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UNIASSELVI CURSO SUPERIOR DE FISIOTERAPIA RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO GILMAR DE LIMA MAKOSKI JOÃO PESSOA –PB - MARÇ0/2025 5 UNIASSELVI CURSO SUPERIOR DE FISIOTERAPIA GILMAR DE LIMA MAKOSKI UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE/CENTRO DE REFERÊNCIA MULTIPROFISSIONAL DE DOENÇAS RARAS MATUTINO/VESPERTINO CYNTIA LEILA STIZ GESSNER Tutora da disciplina Relatório Final de Estágio Curricular Supervisionado, apresentado a Uniasselvi - SC, como requisito para obtenção do diploma. JOÃO PESSOA - PB – MARÇO/2025 DADOS DO ESTÁGIÁRIO ALUNO: Gilmar de Lima Makoski DATA DE NASCIMENTO: 22/05/1979 CONCLUSÃO DO CURSO:2027 ENDEREÇO: Rua Doutor Ivanildo Guedes Pessoa, 21, Apto 303, Jardim Oceânia, João Pessoa FONE: (44) 99901-3807 CURSO: Fisioterapia ENDEREÇO: Avenida Júlia Freire, 1200 BAIRRO: Expedicionários CIDADE: João Pessoa -PB CEP:58041- 000 FONE:(83) 3508- 1764 DADOS DO ESTÁGIO RAZÃO SOCIAL: Centro de Referência Multiprofissional em Doenças Raras ENDEREÇO: Rua Esmeraldo Gomes Vieira, s/n BAIRRO: Bancários CIDADE: João Pessoa - PB DATA DE FUNDAÇÃO: 15/02/2022 NATUREZA: Tratamento de doenças raras ÁREA DE ATUAÇÃO DA EMPRESA: Tratamento de doenças raras NÚMERO DE EMPREGADOS: 43 PERÍODO DE ESTÁGIO: 17/03/2025 a 01/07/2025 REPRESENTANTE LEGAL DA EMPRESA: Saionara Araújo ÍNDICE 1. INTRODUÇÃO ........................................................................................................ 4 2. OBJETIVOS ............................................................................................................ 5 2.1 Objetivo Geral .....................................................................................................5 2.2 Objetivos Específicos ......................................................................................... 5 3. DESENVOLVIMENTO ............................................................................................. 6 3.1 Histórico da Empresa ......................................................................................... 6 3.2 Descrição dos Setores ....................................................................................... 7 3.3 Descrição da Rotina Diária no Setor e Relacionamento com a Equipe ............. 7 3.4 Descrição de Casos Clínicos Vivenciados em seu Estágio e suas Possíveis Resoluções/Plano de Ação ............................................................................... 8 3.5 Relatórios de Dúvidas e Como Foram Sanadas ............................................... 21 4. CONCLUSÃO ......................................................................................................... 21 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ........................................................................... 22 INTRODUÇÃO O estágio curricular supervisionado ambulatorial l é um momento essencial no curso de Fisioterapia, que visa integrar a teoria aprendida em sala de aula com a prática profissional, promovendo o fortalecimento do conhecimento através da experiência real. Baseado no princípio metodológico de unir o desenvolvimento acadêmico com as demandas da vida profissional e pessoal, o estágio constitui-se como um espaço de aprendizado que reflete as realidades sociais, econômicas e profissionais. Dessa forma, é uma oportunidade de inserção em contextos complexos de saúde, possibilitando que o estudante compreenda as especificidades da sua área de atuação e, ao mesmo tempo, colabore para o bem-estar dos pacientes. Durante o estágio curricular obrigatório realizado no Centro de Referência Multiprofissional em Doenças Raras, os alunos de Fisioterapia têm a oportunidade de participar de uma rotina que espelha a prática do cuidado integral. Essa vivência permite aplicar os conhecimentos teóricos adquiridos ao longo do curso nas condutas fisioterapêuticas, ampliando o entendimento sobre a promoção, proteção e recuperação da saúde. O Centro de Referência Multiprofissional em Doenças Raras, uma unidade pública de saúde, conta com uma equipe multiprofissional que oferece suporte e tratamento especializado para pacientes com doenças raras. Entre as atividades realizadas pelos fisioterapeutas, destacam-se o fortalecimento muscular, correções posturais, exercícios respiratórios, alongamentos e mobilidade, além de técnicas de analgesia para alívio de dores agudas e crônicas, como tens, infravermelho, massagens, acupuntura e reflexologia. Além da fisioterapia, o centro reúne outras áreas e profissionais, como psicologia, terapia ocupacional e médicos de diversas especialidades, formando uma equipe integrada para atender as necessidades dos pacientes de forma humanizada e completa. A experiência nesse ambiente proporciona aos estudantes um olhar mais sensível e responsável sobre o cuidado, fundamental para sua formação e atuação futura na área da saúde. 2.0 OBJETIVOS 2.1 Objetivo Geral Desenvolver e aprimorar as competências práticas e teóricas dos estudantes de Fisioterapia no contexto da atenção básica, promovendo a integração entre o conhecimento acadêmico e as práticas de cuidado primário em saúde. Visa capacitar o estagiário para identificar, planejar e executar intervenções fisioterapêuticas, com foco na promoção, prevenção, reabilitação e recuperação da saúde da população, além de incentivar uma visão humanizada e integrada ao trabalho multiprofissional, atendendo às necessidades específicas da comunidade e contribuindo para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) . 2.2 Objetivos específicos Aplicar conhecimentos teóricos na prática: Utilizar os conhecimentos adquiridos em disciplinas teóricas para realizar intervenções fisioterapêuticas que atendam às necessidades de saúde da população. Promover ações de prevenção e promoção da saúde: Desenvolver atividades educativas e preventivas que contribuam para a melhoria da qualidade de vida e redução dos fatores de risco para doenças e lesões. Realizar avaliações fisioterapêuticas completas: Aprimorar a habilidade de avaliar o estado funcional dos pacientes, identificando suas principais necessidades de tratamento e definindo condutas adequadas. Desenvolver habilidades de planejamento e execução de intervenções: Elaborar e aplicar planos de tratamento personalizados, com foco na reabilitação e recuperação funcional dos usuários. Fomentar o trabalho em equipe multiprofissional: Trabalhar em colaboração com outros profissionais da saúde, compreendendo a importância da atuação integrada para um atendimento eficaz e humanizado. Incentivar a autonomia do paciente: Orientar e capacitar os pacientes para o autocuidado e adoção de hábitos saudáveis, promovendo o engajamento ativo em seu processo de recuperação. Registrar e documentar adequadamente as intervenções: Garantir registros detalhados e organizados de todas as avaliações, tratamentos e evoluções dos pacientes, respeitando as normas e éticas profissionais. Refletir sobre as práticas profissionais: Desenvolver uma visão crítica e reflexiva sobre as próprias práticas e condutas, buscando sempre o aprimoramento e qualificação profissional contínua. 3.0 DESENVOLVIMENTO 3.1 HISTÓRICO DA EMPRESA O prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, e a primeira-dama do Brasil, Michelle Bolsonaro, inauguraram o Centro de Referência Multiprofissional em Doenças Raras, voltado para o tratamento e diagnóstico de doenças raras. O evento, realizado em 15 de fevereiro de 2022, contou com a presença do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e representantes locais de saúde. O centro possui diversas salas e consultórios especializados, oferecendo atendimento multidisciplinar pelo SUS para pacientes com doenças raras ou em processo de diagnóstico. Além de beneficiar moradores de João Pessoa, o centro atenderá pessoas de todo o estado encaminhadas por unidades de saúde. O complexo também incluirá a primeira escola inclusiva com Libras como segunda língua oficial, destacando o compromissocom a inclusão. A Prefeitura de João Pessoa investiu R$ 863 mil no projeto, e o credenciamento pelo SUS ainda está pendente. Segundo a OMS, existem cerca de 7.000 doenças raras, que afetam mais de 13 milhões de brasileiros, a maioria com origem genética. 3.2 DESCRIÇÃO DE SETORES O Centro possui seis consultórios médicos, sala de curativo, sala de triagem, sala de serviço social, sala de infusão para portadores mucopolissacaridose (MPS), consultório de enfermagem, sala de curativos de alta complexidade, salas de coleta de exames laboratoriais, psicologia, fona audiologia, fisioterapia, terapia ocupacional, além de brinquedo teca, refeitório e auditório. No serviço, serão atendidos todos os pacientes com doenças raras e/ou que ainda estão em processo de fechamento de diagnóstico. Por ser um serviço de referência e um dos poucos do país, atenderá, além dos pacientes residentes em João Pessoa, usuários regulados de todo o estado. Para ser atendido, o paciente deverá ser encaminhado, via regulação, pelas Unidades de Saúde da Família (USF), Unidades de Pronto Atendimento (UPA) ou hospitais O Complexo de Referência em Doenças Raras e Deficiência vai contar ainda com a primeira unidade escolar inclusiva com Libras (Língua Brasileira de Sinais) como a segunda linguagem oficial na grade curricular. Trata-se da Escola Municipal Olívio Campos, nos Bancários. Para isto, o prefeito Cícero Lucena assinou um decreto que autoriza a implantação do novo sistema. 3.3 Descrição da rotina diária no setor e relacionamento com a equipe. A rotina diária do estágio no centro de referência multiprofissional de doenças raras com horário de funcionamento segunda a sexta das 07:00 as 17:00 horas com muito dinamismo, nos mostrou neste período muita confiança e passamos por vários fatores,, espaços e convívio com inúmeros profissionais de referência e de excelência no setor da saúde onde enriqueceu grandemente a experiência de atuar e auxiliar vários casos clínicos com inúmeros diagnósticos fechados e outros em ainda em fase de investigação, onde pude observar e atuar de forma humanizada e integrada para atender e desenvolver habilidades de meu curso de fisioterapia pela Uniasselvi, a equipe multiprofissional e realmente uma referência excepcional de excelência com uma rotina de atendimento árduo mas com muito amor pelo seus pacientes e muita vocação. 3.4 Descrição de casos clínicos vivenciados em seu estágio e suas possíveis resoluções/plano de ação: CASO CLÍNICO – 01 PACIENTE PEDIÁTRICA EM INVESTIGAÇÃO SINDRÔMICA A paciente M.M., do sexo feminino, com 2 anos de idade, encontra-se em fase de investigação diagnóstica para possível síndrome genética. Apresenta sinais clínicos como atraso no desenvolvimento neuropsicomotor, hipotonia leve e dificuldades de equilíbrio e atenção. A suspeita clínica está sendo avaliada por neuropediatra e geneticista, com apoio de exames complementares. Histórico Clínico desde o nascimento, Maria apresentou marcos motores atrasados. Sentou-se com apoio por volta dos 11 meses e iniciou marcha independente apenas após os 20 meses. Os pais relatam dificuldades de interação, pouca atenção a estímulos verbais e coordenação motora fina reduzida. O plano terapêutico tem como objetivo promover o desenvolvimento neuropsicomotor e estimular habilidades cognitivas por meio de estratégias lúdicas, sempre respeitando a faixa etária do paciente. As sessões fisioterapêuticas são realizadas duas vezes por semana, com duração de 40 minutos, garantindo um acompanhamento regular e eficaz. As atividades incluem estímulo à coordenação motora fina, utilizando blocos de montar, massinha de modelar e jogos de encaixe; treino de atenção e concentração por meio de brinquedos sonoros e atividades com cores e formas variadas; além de exercícios de equilíbrio e marcha em trilhas sensoriais e rampas. Também são realizadas atividades em grupo e com a interação familiar, visando o fortalecimento do vínculo afetivo e social. Segundo Rocha e Silva (2021), “a estimulação precoce, especialmente com atividades lúdicas, é vital para crianças em investigação neurológica”. Após três meses de intervenção fisioterapêutica, observou-se uma evolução significativa no quadro da paciente. Houve melhora na postura sentada, maior controle de tronco e início da manipulação de objetos com ambas as mãos. Além disso, a paciente demonstrou maior tolerância às atividades propostas e um aumento gradual na atenção sustentada, indicando progresso nas habilidades motoras e cognitivas. As intervenções fisioterapêuticas voltadas para o desenvolvimento motor em crianças pequenas devem priorizar o brincar como estratégia terapêutica, respeitando o ritmo individual e promovendo experiências motoras diversificadas.(FERREIRA; COSTA, 2020, p. 38). Mesmo sem um diagnóstico fechado, a intervenção fisioterapêutica precoce mostrou-se essencial para minimizar atrasos no desenvolvimento infantil. A utilização de uma abordagem lúdica foi fundamental para manter o engajamento da criança durante as sessões, favorecendo o aprendizado motor e cognitivo de forma motivadora e eficaz. CASO CLÍNICO 02- PACIENTE PEDIÁTRICO COM TEA E MIOPATIA CONGÊNITA O paciente identificado como M., do sexo masculino, tem 12 anos de idade. Miguel é portador de Transtorno do Espectro Autista (TEA) e miopatia congênita, uma condição neuromuscular caracterizada por fraqueza muscular generalizada desde o nascimento. O diagnóstico foi realizado por uma equipe multidisciplinar, composta por neurologista, neuropediatra e geneticista, garantindo uma avaliação abrangente e precisa de seu quadro clínico. Desde o nascimento, ele apresentou atraso no desenvolvimento motor e hipotonia generalizada. Aos três anos de idade, iniciou acompanhamento especializado após a identificação de comportamentos atípicos, dificuldade de comunicação verbal e interações sociais reduzidas. Exames complementares, como eletroneuromiografia e biópsia muscular, confirmaram o diagnóstico de miopatia congênita, reforçando a necessidade de intervenções multidisciplinares desde a primeira infância. O plano de tratamento fisioterapêutico tem como objetivo melhorar o tônus muscular, manter a amplitude de movimento, prevenir encurtamentos e estimular a funcionalidade motora e social. As sessões ocorrem três vezes por semana, com duração de 50 minutos, e incluem exercícios de mobilidade articular, alongamentos passivos, treino de marcha com apoio parcial, estímulos proprioceptivos, atividades sensoriais integrativas, uso da bola terapêutica para equilíbrio e tronco, além de atividades lúdicas voltadas à interação social e coordenação motora. Segundo Souza e Ramos (2020), "a intervenção precoce em casos de TEA e condições neuromusculares melhora significativamente os marcos do desenvolvimento infantil". Após seis meses de fisioterapia contínua, foram observadas melhoras significativas na resistência muscular de Miguel, além de maior independência nas atividades de vida diária (AVDs). Também houve uma redução na irritabilidade comportamental durante as sessões. Esses avanços foram possíveis, em grande parte, graças ao comprometimento e à adesão da família ao processo terapêutico. O acompanhamento fisioterapêutico de crianças com miopatias congênitas deve priorizar a funcionalidade, respeitando os limites da criança, utilizando-se de recursos lúdicos e motivadores para garantir a adesão ao tratamento e melhor aproveitamento terapêutico.(SILVA; OLIVEIRA, 2019, p. 45). O tratamento de crianças com diagnóstico duplo, como Transtorno do Espectro Autista (TEA) e miopatia congênita, exige uma abordagem interdisciplinar e individualizada. A fisioterapia desempenha um papel central nesse contexto, promovendo ganhos funcionais e contribuindo de maneira decisiva para a melhoria da qualidade de vida da criança e de sua família. CASO CLÍNICO 03- PACIENTE ESCLEROSE LETRAL AMIOTRÓFICA (ELA). O paciente J., do sexo masculino, tem 81 anos de idade e foi diagnosticado com Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), uma doençaneurodegenerativa progressiva que afeta os neurônios motores, comprometendo gradualmente a função muscular e a mobilidade. J., paciente de 81 anos diagnosticado com Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), apresenta perda progressiva da força muscular, limitação funcional e sinais iniciais de comprometimento respiratório. Apesar dos desafios impostos pela doença neurodegenerativa, demonstra engajamento positivo com o tratamento e expressa o desejo de manter sua funcionalidade e qualidade de vida pelo maior tempo possível. O plano terapêutico tem como principais objetivos preservar a mobilidade articular, manter a função muscular residual, melhorar a capacidade respiratória, prevenir contraturas e rigidez, além de estimular a autoestima e o bem-estar emocional do paciente. Esses aspectos são fundamentais para proporcionar maior conforto e independência nas atividades diárias. Segundo Gonçalves e Moreira (2020), “a intervenção fisioterapêutica na ELA visa preservar a função e qualidade de vida, mesmo diante da progressão da doença”. As atividades propostas incluem sessões supervisionadas de duas a três vezes por semana, com exercícios respiratórios voltados à expansão pulmonar, alongamentos passivos e ativos-assistidos, exercícios de amplitude de movimento realizados no leito, treino leve de equilíbrio e coordenação motora, além de estímulos neuromusculares suaves. As pausas frequentes durante os atendimentos são essenciais para evitar fadiga e respeitar os limites do paciente. Mesmo com a inevitabilidade da progressão degenerativa, a fisioterapia deve atuar de forma centrada no paciente, valorizando seus potenciais, minimizando riscos e promovendo conforto físico e emocional. A compreensão humanizada da ELA transforma o cuidado em acolhimento, respeito e dignidade." (LIMA et al., 2019, p. 102). As condutas terapêuticas envolvem uma avaliação funcional constante para acompanhar a evolução do quadro clínico, adaptações ergonômicas e ambientais para garantir segurança e conforto, orientação à família sobre os cuidados e manuseio adequados, bem como suporte emocional durante as sessões, fortalecendo o vínculo terapêutico e promovendo maior adesão ao tratamento. CASO CLÍNICO 04- PACIENTE SINDROME DO TÚNEL DO CARPO (BILATERAL). A paciente E., do sexo feminino, tem 48 anos de idade e apresenta um quadro clínico complexo com múltiplos diagnósticos: Síndrome do Túnel do Carpo bilateral, Fibromialgia, Artrite Reumatoide, Hérnia de Disco Cervical e Síndrome Discal Degenerativa. Essas condições exigem acompanhamento multidisciplinar e intervenções terapêuticas específicas para controle da dor, preservação da funcionalidade e melhora da qualidade de vida. Ela é uma paciente que apresenta um quadro reumatológico e ortopédico complexo, afetando significativamente sua funcionalidade global e qualidade de vida. Ela relata dor crônica difusa, rigidez matinal, perda de mobilidade articular, fraqueza muscular e sintomas neurológicos associados à compressão cervical e à Síndrome do Túnel do Carpo, o que demanda uma abordagem terapêutica cuidadosa e integrada. Segundo Souza e Santos (2021), “o tratamento da fibromialgia exige abordagem interdisciplinar, com foco na reabilitação funcional e suporte emocional”. Os objetivos do tratamento fisioterapêutico envolvem a redução da dor e da inflamação, melhora da mobilidade articular, estabilização segmentar da coluna cervical, prevenção de crises inflamatórias, além da promoção do bem-estar geral e da funcionalidade no dia a dia. Tais metas visam não apenas aliviar os sintomas, mas também ampliar a autonomia e o conforto da paciente em suas atividades cotidianas. As intervenções fisioterapêuticas incluem terapia manual para liberação miofascial e mobilizações articulares leves, exercícios isométricos e de cadeia cinética fechada, alongamentos suaves e assistidos, bem como exercícios respiratórios e de relaxamento. Além disso, são utilizadas técnicas de eletroterapia, como o TENS, para controle da dor, aplicação de calor superficial em fases de rigidez e orientação postural e ergonômica para minimizar sobrecargas articulares. A fisioterapia exerce papel central na abordagem da dor crônica, especialmente em pacientes com múltiplas condições musculoesqueléticas, devendo aliar conhecimento biomecânico com escuta empática e educação em saúde para o enfrentamento da dor.”(SILVA et al., 2020, p. 87). O tratamento da paciente é conduzido por uma equipe multiprofissional composta por reumatologista, ortopedista, psicólogo e fisioterapeuta, promovendo uma abordagem ampla e centrada na pessoa. Essa integração de saberes é fundamental para atender às múltiplas necessidades de Elisangela, considerando não apenas os aspectos físicos, mas também emocionais e sociais envolvidos no processo de reabilitação. CASO CLÍNICO 05- PACIENTE COM ARTROSE E OBESIDADE GRAU III. A paciente M.L.S., do sexo feminino, com 50 anos, apresenta quadro de dor em ambos os joelhos, com diagnóstico confirmado de artrose bilateral. Também foi identificada artrose inicial na articulação do quadril, associada a um quadro de obesidade grau III (IMC > 40). Essa combinação de fatores compromete significativamente sua mobilidade, qualidade de vida e independência funcional, exigindo atenção terapêutica integrada. Segundo Silva e Gonçalves (2020, p. 88), “a obesidade está fortemente associada ao risco de desenvolvimento e progressão da osteoartrite, especialmente em articulações que suportam peso”. Em relação ao desenvolvimento clínico, a paciente relata dor constante nos joelhos, especialmente ao caminhar, subir escadas ou permanecer em pé por longos períodos. Ela também sente desconforto nas regiões pélvica e lombar, o que dificulta a execução de atividades básicas do cotidiano. A obesidade agrava o impacto articular, acelera a degeneração da cartilagem e limita a prática de exercícios físicos, contribuindo para um ciclo vicioso de sedentarismo e dor. O tratamento proposto é multidisciplinar e envolve fisioterapia, nutrição, ortopedia e suporte psicológico. Entre as principais estratégias adotadas estão a terapia física voltada à analgesia, mobilidade articular e fortalecimento muscular, com ênfase nos músculos do quadríceps e glúteos. Também são realizadas orientações posturais, intervenções para controle de peso por meio da reeducação alimentar, e estímulo à prática de atividade física progressiva e adaptada. Recursos como eletroterapia (TENS), hidroterapia, quando disponível, e aplicação de calor local também fazem parte do plano terapêutico. A artrose de joelho em pacientes com obesidade exige atenção especial, pois o excesso de peso atua como fator mecânico e inflamatório, aumentando a degradação da cartilagem e limitando a resposta ao tratamento convencional. O manejo deve ser centrado na função, dor e na perda ponderal gradual. (FERNANDES et al., 2019, p. 231) Os exercícios indicados incluem alongamentos das cadeias musculares anterior e posterior da coxa, fortalecimento com baixo impacto utilizando faixas elásticas leves, uso de bicicleta ergométrica com assento ajustado, hidroginástica, caminhadas curtas em superfícies planas com calçado ortopédico adequado, e Pilates clínico adaptado, sempre respeitando os limites articulares da paciente. Essas atividades são fundamentais para promover alívio da dor, melhorar a funcionalidade e contribuir para o bem-estar geral. CASO CLÍNICO 06- PACIENTE ESCLEROSE LATERAL AMIOTRÓFICA (ELA) O paciente M.A., de 58 anos, apresenta diagnóstico de Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), com início dos sintomas há alguns anos. A condição neurológica progressiva vem sendo acompanhada clinicamente desde então, com foco na observação da evolução dos sinais e sintomas característicos da doença. A paciente apresenta um quadro clínico típico de Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), caracterizado por fraqueza e rigidez muscular, espasmos, tremores, atrofia, hiperreflexia, dificuldades de coordenação motora, fadiga constante e sensação de desmaio. Esses sintomas refletema autonomia e minimizar os impactos da doença. Como afirmam Mul et al. (2019), "em pacientes adultos com FSHD, a preservação da mobilidade e a adaptação funcional são essenciais para qualidade de vida e independência". Em adultos com 42 anos diagnosticados com Distrofia Fácio-Escápulo-Umeral (FSHD), as manifestações clínicas incluem fraqueza muscular significativa, especialmente nos músculos dos ombros, braços e face, o que dificulta a realização de tarefas simples como levantar os braços, segurar objetos ou executar movimentos acima da cabeça. Um sinal característico da doença é a presença de escápulas aladas, que projetam as escápulas para trás e comprometem a estabilidade dos ombros. Além disso, pode haver comprometimento respiratório devido à fraqueza muscular, tornando essencial o acompanhamento contínuo para prevenir complicações. Apesar dessas limitações, muitos pacientes ainda conseguem manter a marcha, embora alguns necessitem de suporte para maior segurança. As dificuldades se estendem às atividades do dia a dia, como pentear o cabelo, vestir-se ou abrir frascos, exigindo adaptações específicas para preservar a funcionalidade e a autonomia. A Distrofia Fácio-Escápulo-Umeral (FSHD) é uma condição neuromuscular progressiva que afeta principalmente os músculos da face, ombros e braços, levando à fraqueza muscular significativa e limitações nas atividades de vida diária. Em adultos, o manejo clínico deve priorizar o fortalecimento muscular adaptado, prevenção de complicações posturais, treino funcional e suporte respiratório, visando preservar a autonomia e a qualidade de vida do paciente. (Hamptom, 2017; Mul et al., 2019; Tawil & Statland, 2021). Os objetivos do tratamento para pacientes com Distrofia Fácio-Escápulo-Umeral (FSHD) envolvem a preservação da força muscular e da mobilidade, a fim de garantir maior independência nas atividades do dia a dia. Também busca-se facilitar as tarefas cotidianas, proporcionando mais conforto e segurança. Outro foco importante é a prevenção de encurtamentos musculares e deformidades posturais, por meio de alongamentos e cuidados específicos. A promoção da saúde respiratória, com fortalecimento da musculatura envolvida, é essencial para evitar complicações. Além disso, o tratamento visa reduzir o risco de quedas e lesões, estimulando o equilíbrio e a coordenação motora. As estratégias de tratamento para pacientes com Distrofia Fácio-Escápulo-Umeral (FSHD) envolvem diferentes abordagens voltadas para a manutenção da funcionalidade e prevenção de complicações. O fortalecimento muscular adaptado deve priorizar os músculos menos afetados, como os dos membros inferiores e do tronco, utilizando recursos como faixas elásticas (Theraband) para garantir um trabalho seguro e controlado. Além disso, é importante reforçar os músculos estabilizadores para melhorar a sustentação postural. A prevenção de complicações inclui alongamentos suaves e diários, que ajudam a evitar encurtamentos musculares e rigidez, bem como o monitoramento de desvios posturais, com foco na correção de movimentos compensatórios. O treino funcional também é essencial, promovendo a adaptação das atividades diárias com estratégias que facilitem o manuseio de objetos e estimulem o equilíbrio e a coordenação motora, contribuindo para a prevenção de quedas. O manejo respiratório é outra área fundamental, com a implementação de exercícios específicos voltados para o fortalecimento da musculatura respiratória, como o uso do Respiron, e o acompanhamento periódico da função pulmonar, que permite identificar precocemente alterações importantes. O suporte multidisciplinar completa o plano terapêutico, com a atuação da Terapia Ocupacional, que colabora na otimização das atividades cotidianas e adaptações do ambiente doméstico. Além disso, a avaliação com fonoaudiologia pode ser indicada caso o paciente apresente dificuldades para mastigar ou engolir, garantindo maior segurança alimentar e conforto nas refeições. Este plano foi cuidadosamente elaborado para atender às necessidades específicas de R.S.Dl, buscando fortalecer sua autonomia, melhorar sua qualidade de vida e preservar suas capacidades funcionais. Cada etapa do tratamento será realizada de forma segura e humanizada, respeitando seus limites e potencializando suas habilidades. 3.5 Relatórios de dúvidas e como foram sanadas. Durante o estágio, surgiram várias dúvidas relacionadas ao tratamento de pacientes com condições específicas, como a Distrofia Fácio-Escápulo-Umeral (FSHD), esclerose lateral amiotrófica (ELA), Síndrome do Túnel do Carpo (bilateral), Fibromialgia, Artrite Reumatoide, Hérnia de Disco Cervical, síndrome Discal Degenerativa, miopatia congênita, Artrose, Síndrome do bebê Azul e a Síndrome de Okur-Chung. Questões como a adaptação dos exercícios, a resposta ao tratamento e a abordagem terapêutica mais eficaz foram algumas das principais preocupações. Essas dúvidas foram sanadas com a orientação constante dos supervisores e a revisão de literatura especializada. A observação do progresso dos pacientes e os ajustes feitos nos planos terapêuticos também foram fundamentais para o desenvolvimento da prática, permitindo uma compreensão mais profunda dos tratamentos e garantindo a eficácia das intervenções. 4.0 CONCLUSÃO O estágio em fisioterapia me proporcionou uma vivência rica e desafiadora ao lidar com casos clínicos específicos, como a Distrofia Fácio-Escápulo-Umeral (FSHD), esclerose lateral amiotrófica (ELA), Síndrome do Túnel do Carpo (bilateral), Fibromialgia, Artrite Reumatoide, Hérnia de Disco Cervical, síndrome Discal Degenerativa, miopatia congênita, Artrose, síndrome de Okur-Chung e a Síndrome do bebê Azul. A aplicação de terapias personalizadas, como a CME e a combinação de exercícios respiratórios e de fortalecimento muscular, demonstrou a importância de um plano de ação individualizado para cada paciente, respeitando suas limitações e promovendo melhorias graduais. Esse processo de aprendizado prático ampliou meu entendimento sobre a fisioterapia e sua capacidade de transformar a qualidade de vida dos pacientes, consolidando a importância do acompanhamento contínuo e da adaptação do tratamento conforme as necessidades de cada caso. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Mul, K., Lassche, S., Heijdra, Y., & Voermans, N. (2019). Disease progression in facioscapulohumeral muscular dystrophy in adults: A 10-year follow-up. Neurology, 93(5), e444-e454. Hamptom, T. (2017). Facioscapulohumeral muscular dystrophy: New insights into diagnosis and pathophysiology. JAMA Neurology, 74(9), 1056-1057. Tawil, R., & Statland, J. M. (2021). FSHD: Current concepts and future directions. 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