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Carol Dias - LI
QUESTÕES TUTORIA
PROVA 51 - 1º CICLO
1. Mulher, 48 anos, apresenta rouquidão e episódios de afonia há 6 meses foi orientada a passar com o
cardiologista. Refere ter tido febre reumática na infância, sem seguimento médico posterior. Atualmente
queixa-se de dispneia aos esforços maiores que os habituais. Ao exame físico: fácies mitralis, coração: bulhas
arrítmicas hiperfonéticas com sopro diastólico em ruflar +++/6+ em foco mitral, pulmão: mv +, com estertores em
bases, abdome: RHA +, com fígado palpável há 2 cm do rebordo costal direito. Extremidades sem cianose, sem
edema, pulsos + e simétricos. Realizado ECG, demonstrado a seguir e Ecocardiograma que mostrou área valvar
1,2 cm², pressão sistólica da artéria pulmonar 60 mmHg no repouso, fusão comissural e escore de Wilkins-Block:
7. Assinale a alternativa correta sobre este caso clínico.
a. A paciente é pouco sintomática e não apresenta complicadores, devendo permanecer em
tratamento clínico
b. A fácies mitralis caracteriza-se por palidez cutânea na região dos maxilares por hipoperfusão
venosa.
c. A comissurotomia ou a troca valvar é o procedimento de escolha neste caso de etiologia reumática.
d. Está indicado a correção cirúrgica desta valvopatia com valvoplastia mitral por cateter-balão.
e. O uso de beta bloqueador, diurético, penicilina benzatina deve ser instituído para evitar a
necessidade de correção cirúrgica.
2. Homem 65 anos portador de cardiopatia chagásica crônica, está com terapêutica otimizada para insuficiência
cardíaca, encontra-se em classe funcional III da NYHA e Classe C da classificação clínica da doença, apresenta
ao ECG: ritmo de fibrilação atrial com bloqueio de ramo direito com bloqueio divisional ântero superior esquerdo,
FC de 90 bpm, ao Ecocardiograma: dilatação das câmaras cardíacas, fração de ejeção do ventrículo esquerdo
(VE) 30% e aneurisma de ponta do VE. Assinale a alternativa correta para este caso.
a. Está indicado o uso de benznidazol neste caso para erradicar o parasita
b. O uso de digoxina está contra-indicado neste paciente.
c. Entende-se por terapêutica otimizada o uso de furosemida, captopril e atenolol.
d. A ivabradina está indicada para reduzir a frequência cardíaca abaixo de 70 bpm.
e. Disfunção sistólica, idade e aneurisma do VE, indicam a necessidade de anticoagulação.
3. Assinale a alternativa correta:
a. Homem, 50 anos, tabagista e obeso, reverteu fibrilação atrial com amiodarona, tem indicação do
uso de anticoagulante oral continuamente. x
b. Mulher, 82 anos, sem comorbidades, apresenta BAV total sintomático, tem indicação de implante de
marcapasso cardiaco
c. Mulher, 66 anos, portadora de insuficiência cardíaca dilatada, apresenta fibrilação atrial paroxística,
tem indicação do uso propafenona para controle do ritmo
d. Homem 78 anos, pós IAM, com disfunção ventricular, apresenta episódios de taquicardia ventricular
sustentadas ao Holter, tem indicação de marca-passo cardíaco
Carol Dias - LI
e. Mulher, 32 anos, portadora de hipotireoidismo, apresenta bradicardia sinusal, tem contra-indicação
a atividade física
4. Homem, 60 anos, tabagista, dislipidêmico e com história de acidente vascular isquêmico há 2 meses. Apresenta-
se à emergência com quadro de dor precordial opressiva, com 1 hora de duração. Realizou eletrocardiograma
demonstrado a seguir. Está em KILLIP III. Assinale a alternativa correta:
a. Aguardar os resultados das enzimas cardíacas para definir a conduta
b. Prescrever 02, nitrato, morfina, AAS e clopidogrel
c. Investigar acometimento do ventrículo direito traçando V3R e V4R
d. Caso não seja possível realizar angioplastia primária em até 120 min, realizar fibrinolítico.
e. Paciente em Killip III necessita fazer uso de diurético tiazídico
PATRICIA
5. Paciente de 64 anos, hipertenso, diabético, com história de dois infartos miocárdicos, o último há 3 anos. Com
queixa de edema e dispneia de Classe Funcional III de NYHA há 6 meses. Há 10 dias notou piora da dispneia para
mínimos esforços, acentuação do edema até raiz de coxas e aumento de volume abdominal. Hoje está com
intensa fadiga, dispneia em repouso e grave ortopneia. Ao exame clínico observam-se: PA: 80x40 mmHg, FC:104
bpm, TJ+, estertores crepitantes até 1/3 médio bilateral, edema de membros inferiores +3/+4 e extremidades
frias com tempo de enchimento capilar maior que 3 segundos. Em relação a esse caso, é correto afirmar:
a. O diagnóstico é de insuficiência cardíaca crônica agudizada com perfil clínico hemodinâmico L e o
tratamento deve ser prova de sobrecarga volêmica.
b. O diagnóstico é de insuficiência cardíaca crônica agudizada com perfil clínico hemodinâmico B,
devendo ser iniciado furosemida endovenosa em bolus e vasodilatador endovenoso.
c. O diagnóstico é de insuficiência cardíaca crônica agudizada com perfil clínico hemodinâmico C e o
tratamento inicial deve ser feito com vasodilatador endovenoso e furosemida em bolus.
d. O diagnóstico é de insuficiência cardíaca crônica agudizada perfil hemodinâmico B e deve ser
iniciado inotrópico positivo, vasodilatador endovenoso e furosemida.
e. O diagnóstico é de insuficiência cardíaca crônica agudizada com perfil clínico hemodinâmico C e
deve ser iniciado vasopressores, inotrópico positivo, furosemida endovenosa.
6. Homem de 78 anos, hipertenso, portador de doença de Chagas. Encaminhado ao pronto atendimento devido
quadro de síncope tipo liga-desliga, sem pródromos, último episódio há 30 minutos, familiares presentes no
momento da síncope negam presença de movimentos involuntários, perda urinária e ou fecais. Admitido na sala
de emergência com confusão mental, extremidades frias, PA: 90x60 mmHg, FC:38 bpm. Realizado
eletrocardiograma abaixo. Qual diagnóstico e conduta?
a. Bloqueio atrioventricular total, indicar implante de marcapasso.
b. Bloqueio atrioventricular de segundo grau Mobitz II, realizar atropina.
c. Bloqueio atrioventricular de primeiro grau, realizar atropina.
Carol Dias - LI
d. Bloqueio atrioventricular de segundo grau Mobitz I, realizar atropina e se persistência de quadro
indicar implante de marcapasso.
e. Bloqueio atrioventricular 2:1, implante de marcapasso.
7. Mulher, 45 anos,diabética, nega outras comorbidades conhecidas, sedentária. Em uso de Metformina 850mg 8/8
horas. Relata história de internações em unidade de emergência com quadro de cefaléia, sendo diagnosticado
"pico hipertensivo" e orientada a procurar PSF para acompanhamento do quadro. Ao exame físico: IMC: 32
kg/mª ,pressão arterial no consultório: 130/80 mmHg, FC: 94 bpm, aparelho respiratório e cardiovascular sem
alterações. Realizado exames abaixo:
Qual o diagnóstico da paciente e como deve-se seguir com o tratamento?
a. Hipertensão arterial do avental branco, deve-se orientar modificação do estilo de vida e tratamento
farmacológico com IECA ou BRA em monoterapia
b. Hipertensão arterial sustentada, realizar modificação do estilo de vida e iniciar tratamento duplo
com IECA ou BRA associado a diurético tiazídico ou bloqueador do canal de cálcio.
c. Hipertensão arterial mascarada, realizar modificação do estilo de vida e iniciar tratamento com
diurético tiazídico associado a beta bloqueadores
d. Hipertensão arterial mascarada, realizar modificação do estilo de vida e iniciar tratamento duplo
com lECA ou BRA associado a diurético tiazídico ou bloqueador do canal de cálcio.
e. Hipertensão arterial sustentada, realizar modificação do estilo de vida com reavaliação em 3 meses.
8. Homem de 82 anos, apresenta dor precordial e síncope durante subida de dois lances de escada. Relata
dispneia aos moderados esforços há 6 meses. Ao exame físico, pulso com amplitude baixa e demora para
terminar, ausculta cardíaca com presença de B4, desdobramento paradoxal de B2 e um sopro mesotelessistólico
em 2° espaço intercostal direito e um sopro sistólico piante em foco mitral. Qual a provável explicação para a
sintomatologia do paciente? Qual conduta perante este quadro?
a. Presença de insuficiência mitral importante. Indicar furosemida para controle de sintomas.
b.afebril; tempo de enchimento capilar menor que 3
segundos; ausculta pulmonar presente bilateralmente sem ruídos adventícios, eupneico em ar ambiente;
ausculta cardíaca com duas bulhas normofonéticas, sem sopros audíveis, Fc 97 bpm, PA 120/70 mmHg.
Resultado do ecocardiograma: fração de ejeção de 38% e válvulas sem alterações. Pensando então no
diagnóstico de insuficiência cardíaca como seria classificada e quais medicações seriam indicadas que reduzem
morbimortalidade nesses casos:
a. Insuficiência cardíaca de fração de ejeção preservada, medicações: furosemida e ivabradina.
b. Insuficiência cardíaca de fração de ejeção reduzida, medicações: digoxina e furosemida.
c. Insuficiência cardíaca de fração de ejeção reduzida, medicações: IECA e furosemida.
d. Insuficiência cardíaca de fração de ejeção preservada, medicações: IECA ou BRA, betabloqueador.
e. Insuficiência cardíaca de fração de ejeção reduzida, medicações: IECA ou BRA, betabloqueador,
espironolactona.
9. Sobre os tipos de infarto do miocárdio, é correto afirmar:
a. Infarto do tipo 1 é o mais comum, associado a aterosclerose coronariana, ou seja, oclusão coronariana por
placa
b. Infarto do tipo 2, ocorre quando existe trombose de stent
c. Infarto do tipo 3 é o que se apresenta durante a intervenção coronariana percutânea
d. Infarto do tipo 4 é o que se apresenta agudamente como morte súbita
e. Infarto do tipo 5, se apresenta quando existe um desbalanço entre oferta e consumo de oxigênio coronário,
como exemplo temos: estenose aórtica grave ou anemia grave
10. Paciente masculino, 75 anos, procura seu consultório relatando que nos últimos meses vem apresentando leve
dor torácica ao esforço, sem irradiação e sem sintomas associados; além disso conta que teve síncope há 3
meses. Durante a anamnese você descobre que seu paciente é hipertenso e diabético, relata fazer uso de
enalapril 20mg de 12/12 horas e metformina 500mg no café da manhã, no almoço e no jantar. No exame físico:
BEG, corado, hidratado, consciente e orientado, acianótico, anictérico e afebril; pulsos periféricos parvus e tardus;
ausculta pulmonar com murmúrio vesicular presente bilateralmente sem ruídos adventícios, eupneico em ar
ambiente; ausculta cardíaca com duas bulhas rítmicas, presença de sopro sistólico 3+/6+ (mesossistólico, em
“diamante”) audível em foco aórtico, com irradiação para carótidas e fúrcula, Fc 70 bpm, PA 110/60 mmHg;
abdome sem alterações e membros inferiores também sem alterações. Após a ausculta desse sopro do paciente
você coloca como hipótese qual alteração valvar? E qual exame te ajudaria a diagnosticar essa alteração
valvar?
a. Estenose aórtica, o exame seria ecocardiograma
b. Estenose mitral, o exame seria eletrocardiograma
c. Insuficiência aórtica, o exame seria eletrocardiograma
Carol Dias - LI
d. Insuficiência mitral, o exame seria ecocardiograma
e. Insuficiência pulmonar, o exame seria ecocardiograma
11. Paciente feminina, 80 anos, portadora de hipertensão, diabetes e doença arterial coronariana crônica;
apresentando no último mês edema em membros inferiores (com piora progressiva) e dispneia para limpar a
casa e depois de um tempo também para tomar banho; na última semana passou a ter dificuldade para dormir,
pois quando se deita tem piora da dispneia, tendo que se sentar para ter um pouco de melhora. Relata fazer uso
de enalapril 20mg de 12/12 horas, metformina 850mg no café da manhã e jantar, carvedilol 3,125mg de 12/12
horas, AAS 100 mg uma vez ao dia. Paciente relata que hoje resolveu procurar o pronto atendimento pois há um
dia está com dispneia até mesmo sentada assistindo sua novela. Ao exame físico: BEG, corada, hidratada,
anictérica, acianótica, afebril; consciente e orientada; tempo de enchimento capilar menor que 3 segundos;
ausculta pulmonar com estertores bibasais, frequência respiratória 18 irpm, saturação de 97% em ar ambiente;
ausculta cardíaca com duas bulhas normofonéticas, sem sopros audíveis, frequência cardíaca 100 bpm, pressão
arterial 120/70mmHg. Considerando que esta paciente esteja apresentando insuficiência cardíaca
descompensada, em qual perfil hemodinâmico ela se encontra e qual medicação seria adequada para melhorar
o edema e os estertores que ela apresenta?
a. Perfil A, medicação: aumento do enalapril
b. Perfil B, medicação: diurético (furosemida)
c. Perfil C, medicação: aumento do carvedilol
d. Perfil D ou também conhecido como perfil L, medicação: dobutamina
e. Perfil A, medicação: aumento do carvedilol
RICARDO
12. A estenose aórtica é uma doença de início insidioso que apresenta uma fase latente prolongada, na qual o
paciente não apresenta sintomas. Porém, quando presentes, são considerados marcadores clínicos de gravidade
da doença e que reduzem muito a sobrevida dos pacientes, conforme evidenciado no gráfico abaixo. Dessa
forma a intervenção nessa população deve ser indicada preferencialmente antes de sua ocorrência para se
obter melhores resultados. Quais são, respectivamente os sintomas clínicos que sinalizam gravidade e que
caracteristicamente apresentam sobrevida média de 2, 3 e 5 anos quando presentes (ver gráfico abaixo) e qual
a melhor conduta diante de um paciente com estenose aórtica que apresenta um desses sintomas:
a. Angina, síncope e sintomas de insuficiência cardíaca. Encaminhar a paciente para troca valvar aórtica.
b. Sintomas de insuficiência cardíaca, síncope e angina. Encaminhar a paciente para troca valvar aórtica.
c. Síncope, sintomas de insuficiência cardíaca e angina. Encaminhar a paciente para troca valvar aórtica.
d. Síncope, angina e sintomas de insuficiência cardíaca. Encaminhar a paciente para troca valvar aórtica.
e. Angina, síncope e sintomas de insuficiência cardíaca. Quando presentes, o paciente não deve ser mantido em
tratamento clínico otimizado para insuficiência cardíaca.
Carol Dias - LI
13. Paciente de 80 anos apresenta diagnóstico de insuficiência cardíaca devido miocardiopatia dilatada idiopática
com fração de ejeção reduzida (estimada em 20% conforme último ecocardiograma). Teve internação há 3
semanas devido à fibrilação atrial (ver ECG 1). Estava em uso regular da prescrição abaixo e com relato de
melhora importante da classe funcional NYHA (de III para II):
- carvedilol 50 mg de 12 em 12 horas
- digoxina 0,25 mg 1 vez ao dia
- amiodarona 200 mg 1 vez ao dia
- valsartana-sacubitril 49/51 mg de 12 em 12 horas
- espironolactona 25 mg 1 vez ao dia
- furosemida 40 mg 2 vezes ao dia
- varfarina 2,5 mg ao dia
Há 1 semana queixa-se de queda do estado geral, astenia, mal-estar, visão amarelada, diarreia, náuseas e
foi trazido novamente para avaliação devido episódio de síncope. O eletrocardiograma da chegada está
representado a seguir (ECG 2). Apesar da bradicardia estava estável hemodinamicamente. Qual o principal
medicamento que levou ao quadro descrito e qual a conduta clínica?
ECG 1: REALIZADO HÁ 3 SEMANAS DA INTERNAÇÃO
ECG 2: REALIZADO DURANTE REINTERNAÇÃO HOSPITALAR.
a. digoxina – suspender medicamentos cronotrópicos negativos imediatamente
b. amiodarona – suspender medicamentos cronotrópicos negativos imediatamente
c. carvedilol – suspender medicamentos cronotrópicos negativos imediatamente
d. valsartana-sacubitril – implante de marcapasso definitivo para tratamento da bradiarritmia
e. varfarina – suspender seu uso devido provável intoxicação digitálica.
14. Mulher de 55 anos apresenta quadro de insuficiência cardíaca. Atualmente estava clinicamente compensada,
porém mantendo classe funcional III com uso de carvedilol, enalapril, hidralazina+monocordil e espironolactona
em dose máxima tolerada (FC 60 bpm e PA 110 x 60 mmHg). Estava assistindo ao Jornal Nacional quando viu a
notícia sobre os benefícios inegáveis do uso de valsartana-sacubitril. Imediatamente foi até a farmácia mais
Carol Dias - LI
próxima de sua residência e adquiriu o medicamento, fazendo uso imediato do mesmo, porém se esqueceu que
havia tomado todos os medicamentos descritos acima há pouco tempo. Após alguns minutos apresentou o
quadro abaixo (ver foto 1). Qual o diagnóstico?a. Angioedema
b. Eritema marginado
c. Eritema multiforme
d. Choque anafilático
e. Síndrome da veia cava superior
15. Homem de 60 anos apresentou infarto agudo do miocárdio há 4 meses em parede ínfero-latero-dorsal, sendo a
artéria relacionada ao infarto grande ramo circunflexo (dominante). Na ocasião foi tratado rapidamente
conforme as diretrizes; recebeu medicamentos adequados e angioplastia primária com delta tempo de 3 horas
após início dos sintomas. Evoluiu, porém, com disfunção ventricular importante (fração de ejeção de 20% em
último ecocardiograma realizado ambulatorialmente). Está em seguimento regular com cardiologista e em uso
adequado de medicamentos (em doses otimizadas). Encaminhado à unidade de saúde pelo SAMU com relatos
de apresentar palpitações taquicárdicas seguidas de síncope tipo liga-desliga com duração de segundos
(descritos 2 episódios na última hora). No momento da admissão em pronto-atendimento está assintomático,
com ritmo sinusal (FC 60 bpm) e PA 120x70 mmHg, porém o SAMU registrou o eletrocardiograma abaixo
enquanto transportava o paciente. Médico do SAMU informou que houve perda de consciência durante o
traçado abaixo com reversão espontânea do ritmo para ritmo sinusal e consequente recuperação do nível de
consciência. Qual o diagnóstico e conduta adotada após admissão?
a. taquicardia ventricular monomórfica - cardioversão elétrica
b. taquicardia ventricular monomórfica - iniciar amiodarona endovenosa e encaminhar para implante de
cardioversor desfibrilador implantável (CDI)
c. Taquicardia supraventricular – manter observação e liberar o paciente após 6 horas com retorno precoce no
cardiologista.
d. taquicardia ventricular polimórfica – manter observação e pesquisar distúrbios hidro-eletrolíticos
Carol Dias - LI
e. fibrilação atrial com instabilidade hemodinâmica – iniciar amiodarona endovenosa
16. O eletrocardiograma é o exame padrão ouro para diagnóstico das síndromes coronarianas agudas com
supradesnivelamento do segmento ST. Assinale, dentre as alternativas abaixo qual corresponde à parede
ventricular correta e qual o valor utilizado como corte para diagnóstico de supradesnivelamento do segmento
ST:
a. DII, DII e aVF correspondem à parede inferior e para o diagnóstico de supradesnível do segmento ST é
necessária elevação de mínima de 1,5 mm do segmento ST.
b. V1, V2, V3, V4, V5 e V6 correspondem à parede ântero-lateral e para o diagnóstico de supradesnível do
segmento ST é necessária elevação de mínima de 1 mm do segmento ST em V1, V4, V5 e V6 e 1,5 mm em
mulheres.
c. V7, V8 E V9 correspondem à parede posterior e para o diagnóstico de supradesnível do segmento ST é
necessária elevação de mínima de 0,5 mm do segmento ST.
d. V3R e V4R correspondem ao ventrículo direito e para o diagnóstico de supradesnível do segmento ST é
necessária elevação de mínima de 0,5 mm do segmento ST.
e. DI, aVl, V5 e V6 correspondem à parede ínfero-lateral e para o diagnóstico de supradesnível do segmento ST
é necessária elevação de mínima de 1,0 mm do segmento ST.
17. Homem de 50 anos apresenta dor precordial com 1 hora de evolução. Tem história prévia de diabetes mellitus
em uso de insulina há 30 anos, é hipertenso e obeso. Informa que a dor é precordial e tem irradiação para
membro superior esquerdo. Imediatamente foi atendido em unidade de pronto-atendimento, onde realizou o
eletrocardiograma abaixo com 10 minutos após a admissão
ECG: REALIZADO DURANTE ADMISSÃO HOSPITALAR
Qual a conduta correta?
a. Administrar ao paciente AAS e clopidogrel, encaminhá-lo para leito monitorizado (preferencialmente para
UTI) e iniciar trombólise endovenosa caso indisponibilidade de serviço de hemodinâmica
b. Iniciar anticoagulação oral com inibidor do fator XA e encaminhar o paciente para realização de
angiotomografia de artéria pulmonar
c. Seriar eletrocardiograma e marcadores de necrose miocárdica e solicitar teste ergométrico
d. Prescrição de analgésicos
e. Administrar ao paciente AAS e clopidogrel, encaminhá-lo para leito monitorizado (preferencialmente para
UTI) e encaminhar para serviço de hemodinâmica caso tempo de transferência menor que 120 minutos
18. Em relação ao diagnóstico da hipertensão arterial, assinale a alternativa que correlaciona corretamente os
métodos com o diagnóstico clínico
a. 1. Hipertensão do avental branco, 2. Normotensão, 3. Hipertensão não- controlada, 4. Hipertensão mascarada.
b. 1. Hipertensão do avental branco, 2. Hipertensão mascarada, 3. Hipertensão arterial sistêmica, 4.
Normotensão.
c. 1. Hipertensão arterial sistêmica, 2. Normotensão, 3. Hipertensão não controlada, 4. Hipertensão mascarada
d. 1. Hipertensão arterial sistêmica, 2. Normotensão, 3. Hipertensão mascarada, 4. Hipertensão não-controlada.
Carol Dias - LI
e. 1. Hipertensão mascarada, 2. Normotensão, 3. Hipertensão arterial sistêmica, Hipertensão não-controlada.
19. Mulher de 75 anos apresentou episódio de síncope durante realização de atividade física. Houve recuperação
rápida do nível de consciência. Foi encaminhada para setor de emergência onde relatou que há cerca de 6
meses iniciou com quadro de dispneia progressiva para realização de atividades físicas. Na ocasião da
internação, realizou ecocardiograma abaixo. Qual a melhor conduta para esta paciente?
a. iniciar tratamento clínico para insuficiência cardíaca com prescrição de enalapril, carvedilol e espironolactona.
b. devido história de síncope solicitar estudo eletrofisiológico para definir etiologia do evento e avaliar implante
de CDI.
c. manter tratamento conservador e repetir ecocardiograma periodicamente.
d. iniciar tratamento para insuficiência cardíaca e avaliar necessidade de implante de ressincronizador caso
mantiver quadro de intolerância aos esforços.
e. encaminhar paciente para troca valvar aórtica.
PROVA 42 - 3º CICLO
CLAUDIA
1. São mecanismos que previnem eventos cardiovasculares na doença arterial coronariana estável:
a. Antiagregantes plaquetários e estatinas
b. Nitratos e betabloqueadores (BB)
c. Estatinas e bloqueadores de canais de cálcio (BCC)
d. Antiagregantes plaquetários e nitratos
e. Inibidores da enzima conversora de angiotensinogênio (IECA) e nitratos
2. Homem, 48 anos, obesidade grua I, dislipidemia e pré-diabete. Em uso de atorvastatina 20 mg/dia. Apresenta
média da pressão arterial de duas consultas: 172 X 106 mmHg, FC no repouso 84 bpm, ictus propulsivo, ritmo
cardíaco regular em 3 tempos às custas de B4, ECG com índice de Sokolov-Lyon 39 mm. Ritmo de filtração
glomerular estimado: 64 ml/min/1,73 m² e proteinúria discreta. Assinale a alternativa correta quanto à terapia
anti-hipertensiva inicial
a. Furosemida + BB, para nefroproteção e pelo alto risco de DAC associada
b. Tiazídico + furosemida + BCC, para melhor redução da pressão arterial sistólica
c. IECA + espironolactona + hidralazina, visando o remodelamento cardíaco
d. IECA + BRA + tiazídico, por se tratar de paciente com síndrome metabólica
e. IECA + BCC, por inibirem a progressão do remodelamento cardíaco e promoverem nefroproteção
Carol Dias - LI
3. Homem, 80 anos, hipertenso e dislipidêmico, apresenta ao exame físico, um sopro diastólico aspirativo em
decrescendo no foco aórtico com hipofonese de primeira bulha. PA medida no MSE de 140 X 30 mmHg. Assinale
a alternativa correta
a. Sopro de Austin-Flint (jato da insuficiência aórtica não permite a abertura valvar mitral, gerando sopro
diastólico em ruflar) pode estar presente
b. A presença de pulsação da úvula é chamado Sinal de Musset
c. De forma geral, esse paciente evolui com hipertrofia ventricular concêntrica
d. Mesmo com sintomas como dispneia, a cirurgia não está indicada até o tratamento clínico ser otimizado
e. A presença de queda de fração de ejeção do ventrículo esquerdo é indicação de cirurgia, mas apenas abaixo
de 40%
4. Sobre o manejo da Insuficiência Cardíaca (IC), assinale a alternativa correta:
a. A solicitação de ECG e ecocardiograma só está indicada nos pacientes com disfunção do ventrículo esquerdo
e sintomáticos (estágio C) sob tratamento otimizado
b.Está indicado a prescrição de IECA e BB para todos pacientes sem disfunção do ventrículo esquerdo (VE)
(estágio A)
c. Prescrição de hidralazina e nitrato na disfunção de VE (FEVEúltimas 24 horas. No momento apresenta dor e está com
pressão arterial (PA) = 135 X 80 mmHg; FC 112 bpm; saturação de O2 95%. Tem história de dislipidemia, alta carga
tabágica e história familiar para doença arterial coronariana, em uso irregular da medicação. O ECG é normal e
os marcadores de necrose miocárdica foram negativos. Está correto para este paciente:
a. Receber alta após medicação antianginosa e investigar a causa da dor ambulatorialmente
b. Repetir a dosagem dos marcadores de necrose miocárdica e ECG em até 2 horas
c. Manter oxigenoterapia 2 a 4 L/min nas primeiras 24h
d. Administrar dupla antiagregação plaquetária em dose de ataque
e. Realizar teste ergométrico ou ecocardiograma com estresse físico em até 36h
Carol Dias - LI
3. Paciente de 35 anos, assintomático. Comparece para consulta de rotina e ao exame físico foi notada
movimentação da cabeça aos batimentos cardíacos, “dança” das artérias e sopro diastólico aspirativo em foco
aórtico. Qual dos achados a seguir leva a indicação de cirurgia neste paciente?
a. Fração de ejeção do ventrículo esquerdo abaixo de 50%
b. Eletrocardiograma com sobrecarga de ventrículo esquerdo
c. Diâmetro diastólico final do ventrículo esquerdo menor que 60 mm
d. Radiografia de tórax com cardiomegalia
e. Diâmetro sistólico final do ventrículo esquerdo menor que 50 mm
4. Avalie o ECG e responda:
a. Há necessidade de implante de marcapasso
b. O intervalo PR está maior que 200 ms, por isso o diagnóstico é BAV de 1º grau
c. Este bloqueio súbito da condução ´é próprio do BAV de segundo grau mobitz II
d. Este bloqueio ocorre abaixo do feixe de Hiss, considerado maligno
e. Este alentecimento da condução AV se chama Wenckebach
RICARDO
5. Mulher de 70 anos apresenta quadro clínico de intolerância aos esforços e síncope com início há 4 meses.
Apresenta sopro sistólico em foco aórtico 3+/6+ com irradiação para a fúrcula esternal e carótidas e
propagação para foco mitral (fenômeno de Gallavardin). Realizou ecocardiograma com análise de fluxo
transvalvar e cálculo de pária valvar (imagem abaixo). Com base no quadro clínico-ecocardiográfico, a melhor
conduta e o diagnóstico etiológico são respectivamente:
a. Encaminhar a paciente para troca valvar aórtica devido diagnóstico clínico-ecocardiográfico de estenose
valvar aórtica
b. Iniciar medicamentos para tratamento de insuficiência cardíaca (BB, IECA e espironolactona) e solicitar novo
ecocardiograma em 6 meses
c. Solicitar holter para investigação de síncope e iniciar amiodarona
d. Encaminhar a paciente para troca valvar mitral devido diagnóstico clínico-ecocardiográfico de insuficiência
mitral
Carol Dias - LI
e. Encaminhar a paciente para troca valvar aórtica devido diagnóstico clínico ecocardiográfico de insuficiência
valvar aórtica
6. Mulher de 40 anos apresenta quadro de dispneia para realizar esforços habituais há cerca de 6 meses. Informa
ser diarista e para realizar o seu trabalho tem que parar diversas vezes para “recuperar o fôlego”. Há 3 dias
queixa que necessita dormir com sensação que “não consegue respirar”. Durante sua avaliação você nota: FC
90, Pa 60 X 40, edema de membros inferiores 3+/4+, turgência jugular até raiz do pescoço a 45 graus, refluxo
hepato-jugular, mãos e pés frios, taquipneia e dificuldade de manter diálogo devido fala entrecortada. Você
solicita um raio X de tórax (imagem abaixo). Com base no quadro clínico descrito acima, qual o perfil
clínico-hemodinâmico e a melhor conduta terapêutica a ser adotada:
a. Perfil clínico hemodinâmico B - iniciar dobutamina, vasodilatador arterial e diurético
b. Perfil clínico hemodinâmico L - hidratar o paciente com cristalóide e iniciar dobutamina e diurético
c. Perfil clínico hemodinâmico C - iniciar noradrenalina até níveis pressóricos adequados e, após, iniciar ,
dobutamina e diurético
d. Perfil clínico hemodinâmico B - iniciar vasodilatador arterial e diurético
e. Perfil clínico hemodinâmico A - iniciar vasodilatador arterial e diurético
7. Mulher de 70 anos está em seguimento ambulatorial devido acidente vascular encefálico hemorrágico há cerca
de 1 mês. Neurologista que acompanha solicita sua avaliação a fim de avaliar possível quadro de hipertensão
arterial. Você avalia a paciente e afere sua pressão nas três posições recomendadas e não encontra diferenças
significativas. Também não há diferenças significativas entre os membros direito e esquerdo. Os valores da
pressão arterial medida em consultório e da média da pressão arterial na MAPA de 24 horas são
respectivamente 120 X 70 e 180 x 90 mmHg. O diagnóstico e a conduta corretos são:
a. Hipotensão postural - orientações gerais de manter boa hidratação e evitar quedas
b. Hipertensão arterial sistêmica - iniciar anti-hipertensivos e reavaliar ambulatorialmente
c. Normotensão arterial - apenas orientações e reavaliar em 6 meses
d. Hipertensão do avental branco - reavaliar clinicamente em 3 meses
e. Hipertensão arterial mascarada - iniciar anti-hipertensivos e reavaliar ambulatorialmente
8. REPETIDA (Homem de 60 anos apresentou infarto agudo do miocárdio há 4 meses…)
PROVA 41 - 3º CICLO
CLAUDIA
1. Homem, 73 anos, apresentou quadro de infarto agudo do miocárdio identificado ao eletrocardiograma como
sendo a coronária descendente anterior a artéria coronária responsável. É portador de discrasia sanguínea. Foi
Carol Dias - LI
socorrido na primeira hora da dor Estava consciente e orientado, e a ausculta pulmonar era compatível com
edema agudo de pulmão. Assinale a alternativa correta para este caso.
a. Trata-se de IAM tipo IV Killip lll.
b. ECG mostra supra desnível do segmento ST nas derivações DII, DIll AvF.
c. A intervenção percutânea não está indicada devido ao tempo transcorrido.
d. Iniciar o tratamento com O2, AAS, Clopidogrel, Nitrato e Morfina.
e. Administrar trombolítico tenecteplase.
2. Em relação as valvopatias podemos afirmar, exceto:
a. O tratamento farmacológico está indicado para alívio dos sintomas até a indicação do tratamento
intervencionista.
b. Edema agudo de pulmão, hemoptise, fibrilação atrial e afonia são complicações da Estenose Mitral.
c. A presença de hipertensão pulmonar, remodelamento ventricular, disfunção sistólica, dilatação aneurismática
de aorta e/ou fibrilação atrial recente, contribuem para a indicação da intervenção nos pacientes
assintomáticos.
d. Atualmente, a causa mais comum de Estenose Aórtica é a calcificação aórtica, que acomete principalmente
pacientes idosos.
e. Dentre as causas de insuficiência mitral, o Prolapso Valvar Mitral é a segunda causa mais frequente no Brasil.
Mesma questão com outras alternativas:
a. O tratamento farmacológico está indicado para alívio dos sintomas até a indicação do tratamento
intervencionista.
b. Edema agudo de pulmão, hemoptise, fibrilação atrial e afonia são complicações da Insuficiência Mitral.
c. A presença de hipertensão pulmonar, remodelamento ventricular, disfunção sistólica, dilatação aneurismática
de aorta e/ou fibrilação atrial recente, contribuem para a indicação da intervenção nos pacientes
assintomáticos.
d. Atualmente, a causa mais comum de Estenose Aórtica é a calcificação aórtica, que acomete principalmente
pacientes idosos.
e. A insuficiência mitral primária crônica é uma das valvopatias mais prevalentes mundialmente
3. Assinale a alternativa correta em relação a Insuficiência Cardíaca (IC):
a. Dentre os betabloqueadores, somente o Bisoprolol demonstrou benefícios em relação a morte súbita, morte
por IC e mortalidade geral.
b. Os peptídeos BNP e NT-proBNP podem estar reduzidos na presença de anemia, insuficiência renal crônica,
idade avançada e apresentar níveis mais elevados na presença de obesidade.
c. Manter diurese adequada, diminuir sinais e sintomas de congestão e evitar PASsistólica deve estar presente.
Mesma questão com outras alternativas:
a. A sobrevida após 5 anos de diagnóstico pode ser de apenas 5%, com prevalência que aumenta conforme a
faixa etária
b. Os peptídeos BNP e NT-proBNP podem estar reduzidos na presença de anemia, insuficiência renal crônica,
idade avançada e apresentar níveis mais elevados na presença de obesidade.
c. Parece não haver grande diferença na mortalidade global quando estratificados em relação a fração de
ejeção (FE) preservada, intermediária ou reduzida
d. A detecção de bloqueio AV de primeiro grau com alargamento da duração do complexo QRS, auxilia na
indicação da terapia de ressincronização cardíaca (TRC).
e. Para diagnóstico de IC com FE intermediária, alteração estrutural e disfunção sistólica deve estar presente.
4. Avalie o ECG. Todas afirmativas são corretas, exceto:
Carol Dias - LI
a. O intervalo PR é fixo e está maior que 200 ms
b. Existe um alentecimento na condução átrio ventricular conhecido como Wenckebach
c. O tratamento não é necessário pois esta arritmia é assintomática
d. O bloqueio situa-se acima do feixe Hiss-Purkinje
e. Não existe indicação para marcapasso definitivo
Mesma alternativa, com ECG e alternativas diferentes:
a. O intervalo Pr é fixo e está maior que 200 ms
b. Existe um alentecimento da condução átrio ventricular conhecido como Wenckebach
c. O tratamento não é necessário pois esta arritmia é assintomática
d. O bloqueio situa-se acima do feixe Hiss-Purkinje
e. Existe indicação para marcapasso definitivoPresença de insuficiência aórtica importante. Indicar implante transcateter de válvula aórtica (TAVI)
c. Presença de estenose aórtica importante. Indicar implante transcateter de válvula aórtica(TAVI)
d. Presença de insuficiência mitral importante. Indicar intervenção valvar.
e. Presença de estenose aórtica importante. Indicar seguimento clínico com ecocardiograma
transtorácico e nitrato para alívio dos sintomas.
RICARDO
9. Paciente do sexo masculino com relatos de estenose de artéria renal e rim único à esquerda por displasia
fibromuscula está em seguimento no ambulatório de hipertensão com diagnóstico de hipertensão arterial
resistente desde os 20 anos relata que fazia uso irregular dos medicamentos prescritos. Apresentou quadro
súbito de dor precordial com irradiação para o dorso de forte intensidade (10/10) o que motivou a procura
imediata por pronto-atendimento. Na chegada, apresentava mau estado geral, sudorese profunda e, durante o
seu exame físico, você constata pulsos reduzidos em membros inferiores e em membro superior esquerdo. A
pressão medida nos quatro membros é a seguinte: membro superior direito = 200 x 120 mmHg, membro superior
esquerdo = 70 x 40 mmHg, membro inferior esquerdo = 74 x 42 mmHg e membro inferior direito = 72 x 44 mmHg.
Realizou eletrocardiograma, RX de tórax e angiotomografia com contraste, que seguem abaixo.
Carol Dias - LI
Figura 1: Angiotomografia com reconstrução multiplanar e tridimensional. A: Corte axial ao nível da origem da
artéria subclávia esquerda. B: Maior diâmetro da aorta (60 mm). C: Corte sagital. D: Artéria mesentérica superior
originando-se da luz verdadeira. E: Acometimento da aorta abdominal. F: Extensão ao nível da artéria ilíaca
esquerda. G: Reconstrução tridimensional em projeção oblíqua anterior esquerda. H: Reconstrução tridimensional
em projeção oblíqua anterior direita
Diante do exposto, pergunta-se qual a melhor conduta terapêutica a ser iniciada:
a. Medidas clínicas para síndrome coronariana aguda com administração de AAS e clopidogrel em
dose de ataque e encaminhar imediatamente para angioplastia primária;
b. Encaminhar para cirurgia cardíaca imediatamente;
c. A depender do resultado de ecocardiograma que deverá ser realizado o quanto antes, considerar
encaminhar para cateterismo de emergência;
d. Em caso de indisponibilidade de serviço de hemodinâmica, considerar trombólise intravenosa;
e. Punção de Marfan para aliviar o tamponamento cardíaco.
10. Mulher de 20 anos, previamente hígida vem encaminhada para seu consultório devido intolerância aos esforços
desde a adolescência. Relata não conseguir realizar atividades físicas por cansaço excessivo desde a juventude
e nunca tinha passado por avaliação prévia. Durante avaliação inicial foi realizado eletrocardiograma (abaixo).
Sem antecedentes pessoais dignos de nota. Diante do exposto, pergunta-se:
a. O provável diagnóstico da paciente é miocardiopatia chagásica e deve-se recomendar o uso de
betabloqueador pois é medicação capaz de reduzir a mortalidade;
b. Os sintomas da paciente relacionados à intolerância aos esforços se devem à incompetência
cronotrópica causada pelo bloqueio atrioventricular tipo II com fenômeno de Wenckebach.
Carol Dias - LI
c. Trata-se de bloqueio atrioventricular de segundo grau Mobitz II. O tratamento adequado é
suspender o uso de medicamento que tem ação cronotrópica negativa e implante de marcapasso
caso não houver recuperação do ritmo cardíaco.
d. O uso de digoxina é capaz de causar melhora dos sintomas de insuficiência cardíaca, apesar de não
ter impacto na redução da mortalidade.
e. Excluindo-se causas reversíveis, é uma paciente que tem indicação de implante de marcapasso.
Enunciado referente às questões 11 e 12. Homem de 65 anos aguardava o transporte até o centro de saúde e
enquanto esperava o transporte foi assaltado em ponto de ônibus. Ficou muito nervoso e repentinamente
apresentou síncope. Imediatamente o serviço de atendimento móvel de urgência foi acionado e compareceu ao
local prontamente. Constatada parada cardiorrespiratória, recobrou atividade elétrica e mecânica cardíaca após
receber desfibrilação. O eletrocardiograma da chegada está representado abaixo bem como ventriculografia
esquerda e coronariografia realizada a seguir. Com base no quadro clínico, eletrocardiográfico e cine-angiográfico,
pergunta-se:
ECG de 12 derivações traçado imediatamente na admissão do paciente
Ventriculografia esquerda realizada durante cateterismo evidência ventrículo esquerdo durante a sístole e durante
a diástole.
Coronariografia realizada durante o cateterismo cardíaco. Em A, coronária esquerda e, em B, coronária direita
11. Assinale a alternativa correta:
Carol Dias - LI
a. Trata-se de infarto tipo 2.
b. O caso em questão tipicamente descreve uma síndrome coronariana aguda por instabilização de
placa de ateroma em território do ramo descendente anterior;
c. O uso de dupla anti-agregação com AAS e clopidogrel imediatamente é capaz de reduzir
mortalidade em populações com essa patologia conforme demonstrado no estudo ISIS-2;
d. Trata-se de grave comprometimento do ramo circunflexo, onde se nota área de redução do fluxo
distal (TIMI 0) a partir do seu segmento inicial;
e. Mesmo em situação de choque cardiogênico, deve-se iniciar betabloqueador nas primeiras 24 horas;
12. É correto afirmar:
a. O termo infarto agudo do miocárdio com circulação coronariana normal não se aplica a esses
casos visto a presença de placa instável em coronária direita;
b. A presença de estresse catecolaminérgico e alterações na microcirculação são as principais
hipóteses para essa doença;
c. Sobre a fisiopatologia dessa doença que há instabilização da placa de ateroma com exposição de
fatores pró-coagulantes que desencadeiam a cascata de coagulação e a consequente formação de
trombo;
d. A recuperação da função ventricular nesses casos raramente ocorre mesmo com o tratamento
adequado;
e. É comum a recorrência desta doença após sua manifestação inicial e o tratamento adequado com
anti-agregação é capaz de reduzir a sua ocorrência.
PROVA 50 - 2º CICLO
CLAUDIA
1. Comentários: prescrever anti-hipertensivo
2. Comentários: paciente, 72 anos, síncope, dispneia aos esforços, sopro típico de estenose aórtica, ecocardiograma
anatomicamente importante, paciente sintomática de estenose aórtica com indicação de TAVI
3. Comentários: exames alterados para DAC (menor risco: ecostress mostra normalidade de contratilidade em
repouso e esforço)
4. Comentários: homem, 60 anos, obeso, tabagista, CHADSVASc 0, tratamento: CVE e manter antiarrítmico
PATRICIA
5. Comentários: paciente 80 anos, sintomático, com síncope, hipotenso, bradicárdico. Resposta: BAV total e
indicação de implante de marca-passo
6. Comentários: Paciente com ICFEr 35%, queixa para deambular 3 quarteirões, NYHA 2, em uso de enalapril,
metoprolol, espironolactona, ainda sintomático. Trocar enalapril por sacubitril-valsartana e adicionar ISGLT2
7. Comentários: incorreta sobre exame físico da IC grave: pulso parvus et tardus (estenose aórtica)
8. Comentários: PA 132 X 84, MAPA acima da meta = hipertensão mascarada, mudança de estilo de vida, IECA/BRA
RICARDO
9. Comentários: caso da aberta, paciente com boa evolução, mas no 5º dia evoluiu com piora clínica, com sinais de
IC e EAP. Devido EAP iniciou dutotamínico (?) e há sopro em borda esternal esquerda de caráter contínuo. Eco viu
disfunção ventricular esquerda acentuada, grande área de discinesia em toda parede anterior. ECG área inativa
da parede anterior. FE 29%, extensa acinesia de todos segmentos da região apical. Resposta: comunicação
interventricular, cirurgia para corrigir ventrículo.
10. Comentários: paciente fez tratamento, recuperação, 6 semanas internado, estava em NYHA 3, persistiu
sintomático, médico indicou programa de reabilitação, fez teste ergométrico, teve síncope com recuperação do
nível de consciência em 40 segundos. Precisa de CDI
11. Comentários: homem 55 anos, história de hipertensão resistente desde 20 anos, uso regular de medicamentos,quadro súbito de dor precordial, irradiação para dorso, forte intensidade, procurou PA, MEG, sudoreico, pulsos
reduzidos em MMII e MSE. Resposta: dissecção coronariana, aneurisma de aorta torácica ascendente, dissecção
aguda de aorta tipo A, cirurgia de implante de tubo aórtico supracoronariano
Carol Dias - LI
12. Comentários: evoluiu com sopro de insuficiência aórtica, troca supra coronária e valva que ficou disfuncionante.
Resposta: sopro diastólico em foco aórtico e aórtico acessório
PROVA 49 - 2º CICLO
CLAUDIA
1. Todas as alternativas mostram resultados de exames não invasivos para o diagnóstico de doença arterial
coronariana. Qual delas mostra uma alteração de baixo risco?
a. Teste ergométrico mostrando infradesnivelamento do segmento ST de 3,0 mm, que persiste na recuperação
do teste
b. Cintilografia miocárdica evidenciando pequeno defeito de perfusão miocárdica no estresse (ao paciente no momento da alta
hospitalar?
a. AAS, inibidor do receptor do P2Y12 (ex: clopidogrel/ticagrelor, prasugrel), estatina em dose alta, inibidor do
receptor do sistema renina-angiotensina-aldosterona e diltiazem
b. AAS, inibidor do receptor do P2Y12 (ex: clopidogrel/ticagrelor, prasugrel), estatina em dose alta,
betabloqueador e espironolactona
c. AAS, inibidor do receptor do P2Y12 (ex: clopidogrel/ticagrelor, prasugrel), estatina em dose alta, inibidor do
receptor do sistema renina-angiotensina-aldosterona, betabloqueador e mononitrato de isossorbida
d. AAS, inibidor do receptor do P2Y12 (ex: clopidogrel/ticagrelor, prasugrel), estatina em dose alta, inibidor do
receptor do sistema renina-angiotensina-aldosterona, betabloqueador e ivabradina
e. AAS, inibidor do receptor do P2Y12 (ex: clopidogrel/ticagrelor, prasugrel), estatina em dose alta, inibidor do
receptor do sistema renina-angiotensina-aldosterona e betabloqueador
6. Homem, 59 anos, obeso, tabagista, em uso de clortalidona, enalapril e anlodipino em doses plenas, com PA de
consultório 164 X 92 mmHg. Exame físico: ictus propulsivo, ritmo cardíaco regular em 3T com B4, monitorização
Carol Dias - LI
ambulatorial da pressão arterial 24h: 134 X 82 mmHg, Pa vigília: 134 X 76 mmHg, PA sono 134 X 84 mmHg. Assinale
a alternativa correta quanto às condutas diagnóstica e terapêutica:
a. Manter o esquema terapêutico e investigar hipertensão secundária
b. Manter o esquema terapêutico por se tratar de hipertensão resistente do avental branco
c. Iniciar espironolactona e investigar apneia obstrutiva do sono
d. Iniciar dose noturna de betabloqueador, visando à melhora do comportamento pressórico no sono
e. Suspense clortalidona e iniciar dose noturna de simpatolítico de ação central
7. Homem, caucasiano, 72 anos, com cardiopatia isquêmica e fração de ejeção do ventrículo esquerdo de 32%.
Refere que atividades físicas habituais causam sintomas como dispneia. Ao exame físico, ele apresenta-se lúcido,
corado, hidratado e eupneico em ar ambiente. PA 120 X 84 mmHg, FC 66 bpm, FR 12 irpm, ritmo cardíaco regular
com B3, sem sopros, pulmões limpos, abdome sem visceromegalias, sem ascite, membros inferiores sem
edemas. Atualmente, ele está em uso regular de enalapril 20 mg 12/12h, carvedilol 25 mg 12/12h, espironolactona
25 mg/dia, AAS 100 mg/dia, atorvastatina 80 mg/dia e furosemida 40 mg/dia. Conforme as recomendações das
diretrizes brasileiras de ICC, qual a melhor opção terapêutica com o objetivo de redução da mortalidade?
a. Trocar o enalapril por sacubitril-valsartana
b. Adicionar hidralazina ao esquema em uso
c. Aumentar a dose de espironolactona para 50 mg por dia
d. Adicionar ivabradina para melhor controle de FC
e. Não fazer modificações, pois o paciente já está em uso de tratamento pleno
8. NÃO TEM (Mulher, 35 anos, há 4 meses com sintomas infecciosos - astenia, febre alta, sonolência, dispnéia, lesões
hemorrágicas palmares. Ecocardiograma evidencia vegetação em AE, sopro em foco mitral e sinais de
congestão pulmonar - sinal de descompensação da endocardite infecciosa. Petéquias conjuntivais, nódulos de
osler, manchas de Janeway. Critérios para troca valvar urgente (IC), tratar com antibioticoterapia empírico)
RICARDO
9. NÃO TEM (Jovem 20 anos, com pressão alta em MMSS e pressão baixa em MMII - paciente com coarctação da
aorta→ angioplastia)
10. NÃO TEM (Mulher, congesta há várias semanas, SCA típica, IAM com supra de parede anterior extenso, sopro
holossistólico, ampla C e V no ECG, complicação pós-infarto, paciente tinha risco para DAC? IAM tipo 2, artéria
relacionada, DA, complicação - comunicação interventricular)
11. NÃO TEM (Senhora com episódios de síncope do tipo liga-desliga, relacionava com atividades do MS como
amassar pão de queijo, início dos sintomas há 2 meses, queixa de fraqueza em MMSS, síncopes precedidas por
escurecimento visual. Imagem 1 - angiografia do arco aórtico - ênfase em artéria subclávia esquerda. Imagem 2
- radiografia da carótida esquerda, artéria subclávia fechada, PA em MSE deve ser menor que nos demais)
12. NÃO TEM (Paciente, 50 anos, ferimento com arma de fogo, alto débito, com sonda nasogástrica, distúrbio
eletrolítico, ECG com prolongamento de QT induzido por hipercalemia, no exame apresentou TV polimórfica, na
seta foi quando fizeram a cardioversão)
PROVA 48 - 1º CICLO
CLAUDIA
1. Homem, 55 anos, diabético, portador de cardiopatia chagásica crônica está com terapêutica otimizada para
insuficiência cardíaca com Bisoprolol, Sacubitril/Valsartana e Furosemida, porém, permanece em classe
funcional III da NYHA. Exame físico: PA 125 X 80 mmHg, FC 100 bpm, pulmão: mv + com estertores crepitantes em
bases, coração: com B3, extremidades com edema +/4+. ECG demonstrado a seguir e ecocardiograma com
dilatação das câmaras cardíacas, fração de ejeção do ventrículo esquerdo (VE) reduzida (30%) e aneurisma de
ponta do VE. Assinale a alternativa correta para este caso.
Carol Dias - LI
a. Prescrever benzonidazol para erradicar o parasita
b. O uso de digoxina está contra-indicado neste paciente
c. Prescrever varfarina, espironolactona e dapagliflozina
d. O ECG mostra fibrilação atrial e bloqueio de ramo direito com BDASE
e. Suspender furosemida pois não atua na morbimortalidade
2. Homem, 50 anos, empresário, tabagista e sedentário, refere estar tendo episódios de cefaleias esporádicas e ao
aferir a pressão constata elevação da mesma. Resolveu ir ao cardiologista que fez um ECG, demonstrado a
seguir. No consultório a média da pressão aferida foi 125 X 80 mmHg. Assinale a alternativa correta.
a. O ECG em ritmo sinusal, dentro da normalidade, descarta lesão de órgão alvo
b. O ecocardiograma deste paciente provavelmente mostrará função diastólica normal
c. Não existe indicação para monitorização ambulatorial da pressão arterial (MAPA)
d. Este paciente se beneficiará com o uso de Inibidor da Enzima Conversor de Angiotensina
e. Manter apenas orientações para prática de atividade física e interromper o tabagismo
3. Dos pacientes a seguir com fibrilação atrial, quem é o melhor candidato para ácido acetilsalicílico em vez de um
anticoagulante para profilaxia de eventos tromboembólicos (anulou)
a. Homem de 78 anos com diabetes, mas sem cardiopatia estrutural
b. Homem de 45 anos, com história de obesidade e tabagismo, mas sem cardiopatia estrutural
c. Mulher de 50 anos com cardiomiopatia dilatada e sintomas controlados de insuficiência cardíaca
d. Homem de 52 anos com hipertensão e claudicação de extremidades inferiores
e. Mulher de 68 anos com hipertensão e aumento atrial esquerdo pela ecocardiografia
4. Mulher, 60 anos, ex-tabagista, portadora de dislipidemia e hipertensão arterial sistêmica tratada, comparece em
consulta com cardiologista devido queixa de dor precordial ao subir um lance de escada ou andar um
quarteirão, tipo aperto com irradiação para membro superior esquerdo, com duração menor que 10 minutos que
melhora ao repouso. Refere início deste sintoma há 3 meses. Ao exame físico, pressão arterial 130 X 80 mmHg,
Carol Dias - LI
frequência cardíaca 72 bpm, ausculta cardíaca e pulmonar normais, saturação de O2 em ar ambiente: 98%.
Realizado eletrocardiograma demonstrado a seguir. Assinale a alternativa correta.
a. Angina estável, investigar com teste ergométrico
b. Angina instável, investigar com ecocardiograma
c. Angina de aparecimento recente, investigar com cinecoronariografia
d. Angina de repouso, investigar com cintilografia miocárdica
e. Angina em crescendo, investigar com ecocardiograma com estresse
PATRICIA
5. Um paciente de 31 anos, queixa de dispneia aos moderados-grandes esforços, dor torácica tipo aperto, pior no
período noturno, com antecedente de reumatismo na infância, foi encaminhado para avaliação. Ao exame físico,
apresentou PA: 136 X 40 mmHg, FC 92 bpm, pulso arterial “martelo d’água”, ritmo cardíaco regular em 2 tempos,
bulhas normofonéticas com sopro diastólico (2+/6+) em foco aórtico, murmúrio vesicular presente sem ruídos
adventícios. Realizou, também, ecocardiogramaque demonstrou FE 57%, diâmetro diastólico do VE de 60 mm e
sistólico de 38 mm e insuficiência aórtica importante, com fusão comissural, sugerindo etiologia reumática. Com
relação ao tratamento para esse paciente, é correto afirmar que:
a. A introdução dos inibidores de enzima conversor de angiotensina (IECAs) melhora a sobrevida
b. A profilaxia com Penicilina Benzatina 1x/mês deve ser mantida até os 40 anos
c. Paciente apresenta indicação de tratamento cirúrgico com troca valvar aórtica
d. O tratamento mais apropriado, nesse momento, é o acompanhamento clínico associado a ecocardiogramas
periódicos
e. O uso de betabloqueadores deve ser indicado como principal tratamento para sintomas do paciente
6. Homem, 62 anos, portador de cardiopatia chagásica e disfunção ventricular grave (FE 29%). Havia apresentado
um episódio de síncope há 8 dias. Encontrava-se internado para investigação diagnóstica quando apresentou
episódio de palpitações com sudorese profunda, dispneia e rebaixamento do nível de consciência. O
eletrocardiograma realizado no momento do sintoma encontra-se abaixo. Qual diagnóstico eletrocardiográfico e
a conduta indicada?
a. Taquicardia paroxística supraventricular (TSPV) com aberrância. Amiodarona endovenosa e, caso não
reverta, cardioversão elétrica
b. Taquicardia ventricular polimórfica. Cardioversão elétrica e revisão laboratorial
Carol Dias - LI
c. Taquicardia ventricular monomórfica sustentada. Cardioversão elétrica de imediato. Implante de cardioversor
desfibrilador implantável (CDI) por profilaxia secundária
d. Fibrilação atrial com elevada resposta ventricular. Cardioversão elétrica de imediato. Amiodarona
e. Taquicardia ventricular monomórfica sustentada. Amiodarona. Implante de cardioversor desfibrilador
implantável (DI) por profilaxia primária
7. Homem, 66 anos, hipertenso e diabético, com acidente vascular encefálico isquêmico há 30 dias. Atendido com
quadro de dor torácica com cerca de 2 horas de evolução. Ao exame físico, apresenta ausculta cardíaca com
bulhas normofonéticas. PA: 92 X 60 mmHg, FC 50 bpm, ausculta pulmonar sem alterações, realizado ECG abaixo:
O tempo estimado de transferência para um hospital com serviço de hemodinâmica disponível será
aproximadamente de 200 minutos. Em relação ao quadro descrito, assinale a alternativa correta.
a. A trombólise como estratégia de escolha, preferencialmente nos primeiros 30 anos
b. Paciente deve ser transferido para centro capaz de realizar angioplastia coronária primária
c. Otimizar o tratamento clínico, encaminhar o paciente para unidade coronária e aguardar os exames
laboratoriais para decidir conduta
d. Transferência imediata para angioplastia de resgate
e. A estratégia fármaco-invasiva pode ser considerada em paciente com retardo 8, presença de outras valvopatias associadas
d. Valvoplastia mitral por cateter balão, escore de Wilkins-Block > 12, trombo em átrio esquerdo
e. Troca valvar mitral, escore de Wilkins-Blockrealizado ambulatorialmente). Está em seguimento regular com cardiologista e em uso
adequado de medicamentos (em doses otimizadas). Encaminhado à unidade de saúde pelo SAMU com relatos
de apresentar palpitações taquicárdicas seguidas de síncope tipo liga-desliga com duração de segundos
(descritos 2 episódios na última hora). No momento da admissão em pronto-atendimento está assintomático,
com ritmo sinusal (FC 60 bpm) e Pa 120 X 70 mmHg, porém o SAMU registrou o eletrocardiograma abaixo
enquanto transportava o paciente. Médico do SAMU informou que houve perda de consciÊncia durante o
traçado abaixo com reversão espontânea do ritmo para ritmo sinusal e consequente recuperação do nível de
consciência. Qual o diagnóstico e conduta adotada após admissão?
Carol Dias - LI
a. Taquicardia supraventricular - cardioversão elétrica
b. Taquicardia ventricular monomórfica - iniciar amiodarona endovenosa e encaminhar para implante de
cardioversor desfibrilador implantável (CDI)
c. Taquicardia supraventricular - manter observação e liberar o paciente após 6 horas com retorno precoce no
cardiologista
d. Taquicardia ventricular polimórfica - manter observação e pesquisar distúrbios hidro-eletrolíticos
e. Fibrilação atrial com instabilidade hemodinâmica - iniciar amiodarona endovenosa
PROVA 47 - 3º CICLO
1. Paciente de 35 anos, assintomática, comparece em consulta encaminhada pelo clínico porque no exame físico foi
notado hiperemia dos maxilares com telangiectasias e ausculta cardíaca com sopro diastólico em ruflar e
estalido de abertura no foco mitral. Podemos afirmar nesse caso:
a. A correção cirúrgica estará indicada se a área valvar estiver entre 2 e 3 cm²
b. Escore de Duke/Wilkins acima de 12 define a possibilidade de plastia valvar (até 8)
c. Sinal da bailarina e duplo contorno atrial podem estar presentes no ecocardiograma
d. A concomitância de insuficiência moderada ou importante contraindica a plastia por cateter balão
e. Bloqueio de ramo esquerdo é a principal alteração encontrada no ECG
2. Homem, 60 anos, tabagista, dislipidemico e com história de acidente vascular isquêmico há 2 meses.
Apresenta-se à emergência com quadro de dor precordial opressiva, com 1 hora de duração. Realizou
eletrocardiograma demonstrado a seguir. Está em KILLIP III. Assinale a alternativa correta:
a. Aguardar os resultados das enzimas cardíacas para definir a conduta
b. Sempre investigar infarto de ventrículo direito traçando V3R e V4R
c. Prescrever O2, AAS, Clopidogrel e nitrato para alívio da dor
d. O uso de fibrinolítico tem contra-indicação relativa neste caso
e. Na ausculta pulmonar deve-se encontrar estertores em bases pulmonares
PROVA 47 - 2º CICLO
CLAUDIA
Carol Dias - LI
1. Mulher, 60 anos, tabagista, queixa dor torácica de forte intensidade, tipo aperto, com irradiação para mandíbula,
acompanhado de sudorese fria e mal-estar há 30 minutos. Ao exame físico: PA 135 X 80 mmHg, FC 75 bpm,
pulmão: mv+ com estertores crepitantes em bases, coração: BRNF com B3, abdome: RHA +, sem
visceromegalias, extremidades: sem edema, sem cianose, pulsos +. Realizada monitorização cardíaca, acesso
venoso, saturação de O2: 89%, traçado o ECG demonstrado a seguir. Interrogado se já tinha alguma alteração no
ECG, o paciente informou que tinha ECG normal em ocasião anterior. Assinale a alternativa correta sobre este
caso.
a. Presença de BRE, indicar angioplastia primária
b. Presença de SVE, tratar HAS
c. Presença de infra desnível do ST em parede lateral, dosar troponina para confirmar o diagnóstico
d. Presença de onda T invertida em parede anterolateral, investigar DAC
e. Presença de infra de PT e T apiculada, tratar pericardite
PROVA 45 - 2º CICLO
1. Homem, 42 anos, comparece ao consultório para exames e rotina. Nega sintomas cardiovasculares, nega
comorbidades, nega tabagismo, refere realizar exercícios físicos diariamente, refere boa alimentação e está com
IMC 25. Refere que seu pai apresentou AVE isquêmico aos 60 anos, sua mãe é hipertensa e os irmãos saudáveis.
Na consulta: Exame físico:
- PA média após duas aferições: braço esquerdo 162 x 92 mmHg e braço direito: 160 x 94 mmHg
- FC: 75 bpm
- Pulmão: MV +, sem ruídos adventícios
- Coração: BR com hiperfonese de B2 sem sopros, ictus propulsivo
- Abdome: RHA +, sem visceromegalias
- Extremidades sem edemas, sem cianose, pulsos + e simétricos
Solicitados os exames laboratoriais de rotina, ECG e RX de tórax.
Avalie este caso e o ECG realizado durante a consulta e assinale a alternativa correta:
Carol Dias - LI
f. Paciente com HAS estágio 2 e baixo risco para EVC, deverá realizar MAPA
g. Paciente com HAS estágio 1 e alto risco para ECV, deverá receber diurético tiazídico
h. Paciente com HAS estágio 2 e alto risco para ECV, deverá receber IECA e diurético tiazídico
i. Paciente com HAS estágio 2, sem condições de estimar o risco, deverá adotar a dieta DASH
j. Paciente com HAS estágio 1 e baixo risco para ECV, deverá incrementar o exercício para perder peso
2. Homem, 65 anos, é atendido em pronto atendimento com queixa de dor torácica de forte intensidade, com
irradiação para o membro superior esquerdo, acompanhado de sudorese fria e mal estar há 30 minutos. É
tabagista e refere ter ingerido medicamento para disfunção erétil (sildenafil) há 8 horas. Ao exame físico: PA: 140
x 75 mmHg, FC: 70 bpm, Pulmão: mv + com estertores crepitantes em bases, Coração: BRNF com B3, Abdome:
RHA+, sem visceromegalias, Extremidades: sem edema, sem cianose, pulsos +. Realizada monitorização
cardíaca, acesso venoso, saturação de O2: 89%, traçado o ECG demonstrado a seguir e solicitado troponina.
Assinale a alternativa correta sobre este caso.
a. Trata-se de um infarto acometendo a coronária descendente anterior, paciente em Killip II
b. Aguardar o resultado da troponina para definir o diagnóstico e iniciar a terapêutica
c. BB, IECA e estatina devem ser prescritos após a primeira semana
d. Trata-se de infarto de parede lateral alta com envolvimento da coronária circunflexa
e. Prescrever nitrato, morfina e O2, indicar angioplastia primária
3. Assinale a alternativa correta em relação a Angina instável e infarto agudo do miocárdio sem supradesnível do
segmento ST (IAMSSST)
a. A investigação de doença arterial coronariana de forma invasiva ou ambulatorial independe de escores de
risco para a ocorrência de eventos cardiovasculares maiores
Carol Dias - LI
b. No IAMSSST ocorre oclusão total da coronária culpada e lesão transmural do miocárdio
c. Na angina instável a precordialgia tem curta duração e se inicia ao estresse físico e ou emocional,
melhorando com o repouso e/ou uso de nitratos
d. A presença de infradesnível do segmento ST, a idade, os fatores de risco pré-existentes, a história clínica e o
resultado da troponina são dados que definem a conduta
e. A cineangiocoronariografia (CATE) não está indicada no IAMSSST
4. Mulher 80 anos é levada ao pronto socorro com quadro de confusão mental, hipotensão arterial, extremidades
frias e bradicardia. Avalie o ECG a seguir e assinale a alternativa correta quanto ao diagnóstico e conduta
a. BAV avançado 2:1, administração de adrenalina
b. BAV de primeiro grau, administração de dobutamina
c. BAV de segundo grau Mobitz I, administração de atropina
d. BAV de segundo grau de Mobitz II, implante de marca-passo
e. BAV de terceiro grau, implante de marca-passo cardíaco
5. Mulher, 44 anos, apresenta rouquidão e episódios de afonia, há 6 meses foi orientada a passar com o
cardiologista. Refere ter tido febre reumática na infância, sem seguimento médico posterior. Atualmente, há
queixas-se de dispneia aos esforços maiores que os habituais. Ao exame físico:
- fácies mitralis
- Coração: bulhas rítmicas hiperfonéticas com sopo diastólico em ruflar +++/6+ em foco mitral
- Pulmão: Mv +, com estertores em bases
- Abdome: RHA+, com fígado palpável há 2 cm do rebordo costal direito
- Extremidades: sem cianose, sem edema, pulsos + e simétricos
Realizado o ECG, demonstrado a seguir e ecocardiograma que mostrou área valvar 1,2 cm², pressão sistólica da
artériapulmonar de 60 mmHg no repouso, fusão comissural e escore de wilkins-block. Assinale a alternativa correta
sobre esse caso:
Carol Dias - LI
a. A paciente é pouco sintomática e não apresenta complicadores, devendo permanecer em tratamento clínico
b. A fácies mitralis caracteriza-se por palidez cutânea na região cutânea na região dos maxilares por
hipoperfusão
c. O escore de Wilkins-Block de 7, permite a escolha pela valvoplastia mitral por cateter balão
d. O uso de betabloqueador, diurético, penicilina benzatina deve ser instituído para evitar a necessidade de
correção cirúrgica
e. A comissurotomia ou troca valvar é o procedimento de escolha na etiologia reumática
6. Homem 65 anos portador de cardiopatia chagásica crônica, está com terapêutica otimizada para insuficiência
cardíaca, encontra-se em classe funcional III da NYHA e Classe C da classificação da doença, apresenta ECG:
ritmo de fibrilação atrial com bloqueio de ramo direito com bloqueio divisional ântero superior esquerdo, FC de
90 bpm, ao Ecocardiograma: dilatação das câmaras cardíacas, fração de ejeção do ventrículo esquerdo
reduzida (30%) e aneurisma de ponta do VE. Assinale a alternativa correta para este caso:
a. Está indicado o uso de benznidazol neste caso para erradicar o parasita
b. Disfunção sistólica, 65 anos e a presença de aneurisma de ponta indicam a necessidade de anticoagulação
c. O uso de digoxina está contra indicado neste paciente
d. Entende-se por terapêutica otimizada o uso de furosemida, captopril e atenolol
e. A ivabradina está indicada para reduzir a frequência cardíaca abaixo de 70 bpm
7. Em relação a insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada (ICFEp)
a. A fração de ejeção está entre 40 e 49%
b. BNP e NTpró BNP são normais
c. Tratar as comorbidades como HAS, DM e DAC faz parte do tratamento
d. O edema é o principal sintoma
e. O ecocardiograma não auxilia no diagnóstico
8. Podemos afirmar sobre o uso do Clopidogrel em Síndromes Coronarianas agudas sem supra de ST:
a. O uso de clopidogrel reduz o risco de eventos cardiovasculares somente em pacientes de alto risco para
complicações, e não reduz no paciente de baixo risco
b. O clopidogrel atua bloqueando os receptores de ADP nas plaquetas de forma a inibir a ativação plaquetária
c. Quando administrado 300 mg de Clopidogrel não pode ser usado em associação 300 mg de AAS
d. A dose de ataque do Clopidogrel de 300 mg é utilizada somente para poder ficar um período sem fazer uso,
até realização de Cateterismo cardíaco
e. A dose de ataque do Clopidogrel em pacientes com mais de 75 anos é de 100 mg
9. Homem de 36 anos, levemente acima do peso e sem outras comorbidades, chega ao pronto socorro relatando
que há 30 minutos iniciou taquicardia, nega outros sintomas. Ao exame físico: ritmo cardíaco regular, com bulhas
Carol Dias - LI
normofonéticas, FC: 152 bpm, PA: 130 x 80 mmHg, murmúrio vesicular presente bilateralmente sem ruídos
adventícios. Na sala de urgência foi monitorizado e traçado o ECG abaixo, qual a conduta para este caso?
a. Cardioversão elétrica, se não apresente melhora, realizar novamente
b. Cardioversão elétrica sincronizada, se não apresentar melhora realizar adrenalina
c. Realizar manobra vagal, se não obter melhora, realizar adenosina
d. Administrar primeiro amiodarona e em seguida realizar manobra vagal
e. Cardioversão elétrica sincronizada, se não apresentar melhora realizar cardioversão elétrica sem
sincronização
10. Homem de 80 anos, hipertenso, faz uso de atenolol, enalapril e verapamil. Chega a sala de Urgência relatando
tonturas na última semana e mal estar geral, relata que percebe que o coração está “batendo mais lento”, ao
exame físico: FC: 45 bpm, PA: 100 x 70 mmHg, TECcansaço, intolerância a pequenos esforços, além de dispneia paroxística noturna diária e ortopneia (dorme
sentada). Apesar dos medicamentos otimizados, persiste em classe funcional III. Realizou ecocardiograma, e em
reunião do Heart Team foi optado pela realização de tratamento ilustrado abaixo:
Carol Dias - LI
Tendo em vista o que foi exposto, pergunta-se: qual o melhor tratamento a ser realizado, antes de fazer o
tratamento, qual dado ecocardiográfico é necessário e qual contra-indicação para realizá-lo?
a. Valvoplastia mitral por cateter balão, Escore de Wilkins-Block 8, presença de outras valvopatias associadas
d. Valvoplastia mitral por cateter balão, Escore de Wilkins-Block > 12, trombo em átrio esquerdo
e. Plastia valvar mitral, Escore de Wilkins-Block > 8, presença de outras valvopatias associadas
16. Homem de 55 anos apresentou infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento da parede anterior há 5
dias. Na ocasião recebeu todo o tratamento adequado e foi submetido a angioplastia coronariana com implante
de stent farmacológico em ramo descendente anterior após 3 horas do início da dor. Durante a internação
evoluiu com insuficiência cardíaca progressiva no momento em classe funcional IV. Devido ao edema agudo de
pulmão refratário, foi necessário iniciar ventilação mecânica invasiva sob tubo orotraqueal e uso de dobutamina
a 20 mcg/kg/min. Há também sopro em borda esternal inferior à esquerda, contínuo. Realizou ecocardiograma.
Carol Dias - LI
O que o exame permitiu identificar e qual o tratamento mais indicado para este caso?
a. Aneurisma em ápice ventricular esquerdo. Ajustar doses de drogas vasoativas e manter tratamento
conservador, com introdução de betabloqueador, IECA e espironolactona
b. Insuficiência mitral secundária à rotura de músculo papilar. Indicar troca valvar cirúrgica
c. Comunicação interventricular. Indicar cirurgia para correção do defeito
d. Trombose aguda do stent. Reencaminhar o paciente para realização de cateterismo cardíaco
e. Tamponamento cardíaco. Punção de Marfan para drenagem do líquido pericárdico
17. Jovem de 20 anos vem ao ambulatório devido à hipertensão arterial. Relatou ter descoberto acidentalmente
durante a auto-aferição da pressão arterial. Durante seu exame físico, você constata pulsos reduzidos em
membros inferiores e a pressão medida nos quatro membros é a seguinte:
- Membro superior esquerdo: 200 x 120 mmHg
- Membro superior direito: 210 x 116 mmHg
- Membro inferior esquerdo: 70 x 50 mmHg
- Membro inferior direito: 80 x 54 mmHg
Está em uso de doses máximas de enalapril, anlodipino, clortalidona, espironolactona e clonidina, Realizou
angiotomografia de aorta torácica.
O que o exame permitiu identificar e qual o tratamento mais indicado para este caso?
a. Coarctação de aorta. Angioplastia
Carol Dias - LI
b. Doença arterial obstrutiva periférica. Cirurgia de bypass aorto femoral
c. Dissecção de aorta torácica descendente. Tratamento conservador
d. Doença de Marfan. Cirurgia de implante de tubo aórtico.
e. Trombose de aorta. Anticoagulação com heparina
18. Homem de 50 anos apresenta dor precordial com 1 hora de evolução. Tem história prévia de diabetes mellitus
em uso de insulina há 30 anos, é hipertenso e obeso. Informa que a dor é precordial e tem irradiação para o
membro superior esquerdo. Imediatamente foi atendido em unidade de pronto-atendimento, onde realizou o
eletrocardiograma abaixo com 10 minutos após a admissão.
Qual a conduta correta?
a. Administrar ao paciente AAS e clopidogrel, encaminhá-lo para leito monitorizado (preferencialmente para
UTI) e iniciar trombólise endovenosa caso indisponibilidade de serviço e hemodinâmica
b. Iniciar anticoagulação oral com inibidor do fator XA e encaminhar o paciente para realização de
angiotomografia de artéria pulmonar
c. Seriar eletrocardiograma e marcadores de necrose miocárdica e solicitar teste ergométrico
d. Prescrição de analgésicos
e. Administrar ao paciente AAS e clopidogrel, encaminhá-lo para o leito monitorizado (preferencialmente para
UTI) e encaminhar para o serviço de hemodinâmica caso tempo de transferência menor que 120 minutos
19. Paciente do sexo masculino, de 60 anos é trazido ao pronto atendimento pelo SAMU devido quadro de forte dor
precordial que se iniciou há duas horas. Durante o exame clínico está estável, porém ainda com presença de dor
importante. Em 10 minutos foi realizado o primeiro eletrocardiograma (imagem abaixo). Recebeu dose de ataque
de AAS e clopidogrel, morfina para controle da dor e foi mantido em sala de emergência. Porém, no serviço não
há serviço de hemodinâmica disponível que dista 4 horas do local. Dessa forma, qual a conduta mais indicada?
a. Trombólise endovenosa
Carol Dias - LI
b. Encaminhar paciente para centro de hemodinâmica
c. Manter dupla antiagregação e morfina para o controle de dor
d. Administrat nitrato sublingual e realizar outro eletrocardiograma pois pode se tratar de vasoespasmo
e. O uso de betabloqueador está contra-indicado nesse caso
20. Paciente de 75 anos apresenta diagnóstico de insuficiência cardíaca devido miocardiopatia chagásica e ten
disfunção ventricular acentuada e bilateral (acomete os ventrículos direito e esquerdo). Recebe tratamento
otimizado para insuficiÊncia cardíaca e está em uso dos seguintes medicamentos:
- Bisoprolol: 10 mg de 12 em 12 horas
- Digoxina: 0,25 mg - 1 vez ao dia
- Amiodarona: 200 mg - 1 vez ao dia
- Enalapril: 10 mg de 12 em 12 horas
- Espironolactona: 25 mg - 1 vez ao dia
- Furosemida: 40 mg de 12 em 12 horas
- Varfarina: 5 mg ao dia
Hoje em consulta ambulatorial apresentou síncope do tipo “liga-desliga” com recuperação da consciência
após cerca de 20 segundos. Você encaminhou o paciente para sala de emergência onde foi traçado o seguinte
eletrocardiograma:
Diante do quadro clínico, qual a conduta mais correta?
a. Suspender medicamentos que tem efeito cronotrópico negativo e acompanhar a resposta
b. Caso o paciente apresentar instabilidade hemodinâmica, é necessário implante de marcapasso definitivo.
c. Mesmo que o paciente não apresente instabilidade hemodinâmica, é imprescindível o implante de
marcapasso definitivo
d. Como trata-se de provável intoxicação digitálica, suspender somente o seu uso e manter os demais
medicamentos
e. Manter todos os medicamentos em uso e programar implante de marcapasso definitivo
21. Caso o paciente da questão anterior permanecesse com rebaixamento do nível de consciência após síncope, e
após ter sido encaminhado para a sala de emergência imediatamente fosse registrado o seguinte
eletrocardiograma e observada hipotensão arterial, qual seria a conduta mais adequa
a. Iniciar massagem cardíaca visto de tratar de parada cardiorrespiratória com ritmo inicial de taquicardia
ventricular
b. Administrar imediatamente choque sincronizado de 200 joules
c. Cardioversão elétrica com 200 joules
d. Administrar amiodarona 300 mg em dose de ataque e manter infusão de 900 mg em 24 horas
e. Administrar choque não sincronizado com 200 joules
Carol Dias - LI
PROVA 44 - 3º CICLO
CLAUDIA
1. Paciente de 35 anos, assintomática, comparece em consulta encaminhada pelo clínico porque no exame físico foi
notado hiperemia dos maxilares com telangiectasias e ausculta cardíaca com sopro diastólico em ruflar e
estalido de abertura no foco mitral. Podemos afirmar neste caso
a. Escore de Duke/Wilkins não define a conduta (define entre plastia e troca)
b. Em nosso país a causa degenerativa é a mais incidente (causa reumática)
c. Raramente é acompanhada por palpitações, hemoptise, disfonia disfagia e tosse (frequentemente)
d. Elevação do brônquio fonte esquerdo (“sinal da bailarina”), duplo contorno atrial à direita e quarto arco na
silhueta cardíaca à esquerda podem estar presentes no RX de tórax
e. É indicado troca valvar a presença de pressão pulmonar a partir de 30 mmHg (A partir de 50 mmHg)
Mesmaquestão com outras alternativas:
a. Escore de Duke/Wilkins acima de 12 indica possibilidade de plastia mitral percutânea
b. Em nosso país a causa congênita é a mais incidente (reumática)
c. Raramente é acompanhada por palpitações, hemoptise, disfonia, disfagia e tosse (frequentemente)
d. Elevação do brônquio fonte esquerdo (“sinal da bailarina”) e duplo contorno atrial podem estar presentes no
ecocardiograma
e. São marcadores de mau prognóstico de presença de fibrilação atrial e hipertensão pulmonar
2. Homem, 60 anos, tabagista, dislipidemico e com história de acidente vascular isquêmico há 2 meses.
Apresenta-se à emergência com quadro de dor precordial opressiva, com 1 hora de duração. Realizou
eletrocardiograma demonstrado a seguir. Está em KILLIP I. Assinale a alternativa correta:
a. Indicar angioplastia primária no menor tempo possível
b. Não prescrever nitrato e morfina nesse caso (não possui contraindicação)
c. O uso de fibrinolítico tem contraindicação relativa neste caso (absoluta)
d. no ECG as derivações são V4 a V6 (V1 a V6)
e. No IAM com supra não é necessário a dosagem das enzimas cardíacas
3. Homem, 48 anos, obesidade grau I, dislipidemia e pré-diabete. Apresenta média da pressão arterial de duas
consultas: 172 x 106 mmHg, FC no repouso: 84 bpm, Ictus propulsivo, ritmo cardíaco regular em 3 tempos a custas
de B4, ECG com índice de Sokolow-lyon = 40 mm (vn: 90) e proteinúria discreta. Assinale a alternativa correta quanto à conduta anti-hipertensiva
inicial.
a. Prescrever furosemida + BB, para nefroproteção
b. Prescrever IECA + BCC, por inibirem o remodelamento cardíaco e promovem nefroproteção
c. Solicitar monitorização ambulatorial da pressão arterial (MAPA) para o diagnóstico
d. Solicitar ecodopplercardiograma antes do uso de medicamentos para a hipertensão
e. Tratamento não farmacológico e IECA em monoterapia para inibir o remodelamento
Mesma questão outras alternativas: Assinale a alternativa correta:
a. Iniciar o tratamento com mudança do estilo de vida e beta-bloqueador
b. O uso de medicações que atuam no sistema renina-angiotensina-aldosterona está contra-indicado
c. O tratamento inicial deverá incluir associação de medicações
Carol Dias - LI
d. Solicitar monitorização ambulatorial da pressão arterial (MAPA) para o diagnóstico
e. Solicitar ecodopplercardiograma antes do uso de medicamentos para hipertensão
4. Idosa, 85 anos, apresenta quadros repetidos de síncope há 15 dias. Levada no pronto atendimento, realizou o
ECG a seguir:
Assinale a alternativa correta:
a. O intervalo PR está maior que 200 ms, por isso o diagnóstico é BAV de 1º grau
b. Este alentecimento da condução AV se chama Wenckebach
c. Trata-se de BAV de terceiro grau com indicação de marca passo cardíaco
d. Este bloqueio ocorre acima do feixe de HIss, considerado benigno
e. Trata-se de bradicardia sinusal com indicação para uso de digoxina
Mesma questão, com outra foto e outras alternativas:
a. O intervalo PR está maior que 200 ms, por isso o diagnóstico é BAV de 1o grau.
b. Este alentecimento da condução AV se chama Wenckebach
c. Trata-se de BAV de terceiro grau com indicação de marca-passo cardíaco
d. Este bloqueio ocorre abaixo do feixe de HIss, considerado maligno
e. Trata-se de bradicardia sinusal com indicação para uso de digoxina
FLAVIA
5. Em relação à hipertensão arterial, qual a alternativa correta:
a. Hipertensão do “avental branco” (“jaleco branco”) se caracteriza por medidas de pressão arterial alteradas
no consultório e medidas fora do consultório normais
b. A hipertensão mascarada se caracteriza como pressão arterial alteradas no consultório e normais na MAPA
e/ou MRPA
c. Feocromocitoma, hiperaldosteronismo e coarctação da aorta não podem ser consideradas causas de
hipertensão arterial secundária
d. A classe de medicamentos conhecida como bloqueadores de receptores da angiotensina (BRA) podem dar
como efeito colateral tosse seca (IECA)
Carol Dias - LI
e. Durante a mensuração da pressão arterial, o uso de um manguito de tamanho menor do que o adequado
para o paciente, resulta em mensuração falsamente baixa da pressão sistólica
Mesma questão com outras alternativas:
a. Hipertensão do “avental branco” (“jaleco branco”) se caracteriza por medidas de pressão arterial normais no
consultório e medidas fora do consultório alteradas
b. A perda de peso e a redução no consumo de sódio na dieta são medidas que apresentam efeito na redução
da PA
c. Feocromocitoma, hiperaldosteronismo e coarctação da aorta não podem ser consideradas causas de
hipertensão arterial secundária
d. A classe de medicamentos conhecida como bloqueadores de receptores da angiotensina (BRA) podem dar
como efeito colateral tosse seca (IECA)
e. Durante a mensuração da pressão arterial, o uso de um manguito de tamanho menor do que o adequado
para o paciente, resulta em mensuração falsamente baixa da pressão sistólica
6. Mulher, 80 anos, procura seu consultório relatando que nos últimos meses vem tendo “percepção de que o
coração está batendo na cabeça”, às vezes durante a noite tem leve angina e dispneia aos grandes esforços. A
paciente é hipertensa e diabética, e relata que quando era mais jovem teve febre reumática. Faz uso de enalapril
10mg de 12/12 horas e metformina 500mg no café da manhã e no jantar. No exame físico: BEG, corada,
hidratada, consciente e orientada, acianótica, anictérica e afebril; pulsos periféricos em martelo d’água; presença
de sinal de Traube e Müller; ausculta pulmonar com murmúrio vesicular presente bilateralmente sem ruídos
adventícios, eupneica em ar ambiente; ausculta cardíaca com duas bulhas rítmicas, presença de sopro diastólico
4+/6+ aspirativo audível em foco aórtico, Fc 70 bpm, PA 140/50 mmHg; abdome sem alterações e membros
inferiores também sem alterações. Após a ausculta desse sopro você coloca como hipótese qual alteração
valvar? E qual exame te ajudaria a diagnosticar essa alteração valvar?
a. Estenose aórtica, o exame seria eletrocardiograma
b. Estenose mitral, o exame seria eletrocardiograma
c. Insuficiência aórtica, o exame seria ecocardiograma
d. Insuficiência mitral, o exame seria ecocardiograma
e. Insuficiência Pulmonar, o exame seria ecocardiograma
7. Homem, 60 anos, hipertenso, diabético insulino dependente, tabagista. Chega ao pronto socorro relatando dor
precordial, intensidade 8 em 10, irradiando para o braço esquerdo associado à sudorese fria. Traçado o ECG
abaixo. Ao exame físico BEG, corado, hidratado, consciente e orientado, afebril, murmúrio vesicular presente
bilateralmente, sem ruídos adventícios, eupneico em ar ambiente, saturação 98 %, ritmo cardíaco regular em dois
tempos, bulhas normofonéticas, sem sopros audíveis, FC 96 bpm, PA 140/80 mmHg, abdome sem alterações,
membros inferiores sem edemas, panturrilhas livres. Sendo você o médico que está atendendo este paciente,
quais medicações seriam indicadas agora e as doses corretas?
a. É indicado morfina e/ou nitrato para dor, AAS 300 mg e clopidogrel 75mg para dupla antiagregação
plaquetária pensando em Síndrome coronariana aguda.
Carol Dias - LI
b. É indicado morfina e/ou nitrato para dor, AAS 100 mg e clopidogrel 75mg para dupla antiagregação
plaquetária pensando em Síndrome coronariana aguda.
c. É indicado morfina e/ou nitrato para dor, AAS 300 mg e clopidogrel 300 mg para dupla antiagregação
plaquetária pensando em Síndrome coronariana aguda.
d. É indicado heparina subcutânea para dor, AAS 100mg e clopidogrel 300mg para remodelamento cardíaco.
e. É indicado enalapril e carvedilol para dor, AAS 300 mg e clopidogrel 75mg para remodelamento cardíaco.
8. Homem, 60 anos, portador de hipertensão arterial (faz uso de anlodipino 5mg de 12/12h e hidroclorotiazida 25
mg uma vez ao dia); relata dispneia aos moderados esforços que vem se apresentando aos mínimos esforços
no último mês. Vem em consulta de retorno no cardiologista para checar resultado de ecocardiograma. Ao
exame físico: BEG, corado, hidratado, anictérico, acianótico,

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