflamada. 
- Essa manobra deve ser realizada com cureta, se possível, 
nota – bem afiada ou com broca de aço esférica – 6 ou 8. 
 
• Limpeza da cavidade: pode ser realizado com: 
- Soro fisiológico 
- Digluconato de clorexidina a 2% 
- Solução de hidróxido de cálcio 
 
• Hemostasia 
- Deve-se observar o estancamento do sangramento após a 
limpeza da cavidade e o aspecto da coloração vermelho-viva 
da polpa. 
 
 
Obs.: Uma outra situação clínica ocorre após traumatismo dentário, 
quando o remanescente pulpar fica em contato com o meio bucal 
por poucas horas. 
Obs.: Este é um procedimento considerado definitivo, não sendo 
necessário a reabertura para avaliação da dentina do assoalho da 
cavidade 
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• Aplicar o corticosteroide por 10 a 15 minutos 
 
- Aplicação do material de proteção 
 
• 1º Opção: 
- 1º - Pasta ou pó de hidróxido de cálcio – sem compreensão 
- 2º - Cimento de hidróxido de cálcio 
- 3º - Base cavitária: C.I.V. ou cimento à base de OZE – 
restaurador provisório 
- Aguardar silencio clinico para a restauração definitiva 
 
• 2º Opção: 
- Substituir o pó ou pasta de hidróxido de cálcio por MTA e 
restaurar com material restaurador provisório 
 
 
Figura 35: Ilustração da curetagem pulpar. Fonte: SILVA, A. F., 2016. 
 
 
 
 
 
› Caso esquemático com restauração de curetagem pulpar: 
 
A - Exposição pulpar; 
B - Curetagem pulpar. Após ampliação da cavidade, realiza-se a 
curetagem pulpar com cureta afiada e estéril; 
C - Remoção da porção superficial da polpa e hemostasia pulpar 
após limpeza; 
D - Inserção do pó de hidróxido de cálcio com “beija-flor”; 
E - Porção da polpa exposta recoberta com cimento de hidróxido 
de cálcio (em amarelo) pronto para receber a base e o material 
selador. 
 
• Sucesso da terapia pulpar depende de: 
- Correto diagnóstico da proteção pulpar 
- Forma de aplicação do material de capeamento para 
estimular os processos biológicos 
- Restauração da cavidade para proteger a área tratada da 
microinfiltração bacteriana 
 
 
A pulpotomia é a remoção da polpa presente na câmara 
pulpar, preservando-se o tecido pulpar que está nos condutos 
radiculares (canais). 
Essa terapia está indicada somente nos casos em que a lesão 
inflamatória restringe-se a uma pequena porção da polpa 
coronária. Nesses casos, para dentes permanentes, sua indicação 
é realizada quando o quadro clínico apresentado é de pulpite 
reversível, após o diagnóstico de cárie. 
 
 
 
Figura 36: Ilustração da sequência de pulpotomia. Fonte: SILVA, A. F., 2016. 
 
Os maiores índices de sucesso desse tratamento encontram-
se em polpas jovens, devido ao fato de o tecido pulpar não estar 
completamente amadurecido. 
 
 
Figura 37: Representação esquemática de uma pulpotomia. Fonte: Autor desconhecido. 
 
Essa técnica ela é mais indicada para pacientes jovens, sendo 
os atendimentos de odontopediatria, pois existem grandes índices 
de problemas ocasionados pela pulpotomia, como: 
• Mortificação pulpar 
• Formação de cálculos pulparesA técnica operatória da pulpotomia consiste nas etapas: 
 
• Paciente anestesiado + dente isolado + remoção de todo 
tecido cariado e o teto da câmara pulpar 
- Essa manobra pode ser realizada com broca carbide – 6 e 
8. 
 
• Procede-se à extensão da polpa coronária com cureta ou 
broca esférica lisa 
- Cortar o tecido pulpar em 0,5 mm abaixo da entrada dos 
canais. 
 
• Remoção de 1,5 a 2,0 mm de profundidade da polpa exposta 
- Essa remoção busca extirpar toda a porção contaminada e 
irreversivelmente inflamada. 
- Expor o tecido saudável e livre de bactérias para que assim 
tenha o contato com o material protetor. 
 
• Limpeza da cavidade: pode ser realizado com: 
- Soro fisiológico 
- Solução de hidróxido de cálcio 
 
 
Obs.: O paciente precisa retornar 90 dias após o procedimento. 
Realiza-se então rx do dente tratado e, se realizado a restauração 
provisória, trocar por uma definitiva. 
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• Promover a hemostasia 
• Aplicar corticosteroide por 10 a 15 minutos – opcional 
- Otosporin 
 
• Inserir os materiais: 
- Pó ou cimento de hidróxido de cálcio ou MTA 
- Material restaurador provisório 
- Aguardar o silencio clinico para restauração definitiva 
 
› Caso clínico de pulpotomia: 
 
Figura 38: Caso clínico de uma pulpotomia. Fonte: SILVA, A. F., 2016. 
A - Exposição pulpar após remoção de todo o tecido cariado; 
B - Remoção de toda a porção coronária da polpa; 
C - Aplicação do pó de hidróxido de cálcio sobre a polpa; 
D - Cimento de hidróxido de cálcio sobrepondo o pó. 
 
 
Figura 39: Tratamentos conservadores da vitalidade pulpar de acordo com a condição da polpa, iminente ou já exposta. 
Ca(OH)2: hidróxido de cálcio; CIV: cimento de ionômero de vidro. Fonte: PEREIRA et al. 2014. 
 
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• Capeamento Pulpar 
• Curetagens 
• Pulpotomias 
 
Para garantir o sucesso dos tratamentos conservadores como 
a curetagem e a pulpotomia, como citados anteriormente, alguns 
critérios devem ser observados e cuidados precisam ser tomados, 
tais como: 
 
• Deve ser efetuada remoção de todos os debris e resíduos 
da cavidade dental, além de efetiva limpeza da cavidade. 
• A hemostasia pulpar deve ser auxiliada com a aplicação de 
materiais biocompatíveis, como o hidróxido de cálcio. 
• O agente capeador deve preencher os requisitos de 
biocompatibilidade e de bioestimulação. 
• O procedimento restaurador, sequencialmente realizado, 
deve ser efetivo, promovendo selamento hermético da 
cavidade. 
• O caso deve ser proservado, e o registro da sua evolução 
deve ser realizado pelo menos 5 anos depois, para observar 
possíveis calcificações pulpares ou mesmo sinais clínicos de 
necrose pulpar. 
• Em torno de 94% dos casos: 
- Ausencia de sintomatologia 
- Barreira remineralizada 
- Vitalidade pulpar 
- Normalidade dos tecidos periapicais 
 
• Selamento provisório por tempo prolongado 
• Aplicação inadequada do hidróxido de cálcio 
• Fragmentos de dentina na polpa 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Os núcleos são reconstruções da porção coronária ausente 
devido a inúmeros fatores (cárie, trauma, restaurações, acesso 
endodôntico), podendo estar ou não acompanhados por sistemas 
de retenções adicionais. 
 
 
Permitir que o dente obtenha características biomecânicas 
suficientes para dar suporte aos materiais indiretos. 
 
 
• Núcleo de preenchimento: 
o Dentes polpados 
o Apenas a nível de coroa 
 
• Núcleos fundidos: 
o Dentes tratados endodonticamente 
o Está a nível radicular 
o Pinos pré-fabricados + núcleos de preenchimento 
o Necessita de um pino intrarradicular 
o Metálicos fundidos / pinos pré-fundidos 
▪ Quase não é usado 
▪ Bastante rígido 
▪ Alto risco de fratura 
o Anatomicamente 
▪ Canal radicular – núcleo fundido 
▪ Coroa – núcleo de preenchimento 
 
 
• Finalidades: 
- Reconstrução morfológica do dente. 
- Sustentação e retenção para o material restaurador 
indireto. 
- Distribuição das tensões. 
- Isolar o pino intrarradicular da coroa, diminuindo a 
incidência de carga desta coroa para a raiz. 
- Conservação da estrutura sadia remanescente. 
 
• Polpados: 
- Dentes com metade da estrutura coronária. 
- Dentes sem a necessidade de tratamento endodôntico, 
mas que esteja bastante destruído. 
 
• Despolpados: 
- Núcleos de preenchimento associados com pino intra-
radicular. 
• Vantagens em relação aos núcleos fundidos: 
- Preservação de maior estrutura dental sadia 
- Boa resistência 
- Baixo tempo operacional 
- Dispensa fase laboratorial 
- Melhor resultado estético 
 
• Materiais: 
- Amálgama – quase não é mais utilizada 
- Resina composta 
- Ionômero de vidro 
 
• Requisitos desejáveis dos materiais de preenchimento: 
- Estabilidade em meio úmido 
- Fácil manipulação 
- Adesão ao dente/pino 
- Biocompatibilidade 
- Custo 
- História de sucesso clínico 
 
• Sobre o amálgama: 
o Vantagens: 
- Conhecimento do material 
- Menor microinfiltração marginal – expansão 
- Resistência 
- Fácil visualização 
 
o Desvantagens: 
- Cristalização lenta 
- Ausência de adesão ao dente/pino 
- Corrosão 
- Pigmentação da gengiva 
- Alteração de cor nas restaurações estética 
 
• Sobre a resina composta: 
o Vantagens: 
- Fácil manipulação 
- Polimerização imediata 
- Resistência mecânica 
- Adesão de estrutura dental 
- Cor 
- Excelência estética 
 
o Desvantagens: 
- Contração de polimerização 
- Exige habilidade da estética 
 
• Sobre o ionômero de vidro: 
o Vantagens: 
- Adesão a estrutura dental 
- Biocompatibilidade com a polpa 
- Liberação de flúor 
 
º
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o Desvantagens: 
- Baixa resistência mecânica 
- Histórica clínica recente 
 
 
 
 
 
• Técnica de preparo: 
- Mesma técnica da restauração direta. 
- Pode ser usada como restauração provisória. 
- Evitar o preparo da indireta na mesma sessão. 
 - Devido a resina sofrer o processo de sorção. 
 - Absorção de água 
 - Pode alterar sua coloração 
 
 
Os núcleos fundidos intrarradiculares são estruturas 
responsáveis por preencher o conduto radicular e conferir a 
porção coronária condições biomecânicas para receber um 
componente protético. 
 
• Elementos constituintes dos retentores intrarradiculares: 
- Pino intrarradicular – conduto radicular. 
- Núcleo de preenchimento – reconstrução coronária. 
 
• Núcleos fundidos: 
- Dentes tratados endodonticamente que apresentam 
grande destruição e que necessitam de reabilitação 
protética. 
- Feitos a partir de uma modelagem ou modelo (moldagem). 
- Histórico 
 - Séc. XVIII – Pinos de madeira. 
 - 1880 – Tubo rosqueado no canal, tendo um parafuso 
através da coroa. 
 - Séc. XIX – “PIVOT” núcleo e coroa em 1 unidade 
 - Séc. XX – Núcleo e coroa em unidades separadas 
 
- Núcleo + coroa 
 - Melhor distribuição das forças mecânicas para raiz. 
 - Melhor adaptação das margens da coroa. 
 - Possibilidade de refazer apenas a coroa, se necessário. 
 
• Núcleos fundidos – Indicações: 
- Perda excessiva de estrutura coronária. 
- Canais radiculares excessivamente expulsivos. 
- Retentores de prótese fixas ou removíveis. 
- Reabilitação com indicação de múltiplos retentores 
intrarradiculares. 
 
• Materiais: 
- Metais 
- Cerâmico 
 
• Sobre os núcleos fundidos: 
o Vantagens: 
- Melhor adaptação 
- Boa rigidez 
- Radiopacidade 
- Menor película de cimento 
 
o Desvantagens: 
- Duas sessões 
- Custo laboratorial 
- Cor desfavorável – no caso de núcleos metálicos 
 
• Considerações mecânicas 
- Comprimento 
 - Proporcionará retenção ao conduto radicular 
- Conicidade 
- Diâmetro 
 
 
 
É o segmento da reconstrução e/ou

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