Prévia do material em texto
Definições do monumento, patrimônio histórico e patrimônio cultural profa. Angela Costa Diniz - 2025 • o monumental não é o grandioso em termos de dimensão física, mas de dimensão histórica. • sua etimologia está no latim monere, que significa simultaneamente recordar e advertir. Monumento “[...] o monumento é um edifício que conserva seu valor e o transmite mais além de sua própria grandeza histórica, [...] uma forma arquitetônica que transmite um conteúdo ideológico, um conteúdo que se supõe capaz de conservar uma validez para além de sua conclusão, [...] é a obra de arte que atravessa os séculos conservando e transmitindo seu próprio valor ideológico.” Giulio Carlo Argan https://www.goethe.de/ins/br/pt/kul/mag/20968261.html ht tp s: // lu la ce rd a. ig .c om .b r/ va i-p as sa r- de z- es ta tu as -d o- rio -g an ha m -m as ca ra s- ar co -ir is -u m a- m an ife st ac ao -d o- ar tis ta -a nd er so n- th iv es / Inventariar, registrar, ou colocar sob a guarda do estado, para preservação e proteção, um bem ou imóvel que tenha valor de alguma natureza para a sociedade. A palavra tem como base a torre do tombo, arquivo público de Portugal, onde eram arquivados os documentos referentes à guarda de bens. Na verdade, foi o contrário: o arquivo português, fundado em 1375 pelo rei D. Fernando I, recebeu esse nome porque na época 'tombo' já significava 'arquivo, inventário, registro de documentos' Tombar Torre do tombo no Castelo de Sao Jorge (lisboa) durante o XVIII Barraca construída após o terremoto de 1755, para abrigar a documentação Imagens: https://pampatrimonioartesemuseus.wordpress.com/2015/09/03/torre-do-tombo-uma-fortaleza-da-memoria/ Fonte: (Helena Mendes dos Santos e Mário Ferreira de Pragmácio Telles – artigo livros do Tombo) “do latim tumulum, significa elevação” “vocábulo tumulus que significa altura, eminência (natural ou artificial), elevação de terreno” “algumas acepções dizem respeito ao ato de classificar, inscrever, sendo muito semelhante à definição de arquivar (conservar, reter na memória)” Fonte: (Helena Mendes dos Santos e Mário Ferreira de Pragmácio Telles – artigo livros do Tombo) “o termo “tombar‟ pode significar derrubar, fazer cair ou cair; curvar, dobrar, inclinar ou, ainda, fazer o ”tombo” que, além do ato ou efeito de tombar (queda, tombamento), também significa arrolar, inventariar ou registrar” Ação mental de retroceder à época de construção do edificado, buscando na memória as referências compositivas e construtivas que levaram ao projeto do monumento ou sítio histórico, de modo a descobrir sua lógica interna Requer conhecimento das especificidades dos estilos e técnicas construtivas da época referente ao edifício ou sítio histórico analisado. técnicas retrospectivas “ expressão designa um bem destinado ao usufruto de uma comunidade” Françoise Choay “preservar o seu patrimônio é preservar a memória” patrimônio histórico para que preservar? “ (…) então preservar não é só guardar uma coisa, um objeto uma construção, um miolo histórico de uma grande cidade velha. Preservar também é gravar depoimentos, sons, músicas populares e eruditas. Preservar é manter sempre vivos, mesmo que alterados usos e costumes populares. É fazer, também, levantamentos, levantamentos de qualquer natureza, de sítios variados, de cidades de bairros, de quarteirões significativos dentro do contexto urbano. É fazer levantamentos de construções, especialmente aquelas sabidamente condenadas ao desaparecimento decorrente da especulação imobiliária”. preservar porque? como? LEMOS, 1981 conceito antigo “(...) procedimentos voltados para a transmissão de um bem para gerações futuras (...)” Não existia consciência histórica e nem ruptura passado- presente. Intervenções feitas em edifícios históricos eram voltadas para as necessidades da época ditadas pelas exigências do momento: visão do mandatário ou arquiteto. Não podiam ser consideradas como restauração nem antigamente, nem nos tempos modernos. restauração... Amadurecimento da chamada “consciência histórica” veio no século XVIII com o Iluminismo. França: nos fins do século XVIII e início do século XIX, a situação de abandono em que se encontrava o patrimônio artístico francês também contribuiu para mudanças da relação com o passado. Grã-Bretanha: as transformação aceleradas proporcionadas pela revolução industrial promoveram um sentimento de proteção em relação ao passado arquitetônico. Intervenções feitas em edifícios antes do século XVIII, que poderiam ser consideradas restauro, não aconteciam com a finalidade de valorização do monumento, mas sim por questões de ordem prática. Apesar de se ter notícias de intervenções em edificações do passado na idade média, foi no renascimento, a partir do quattrocento, que se passou a fazer levantamento e estudar em profundidade edificações de períodos anteriores. Leon Battista Alberti: desenvolveu método de levantamento cartográfico (1450) para possibilitar elaboração de projeto de restauração de Roma, planejada por Nicolau V – de reaedificatoria. Quattrocento refere-se aos eventos culturais e artísticos do século XV na Itália, analisados em conjunto. Engloba tanto o final da Idade Média (arte gótica e Gótico Internacional), quanto o começo do Renascimento. Os artistas voltaram-se mais às formas clássicas da Grécia e Roma. https://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A9culo_XV https://pt.wikipedia.org/wiki/It%C3%A1lia https://pt.wikipedia.org/wiki/Idade_M%C3%A9dia https://pt.wikipedia.org/wiki/Arte_g%C3%B3tica https://pt.wikipedia.org/wiki/G%C3%B3tico_Internacional https://pt.wikipedia.org/wiki/Renascimento https://pt.wikipedia.org/wiki/Gr%C3%A9cia_Antiga https://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_Romano Apesar da admiração e estudo pelos edifícios do passado que se tinha no renascimento, estes continuaram servindo de fonte de materiais de construção para novos edifícios. Espoliação de edifício antigos como responsável pelo fornecimento de material de boa qualidade a um menor custo, já pronto para serem utilizados. Restauração Renascimento Espoliação: “Ação ou efeito de espoliar, de privar alguém da posse do que lhe pertence”. Johann Joachim Winckelmann Estudos da antiguidade clássica: arte grega antiga aconselhava a conservação de aspectos originais e característicos. Necessidade de fazer estudos minuciosos do original antes de qualquer trabalho de restauração. As intervenções ou adições deveriam ser distintas do original. Séculos XVIII e XIX (Itália) restauração... A História das escavações de Pompeia tem início nos Séculos XVIII e XIX. Por muitos séculos toda a cultura material de Pompeia foi intocada, até que o início das escavações em 1748 findaria com o marasmo da cidade preservada.[1] Em 1738, a área Vesuviana de Herculano começou a ser explorada. Dez anos mais tarde, houve o início a escavação de Pompeia, ainda interpretada como a cidade de Estábia. No entanto, os ganhos com a empreitada não foram satisfatórios, e a escavações da cidade foram abandonadas. A exploração só retornaria sete anos depois, em 1755, e somente em 1763 os exploradores descobriram que o[2] sítio que estavam escavando se tratava de Pompeia, e não da cidade de Estábia como se acreditava.[3] https://pt.wikipedia.org/wiki/Pompeia https://pt.wikipedia.org/wiki/Herculano https://pt.wikipedia.org/wiki/Pompeia https://pt.wikipedia.org/wiki/Est%C3%A1bia https://pt.wikipedia.org/wiki/Est%C3%A1bia Destruição, saques e vandalismo praticados contra obras de arte e arquitetura com a finalidade de apagar símbolos das antigas classes dominantes, clero e nobreza. Importante: 3 relatórios apresentados pelo abade Gregoire ao Comitê de Instrução Pública na Convenção (1793-1794) denunciou os atos cometidos contra os monumentos e prega o respeito por eles.dos bens culturais e naturais" (Artigo 80 da Lei no 10.032/1985 com redação alterada pela Lei no 10.236/1986) Gestões do Iphan.pdf Nova Geografia Cultural Gestores Iphan Rodrigo Melo Franco de Andrade 1898-1969 Mario de Andrade 1893 -1945. O Turista Aprendiz Gustavo Capanema (1900 a 1985) Lúcio Costa 1902 - 1998 Renato de Azevedo Duarte Soeiro Aloísio MagalhaesSéculo XIX (França – revolução francesa) restauração... Historiador, crítico das artes e primeiro Inspetor Geral de Monumentos Históricos (nomeado em 1830). Sobre a preservação dos monumentos: 1. Princípio fundamental: a “não inovação” referentes a intervenções mínimas baseadas em sólido conhecimento. 2. Formação sólida e aprofundada para os profissionais que nela trabalhassem. Ludovic Vitet Henri Labrouste Membro da Comissão de Monumentos Históricos em 1852, autor da Biblioteca de Sainte Geneviève (1843-1850). Posteriormente projetaria a Biblioteca Nacional. Prosper Merimée Estudioso de história medieval, substituiu Vitet em 1834 na inspetoria de Monumentos Históricos – propôs manter os monumentos em sua integridade. Henri Labrouste - Biblioteca Nacional Eugène Emmanuel Viollet- le-Duc Arquiteto, historiador e crítico apresentou escritos sobre a Idade Média. Postura em relação a restauração: “A palavra e o assuntos são modernos. Restaurar um edifício não é mantê-lo, repará-lo ou refazê-lo, é restabelecê-lo em um estado completo que pode jamais ter existido em um dado momento.” Clamava o estudo aprofundado do monumento. Emprego de materiais melhores do que os utilizados em sua construção, para prolongar mais sua vida útil. Responsável pela restauração das catedrais de Amiens, Evreux, Toulouse e Paris, das muralhas e edifícios de Carcassone. preservação Camillo Bioto Concebia os monumentos como documentos da história da civilização Considerava que deveriam ser preservadas as adições e as modificações feitas no decorrer do tempo e conservadas, inclusive, as marcas da própria passagem do tempo. “Avalia ainda que deveriam ser preferencialmente consolidados a reparados, e reparados a restaurados” Final Século XIX (Itália) Adições e renovações deveriam ser evitadas, mas quando necessárias deveriam ser baseadas em documentos seguros e fidedigno Intervenções deveriam ter características que as distinguissem da obra original, através do emprego de materiais diversos e sem alterar o equilíbrio da composição do edifício Trabalhos executados durante a operação de restauro deveriam ainda, ser documentos e ter marcas que os identificassem Contrário às teorias de Viollet- Le-Duc “Mas aqui não se discorre sobre conservação que, antes, é uma obrigação de todo governo civil, de toda província, de toda comuna, de toda sociedade, de todo homem não ignorante e não vil, providenciar que as belas velhas obras do engenho humano sejam longamente conservadas à admiração do mundo. Mas, uma coisa é conservar, e outra é restaurar, ou melhor, muitas vezes uma coisa é contrário da outra; e meu discurso se endereça não aos conservadores, homens necessários e beneméritos, mas sim aos restauradores, homens quase sempre supérfluos e perigosos.” Camilo Boito, Convenção de Turim em 1884 Conclusões para o restauro arquitetônico: 1ª – É necessário fazer o impossível, é necessário fazer milagres para conservar o monumento e seu velho aspecto artístico e pitoresco; 2ª – É necessário que os completamos, se indispensáveis, e as adições, se não podem ser evitadas, demonstrem não ser obras antigas, mas obras de hoje Exposição de Paris 1889 – Preservação de Monumentos históricos Congresso Internacional sobre a Proteção de Obras de Arte e dos Monumentos em Paris também é realizado, abordando o patrimônio histórico nos vários países, assim como a legislação Arquitetura do ferro ganha notoriedade. A lei francesa de 1887 – autorizava o Ministro da Educação a expropriar (desapropriar) em favor do Estado um monumento histórico que pertencesse a um particular, caso conservação estivesse em perigo. O congresso aprovou: “no futuro, todas as vezes em que se intervier em uma obra de arte, seja de arquitetura, seja de escultura, seja de pintura, o autor da restauração, assistido de uma comissão composta por arqueólogos, pintores, escultores e arquitetos, elabore um duplo memorial relatando, pormenorizadamente, o estado dessa obra antes e depois da restauração” No Brasil… As primeiras idéias de proteção ao patrimônio histórico-arquitetônico surgiram no Brasil na década de 1910. A política dos governadores iniciada em 1904 possibilitou uma estabilização relativa do regime republicano e, a partir de então, os esforços da elite política estiveram voltados para forjar um Estado- Nação capaz de sintonizar o país com exigências da expansão internacional do capitalismo. Tratava-se de ampliar a ação do Estado sobre a economia e a sociedade, articular a s focas sociais à gestão pública e harmonizar as peculiaridades locais aos padrões ditados pelos modelos vigentes nos grandes centros europeus. Tal postura incluía prestigiar as instituições liberais, a ciência e o progresso. Pretendia-se moldar um povo para uma modernidade que fazia parte apenas do horizonte das elites políticas e intelectuais. https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/5445071/mod_resource/content/0/iphan_condephaat_conpresp_neves.pdf A Nova Geografia Cultural surgiu nos anos 1980. Este marco temporal foi marcado pela publicação do livro Maps of Meaning: An Introduction to Cultural. A Nova Geografia Cultural trouxe novas tradições teóricas, como: Teoria feminista, Teoria pós-colonialista, Pós-estruturalismo, Psicanálise, Modelos político-econômicos Marxistas. A Nova Geografia Cultural buscou desconstruir a cultura para revelar as relações de poder. A Geografia Cultural é o estudo dos fenômenos de uma organização social, como a linguagem, a religião, as artes, o governo e a economia. A primeira fase da Geografia Cultural ocorreu entre o final do século XIX e meados do século XX. A partir de 1925, o seu desenvolvimento começou nos Estados Unidos. Entre as décadas de 1940 e 1970, a Geografia Cultural passou por um período de declínio. No final da década de 1970 e início dos anos 80, a Geografia Cultural ressurgiu. Digite o texto aqui • Construção de uma nova identidade; • Negação dos hábitos tradicionais brasileiros que vinha se formando até então; • Ecletismo(repúdio da tradição anterior, vestígios coloniais); • Uma nova imagem do Brasil para o mundo; • Independência: Criar representação simbólica para a nação brasileira; • Retorno às origens, culto à pátria e seus heróis (isso devido a relação entre o imperador e Instituto – grupo formado pela nobreza e intelectuais patriotas); • 1908: o cientificismo começa a influenciar a produção do Instituto; • Transição historicismo/ positivismo; • História como “memória da nação”; • Busca por uma homogeneidade, causando exclusão na História de povos como negros, índios ou brancos que não possuíam poder político; https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/5445071/mod_resource/content/0/iphan_condephaat_conpresp_neves.pdf • Criação de uma verdade: Entre 1930 e 1960, a história é vista como memória da nação e História como justificativa de se criar uma identidade nacional; • Na Arquitetura, o neocolonial: discurso do arquiteto português Ricardo Severo de culto a tradição • Ao mesmo tempo, outro movimento propõe a preservação de valores representativos do passado nacional, uma reação à ações como a remodelação urbana de Salvador, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo e o crescimento do mercado internacional; • Surgem algumas propostas de proteção aos bens culturais, sendo que entre 1917 e 1935, começa a haver uma certa conscientização de que a preservação é fundamental para que uma identidade nacional seja formada; • Em 1937 ocorre a criação do Sphan (Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), baseado no projeto de Mario de Andrade a pedido do ministro da Cultura Gustavo Capanema. Este serviço mudou várias vezes de nomenclatura sendo que desde 1994 é chamado de Iphan: Instituto do Patrimônio Histórico e ArtísticoNacional; • Somente a partir de 1970 a noção de patrimônio se expande: Do ponto de vista da sociedade, esse quadro se prolongaria até a década de 1970, quando a preservação ambiental e, depois, a da memória passaram a ser vistas como um direito a ser conquistado ou mantido. Gestores Iphan Rodrigo Melo Franco de Andrade 1898-1969 • O primeiro presidente do Iphan, advogado, jornalista e escritor, liderou o órgão por trinta anos, focando no tombamento de monumentos e na proteção de obras e objetos de arte do Brasil. • Para fortalecer o serviço, foi necessária a criação de legislação específica e a capacitação de profissionais, além da realização de inventários, conservação de monumentos e organização de arquivos, promovendo a conscientização sobre a preservação do patrimônio cultural. • A estruturação do Iphan resultou na recuperação de obras de arte e na criação de museus regionais e nacionais, como o Museu da Inconfidência e o Museu do Ouro. • Seu enfoque era conservacionista e inovador, visando utilizar o patrimônio para enriquecer a cultura brasileira em aspectos sociais e educativos. • A defesa do patrimônio inspirou obras de Rodrigo Melo Franco de Andrade, como Brasil: Monumentos Históricos e Arqueológicos e artigos sobre a história da arte no Brasil, explorando artistas e arquitetura colonial. Mario de Andrade 1893 - 1945. O Turista Aprendiz • Em 1920, após sua primeira viagem a Minas em 1919, publica Arte Religiosa em Minas Gerais, focando nos monumentos e igrejas do ciclo do ouro. Em 1924, participa de uma viagem a Minas com Oswald de Andrade, Tarsila do Amaral e o poeta francês Blaise Cendrars, redescobrindo o barroco e destacando Aleijadinho. • Em 1936, aceita o convite do Ministro da Educação, Gustavo Capanema, para elaborar o anteprojeto do SPHAN, criado em 1937, com Rodrigo Melo Franco de Andrade como diretor. • Ele foi pioneiro ao considerar o patrimônio imaterial, incluindo elementos culturais como cantigas e samba. • Mário coordenou atividades na 4ª Região do Iphan, que abrange São Paulo, Mato Grosso, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Para restaurar e legar ao SPHAN, adquiriu o Sítio Santo Antônio, tombado em 1941 e doado ao Iphan em 1944; atualmente, o Sítio está restaurado e aberto ao público. • Ainda em 1965, Carlos Drummond de Andrade denunciava em poesia a exploração de minério que causaria a alteração na paisagem no Pico de Itabirito. Gustavo Capanema (1900 a 1985) • Ministro da Educação e Saúde de 1934 a 1945, quando o Iphan foi criado (1937) • Viés politico à extrema direita • defendeu a modernidade como a base da reconstrução nacional • Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional que durante seu mandato, o instituto foi responsável pelo tombamento e preservação de centenas de monumentos artísticos e históricos e pela criação do Museu Imperial, em Petrópolis (RJ), do Museu da Inconfidência, em Ouro Preto (MG), do Museu das Missões, em São Miguel das Missões (RS) e do Museu do Ouro, em Sabará (MG). Lúcio Costa 1902 - 1998 • Diretor de Estudos e Tombamentos de 1957 a 1990. • Diretor da Divisão de Estudos e Tombamentos (DET). • O arquiteto deveria guiar o futuro do país, definindo o que deveria ser valorizado do passado. Ele atuaria como mediador entre passado e presente, preservando o patrimônio nacional. E a arquitetura deve ser vista como uma manifestação da cultura nacional, dentro de um contexto evolutivo mais amplo. • Em 1937, foi enviado ao Rio Grande do Sul para analisar os remanescentes dos Sete Povos das Missões e participou do projeto do Museu das Missões. O museu possui o maior acervo público de imagens sacras do barroco jesuítico na América Latina. • O Iphan lançou um livro com seus textos entre 1957 e 1990, reunindo suas ideias sobre a preservação de monumentos históricos. • Centro Lucio Costa é uma unidade do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), dedicada à formação e à disseminação do conhecimento em Patrimônio Cultural. • Projetou Brasília em 1957. Renato de Azevedo Duarte Soeiro Gestão entre (1967-1979) Soeiro integrou a instituição desde 1938, iniciando como arquiteto assistente. Em 1946, tornou-se diretor da Divisão de Conservação e Restauração. Nas décadas de 1950 e 1960, destacou-se como representante em eventos internacionais e atuou como diretor substituto. Participou de reuniões importantes, como a promovida pela Unesco em 1952, que abordou a proteção de bens culturais em conflitos, e o II Congresso Internacional de Arquitetos e Técnicos dos Monumentos Históricos, que resultou na Carta de Veneza em 1964. Ele fortaleceu laços com a Unesco e buscou conectar o patrimônio cultural ao desenvolvimento econômico, promovendo turismo cultural, capacitação, e preservação do patrimônio natural, entre outros temas. Sua gestão foi marcada pelo tombamento de conjuntos históricos. Aloísio Magalhaes diretor do Iphan, foi um renomado designer gráfico. Principais inovações • Utilizou termos como "saber-fazer" • Preocupou-se com os modos de produção artesanal • Institucionalizou uma abordagem socioeconômica do cultural • Priorizou o produto cultural como processo • Inseriu o sujeito homem em suas mais diversas manifestações • Consagrou o patrimônio imaterial • Contribuiu para a preservação da memória nacional. CNRC de 1975 • O CNRC propunha entender o Brasil para, a partir daí, criar modelos de desenvolvimento social e econômico aliados à diversidade cultural. Livros de Tombo e instrumentos de proteção do patrimônio cultural “Defender o nosso patrimônio histórico e artístico é alfabetização” Mário de Andrade O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) tem constituído um dos maiores acervos bibliográficos, documentais e iconográficos do Brasil. Ao todo, são 13 bibliotecas que guardam mais de 500 mil livros e periódicos, interligadas entre si e às principais bibliotecas do país. O Arquivo Central que reúne os dados registrados sobre os bens tombados como Patrimônio Material nos Livros do Tombo (Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico; Histórico; das Belas Artes; e das Artes Aplicadas). O Patrimônio Imaterial está agrupado por categoria e inscrito nos Livros de Registro (dos Saberes; das Celebrações; das Formas de Expressão; e dos Lugares). As Cartas Patrimoniais compõem outro acervo de grande valor e apresentam as recomendações referentes à proteção e preservação do Patrimônio Cultural, elaborados em encontros em diferentes épocas e partes do mundo. Somam-se a esses acervos, os títulos publicados pelo Iphan que proporcionam ao público em geral o acesso a obras essenciais ao conhecimento do Patrimônio Cultural Brasileiro. https://www.archdaily.com.br/br/922720/iphan-disponibiliza-gratuitamente-milhares-de-livros-sobre-patrimonio-brasileiro 4 grupos de patrimônio:Patrimônio Material, Patrimônio Imaterial, Patrimônio Arqueológico e Patrimônio Mundial http://portal.iphan.gov.br/?utm_medium=website&utm_source=archdaily.com.br http://portal.iphan.gov.br/?utm_medium=website&utm_source=archdaily.com.br http://portal.iphan.gov.br/?utm_medium=website&utm_source=archdaily.com.br http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/401/?utm_medium=website&utm_source=archdaily.com.br https://www.archdaily.com.br/br/tag/patrimonio http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/608/?utm_medium=website&utm_source=archdaily.com.br https://www.archdaily.com.br/br/tag/patrimonio http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/122/?utm_medium=website&utm_source=archdaily.com.br http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/226/?utm_medium=website&utm_source=archdaily.com.br http://portal.iphan.gov.br/publicacoes?utm_medium=website&utm_source=archdaily.com.br http://portal.iphan.gov.br/publicacoes?utm_medium=website&utm_source=archdaily.com.br http://portal.iphan.gov.br/publicacoes?utm_medium=website&utm_source=archdaily.com.brhttp://portal.iphan.gov.br/publicacoes?utm_medium=website&utm_source=archdaily.com.br Instrumentos de proteção Conjunto de bens móveis e imóveis existentes no País e cuja conservação é de interesse público, Vinculação a fatos memoráveis da história do Brasil Valor arqueológico ou etnográfico, bibliográfico ou artístico. Monumentos naturais, sítios e paisagens que importe conservar e proteger pela feição notável com que tenham sido dotados pela natureza ou criados pela indústria humana. Patrimônio Cultural Digite o texto aqui http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/218/ Nova Geografia Cultural Abordagem que se baseia nas teorias de Michel Foucault (1926-1984) • Valorização da materialidade e imaterialidade da cultura enfatiza os aportes responsáveis pelo entendimento dessa noção, mediante a significação dos códigos culturais para um determinado grupo social e para sua identificação. • Compreensão da paisagem através de sua materialidade, e, de sua imaterialidade. Além da arquitetura, da música, das festividades, das vestimentas, da gastronomia, da linguagem, das danças, entre outros códigos culturais visíveis, as normas, as crenças, os valores e as ideologias também produzem a paisagem porque orientam a conduta dos indivíduos pertencentes a uma cultura, norteando a produção do "visível" representativo desse grupo. • Os estudos culturais, e especialmente, os relacionados aos códigos representativos de uma cultura, contribuem para a compreensão dos aspectos sociais, simbólicos e sua manifestação na paisagem e permitem realizar levantamentos do patrimônio cultural, fornecendo subsídios para ações que promovam essas potencialidades culturais. Cartas patrimoniais Carta de Atenas - Sociedade das Nações - Outubro de 1931. Carta de Atenas - CIAM - Novembro de 1933 Recomendação de Nova Delhi - Novembro de 1956 Recomendação Paris - Dezembro de 1962 Carta de Veneza - Maio de 1964 Recomendação Paris - Novembro de 1964 Normas de Quito - Novembro e Dezembro de 1967. Recomendação Paris - Novembro de 1968 Compromisso Brasília - Abril de 1970 Compromisso Salvador - Outubro de 1971 Carta do Restauro - Abril de 1972 Declaração de Estocolmo - Junho de 1972 Recomendação Paris - Novembro de 1972 Resolução de São Domingos - Dezembro de 1974 Declaração de Amsterdã - Outubro de 1975 Manifesto Amsterdã - Outubro de 1975 Carta do Turismo Cultural - Novembro de 1976 Recomendações de Nairóbi - Novembro de 1976 Carta de Machu Picchu - Dezembro de 1977 Carta de Burra - 1979 e revisão editada em 2013 Carta de Florença - Maio de 1981 Declaração de Nairóbi - Maio de 1982 Declaração Tlaxcala - Outubro de 1982 Declaração do México - 1985 Carta de Washington - 1986 Carta Petrópolis - 1987 Carta de Washington - 1987 Carta de Cabo Frio - Outubro de 1989 Declaração de São Paulo - 1989 Recomendação Paris - Novembro de 1989 Carta de Lausanne - 1990 Carta do Rio - Junho de 1992 Conferência de Nara - Novembro de 1994 Carta Brasília - 1995 Recomendação Europa - Setembro de 1995 Declaração de Sofia - Outubro de 1996 Declaração de São Paulo II - Julho de 1996 Carta de Fortaleza - Novembro de 1997 Carta de Mar del Plata - Junho de 1997 Cartagena de Índias, Colômbia - Maio de 1999 Carta de Cracóvia – 2000 (não está disponível no site do IPHAN). Convenção sobre a Proteção do Patrimônio Cultural Subaquático – 2001 (não está disponível no site do IPHAN). Recomendação Paris - Outubro de 2003 Carta de Nova Olinda - Dezembro de 2009 Carta de Brasília - Julho de 2010 Carta dos Jardins Históricos Brasileiros, dita Carta de Juiz de Fora - Outubro de 2010 http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Carta%2520de%2520Atenas%25201931.pdf http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Carta%2520de%2520Atenas%25201931.pdf http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Carta%2520de%2520Atenas%25201933.pdf http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Recomendacao%2520de%2520Nova%2520Dheli%25201956.pdf http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Recomendacao%2520de%2520Nova%2520Dheli%25201956.pdf http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Recomendacao%2520de%2520Paris%25201962.pdf http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Carta%2520de%2520Veneza%25201964.pdf http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Recomendacao%2520de%2520Paris%25201964.pdf http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Normas%2520de%2520Quito%25201967.pdf http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Normas%2520de%2520Quito%25201967.pdf http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Recomendacao%2520de%2520Paris%25201968.pdf http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Compromisso%2520de%2520Brasilia%25201970.pdf http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Compromisso%2520de%2520salvador%25201971.pdf http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Carta%2520do%2520Restauro%25201972.pdf http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Declaracao%2520de%2520Estocolmo%25201972.pdf http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Recomendacao%2520de%2520Paris%25201972.pdf http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Resoluc%25CC%25A7a%25CC%2583o%2520de%2520Sa%25CC%2583o%2520Domingos%25201974.pdf http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Declaracao%2520de%2520Amsterda%25CC%2583%25201975.pdf http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Manifesto%2520Amsterda%25CC%2583%25201975.pdf http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Carta%2520de%2520Turismo%2520Cultural%25201976.pdf http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Recomendacao%2520de%2520Nairobi%25201976.pdf http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Carta%2520de%2520Machu%2520Picchu%25201977.pdf http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/The-Burra-Charter-2013-Adopted-31_10_2013.pdf http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Carta%2520de%2520Florenc%25CC%25A7a%25201981.pdf http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Declaracao%2520de%2520Nairobi%25201982.pdf http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Declaracao%2520de%2520Tlaxcala%25201982.pdf http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Declaracao%2520do%2520Mexico%25201985.pdf http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Carta%2520de%2520Washington%25201986.pdf http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Carta%2520de%2520Petropolis%25201987.pdf http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Carta%2520de%2520Washington%25201987.pdf http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Carta%2520de%2520Cabo%2520Frio%25201989.pdf http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Declaracao%2520de%2520Sao%2520Paulo%25201989.pdf http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Recomendacao%2520Paris%25201989.pdf http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Carta%2520de%2520Lausanne%25201990.pdf http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Carta%2520do%2520Rio%25201992.pdf http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Conferencia%2520de%2520Nara%25201994.pdf http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Carta%2520Brasilia%25201995.pdf http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Recomendacao%2520Europa%25201995.pdf http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Declaracao%2520de%2520Sofia%25201996.pdf http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Declaracao%2520de%2520Sao%2520Paulo%25201996.pdf http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Carta%2520de%2520Fortaleza%25201997.pdf http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Carta%2520de%2520Mar%2520del%2520Plata%25201997.pdf http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Cartagenas%2520de%2520I%25CC%2581ndias%2520-%2520Colombia%25201999.pdf http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Recomendacao%2520Paris%25202003.pdf http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Carta%2520de%2520Nova%2520Olinda.pdfhttp://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Carta%2520Brasilia.pdf http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Carta%2520dos%2520Jardins%2520Historicos.pdf http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Carta%2520dos%2520Jardins%2520Historicos.pdf As cartas patrimoniais são documentos que fornecem fundamentação teórica-crítica para que os bens culturais sejam preservados como documentos fidedignos, e, assim, atuarem com o efetivo suporte do conhecimento e da memória coletiva e, também estabelecem bases deontológicas para os vários profissionais que trabalham no campo da preservação (KÜHL, 2010: 288). As cartas são os resultados de discussões de um determinado momento (é necessário entender quais foram as razões para essas discussões) e tem uma finalidade, Não podem ser usadas conjuntas, em razão que cada carta possui uma função especifica; e devem ser lidas na sua integridade, uma vez que sua leitura seja feita em partes, podem levar a interpretações errôneas e equivocadas Não são regras fixas, mas sim, princípios e critérios que conduzem as soluções adequadas de intervenção, para que, de fato, seja efetiva a preservação dos aspectos documentais, materiais, formais, memoriais e simbólicos do patrimônio em questão. O conhecimento do campo disciplinar do restauro, principalmente o entendimento desses instrumentos norteadores para as tomadas de decisões, resulta em profissionais que possuem consciência em relação à responsabilidade que é trabalhar com bens de interesse para a preservação e no ambiente preexistente, tendo instrumental teórico- crítico e técnico-operacional necessário para atuar no campo. Ao contrário disso é resultado que tem sido visto: deformação e destruição das obras arquitetônicas isoladas e do tecido urbano, que são base importante de transmissão do conhecimento e suporte da memória coletiva tendo por consequência um instrumental limitado para as gerações futuras. (KÜHL, 2010:289).A Nova Geografia Cultural surgiu nos anos 1980. Este marco temporal foi marcado pela publicação do livro Maps of Meaning: An Introduction to Cultural. A Neografia Cultural trouxe novas tradições teóricas, como: Teoria feminista, Teoria pós-colonialista, Pós-estruturalismo, Psicanálise, Modelos político-econômicos Marxistas. A Nova Geografia Cultural buscou desconstruir a cultura para revelar as relações de poder. A Geografia Cultural é o estudo dos fenômenos de uma organização social, como a linguagem, a religião, as artes, o governo e a economia. A primeira fase da Geografia Cultural ocorreu entre o final do século XIX e meados do século XX. A partir de 1925, o seu desenvolvimento começou nos Estados Unidos. Entre as décadas de 1940 e 1970, a Geografia Cultural passou por um período de declínio. No final da década de 1970 e início dos anos 80, a Geografia Cultural ressurgiu. A Nova Geografia Cultural surgiu nos anos 1980. Este marco temporal foi marcado pela publicação do livro Maps of Meaning: An Introduction to Cultural. A Nova GAeografia Cultural trouxe novas tradições teóricas, como: Teoria feminista, Teoria pós-colonialista, Pós-estruturalismo, Psicanálise, Modelos político-econômicos Marxistas. A Nova Geografia Cultural buscou desconstruir a cultura para revelar as relações de poder. A Geografia Cultural é o estudo dos fenômenos de uma organização social, como a linguagem, a religião, as artes, o governo e a economia. A primeira fase da Geografia Cultural ocorreu entre o final do século XIX e meados do século XX. A partir de 1925, o seu desenvolvimento começou nos Estados Unidos. Entre as décadas de 1940 e 1970, a Geografia Cultural passou por um período de declínio. No final da década de 1970 e início dos anos 80, a Geografia Cultural ressurgiu. Carta de Atenas 1931 http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Carta%20de%20Atenas%201931.pdf Carta de Veneza 1964 http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Carta%20de%20Veneza%201964.pdf Carta do Restauro 1972 http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Carta%20do%20Restauro%201972.pdf A Nova Geografia Cultural surgiu nos anos 1980. Este marco temporal foi marcado pela publicação do livro Maps of Meaning: An Introduction to Cultural. A Nova GAeografia Cultural trouxe novas tradições teóricas, como: Teoria feminista, Teoria pós-colonialista, Pós-estruturalismo, Psicanálise, Modelos político-econômicos Marxistas. A Nova Geografia Cultural buscou desconstruir a cultura para revelar as relações de poder. A Geografia Cultural é o estudo dos fenômenos de uma organização social, como a linguagem, a religião, as artes, o governo e a economia. A primeira fase da Geografia Cultural ocorreu entre o final do século XIX e meados do século XX. A partir de 1925, o seu desenvolvimento começou nos Estados Unidos. Entre as décadas de 1940 e 1970, a Geografia Cultural passou por um período de declínio. No final da década de 1970 e início dos anos 80, a Geografia Cultural ressurgiu. http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Carta%20de%20Atenas%201931.pdf http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Carta%20de%20Veneza%201964.pdf http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Carta%20do%20Restauro%201972.pdf Garantir legalmente a preservação do bens de interesse cultural para o país. Foram estabelecidos por diferentes legislações ao longo do tempo, e atualmente constituem uma gama de alternativas a serem empregadas a depender da natureza do bem. São eles: Tombamento instituído pelo Decreto Lei nº 25, de 30 de novembro de 1937, e proíbe a destruição de bens culturais tombados, colocando-os sob vigilância do Instituto. Para ser tombado, um bem passa por um processo administrativo, até ser inscrito em pelo menos um dos quatro Livros do Tombo instituídos pelo Decreto: Livro do Tombo Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico; Livro do Tombo Histórico; Livro do Tombo das Belas Artes; e Livro do Tombo das Artes Aplicadas. Valoração do Patrimônio Cultural Ferroviário A extinta Rede Ferroviária Federal (RFFSA) atribuiu ao Iphan a obrigação de “receber e administrar os bens móveis e imóveis de valor artístico, histórico e cultural, oriundos da extinta RFFSA, e zelar pela sua guarda e manutenção”. A Lei No. 11.483/2007 Portaria No. 407/2010, a Lista do Patrimônio Cultural Ferroviário, onde são inscritos os bens oriundos do espólio da extinta RFFSA. Os bens não operacionais ficam sob a responsabilidade do Instituto, enquanto os operacionais permanecem sob a responsabilidade Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). É importante destacar que não cabe aos bens ferroviários que não fazem parte do espólio da RFFSA a aplicação dessa Lei, mas sua proteção pode ser feita por meio de tombamento. Chancela da Paisagem Cultural Portaria Iphan No. 127/2009 importância cultural de porções peculiares do território nacional, representativas do processo de interação do homem com o meio natural, à qual a vida e a ciência humana imprimiram marcas ou atribuíram valores. Pressupõe o estabelecimento de um pacto entre o poder público, a sociedade civil e a iniciativa privada, visando a gestão compartilhada da porção do território nacional assim reconhecida. Instrumentos de proteção http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Decreto-Lei%20n%C2%B0%2025%20de%2030%20de%20novembro%20de%201937.pdf http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Decreto-Lei%20n%C2%B0%2025%20de%2030%20de%20novembro%20de%201937.pdf http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Decreto-Lei%20n%C2%B0%2025%20de%2030%20de%20novembro%20de%201937.pdf http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/608/ http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Lista_patrimonio_cultural_ferrovi%C3%A1rio_dez_2015.pdf http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Lista_patrimonio_cultural_ferrovi%C3%A1rio_dez_2015.pdf http://www.dnit.gov.br/ http://www.dnit.gov.br/ Qualquerpessoa física ou jurídica poderá solicitar o tombamento de qualquer bem ao Iphan, bastando, para tanto, encaminhar correspondência à Superintendência do Iphan em seu Estado, à Presidência do Iphan, ou ao Ministério da Cultura. Para ser tombado, o bem passa por um processo administrativo que analisa sua importância em âmbito nacional e, posteriormente, o bem é inscrito em um ou mais Livros do Tombo. Os bens tombados estão sujeitos à fiscalização realizada pelo Instituto para verificar suas condições de conservação, e qualquer intervenção nesses bens deve ser previamente autorizada. Sob a tutela do Iphan, os bens tombados se subdividem em bens móveis e imóveis, entre os quais estão conjuntos urbanos, edificações, coleções e acervos, equipamentos urbanos e de infraestrutura, paisagens, ruínas, jardins e parques históricos, terreiros e sítios arqueológicos. O objetivo do tombamento de um bem cultural é impedir sua destruição ou mutilação, mantendo-o preservado para as gerações futuras. Responsabilidade e fiscalização http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/708/ http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/708/ http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/608/ Administração federal, estadual e municipal. Em âmbito federal, o tombamento foi instituído pelo Decreto-Lei nº 25, de 30 de novembro de 1937, o primeiro instrumento legal de proteção do Patrimônio Cultural Brasileiro e o primeiro das Américas, e cujos preceitos fundamentais se mantêm atuais e em uso até os nossos dias. reconhecimento e proteção do patrimônio cultural mais conhecido Tombamento http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Decreto-Lei%20n%C2%B0%2025%20de%2030%20de%20novembro%20de%201937.pdf A expressão Tombamento e Livro de Tombo, provém do Direito Português, onde a palavra tombar tem o sentido de registrar, inventariar inscrever bens nos arquivos do Reino. Tal inventário era inscrito em livro próprio que era guardado na Torre do Tombo, a torre albarrã, do castelo de São Jorge, em Lisboa (Portugal). Ali se guardavam, para além dos referidos tombos de registo e demarcação de bens e direitos, os documentos da Fazenda, os capítulos das Cortes, os livros de chancelaria, os registos de instituição de morgados e capelas, os testamentos, os forais, as sentenças do juiz dos feitos da Coroa, as bulas papais, os tratados internacionais, a correspondência régia e muitos outros documentos oficiais da história do país, e muitos referentes à História do Brasil. Na atual designação oficial, o Instituto dos Arquivos Nacionais / Torre do Tombo é uma instituição com uma longa história, maior do que a da maioria dos próprios documentos que conserva. Para a normalização, descrição e produção de instrumentos técnicos dos bens a preservar, a Lei Estadual N.º 1.211, no artigo terceiro, descreve a forma de se adotar o registro dos bens patrimoniais: EM LIVRO TOMBO. Lei Estadual N.º 1.211. Data: 16 de setembro de 1.953 ARTIGO 3º - A Divisão do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural do Paraná possuirá quatro (4) Livros do Tombo, nos quais serão inscritos as obras a que se refere o artigo 1º desta Lei a saber: 1) - no livro do tombo arqueológico, etnográfico e paisagístico, as coisas pertencentes às categorias de arte arqueológica,etnográfica, ameríndia e popular, bem assim os monumentos naturais; 2) - no livro do tombo histórico, as coisas de interesse histórico e obras de arte histórica; 3) - no livro do tombo das belas artes, as coisas de arte erudita estadual, nacional ou estrangeira. 4) - no livro do tombo das artes aplicadas, as obras que se incluírem na categoria das Artes Aplicadas, nacionais e estrangeiras; Livros do Tombo http://www.patrimoniocultural.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=46 http://www.iantt.pt/ http://www.iantt.pt/ Inscrição de bens culturais em função do valor arqueológico: • vestígios da ocupação humana pré-histórica ou histórica; • valor etnográfico ou de referência para determinados grupos sociais; • valor paisagístico, englobando tanto áreas naturais, quanto lugares criados pelo homem aos quais é atribuído valor à sua configuração paisagística (jardins, cidades, conjuntos arquitetônicos que destaque por sua relação com o território onde estão implantados). Livro do Tombo Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico Pré-história, cultura e belezas naturais Parque Nacional Serra da Capivara (PI) O Parque Nacional Serra da Capivara foi criado em 1979, para preservar vestígios arqueológicos da mais remota presença do homem na América do Sul. Sua demarcação foi concluída em 1990 e o parque é subordinado ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Por sua importância, a Unesco o inscreveu na Lista do Patrimônio Mundial em 13 de dezembro de 1991, e também na Lista Indicativa brasileira como patrimônio misto. http://portal.iphan.gov.br A Nova Geografia Cultural surgiu nos anos 1980. Este marco temporal foi marcado pela publicação do livro Maps of Meaning: An Introduction to Cultural. A Nova eografia Cultural trouxe novas tradições teóricas, como: Teoria feminista, Teoria pós-colonialista, Pós-estruturalismo, Psicanálise, Modelos político-econômicos Marxistas. A Nova Geografia Cultural buscou desconstruir a cultura para revelar as relações de poder. A Geografia Cultural é o estudo dos fenômenos de uma organização social, como a linguagem, a religião, as artes, o governo e a economia. A primeira fase da Geografia Cultural ocorreu entre o final do século XIX e meados do século XX. A partir de 1925, o seu desenvolvimento começou nos Estados Unidos. Entre as décadas de 1940 e 1970, a Geografia Cultural passou por um período de declínio. No final da década de 1970 e início dos anos 80, a Geografia Cultural ressurgiu. • legislação que protege como bem da União todo achado arqueológico e estabelece que qualquer nova descoberta deve ser imediatamente comunicada às Superintendências do Iphan ou diretamente ao Instituto. • sob proteção legal desde 1937, com o Decreto-Lei nº 25. No entanto, em 1961, a Lei Federal nº 3.924, de 26 de julho de 1961 estabeleceu proteção específica e, em 1988, a Constituição Brasileira também reconheceu os bens arqueológicos como patrimônios da União, incluindo-os no conjunto do Patrimônio Cultural Brasileiro. • A destruição, mutilação e inutilização física do patrimônio cultural são infrações puníveis por lei. • Elementos representantes dos grupos humanos responsáveis pela formação identitária da sociedade brasileira. • identificar conhecimentos e tecnologias que indicam anos de adaptação humana ao ambiente, além da produção de saberes tradicionais brasileiros. Bens Arqueológicos Tombados: http://portal.iphan.gov.br http://portal.iphan.gov.br/uploads/legislacao/Decreto_Lei_n_25_de_30_de_novembro_de_1937_pdf.pdf http://portal.iphan.gov.br/uploads/legislacao/Lei_3924_de_26_de_julho_de_1961.pdf http://portal.iphan.gov.br/uploads/legislacao/Lei_3924_de_26_de_julho_de_1961.pdf http://portal.iphan.gov.br/uploads/legislacao/Lei_3924_de_26_de_julho_de_1961.pdf Local: Município de União dos Palmares, Alagoas Inscrita no Livro do Tombo Arqueológico, Etnografico e Histórico, em 1986. Entre os séculos XVII e XVIII, negros, brancos e índios organizaram a República dos Palmares. Começou a constituir-se em 1630, durante o período de lutas contra os holandeses e da economia canavieira. No século XVIII, estabeleceu-se na Serra da Barriga o Quilombo dos Macacos, sede do Quilombo dos Palmares. O governador eleito e vitalício, Zumbi, e seu comando superior residiam na capital, a Cidade Real dos Macacos, atual União dos Palmares. A população total chegou a 30.000 pessoas, agrupadas em povoados. Possuíam áreas de agricultura e de pecuária onde todos trabalhavam. Não podendo lutar contra o Exército e suas armas bélicas, os quilombolas palmarinos foram exterminados em 14 de maio de 1697. Ainda se conservam,nas proximidades da Serra, as últimas pedras das trincheiras onde se abrigaram durante a luta. Local referencial para as práticas de referências culturais relacionada à ancestralidade cultural africana e afrodescendente A diáspora de Palmares representou a formação da sociedade alagoana e brasileira, fato importante que é relembrado no Dia da Consciência Negra, comemorado em 20 de novembro Testemunho material dos processos de ocupação humana representando um dos mais importantes povoados do Quilombo de Palmares Serra da Barriga http://portal.iphan.gov.br/al/pagina/detalhes/538 http://portal.iphan.gov.br/al/pagina/detalhes/538 Serra da Barriga Inscrição de bens culturais em função do valor histórico. Conservação de interesse público por sua vinculação a fatos memoráveis da história do Brasil. Bens imóveis de valor histórico: • edificações, fazendas, marcos, chafarizes, pontes, centros históricos. Bens móveis de valor histórico: • imagens, mobiliário, quadros e xilogravuras, entre outras peças. Três das mais importantes cidades para a história da formação do Brasil: Rio de Janeiro (RJ), Outro Preto (MG) e Salvador (BA). Livro do Tombo Histórico http://portal.iphan.gov.br No Rio, além da excepcional quantidade de bens culturais tombados a paisagem cultural da cidade foi reconhecida como Patrimônio Mundial pela Unesco. http://portal.iphan.gov.br http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/383/ Em Ouro Preto, o patrimônio reúne palácios, igrejas, fontes, pontes, casas comerciais e residenciais do período colonial. http://portal.iphan.gov.br http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/373/ Salvador se destaca pelo seu valor cultural e grandeza - cerca de três mil edifícios construídos entre os séculos XVIII e XX. http://portal.iphan.gov.br http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/241/ O termo belas-artes é aplicado às artes de caráter não utilitário, opostas às artes aplicadas e às artes decorativas. Para a História da Arte, as belas-artes imitam a beleza natural e são consideradas diferentes daquelas que combinam beleza e utilidade. O surgimento das academias de arte, na Europa, a partir do século XVI, foi decisivo na alteração do status do artista, personificado por Michelangelo Buonarroti (1475 - 1564). Nesse período, o termo belas-artes foi definido como arte acadêmica, separando arte e artesanato, artistas e mestres de ofícios. Livro do Tombo das Belas Artes Bens culturais em função do valor artístico http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/588 Os Profetas formam outro importante patrimônio classificado como belas artes, criado por Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho. O conjunto de estátuas está em Congonhas (MG) Considerado uma das obras-primas do barroco mundial, o Santuário do Bom Jesus de Matozinhos foi inscrito no Livro do Tombo de Belas Artes, pelo Iphan, em 1939, e reconhecido como Patrimônio Cultural Mundial pela UNESCO, em dezembro de 1985. Construído em várias etapas, a partir de 1757. Conjunto arquitetônico e escultórico, onde estão as imagens dos 12 Profetas em pedra sabão, além de seis capelas dispostas lado a lado no aclive frontal ao templo, denominadas Passos, ilustrando a Via Crucis de Jesus Cristo, transformou a cidade em centro de peregrinação religiosa, desde o século XVIII. Sua inspiração é fortemente relacionada a exemplares portugueses como a Igreja de Bom Jesus do Monte (Braga) e ao Santuário de Nossa Senhora dos Remédios (Lamego), ambos em Portugal. O Santuário apresenta-se em bom estado de conservação permitindo que sua materialidade exprima a importância e os valores a ele atribuídos, representando uma realização artística única e exemplo excepcional da arquitetura brasileira do século XVIII. O conjunto edificado e escultórico conserva seus valores intrínsecos: a Igreja do Bom Jesus; o adro com as estátuas dos profetas em pedra sabão; os passos e capelas com suas sete estações ambos concluídos em 1805 e expressivo conjunto escultórico representativo da Paixão de Cristo. Apesar do processo de transformação ocorrido com o crescimento urbano da cidade de Congonhas, decorrente do intenso processo de mineração de ferro, o Santuário mantém-se intacto e se constitui, até os dias atuais, em ícone da arte sacra e religiosidade no Brasil. Congonhas conserva alguns bons exemplares da arquitetura civil. O núcleo histórico que se desenvolveu no entorno ou ambiência do Santuário, formado por vias do início da povoação. Nessas ruas, encontram-se casas compostas, na sua grande maioria, de um só pavimento ou um pavimento e porão, e cobertura em telha canal, datadas dos séculos XIX e XX, com algumas edificações remanescentes do século XVIII Santuário do Senhor Bom Jesus de Matozinhos. http://portal.iphan.gov.br http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/370/ http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/46/ Produção artística de criação de objetos, peças e construções utilitárias: alguns setores da arquitetura, das artes decorativas, design, artes gráficas e mobiliário, por exemplo. Desde o século XVI, as artes aplicadas estão presentes em bens de diferentes estilos arquitetônicos. No Brasil, as artes aplicadas se manifestam fortemente no Movimento Modernista de 1922, com pinturas, tapeçarias e objetos de vários artistas. Imagens sacras Bens culturais em função do valor artístico, associado à função utilitária Livro do Tombo das Artes Aplicadas http://portal.iphan.gov.br http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/589 Ruínas do sítio arqueológico de São Miguel Arcanjo, mais conhecido como ruínas de São Miguel das Missões Em 1938, esses remanescentes foram tombados como patrimônio nacional. Dois anos depois, foi criado o Museu das Missões, destinado ao recolhimento e à guarda da estatuária da Igreja de São Miguel. Em 1983, juntamente com as Missões localizadas em território argentino de San Ignacio Mini, Santa Ana, Nuestra Señora de Loreto e Santa María La Mayor, São Miguel das Missões foi declarada Patrimônio Cultural Mundial pela Unesco. Esses locais são considerados, atualmente, monumentos históricos com finalidade cultural e turística expressiva, e altamente significativos para o desenvolvimento local das comunidades envolvidas. As Missões Jesuíticas Guaranis, como um sistema de bens culturais transfronteiriços envolvendo o Brasil e a Argentina, compõem-se de um conjunto de cinco sítios arqueológicos remanescentes dos povoados implantados em território originalmente ocupado por indígenas, durante o processo de evangelização promovido pela Companhia de Jesus nas colônias da coroa espanhola na América, durante os séculos XVII e XVIII. Esses bens também expressam em parte a experiência da Companhia de Jesus no território americano, produzida na chamada Província Jesuítica do Paraguai, que compreendia um sistema de relações espaciais, econômicas, sociais e culturais singulares, conformada à época por 30 povoados, chamados de reduções. Os elementos integrantes do conjunto declarado não se encontram ameaçados, sendo preservados pela atuação direta da ação governamental principalmente, tanto na Argentina como no Brasil. No caso brasileiro, os vestígios materiais existentes do sítio - corpo principal da igreja, campanário e sacristia, partes das construções conventuais, fundações e bases das habitações indígenas, praça, horto, canalizações pluviais, objetos sacros - permitem expressar este singular modelo de ocupação territorial permeado pela interação e troca cultural entre os povos nativos e os missionários europeus. No sítio de São Miguel Arcanjo, a legibilidade e o entendimento da configuração espacial do sítio, capaz de expressar o cotidiano da redução, podem ser atestados por documentos que descrevem sua implantação e organização. A sua autenticidade física está mantida pelos materiais e técnicas construtivas originais. As intervenções ocorridasao longo dos anos datadas desde a época de funcionamento da redução foram executadas para manter a estabilidade estrutural do bem. Tais intervenções estão identificadas e mapeadas. Missões Jesuíticas Guaranis - no Brasil, Ruínas de São Miguel das Missões (RS) http://portal.iphan.gov.br http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/39/ Como elaborar um Livro do Tombo exemplo Fonte: http://www.aedmoodle.ufpa.br/pluginfile.php/175047/mod_page/content/12/Modelo%20Livros%20de%20Tombo.pdf Fonte: http://www.aedmoodle.ufpa.br/pluginfile.php/175047/mod_page/content/12/Modelo%20Livros%20de%20Tombo.pdf Nº 01) Livro de Tombo de Bens Naturais – incluindo-se paisagens, espaços ecológicos, recursos hídricos, monumentos e sítios ou reservas naturais, parques e reservas federais, estaduais e municipais Fonte: http://www.aedmoodle.ufpa.br/pluginfile.php/175047/mod_page/content/12/Modelo%20Livros%20de%20Tombo.pdf Nº 02 – Livro de Tombo de Bens Arqueológicos e Antropológicos Fonte: http://www.aedmoodle.ufpa.br/pluginfile.php/175047/mod_page/content/12/Modelo%20Livros%20de%20Tombo.pdf Nº 03 – Livro de Tombo de Bens Imóveis de Valor Histórico, Arquitetônico, Urbanístico, Rural, Paisagístico, como: obras, cidades, edifícios, conjuntos e sítios urbanos e rurais Fonte: http://www.aedmoodle.ufpa.br/pluginfile.php/175047/mod_page/content/12/Modelo%20Livros%20de%20Tombo.pdf Nº 04 – Livro de Tombo de Bens Móveis de valor histórico, artístico, folclórico, iconográfico, toponímico, etnográfico, incluindo-se acervos de bibliotecas, arquivos, museus, coleções, objetos e documentos de propriedade de pública e privada. Catedral de Nossa Senhora da Boa Viagem (MG) Fonte: http://www.iepha.mg.gov.br/index.php/programas-e-acoes/patrimonio-cultural-protegido/bens-tombados/details/1/64/bens-tombados-catedral-de-nossa-senhora-da-boa-viagem Fonte: http://www.iepha.mg.gov.br/index.php/programas-e-acoes/patrimonio-cultural-protegido/bens-tombados/details/1/64/bens-tombados-catedral-de-nossa-senhora-da-boa-viagem • O tombamento estadual da Matriz de Nossa Senhora da Boa Viagem foi realizado em 1977 por meio do decreto n.° 18.531, de dois de junho. • O tombamento abrange a catedral e a praça que a circunda, que foram inscritos no Livro de Tombo n.° I — Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico; Fonte: http://www.iepha.mg.gov.br/index.php/programas-e-acoes/patrimonio-cultural-protegido/bens-tombados/details/1/64/bens-tombados-catedral-de-nossa-senhora-da-boa-viagem Fonte: http://www.iepha.mg.gov.br/index.php/programas-e-acoes/patrimonio-cultural-protegido/bens-tombados/details/1/64/bens-tombados-catedral-de-nossa-senhora-da-boa-viagem • Imagem de Nossa Senhora da Boa Viagem, o lavatório da sacristia, a pia batismal, a custódia do Congresso Eucarístico Nacional e os três retábulos da antiga matriz, dois dos quais se encontram no Museu da Inconfidência, em Ouro Preto e na Igreja de Ibirité, inscritos no Livro de Tombo n.° II — de Belas Artes; Fonte: http://www.iepha.mg.gov.br/index.php/programas-e-acoes/patrimonio-cultural-protegido/bens-tombados/details/1/64/bens-tombados-catedral-de-nossa-senhora-da-boa-viagem Fonte: http://www.iepha.mg.gov.br/index.php/programas-e-acoes/patrimonio-cultural-protegido/bens-tombados/details/1/64/bens-tombados-catedral-de-nossa-senhora-da-boa-viagem • Dois sinos da catedral, remanescentes da antiga Matriz da Boa Viagem, foram inscritos no Livro de Tombo n.° III — Histórico, das Obras de Arte Históricas e dos Documentos Paleográficos ou Bibliográficos • Os sinos datam de 1791 e 1818. Imóveis Sítios/conjunto Instrumentos de proteção Elaborados com a finalidade de consolidar e transmitir conceitos, normas e preceitos que orientam a preservação do patrimônio histórico e artístico protegido pela união (decreto lei nº 25). http://portal.iphan.gov.br/ publicações/lista? categoria=29&busca= Programa Monumenta, Iphan: cadernos técnicos vol. 1 - manual de elaboração de projetos de preservação do patrimônio cultural disponível no link: http://portal.iphan.gov.br/ publicações/lista?categoria=29&busca= O conjunto de Cadernos Técnicos do Programa Monumenta foram elaborados para consolidar e transmitir os conceitos, normas e preceitos que orientam a preservação do Patrimônio Histórico e Artístico o Caderno 1 foi elaborado para atender, prioritariamente, aos profissionais que trabalhavam nos projetos desenvolvidos pelo Monumenta envolvendo bens imóveis protegidos por tombamento federal ou situados nas áreas adjacentes e projetos de intervenção em espaços públicos urbanos. apresenta orientações para elaboração dos projetos complementares e a compilação com adaptações de parte das práticas da Sec. de Administração Pública (Sedap) para possibilitar a sua aplicação nas obras de intervenção do patrimônio edificado. http://portal.iphan.gov.br/publica%C3%A7%C3%B5es/lista?categoria=29&busca= http://portal.iphan.gov.br/publica%C3%A7%C3%B5es/lista?categoria=29&busca= http://portal.iphan.gov.br/publica%C3%A7%C3%B5es/lista?categoria=29&busca= vol. 2 – caderno de encargos Descreve alguns processos construtivos utilizados em obras de restauro, indicando procedimentos utilizados em várias regiões do Brasil. A evolução desses processos liga-se diretamente à disponibilidade de recursos materiais existentes em seu entorno, e os materiais utilizados determinam a expressão formal das ideias construtivas. Esta publicação apresenta, entre outras informações, os preceitos, especificações e procedimentos que deverão ser rigorosamente obedecidos durante a execução de obras de preservação das edificações que compõem o patrimônio cultural brasileiro. vol. 3 – sítios históricos e conjuntos de monumentos nacionais – volume I o Caderno 3 - Contém o dossiê completo e o relatório final do trabalho da comissão que definiu a Lista de Prioridades e as fichas dos Sítios e Conjuntos Históricos Urbanos Nacionais Tombados das Regiões Norte, Nordeste e Centro Oeste. Essa comissão também reuniu subsídios para o trabalho da comissão especial responsável pela elaboração da Lista de Prioridades de Conservação do Monumenta. Foram definidos os 101 Sítios e Conjuntos Históricos Urbanos Nacionais e coube ao Monumenta a elaboração do estudo de classificação tipológica segundo “narrativas históricas” elaboradas por professores do Departamento de História da Universidade de São Paulo (USP). vol. 4 – sítios históricos e conjuntos de monumentos nacionais – volume II Contém o dossiê completo e o relatório final do trabalho da comissão que definiu a Lista de Prioridades e as fichas dos Sítios e Conjuntos Históricos Urbanos Nacionais Tombados das Regiões Sul e Sudeste. Essa comissão também reuniu subsídios para o trabalho da comissão especial responsável pela elaboração da Lista de Prioridades de Conservação do Monumenta. Foram definidos os 101 Sítios e Conjuntos Históricos Urbanos Nacionais e coube ao Monumenta a elaboração do estudo de classificação tipológica segundo “narrativas históricas” elaboradas por professores do Departamento de História da Universidade de São Paulo (USP). vol.4 - análise de risco de incêndios em sítios históricos o Caderno 5 - As edificações típicas do período colonial brasileiro têm caracteríspresente nos altares, retábulos, imagens e forração de paredes e tetos, seja no trabalho de marcenaria de portas, soalhos, balaustradas e divisórias treliçadas, seja, finalmente, na carpintaria complexa de armação dos extensos telhados. vol. 7 – a documentação como ferramenta de preservação da memória: cadastro, fotografia, fotogrametria e arqueologia Apresenta as técnicas tradicionais e avançadas da documentação, além de mostrar sua evolução ao longo do tempo, o que se poderia classificar como a memória do registro da memória. Todas as instituições, órgãos e programas que se ocupam do resgate da memória da humanidade precisam difundir o conhecimento dessas técnicas, cujo domínio se torna ainda mais importante, no Brasil, onde parcela significativa dos monumentos e bens de relevante valor histórico, artístico e arquitetônico ainda não se encontra devidamente documentada. vol. 8 – conservação e intervenção em argamassas e revestimentos à base de cal Tem como objetivo revisar critérios e avanços técnicos que se têm alcançado na área da conservação de argamassas e revestimentos à base de cal visando melhorar as práticas de intervenção no patrimônio edificado. A cal foi um dos materiais mais importantes na construção e preservação das alvenarias tradicionais ao longo de centenas de anos. O Manual é um instrumento inovador e pioneiro que permite aos moradores e usuários de centros históricos conservarem os edifícios que compõem o conjunto urbano protegido. Representa a possibilidade de atuação para além dos conjuntos protegidos e dos espaços públicos, atingindo diretamente as comunidades, melhorando a vida das pessoas que vivem nessas áreas. vol. 9 – mobilidade e acessibilidade urbana em centros históricos A mobilidade e a acessibilidade refletem as múltiplas soluções que as pessoas adotam para se deslocar no espaço da cidade. Pesquisas demonstram que - entre as formas de deslocamento - os percursos a pé são cada vez mais importantes e, em se tratando de cidades históricas, com grande presença de turistas, esse modo de locomoção tem ainda maior destaque. Nos centros históricos brasileiros, são frequentes os percursos íngremes, passeios estreitos, degraus, alguns trajetos inseguros e automóveis disputando espaço com os pedestres. Destina-se aos gestores do Iphan, das secretarias estaduais e prefeituras municipais, e aos demais interessados no tema da mobilidade, acessibilidade e qualificação dos espaços urbanos. Com a função de proteger, valorizar e divulgar o patrimônio cultural no Estado de São Paulo. Nessa categoria se encaixam bens móveis, imóveis, edificações, monumentos, bairros, núcleos históricos, áreas naturais, bens imateriais, dentre outros. Desde 1968 O CONDEPHAAT já tombou mais de 500 bens. Eles formam um conjunto de representações da história e da cultura no Estado de São Paulo entre os séculos XVI e XX. As cidades que possuem bens tombados encontram-se representadas no mapa do Estado de São Paulo. O CONDEPHAAT Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico Arqueológico, Artístico e Turístico http://condephaat.sp.gov.br/o-condephaat-e-a-upph/# órgão localizado na Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo O braço técnico e executivo do CONDEPHAAT é a Unidade de Preservação do Patrimônio Histórico (UPPH), uma das Coordenadorias da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo. Para prestar os devidos serviços de apoio ao CONDEPHAAT, a UPPH conta com dois Grupos Técnicos. Um deles é o Grupo de Estudos de Inventário e Reconhecimento do Patrimônio Cultural e Natural. O outro é o Grupo de Conservação e Restauração de Bens Tombados. Nos dois grupos trabalham profissionais das áreas de arquitetura, história e sociologia. Além disso, a UPPH tem um Núcleo de Apoio Administrativo e uma Assistência Técnica de apoio direto à Coordenadoria da Unidade. http://condephaat.sp.gov.br/o-condephaat-e-a-upph/# Criado pela Lei nº 10.032, de 27 de dezembro de 1985, como um órgão colegiado de assessoramento cultural ligado à estrutura da Secretaria Municipal de Cultura. Suas atribuições, definidas em Lei, e alteradas significativamente pela Lei nº 10.236, de 16 de dezembro de 1986 e pela Lei nº 14.516, de 11 de outubro de 2007 determinam que: 1. delibere sobre o tombamento de bens móveis e imóveis; 2. defina a área envoltória destes bens e promova a preservação da paisagem, ambientes e espaços ecológicos importantes para a cidade, instituindo áreas de proteção ambiental; 3. formule diretrizes que visem à preservação e à valorização dos bens culturais; 4. comunique o tombamento aos órgãos assemelhados nas outras instâncias de governo e aos cartórios de registro – de imóveis ou de documentos; 5. pleiteie benefícios aos proprietários desses bens; 6. solicite apoio a organizações de fomento para obtenção de recursos e cooperação técnica, visando à revitalização do conjunto protegido, e 7. fiscalize o uso apropriado destes bens, arbitrando e aplicando as sanções previstas na forma da legislação em vigor. Apesar de sua criação ter acontecido em 1985/86 a instalação definitiva do Conselho só de deu 20 de outubro de 1988 Conpresp Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/upload/leis_10_032_85_e_10_236_86_1256746494.doc http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/upload/lei_14516_1256746415.doc A Resoluções dos Conpresp são documentos dispositivos normativos emanados de um órgão colegiado, registrando uma decisão ou ordem na instância de sua área de atuação, expressa em Lei. O Conpresp emite Resoluções de Abertura de Processo de Tombamento (APT), de Tombamento (T), de Tombamento Ex officio (TEO), de Regulamentação de Área Envoltória (R.AE) além de outras que retificam, ratificam ou se restringem a procedimentos administrativos destinados à normatização do bom uso do espaço urbano. Publicadas no Diário Oficial da Cidade; Lavradas em livro próprio, além de homologadas pelo Secretário de Cultura (porque há um prazo para contestação de qualquer munícipe) a fim de surtir efeitos legais. Após o tombamento os cartórios têm de ser notificados para os devidos assentamentos: 1) para bens móveis: o Cartório de Registro de Títulos e Documentos; 2) para bens imóveis: o Cartório de Registro de Imóveis A Resolução de Abertura de Tombamento (APT) antecede o tombamento propriamente dito e confere ao bem o mesmo regime de preservação do bem tombado até a decisão final do Conselho (Artigo 14, § 2º da Lei nº 10.032, de 27 de dezembro de 1985 e alterada pela Lei nº 10.236, de 16 de dezembro de 1986). A Resolução de Tombamento ratifica o valor cultural, histórico, arquitetônico e ambiental do imóvel atingido por ela. Essa decisão do Conselho visa proteger o imóvel da destruição, da descaracterização, além de reconhecer e manter seu valor para as futuras gerações. Ao proprietário do imóvel tombado compete, portanto, obedecer as diretrizes definidas na Resolução de Tombamento. https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/cultura/conpresp/legislacao/resolucoes/index.php?p=1137 https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/5445071/mod_resource/content/0/iphan_condephaat_conpresp_neves.pdf Pelas Leis no 10.032, de 1985, e 10.236, de 1986, que criaram e regulamentaram, no âmbito da SMC, o Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental Urbano pós de São Paulo (Conpresp), composto por representantes do poder público e sociedade civil (SÃO PAULO, 1985, 1986). De acordo com essa legislação, o DPH passaria a ser o órgão técnico a propor e a fiscalizar as ações de proteção ao patrimônio cultural, enquanto o Conpresp seria o órgão político a deliberar sobre os processos de tombamento e, em conjunto com a SMC, "formular as diretrizes e as estratégias necessárias para garantir a preservação