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Definições do monumento, 
patrimônio histórico e 
patrimônio cultural
profa. Angela Costa Diniz - 2025
• o monumental não é o grandioso em termos de
dimensão física, mas de dimensão histórica.
• sua etimologia está no latim monere, que significa
simultaneamente recordar e advertir.
Monumento
“[...] o monumento é um edifício que 
conserva seu valor e o transmite mais 
além de sua própria grandeza histórica, 
[...] uma forma arquitetônica que 
transmite um conteúdo ideológico, um 
conteúdo que se supõe capaz de 
conservar uma validez para além de sua 
conclusão, [...] é a obra de arte que 
atravessa os séculos conservando e 
transmitindo seu próprio valor 
ideológico.”
Giulio Carlo Argan
https://www.goethe.de/ins/br/pt/kul/mag/20968261.html
ht
tp
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ig
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es
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-d
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rio
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ca
ra
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co
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is
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an
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st
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ao
-d
o-
ar
tis
ta
-a
nd
er
so
n-
th
iv
es
/
Inventariar, registrar, ou colocar sob a guarda do estado, 
para preservação e proteção, um bem ou imóvel que tenha 
valor de alguma natureza para a sociedade. 
A palavra tem como base a torre do tombo, arquivo 
público de Portugal, onde eram arquivados os documentos 
referentes à guarda de bens. 
Na verdade, foi o contrário: o arquivo português, fundado 
em 1375 pelo rei D. Fernando I, recebeu esse nome porque 
na época 'tombo' já significava 'arquivo, inventário, registro 
de documentos'
Tombar 
Torre do tombo no Castelo de Sao 
Jorge (lisboa) durante o XVIII
Barraca construída após o terremoto de 1755, 
para abrigar a documentação
Imagens: https://pampatrimonioartesemuseus.wordpress.com/2015/09/03/torre-do-tombo-uma-fortaleza-da-memoria/
 
Fonte: (Helena Mendes dos Santos e Mário Ferreira de Pragmácio Telles – artigo livros do Tombo)
“do latim tumulum, significa elevação” 
“vocábulo tumulus que significa altura, 
eminência (natural ou artificial), 
elevação de terreno” 
“algumas acepções dizem respeito ao 
ato de classificar, inscrever, sendo 
muito semelhante à definição de 
arquivar (conservar, reter na 
memória)”
Fonte: (Helena Mendes dos Santos e Mário Ferreira de Pragmácio Telles – artigo livros do Tombo)
“o termo “tombar‟ pode 
significar derrubar, fazer cair ou 
cair; curvar, dobrar, inclinar ou, 
ainda, fazer o ”tombo” que, além 
do ato ou efeito de tombar 
(queda, tombamento), também 
significa arrolar, inventariar ou 
registrar”
Ação mental de retroceder à época de construção do 
edificado, buscando na memória as referências 
compositivas e construtivas que levaram ao projeto do 
monumento ou sítio histórico, de modo a descobrir sua 
lógica interna
Requer conhecimento das especificidades dos estilos e 
técnicas construtivas da época referente ao edifício ou sítio 
histórico analisado. 
técnicas retrospectivas
“ expressão designa um bem destinado ao usufruto de uma 
comunidade” 
Françoise Choay 
“preservar o seu patrimônio é preservar a memória”
patrimônio histórico
para que preservar?
“ (…) então preservar não é só guardar uma coisa, um 
objeto uma construção, um miolo histórico de uma 
grande cidade velha. Preservar também é gravar 
depoimentos, sons, músicas populares e eruditas. 
Preservar é manter sempre vivos, mesmo que alterados 
usos e costumes populares. É fazer, também, 
levantamentos, levantamentos de qualquer natureza, 
de sítios variados, de cidades de bairros, de quarteirões 
significativos dentro do contexto urbano. É fazer 
levantamentos de construções, especialmente aquelas 
sabidamente condenadas ao desaparecimento 
decorrente da especulação imobiliária”. 
preservar
porque? como?
LEMOS, 1981
conceito antigo 
“(...) procedimentos voltados para a transmissão de um 
bem para gerações futuras (...)” 
Não existia consciência histórica e nem ruptura passado-
presente. 
Intervenções feitas em edifícios históricos eram voltadas 
para as necessidades da época ditadas pelas exigências 
do momento: visão do mandatário ou arquiteto. 
Não podiam ser consideradas como restauração nem 
antigamente, nem nos tempos modernos. 
restauração...
Amadurecimento da chamada 
“consciência histórica” veio no 
século XVIII com o Iluminismo. 
França: nos fins do século 
XVIII e início do século XIX, a 
situação de abandono em que 
se encontrava o patrimônio 
artístico francês também 
contribuiu para mudanças da 
relação com o passado. 
Grã-Bretanha: as 
transformação aceleradas 
proporcionadas pela 
revolução industrial 
promoveram um sentimento 
de proteção em relação ao 
passado arquitetônico. 
Intervenções feitas em 
edifícios antes do século XVIII, 
que poderiam ser consideradas 
restauro, não aconteciam com 
a finalidade de valorização do 
monumento, mas sim por 
questões de ordem prática. 
Apesar de se ter notícias de 
intervenções em edificações 
do passado na idade média, 
foi no renascimento, a partir 
do quattrocento, que se 
passou a fazer levantamento 
e estudar em profundidade 
edificações de períodos 
anteriores. 
Leon Battista Alberti: 
desenvolveu método de 
levantamento cartográfico 
(1450) para possibilitar 
elaboração de projeto de 
restauração de Roma, 
planejada por Nicolau V – de 
reaedificatoria. Quattrocento refere-se aos eventos culturais e artísticos do 
século XV na Itália, analisados em conjunto. Engloba tanto o 
final da Idade Média (arte gótica e Gótico Internacional), 
quanto o começo do Renascimento. Os artistas voltaram-se 
mais às formas clássicas da Grécia e Roma.
https://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A9culo_XV
https://pt.wikipedia.org/wiki/It%C3%A1lia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Idade_M%C3%A9dia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Arte_g%C3%B3tica
https://pt.wikipedia.org/wiki/G%C3%B3tico_Internacional
https://pt.wikipedia.org/wiki/Renascimento
https://pt.wikipedia.org/wiki/Gr%C3%A9cia_Antiga
https://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_Romano
Apesar da admiração e estudo pelos edifícios do passado 
que se tinha no renascimento, estes continuaram servindo 
de fonte de materiais de construção para novos edifícios. 
Espoliação de edifício antigos como responsável pelo 
fornecimento de material de boa qualidade a um menor 
custo, já pronto para serem utilizados. 
Restauração
Renascimento
Espoliação: “Ação ou efeito de espoliar, de privar alguém da posse do que lhe pertence”.
Johann	Joachim	Winckelmann		
Estudos da antiguidade clássica: arte 
grega antiga aconselhava a conservação 
de aspectos originais e característicos. 
Necessidade de fazer estudos minuciosos 
do original antes de qualquer trabalho de 
restauração. As intervenções ou adições 
deveriam ser distintas do original.
Séculos XVIII e XIX (Itália)
restauração...
A História das escavações de Pompeia tem início nos 
Séculos XVIII e XIX. Por muitos séculos toda a cultura 
material de Pompeia foi intocada, até que o início das 
escavações em 1748 findaria com o marasmo da cidade 
preservada.[1] Em 1738, a área Vesuviana de Herculano 
começou a ser explorada. Dez anos mais tarde, houve o 
início a escavação de Pompeia, ainda interpretada como a 
cidade de Estábia. No entanto, os ganhos com a 
empreitada não foram satisfatórios, e a escavações da 
cidade foram abandonadas. A exploração só retornaria 
sete anos depois, em 1755, e somente em 1763 os 
exploradores descobriram que o[2] sítio que estavam 
escavando se tratava de Pompeia, e não da cidade de 
Estábia como se acreditava.[3]
https://pt.wikipedia.org/wiki/Pompeia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Herculano
https://pt.wikipedia.org/wiki/Pompeia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Est%C3%A1bia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Est%C3%A1bia
Destruição, saques e vandalismo praticados contra obras 
de arte e arquitetura com a finalidade de apagar símbolos 
das antigas classes dominantes, clero e nobreza. 
Importante: 
3 relatórios apresentados pelo abade Gregoire ao Comitê 
de Instrução Pública na Convenção (1793-1794) denunciou 
os atos cometidos contra os monumentos e prega o 
respeito por eles.dos bens culturais e 
naturais" (Artigo 80 da Lei no 10.032/1985 com 
redação alterada pela Lei no 10.236/1986)
	Gestões do Iphan.pdf
	Nova Geografia Cultural 
	Gestores Iphan
	Rodrigo Melo Franco de Andrade 1898-1969
	Mario de Andrade 1893 -1945. O Turista Aprendiz
	Gustavo Capanema (1900 a 1985)
	Lúcio Costa 1902 - 1998
	Renato de Azevedo Duarte Soeiro
	Aloísio MagalhaesSéculo XIX (França – revolução francesa)
restauração...
Historiador, crítico das artes e 
primeiro Inspetor Geral de 
Monumentos Históricos 
(nomeado em 1830). 
Sobre a preservação dos 
monumentos: 
1. Princípio fundamental: a “não 
inovação” referentes a 
intervenções mínimas baseadas 
em sólido conhecimento. 
2. Formação sólida e aprofundada 
para os profissionais que nela 
trabalhassem. 
Ludovic Vitet 
Henri Labrouste 
Membro da Comissão de 
Monumentos Históricos em 
1852, autor da Biblioteca de 
Sainte Geneviève 
(1843-1850). Posteriormente 
projetaria a Biblioteca 
Nacional. 
Prosper Merimée 
Estudioso de história 
medieval, substituiu Vitet em 
1834 na inspetoria de 
Monumentos Históricos – 
propôs manter os 
monumentos em sua 
integridade. 
Henri Labrouste - Biblioteca Nacional
Eugène Emmanuel Viollet-
le-Duc 
Arquiteto, historiador e crítico 
apresentou escritos sobre a Idade 
Média. 
Postura em relação a restauração: 
“A palavra e o assuntos são modernos. 
Restaurar um edifício não é mantê-lo, 
repará-lo ou refazê-lo, é restabelecê-lo 
em um estado completo que pode 
jamais ter existido em um dado 
momento.” 
Clamava o estudo aprofundado do 
monumento. Emprego de materiais 
melhores do que os utilizados em sua 
construção, para prolongar mais sua 
vida útil. 
Responsável pela restauração das 
catedrais de Amiens, Evreux, Toulouse e 
Paris, das muralhas e edifícios de 
Carcassone. 
preservação
Camillo Bioto 
Concebia os monumentos como 
documentos da história da civilização 
Considerava que deveriam ser 
preservadas as adições e as 
modificações feitas no decorrer do 
tempo e conservadas, inclusive, as 
marcas da própria passagem do 
tempo. 
“Avalia ainda que deveriam ser 
preferencialmente consolidados a 
reparados, e reparados a 
restaurados” 
Final Século XIX (Itália)
Adições e renovações 
deveriam ser evitadas, mas 
quando necessárias deveriam 
ser baseadas em documentos 
seguros e fidedigno 
Intervenções deveriam ter 
características que as 
distinguissem da obra original, 
através do emprego de 
materiais diversos e sem 
alterar o equilíbrio da 
composição do edifício 
Trabalhos executados durante 
a operação de restauro 
deveriam ainda, ser 
documentos e ter marcas que 
os identificassem 
Contrário às teorias de Viollet-
Le-Duc
“Mas aqui não se discorre sobre conservação que, 
antes, é uma obrigação de todo governo civil, de toda 
província, de toda comuna, de toda sociedade, de todo 
homem não ignorante e não vil, providenciar que as 
belas velhas obras do engenho humano sejam 
longamente conservadas à admiração do mundo. Mas, 
uma coisa é conservar, e outra é restaurar, ou melhor, 
muitas vezes uma coisa é contrário da outra; e meu 
discurso se endereça não aos conservadores, homens 
necessários e beneméritos, mas sim aos restauradores, 
homens quase sempre supérfluos e perigosos.” 
Camilo Boito, Convenção de Turim em 1884
Conclusões para o restauro 
arquitetônico: 
1ª – É necessário fazer o 
impossível, é necessário 
fazer milagres para 
conservar o monumento e 
seu velho aspecto artístico 
e pitoresco; 
2ª – É necessário que os 
completamos, se 
indispensáveis, e as 
adições, se não podem ser 
evitadas, demonstrem não 
ser obras antigas, mas 
obras de hoje
Exposição de Paris 
1889 – Preservação 
de Monumentos 
históricos
Congresso Internacional 
sobre a Proteção de Obras 
de Arte e dos Monumentos 
em Paris também é 
realizado, abordando o 
patrimônio histórico nos 
vários países, assim como 
a legislação 
Arquitetura do ferro ganha 
notoriedade. 
A lei francesa de 1887 – 
autorizava o Ministro da 
Educação a expropriar 
(desapropriar) em favor do 
Estado um monumento 
histórico que pertencesse 
a um particular, caso 
conservação estivesse em 
perigo.
O congresso aprovou: 
“no futuro, todas as vezes em que se 
intervier em uma obra de arte, seja de 
arquitetura, seja de escultura, seja de 
pintura, o autor da restauração, assistido 
de uma comissão composta por 
arqueólogos, pintores, escultores e 
arquitetos, elabore um duplo memorial 
relatando, pormenorizadamente, o estado 
dessa obra antes e depois da restauração” 
No Brasil…
As primeiras idéias de proteção ao 
patrimônio histórico-arquitetônico 
surgiram no Brasil na década de 
1910. 
A política dos governadores 
iniciada em 1904 possibilitou uma 
estabilização relativa do regime 
republicano e, a partir de então, os 
esforços da elite política estiveram 
voltados para forjar um Estado-
Nação capaz de sintonizar o país 
com exigências da expansão 
internacional do capitalismo. 
Tratava-se de ampliar a ação do 
Estado sobre a economia e a 
sociedade, articular a s focas 
sociais à gestão pública e 
harmonizar as peculiaridades 
locais aos padrões ditados pelos 
modelos vigentes nos grandes 
centros europeus. Tal postura 
incluía prestigiar as instituições 
liberais, a ciência e o progresso. 
Pretendia-se moldar um povo para 
uma modernidade que fazia parte 
apenas do horizonte das elites 
políticas e intelectuais. 
https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/5445071/mod_resource/content/0/iphan_condephaat_conpresp_neves.pdf
A Nova Geografia Cultural surgiu nos anos 1980. Este marco temporal foi marcado pela publicação do livro Maps of Meaning: An Introduction to Cultural. 
A Nova Geografia Cultural trouxe novas tradições teóricas, como: Teoria feminista, Teoria pós-colonialista, Pós-estruturalismo, Psicanálise, Modelos político-econômicos Marxistas. 
A Nova Geografia Cultural buscou desconstruir a cultura para revelar as relações de poder. 
A Geografia Cultural é o estudo dos fenômenos de uma organização social, como a linguagem, a religião, as artes, o governo e a economia. 
A primeira fase da Geografia Cultural ocorreu entre o final do século XIX e meados do século XX. A partir de 1925, o seu desenvolvimento começou nos Estados Unidos. 
Entre as décadas de 1940 e 1970, a Geografia Cultural passou por um período de declínio. No final da década de 1970 e início dos anos 80, a Geografia Cultural ressurgiu. 
Digite o texto aqui
• Construção de uma nova 
identidade; 
• Negação dos hábitos tradicionais 
brasileiros que vinha se 
formando até então; 
• Ecletismo(repúdio da tradição 
anterior, vestígios coloniais); 
• Uma nova imagem do Brasil para 
o mundo; 
• Independência: Criar 
representação simbólica para a 
nação brasileira; 
• Retorno às origens, culto à pátria 
e seus heróis (isso devido a 
relação entre o imperador e 
Instituto – grupo formado pela 
nobreza e intelectuais patriotas); 
• 1908: o cientificismo começa a 
influenciar a produção do 
Instituto; 
• Transição historicismo/ 
positivismo; 
• História como “memória da 
nação”; 
• Busca por uma homogeneidade, 
causando exclusão na História de 
povos como negros, índios ou 
brancos que não possuíam 
poder político; 
https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/5445071/mod_resource/content/0/iphan_condephaat_conpresp_neves.pdf
• Criação de uma verdade: 
Entre 1930 e 1960, a história é 
vista como memória da nação 
e História como justificativa 
de se criar uma identidade 
nacional;
• Na Arquitetura, o neocolonial: 
discurso do arquiteto 
português Ricardo Severo de 
culto a tradição
• Ao mesmo tempo, outro
movimento propõe a
preservação de valores
representativos do passado
nacional, uma reação à ações
como a remodelação urbana
de Salvador, Recife, Rio de
Janeiro e São Paulo e o
crescimento do mercado
internacional;
• Surgem algumas propostas de
proteção aos bens culturais,
sendo que entre 1917 e 1935,
começa a haver uma certa
conscientização de que a
preservação é fundamental
para que uma identidade
nacional seja formada;
• Em 1937 ocorre a criação do 
Sphan (Serviço do Patrimônio 
Histórico e Artístico 
Nacional), baseado no 
projeto de Mario de Andrade 
a pedido do ministro da 
Cultura Gustavo Capanema. 
Este serviço mudou várias 
vezes de nomenclatura 
sendo que desde 1994 é 
chamado de Iphan: Instituto 
do Patrimônio Histórico e 
ArtísticoNacional; 
• Somente a partir de 1970 a 
noção de patrimônio se 
expande: Do ponto de vista 
da sociedade, esse quadro se 
prolongaria até a década de 
1970, quando a preservação 
ambiental e, depois, a da 
memória passaram a ser 
vistas como um direito a ser 
conquistado ou mantido. 
Gestores Iphan
Rodrigo Melo Franco de 
Andrade 1898-1969
• O primeiro presidente do Iphan, advogado, jornalista e escritor, liderou o 
órgão por trinta anos, focando no tombamento de monumentos e na 
proteção de obras e objetos de arte do Brasil.
• Para fortalecer o serviço, foi necessária a criação de legislação específica e a 
capacitação de profissionais, além da realização de inventários, conservação 
de monumentos e organização de arquivos, promovendo a conscientização 
sobre a preservação do patrimônio cultural.
• A estruturação do Iphan resultou na recuperação de obras de arte e na 
criação de museus regionais e nacionais, como o Museu da Inconfidência e o 
Museu do Ouro.
• Seu enfoque era conservacionista e inovador, visando utilizar o patrimônio 
para enriquecer a cultura brasileira em aspectos sociais e educativos.
• A defesa do patrimônio inspirou obras de Rodrigo Melo Franco de Andrade, 
como Brasil: Monumentos Históricos e Arqueológicos e artigos sobre a 
história da arte no Brasil, explorando artistas e arquitetura colonial.
Mario de Andrade 1893 -
1945. O Turista Aprendiz
• Em 1920, após sua primeira viagem a 
Minas em 1919, publica Arte 
Religiosa em Minas Gerais, focando 
nos monumentos e igrejas do ciclo 
do ouro. Em 1924, participa de uma 
viagem a Minas com Oswald de 
Andrade, Tarsila do Amaral e o poeta 
francês Blaise Cendrars, 
redescobrindo o barroco e 
destacando Aleijadinho.
• Em 1936, aceita o convite do Ministro 
da Educação, Gustavo Capanema, 
para elaborar o anteprojeto do 
SPHAN, criado em 1937, com 
Rodrigo Melo Franco de Andrade 
como diretor.
• Ele foi pioneiro ao considerar o 
patrimônio imaterial, incluindo 
elementos culturais como cantigas e 
samba.
• Mário coordenou atividades na 4ª 
Região do Iphan, que abrange São 
Paulo, Mato Grosso, Paraná, Santa 
Catarina e Rio Grande do Sul. Para 
restaurar e legar ao SPHAN, adquiriu 
o Sítio Santo Antônio, tombado em 
1941 e doado ao Iphan em 1944; 
atualmente, o Sítio está restaurado e 
aberto ao público.
• Ainda em 1965, Carlos Drummond de 
Andrade denunciava em poesia a 
exploração de minério que causaria a 
alteração na paisagem no Pico de 
Itabirito. 
Gustavo Capanema (1900 a 
1985)
• Ministro da Educação e Saúde de 1934 a 1945, quando o 
Iphan foi criado (1937)
• Viés politico à extrema direita
• defendeu a modernidade como a base da reconstrução 
nacional
• Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional que 
durante seu mandato, o instituto foi responsável pelo 
tombamento e preservação de centenas de monumentos 
artísticos e históricos e pela criação do Museu Imperial, 
em Petrópolis (RJ), do Museu da Inconfidência, em Ouro 
Preto (MG), do Museu das Missões, em São Miguel das 
Missões (RS) e do Museu do Ouro, em Sabará (MG). 
Lúcio Costa 1902 - 1998
• Diretor de Estudos e 
Tombamentos de 1957 a 1990.
• Diretor da Divisão de Estudos e 
Tombamentos (DET).
• O arquiteto deveria guiar o 
futuro do país, definindo o que 
deveria ser valorizado do 
passado. Ele atuaria como 
mediador entre passado e 
presente, preservando o 
patrimônio nacional. E a 
arquitetura deve ser vista como 
uma manifestação da cultura 
nacional, dentro de um 
contexto evolutivo mais amplo.
• Em 1937, foi enviado ao Rio 
Grande do Sul para analisar os 
remanescentes dos Sete Povos 
das Missões e participou do 
projeto do Museu das Missões.
O museu possui o maior acervo 
público de imagens sacras do 
barroco jesuítico na América 
Latina.
• O Iphan lançou um livro com 
seus textos entre 1957 e 1990, 
reunindo suas ideias sobre a 
preservação de monumentos 
históricos.
• Centro Lucio Costa é uma 
unidade do Instituto do 
Patrimônio Histórico e Artístico 
Nacional (Iphan), dedicada à 
formação e à disseminação do 
conhecimento em Patrimônio 
Cultural.
• Projetou Brasília em 1957.
Renato de Azevedo Duarte 
Soeiro
Gestão entre (1967-1979)
Soeiro integrou a instituição 
desde 1938, iniciando como 
arquiteto assistente. Em 
1946, tornou-se diretor da 
Divisão de Conservação e 
Restauração. 
Nas décadas de 1950 e 
1960, destacou-se como 
representante em eventos 
internacionais e atuou como 
diretor substituto. 
Participou de reuniões 
importantes, como a 
promovida pela Unesco em 
1952, que abordou a 
proteção de bens culturais 
em conflitos, e o II Congresso 
Internacional de Arquitetos e 
Técnicos dos Monumentos 
Históricos, que resultou na 
Carta de Veneza em 1964. 
Ele fortaleceu laços com a 
Unesco e buscou conectar o 
patrimônio cultural ao 
desenvolvimento econômico, 
promovendo turismo 
cultural, capacitação, e 
preservação do patrimônio 
natural, entre outros temas. 
Sua gestão foi marcada pelo 
tombamento de conjuntos 
históricos.
Aloísio Magalhaes 
diretor do Iphan, foi um renomado designer gráfico.
Principais inovações 
• Utilizou termos como "saber-fazer"
• Preocupou-se com os modos de produção artesanal
• Institucionalizou uma abordagem socioeconômica do cultural
• Priorizou o produto cultural como processo
• Inseriu o sujeito homem em suas mais diversas manifestações
• Consagrou o patrimônio imaterial
• Contribuiu para a preservação da memória nacional. 
CNRC de 1975
• O CNRC propunha entender o Brasil para, a partir daí, criar modelos de 
desenvolvimento social e econômico aliados à diversidade cultural. 
Livros de Tombo e 
instrumentos de proteção do 
patrimônio cultural
“Defender o nosso patrimônio 
histórico e artístico é alfabetização”
Mário de Andrade
O Instituto do Patrimônio Histórico 
e Artístico Nacional (Iphan) tem 
constituído um dos maiores acervos 
bibliográficos, documentais e 
iconográficos do Brasil. Ao todo, 
são 13 bibliotecas que guardam 
mais de 500 mil livros e periódicos, 
interligadas entre si e às principais 
bibliotecas do país. 
O Arquivo Central que reúne os 
dados registrados sobre os bens 
tombados como Patrimônio Material 
nos Livros do Tombo (Arqueológico, 
Etnográfico e Paisagístico; 
Histórico; das Belas Artes; e das 
Artes Aplicadas). 
O Patrimônio Imaterial está 
agrupado por categoria e inscrito 
nos Livros de Registro (dos Saberes; 
das Celebrações; das Formas de 
Expressão; e dos Lugares). 
As Cartas Patrimoniais compõem 
outro acervo de grande valor e 
apresentam as recomendações 
referentes à proteção e preservação 
do Patrimônio Cultural, elaborados 
em encontros em diferentes épocas 
e partes do mundo. Somam-se a 
esses acervos, os títulos publicados 
pelo Iphan que proporcionam ao 
público em geral o acesso a obras 
essenciais ao conhecimento do 
Patrimônio Cultural Brasileiro.
https://www.archdaily.com.br/br/922720/iphan-disponibiliza-gratuitamente-milhares-de-livros-sobre-patrimonio-brasileiro
4 grupos de patrimônio:Patrimônio Material, Patrimônio Imaterial, Patrimônio Arqueológico e Patrimônio Mundial
http://portal.iphan.gov.br/?utm_medium=website&utm_source=archdaily.com.br
http://portal.iphan.gov.br/?utm_medium=website&utm_source=archdaily.com.br
http://portal.iphan.gov.br/?utm_medium=website&utm_source=archdaily.com.br
http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/401/?utm_medium=website&utm_source=archdaily.com.br
https://www.archdaily.com.br/br/tag/patrimonio
http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/608/?utm_medium=website&utm_source=archdaily.com.br
https://www.archdaily.com.br/br/tag/patrimonio
http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/122/?utm_medium=website&utm_source=archdaily.com.br
http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/226/?utm_medium=website&utm_source=archdaily.com.br
http://portal.iphan.gov.br/publicacoes?utm_medium=website&utm_source=archdaily.com.br
http://portal.iphan.gov.br/publicacoes?utm_medium=website&utm_source=archdaily.com.br
http://portal.iphan.gov.br/publicacoes?utm_medium=website&utm_source=archdaily.com.brhttp://portal.iphan.gov.br/publicacoes?utm_medium=website&utm_source=archdaily.com.br
Instrumentos de 
proteção
Conjunto de bens móveis e imóveis existentes no País e 
cuja conservação é de interesse público, 
Vinculação a fatos memoráveis da história do Brasil 
Valor arqueológico ou etnográfico, bibliográfico ou 
artístico. 
Monumentos naturais, sítios e paisagens que importe 
conservar e proteger pela feição notável com que tenham 
sido dotados pela natureza ou criados pela indústria 
humana.
Patrimônio Cultural  
Digite o texto aqui
http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/218/
Nova Geografia Cultural
Abordagem que se baseia nas teorias de 
Michel Foucault (1926-1984)
• Valorização da materialidade e 
imaterialidade da cultura enfatiza os aportes 
responsáveis pelo entendimento dessa 
noção, mediante a significação dos códigos 
culturais para um determinado grupo social 
e para sua identificação.
• Compreensão da paisagem através de sua 
materialidade, e, de sua imaterialidade. 
Além da arquitetura, da música, das 
festividades, das vestimentas, da 
gastronomia, da linguagem, das danças, 
entre outros códigos culturais visíveis, as 
normas, as crenças, os valores e as 
ideologias também produzem a paisagem 
porque orientam a conduta dos indivíduos 
pertencentes a uma cultura, norteando a 
produção do "visível" representativo desse 
grupo.
• Os estudos culturais, e especialmente, os 
relacionados aos códigos representativos de 
uma cultura, contribuem para a 
compreensão dos aspectos sociais, 
simbólicos e sua manifestação na paisagem 
e permitem realizar levantamentos do 
patrimônio cultural, fornecendo subsídios 
para ações que promovam essas 
potencialidades culturais.
Cartas patrimoniais
Carta de Atenas - Sociedade das Nações - 
Outubro de 1931. 
Carta de Atenas - CIAM - Novembro de 1933 
Recomendação de Nova Delhi - Novembro de 
1956 
Recomendação Paris - Dezembro de 1962 
Carta de Veneza - Maio de 1964 
Recomendação Paris - Novembro de 1964 
Normas de Quito - Novembro e Dezembro de 
1967. 
Recomendação Paris - Novembro de 1968 
Compromisso Brasília - Abril de 1970 
Compromisso Salvador - Outubro de 1971 
Carta do Restauro - Abril de 1972 
Declaração de Estocolmo - Junho de 1972 
Recomendação Paris - Novembro de 1972 
Resolução de São Domingos - Dezembro de 1974 
Declaração de Amsterdã - Outubro de 1975 
Manifesto Amsterdã - Outubro de 1975 
Carta do Turismo Cultural - Novembro de 1976 
Recomendações de Nairóbi - Novembro de 1976 
Carta de Machu Picchu - Dezembro de 1977 
Carta de Burra - 1979 e revisão editada em 2013 
Carta de Florença - Maio de 1981 
Declaração de Nairóbi - Maio de 1982 
Declaração Tlaxcala - Outubro de 1982 
Declaração do México - 1985 
Carta de Washington - 1986 
Carta Petrópolis - 1987 
Carta de Washington - 1987 
Carta de Cabo Frio - Outubro de 1989 
Declaração de São Paulo - 1989 
Recomendação Paris - Novembro de 1989 
Carta de Lausanne - 1990 
Carta do Rio - Junho de 1992 
Conferência de Nara - Novembro de 1994 
Carta Brasília - 1995 
Recomendação Europa - Setembro de 1995 
Declaração de Sofia - Outubro de 1996 
Declaração de São Paulo II - Julho de 1996 
Carta de Fortaleza - Novembro de 1997 
Carta de Mar del Plata - Junho de 1997 
Cartagena de Índias, Colômbia - Maio de 1999 
Carta de Cracóvia – 2000 (não está disponível 
no site do IPHAN). 
Convenção sobre a Proteção do Patrimônio 
Cultural Subaquático – 2001 (não está disponível 
no site do IPHAN). 
Recomendação Paris - Outubro de 2003 
Carta de Nova Olinda - Dezembro de 2009 
Carta de Brasília - Julho de 2010 
Carta dos Jardins Históricos Brasileiros, dita Carta 
de Juiz de Fora - Outubro de 2010 
http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Carta%2520de%2520Atenas%25201931.pdf
http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Carta%2520de%2520Atenas%25201931.pdf
http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Carta%2520de%2520Atenas%25201933.pdf
http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Recomendacao%2520de%2520Nova%2520Dheli%25201956.pdf
http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Recomendacao%2520de%2520Nova%2520Dheli%25201956.pdf
http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Recomendacao%2520de%2520Paris%25201962.pdf
http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Carta%2520de%2520Veneza%25201964.pdf
http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Recomendacao%2520de%2520Paris%25201964.pdf
http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Normas%2520de%2520Quito%25201967.pdf
http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Normas%2520de%2520Quito%25201967.pdf
http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Recomendacao%2520de%2520Paris%25201968.pdf
http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Compromisso%2520de%2520Brasilia%25201970.pdf
http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Compromisso%2520de%2520salvador%25201971.pdf
http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Carta%2520do%2520Restauro%25201972.pdf
http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Declaracao%2520de%2520Estocolmo%25201972.pdf
http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Recomendacao%2520de%2520Paris%25201972.pdf
http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Resoluc%25CC%25A7a%25CC%2583o%2520de%2520Sa%25CC%2583o%2520Domingos%25201974.pdf
http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Declaracao%2520de%2520Amsterda%25CC%2583%25201975.pdf
http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Manifesto%2520Amsterda%25CC%2583%25201975.pdf
http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Carta%2520de%2520Turismo%2520Cultural%25201976.pdf
http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Recomendacao%2520de%2520Nairobi%25201976.pdf
http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Carta%2520de%2520Machu%2520Picchu%25201977.pdf
http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/The-Burra-Charter-2013-Adopted-31_10_2013.pdf
http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Carta%2520de%2520Florenc%25CC%25A7a%25201981.pdf
http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Declaracao%2520de%2520Nairobi%25201982.pdf
http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Declaracao%2520de%2520Tlaxcala%25201982.pdf
http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Declaracao%2520do%2520Mexico%25201985.pdf
http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Carta%2520de%2520Washington%25201986.pdf
http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Carta%2520de%2520Petropolis%25201987.pdf
http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Carta%2520de%2520Washington%25201987.pdf
http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Carta%2520de%2520Cabo%2520Frio%25201989.pdf
http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Declaracao%2520de%2520Sao%2520Paulo%25201989.pdf
http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Recomendacao%2520Paris%25201989.pdf
http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Carta%2520de%2520Lausanne%25201990.pdf
http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Carta%2520do%2520Rio%25201992.pdf
http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Conferencia%2520de%2520Nara%25201994.pdf
http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Carta%2520Brasilia%25201995.pdf
http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Recomendacao%2520Europa%25201995.pdf
http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Declaracao%2520de%2520Sofia%25201996.pdf
http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Declaracao%2520de%2520Sao%2520Paulo%25201996.pdf
http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Carta%2520de%2520Fortaleza%25201997.pdf
http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Carta%2520de%2520Mar%2520del%2520Plata%25201997.pdf
http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Cartagenas%2520de%2520I%25CC%2581ndias%2520-%2520Colombia%25201999.pdf
http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Recomendacao%2520Paris%25202003.pdf
http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Carta%2520de%2520Nova%2520Olinda.pdfhttp://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Carta%2520Brasilia.pdf
http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Carta%2520dos%2520Jardins%2520Historicos.pdf
http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Carta%2520dos%2520Jardins%2520Historicos.pdf
As cartas patrimoniais são documentos que 
fornecem fundamentação teórica-crítica 
para que os bens culturais sejam preservados 
como documentos fidedignos, e, assim, 
atuarem com o efetivo suporte do 
conhecimento e da memória coletiva e, 
também estabelecem bases deontológicas 
para os vários profissionais que trabalham no 
campo da preservação (KÜHL, 2010: 288). 
As cartas são os resultados de discussões de 
um determinado momento (é necessário 
entender quais foram as razões para essas 
discussões) e tem uma finalidade, 
Não podem ser usadas conjuntas, em razão 
que cada carta possui uma função especifica; 
e devem ser lidas na sua integridade, uma vez 
que sua leitura seja feita em partes, podem 
levar a interpretações errôneas e equivocadas 
Não são regras fixas, mas sim, princípios e 
critérios que conduzem as soluções 
adequadas de intervenção, para que, de fato, 
seja efetiva a preservação dos aspectos 
documentais, materiais, formais, memoriais e 
simbólicos do patrimônio em questão. 
O conhecimento do campo disciplinar do 
restauro, principalmente o entendimento 
desses instrumentos norteadores para as 
tomadas de decisões, resulta em profissionais 
que possuem consciência em relação à 
responsabilidade que é trabalhar com bens de 
interesse para a preservação e no ambiente 
preexistente, tendo instrumental teórico-
crítico e técnico-operacional necessário para 
atuar no campo. 
Ao contrário disso é resultado que tem sido 
visto: deformação e destruição das obras 
arquitetônicas isoladas e do tecido urbano, 
que são base importante de transmissão do 
conhecimento e suporte da memória coletiva 
tendo por consequência um instrumental 
limitado para as gerações futuras. 
(KÜHL, 2010:289).A Nova Geografia Cultural surgiu nos anos 1980. Este marco temporal foi marcado pela publicação do livro Maps of Meaning: An Introduction to Cultural. 
A Neografia Cultural trouxe novas tradições teóricas, como: Teoria feminista, Teoria pós-colonialista, Pós-estruturalismo, Psicanálise, Modelos político-econômicos Marxistas. 
A Nova Geografia Cultural buscou desconstruir a cultura para revelar as relações de poder. 
A Geografia Cultural é o estudo dos fenômenos de uma organização social, como a linguagem, a religião, as artes, o governo e a economia. 
A primeira fase da Geografia Cultural ocorreu entre o final do século XIX e meados do século XX. A partir de 1925, o seu desenvolvimento começou nos Estados Unidos. 
Entre as décadas de 1940 e 1970, a Geografia Cultural passou por um período de declínio. No final da década de 1970 e início dos anos 80, a Geografia Cultural ressurgiu. 
A Nova Geografia Cultural surgiu nos anos 1980. Este marco temporal foi marcado pela publicação do livro Maps of Meaning: An Introduction to Cultural. 
A Nova GAeografia Cultural trouxe novas tradições teóricas, como: Teoria feminista, Teoria pós-colonialista, Pós-estruturalismo, Psicanálise, Modelos político-econômicos Marxistas. 
A Nova Geografia Cultural buscou desconstruir a cultura para revelar as relações de poder. 
A Geografia Cultural é o estudo dos fenômenos de uma organização social, como a linguagem, a religião, as artes, o governo e a economia. 
A primeira fase da Geografia Cultural ocorreu entre o final do século XIX e meados do século XX. A partir de 1925, o seu desenvolvimento começou nos Estados Unidos. 
Entre as décadas de 1940 e 1970, a Geografia Cultural passou por um período de declínio. No final da década de 1970 e início dos anos 80, a Geografia Cultural ressurgiu. 
Carta de Atenas 1931 
http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Carta%20de%20Atenas%201931.pdf 
Carta de Veneza 1964 
http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Carta%20de%20Veneza%201964.pdf 
Carta do Restauro 1972 
http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Carta%20do%20Restauro%201972.pdf
A Nova Geografia Cultural surgiu nos anos 1980. Este marco temporal foi marcado pela publicação do livro Maps of Meaning: An Introduction to Cultural. 
A Nova GAeografia Cultural trouxe novas tradições teóricas, como: Teoria feminista, Teoria pós-colonialista, Pós-estruturalismo, Psicanálise, Modelos político-econômicos Marxistas. 
A Nova Geografia Cultural buscou desconstruir a cultura para revelar as relações de poder. 
A Geografia Cultural é o estudo dos fenômenos de uma organização social, como a linguagem, a religião, as artes, o governo e a economia. 
A primeira fase da Geografia Cultural ocorreu entre o final do século XIX e meados do século XX. A partir de 1925, o seu desenvolvimento começou nos Estados Unidos. 
Entre as décadas de 1940 e 1970, a Geografia Cultural passou por um período de declínio. No final da década de 1970 e início dos anos 80, a Geografia Cultural ressurgiu. 
http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Carta%20de%20Atenas%201931.pdf
http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Carta%20de%20Veneza%201964.pdf
http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Carta%20do%20Restauro%201972.pdf
Garantir legalmente a preservação do bens de 
interesse cultural para o país. Foram estabelecidos por 
diferentes legislações ao longo do tempo, e 
atualmente constituem uma gama de alternativas a 
serem empregadas a depender da natureza do bem. 
São eles: 
Tombamento  
instituído pelo Decreto Lei nº 25, de 30 de 
novembro de 1937, e proíbe a destruição de bens 
culturais tombados, colocando-os sob vigilância 
do Instituto. 
Para ser tombado, um bem passa por um processo 
administrativo, até ser inscrito em pelo menos um dos 
quatro Livros do Tombo instituídos pelo Decreto: Livro 
do Tombo Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico; 
Livro do Tombo Histórico; Livro do Tombo das Belas 
Artes; e Livro do Tombo das Artes Aplicadas. 
Valoração do Patrimônio Cultural Ferroviário 
A extinta Rede Ferroviária Federal (RFFSA) atribuiu ao 
Iphan a obrigação de “receber e administrar os bens 
móveis e imóveis de valor artístico, histórico e 
cultural, oriundos da extinta RFFSA, e zelar pela sua 
guarda e manutenção”. 
A Lei No. 11.483/2007 
Portaria  No. 407/2010, a Lista do Patrimônio Cultural 
Ferroviário, onde são inscritos os bens oriundos do 
espólio da extinta RFFSA. Os bens não operacionais 
ficam sob a responsabilidade do Instituto, enquanto 
os operacionais permanecem sob a responsabilidade 
Departamento Nacional de Infraestrutura de 
Transportes (DNIT). 
É importante destacar que não cabe aos bens 
ferroviários que não fazem parte do espólio da 
RFFSA  a aplicação dessa Lei, mas sua proteção pode 
ser feita por meio de tombamento. 
Chancela da Paisagem Cultural 
Portaria Iphan No. 127/2009 
importância cultural de porções peculiares do 
território nacional, representativas do processo de 
interação do homem com o meio natural, à qual a vida 
e a ciência humana imprimiram marcas ou atribuíram 
valores. 
Pressupõe o estabelecimento de um pacto entre o 
poder público, a sociedade civil e a iniciativa privada, 
visando a gestão compartilhada da porção do 
território nacional assim reconhecida.
Instrumentos de proteção
http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Decreto-Lei%20n%C2%B0%2025%20de%2030%20de%20novembro%20de%201937.pdf
http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Decreto-Lei%20n%C2%B0%2025%20de%2030%20de%20novembro%20de%201937.pdf
http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Decreto-Lei%20n%C2%B0%2025%20de%2030%20de%20novembro%20de%201937.pdf
http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/608/
http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Lista_patrimonio_cultural_ferrovi%C3%A1rio_dez_2015.pdf
http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Lista_patrimonio_cultural_ferrovi%C3%A1rio_dez_2015.pdf
http://www.dnit.gov.br/
http://www.dnit.gov.br/
Qualquerpessoa física ou jurídica poderá solicitar o tombamento de qualquer bem ao Iphan, 
bastando, para tanto, encaminhar correspondência à Superintendência do Iphan em seu 
Estado, à Presidência do Iphan, ou ao Ministério da Cultura. 
Para ser tombado, o bem passa por um processo administrativo que analisa sua importância 
em âmbito nacional e, posteriormente, o bem é inscrito em um ou mais Livros do Tombo.   
Os bens tombados estão sujeitos à fiscalização realizada pelo Instituto para verificar suas 
condições de conservação, e qualquer intervenção nesses bens deve ser previamente 
autorizada.  
Sob a tutela do Iphan, os bens tombados se subdividem em bens móveis e imóveis, entre os 
quais estão conjuntos urbanos, edificações, coleções e acervos, equipamentos urbanos e de 
infraestrutura, paisagens, ruínas, jardins e parques históricos, terreiros e sítios arqueológicos. 
O objetivo do tombamento de um bem cultural é impedir sua destruição ou mutilação, 
mantendo-o preservado para as gerações futuras. 
Responsabilidade e fiscalização
http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/708/
http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/708/
http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/608/
Administração federal, estadual e municipal. 
Em âmbito federal, o tombamento foi instituído pelo 
Decreto-Lei nº 25, de 30 de novembro de 1937, o primeiro 
instrumento legal de proteção do Patrimônio Cultural 
Brasileiro e o primeiro das Américas, e cujos preceitos 
fundamentais se mantêm atuais e em uso até os nossos 
dias.  
reconhecimento e proteção do patrimônio cultural mais conhecido
Tombamento
http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Decreto-Lei%20n%C2%B0%2025%20de%2030%20de%20novembro%20de%201937.pdf
A expressão Tombamento e Livro de Tombo, 
provém do Direito Português, onde a palavra 
tombar tem o sentido de registrar, inventariar 
inscrever bens nos arquivos do Reino. 
Tal inventário era inscrito em livro próprio que era 
guardado na Torre do Tombo, a torre albarrã, do 
castelo de São Jorge, em Lisboa (Portugal). 
Ali se guardavam, para além dos referidos tombos 
de registo e demarcação de bens e direitos, os 
documentos da Fazenda, os capítulos das Cortes, 
os livros de chancelaria, os registos de instituição 
de morgados e capelas, os testamentos, os forais, 
as sentenças do juiz dos feitos da Coroa, as bulas 
papais, os tratados internacionais, a 
correspondência régia e muitos outros 
documentos oficiais da história do país, e muitos 
referentes à História do Brasil. 
Na atual designação oficial, o Instituto dos Arquivos 
Nacionais / Torre do Tombo é uma instituição com 
uma longa história, maior do que a da maioria dos 
próprios documentos que conserva. 
Para a normalização, descrição e produção de 
instrumentos técnicos dos bens a preservar, a Lei 
Estadual N.º 1.211, no artigo terceiro, descreve a 
forma de se adotar o registro dos bens 
patrimoniais: EM LIVRO TOMBO. 
Lei Estadual N.º 1.211. Data: 16 de setembro de 1.953 
ARTIGO 3º - A Divisão do Patrimônio Histórico, 
Artístico e Cultural do Paraná possuirá quatro (4) 
Livros do Tombo, nos quais serão inscritos as obras 
a que se refere o artigo 1º desta Lei a saber: 
1) - no livro do tombo arqueológico, etnográfico e 
paisagístico, as coisas pertencentes às categorias 
de arte arqueológica,etnográfica, ameríndia e 
popular, bem assim os monumentos naturais; 
2) - no livro do tombo histórico, as coisas de 
interesse histórico e obras de arte histórica; 
3) - no livro do tombo das belas artes, as coisas de 
arte erudita estadual, nacional ou estrangeira. 
4) - no livro do tombo das artes aplicadas, as 
obras que se incluírem na categoria das Artes 
Aplicadas, nacionais e estrangeiras;
Livros do Tombo
http://www.patrimoniocultural.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=46
http://www.iantt.pt/
http://www.iantt.pt/
Inscrição de bens culturais em função do valor arqueológico: 
• vestígios da ocupação humana pré-histórica ou histórica; 
• valor etnográfico ou de referência para determinados grupos sociais; 
• valor paisagístico, englobando tanto áreas naturais, quanto lugares criados pelo homem 
aos quais é atribuído valor à sua configuração paisagística (jardins, cidades, conjuntos 
arquitetônicos que destaque por sua relação com o território onde estão implantados).
Livro do Tombo Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico
Pré-história, cultura e belezas naturais
Parque Nacional Serra da Capivara (PI) 
O Parque Nacional Serra da Capivara 
foi criado em 1979, para preservar 
vestígios arqueológicos da mais remota 
presença do homem na América do Sul. 
Sua demarcação foi concluída em 1990 
e o parque é subordinado ao Instituto 
Chico Mendes de Conservação da 
Biodiversidade (ICMBio). Por sua 
importância, a Unesco o inscreveu na 
Lista do Patrimônio Mundial em 13 de 
dezembro de 1991, e também na Lista 
Indicativa brasileira como patrimônio 
misto.
http://portal.iphan.gov.br
A Nova Geografia Cultural surgiu nos anos 1980. Este marco temporal foi marcado pela publicação do livro Maps of Meaning: An Introduction to Cultural. 
A Nova eografia Cultural trouxe novas tradições teóricas, como: Teoria feminista, Teoria pós-colonialista, Pós-estruturalismo, Psicanálise, Modelos político-econômicos Marxistas. 
A Nova Geografia Cultural buscou desconstruir a cultura para revelar as relações de poder. 
A Geografia Cultural é o estudo dos fenômenos de uma organização social, como a linguagem, a religião, as artes, o governo e a economia. 
A primeira fase da Geografia Cultural ocorreu entre o final do século XIX e meados do século XX. A partir de 1925, o seu desenvolvimento começou nos Estados Unidos. 
Entre as décadas de 1940 e 1970, a Geografia Cultural passou por um período de declínio. No final da década de 1970 e início dos anos 80, a Geografia Cultural ressurgiu. 
• legislação que protege como bem da 
União todo achado arqueológico e 
estabelece que qualquer nova 
descoberta deve ser imediatamente 
comunicada às Superintendências do 
Iphan ou diretamente ao Instituto. 
• sob proteção legal desde 1937, com o 
Decreto-Lei nº 25. No entanto, em 
1961, a Lei Federal nº 3.924, de 26 de 
julho de 1961 estabeleceu proteção 
específica e, em 1988, a Constituição 
Brasileira também reconheceu os 
bens arqueológicos como 
patrimônios da União, incluindo-os no 
conjunto do Patrimônio Cultural 
Brasileiro. 
• A destruição, mutilação e inutilização 
física do patrimônio cultural são 
infrações puníveis por lei. 
• Elementos representantes dos grupos 
humanos responsáveis pela formação 
identitária da sociedade brasileira. 
• identificar conhecimentos e 
tecnologias que indicam anos de 
adaptação humana ao ambiente, 
além da produção de saberes 
tradicionais brasileiros. 
Bens Arqueológicos Tombados: 
http://portal.iphan.gov.br
http://portal.iphan.gov.br/uploads/legislacao/Decreto_Lei_n_25_de_30_de_novembro_de_1937_pdf.pdf
http://portal.iphan.gov.br/uploads/legislacao/Lei_3924_de_26_de_julho_de_1961.pdf
http://portal.iphan.gov.br/uploads/legislacao/Lei_3924_de_26_de_julho_de_1961.pdf
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Local: Município de União dos Palmares, Alagoas 
Inscrita no Livro do Tombo Arqueológico, 
Etnografico e Histórico, em 1986.  
Entre os séculos XVII e XVIII, negros, brancos e 
índios organizaram a República dos Palmares. 
Começou a constituir-se em 1630, durante o 
período de lutas contra os holandeses e da 
economia canavieira. 
No século XVIII, estabeleceu-se na Serra da Barriga 
o Quilombo dos Macacos, sede do Quilombo dos 
Palmares. O governador eleito e vitalício, Zumbi, e 
seu comando superior residiam na capital, a 
Cidade Real dos Macacos, atual União dos 
Palmares. 
A população total chegou a 30.000 pessoas, 
agrupadas em povoados. 
Possuíam áreas de agricultura e de pecuária onde 
todos trabalhavam. 
Não podendo lutar contra o Exército e suas armas 
bélicas, os quilombolas palmarinos foram 
exterminados em 14 de maio de 1697. 
Ainda se conservam,nas proximidades da Serra, as 
últimas pedras das trincheiras onde se abrigaram 
durante a luta. 
Local referencial para as práticas de referências 
culturais relacionada à ancestralidade cultural 
africana e afrodescendente 
A diáspora de Palmares representou a formação 
da sociedade alagoana e brasileira, fato 
importante que é relembrado no Dia da 
Consciência Negra, comemorado em 20 de 
novembro 
Testemunho material dos processos de ocupação 
humana representando um dos mais importantes 
povoados do Quilombo de Palmares
Serra da Barriga
http://portal.iphan.gov.br/al/pagina/detalhes/538
http://portal.iphan.gov.br/al/pagina/detalhes/538
Serra da Barriga
Inscrição de bens culturais em função do valor histórico. 
Conservação de interesse público por sua vinculação a fatos memoráveis 
da história do Brasil. 
Bens imóveis de valor histórico: 
• edificações, fazendas, marcos, chafarizes, pontes, centros históricos. 
Bens móveis de valor histórico: 
• imagens, mobiliário, quadros e xilogravuras, entre outras peças. 
Três das mais importantes cidades para a história da formação do Brasil: 
Rio de Janeiro (RJ), Outro Preto (MG) e Salvador (BA).
Livro do Tombo Histórico
http://portal.iphan.gov.br
No Rio, além 
da excepcional 
quantidade de 
bens culturais 
tombados a 
paisagem 
cultural da 
cidade foi 
reconhecida 
como 
Patrimônio 
Mundial pela 
Unesco.
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http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/383/
Em Ouro Preto, 
o patrimônio 
reúne palácios, 
igrejas, fontes, 
pontes, casas 
comerciais e 
residenciais do 
período 
colonial.
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http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/373/
Salvador se 
destaca pelo 
seu valor 
cultural e 
grandeza - 
cerca de três 
mil edifícios 
construídos 
entre os 
séculos XVIII 
e XX.
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http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/241/
O termo belas-artes é aplicado às artes de caráter não 
utilitário, opostas às artes aplicadas e às artes decorativas. 
Para a História da Arte, as belas-artes imitam a beleza natural e 
são consideradas diferentes daquelas que combinam beleza e 
utilidade. 
O surgimento das academias de arte, na Europa, a partir do 
século XVI, foi decisivo na alteração do status do artista, 
personificado por Michelangelo Buonarroti (1475 - 1564). 
Nesse período, o termo belas-artes foi definido como arte 
acadêmica, separando arte e artesanato, artistas e mestres de 
ofícios.
Livro do Tombo das Belas Artes
Bens culturais em função do valor artístico
http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/588
Os Profetas formam outro importante patrimônio 
classificado como belas artes, criado por Antônio 
Francisco Lisboa, o Aleijadinho. 
O conjunto de estátuas está em Congonhas (MG) 
Considerado uma das obras-primas do barroco mundial, o 
Santuário do Bom Jesus de Matozinhos foi inscrito no Livro 
do Tombo de Belas Artes, pelo Iphan, em 1939, e 
reconhecido como Patrimônio Cultural Mundial pela 
UNESCO, em dezembro de 1985. 
Construído em várias etapas, a partir de 1757. 
Conjunto arquitetônico e escultórico, onde estão as 
imagens dos 12 Profetas em pedra sabão, além de seis 
capelas dispostas lado a lado no aclive frontal ao templo, 
denominadas Passos, ilustrando a Via Crucis de Jesus 
Cristo, transformou a cidade em centro de peregrinação 
religiosa, desde o século XVIII. 
Sua inspiração é fortemente relacionada a exemplares 
portugueses como a Igreja de Bom Jesus do Monte (Braga) 
e ao Santuário de Nossa Senhora dos Remédios (Lamego), 
ambos em Portugal. 
O Santuário apresenta-se em bom estado de conservação 
permitindo que sua materialidade exprima a importância e 
os valores a ele atribuídos, representando uma realização 
artística única e exemplo excepcional da arquitetura 
brasileira do século XVIII.  
O conjunto edificado e escultórico conserva seus valores 
intrínsecos: a Igreja do Bom Jesus; o adro com as estátuas 
dos profetas em pedra sabão; os passos e capelas com 
suas sete estações ambos concluídos em 1805 e 
expressivo conjunto escultórico representativo da Paixão 
de Cristo. Apesar do processo de transformação ocorrido 
com o crescimento urbano da cidade de Congonhas, 
decorrente do intenso processo de mineração de ferro, o 
Santuário mantém-se intacto e se constitui, até os dias 
atuais, em ícone da arte sacra e religiosidade no Brasil. 
Congonhas conserva alguns bons exemplares da 
arquitetura civil. O núcleo histórico que se desenvolveu no 
entorno ou ambiência do Santuário, formado por vias do 
início da povoação. Nessas ruas, encontram-se casas 
compostas, na sua grande maioria, de um só pavimento ou 
um pavimento e porão, e cobertura em telha canal, 
datadas dos séculos XIX e XX, com algumas edificações 
remanescentes do século XVIII
Santuário do Senhor Bom Jesus de Matozinhos.
http://portal.iphan.gov.br
http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/370/
http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/46/
Produção artística de criação de objetos, peças e construções 
utilitárias: alguns setores da arquitetura, das artes 
decorativas, design, artes gráficas e mobiliário, por exemplo. 
Desde o século XVI, as artes aplicadas estão presentes em 
bens de diferentes estilos arquitetônicos.  
No Brasil, as artes aplicadas se manifestam fortemente no 
Movimento Modernista de 1922, com pinturas, tapeçarias e 
objetos de vários artistas. 
Imagens sacras
Bens culturais em função do valor artístico, associado à função utilitária
Livro do Tombo das Artes Aplicadas 
http://portal.iphan.gov.br
http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/589
Ruínas do sítio arqueológico de São Miguel Arcanjo, mais 
conhecido como ruínas de São Miguel das Missões 
Em 1938, esses remanescentes foram tombados como 
patrimônio nacional. Dois anos depois, foi criado o Museu das 
Missões, destinado ao recolhimento e à guarda da estatuária da 
Igreja de São Miguel. 
Em 1983, juntamente com as Missões localizadas em território 
argentino de San Ignacio Mini, Santa Ana, Nuestra Señora de 
Loreto e Santa María La Mayor, São Miguel das Missões foi 
declarada Patrimônio Cultural Mundial pela Unesco. Esses 
locais são considerados, atualmente, monumentos 
históricos com finalidade cultural e turística expressiva, e 
altamente significativos para o desenvolvimento local das 
comunidades envolvidas. 
As Missões Jesuíticas Guaranis, como um sistema de bens 
culturais transfronteiriços envolvendo o Brasil e a Argentina, 
compõem-se de um conjunto de cinco sítios arqueológicos 
remanescentes dos povoados implantados em território 
originalmente ocupado por indígenas, durante o processo de 
evangelização promovido pela Companhia de Jesus nas 
colônias da coroa espanhola na América, durante os séculos 
XVII e XVIII.  
Esses bens também expressam em parte a experiência da 
Companhia de Jesus no território americano, produzida na 
chamada Província Jesuítica do Paraguai, que compreendia um 
sistema de relações espaciais, econômicas, sociais e culturais 
singulares, conformada à época por 30 povoados, chamados de 
reduções. 
Os elementos integrantes do conjunto declarado não se 
encontram ameaçados, sendo preservados pela atuação direta 
da ação governamental principalmente, tanto na Argentina 
como no Brasil. No caso brasileiro, os vestígios materiais 
existentes do sítio - corpo principal da igreja, campanário e 
sacristia, partes das construções conventuais, fundações e 
bases das habitações indígenas, praça, horto, canalizações 
pluviais, objetos sacros - permitem expressar este singular 
modelo de ocupação territorial permeado pela interação e troca 
cultural entre os povos nativos e os missionários europeus. 
No sítio de São Miguel Arcanjo, a legibilidade e o entendimento 
da configuração espacial do sítio, capaz de expressar o 
cotidiano da redução, podem ser atestados por documentos 
que descrevem sua implantação e organização. A sua 
autenticidade física está mantida pelos materiais e técnicas 
construtivas originais. As intervenções ocorridasao longo dos 
anos datadas desde a época de funcionamento da redução 
foram executadas para manter a estabilidade estrutural do bem. 
Tais intervenções estão identificadas e mapeadas.
Missões Jesuíticas Guaranis - no Brasil, Ruínas de São 
Miguel das Missões (RS)
http://portal.iphan.gov.br
http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/39/
Como elaborar um Livro do 
Tombo
exemplo
Fonte: http://www.aedmoodle.ufpa.br/pluginfile.php/175047/mod_page/content/12/Modelo%20Livros%20de%20Tombo.pdf
Fonte: http://www.aedmoodle.ufpa.br/pluginfile.php/175047/mod_page/content/12/Modelo%20Livros%20de%20Tombo.pdf
Nº 01) Livro de Tombo de Bens Naturais – 
incluindo-se paisagens, espaços ecológicos, 
recursos hídricos, monumentos e sítios ou 
reservas naturais, parques e reservas federais, 
estaduais e municipais
Fonte: http://www.aedmoodle.ufpa.br/pluginfile.php/175047/mod_page/content/12/Modelo%20Livros%20de%20Tombo.pdf
Nº 02 – Livro de Tombo de Bens 
Arqueológicos e Antropológicos
Fonte: http://www.aedmoodle.ufpa.br/pluginfile.php/175047/mod_page/content/12/Modelo%20Livros%20de%20Tombo.pdf
Nº 03 – Livro de Tombo de Bens Imóveis de Valor 
Histórico, Arquitetônico, Urbanístico, Rural, 
Paisagístico, como: obras, cidades, edifícios, 
conjuntos e sítios urbanos e rurais
Fonte: http://www.aedmoodle.ufpa.br/pluginfile.php/175047/mod_page/content/12/Modelo%20Livros%20de%20Tombo.pdf
Nº 04 – Livro de Tombo de Bens Móveis de valor histórico, 
artístico, folclórico, iconográfico, toponímico, etnográfico, 
incluindo-se acervos de bibliotecas, arquivos, museus, 
coleções, objetos e documentos de propriedade de pública 
e privada. 
Catedral de Nossa Senhora da Boa Viagem 
(MG)
Fonte: http://www.iepha.mg.gov.br/index.php/programas-e-acoes/patrimonio-cultural-protegido/bens-tombados/details/1/64/bens-tombados-catedral-de-nossa-senhora-da-boa-viagem
Fonte: http://www.iepha.mg.gov.br/index.php/programas-e-acoes/patrimonio-cultural-protegido/bens-tombados/details/1/64/bens-tombados-catedral-de-nossa-senhora-da-boa-viagem
• O tombamento estadual da Matriz de Nossa Senhora da Boa 
Viagem foi realizado em 1977 por meio do decreto n.° 18.531, 
de dois de junho. 
• O tombamento abrange a catedral e a praça que a circunda, 
que foram inscritos no Livro de Tombo n.° I — Arqueológico, 
Etnográfico e Paisagístico; 
Fonte: http://www.iepha.mg.gov.br/index.php/programas-e-acoes/patrimonio-cultural-protegido/bens-tombados/details/1/64/bens-tombados-catedral-de-nossa-senhora-da-boa-viagem
Fonte: http://www.iepha.mg.gov.br/index.php/programas-e-acoes/patrimonio-cultural-protegido/bens-tombados/details/1/64/bens-tombados-catedral-de-nossa-senhora-da-boa-viagem
• Imagem de Nossa Senhora da Boa Viagem, o lavatório da 
sacristia, a pia batismal, a custódia do Congresso Eucarístico 
Nacional e os três retábulos da antiga matriz, dois dos quais 
se encontram no Museu da Inconfidência, em Ouro Preto e 
na Igreja de Ibirité, inscritos no Livro de Tombo n.° II — de 
Belas Artes;
Fonte: http://www.iepha.mg.gov.br/index.php/programas-e-acoes/patrimonio-cultural-protegido/bens-tombados/details/1/64/bens-tombados-catedral-de-nossa-senhora-da-boa-viagem
Fonte: http://www.iepha.mg.gov.br/index.php/programas-e-acoes/patrimonio-cultural-protegido/bens-tombados/details/1/64/bens-tombados-catedral-de-nossa-senhora-da-boa-viagem
• Dois sinos da catedral, remanescentes da antiga Matriz da 
Boa Viagem, foram inscritos no Livro de Tombo n.° III — 
Histórico, das Obras de Arte Históricas e dos Documentos 
Paleográficos ou Bibliográficos 
• Os sinos datam de 1791 e 1818.
Imóveis
Sítios/conjunto
Instrumentos de 
proteção
Elaborados com a finalidade 
de consolidar e transmitir 
conceitos, normas e 
preceitos que orientam a 
preservação do patrimônio 
histórico e artístico 
protegido pela união 
(decreto lei nº 25). 
http://portal.iphan.gov.br/
publicações/lista?
categoria=29&busca= 
 
 
Programa Monumenta, Iphan: cadernos técnicos 
vol. 1 - manual de elaboração 
de projetos de preservação 
do patrimônio cultural
disponível no link: http://portal.iphan.gov.br/
publicações/lista?categoria=29&busca= 
O conjunto de Cadernos	Técnicos	do	Programa	
Monumenta	foram elaborados para consolidar e 
transmitir os conceitos, normas e preceitos que 
orientam a preservação do 
Patrimônio Histórico e Artístico 
o Caderno 1 foi	elaborado	para	atender,	
prioritariamente,	aos	profissionais	que	trabalhavam	nos	
projetos	desenvolvidos	pelo	Monumenta 
envolvendo bens	imóveis	protegidos	por	tombamento	
federal	ou	situados	nas	áreas	adjacentes e projetos	de	
intervenção	em	espaços	públicos	urbanos. 
apresenta orientações	para	elaboração	dos	projetos	
complementares e a compilação com 
adaptações de parte das práticas da Sec. de 
Administração Pública (Sedap) 
para possibilitar a sua aplicação nas obras de 
intervenção do patrimônio edificado.
http://portal.iphan.gov.br/publica%C3%A7%C3%B5es/lista?categoria=29&busca=
http://portal.iphan.gov.br/publica%C3%A7%C3%B5es/lista?categoria=29&busca=
http://portal.iphan.gov.br/publica%C3%A7%C3%B5es/lista?categoria=29&busca=
vol. 2 – caderno de 
encargos
Descreve alguns processos construtivos 
utilizados em obras de restauro, 
indicando procedimentos utilizados em 
várias regiões do Brasil. A evolução 
desses processos liga-se diretamente à 
disponibilidade de recursos materiais 
existentes em seu entorno, e os 
materiais utilizados determinam a 
expressão formal das ideias 
construtivas. 
Esta publicação apresenta, entre outras 
informações, os preceitos, 
especificações e procedimentos que 
deverão ser rigorosamente 
obedecidos durante a execução de 
obras de preservação das edificações 
que compõem o patrimônio cultural 
brasileiro.
vol.	3	–	sítios	históricos	e	
conjuntos	de		monumentos	
nacionais	–	volume	I	
o Caderno 3 - Contém o dossiê completo 
e o relatório final do trabalho da 
comissão que definiu a Lista de 
Prioridades e as fichas dos Sítios e 
Conjuntos Históricos Urbanos 
Nacionais Tombados das Regiões 
Norte, Nordeste e Centro Oeste. 
Essa comissão também reuniu subsídios 
para o trabalho da comissão especial 
responsável pela elaboração da Lista 
de Prioridades de Conservação do 
Monumenta. 
Foram definidos os 101 Sítios e Conjuntos 
Históricos Urbanos Nacionais e 
coube ao Monumenta a elaboração 
do estudo de classificação tipológica 
segundo “narrativas históricas” 
elaboradas por professores do 
Departamento de História da 
Universidade de São Paulo (USP).
vol. 4 – sítios históricos e 
conjuntos de monumentos 
nacionais – volume II
Contém o dossiê completo e o relatório 
final do trabalho da comissão que 
definiu a Lista de Prioridades e as fichas 
dos Sítios e Conjuntos Históricos 
Urbanos Nacionais Tombados das 
Regiões Sul e Sudeste. Essa comissão 
também reuniu subsídios para o 
trabalho da comissão especial 
responsável pela elaboração da Lista 
de Prioridades de Conservação do 
Monumenta. Foram definidos os 101 
Sítios e Conjuntos Históricos Urbanos 
Nacionais e coube ao Monumenta a 
elaboração do estudo de classificação 
tipológica segundo “narrativas 
históricas” elaboradas por professores 
do Departamento de História da 
Universidade de São Paulo (USP). 
vol.4 - análise de risco de 
incêndios em sítios 
históricos 
o Caderno 5 - As edificações 
típicas do	período colonial 
brasileiro	têm	caracteríspresente nos altares, 
retábulos, imagens e forração de 
paredes e tetos, seja no trabalho 
de marcenaria de portas, soalhos, 
balaustradas e divisórias treliçadas, 
seja, finalmente, na carpintaria 
complexa de armação dos 
extensos telhados. 
 
vol. 7 – a documentação como 
ferramenta de preservação da 
memória: cadastro, fotografia, 
fotogrametria e arqueologia
Apresenta as técnicas tradicionais e 
avançadas da documentação, além 
de mostrar sua evolução ao longo 
do tempo, o que se poderia 
classificar como a memória do 
registro da memória. 
Todas as instituições, órgãos e 
programas que se ocupam do 
resgate da memória da humanidade 
precisam difundir o conhecimento 
dessas técnicas, cujo domínio se 
torna ainda mais importante, no 
Brasil, onde parcela significativa dos 
monumentos e bens de relevante 
valor histórico, artístico e 
arquitetônico ainda não se encontra 
devidamente documentada.
vol. 8 – conservação e 
intervenção em 
argamassas e revestimentos à 
base de cal
Tem como objetivo revisar critérios e 
avanços técnicos que se têm alcançado na 
área da conservação de argamassas e 
revestimentos à base de cal visando 
melhorar as práticas de intervenção no 
patrimônio edificado.  
A cal foi um dos materiais mais importantes 
na construção e preservação das alvenarias 
tradicionais ao longo de centenas de anos. 
O Manual é um instrumento inovador e 
pioneiro que permite aos moradores e 
usuários de centros históricos conservarem 
os edifícios que compõem o conjunto 
urbano protegido. Representa a 
possibilidade de atuação para além dos 
conjuntos protegidos e dos espaços 
públicos, atingindo diretamente as 
comunidades, melhorando a vida das 
pessoas que vivem nessas áreas.
vol. 9 – mobilidade e 
acessibilidade urbana em 
centros históricos
A mobilidade e a acessibilidade refletem as 
múltiplas soluções que as pessoas adotam 
para se deslocar no espaço da cidade. 
Pesquisas demonstram que - entre as 
formas de deslocamento - os percursos a 
pé são cada vez mais importantes e, em 
se tratando de cidades históricas, com 
grande presença de turistas, esse modo de 
locomoção tem ainda maior destaque. 
Nos centros históricos brasileiros, são 
frequentes os percursos íngremes, 
passeios estreitos, degraus, alguns 
trajetos inseguros e automóveis 
disputando espaço com os pedestres. 
Destina-se aos gestores do Iphan, das 
secretarias estaduais e prefeituras 
municipais, e aos demais interessados no 
tema da mobilidade, acessibilidade e 
qualificação dos espaços urbanos.  
Com a função de proteger, valorizar e divulgar 
o patrimônio cultural no Estado de São Paulo. 
Nessa categoria se encaixam bens móveis, 
imóveis, edificações, monumentos, bairros, 
núcleos históricos, áreas naturais, bens 
imateriais, dentre outros. 
Desde 1968 O CONDEPHAAT já tombou mais 
de 500 bens. Eles formam um conjunto de 
representações da história e da cultura no 
Estado de São Paulo entre os séculos XVI e XX. 
As cidades que possuem bens tombados 
encontram-se representadas no mapa do 
Estado de São Paulo.
O CONDEPHAAT 
Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico Arqueológico, Artístico e Turístico
http://condephaat.sp.gov.br/o-condephaat-e-a-upph/#
órgão localizado na Secretaria de Cultura do 
Estado de São Paulo 
O braço técnico e executivo do CONDEPHAAT é 
a Unidade de Preservação do Patrimônio 
Histórico (UPPH), uma das Coordenadorias da 
Secretaria de Cultura e Economia Criativa do 
Estado de São Paulo. 
Para prestar os devidos serviços de apoio ao 
CONDEPHAAT, a UPPH conta com dois Grupos 
Técnicos. Um deles é o Grupo de Estudos de 
Inventário e Reconhecimento do Patrimônio 
Cultural e Natural. O outro é o Grupo de 
Conservação e Restauração de Bens Tombados. 
Nos dois grupos trabalham profissionais das 
áreas de arquitetura, história e sociologia. Além 
disso, a UPPH tem um Núcleo de Apoio 
Administrativo e uma Assistência Técnica de 
apoio direto à Coordenadoria da Unidade.
http://condephaat.sp.gov.br/o-condephaat-e-a-upph/#
Criado pela Lei nº 10.032, de 27 de dezembro de 1985, como um órgão colegiado de assessoramento 
cultural ligado à estrutura da Secretaria Municipal de Cultura. Suas atribuições, definidas em Lei, e alteradas 
significativamente pela Lei nº 10.236, de 16 de dezembro de 1986 e pela Lei nº 14.516, de 11 de outubro de 
2007 determinam que: 
1. delibere sobre o tombamento de bens móveis e imóveis; 
2. defina a área envoltória destes bens e promova a preservação da paisagem, ambientes e espaços 
ecológicos importantes para a cidade, instituindo áreas de proteção ambiental; 
3. formule diretrizes que visem à preservação e à valorização dos bens culturais; 
4. comunique o tombamento aos órgãos assemelhados nas outras instâncias de governo e aos cartórios 
de registro – de imóveis ou de documentos; 
5. pleiteie benefícios aos proprietários desses bens; 
6. solicite apoio a organizações de fomento para obtenção de recursos e cooperação técnica, visando à 
revitalização do conjunto protegido, e 
7. fiscalize o uso apropriado destes bens, arbitrando e aplicando as sanções previstas na forma da 
legislação em vigor. 
Apesar de sua criação ter acontecido em 1985/86 a instalação definitiva do Conselho só de deu 20 de 
outubro de 1988
Conpresp
Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo
http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/upload/leis_10_032_85_e_10_236_86_1256746494.doc
http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/upload/lei_14516_1256746415.doc
A Resoluções dos Conpresp são documentos dispositivos normativos 
emanados de um órgão colegiado, registrando uma decisão ou ordem 
na instância de sua área de atuação, expressa em Lei. 
 
O Conpresp emite Resoluções de Abertura de Processo de Tombamento 
(APT), de Tombamento (T), de Tombamento Ex officio (TEO), de 
Regulamentação de Área Envoltória (R.AE) além de outras que retificam, 
ratificam ou se restringem a procedimentos administrativos destinados 
à normatização do bom uso do espaço urbano. 
Publicadas no Diário Oficial da Cidade; Lavradas em livro próprio, além 
de homologadas pelo Secretário de Cultura (porque há um prazo para 
contestação de qualquer munícipe) a fim de surtir efeitos legais. 
Após o tombamento os cartórios têm de ser notificados para os devidos 
assentamentos: 
1) para bens móveis: o Cartório de Registro de Títulos e 
Documentos; 
2) para bens imóveis: o Cartório de Registro de Imóveis 
A Resolução de Abertura de Tombamento (APT) antecede o 
tombamento propriamente dito e confere ao bem o mesmo regime de 
preservação do bem tombado até a decisão final do Conselho (Artigo 
14, § 2º da Lei nº 10.032, de 27 de dezembro de 1985 e alterada pela Lei 
nº 10.236, de 16 de dezembro de 1986). 
A Resolução de Tombamento ratifica o valor cultural, histórico, 
arquitetônico e ambiental do imóvel atingido por ela. Essa decisão do 
Conselho visa proteger o imóvel da destruição, da descaracterização, 
além de reconhecer e manter seu valor para as futuras gerações. Ao 
proprietário do imóvel tombado compete, portanto, obedecer as 
diretrizes definidas na Resolução de Tombamento.
https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/cultura/conpresp/legislacao/resolucoes/index.php?p=1137
https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/5445071/mod_resource/content/0/iphan_condephaat_conpresp_neves.pdf
Pelas Leis no 10.032, de 1985, e 10.236, de 1986, 
que criaram e regulamentaram, no âmbito da 
SMC, o Conselho Municipal de Preservação do 
Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental 
Urbano pós de São Paulo (Conpresp), composto 
por representantes do poder público e 
sociedade civil (SÃO PAULO, 1985, 1986). 
De acordo com essa legislação, o DPH passaria a 
ser o órgão técnico a propor e a fiscalizar as 
ações de proteção ao patrimônio cultural, 
enquanto o Conpresp seria o órgão político a 
deliberar sobre os processos de tombamento e, 
em conjunto com a SMC, "formular as diretrizes 
e as estratégias necessárias para garantir a 
preservação

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